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NUTRIÇÃO

No documento Revista HCPA (páginas 186-192)

ASPECTOS GERAIS SOBRE A ATUAÇÃO DO NUTRICIONISTA EM NEONATOLOGIA.. Bortolini ACM , Machado SH . UNISINOS . Outro.

Fundamentação:A alimentação do prematuro deve substituir o suplemento nutricional até então fornecido pela placenta (MIURA, Ernani & COLS., 1991.). Ainda que muito deve-se pesquisar e evoluir para que se consiga aproximar a tecnologia e a ciência à perfeição da natureza, cabe ao nutricionista tornar cada vez mais segura e qualitativa a alimentação do prematuro.Objetivos:Este estudo tem como objetivos salientar a importância da alimentação adequada para neonatos prematuros identificando as tendências do estudo da nutrição com relação a este tratamento, bem como aplicar uma entrevista com nutricionistas relacionados com UTIs neonatais e verificar as formas de atuação neste meio.Causistica:Durante 30 dias foi realizado um estudo de campo com nutricionistas responsáveis por UTIs neonatais de hospitais de Porto Alegre. A coleta de dados foi feita através de uma entrevista com 11 questões. Resultados:Dos nutricionistas entrevistados, 100% responderam que suas atribuições em UTIs neonatais referem-se ao estímulo ao aleitamento materno.60% evoluem em prontuário a prescrição médio/dietética, podendo sugerir alterações caso necessário. 40% relataram trabalhar na equipe multidiciplinar e acompanhar as atividades do lactário e 20%

trabalham com implantação de padronização de produtos oferecidos. 100% concordam que ao lado do desenvolvimento tecnológico a nutrição pode determinar a sobrevida e a morbidade do RN prematuro.100% declararam que estimula-se o aleitamento materno no RN prematuro na UTI sempre que possível. 40% das entrevistadas responderam que existe acompanhamento nutricional específico para neonatos prematuros em seus hospitais. 40% responderam que não existe este acompanhamento.20% referiram que este trabalho só é realizado pelo nutricionista quando solicitado pelo médico.Conclusões:A carga horária excessiva e quadro de pessoal reduzido nos hospitais dificultam a atuação efetiva do nutricionista, contudo, é notável a importância deste profissional no desenvolvimento do prematuro e conveniente que o conhecimento nesta área seja ampliado.

INTESTINO FETAL DE RATOS EXPRESSA PPAR-GAMMA? . Gazzola J* , KANUNFRE CC** , CURI R*** . Departamento de Medicina Interna – Curso de Nutrição – FAMED - UFRGS - RS*; Departamento de Biologia Geral – UEPG – PR** ; Departamento de Fisiologia e Biofísica – ICB I - USP - SP***. . FAMED - UFRGS.

Fundamentação: o receptor ativado por proliferadores de peroxissomas, isoforma gamma - PPAR-gamma, é um receptor nuclear da super família dos receptores de hormônios, que exerce a função de fator de transcrição. Sua atividade pode ser mediada por ácidos graxos, tais como: ácido araquidônico, ácido linoleico, ácido docosahexaenóico e ácido eicosapentaenóico. Por sua vez, o PPAR- gamma controla a expressão dos genes envolvidos no metabolismo lipídico, diferenciação de adipócitos e das células do intestino delgado. A presença de peroxissomas no trato digestivo fetal humano foi verificada em vários estudos associando a estes a capacidade para a beta-oxidação dos ácidos graxos. Outros estudos são sugestivos ainda que o PPAR-gamma é expresso ao longo da região das criptas e vilos onde ocorre a proliferação e diferenciação celulares. Objetivo: Neste trabalho, nosso objetivo foi verificar se há expressão do PPAR-gamma em intestinos fetais imaturos antes mesmo da primeira ingestão alimentar. Métodos e Resultados: ratas prenhes (20 dias de gestação) foram sacrificadas por decapitação e os fetos retirados. Os intestinos fetais foram cultivados em meio HF12, em meio sem e com 10% de soro fetal bovino, 1000 U/L de penicilina e 10 mg/L de estreptomicina.

