ENSAIO CLÍNICO RANDOMIZADO SOBRE EFEITO DO RALOXIFENO, DO 17 ESTRADIOL EM BAIXA DOSE VIA PERCUTÂNEA, E DA ASSOCIAÇÃO DO RALOXIFENO AO 17 ESTRADIOL SOBRE SINTOMAS CLIMATÉRICOS EM MULHERES PÓS-MENOPÁUSICAS.. Werle MH , Wender MCO , Valiati B , Grings A , Biasuz E , Fontana G , Araújo R , Campos L , Freitas F . Ambulatório de Climatério do Serviço de Ginecologia e Obstetrícia do HCPA e Departamento de Ginecologia e Obstetrícia da Faculdade de Medicina da UFRGS. . HCPA - UFRGS.
Fundamentação: A reposição hormonal com estrogênio (TRH) tem sua principal indicação o tratamento dos sintomas vasomotores climatéricos. Existem mulheres que não querem ou têm contra-indicação ao uso da estrogenioterapia. O raloxifeno é um SERM (modulador seletivo do receptor estrogênico) com ações agonistas em osso (previne e trata osteoporose) e lipídios e antagonistas na mama (reduz incidência de câncer de mama receptor estrogênico positivo). Entretanto, ele pode inclusive aumentar a ocorrência dos fogachos. Por esse motivo, decidiu-se avaliar o efeito da -estradiol em baixas doses por via percutânea associação do raloxifeno ao 17 sobre a sintomatologia climatérica e endométrio. Objetivo principal: - estradiol via comparar o uso do raloxifeno à
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associação do raloxifeno com o 17 -estradiol via percutânea em baixa percutânea em baixa dose, com o uso do 17 dose mais placebo, ou do raloxifeno isolado em relação à sintomatologia do climatério.Método: o delineamento de pesquisa é um ensaio clínico randomizado. As pacientes incluídas neste estudo serão mulheres pós-menopáusicas até 65 anos que procurem o Ambulatório de Climatério do HCPA, com indicação para TRH e sintomas climatéricos. Os critérios de exclusão são: pacientes histerectomizadas, em uso de TRH nos últimos 3 meses, com história de tumor estrogênio-dependente, história de doença tromboembólica e presença de sangramento vaginal irregular. Uma vez preenchidos os requisitos acima, após uma anamnese completa com preenchimento do questionário e índice de Kupperman, a paciente deverá ser submetida à exame físico (incluindo pressão arterial, peso e altura). Será coletado o citopatológico do colo uterino, realizada biópsia de endométrio por aspiração e/ou histeroscopia, solicitado dosagem sérica de colesterol, LDL e HDL, triglicerídeos, glicemia, mamografia bilateral, e ecografia transvaginal. Após resultados dos exames, a paciente será randomizada -estradiol via em três grupos: raloxifeno 60mg/d;
raloxifeno 60mg/d mais 17 -estradiol via percutânea 0,5mg/d mais comprimido de percutânea 0,5mg/d; 17 placebo. A duração do tratamento será de três meses, sendo que ao longo do estudo será aplicado questionário e índice de Kupperman e medidas pressão arterial e peso mensalmente. Ao final do terceiro mês, a paciente realizará novo perfil lipídico, ecografia transvaginal e biópsia endometrial/histeroscopia. Resultados: o estudo está sendo desenvolvido na forma de piloto, com 60 pacientes (20 em cada grupo) para determinação do tamanho da amostra, uma vez que não existe estudo semelhante prévio. Devido ao cegamento dos grupos, ainda não podemos analisar os resultados finais. Serão analisadas as características basais da amostra incluída até o momento.
Foram incluídas 30 pacientes, com idade média de 51,7 anos, com média de 4,85 anos pós-menopáusicos. Já finalizaram o estudo 12 pacientes. Conclusão: Após a conclusão do estudo, é possível que tenhamos condições de verificar se associação de um SERM a um estrogênio natural por via percutânea em baixa-dose venha a representar uma opção para mulheres pós-menopáusicas com baixa tolerância à TRH tradicional.
