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ISTOT-A.©

No documento execuções de sentenças (páginas 151-160)

(!) A Ord. L. 3." tit. 86 § 25 permitto que a arrematação se faça nos domingos e dias sanctificados, e era também costume faser-se nos dias de feira por serem dias de maior concurrencia e mais desoceupados. Os Cods. do Pr. Fr. e Port* determinam isto, o Alm. e Sous. § 362 é de parecer, que adoptamos, de que a L. de 20 de Junho não revogou a Ord* — Não havendo como não ha lei que o prohiba, parece-nos que se o juiz entender de conveniência e por interesse das partes, designar para dia de praça qualquer que offereça mais probabilidade de concurrencia do que o dia de audiência, não exorbitará preferindo esse dia.

(2) A nossa lei não determina limites ao tempo da prisão nem prevê o caso de o arrematante, apesar de preso, não J pagar. Nem o tempo da prisão pôde ser indefinido, nem a execução deve estar parada em prejuiso das partes. O C ort. do Pr. Port. previne estas duas hypotheses pela forma seguinte:

Preso o arrematante, o juiz manda abrir nova praça para se arrematarem os bens por qualquer preço; se o arrematante preso, paga ate ao dia da nova praça (• solto, e subsiste a sua ' arrematação; se não paga, arrematam-se os bens, e se o preço foi menor é responsável pela differença; se o preço é igual responde só pelas despesas, e liquidadas estas é executado no mesmo processo em appenso. A prisão não pôde ir além de um anno, e cessa logo que pague a responsabilidade. Emfim nos Cods. Anstr. e da Sard. e já na nossa Lei de 22 de Desembro

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de J.V61 tit. 1." havia alguma cousa semelhante a respeito dos processos contra devedores á Fazenda Publica.

(s) Parecerá uma excentricidade o disermos que se podem arrematar os bens en£regando-se o ramo ao lançador que

offerecer o preço da avaliação, não havendo quem cubra este I lanço.

I Per. e Sons. que como já, dissemos foi o primeiro que ■ depois da L. de 20 de Junho escreveu sobre processo, alcançou

tal predomínio na nossa praxe, que pela maior parte o que elle diz, é lei, e poucos são os que se dão ao trabalho de consultar a própria lei.

Diz elle § 428 que um dos requisitos da arrematação 6 que ella se faça a quem offerecer maior preço comtanto que cubra a avaliação, e cita na nota o § 7.° da L. do 20 de Junho*

E assim tem continuado a correr isto de bocca em bocca até hoje. Devemos porém exceptuar Àlm. c Sons. que foi sempre o era tudo independente de auetoridade de nomes próprios, o que no § 369 expende a doutrina verdadeiramente jurídica H

derivada da L. de 20 de Junho c Alv. de 22 de Setembro que ú clara.

Se havia quem désso mais do que o preço da avaliação e ítregava-se o ramo ao que mais désse, se não havia senão quem offerecesse o preço da avaliação entregava-se-lhe também o ramo; se ninguém chegava a este preço não se arrematava*

Isto pela L. de 20 de Junho. Promulgado o Alv. de 1770, se não havia quem chegasse ao preço da avaliação mas' quem cobrisse áquelle pelo qual a cousa em praça, teria de ser adjudicada ao exequente com os abatimentos da L. de 20 de Junho, arrematava-se entregando-se o ramo a quem tal H preço désse.

H E esta a jurisprudência incontestável, alterada pela praxe da segunda praça como ' dissemos, mas que não alterou nem podia alterar a determinação da lei.

Desde que na praça haja lançador que offereça o preço da avaliação, não apparecendo maior lanço, a lei manda ar*

fl ^«

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rematar, e é injurídica por contraria a disposição expressa] na lei a limitação inventada por Per. e Sons. no parag. cit. com referencia aos arts. 7.° o 16 da L. de 1774 que são expressos em mandar arrematar a quem lance o preço da avaliação, não havendo maior offerta.

