CAPITULO VIII
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oada parte um dos três nomeados pela outra. Alm. c Sovs.
cit. Aval. § 123 e I)iss. cit.
ART.141
[•. Para a louvação deve ser citado pessoalmente o executado; só" poderá ser oitado o procurador somente nos casos em que este tem competência para representar o executado em todos os termos da execução incluídos os de primeira citação. Alm. e Sous. Segun. Mn. not. 204 ns.
15 e 16. Vide cap. 5.° not. 2." supra.
ART. 142
Havendo mais de um exequente, ou mais de nm executado, e não comparecendo todcs ou quem os re- presente, será feita a nomeação por aquelle ou aquelies que comparecerem, e na falta de accordo, prevalece o voto da maioria de cada um dos grupos, emquanto á nomeação pela sua parte, e no caso de empate decide a sorte. Cod. do Pr. Port. art. 237 § 2.° (3)
ART. 143
Se houver de faser-se a avaliação de bens de na tu- resa diversa, e que exija conhecimentos especiaes, devem nomear se avaliadores para cada uma das classes de bens, devendo a parte que requer a nomeação ponderar esta circnrastancia na petição, afim de que o executado venha preparado. Orã. L. 3.° tit. §§ l.°e 3.°, Ah. de 14 de Oul. de 1773, L. de 20 de Junho de 1774 §> 11, e 25 de Ag. de 1779 § 29. (4)
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ART.144
I Feita a nomeação devem ser intimados os nomea- dos para prestarem juramento, e antes de o prestarem!
podem escnsar-se sem ser necessário justificação das rasões da escusa, e não podem ser compellidos a acceitár.' Mv. á Orá. L. 3.° HL 17 § 1.° n. 34, Valasc. âs part. \
cap. 9.° n. 3. (5) I
ART.145
Pôde também qualquer das partes alegar os motivos de suspeição que tiver contra qualquer dos nomeados, provando summariamente as causas de suspeição, nos mesmos casos em que podem ser recusadas as testemunhas. AVm. e Sous. Tract. das aval. % 127, Dissert. cit, § 127, Oons. Mb. not. ao art. 465. (6)
ART.146
I Prestado o juramento, entende-se que acceitaram a nomeação, e não podem escusar-se senão por motivo superveniente attendivel, de que o juiz conhecerá com prudente arbítrio ; e oão sendo attendidos são obrigados a dar o sen laudo sob pena de desobediência. Afan. e\ Sous.
IHss. cit. % 27, Sdv. cit,
ART.147
Se dentro de praso rasoavel não apresentarem a avaliação, a parte deve mandai-os citar, para em praso j determinado o faserem, sob pena de destituição e
'£wim
109
desobediência, e la usados, o juiz os manda a atoar, e que se proceda a nova nomeação. Cod. do Pr. Porl. \art. 840,
<W. CV/ss. «/■/. 128.
Aur. 148
Antes de fiado o praso que lhe tiver sido marcado,
|podem pedir prorogaçio de praso, fundamentando o j •eu twdidc. Cod. Porl. eii. art. W5.
Aur. 14t)
He os louvados forem discordantes, a parte mais diligente, manda citar a outra para nomear o terceiro, nu primeira audiência, sob pena de revelia, e se não concordarem na encolha, ou uma das partes fdr revel, noméa o juiz á revelia; M porém os partes qniserem, nomeará cada uma dVllas três» e d'entre os seis escolhe o juiz um. Alm. ê Sou». Dtis. dl. | *$, Ord» eU. tU. 17
[Í2.°(7)
AKT.lflo
Este terceiro avaliador é obrigado a adoptar sem discrepância um doa laudos discordantes. Ord. cil. f 4."|
AKT.151
Quando um só doa louvados nao acceitar,ou poste*
riormente se escusar, procede se a nomeação do que faltar, subsistindo a nomeação do que acceitou. (8)
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I A
RT.