O TRATAMENTO COM LÍTIO DURANTE A GESTAÇÃO. Rodini GP , Piccoli ES . Serviço de Psiquiatria e Serviço de Ginecologia e Obstetrícia . HCPA.
Fundamentação:O uso do lítio em pacientes grávidas é um assunto controverso e que ainda é tema de debates. Dez por cento dos recém nascidos com exposição intra-útero ao lítio, durante o primeiro trimestre da gestação, apresentavam malformações cardiovasculares, sendo a mais freqüente a de Ebstein das válvulas tricúspides. A exposição no terceiro trimestre e durante o trabalho de parto parece prejudicar a síntese e liberação dos hormônios da tireóide, causar a floopy baby syndrome – síndrome do bebê frouxo, respiração superficial, alterações neurológicas e cardiovasculares. Estudos epidemiológicos recentes apontam que os ensaios iniciais podem ter superestimado o risco do desenvolvimento de malformações fetaisObjetivos:Propor novas diretrizes, cientificamente embasadas, para o uso do lítio durante a gestaçãoCausistica:Seleção de artigos a partir sites médicos especializados da rede mundial de computadores (internet). Consideram-se nessa pesquisa, organizadamente, as palavras-chave: gestação, lítio, perinatal, estabilizadores do humor, mulher, complicações, perinatal, transtorno afetivo bipolar, terapêutica, drogas psicotrópicas, risco teratogênico e pós-parto. Foram alocados estudos retrospectivos, prospectivos e de revisão sendo que especial atenção será prestada aos mais recentes e bem conduzidos artigos que versam sobre o polêmico tema do uso do lítio em gestantes.
Resultados:Segundo uma revisão de 4 estudos de casos–controles e 3 coortes o risco da anormalidade de Ebstein na população em geral é de 1/20.000, subindo para 1/1.000 no caso de exposição ao lítio ao longo do primeiro trimestre, sendo esses resultados dose dependentes. O risco absoluto na população exposta não é demasiadamente grande. Um estudo observacional transversal coletou dados de 241 recém-nascidos mostrando: nascimento pré-termo (39%), macrossomia (36%), e mortalidade perinatal (8,3%) em recém-nascidos com o uso do lítio. Outros problemas relacionados ao lítio: malformação de meato e conduto auditivo externo, meningomielocele lombar, polidrâmnio, implantação baixa de orelhas, agenesia renal bilateral e defeito septal com transposição de grandes vasos. Há possibilidade de recorrência da doença mental quando o lítio é descontinuado. Se essa interrupção do tratamento ocorrer agudamente no momento em que as pacientes ficam grávidas, observou-se que 50%
recidivaram após prazo de 3 meses e 70% após 6 meses. Uma metanálise, que versa sobre o uso de drogas psicotrópicas na gestação, considera que a doença mental per se pode estar associada com desfechos adversos tanto para a mãe quanto para a criança. Os episódios de exacerbação da doença mental podem vir associados a possibilidade de suicídio, abuso de substância, não atenção a cuidados pré-natais, ou síndrome depressiva. Caso se opte pela descontinuação do tratamento com lítio, a sua dose deve ser diminuída gradualmente para minimizar os risco de recidivas.Conclusões:Situações prognósticas ao se considerar o uso de lítio:
Gestação planejada proporciona tempo para serem tomadas as melhores alternativas com a possibilidade da tentativa de retirada da medicação e, conseqüente, observação dos sintomas antes de engravidar. Se ocorrer recidiva, há pouca possibilidade da paciente ficar sem tratamento; Quanto mais tempo assintomático, melhores são as chances de uma gestação sem intercorrências;