Manteve-se a cultura em estufa com temperatura controlada a 37°C, atmosfera umidificada com 5% de CO2 e 95% de ar. Após 4 horas de cultivo, procedeu-se a extração do RNA das amostras utilizando o reagente Trizol®, e este, foi precipitado com isoprapanol a -70°C. Lavou-se o precipitado com etanol a 75%, centrifugou-se e ressuspendeu-se com 30Microlitros/L de água DEPC (dietil pirocarbonato) autoclavada. Quantificou-se o RNA por espectrofotometria a 260nm. Após quantificação, fracionou-se amostras de 2Microgramas de RNA para verificar a integridade do mesmo. A síntese de cDNA foi realizada por transcrição reversa e PCR. Após eletroforese confirmou-se a amplificação de fragmentos com 472bp (do PPAR-gamma) no intestino fresco e naqueles cultivados com e sem soro fetal bovino. Conclusão: O PPAR-gamma é expresso em intestinos fetais de ratos mesmo antes da primeira refeição. Isto sugere que esta proteína deve exercer papel importante na diferenciação dos enterócitos. Apoio Financeiro:

FAPESP, PRONEX, CNPq e CAPES.

INFLUÊNCIA DO LICOPENO NOS NÍVEIS DE PSA EM PACIENTES COM HIPERPLASIA DE PRÓSTATA. Koff WJ , Souza ME . Programa de Pós-Graduação em Medicina: Ciências Médicas . HCPA - UFRGS.

Fundamentação: Doenças crônicas, incluindo câncer (CA) e doença cardiovascular (DC) são as principais causas de morte no mundo ocidental. Juntamente com os fatores genéticos e idade, o estilo de vida e a dieta também são considerados fatores de risco importante (Feri B, Acad Press 1994).A atual dieta padrão para combater doenças crônicas, incluindo o CA, recomenda o aumento da ingestão de alimentos vegetais, incluindo frutas e hortaliças, as quais são fontes ricas de antioxidantes (Canada´s food guide to health eating, 1992; Dietary guidelines for Americans, 2000).Um dos antioxidantes que acredita-se ter grande importância na defesa contra o processo oxidativo é o licopeno (Rao AV Nutr Res 1999;19:305-23; Clinton SK Nutr Rev 1998;56:35-51). Este carotenóide é um pigmento natural sintetizado por plantas e microorganismos, mas não por animais (Rao AV, Can Med Assoc 2000;19:163-6), está presente em tomates e produtos derivados, embora melancia, outras frutas vermelhas e hortaliças possam

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contê-lo em menor quantidade.Estudos comprovam que o licopeno é absorvido mais eficientemente na corrente sangüínea quando submetido a processo no qual o calor esteja envolvido (Rodrigues TFF, QANutr 2001;9:28-29).Pacientes com câncer de próstata (CAP) foram encontrados com baixos níveis séricos de licopeno e altos níveis séricos de oxidação de lípideos e proteínas (Rao AV, Nutr Cancer 1999;33:159-64). Já em um estudo envolvendo 47.894 indivíduos conclui-se que o consumo de tomates e seus derivados foi significamente relacionado com uma menor incidência de CAP (Giovannucci EL, J Natl Cancer Inst 1995;87:1767-76).O CAP possui como um dos marcadores tumorais o PSA (prostatic especific antigen)combinado com toque retal e ultra-som transretal.

Eleva-se na prostatite, após biópsia prostática, endoscopia, na hiperplasia benigna e no CAP (Stefani SD, 2002; Netto JrRN, 2002).Objetivos: Observar as variações do antígeno prostático específico (PSA) em pacientes submentidos a uma dieta rica em licopeno.Delineamento:Estudo experimental tendo como finalidade estudar uma nova forma terapêutica ou preventivaPacientes:

Homens com idades entre 45 e 75 anos, tendo PSA entre 4-10 ng/ml e terem realizado biópsia de próstata prévia com resulatado negativo para CAP.Método: O estudo se estenderá por 10 semanas, durante as quais os pacienters consumirão 50 g de extrato ao dia misturado a alimentação ou sob forma de suco de tomate. As dosagens de PSA dos pacientes serão realizadas antes do início da observação, na 4ª semana e após as 10 semanas de consumo do extrato de tomate.Resultados: O licopeno reduziu 20% os níveis séricos de PSA.Conclusões: O extrato de tomate foi eficiente em reduzir os níveis sérico totais em pacientes com hiperplasia de próstata.