Esta limitação de Per. e Sons. 6 tão extranhavel a um jurisconsulto da espliera d'elle, que nos desperta uma ob- servação, que pôde ser applicavel a outros casos em que as opiniões que se tem como d'olle, solicitam censuras que alguém pôde considerar ousadas.

Sabe-se que ó desconhecida a primeira edição das Pri-1 meiras JOinhas ão JProc. Cio. e que até se lhe ignora a data.

O Dicc. Bibliographico de Innocencio diz mesmo, que é ignorada a data da segunda edição. Teix. de Fr. diz que se regulou para as suas annotações pela edição de 1840 ( Lisboa) pois que nunca viu a primeira nem a segunda, sendo raros já os exemplares da 3.* e 4'.* de 1825 e 1834 também de Lisboa, não podendo considerar edições correctas ninas qne por aiii correm impressas no Rio de Janeiro.

Não existe pois a primeira edição, mas existe a segunda que nem o grande bibliographo conheceu a qual temos á vista e ó de Lisboa cm 1810 e disendo — segunda edição correcta e augmentaila.

Ora, Per. e Sous. morreu em 1618 ou antes, e resta saber quem foi que fez as correcções e augmciitos á primeira.

O que 6 sabido ó que Francisco Joaquim Pereira e Sousa, filho do grande mestre, publicou um appendice ás Primeiras Linhas obra sem valor algum:

As edições posteriores á de 1810 concordam com esta absolutamente, mas que esta concorde com a edição pviuceps, isto ó, com a que o auetor publicou, ú o qne se ignora, e será ignorado porque não se sabe do exemplar algum.

Mas que a segunda edição que não temos remédio senão considerar a principal, e que pelo menos ó a matriz das que

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lhe snccederam, nSo é o que era a primeira descobrimos nós é de nm modo incontestável.

Quem fez a segunda edição, essa raridade actual, nffo se deu ao trabalho de adaptar a ella o índex copioso que a acom- panha, e incluiu n'ella o index da primeira, porque esse index tem flagrantes antinomias cora o texto e notas da segunda edição. O leitor que possuir a segunda pode verificar isto mesmo na palavra arrematação.

Diz o index por exemplo: pôde faser-se por mais das quatro partes porque os bens seriam adjudicados, não havendo lançador. Not. 853, a qual nota nada diz a tal respeito.... não se faz dos bens penhorados quando estes excedem o dobro do valor da divida, not. 865, que nada diz.

H E assim era muitos lugares, que indicam ter havido altera- çBes nas notas mui frequentes, e algumas no texto. Rcforin-do- nos ao assumpto em discussão vemos no index: arrematação (teve faser-se por maior preço que o da avaliação, not. 887, cmquanto que essa nota corresponde ao § 41G que tracta só dos pregões, ao passo qnc onde essa matéria está, é no texto do § 428 e cora a nota 854 era que, conto já notamos, se cita a L. de 20 de Junho que diz positivamente o contrario.

Temos pois para nós que Per. e Sons. o verdadeiro e jus tamente respeitado Per. e Sons. nSo disse semelhante heresia, e que a practica se submeti eu ú auctorirlade de um homónimo

que a não adquiriu senão por contrabando. I

E como a mentira sempre deixa um rasto para ser des

coberta quando se lhe segue a pista, lá está o § 430 em que H diz—não havendo lançador que dõ o valor em que os bens /o- H ram avaliados, ou aqvelle que seja maior que a quantia por

que devem ser adjudicados...

H Logo, havendo qnem dô o valor da avaliação, arrema-tam-sc os bens — e logo, ainda, ó erro o que se lo no g 428 do que não pode entregar se o ramo senão a quem de mais do que a avaliação. Isto é claro,

íC7/7)wm

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O único entre os modernos que não incorreu n'este erro foi Ramalho, Prax. bras., que no § 301 deixou ahí as disposições da L. de 20 do Junho, intactas, tal e qual como se a practica hodierna não tivesse feito a menor alteração a essa lei.