Decisão individual do uso ou não da droga baseado na análise de seus riscos e benefícios evitaando prescrever lítio durante o período de organogênese (dias 18 a 55). Utilização da menor dose efetiva; A gestação deve ser classificada como sendo de alto risco e exige monitorização adequada tanto da gestante (controle irrestrito sobre a função renal, cardíaca, tireiodeana, de eletrólitos e litemia). quanto do feto (ecocardiografias fetais bidimensionais e ultrasonografias anatômicas de nível III regulares entre a 16a e 20a semanas de gestação) As recomendações do tratamento variam de acordo com a severidade da doença; Considere a gestação e o pós-parto como dois períodos de risco diferentes; Avalie a necessidade de profilaxia no pós-parto, sendo essa, na maioria dos casos, recomendada; mas, não deve ser esquecido o fato de que a maioria das drogas tem a propriedade de serem eliminadas com o leite materno. O Comitê de Fármacos da Academia Americana de Pediatria considerou recentemente a carbamazepina e o ácido valpróico (mas não o lítio) medicamentos compatíveis com a amamentação. Indicações do uso de lítio, em especial para o transtorno afetivo bipolar: Retirar lenta e gradualmente o estabilizador do humor antes da gravidez, ou quando a paciente tiver documentada a positividade do teste de gravidez; Manter a paciente sem a droga durante o primeiro trimestre e considerar a possibilidade da re-introdução da droga no trimestre seguinte, ou ao final da gestação (dose otimizada, sendo essa a menor possível, considerando o maior clearence do lítio durante a gestação e a possibilidade de efeitos adversos no feto). Pode ser considerada a retirada do tratamento durante todo o período de gestação; Manter a eutimia para que o pós-parto tenha menores intercorrências; Manter o lítio durante a gestação em caso de doença severa utilizando-se a menor dose possível sendo esta dividida em várias (3 a 4) doses diárias para se evitar o pico plasmático e também manter sua concentração estável.
CORRELAÇÃO ENTRE ESCALA DE DOR ANÁLOGA VISUAL E DE MCCORMICK EM PACIENTE COM DOR PÉLVICA ABDOMINAL.. Teixeira LM , Torres TG , Savaris RF . Serviço de Ginecologia e Obstetrícia/HCPA e Departamento de Ginecologia e Obstetrícia/ Faculdade de Medicina/ UFRGS. . HCPA.
Fundamentação: A escala análoga visual (AV) é comumente utilizada numa tentativa de quantificar a dor do paciente. Já nos casos de Doença Inflamatória Pélvica (DIP), o escore de dor de Mc Cormick (McC) é o método mais utilizado. Na escala AV, o grau de dor é determinado pela paciente. No escore de McC, é o médico que determina o grau da dor, baseado no exame físico.Objetivo:
Verificar se o grau de dor referido pela paciente tem correlação com o verificado pelo médico.MétodoDelineamento: Estudo Transversal observacional.Pacientes: 344 consultas intercaladas em 70 pacientes que procuraram a emergência ginecológica do
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Hospital de Clínicas de Porto Alegre, com sinais e sintomas de dor pélvica e abdominal, entre os meses de abril e julho de 2003.Método: Antes de serem examinadas, as pacientes eram solicitadas, por meio de uma entrevista padrão, a demonstrar o grau de sua dor sobre uma faixa padronizada de escala de dor. A escala análoga visual era composta por uma linha de 10cm, sem marcas intervalares, que variava entre zero (ausência de dor) e dez (maior dor imaginável). Após marcar a escala, as pacientes eram submetidas a um exame físico padronizado (palpação abdominal e exame de toque bimanual) e os pontos de dor eram contados de acordo com o escore de Mc Cormick. As escalas foram comparadas através do coeficiente de correlação de Spearman, sendo considerado estatisticamente significativo um coeficiente de correlação (r) com p< 0,05 e uma forte correlação um valor de r
≥0,6 e <0,9. Esse estudo faz parte de um ensaio clínico randomizado duplo-cego para o tratamento da DIP que foi aprovado pelo comitê de ética do HCPA. Resultados: O coeficiente de correlação de Spearman entre a escala AV e de McCormick foi de 0,67, com um p <0,0001.Conclusões: Existe uma correlação forte (numa escala de correlação nula, fraca, regular, forte, muito forte e perfeita) entre a dor sentida pela paciente (escala AV) e a observada pelo médico através do exame físico (escala de McCormick).
ACURÁCIA DO DIAGNÓSTICO CLÍNICO DA DOENÇA INFLAMATÓRIA PÉLVICA EM COMPARAÇÃO COM A ENDOMETRITE COMPROVADA HISTOLOGICAMENTE.. Teixeira LM , Torres TG , Edelweiss MI , Savaris RF . Serviço de Ginecologia e Obstetrícia/HCPA e Departamento de Ginecologia e Obstetrícia/ Faculdade de Medicina/ UFRGS . HCPA.
