• Nenhum resultado encontrado

NEFROLOGIA

No documento Revista HCPA (páginas 180-183)

REVACINAÇÃO DA HEPATITE B EM PACIENTES URÊMICOS EM DIÁLISE. Urnau M , Vicari A , Fischer J , Pinto M , Morsch C , Tessari A , Proença C , Veronese F . Serviço de Nefrologia HCPA . HCPA.

Introdução: Este estudo tem como objetivo avaliar um esquema alternativo de revacinação contra a hepatite B em pacientes urêmicos em diálise que não soroconverteram com o esquema padrão de vacinação. Material e método: Foram incluídos 19 pacientes (14 em hemodiálise e 5 em CAPD) que haviam recebido esquema completo de vacinação contra a hepatite B e com pelo menos dois valores de anti-Hbs < 10 mUI/ml até 6 meses após. Foram avaliados idade (mediana (M): 46 anos) tempo em diálise (M: 60 meses), hepatite C (HCV+) (37%) e uso de eritropoetina (EPO) g via IM). (40 (68%). A vacinação empregada foi 6 doses semanais de Euvax B Foram feitas dosagens mensais de anti-Hbs (método MEIA) até o 6º mês pós vacina e após de 3 em 3 meses (tempo total de seguimento: 12 meses). Resultados: A mediana do anti-Hbs no 1º e 12º mês foi 561 mUI/ml (n=19) e 23 mUI/ml (n=10), respectivamente (p<0,001). Quatorze/19 (74%), 9/12 (75%) e 7/10 (70%) pacientes tiveram anti-Hbs >= 10 mUI/ml no 1º, 6º e 12º meses, respectivamente. Não houve associação estatisticamente significativa entre nível de anti-Hbs com sexo, cor, tempo e tipo de diálise e uso de EPO. Apesar de pacientes com anti-Hbs < 15 16 anos x 45 10 UI/ml serem mais idosos (56 anos), esta diferença não alcançou significância estatística. Pacientes HCV+ tiveram média de anti-Hbs sempre inferior aos HCV-, e a partir do 4º até o 12º mês pós vacina esta diferença manteve-se estatisticamente significativa. Houve uma associação estatisticamente significativa entre presença de HCV+ e menor nível de anti-Hbs (p=0,03).Conclusões: Com o esquema de revacinação aplicado nestes pacientes urêmicos em diálise, o efeito protetor contra hepatite B persistiu em 70% dos casos até o 12º mês do término da vacina. Houve uma associação entre hepatite C e menor nível de anti-Hbs, mas devido ao pequeno número de pacientes avaliados não se pode excluir que esta associação se deva ao acaso.

EXPRESSÃO DE MARCADORES MOLECULARES EM TRANSPLANTES RENAIS COM REJEIÇÃO SUBCLÍNICA. Dias ECA , Veronese FJV , Gonçalves LFS , Manfro RC . Serviço de Nefrologia/ Curso de Pós Graduação em Ciências Médicas: Nefrologia/

Faculdade de Medicina/ UFRGS. . HCPA - UFRGS.

A rejeição subclínica nos primeiros meses pós-transplante é detectada em cerca de 30% das biópsias de rotina de rins transplantados estáveis, existindo a sugestão de que deva ser tratada. A expressão de genes envolvidos na ativação e proliferação linfócitária tem sido estudada como marcador para rejeição (Strehlau J, 1997).O objetivo deste trabalho foi o de avaliar a expressão de marcadores moleculares da rejeição aguda em biópsias renais de protocolo de pacientes com e sem rejeição subclínica (RSC).Foram realizadas biópsias de protocolo aos dois meses (n=21) e aos doze meses (n=14) pós-transplante renal em pacientes com função estável do enxerto. Após a extração do RNA procedeu-se a transcrição reversa seguida da reação em cadeia da polimerase (RT-PCR) para os genes da enzima gliceraldeído fostato desidrogenase (GAPDH), perforina, granzima B e fas-L. Para o diagnóstico histológico utilizou-se a classificação de Banff 97. A creatinina aos dois meses foi significativamente maior nos pacientes com RSC (1,46±0,27 x 1,18±0,24; P < 0,02). Transcritos da perforina estiveram presentes em quinze biópsias, dez das quais apresentavam manifestações histológicas de RSC (P= 0,06). A expressão da granzima B foi verificada em dez biópsias, nove das quais apresentavam RSC (P < 0,01). Ocorreu expressão de fas-L em sete biópsias, tendo seis sido classificadas como RASC (P <