A Consol. Kib. parece-nos que incorreu na mesma anti- nomia que se encontra em Per. e Sous. porque se no art. 1304 § 2." di* que se arremata a qttem ofiereecr maior preço, com tanto que cubra o da avaliação, oitando a Ord. L. '',." tit. 80 § 27 o a L. do 20 do Junho que não fasem tal limitação ; no art. 1305, diz também: se forem findos os pregões ( quereria diser a praça) sem haver quem lance o justo preço da avaliação, etc.

H Consideramos pois corruptela a practica de não se admitiu- arrematação senão quando o lanço cobre o preço da avaliação.

Ler/em habemtis.

(4) A expresão — leslti* de ferro 6 do alvará citado no texto.

(/>) Vid. not. 17 cap. G."— A doutrina do qno 6 necessá- ria a consulta do senhor directo na arrematação de propriedade foreira, 6 rigorosamente jurídica, e pouco importa o silencio dos modernos escriptores. A oocasião opportnna do requerer o senhorio, 0 depois da arrematação, porque só então (> sabido o preço que deve servir de base á opção de que o senhorio directo pôde prevalecer-se para consolidar o domínio directo com o útil.

Per. e Sons. not. 707 in fine põe como necessária esta formalidade, cTeix. de Fr. supprimiu esta nota por entender talvez que referindo-se nos prasos familiares e de geração, desconhecidos entre nos, era ociosa, esquecendo-so de que na Consol. das leis art. 614 § 2." e respectiva nota, o nas Add. á Dculr. das Aeç. de Corr. Tell. dissera positivamente que a alienação não se pôde faser sem licença do senhorio directo, quer a alienação seja voluntária quer necessária por execução de sentença. Mor. que tantos citam sem o ler, diz: item notificado domino directo fadenda est, ut si malit cmert

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in licUatiom preferatiir, et n non volit emere, illuã laudemtuml solai âebit.

Alm. e Sons. § 48.", e no Tract. de Dh: Emphyt. concorda, nssim como Coelho da Koch. §§ 550 o outros.

Em algumas corporações de mRo-morta como cabidos e|

collegiadas existiam, o ignoramos se existem entre nos, institui- ções de prasos, em quo a opção ora facultada a algum dos' cónegos ou beneficiados, caso c.n que, seria necessária a consulta. I Alm. e BOM.Siippl. ao Dir, Emph. § 107.

Este praxista é de opinião (§ 020) que se a venda 6 de| mais do um prédio, o senhor directo não pôde optar uns e rejeitar outros.

Entro nós, com a leviandade que impera na execução da lei, os avaliadores raro fasem cabedal da naturesa da propriedade que avaliam, c o comprador muitas veses só sabe que aí propriedade é foreira, se se dá a essa investigação extra-judi-1 ciai.

Embora as municipalidades não sejam corporações de mlo- moita, parece-nos que quando a propriedade lhe ú foreira pôde dispensar a consulta, visto que não pôde comprar por1 seu próprio arbítrio; se cila porém estiver auetorisada para| | isso, dando-se a hypothese da venda, pôde usar do direito de opção que 6 caraetoristico direito do senhor directo. T7<?. cap. C.°

not. 17.

((i) Acrescentam alguns: salvo se houver dolo da parte do arrematante, e se a arrematação fôr annuUaãa, porque n'este caso restituo os fruetos, c recebe só os juros do seu dinheiro.

Emquanto ao dolo, diremos de uma vez para sempre que) ô superfluidade oceupar-se em escrever excepções derivadas da existência d'elle, desde quo ó axiomático ser causa de resilição de todos os actos havendo simplesmente a diflicul-dade de o provar, não sendo legalmente presumível ; emquanto porém á excepção da w til idade .da arrematação re- J jeitamol-a embora seguida por muitos praxistas de merecida I

ú "ããm

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nomeada que Per. e Sons. enumera na sua not. 888, aos quaes a Cousol. Rib. not. ao art. 1350 § 2.°, ajunta mais duas opiniões de outros entre os quaes Altimar que dá como rasão :| guia in hoc casu adjucatio vel vemlitio nom ex nwio sicul in appcllatione set ex tune revocatur, rasão que nos parece um gongorismo que não tem o menor valor juridico. Mor. dá outra rasão, qual é a de terein-se postergado as formulas do juiso, o portanto aquollc que comprou contra o que essas formulas determinam, se considera em má fé, e o possuidor de má fé restituo sempre a cousa com os fructos.— São estas as rasõcs] que copiou Âlm. e Sous. na nota ao § 201.