ESTUDO DE METODOLOGIAS UTILIZADAS EM CULTURAS PRIMÁRIAS DE ENTERÓCITOS. Gazzola J* , GOUDOCHINKOV VI** , MONTANO MAE** , MARTINS CR** . Faculdade de Medicina - Departamento de Medicina Interna – Curso de Nutrição – FAMED - UFRGS*; Departamento de Ciências da Saúde – DCSa - Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul UNIJUI**. . FAMED - UFRGS.

Fundamentação: O cultivo de células e tecidos de vertebrados in vitro teve início no começo do século passado e vem se aprimorando até o momento, tendo se tornado uma técnica essencial no desenvolvimento das ciências básicas e aplicadas, as quais, estão diretamente envolvidas na saúde dos indivíduos e populações. Alguns fatores têm contribuído para o crescimento do interesse em relação à cultura de células e tecidos. Atualmente existe uma melhor compreensão do metabolismo, da nutrição e da funcionalidade celular, como também do ambiente e dos substratos apropriados para cada tipo celular. Os avanços quanto ao isolamento e o cultivo de células diferenciadas e aquelas obtidas de tecidos primários tem sido muito evidentes, principalmente em relação ao estresse oxidativo, efeitos de nutrientes, fármacos, agrotóxicos, fitoterápicos e em patologias crônico degenerativas como câncer, diabetes melittus, aterosclerose etc. Objetivo: Esse trabalho objetiva revisar metodologias e protocolos utilizados em cultivo celular relacionadas a enterócitos. Métodos e Resultados: revisão bibliográfica de metodologias empregadas no cultivo celular de enterócitos de animais como: ratos, coelhos, porquinho-da-índia, frangos e também de humanos. Conclusão: A partir da revisão bibliográfica até então desenvolvida observa-se que a maior parte dos trabalhos publicados referem-se ao isolamento e cultivo de enterócitos de fetos de ratos e de enterócitos de fetos e adultos humanos seguido de porquinho-da-índia, coelhos e por último de frangos. Os meios mais utilizados para o cultivo desse tipo celular são HF12 e DMEM suplementados com soro fetal bovino (SFB), glutamina, insulina e antibióticos. As condições de cultivo são: 37ºC e 5% de CO2 e 95% O2. As metodologias e os protocolos empregados desde o isolamento e cultivo de enterócitos de diferentes animais e humanos variam conforme os objetivos dos trabalhos mantendo algumas características comuns. Apoio Financeiro: PIBIC/CNPq.

EXPRESSÃO DA 3-METIL-3-GLUTARIL COENZIMA A (HMG-COA) REDUTASE EM INTESTINOS FETAIS. Gazzola J* , Verlengia R** , Curi R** . Depart. de Med. Int.-Curso de Nutrição-FAMED-UFRGS RS* Depart. de Fisiologia e Biofísica- ICB-Lab. de Metabolismo Celular USP-SP** . FAMED - UFRGS.

