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ART. 139 Se fôr preso, procede-seexecutivamente contra êílel no mesmo processo da execução, para pagar o valor depositado, e realisada a cobrança, cessa a pena de prisão, ou quando começar a cumprira que lhe fôr imposta em processo criminal. Cod.
do Pr. Port. art. 825.
I ART.180
O procedimento civil quer pessoal quer executivo, é de caracter todo pessoal, enão affecta os herdeiros do depositário. Per. e Sous. noi. 827 infine.
ART.131
Tem direito a uma retribuição, requerendo-a a qual lhe será arbitrada pelo juiz, ouvidas as partes, na proporção do trabalho e incommodo que teve como deposito. Cod. do Pr. Port. art. 830, Dali, Jvrispr. cir.
204 vb. saisissement. (3)
ART.132 I
Não pôde porém, a titulo de compensação da divida que lhe deva o exequente ou o executado, ou allegando domínio, reter a cousa em seu poder, e só* para pagamento das despesas quehaja feito auctorisadas pelo juiz da execução, ou quando são de naturesa tal que evidentemente não podiam deixar de ser feitas, mesmo sem auctorisacão prévia, para salvar ou conservara cousa depositada. Mor. L. 6.° cap. 12 7?. 54, Dig. \Port. 3.° art.
689. (4)
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RT. 133 I
E' obrigado a prestar suas contas no jniso da execução ouvidas as partes, no praso que o juiz determinar, e se não as apresentar, será a responsabilidade liquidada pelas contas que os interessados apresentarem, e se ellas discordarem, pela que o juiz julgar mais fundada. Coã.
do Pr. Port. art, 824.
ART.134
Não pôde ser removido a arbítrio de qualquer das partes, sem prova de acto de infidelidade ou má gerência.
Dali. Coã. ão Pr. Fr. art. 597 § 3.°
ART. 135
Quando alguns dos objectos penhorados forem re- colhidos ao deposito publico ou deposito geral, as obri- gações e direitos dos depositários regulam-se pelas leis especiaes respectivas, sem prejaiso do que fica exposto nos artigos supra, na parte que lhes seja applicavel. AU.
de 21 de Maio de 1757 cap. 5 § 1.°, LL. de 20 de Junho e 25 de Agosto de 1774, Segui. n. 135 do 1.° de Des. de 1845.
ART. 136
Quando o depositário é o devedor do executado, e na mão do qual foi feita a penhora em quantia liquida que elle confessou dever, e de que se constituiu depositário, é citado para faser a entrega no praso de três dias que lhe é assignado em jniso, e sendo
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lançado, e julgado por sentença o lançamento, manda • se passar mandado de prisão. Per. e Sous. nots. 824 e 888, Mm. e Sous. % 110. Vide cap. 4.? not. 27.
ART.137
Do despacho que ordena a prisão do depositário, em qualquer hypothese, cabe o recurso de aggravo de petição ou de instrninento; não cabe porém igual recurso do despacho que nega a ordem de prisão. Decr. n. 143 de 15 de Março 1842 art. 15 § 6.°, Teix. de Fr. not. 682.
r, (1) Teix. de Fr. na nota 768 correspondente á not. 827 de Per. e Sous. reprodusindo o que dissera no art. 437 da Consoliã. diz que só Alm. e Sous. Acc. Sum. § 448 soube conciliar a Ord. L. 4." tit. 49 § 1.° com a do mesmo L. tit. 76 § õ.°, porque esta, referindo-se ao deposito extrajudicial, não tem applicação ao deposito judicial, e por isso se devem assignar nove dias ao depositário. É exacto que a Ord. tit. 76 se refere ao deposito convencional, mas 6 também exacto que aquella outra figura uma hypothese que hoje felizmente é imaginaria.
O depositário judicial, pelo facto de tomar a si a guarda da cousa depositada, contrahc um quasi contracto pelo qual se obriga a entregal-a quando lhe fôr exigida legalmente, e portanto colloca-sc sob a alçada da letra e espirito da Ord. tit.