E certo que a Ord. emprega o vocábulo revogar o não annuUar, mas é também certo que a revogação importa annullaçuo de tudo quanto em virtude da sentença se houver feito, e 6 também exacto que tendo bavido embargos á execução nos quaes se allegassc a nullidade da penhora e da| arrematação, e despresados os embargos, se na instancia superior fôr a sentença revogada, abi temos uma decisão que teve por fundamento a nullidade, e revogou a da ins- tancia inferior que a não reconhecera.

A sentença pôde ser redusida a nada quer por falta de direito da parte, quer por vicio das formalidades do processo, anteriores a cila, sendo o resultado sempre idêntico, isto é, collocar as cousas no estado anterior á execução. O que ella quiz sem duvida alguma, e o que resulta das palavras e espirito ó que julgada irrita a arrematação, os bens se devolvam ao executado, e que o arrematante não perca cousa alguma, considerando-o possuidor de boa fé, visto que lhe concedo a percepção dos fruetos e lhe dá o direito á indemnisação das bem feitor ias.

Desde que a lei não estabelece a certesa ou a presumpção legal de que aquelle que arremata procedeu em má fé, não é explicável senão por supersticioso apego á letra da lei, pretender-se attribuir ao arrematante, uma cumplicidade que ella não presuppõe, na perturbação das formulas do processo.

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em que elle não figurou senão eventualmente como um terceiro que é n'eHe, e em que não lhe era lícito intervir,) recahindo sobro elle as consequências de uma sentença em processo em que não foi parte, e que não pôde affectal-o senão nos precisos termos da lei que lhe manda entregar a cousa arrematada, sem prejuiso. ";':J

Não parece de espíritos atilados como os de Mor. el Alm.

e Sons. a rasão de que aquelle que compra em virtude de execução em que se postergaram as formulas do processo em que não foi parte, se considera em má f6',' po-1 dendo a arrematação ser annullada por causas variadíssimas e por faltas do próprio juiz ou de outrem que não o arrematante, que apparece na occasião da praça, offerece o seu lanço e lhe é acceito. A inanidade cVesta opinião salta á vista, e a

contradicção manifesta em que com elles mesmo se collocam os que a seguem, concedendo ao arrematante n'este caso os juros do dinheiro empregado na compra, ej não os rendimentos, como se o comprador de má fé tivesse direito a indemnisação de juros, e não attendendo a que em muitos casos lhe concederiam maior favor, porque raras são as| propriedades compradas queprodusem seis porcento liquidosdel rendimento. Para serem consequentes também, deviam negar-1 ao arrematante,

annullada a arrematação, a indemnisação de bemfeitorias, porque desde que ó constituído em má fé para J lhe negar a percepção dos rendimentos, a consequência legal é negar-lhe a indemnisação das bemfeitorias. O Jieport. vb. | arrematação feita de alguns bens, diz textualmente na nota: sive addietio rescindatur, eive pronuntichir nulla per sententiam, J citando Gama, Jteynoso e Pereira.

A Consol. das leis que no art. 570 parecera deixar-se I prender á palavra revogar, já na not, 71 emprega a palavra) annullar com os mesmos effeitos, e no art. 860, referindo-se | ao art. fiTO em que aliás só empregara o termo revogar, di« : | os bens mdlamente arrematados.

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Paula Bn.pt. § 102 não fez cabedal da duvida, e diz an-

\nuUada ou revogada.