0,01). A perforina foi o gene cuja expressão apresentou maior sensibilidade (81%) para o diagnóstico de RSC. A granzima B e o fas-L apresentaram especificidade de 90%. Aos doze meses não houve diferença significativa nas creatininemias dos pacientes com e sem RSC (1,63±0,57 x 1,28±0,31; p = 0,10). Na análise molecular a expressão de perforina e de granzima B não diferiu nos pacientes com e sem RSC. A expressão de fas-L ocorreu em cinco amostras, quatro das quais apresentavam achados histológicos de RASC (P=0,03). Aos doze meses a perforina foi o gene cuja expressão apresentou maior sensibilidade (83%) e o fas-L apresentou a maior especificidade (88%) para o diagnóstico de RSC. Concluiu-se que a expressão dos genes que codificam para proteínas de ataque citolítico ao enxerto está aumentada nos enxertos com RSC. Estes achados reforçam a noção de que a RSC é um processo imune ativo potencialmente deletério aos enxertos renais.

GENÓTIPO NIK2.9 RELACIONADO A DOENÇA RENAL POLICÍSTICA DO ADULTO EM PACIENTES CAUCASÓIDES SUBMETIDOS À HEMODIÁLISE EM PORTO ALEGRE. Piccoli E , ZANIN E , MILANI V , BARROS E , NUNES A . Serviço de Nefrologia . HCPA - UFRGS.

Fundamentação:O uso de polimorfismos de DNA do gene PKD1 tem sido uma ferramenta bastante aplicada ao diagnóstico de indivíduos portadores de rins policísticos. Contudo, a dinâmica populacional desses polimorfismos em nosso meio ainda não está descrita. Objetivos:Determinar as freqüência alélica do polimorfismo Nik2.9 numa amostra de pacientes com insuficiência renal crônica submetidos à hemodiálise. Identificar se a dinâmica populacional desse polimorfismo permite sua aplicação como marcador molecular para o diagnóstico precoce de indivíduos portadores de rins policísticos. Causistica:Foram selecionados pacientes caucasóides em hemodiálise que não apresentassem rins policísticos como doença de base. A região cromossômica correspondente ao polimorfismo Nik2.9 foi marcada com primers sintetizados. Os fragmentos de DNA foram amplificados por PCR e identificados por eletroforese em gel de agarose corado com brometido de etídeo. 2 e os dados quantitativos pelo As diferenças alélicas foram calculadas por teste t de Student. A significância foi considerada em nível de 5%. Resultados:O polimorfismo foi identificado pela inserção/deleção de 15 repetições em tandem, sendo que o fragmento com o alelo de inserção (R30) apresenta 700pb e o alelo de deleção (F15) apresenta 350pb. Foram avaliados 246 cromossomos e os dados encontrados estão citados abaixo:

Alelo N* Homens Mulheres Creatinina

(µ=mg/dL)

PAM (mmHg)

R30 192 110 82 4,64±1,33 132/84

F15 54 36 18 4,08±1,89 129/91

* número de cromossomos analisados Alelo R30 = 0,62

Conclusões:A amostra encontra-se em equilíbrio de Hardy-Weinberg (P>0,81). Não foi observada nenhuma diferença entre os genótipos encontrados e os dados clínicos analisados (P>0,68). Não foram encontradas diferenças significativas entre os pacientes analisados e uma amostra de caucasóides normais, numa comparação com 84 cromossomos (P>0,42). Considerando-se que a

Revista HCPA 2003; (Supl): 1-226

amostra constituía-se de pacientes com insuficiência renal crônica que não apresentavam rins policísticos, admite-se que o polimorfismo Nik2.9 tem uma distribuição populacional semelhante a de indivíduos da população em geral, podendo assim, ser usado como marcador molecular para investigação precoce de indivíduos com rins policísticos em nosso meio.

AVALIAÇÃO ETIOLÓGICA E SOBREVIDA RENAL EM PACIENTES ADULTOS COM GLOMERULOSCLEROSE SEGMENTAR E FOCAL (GESF) SECUNDÁRIA. Medina RB , Silva DM , Berdichevski R , Veronese FJ , Morales JV . Serviço de Nefrologia do HCPA . HCPA - UFRGS.