Fundamentação: O colesterol é um constituinte importante de membranas e participa ativamente da proliferação e diferenciação celulares. O conteúdo de colesterol na membrana plasmática de enterócitos é essencial, por exemplo, para o processo de dimerização do receptor de transcobalamina II e conseqüentemente a absorção da vitamina B12. Dessa forma, os enterócitos necessitam de um mecanismo eficiente para manter o conteúdo de colesterol intracelular em valores apropriados. A HMG-CoA redutase [E. C. 1.1.1.34], enzima - chave do metabolismo do colesterol, que catalisa a conversão de HMG-CoA em mevalonato, é o passo limitante da síntese de novo de colesterol nas células dos mamíferos. A presença de atividade dessa enzima é indicativo da capacidade de uma determinada célula em produzir colesterol. Objetivo: Assim, investigamos neste trabalho a expressão da HMG- CoA redutase em intestinos fetais de ratos. Métodos e Resultados: Fêmeas grávidas (20 dias de gestação), foram sacrificadas por decapitação o útero e o intestino delgado dos fetos foi exposto e retirado através de uma incisão abdominal. Os intestinos fetais foram cultivados em meio HF12 sem e com 10% de soro fetal bovino, durante os períodos de 4, 6 e 8 horas. Manteve-se a cultura em estufa com temperatura controlada a 37°C, atmosfera umidificada com 5% de CO2 e 95% de ar. Após estes períodos, as amostras foram homogeneizadas com Trizol®. Extraiu-se e precipitou-se o RNA com isopropanol a 70°C. Lavou-se o precipitado com etanol a 75%, centrifugou-se e ressuspendeu-se o precipitado com 30Microlitros/L de água DEPC (dietil pirocarbonato) autoclavada. O RNA foi quantificado por espectrofotometria a 260nm. Após, fracionou-se amostras de 2Microgramas de RNA por eletroforese em gel de agarose a 1% para verificar a integridade do mesmo. Purificou-se o RNA após tratamento com 1Microlitro/L de Dnase (1U/Microgramas/L). Sintetizou-se o cDNA por transcrição reversa após reação a 42°C por 60 min num volume final de 20 Microlitros/L. Ao tubo de reação, adicionou-se 4Microlitros/L do tampão TR 5X, 2Microlitros/L de ditiotreitol a 100mM, 1Microlitro/L de uma mistura de dNTP (dATP, dCTP,dGTP, dTTP a 10mM cada), 1Microlitro/L de primers randômicos 6dNTP a 1mM, 1Microlitro/L de transcriptase reversa (Super-Script – 200U/mL) e volume apropriado de água DEPC. Ao tubo de reação de TR, adicionou-se 5Microlitros/L de tampão PCR 10X, 1Microlitro/L de dNTP, 38Microlitros/L de água DEPC, 1Microlitro/L de primer sense e 1Microlitro/L de primer anti-sense, ambos a 10Microgramas/M para o gene HMG-CoA redutase e 1Microlitro/L de Taq DNA polimerase (5U/Microlitros/L). A amplificação foi realizada utilizando um termociclador com a seguinte programação: 94°C por 3 min (desnaturação), 60°C por 1 min (anelamento) e 72°C por 1 min (extensão). Após eletroforese, confirmou-se a amplificação de fragmentos com 350bp (da HMG-CoA redutase). Dentre os períodos estudados, a HMG-CoA passou a ser expressa de modo mais notório após 4 horas de cultivo na ausência de soro fetal bovino. Conclusão: Os resultados obtidos são sugestivos de que enterócitos apresentam capacidade de síntese de colesterol já durante a fase fetal de desenvolvimento. Apoio Financeiro: FAPESP, PRONEX, CNPq, CAPES.

ABSENTEÍSMO POR DOENÇA NO SERVIÇO DE NUTRIÇÃO E DIETÉTICA DE UM HOSPITAL UNIVERSITÁRIO. Yates ZB , CarvalhoVG , VianaMC , MacielDN , BrumMC , TrindadeDM . Serviço de Medicina Ocupacional - SESMT . HCPA.

Fundamentação:Fornecer dados para o planejamento e posterior adoção de medidas preventivas, com intuito de manter os índices de absenteísmo dentro de um intervalo de normalidade, estabelecido pelos próprios parâmetros da empresa.Objetivos:Identificar as principais causas de absenteísmo por tipo de doença e o número de dias de afastamento ao trabalho, no período de novembro de 2002 à janeiro de 2003, e, dentre elas, as que seriam evitáveis ou sujeitas à intervenções preventivas, conforme o tipo de doença ou sintoma e região anatômica afetada.Causistica:Estudo descritivo, retrospectivo e não controlado. Foi realizado um levantamento

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dos grupos de doenças a partir do CID (Código Internacional de Doença) registrados nos atestados médicos que geraram afastamento ao trabalho, apresentados pelos funcionários do Serviço de Nutrição e Dietética, no período de novembro de 2002 à janeiro de 2003, ao Serviço de Medicina Ocupacional; estratificados em doença não osteomuscular, e afastamentos por sintomas osteomusculares.O Serviço de Nutrição e Dietética possui 232 funcionários em atividade.Resultados: Causas de afastamento ao trabalho por doença não osteomuscular: DOENÇA NÃO OCUPACIONAL, NÃO OSTEOMUSCULAR Nº DE DIAS DE AFASTAMENT:

Convalescença de cirurgia 30, Lesões, ferimentos e contusões 30 , Doenças do trato gastrointestinal 11 , Doenças do trato respiratório 5 , Hipertensão Arterial e Diabete 9 , Infecções em geral 8 , Acidente Vascular Cerebral 15, Conjuntivite 11, Transtornos psiquiátricos 6, Outras doenças não especificadas 64, Somatório de dias de afastamento(Total) 189. Causas de afastamento ao trabalho por sintomas osteomusculares . DISTURBIO OSTEOMUSCULAR Nº DE DIAS DE AFASTAMENTO: Lombalgia + Lombociatalgia 97, Dor em membro superior direito 69, Dor em ombro 38, Cervicalgia 24, Dor em membro inferior 10, Outros 74.