Fundamentação: O diagnóstico da doença inflamatória pélvica (DIP) é controverso. Apesar do padrão-ouro ser a laparoscopia, a endometrite também é considerada como diagnóstico de certeza. Por ser uma doença cujo diagnóstico é eminentemente clínico, faz-se necessário verificar como estão os padrões de acurácia do diagnóstico no nosso meio.Objetivos: Determinar a sensibilidade, a especificidade e os valores preditivos positivos e negativos entre diagnóstico clínico de DIP e endometrite histologicamente comprovada.MétodoDelineamento: Estudo TransversalPacientes: 79 pacientes que procuraram a emergência do HCPA por dor pélvica ou para avaliação pós-tratamento da dor entre os meses de abril e julho de 2003. Dessas, 65 pacientes tinham sinais e sintomas clínicos de DIP de grau leve à moderado e 14 eram pacientes que haviam terminado recentemente o tratamento para DIP e estavam clinicamente curadas.Método: O diagnóstico clínico de DIP foi estabelecido de acordo com os critérios do Center for Disease Control (CDC): dor em hipogastro, dor à mobilização do colo e dos anexos e leucorréia ou diagnóstico laboratorial para clamídia ou gonococo. O diagnóstico de endometrite foi feito através da análise histológica. O patologista era cego quanto o diagnóstico clínico. Esses resultados fazem parte de um ensaio clínico randomizado duplo-cego para o tratamento de DIP que foi aprovado pelo comitê de ética do HCPA.Resultados: Das 65 pacientes com diagnóstico clínico de DIP, 46 tiveram diagnóstico de endometrite confirmado pela biópsia. Das 14 pacientes clinicamente curadas, 8 não apresentavam endometrite. Tendo como referência a biópsia de endométrio, o exame físico mostrou uma sensibilidade de 88% (IC95%: 0,76-0,95), uma especificidade de 29% (IC95%: 0,13-0,50), um valor preditivo positivo de 70% (IC95%: 0,58-0,81)e um valor preditivo negativo de 57% (IC95%:
0,28-0,82) para o diagnóstico de DIP.Conclusões: O diagnóstico clínico para DIP é adequado como método de rastreamento para essa doença; somente 12% dos casos de DIP não seriam diagnosticados. Cabe lembrar que a ausência de endometrite não exclui a possibilidade de DIP, já que até 15% das mulheres com salpingite podem não apresentar endometrite.
ATIVIDADE DE TIROSINA QUINASE E EXPRESSÃO DO SUBSTRATO 1 DO RECEPTOR DE INSULINA (IRS-1) EM MIOMÉTRIO E MIOMA HUMANOS. Tavares MB , Orcy RB , Corletta E , Capp E . Serviço e Departamento de Ginecologia e Obstetrícia (HCPA/UFRGS)/Laboratório de Endocrinologia Molecular e Neuroendocrinologia . FAMED - UFRGS.
A insulina, além de ter ações metabólicas nas células, tem efeitos na promoção do crescimento e na estimulação da síntese de RNA e DNA, agindo a partir da fosforilação de seu receptor e de seus substratos intracelulares. Ainda não se sabe quais mecanismos moleculares estão envolvidos e como o receptor de insulina participa do processo de formação de tumores. Pouco é conhecido sobre a atividade do receptor de insulina em miométrio humano normal e miomas. Nosso objetivo foi determinar a atividade de tirosina quinase do receptor de insulina através da fosforilação de substrato exógeno poly (Glu 4: Tyr 1) e comparar a expressão do substrato do receptor de insulina 1 em miométrio normal e mioma. Os níveis de IRS-1 em miométrio (0,190 ± 0,022) e em mioma (0,226 ± 0,022) não foram estatisticamente diferentes (p > 0,05). O grau de fosforilação do substrato exógeno poly (Glu 4: Tyr 1) também não foi diferente entre miométrio (1,566 ± 0,177) e em mioma (1,98 ± 0,612) (p > 0,05). Conclusão: a expressão protéica de IRS-1 não foi diferente entre miométrios e miomas. A capacidade de fosforilar substratos exógenos com resíduos de tirosina foi semelhante em miomas e miométrios. Outras vias da cadeia de sinalização da insulina podem estar envolvidas na diferenciação e proliferação do mioma.