O diagnóstico diferencial entre GESF primária e secundária é fundamental para um tratamento adequado. Em centros que não disponham de microscopia eletrônica o diagnóstico de GESF primária é baseado na presença de síndrome nefrótica e na exclusão criteriosa dos pacientes com GESF secundária. Nesta, as etiologias variam nos diferentes centros de acordo com o protocolo de avaliação. A sobrevida renal destes pacientes não tem sido sistematicamente relatada.Pacientes e Métodos: Avaliamos uma Coorte de 70 pacientes com o diagnóstico histológico de GESF, com proteinúria de 24 horas ³ 1,0g, sem síndrome nefrótica, atendidos no ambulatório de glomerulopatias do HCPA entre janeiro/1990 a abril/2003 e com seguimento mínimo de 12 meses. Foram excluídos pacientes HIV+, linfoma, hipertensão arterial severa ou maligna. Além de avaliação clínica e laboratorial padronizada, foram feitas ecografia e cintilografia renal com DMSA, e se necessário cistografia radioisotópica e/ou urografia venosa. Foram avaliadas as características clínico-laboratoriais na apresentação, etiologia, destino dos pacientes e sobrevida renal aos 10 e 15 anos em todos os pacientes e estratificada por níveis de proteinúria. Obesidade se IMC ³ 30kg/m2. As diferenças entre os dois grupos foram avaliadas pelo teste t de student ou Mann-Whitney ou Qui-quadrado. A estimativa de sobrevida renal cumulativa foi avaliada pelo método de Kaplan-Meier.Resultados: Características da população em geral e por níveis de proteinúria. Os dois fatores etiológicos mais freqüentes foram: (1) associação de HAS com obesidade e (2) história ou confirmação de nefropatia prévia. Em 7(10%) dos pacientes não encontramos nenhuma causa evidente. Nesses 4(6%) tinham proteinúria de 24 horas ³ 3,5g, albumina normal e ausência de edema. A sobrevida renal em 10 e 15 anos, por níveis de proteinúria pode ser observado nas tabelas e gráfico. Vinte (29%) dos casos com IRC (diálise ou aumento de 50% da creatinina), 17 (24%) com perda de seguimento e 33(47%) em seguimento.Conclusões: Uma avaliação clínica criteriosa possibilita encontrar uma causa definida para GESF em 90% dos pacientes avaliados (GESF secundária). A sobrevida renal em 15 anos foi igual nos pacientes com “proteinúria não nefrótica” e “nefrótica”.

ANÁLISE DOS NÍVEIS URINÁRIOS DE TGF BETA NA NEFROPATIA CRÔNICA DO ENXERTO RENAL. Eick RG , Batista RG , Corrêa JRM , Born CG , Weiss T , Biolo KD , Bertolucci M , Saitovich D . Serviço de Nefrologia. Departamento de Medicina Interna. . HCPA - UFRGS.

Fundamentação:A rejeição de enxertos renais, tanto aguda quanto crônica, constitui uma importante barreira ao sucesso do transplante de órgãos. A disfunção precoce do enxerto é considerada um fator de risco para a disfunção crônica do enxerto e a causa mais comum de falência de enxertos em longo prazo. O TGF-beta-1 é uma citocina multifuncional, secretada por inúmeras células, como plaquetas, linfócitos T e monócitos/macrófagos e tem sido implicada como um dos mediadores da rejeição crônica nos transplantes renais assim como da nefrotoxicidade pela ciclosporina.Objetivos:Verificar se existe uma relação entre os níveis urinários de TGF beta e a nefropatia crônica do enxerto bem como analisar se os fatores de risco (dislipidemia, hiperglicemia, hipertensão, entre outros) associam-se aos níveis de TGF beta.Casuística:Nossa amostra é constituída por pacientes que são acompanhados no Serviço de Nefrologia do HCPA. Foram selecionados até o momento 47 pacientes que são pacientes transplantados renais em acompanhamento regular. Foram dosados os níveis urinários de TGF beta em duas amostras desses pacientes além do perfil lipídico, glicemia, ácido úrico, EQU, urocultura e nível de ciclosporina.Resultados:Os casos corresponderam a 21 pacientes e os controles a 26 pacientes. Esses dois grupos não diferiram entre si ao analisar-se: sexo, idade, idade do doador, tipo de diálise, nível de ciclosporina no pós transplante imediato e procedência do rim doado(cadáver ou doador vivo), presença de diabetes e valores de exames laboratoriais(perfil lipídico, ácido úrico e glicemia). A média da creatinina basal dos pacientes selecionados como casos foi 4,1mg/dl(DP: 3,1) e 2,4 mg/dl(DP: 1,6) dos controles(p=0,6); no final do primeiro ano pós transplante renal as médias foram respectivamente 1,7mg/dl(DP: 0,4) e 1,2mg/dl(DP: 0,2) com valor de p= 0,0002. Os valores das medidas da creatinina com 24 meses de pós transplante foram semelhantes aos do primeiro ano. As dosagens de TGF beta urinário mostraram os seguintes valores: casos tiveram mediana de 70 pg/ml e de 79,6 pg/ml e controles tiveram mediana de 26 pg/ml e de 26,8 pg/ml sem apresentar diferença estatística significatica(p= 0,12 e p= 0,26 respectivamente). O nível de ciclosporina nos primeiros três meses pós transplante não apresentaram diferença estatística entre os grupos.Conclusões:Nossos dados não demonstram haver diferença na taxa de excreção urinária do TGF beta-1 e sua associação com a nefropatia crônica do enxerto. Analisando-se os fatores de risco supracitados não se encontrou associação com os níveis urinários de TGF beta-1. Em nossa amostra há um declínio dos níveis de creatinina no primeiro e segundo ano após o transplante; essa redução é mais acentuada no grupo dos controles evidenciando-se uma melhor evolução.

