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What is happening in the Southeast Asian region?

No documento Clube de Lisboa (páginas 80-84)

Kaitlin Meredith focused her remarks on the Southeast Asian region. By its very nature of geography, it is a maritime region. 9 out of the 10 Asian States are coastal states, and two of them are archipelagic states. Indonesia has over 17 000 is- lands, and the Philippines over 7 000. A very significant per- centage of the population in Southeast Asia is a coastal popu- lation, with historical and economic ties to the sea.

Asian States are relatively rich compared to many of the regions in the world. There is no common law in Asia and that affects their ability to respond to some of the crimes. However, like many regions of the world, prosperity is not evenly felt, and it is the coastal communities in particular that are just propor- A Europa é um grande mercado de consumo de estupe-

facientes, embora não seja produtor, mas a maioria chega à Europa através das rotas marítimas. Alguns desses narcóticos vêm da América do Sul ou de África para a UE, sendo utiliza- das diferentes rotas para entrada na UE, algumas também no Mediterrâneo. Existem pontos de acesso típicos, por exemplo, a zona fronteiriça entre Marrocos e a Argélia. De acordo com uma estimativa do Observatório Europeu da Droga e da Toxi- codependência (OEDT), o mercado retalhista de drogas ilícitas valia 30 mil milhões de euros em 2017.

Existem também disputas entre países ligadas às ZEE:

●a fronteira Croácia-Eslovénia - Em 2017, o Tribunal Per- manente de Arbitragem traçou a fronteira no Golfo de Piran, decidindo que a Eslovénia deveria ter acesso di- reto às águas internacionais no norte do Mar Adriático, utilizando um corredor que atravessa as águas croatas.

●a fronteira Itália-Malta-Tunísia-Líbia - As licenças de exploração petrolífera nas áreas em redor das ilhas de Pantelleria, Linosa e Lampedusa originaram queixas formais nas últimas décadas.

●a fronteira Grécia-Chipre-Turquia - A exploração de gás pela Turquia no Mediterrâneo Oriental em águas reclamadas pela Grécia e Chipre resultou no destaca- mento de meios militares e numa demonstração de força na região, incluindo pela França.

into the EU, which also happens in the Mediterranean. There are typical hotspots, for example, the border area between Morocco and Algeria. In 2017, the European Monitoring Centre for Drugs and Drug Addiction (EMCDDA) estimated the total value of the retail market for illicit drugs at 30 billion Euro.

There are also EEZ disputes between countries:

●Croatia-Slovenia Border - In 2017, the Permanent Court of Arbitration drew the border in the Gulf of Piran, ruling that Slovenia should have direct access to international waters in the north Adriatic Sea using a corridor cross- ing Croatian waters.

●Italy-Malta-Tunisia-Libya Border - Oil exploration li- cences in the areas around the islands of Pantelleria, Linosa and Lampedusa have led to formal complaints in recent decades.

●Greece-Cyprus-Turkey Border - Turkey’s gas explora- tion in the Eastern Mediterranean in waters claimed by Greece and Cyprus has resulted in the deployment of military assets and a show of force in the region, in- cluding by France.

tudo as comunidades costeiras que são proporcionalmente mais pobres em comparação com as regiões centrais. A eco- nomia azul é muito importante na região, em particular tudo o que está associado à pesca, turismo e navegação; os espaços marítimos estão tipicamente frenéticos com embarcações, o que, mais uma vez, pode constituir um desafio à aplicação do direito marítimo. A maioria dos Estados da região tem uma capacidade de aplicação do direito marítimo razoavelmente profissional e bem equipada, embora existam vários mecanis- mos multilaterais ou de cooperação na região, em primeiro lugar asiáticos, mas também um Centro de Coordenação de Informação Marítima totalmente operacional com oficiais de- dicados especificamente à questão da pirataria.

Os estreitos de Malaca e Singapura são uma das principais rotas marítimas mundiais; ligam o Oceano Pacífico e o Ocea- no Índico e servem como um importante centro de transporte de petróleo transportado do Médio Oriente para a Ásia. É um ponto geográfico por excelência, estando ligado a várias ilhas, o que o torna um esconderijo perfeito e uma rota de fuga pre- ferencial. Por essa razão, durante décadas e décadas tem sido um verdadeiro hotspot para a pirataria, tendo sido desenvolvi- das em resposta várias boas iniciativas. Os Estados costeiros de Singapura, Malásia e Indonésia, apoiados também pela Tai- lândia, criaram uma Patrulha Estatal de Malaca em 2004 que assegura o controlo marítimo coordenado, nomeadamente patrulhas aéreas, e a troca de informações. Tem havido alguns picos de pirataria desde que esta iniciativa foi criada, espe- cialmente em 2014 e 2015. Houve também alguns ataques al- tamente violentos contra petroleiros, mas de modo geral os números diminuíram.