352 I
["'" ■ ' Para procederem á avaliação, é necessário o roan I dado resjiectívo, e pertencem aos louvados os emolu mentos taxados no cap. 6.° Parfc. 4." do Reg. ãeSde
Set. de 1874. I
I A
KT. 158 I
I Da avaliação de terrenos pertence-lhes o emolu mento do art. 170 n. 1. Doutr. âo Ao.' n. 407 de 31 de
Out. de 1847. ;■
I A
KT. 154 I
Se o prédio ou estabelecimento rural, tiver depen dências embora com sabidas dístinctas, como casas de lavar, cocheiras ou cavallariças, devem descrever-se no auto, mas os emolumentos comprehendem-se nos que lhes pertencem em relação ás classes de prédios desi gnados no artigo cit. ns. 1 e % Ao. cit. e n. 374 de 3 de
Des. de 1855. I
I A
KT. 155 I
I Nos emolumentos taxados no respectivo regimento não é comprehendida a conducção que será paga em separado; mas não lhes compete estada. Consol. Rib.
Com/m. ao art. 185.
I A
KT. 156
I Se a avaliação tiver de emendar-se por defeito da primeira, não têm direito a remuneração alguma, e
$rzMM%
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podem ser compellidos a emendai* on reformal-a sob pena de desobediência. Regim. cit. art. 184.
ÀKT.157
Os emolumentos taxados no citado regimento en- tende-se serem para cada nm dos avaliadores, excepto dos objeotos determinados no art. 183 do regimento qne são para ambos em commnm.
NOTAS
(1) E este um dos casos em que a L. de 20 de Junho revogou a Ord. L. 3." tit. 86 que, desde a citação inicial da execução, dispensava qualquer outra citação ao executado ató a arrematação. Esta Ord. não reconhece as avaliações em exe- cução, e segundo o systema eivado pela lei, recorria-so aos
■avaliadores nomeados pela junta dos depósitos e pelas Camarás Municipaes, e só na falta ou suspeição destes se recorria á nomeação. Não tendo nós lei especial sobre esta solcranidade, recorreu-sc mui sensatamente ao subsidio da Ord. I- •"." tit. 17 que trácia dos arbitradores e que, segundo as próprias expres- sões delia tanto quer diser como avaliadores eestimadores.
A praxe da nomeação varia mesmo na corte, sendo vulgar nomearem as partes logo, cada uma o seu louvado, e quando se tracta da nomeação varia mesmo aqui, sendo vulgar nomearem as partes logo cada uma o seu louvado, e quando se tracta da nomeação de terceiro, também 6 frequente entregar-se a nomeação ao juiz, porque 6 raro accordarem as partes n'essas nomeações.
O essencial ó que a nomeação se faça ao aprasimeuto das partes, e desde que não haja reclamação, é indifferente o nie- thodo; deixamos porém' no texto o que ensinam os mestres.
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(2 ) Não ora esta a praxe antiga; o oonio o executado nunca deixava de aproveitar a espera, introdusiu-se a de o mandar citar com a clausula de não ficar esperado.— Ignoramos se esta practica ó geral, assim como ignoramos a lei. em que sé funda, mas é certo que vigora na corte.— É o caso de J diser com o Alo.
de 15 de Junho de 1658 e Reg. de 5 de Set. de 1761 pr. exemplo dá ao -Reino o que se obra na capital...
(3) A nossa lei é muda a este respeito, e pareoe-nos adop- tavel a doutrina do artigo, no caso nSo raro de-se dar a hypo- these.
( 4 ) E disposição legal qne anda mui deturpada na praxe, e até mesmo no juiso commercial, onde ha avaliadores de oflicio.
Ainda ha pouco tempo vimos um relojoeiro nomeado para avaliador de fasendas de alfaiataria, e era regra geral nas avaliações em execuções civis, o critério da nomeação é o em- penho.
(5) Não ha lei, e divergem os pareceres, sendo o de Alm. e tSous. que não podem escusar-se e dá uma rasão pouco plausível, não podendo oonsiderar-se a nomeação como um múnus publico que qualquer cidadão não tenha o di reito de rejeitar. Desde que acoeitou, porém, oollocou-se em J posição de satisfaser o dever que assumiu e não deve impu nemente faltar a elle sem motivo justificado, illudindo as partes e o juiso. O Cod. do Proc. Fr. na parte correspon dente aos arbitradores, visto que alli não ha avaliadores de bens penhorados, impõe ao experto que não cumpre o seu I dever a pena de pagar as despesas da diligencia frustrada por sua causa (art. 316). O Cod. do Pr. Port. 255 e 840 impõe-lhes a pena de desobediência, e mauda-os autoar.