Somatório de dias de afastamento (Total) 306. Regiões anatômicas mais afetadas - REGIÕES ANATÔMICAS MAIS AFETADAS Nº DE DIAS DE AFASTAMENTO: Lombar 97, Ombro e membro superior direito 97, Outras 16. Comparativo de absenteísmo entre doença não osteomuscular e sintomas osteomusculares -PERÍODO Nº DE DIAS DE AFASTAMENTO POR DOENÇA NÃO OSTEOMUSCULAR Nº DE DIAS DE AFASTAMENTO POR SINTOMAS OSTEOMUSCULARES: Novembro de 2002 87 90, Dezembro de 2002 49 153, Janeiro de 2003 53 63, Nov + Dez + Jan 189 306. Conclusões: As doenças não osteomusculares, embora menos prevalentes, determinaram um número significativo de dias de afastamento, o que sugere ser o absenteísmo por doença uma ocorrência estável e inevitável, podendo ser considerado normal dentro de certos limites. Já os sintomas osteomusculares, relacionados ou não ao trabalho, foram as causas mais prevalentes de afastamento do trabalho, cujas regiões anatômicas mais afetadas foram a região lombar, ombro e membro superior direito. Estes resultados possibilitaram ao Serviço de Medicina Ocupacional propor linhas de ações preventivas com a finalidade de reduzir ou eliminar os riscos ocupacionais ergonômicos que possam estar associados a esta ocorrência.

CONTROLE DE INGESTÃO ALIMENTAR NA CRECHE DO HOSPITAL DE CLÍNICAS. Corsetti AP , Fernandes PF , Cruz L , Mello ED . Serviço de Nutrição e Departamento de Pediatria . HCPA - UFRGS.

Fundamentação:É importante que seja realizado o controle de ingestão alimentar periodicamente em qualquer unidade que forneça alimentação, para se avaliar a adequação do cardápio oferecido e a necessidade de programas de educação nutricional.Objetivos:Avaliar o resto/ingestão da creche do Hospital de Clínicas.Causistica:Estudo observacional, feito com 97 crianças que freqüentam a creche Vera Fabrício de Carvalho, com idades entre 3 meses e 6 anos e 11 meses, filhos de funcionários do Hospital de Clínicas. Durante seis dias, em três semanas de cardápios diferentes, forma pesadas todas as preparações das sete turmas durante o almoço. Após a refeição, todos os restos de cada turma também foram pesados. Resultados:O Berçário I ingeriu no total e individualmente 78,7% do servido, com um percentual de sobra total e individual de 21,3%; o Berçário II ingeriu no total e individualmente 44,8% do servido, com um percentual de sobra total e individual de 55,2%; o Mini Maternal ingeriu no total e individualmente 57,8% do servido, com um percentual de sobra total e individual de 32,2%;o Maternal I ingeriu no total e individualmente 56,8% do servido, com um percentual de sobra total e individual de 43,2%; o Maternal II ingeriu no total e individualmente 52,2% do servido, com um percentual de sobra total e individual de 47,8%; o Jardim A ingeriu no total e individualmente 66,4% do servido, com um percentual de sobra total e individual de 33,6%; o Jardim B ingeriu no total e individualmente 68,1% do servido, com um percentual de sobra total e individual de 31,9%. Da avaliação total da creche, o resto representou 37,2%.Conclusões:- O resto da creche representou 37,2%, qundo o esperado é até 10% para coletividade adulta.- As turmas Berçário II, Maternal II e Maternal I apresentaram os maiores percentuais de sobras, sendo 55,2%, 47,8% e 43,2%

respectivamente.- Será necessário reestudar o cardápio oferecido à creche, assim como as porções.