AVALIAÇÃO DA FUNÇÃO RENAL DE PACIENTES NÃO-CRITICAMENTE ENFERMOS EM USO DE ANFOTERICINA B.

Berdichevski RH , Manfro RC , Luis LB , Crestana L . PPG em Ciências Médicas: Nefrologia, UFRGS; Serviço de Nefrologia do HCPA . HCPA - UFRGS.

Fundamentação:A anfotericina B é a droga de escolha para as infecções fúngicas sistêmicas. A toxicidade renal é a reação adversa mais freqüente, chegando em algumas séries a 80%. A prevenção da nefrotoxicade pode ser feita com uso de carga salina ou uso de drogas alternativas (p.e.anfotericina lipossomal, emulsão lipídica ou fluconazol) com implicações importantes no custo do tratamento. Mais recentemente, a infusão contínua mostrou- se capaz de reduzir a toxidade renal. O estudo do comportamento da função renal em pacientes estáveis hemodinamicamente e fora de unidades de tratamento intensivo submetidos a profilaxia sistemática com soro fisiológico é importante para determinar a necessidade, neste grupo de pacientes, do uso de medidas mais dispendiosas com o mesmo fim.Objetivos:Avalição da função renal em pacientes tratados com anfotericina B, com função renal basal normal e hemodinamicamente estáveis, submetidos a profilaxia com sobrecarga salina.Causistica:Estudo de coorte prospectivo. Critérios de inclusão: < 24 horas em tratamento com anfotericina B e idade >12 anos. Critérios de exclusão: pacientes internados em unidades de tratamento intensivo, uso de drogas vasoativas, creatiina sérica >1,3mg/dl. Foram coletados dados clínicos e realizados exames de função renal no início e término de tratamento. Os dados foram comparados em período antes e depois do tratamento pelo teste t de Student. Foram consideradas estatisticamente sigificativas as diferenças com P<0,05.Resultados:Foram estudados 29 pacientes, com média de idade de 42 anos, 86% brancos, 68% masculinos. Cinquenta porcento tinham SIDA, 38% estavam em período pós- quimioterapia e 7% pós- transplante de medula óssea. Foco SNC e pulmonar foram os mais prevalentes (44,5% e 26%), seguido pela neutropenia febril sem foco aparente com 22%. Os pacientes receberam uma dose cumulativa média de 7,0 mg/kg. As médias da creatinina e uréia antes e após o tratamento foram 0,8 e 1,2 mg/dl (P<0,001) e 37,2 e 60,4 mg/dl (P<0,001) respectivamente. O sódio urinário,fração de excreção de sódio e de potássio também se alteraram significavamente com o tratamento. Os fatores que foram associados a piora da função renal foram: uso de antibióticos e patologias outras que não SIDA. Não houve relação com PAM ou dose cumulativa. Apenas um paciente evoluiu para hemodiálise no

Revista HCPA 2003; (Supl): 1-222

contexto de sepse,uso de outras drogas nefrotóxicas e disfunção múltiplas de órgãos sistemas. Conclusões:O uso de anfotericina b está em pacientes estáveis ocasiona perda de função renal e disfunção tubular, manifestada pela elevação de creatinina e uréia e elevação das frações de excreção de sódio e potássio. No entanto esta perda é de pequena monta e de pouca relevância clínica.