I Combinámos o texto de sorte que, pelo menos, as partes não possam ficar á mercê da indolência ou da má fé, e para poderem justificar o pedido de nova nomeação, verificado pela contumácia que os louvados não cederam á intimação que tiveram, para desempenharem o seu dever
no praso que lhes foi assignad'j. I
ttiwm
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(6) A nossa legislarão c omissa, ò adoptamos o pa recer do Alin. e Sous. quo cita Guerr. c o art. 310 do Cod. do Pr. Fr.— O Cod. do Pr. Porl. ó minucioso a esto respeito, u adniitlindo as suspeições nos mesmos casos em que adinitte as dos juises, estabelece formulas summ-irias para a decisão das escusas c recusas, considerando obriga tória a acceitação. visto que nos arts. 240 o seguintes, enu mera as pessoas que podem esctisar-se, e impõe um praso fatal para ser allcgada a escusa, compelindo aggravo do despacho do juiz que a rejeita. A nossa Orei. L. 3." til. 17
§ 1.* não determina qúaes os motivos de escusa.
(7) O Cod. do Pr. Port. art. 237 § 1.* dispõe, que quando o juiz tiver de nomear louvado quo' desempate, nunca escolherá d'cutre os propostos pelas partes. Óptima providencia ; porque sendo possível que qualquer das partes tenha tido motivos pessoaes que a levassem a propor certos indivíduos, escolhido o terceiro d'entre esses, fica sempre ao adversário uma certa desconfiança acerca da imparcia lidade do nomeado. Remove-se ainda um outro motivo de prevenção.— Grassa cm geral entre os peritos ou louvados, a falsa idea de que são mandatários da parte que os nomeou, o que faz com que algumas veses, embora reco nheçam que não tem rasão, se consideram uo dever de discordar para não desmerecerem da confiança n'elles depo sitada por seu constituinte, como mais de uma vez temos ouvido diser. D'essa errónea prevenção nascem divergências que poderiam evitar-se.
EXEC. DE SEKT. —8
CAPITULO IX
I Da avaliação dos bens penhorados I
I Aur. 158
Os immoveis urbanos nvaliiim se em relação no ren dimento certo on provável, segunde a situação, estado, e a naturesa dos mateiiaes de eonstrucção, attendendo ao sen destino enos encargos certos e presumíveis qne;
os onerem. Ale. âe 25 âe Aposto âe 1774 § 30, e âe 14 âe Oulttbro âe 1773. Alm. e Sons. Acal. § òS. (1) I
AKT.3:59
Os im moveis rústicos seguem as mesmas regras, afctendendo aosprodnetos a que são ou podem ser util mente destinados, ás despesas prováveis de amanho, e aos instrumentos de trabalho de qne podem dispor pnra a laboração. Ah. eit. e Decr. âe 17 âe Jnlho de 1770, Inslruc. de 18 de A ff. de 1762, eL. âeQâe Ju\
lho âe 1773. I
- ART.160
Dos bens que sãoforeiros, avalia-se o domínio ntil como se fossem aJodiacs, e do total dednsem-se vinte annnidades do foro que paga. e um laudemio da quaren-J
í\ ."'CDfiM
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te na ou dons e meio por cento ; salvo se o titulo da con&liltiição da emj-hyteuse estipular outra cousa. Orã.\
L. 4.° tit. S8pr,f Ahn. e Êous. § 330. (2) B ART.161
I O domínio directo do senhorio sobro nma propriedade foreii a, avalir.-sepela importância de vinte annui-Idades do foro quo elle percebe, e mais um laudemio da quarentena salvo a excepção do artigo snrira.
I Aitr. 162
O domínio ntil do sub-emphyteuta tem o valor da ijopiiedade alodial, dednsidas as annuidaderf e o lau- demio, como nos artigos supra.
ART.163
Aos bens onerados com encargos ou prestações) temporárias ou perpetuas, determina se-lhes o valor de- dusido o dos encargos. Cod. do Pr. Port. art. 253, 7.°
ART.164
I O valor do direito e acção exigível, é o que ella realmente representa, independente de avaliação. Alv. de 20 de Jvnho de 1774 §§ 17 e 27. (3)
I A
UT. [165 I
Os direitos e acções a vai iam-se pelo valor da cousa]
a que disem respeito, d and o-se a devida a t tenção á dif- iculdade de os tomar tffectivos. Ahn. e Sons. §§ 338 c L'89, Cod. e art. cit., Praz. Krasil. % 285.