76. Como porém esta exige que para a imposição da pena exista malícia da parte do depositário, da qual provenha condemnação, admittiu-se na praxe a assignaçSo de cinco dias para, no caso de contumácia, ser lançado e jul-
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gado o lançamento, incorrer na pena cie prisão. Este praso mesmo ó uma tolerância qne não tem caracter imperativo, havendo mesmo, quem o reclusa a 24 horas. O disposto na Ord.
tit. 49 é ura caso tão espacial e até por tal forma extravagante, que não pôde servir de norma para o verdadeiro deposito judicial. Assim o ensinam J*er. e Sons., Mor. e a Oonsol. Jiib.
Comm. â rubr. da Secç. 9.' tit. a." cap. a.° O Jieport. vb.
depositário que recusa, diz na not.— debit capi ilico et non expectatis novem diebus, non obstante Ord. X. 4.° tit. 49 § 1." qna? loquitur in suo casu ; e cita Pheeb. Esta ê a praxe e a
que mais concorda com a naturesa do deposito. Corr. Tell.
Dig. Port. 3.° art. 720 admitte o praso de nove dias.
Jíebouç, contendeu com Teix. de JFr., por considerar abolida a pena de prisão do depositário pela L. de 20 de Junho e Ass. de 18 de Agosto de 1774. Não é opinião discutível.
(2 ) A nossa lei é omissa emqnanto ao máximo do tempo de prisão. O Co d. Port. determina que deve durar tanto tempo quanto seja o valor do objecto depositado contando-se a rasão de mil réis por dia, não podendo porém ir além do dons annos, assim como não a temos a respeito do modo de proceder para obter a responsabilidade do depositário pela importância do deposito.
(3 ) A nossa lei civil nada dispõe a respeito do depositário particular, e apenas temos disposições relativas aos depositários públicos.— O deposito voluntário 6 de sua naturesa gratuito, não pôde porém inferir-se d'ahi que o deva ser o deposito judicial, que não é aliás senão mui excepcionalmente voluntá- rio, anles em regra é imposto pelos officiaes de justiça. Fica ao arbítrio do depositário requerer uma remuneração, mas se a requerer det e dar-se lhe, principalmente quando a naturesa dos bens depositados lhe impõe obrigação de administrar.— Corr.
Tell. Doutr. das Aeç. not. ao% 18 e Dig. Port. 3." ex,\ art. 721 appliea ao depositário judicial os mesmos direitos á
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porcentagem que pertencer ao depositário publico, pela Lei de 21 de Maio de 1721, e que Re for encarregado da administração, da cultura e percepção de fructos e rendimentos, deve ter a vintena.
No foro da corte vai tomando força a praxe de ser re- munerado o depositário, principalmente nas execuções hypo- tliecarias, porque nas outra a regra geral predomina o abuso de ser o deposito de bens de raiz um encargo apenas nominal, continuando os bens em poder do executado em plena admi- nistração.
(4 ) E contestada a matéria da segunda parte do texto, emquanto ú retenção que Mor. defende, sob a condição de serem as despesas auctorisadas pelo juiso. A Consol. Jiib. cita a opinião de Phwb. em contrario.
Se o depositário publico tem o direito de não entregar a cousa depositada sem ser pago das despesas que fez, parece que o depositário judicial não deve ter inferior direito, e 6 absurdo conceder-so-Ihe que faça despesas para conservação de cousas depositadas, e algumas absolutamente indispensáveis para que não pereça, como quando se tracta de semoventes, e ser obrigado a entregal-os e depois, de ter de gastar tempo e dinheiro, para ser indemnisado.— E erro a opinião de caber- Iho a acção executiva, que sendo um privilegio, não pôde ser ampliado por similhauça ou analogia do que cabe aos funecio- narios da justiça. Assim foi decidido em Remata concedida por decisão de 18 de OnluWo de 1871.