Embora necessitemos de estudos adicionais controlados para comparar a repleção salina com anfotericinas modificadas e/ou fluconazol, pela baixa inicidência de alterações renais graves neste grupo de pacientes, torna-se improvável que haja benefício adicional destes outros métodos que justifique seus altos custos em pacientes não-criticamente enfermos.

DESENVOLVIMENTO DAS TÉCNICAS EXPERIMENTAIS DE TRANSPLANTE CARDÍACO HETEROTÓPICO ABDOMINAL E TRANSPLANTE CUTÂNEO EM CAMUNDONGOS. Sesterheim P , Oliveira J , Fernandes J , Saitovitch D . Departamento de Nefrologia, Hospital de Clínicas de Porto Alegre, Universidade Federal do Rio Grande do Sul . HCPA.

Fundamentação:Modelos experimentais em animais representam um instrumento de investigação científica importante para a compreensão dos processos imunológicos e sua aplicação no desenvolvimento de transplantes e controle de doenças autoimunes.

Objetivos:Este estudo experimental prospectivo tem a finalidade de criar um modelo biológico transplantado através do desenvolvimento da técnica experimental de transplante cardíaco heterotópico abdominal vascularizado em camundongos isogênicos, descrita por Corry em 1973, e da técnica de transplante cutâneo estabelecida por Billingham em 1951. Causistica:Para a técnica de transplante cardíaco foram utilizados camundongos isogênicos C57BL/6N, sendo esta técnica baseada na retirada do coração do doador ligando a veia cava inferior e seccionando-a inferiormente ao nó. O mesmo é feito com a veia cava superior e ázigo; artéria pulmonar e aorta são apenas seccionadas distalmente ao coração e anastomosadas na região abdominal do receptor, ligando artéria pulmonar à cava e aorta à aorta. Já no transplante cutâneo, foram utilizados camundongos isogênicos das linhagens BALB/c, C57BL/6N e C3H/HeJ, os quais constituíram dois grupos: isoenxertos, 15 animais e 05 para aloenxertos. Esta técnica é realizada retirando-se 1 cm2 da pele do dorso lateral do receptor e enxertando neste local 1cm2 da pele da cauda do doador.Resultados:Para a realização do modelo de transplante cardíaco é necessário o tempo de 58 minutos. O acompanhamento da função do isoenxerto é feito através da palpação direta do abdômen, havendo 100% de sobrevida dos enxertos nos animais transplantados por mais de 100 dias. Já a técnica de transplante cutâneo requer um tempo de 10 minutos e a evolução do enxerto é facilmente observada. Não houve rejeição nos animais isoenxertados, enquanto que nos animais do grupo aloenxerto houve rejeição num período de 7 a 11 dias após o transplante.Conclusões:Ambas as técnicas possuem uma boa reprodutibilidade, aplicabilidade e efetividade para estudos experimentais futuros na área de imunologia de transplantes e enfermidades autoimunes.

ANTIGENEMIA PARA CMV NO PÓS TRANSPLANTE RENAL: ESCOLHA DE UM PONTO DE CORTE PARA O DIAGNÓSTICO DE DOENÇA CITOMEGÁLICA E INDICAÇÃO DE TRATAMENTO ANTIVIRAL.. Schroeder R , Michelon T , Fagundes I , Bortolotto A , Lammerhirt E , Oliveira JE , Alves A , Santos A , Bittar A , Keitel E , Saitovitch D , Garcia V , Neumann J . Unidade de Transplante Renal e Laboratório de Imunologia de Transplantes – Santa Casa de Porto Alegre, RS . PUCRS.

Fundamentação:Objetivos:Determinar um ponto de corte na antigenemia, com sensibilidade e especificidade aceitáveis para o diagnóstico de doença por CMV, e para a indicação de tratamento antiviral, nos 3 primeiros meses após o transplante renal, e propor um fluxograma para a sua monitorização na prática clínica. Causistica:Foram estudados retrospectivamente 203 transplantes renais adultos realizados no período de janeiro de 2000 a dezembro de 2001. Viremia e doença por CMV foram diagnosticadas a partir da monitorização clínica mais antigenemia semanal entre a 4a e 12a semanas pós-transplante. Viremia foi determinada pela presença de pelo menos 1 célula positiva para o antígeno pp65 em 105 leucócitos. Doença leve foi definida como qualquer celularidade mais sinais ou sintomas clínicos relacionados ao CMV (febre, trombocitopenia, leucopenia, epigastralgia, mialgia, diarréia, síndrome gripal) e doença grave foi definida como antigenemia positiva e quadro clínico com necessidade de tratamento antiviral. Utilizou-se Receiver Operator Characteristic Curve (curva ROC) para a determinação do melhor ponto de corte.