ALEITAMENTO INTELIGENTE: EXISTE RELAÇÃO ENTRE ALEITAMENTO MATERNO E DESENVOLVIMENTO COGNITIVO?. Hennigen AW , Gazzola J . Depto. Medicina Interna - Faculdade de Medicina - UFRGS. . HCPA - UFRGS.

Fundamentação:Em crenças populares, por muito tempo, se acreditou que crianças amamentadas eram mais inteligentes, e mesmo profissionais da saúde utilizam esta justificativa para recomendar a sua prática. Data de 1929 o primeiro estudo que relata a correlação positiva entre aleitamento materno e melhor performance cognitiva desses indivíduos. Esse tipo de relação não é de fácil investigação, pois existem diversos fatores que podem mascarar os resultados e ensaios clínicos randomizados são eticamente pouco viáveis.Objetivos:Revisar na literatura evidências que demonstrem a correlação entre aleitamento materno e melhor desenvolvimento cognitivo assim como os possíveis mecanismos responsáveis pela sua funcionalidade. Relatar os fatores podem

“mascarar”, considerados pelos autores.Causistica:: As informações contidas neste estudo foram localizadas na literatura científica publicada entre 1998 e 2003. Foi utilizada “The Highwire Library of the Sciences and Medicine” como base de dados, incluindo Medline. As palavras chaves utilizadas foram breastfeeding, breast feeding, breast-feeding, cognition e intelligence.Resultados:: No leite materno há altas concentrações de ácidos graxos essenciais como o ácido araquidônico (n-3) e o ácido docosahexaenóico (n- 6). Tanto o feto como o recém-nascido são dependentes de um alto suprimento desses nutrientes. O mecanismo proposto é baseado no fato de no último trimestre de gestação ocorre o crescimento acelerado do cérebro humano, com o decorrente aumento das concentrações desses ácidos graxos na bicamada lipídica das suas células. A partir disso se sugere o importante papel desses ácidos graxos no desenvolvimento cerebral. Há evidências que indicam que mais ácido docosahexaenoico é incorporado ao cérebro de recém-nascidos amamentados em comparação àqueles alimentados com fórmula infantil. Entre os diversos fatores de confusão para os quais a maior parte dos estudos foram controlados, os principais são relacionados ao grau de estimulação recebida pela criança e percepção da mãe em relação à importância do aleitamento: ambiente social, nível de educação materna, condições socioeconômicas, gênero, atividade profissional desempenhada pelo pai, idade da mãe ao nascimento, nível de inteligência dos progenitores. A qualidade dos estudos existentes também é duvidosa, sendo que, de 24 grandes estudos realizados nos últimos 20 anos, apenas 6 foram considerados válidos segundo os critérios dos autores da revisão pela qual foram avaliados.

Desses, apenas 4 relataram aumentos, embora pequenos, na performance cognitiva. Outro estudo mostra que a duração do aleitamento está relacionada à melhores escores na escala de Wechsler e na prova Borge Priens. Também foi relatado que o aleitamento unido ao pré-diagnóstico pode melhorar a performance neurológica de pacientes com fenilcetonúria. Conclusões:Não há evidência de que os níveis altos de ácido docosahexaenóico encontrados no cérebro de recém-nascidos amamentados seja clinicamente significativo. Existem poucos estudos validados na literatura e muitos fatores de confusão para os quais devem ser controlados, gerando assim muitos resultados equivocados. Os estudos mais confiáveis demonstram pouca vantagem de crianças amamentas sobre crianças alimentadas com fórmula infantil no que diz respeito a desenvolvimento cognitivo. Mais estudos devem ser realizados sobre essa correlação, assim como os fatores responsáveis por ela precisam ser ainda investigados. De qualquer forma, o aleitamento materno deve continuar sendo promovido devido aos seus inúmeros benefícios adicionais.

PADRÃO ALIMENTAR E ESTILO DE VIDA DOS USUÁRIOS DE UNIDADES DE SAÚDE DE PORTO ALEGRE. Belin CC , Campelo RS , Cibeira GH , Ghiouleas A , Rieth MA . . FAMED - UFRGS.