( 7) Esta decisão de 18(J-i diz, o bem, que uão pode haver distínoção plausível entre novidades e juros, pois que estes são as novidades do dinheiro, assim como os fructos são as novi- dades da cousa penhorada, a qual fora substituída pelo deposito que fisera suspender a execução imminente. Se o credor Ique fez vender a cousa responde pelas novidades, quando é revogada a senteiiya que originou a venda, da mesma forma o que coagiu a faser o deposito, para evitar a venda, e que substituirá a cousa penhorada, deve responder pelos juros — novidades do dinheiro depositado, desde que a sentença foi revogada.

(8 ) Siíscitani-se aqui três questões: 1.' se esta prescripção se applica também ao exequente quando arrematou com permissão do juiso, ou ao adjudicatário; 2.*, se tem effeito quer no caso de revogação da sentença, quer no caso de annnllação da arrematação; 3.°, se c applicavel a terceiro a quem o arrema- tante haja traspassado a cousa arrematada.

Emquanto á 1 * díscute-a Alm. e Sous. § 260 nota não adiuittindo a prescripção do mez, porque a lei só quiz favo- recer o arrematante de boa fé e só a respeito d'elle fallou a lei, e não de ser o próprio credor o arrematante ou adjudicatário.

A lei ó genérica emquanto ao arrematante quer seja o próprio exequente a quem ella permitte poder de arrematar com licença do juiso, quer seja um terceiro, e não ha rasão para distinguir onde ella não distingue. Se é adjudicatário, as rasões são idênticas, se não ainda de maior peso, porque, nos termos precisos da lei, o exequente adjudicatário é um comprador forçado a quem ella mesmo procura mitigar a violência que se lhe faz, abatendo uma certa porcentagem do preço da avaliação que os bens não alcançaram na praça, nem é de extranhar que a Ord. não especialisasse esta contingência da execução, sendo sabido que segando o systema das execuções antiga*

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mente era desconhecido absolutamente esse meio de pagamento, (jue foi consagrado mais tarde pela L. de 20 de «Tirano.1 Per. e Sons.

parece ser do mesmo parecer de Ah e Sons. na not. S88, que é seguida pelo Consol. Kib. n. 1363 referindo-se a Silv. ú Ord.

A segunda questão filía-se á de que tractamos na nota precedente;

e as conclusões são idênticas, ao que acrescentamos que não podemos comprei.ender que, revogando-se a sentença em virtude da qual se fez a execução, em todo ou em parte, não possa o executado reclamar a cousa arrematada senão dentro de um mez, e o possa laser depois desse praso sendo annullada a arrematftção. Na primeira hypotliese a reoo-\ I f/ação pode cbmpreliencler absolvição absoluta ou pare d da divida; na segunda, a annullação pôde não passar de um paliativo, um

adiamento, deixando o executado apenas livre dal execução, mas adstricto ao pagamento da divida. No primeiro) caso, segundo o parecer que combatemos, não pôde pedir a restituição da cousa arrematada senão no praso fatal de ura mez; no segundo pôde rchavcl-a em qualquer tempo. Onde está aqui a rasão plausível da dislineção ? Não obstante devemos faser conhecida uma decisão do Supr. Trib.

concedendo revista, | em 20 de Outubro de 1879 que aflirmou a doutrina de que para os effeitos da execução annullada não corre a prescripção dos. HO dias.

E verdade que «'essa causa tractava-se da espécie de ter sido a execução realisada em jnizo já declarado incompetente emquanto á acção principal, antes do ingresso da execução. A Ord. L. 3.° tit. 86 § 4.°, diz a decisão, tem somente appli- | cação ás sentenças revogadas, isto é, áquellas que proferidas por juiz competente, sem falta de outros requisitos essenciaes que as annidlem são «apreciadas e revogadas no todo ou emr parte unicamente pelo tocante ao direito e justiça em relação ao pedido da acção e execução.

A terceira questão tem pela affirmativa Alm. e Sous. cit. § 260, de Gabr. Per., de Peg. e do Rep. vb. revogada a

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