Resultados:Viremia ocorreu em 141 pacientes (69,5%) e doença em 78 (38,4%). A mediana das antigenemias máximas foram, respectivamente, de 3 células para viremia sem doença, de 8,5 células para doença leve e de 72,5 células para doença grave. O ponto de corte escolhido para o diagnóstico de doença citomegálica foi de 4,0 células (S=93,6%; E=60,0%; AUC da curva=0,87).

O ponto de corte de 10 células positivas foi definido como indicativo de tratamento antiviral (S=92,0%; E=70%; AUC da curva=0,90). Conclusões:A carga viral expressa pela antigenemia, foi indicativa de doença por CMV e necessidade de tratamento antiviral. Pontos de corte altamente sensíveis foram 4 e 10 células positivas, indicando doença por CMV e necessidade de terapia, respectivamente.

INCIDÊNCIA DE INFECÇÃO LATENTE, DE INFECÇÃO ATIVA E DE DOENÇA POR CITOMEGALOVÍRUS NO PRIMEIRO TRIMESTRE PÓS-TRANSPLANTE RENAL. Schroeder R, T Michelon , I Fagundes , A Bortolotto , E Lammerhirt , J.E.Oliveira , A.

Alves , A. Santos , A. Bittar , E. Keitel , D. Saitovitch , V. Garcia , J. Neumann . Unidade de Transplante Renal e Laboratório de Imunologia de Transplantes -Santa Casa de Porto Alegre, RS . PUCRS.

Fundamentação:Objetivos:Determinar a incidência de infecção latente por citomegalovírus (CMV) pré-transplante, de infecção ativa e de doença nos 3 primeiros meses pós transplante.Causistica:Foram estudados retrospectivamente os 218 transplantes renais adultos realizados no período de janeiro de 2000 a dezembro de 2001. Foram excluídos 15 pacientes por: óbito ou nefrectomia no primeiro mês (n=6), uso de ganciclovir profilático (n=3) e ausência de follow-up (n=6). Diagnosticou-se infecção latente a partir da presença de IgG anti-CMV realizada imediatamente antes do transplante. Viremia e doença por CMV foram diagnosticadas a partir da monitorização clínica mais antigenemia semanal entre a 4a e 12a semanas pós-transplante. Viremia foi determinada pela presença de pelo menos 1 célula positiva para o antígeno pp65 em 105 leucócitos. Doença leve foi definida como viremia associada a sinais ou sintomas clínicos relacionados ao CMV (febre, trombocitopenia, leucopenia, epigastralgia, mialgia, diarréia, síndrome gripal) e doença grave foi definida como necessidade de tratamento antiviral.Resultados:Entre os 203 pacientes estudados, a incidência de infecção latente nos receptores de transplante foi de 92%. Entre os 15 pacientes soronegativos, 10 (66,6%) fizeram primo-infecção após o transplante e 7 desenvolveram doença clínica, todos com gravidade necessitando tratamento antiviral.

Viremia ocorreu em 141 pacientes, representando 69,5% de incidência de infecção ativa pelo CMV entre a 4a e 12a semanas. A incidência de doença por CMV foi de 38,4% (78/203), sendo 28 pacientes com doença leve (13,8%) e 50 com doença considerada grave (24,6%). Os sinais e sintomas mais freqüentes foram trombocitopenia (50%), leucopenia e febre (46%), epigastralgia (43,6%), síndrome gripal (37%), aumento das transaminases (19%), diarréia (16,7%), mialgia (15,4%), Conclusões:Observamos uma alta incidência de infecção latente em nossa população. A incidência de primoinfecção após o transplante foi de 5%, constituindo quadros de maior gravidade. Observamos alta taxa de viremia (69,5%) e de doença (38,4%) devido à estratégia de seguimento com antigenemia seriada e, por isto, a apresentação clínica foi leve mesmo nos casos elegíveis para tratamento antiviral (24,6%).

No documento Revista HCPA (páginas 180-183)