EXPRESSÃO DOS PROTOONOGENES H-RAS, C-FOS, C-MYC E C-JUN EM MIOMÉTRIO E MIOMA HUMANOS. Reche M , Ferrari AL , Miragem AA , Tavares MB , da Silva ISB , Kohek MB , Corleta HvE , Capp E . Serviço e Departamento de Ginecologia e Obstetrícia (HCPA/UFRGS)/Laboratório de Endocrinologia Molecular e Neuroendocrinologia . HCPA - UFRGS.
Miomas humanos são tumores comuns do trato genital feminino.São comumente benignos, no entanto causam distúrbios hemorrágicos, desconforto ou dor pélvica e não raramente aborto recorrente de infertilidade. É sabido que o ambiente endócrino é o maior determinante do crescimento dos miomas. Existem fortes evidências que sugerem sua dependência com os hormônios ovarianos. Cada vez mais acredita-se que insulina e fatores de crescimentos, através de seus receptores, estejam envolvidos na transformação tumoral de tecidos dependentes de hormônios. Protooncogenes são genes celulares normais regulatórios precoces e possuem papel importante na coordenação de eventos que levam à proliferação e diferenciação em células normais. Nestas células, a correlação entre estágios iniciais de proliferação e a expressão de fos, jun e myc sugere que estes protooncogenes funcionam como mediadores de vias bioquímicas reguladoras da proliferação e que suas respectivas formas oncogênicas podem atuar através da alteração dos mecanismos de controle do crescimento normal. OBJETIVO: Comparar a expressão dos protooncogenes h-ras, c- fos, c-myc, c-jun, em mioma e miométrio humanos. METODOLOGIA: membrana plasmática com os receptores de insulina dos miométrios e miomas foram preparadas e a seguir foram realizados western blots. As bandas imuno-marcadas foram visualizadas através de autoradiograma após a adição de um reagente quimoluminescente. A. RESULTADOS: a técnica de western blot foi estabelecida e testada para a verificação da expressão destes protooncogenes. A etapa seguinte será a testagem das amostras.
CONCLUSÃO: A maior compreensão destas atividades que envolvem a regulação do crescimento dos miomas, como a expressão dos protooncogenes ras, fos, myc, e jun possibilitará novas estratégias não invasivas no tratamento deste tumor uterino benigno tão comum.
PERFIL DAS PACIENTES COM DIAGNÓSTICO DE CÂNCER DE MAMA NO HCPA ENTRE JANEIRO DE 1998 E DEZEMBRO DE 2000. Mädche CR , Renosto R , Ferreira J . Registro Hospitalar de Câncer - Hospital de Clínicas de Porto Alegre - UFRGS . HCPA - UFRGS.
Fundamentação:Câncer de mama é um cancer frequente na mulher.Objetivos:Comparar a letalidade de 2 anos dos pacientes do HCPA com câncer de mama segunda a faixa etária e tipo de tratamento recebido. Comparar a letalidade de outros cânceres mais frequentemente diagnosticados e tratados no HCPA. Causistica:Utilizaram-se os dados do Registro Hospitalar de Câncer (RHC) que
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rastreia os casos através dos sumários de alta hospitalar e dos exames anátomo-patológicos com diagnóstico de câncer de mama.
Os casos tiveram um seguimento de 731 dias após o diagnóstico. Os dados incluem não apenas o seguimento dos pacientes que foram acompanhados por pelo menos dois anos no HCPA ou que faleceram dentro desse prazo no hospital, mas também os óbitos em outras instituições, que foram rastreados em todo o Rio Grande do Sul por meio do registro nominal de óbitos da Secretaria Estadual da Saúde. Resultados: Foram incluídos no estudo os 632 pacientes com diagnóstico de câncer de mama no HCPA no período de janeiro de 1998 a dezembro de 2000, havendo 13 homens na população estudada. O tipo histológico mais comum nesta população (estando de acordo com a literatura) é o carcinoma ductal infiltrante presente em 89,2% dos casos. A tabela 1 apresenta a letalidade em relação a duas faixas etárias. A letalidade do câncer de mama comparada a letalidade dos cânceres mais freqüentes diagnosticados no HCPA está apresentada na tabela 2. O tratamento cirúrgico exclusico foi estabeleciso em 30,7% dos pacientes e cirurgico associado a outros em 90,2%. A letalidade associada ao tipo de tratamento estabelecido está apresentada na tabela 3.