Kaitlin Meredith refere-se à pirataria que está a acontecer em Sulu e no Mar das Celebes, que é uma fronteira tripla en- tre a Indonésia, a Malásia e as Filipinas. Esta região tem sido flagelada pela insegurança às mãos de organizações terroris- tas como Abu Sayyaf, que tem utilizado o rapto com resgate como forma de gerar fundos para as suas operações. É uma iniciativa altamente organizada e que inclui também outras organizações criminosas que ajudam nos raptos. Entre 2014 e 2020, houve 13 embarcações que foram atacadas, com pri- sioneiros raptados em troca de resgate. A organização Stable Seas estima que foram gerados mais de 14 milhões de dólares para estas organizações. Mais uma vez, tem havido algumas respostas bastante boas na região, e foi estabelecido um acor- do de cooperação entre os três Estados costeiros, apesar do conflito em curso em relação às fronteiras marítimas entre as Filipinas e a Malásia.

tionally poor, compared to capital regions. The blue economy is very important in the region, specifically issues like fishing, tourism, and shipping; the maritime spaces are typically very busy with vessels, which, again, can constitute a challenge to maritime law enforcement. Most states in the region do have a fairly professional and well-equipped maritime law enforce- ment capacity, although there are a number of multilateral or cooperation mechanisms in the region, first and foremost Asian, but also an operational Maritime Information Fusion Centre with dedicated officers who focus specifically on the issue of piracy.

The Malacca and Singapore straits are one of the key glob- al shipping routes; they link the Pacific Ocean and the Indian Ocean and serve as a key transportation hub for oil transported from the Middle East to Asia. It is a naturally preferred point geographically, being linked to a number of islands, making it a perfect hiding place and escape route. For that reason, for decades and decades it has been a really hotspot for piracy. In response, some good initiatives were developed. The coastal states Singapore, Malaysia and Indonesia, supported also by Thailand, set up a Malacca State Patrol in 2004, providing for coordinated maritime control, such as air patrols, and informa- tion exchange. There have been a few spikes of piracy since this initiative was set up, especially in 2014 and 2015. There were also some highly violent attacks against oil tankers, but typically the numbers decreased.

Kaitlin Meredith refers to the piracy that is happening in Sulu and the Celebes Sea, which is a tri-border area between Indonesia, Malaysia and the Philippines. This region has been plagued with insecurity at the hands of terrorist organisations such as Abu Sayyaf, which has been using ransom kidnapping as a way for generating funds for its operations. It is a highly organised initiative, typically including other criminal organisa- tions as well that may help with the kidnappings. Between 2014 and 2020, there were 13 vessels that were attacked, and prison- ers kidnapped for ransom. The organisation Stable Seas reports that over 14 million dollars were generated for these organisa- tions. Again, there have been some fairly good responses in the region, and a cooperation agreement has been set up between the three coastal states, in spite of existing contested maritime boundaries between the Philippines and Malaysia.

Timothy Walker acredita que sim. Ao olhar para a história do comércio e controlo marítimo naquela parte do mundo, nun- ca houve muito controlo estatal sobre áreas específicas, mas o facto de uma linha costeira estar efetivamente a ser perdida para um grupo ou organização que não só é hostil aos Estados da região, mas integra a tática marítima nos seus ataques, le- vanta questões realmente sérias, não só sobre a segurança po- tencial e a segurança do desenvolvimento do gás, mas também sobre a navegação através do canal de Moçambique.

Os principais portos, como a Beira, são ligações críticas para os países sem litoral na África Austral. Se olharmos para o Canal de Moçambique, vemos que o Malawi, a Zâmbia, o Zimbabué e muitas grandes cidades, portos e vilas da região estão ligados a cidades portuárias em Moçambique. De facto, estes portos são fundamentais para a sustentabilidade das ci- dades do interior da África Austral.

Na África Austral, particularmente no Sudoeste do Ocea- no Índico, há uma proliferação de organizações multilaterais: a Associação da Orla do Oceano Índico, as Comunidades Regio- nais do Continente Africano, a Comunidade da África Oriental ou a Comunidade de Desenvolvimento da África Austral, para citar algumas. Mas o envolvimento africano é na realidade bastante diminuto, o que é muito difícil de explicar, dados os interesses nacionais de muitos Estados. Estes fóruns multila- terais são configurações ideais, mas, infelizmente, ainda não estão suficientemente bem estabelecidos para corresponder às expectativas interdependentes de segurança, comércio e pessoas, como se vê na Ásia.

//Atualmente o Estado moçambicano não

No documento Clube de Lisboa (páginas 80-84)