Revista HCPA 2003; (Supl): 1-226

A nutrição visa identificar alguns fatores que podem levar ao risco nutricional de diferentes populações.O objetivo desse trabalho foi realizar o diagnóstico nutricional de uma amostra de usuários das seguintes Unidades Sanitárias localizadas em diferentes pontos de Porto Alegre: Unidade Pequena Casa da Criança, Unidade Restinga, Unidade Crista, Unidade Rubem Berta e Unidade Passo das Pedras. Para tanto, foi utilizado um questionário de freqüência alimentar, estilo de vida e condições sócio econômicas para verificar as possíveis inadequações alimentares em função das carências econômicas das populações estudadas. Observou-se que apesar da baixa renda per capita a população apresentou elevada prevalência de sobrepeso e obesidade. Constatou-se também que mesmo a ingestão calórica tendo sido elevada, houve um baixo consumo de micronutrientes. Tais resultados estão de acordo com a transição nutricional pela qual as populações de países subdesenvolvidos têm passado, dando lugar a obesidade e não mais a desnutrição.A nutrição insere-se nesse contexto com importância sobre a promoção, manutenção e recuperação da saúde através do sistema de vigilância e políticas alimentares e nutricionais.

ALTERAÇÕES METABÓLICAS E NUTRICIONAIS NA DEFICIÊNCIA DO HORMÔNIO DE CRESCIMENTO. Steemburgo T * , RAMOS R ** , GAZZOLA J* . Faculdade de Medicina - Departamento de Medicina Interna - Curso de Nutrição- FAMED- UFRGS, RS*

Departamento de Ciências da Saúde- Curso de Nutrição- UNISINOS**. . FAMED - UFRGS.

Fundamentação:Os distúrbios de crescimento podem, evidentemente, ocorrer tanto para mais (gigantismos ou acromegalias) como para menos e, particularmente estes últimos, constituem a maior número de estudos em relação as diversas síndromes que ocorrem devido aos distúrbios de crescimento. Um dos principais hormônios responsáveis pelo crescimento: o hormônio de crescimento (GH), é secretado pela hipófise e sintetizado nos somatotropos, uma sub-classe de células mais abundantes na glândula. O GH participa na síntese de proteína aumentando o transporte de aminoácidos para as células musculares, possui efeitos no metabolismo dos carboidratos antagonizando a insulina (efeito diabetogênico), promove no metabolismo lipídico a liberação de ácidos graxos livres e glicerol quando incubado “in vitro” no tecido adiposo.Objetivos:Identificar neste trabalho, ações e efeitos do GH e seus efetores a nível metabólico e nutricional e suas complicações quando deficiente. Causistica:as publicações revisadas foram de 1999 à 2001 e utilizou-se “ The Hightwire Library of the Sciences and Medicine” incluindo Medline como base de dados.Resultados:Verificou-se que o GH produz importante efeito no metabolismo dos carboidratos e dos lipídios. Ele se encontra indefinido quando algum desses efeitos é secundário ao efeito do hormônio na síntese de proteína (presumivelmente ele pode modificar a taxa da síntese das enzimas envolvidas com o metabolismo da glicose e lipídios). Em algumas circunstâncias a administração do GH resulta na diminuição da lipogênese. Ainda, o hormônio tem sido visto como indutor da lipólise, com aumento da liberação e oxidação de ácidos graxos e também com aumento da cetogênese. Outro efeito importante do GH é sua ação no metabolismo protéico e nitrogenado, especialmente na diminuição do nitrogênio não protéico e o nitrogênio urinário total. Em conseqüência foi considerado por alguns pesquisadores que o hormônio teria efeitos importantes por aumentar a quantidade de material nitrogenado utilizado para o crescimento celular e sua multiplicação. Devido a sua atuação nas funções metabólicas mais importantes do ser humano a deficiência ou a insensibilidade do GH provoca sérias alterações que poderão retardar ou mesmo anular estas funções, provocando diversos tipos de síndromes na forma intra-uterina e na forma pós-natal. Síndromes estas que exigirão cuidados nutricionais específicos devido as particularidades que cada uma delas apresenta.Conclusões:Através desse estudo fica demonstrado que os fatores nutricionais são as principais etiologias quando diagnosticado a deficiência do hormônio de crescimento em crianças, independente da fase (intra-uterina ou pós-natal). A terapia nutricional deve ser usada como um meio de melhorar a qualidade de vida dos pacientes portadores das diversas síndromes causadas pela deficiência e também como profilaxia dos vários efeitos metabólicos e nutricionais causados.