Não foram incluídas nesta tabela as terapias com menos de 10 pacientes. Os grupos com as maiores letalidades podem estar relacionadas a piores estadiamentos no momento do diagnóstico Conclusao: A letalidade geral do câncer de mama observada em 2 anos foi de 7,4%. Houve diferença significativa em relação a faixa etária com letalidade maior na faixa mais idosa. Essa letalidade é muito inferior a outros cânceres freqüentes diagonsticados no HCPA com exceção do câncer de pele. O tratamento isolado mais realizado no período entre 1998 e 2000 foi a cirurgia.
FATORES DE RISCO PARA DOENÇA CARDIO-VASCULAR EM PACIENTES QUE APRESENTARAM GESTAÇÃO COM PRÉ- ECLÂMPSIA E/OU ECLÂMPSIA E EM PACIENTES COM GESTAÇÃO NORMAL HÁ . Tavares EB , Canti IT , Ramos JGL , Komlós M , Capp E , Corleta HVE . Serviço e Departamento de Ginecologia e Obstetrícia (HCPA/UFRGS)/Laboratório de Endocrinologia Molecular e Neuroendocrinologia . HCPA.
Introdução: É controverso se pacientes com Pré-eclâmpsia/Eclâmpsia apresentam, a longo prazo, maior incidência de doença cardiovascular. Alguns estudos demonstram correlação positiva entre história de pré- eclâmpsia/eclâmpsia com o HAS. A correlação de PE/E com hipertrigliceridemia, baixo HDL-colesterol, LDL elevado, diabete mélito e hiperinsulinemia, acarretando maiores chances de desenvolver doenças cardiovasculares no futuro ainda precisa ser determinada. Objetivo: Determinar a prevalência de fatores de risco para doença cardiovascular (DCV) através da avaliação de mulheres com pré-eclâmpsia e/ou eclâmpsia em gestações ocorridas em período igual ou superior a 10 anos no Hospital de Clínicas de Porto Alegre. Caso os resultados confirmem esta hipótese, este grupo de pacientes com maior risco de desenvolver doença cardiovascular, poderá ser orientado quanto aos aspectos prenventivos e tratado se necessário. Materiais e Métodos: Serão selecionadas, através de revisão de prontuários, pacientes que apresentaram PE e/ou E (sem HAS e sem Diabete mélito) e gestantes normais (grupo controle) há 10 anos ou mais no HCPA, e após será realizado um estudo de coorte transversal. O cálculo da amostra foi realizado para que se detecte um risco relativo de 3, com nível de significância de 0,05 e poder estatístico de 80%, com 104 gestantes primigestas/multíparas com E ou PE e 104 gestantes normais com o mesmo perfil, normotensas que deram a luz no mesmo dia das pacientes da amostra. Estas pacientes serão convidadas a comparecer ao HCPA e submetidas à anamnese e exame clínico-laboratorial (PA, IMC, Relação cintura-quadril, glicemia de jejum e 2h após 75mg de glicose, colesterol total, triglicerídeos, HDL e LDL-colesterol) com preenchimento de protocolo. Resultados: Já foram coletados dados de aproximadamente 15 pacientes e 15 controles. Os dados encontram-se em fase de análise.Conclusão: os dados estão sendo analisados.
PREDITORES PARA METASTASE EM LINFONODO SENTINELA, EM PACIENTES COM CANCER DE MAMA T1C E T2 . Xavier NL , Uchoa DM , Menke CH , Biazús JV , Cavalheiro JA , Rabin EG , Bittelbrunn AC , Cericatto R , Detanico MF , Schwartsmann G . serviço de mastologia . HCPA.
Fundamentação:Introdução: os fatores de risco do câncer de mama tem sido estudados há muitos anos. Os fatores de risco preditivos para metástase axilar começaram a ser estudados nos últimos anos, sendo considerados como importantes a idade, tamanho do nódulo, obesidade, receptores hormonais, invasão linfovascular e fatores reprodutivos. Estudos sobre preditores para metástase em Linfonodo sentinela (LNS) são poucos e recentes. Objetivos:Objetivos: estabelecer preditores para o status do LNS.
Causistica:Pacientes e métodos; estudo de caso-controle, pareado por idade e tamanho do nódulo, que já são considerados como fatores independentes. Foram incluídas pacientes com câncer de mama, que realizaram a biopsia do LNS, no período de janeiro/99 à Maio/2003. Resultados:Resultados: a analise de 69 casos demonstrou que a invasão linfática é um fator preditivo positivo ( p<.000).O índice de massa corporal (IMC) até 27kg/m2 (p=0.002), a forte expressão do receptor de estrogeno (++/+++) associado com IMC< 27 (p=0.009), se mostraram como preditivos negativos para nódulos entre 1,1-2,0cm (T1c). O IMC e o receptor hormonal, em uma analises bivariadas, apresentaram tendências estatísticas como preditores , sendo necessário estudos maiores para confirmar o achado. Conclusões:
ASSOCIAÇÃO ENTRE ESPESSURA ENDOMETRIAL E ÍNDICE DE MASSA CORPORAL EM MULHERES PÓS- MENOPÁUSICAS. Bastos CA , Oppermann K , Fuchs S , Donato PGB , Spritzer PM , Biavatti PD , Muller JS , Maciel MJ . Faculdade de Medicina . UPF.
Introdução: O índice de massa corporal (IMC) é um indicador de obesidade e fator de risco para o crescimento endometrial.
Existem resultados controversos na literatura relativos à possível associação entre IMC, espessura e neoplasia endometrial. A ecografia transvaginal é o exame de maior acurácia para medir a espessura do endométrio.Objetivo: Verificar a correlação do IMC com espessura endometrial em uma amostra aleatória de mulheres na pós-menopausa da cidade de Passo Fundo.Material e Métodos: Uma amostra aleatória de 358 mulheres, entre 36 e 62 anos de idade, residentes na cidade de Passo Fundo- RS, foram sorteadas para participar de um estudo transversal representativo da população urbana. Aplicaram-se questionários pré-testados para avaliar características demográficas, socioeconômicas e clínicas. Peso e altura foram aferidos de forma padronizada e em duplicata para cálculo do IMC (peso/altura2). A medida do endométrio foi realizada através de ecografia transvaginal com transdutor Thosby de 6,5 mHz e a imagem do útero fixada em plano longitudinal, escolhendo-se o maior diâmetro endometrial.
Calculou-se a confiabilidade intra e interobservador da avaliação ecográfica.Resultados: Entre as 358 mulheres estudadas, selecionaram-se 49 mulheres que não tivessem menstruado nos últimos 12 meses e não fizessem uso de terapia de reposição ou anticoncepção hormonal, para avaliar a associação entre espessura endometrial e IMC. A média de idade observada foi 53,6 (±3,7) anos, espessura endometrial 2,9 (±4,1) mm e média de IMC 28,8 (±6,2) Kg/m2. A confiabilidade intra-observador (correlação de Pearson, (r) 0,982) e interobservador (r 0,918) foram elevadas. Identificou-se uma correlação positiva e significativa entre IMC e espessura endometrial (r = 0,54; p<0,001), ou seja, mulheres com maior massa corporal apresentam maior espessura endometrial.Conclusão: Em mulheres na pós-menopausa o índice de massa corporal correlaciona-se diretamente com a espessura endometrial.
EFEITO DA IDADE SOBRE A DEPOSIÇÃO CENTRAL DE GORDURA EM MULHERES CLIMATÉRICAS. Donato GPB , Fuchs S , Oppermann K , Bastos CA , Spritzer PM , Severo AP , Ambros GE , Hexsel CL . Faculdade de Medicina . UPF.