PERFIL NUTRICIONAL DE CRIANÇAS DE 4 A 36 MESES QUE FREQUENTAM UMA INSTITUIÇÃO DE ENSINO INFANTIL.

Ribeiro CR , Machado SH . . HCPA.

Este trabalho teve por objetivos a avaliação antropométrica das crianças com idade entre 4 meses e 3 anos de idade que freqüentam uma creche filantrópica de Porto Alegre; conhecer os hábitos alimentares das crianças freqüentam a creche. Estudo transversal não controlado. Amostra composta por 27 crianças com idade entre quatro e trinta e três meses, que freqüentavam a instituição no primeiro semestre de 2003, cujos pais permitiram sua participação no estudo. A coleta de dados foi realizada de março a maio de 2003. Inicialmente foi feito contato com os pais, para informar sobre os objetivos, finalidade e metodologia do estudo. Aos que concordaram em participar foi solicitado a assinatura do termo de consentimento. Foram verificados peso e estatura mensais das crianças, durante três meses consecutivos, e observados os hábitos alimentares das crianças na creche em diferentes horários. Aos pais foi solicitado que respondessem um questionário com dados relacionados aos hábitos alimentares de seus filhos. Os resultados da classificação nutricional foram obtidos com base em medidas antropométricas de peso e estatura, sendo considerada a idade na data da avaliação. Os valores obtidos foram analisados de acordo com os critérios de Gomez (1956), Waterlow (1977) e recomendação da Organização Mundial de Saúde (OMS), adotada pelo Ministério da Saúde (MS), utilizando dados do National Center for Health Statistics (NCHS). Os dados dos questionários foram tabulados e analisados. Os resultados mostram que 56% das crianças são meninas. A idade das crianças variou de 4 a 31 meses. O peso de nascimento de 70,4% das crianças variou entre 3000g e 4000g, e a estatura de 63 % variou entre 49cm a 52cm. No que se refere a avaliação nutricional, 86% das crianças são eutróficas, 3% apresentam sobrepeso e 11% são obesas. O aleitamento materno com período superior a seis meses esteve presente em 44,4% da amostra. A maioria das crianças apresentou boa aceitação de alimentos complementares.

Acredita-se na importância da avaliação nutricional em instituições de ensino infantil, com a finalidade de prevenir alterações de saúde decorrentes de hábitos alimentares inadequados.

AVALIAÇÃO NUTRICIONAL EM ADULTOS HOSPITALIZADOS: REVISÃO QUANTO À ESCOLHA DO MÉTODO. Teixeira LB , Luft VC , Beghetto MG , Mello ED . Comissão de Suporte Nutricional; Departamento de Pediatria / Faculdade de Medicina/UFRGS . HCPA - UFRGS.

Fundamentação:O estado nutricional de pacientes hospitalizados pode ser avaliado por uma variedade de métodos que permitam estabelecer o diagnóstico nutricional (Nutrition 2000; 16:585-90). Uma boa avaliação nutricional deve considerar aspectos subjetivos e objetivos. Objetivos:Revisar os diferentes métodos de avaliação nutricional disponíveis e sua aplicabilidade aos pacientes adultos.Causistica:Foram selecionados artigos pela Internet, através dos bancos de dados Medline, Scielo e Lilacs utilizando as palavras chaves: nutritional assessment, nutritional status, nutritional care e nutritional support. Não foram estabelecidos limites de datas e foram incluídos estudos quantitativos, artigos de revisão e reuniões de consenso.

Resultados:Diferentes métodos têm sido propostos, desde a década de 70 para avaliar o estado nutricional. A antropometria é o método mais utilizado e inclui verificação de peso, altura, dobras cutâneas, área muscular do braço e IMC. A classificação dos pacientes de acordo com valores encontrados é baseada nas tabelas da Metropolitan Life Insurance Company, elaboradas a partir de estudos em indivíduos americanos sadios. O IMC não parece ser um bom critério diagnóstico do estado nutricional para pacientes hospitalizados, pois sofre influência de fatores que alteram o balanço hídrico. O uso de parâmetros laboratoriais como albumina, transferrina e linfócitos, também é questionável, podem estar alterados na presença de muitas condições da doença ou

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