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AitT, 160
Os rendimentos avaliam se pelos contractos se os ha, ou pela renda que possam provavelmente produsir, dedusidos os encargos. Alm. e Soas. § 388.
AM. II>7
Avaliam se os moveis segundo o seu estado e mu- terin, trabalho arti>tieo ou raridade e applicação, e a (tendendo a todas as particularidades que possam influir na determinação do valor real e de estimação.
ART. 168
Os irracionaes avaliam se ai tendendo á idade, raça, aptidão, ao serviço que possam prestar, e á estimação com mu m. (4)
AHT. 160
Os objectos de ouro ou prata avaliam-se segundo o quilate do metal, faseado conta de metade do feitio, salvo se este for de tal valor artístico que pareça influir na estimação. (5)
ART.170
As pedras preciosas avaliam-se também attendendo ao peso e qualidade, e a todas as mais circumstanoias que possam determinar-lkes o valor.
'QWk
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ART.171As barras de ouro, não necessitam av:.'iaçâo, e basta qtie se descrevam pelo seu valor legal segando os quilates que indicar a respectiva guia. Douí. do Av. n. 374 de 3 de Des. de 1865.
ART.172
As acções de bancos e de companhias, avalfam-se segundo as ultimas cotações da praça do commercio da localidade, e na falta de cotação, pelo valor provável do mercado.
ART.173
O usufructo vitalicio ou temporário, avalia-se pela coinmum e geral estimação, attendendo á qualidade e idade das pessoas, e outras circamstancias que possam servir de guia aos avaliadores. Alm. e Sous. §§ 337, 340 e 342.
ART.174
A avaliação do immovel para os effeitos da acção do credor hypothecario contra o adquirente, nunca pôde ser menor do que o preço da alienação. L. Iiypoth. art. 10 § 3.° e Segui. art. 311.
ART.175
Em regra, não se procede a segunda avaliação, salvo nos casos seguintes :
a) se na primeira houve dolo ou ignorância dos louvados;
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■ b) se depois de realisada se descobrir na cousa avaliada algum encargo que Hie diminua o valor, ou j alguma particularidade nilo conhecida ou não atfcandida, que lli'o dera augraentar. OrH. L. 3.° til. 78 § 2.°, L. 4.° | tit. 8.° § 3.°, Alo. de 11 de Oiti. de 1773, Cot, Po/t. art. 259. (6)
?ABT.176
E' ainda permittida terceira avaliação, provando-se que as anteriores foram nullas ou erróneas, ou se con- correrem n. ella alguma das circumstancias previstas no artigo supra. Alm~ e Sous. Seg. lin. nots. 534 a 537 n, 12.
OBSERVAÇÕES
Aehíimo nos na matéria d'este capitulo em presença de uma legislação que, longo de peccar por imprevidente, ó copio- síssima. Promulgada poróm cm epochas remotas, c sob con- dições c circumstancias diversas das da actualidade, as suas disposições tom ficado obsoletas na máxima parle. M As providencias citadas no texto o outras sobre o mesmo assumpto perderam, com a acção necessária o irreductivel do tempo, a exequibilidade que tiveram e puderam ter, embora o Alo. de 25 de Agosto ãe 1773 § 30, tivesse já reconhecido a necessidade de subordinar as regras legaes e genéricas, a considerações especiaes que os avaliadores de. veriam levar em conta para determinar os valores. No tractado de casas de Alm. e Sous. not.
ao § 447 16-se um luminoso parecer de Cardoso que tem toda ftpptioaçSo níío só ás ava-1 liações das casas mas de toda a qualidade de immoveis.
CWiV\
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Os preceitos d'ossas leis se podiam ter uma certa utilidade practica applicados á antiga metrópole, são qiusi todos inapplicaveis ao Braúl, principalmente na avaliação da pro- priedade rural, por motivos intuitivos. Alli, a torra tom um valor approximadamente fixo, o um nivcl sujeito a pequenas alterações, o estas em certas zona*, porque os instrumentos de producção entram nos cálculos de amanho com preços exactamente previstos, ou approximadamente presumidos. Entre nós divergem as circuinstancias radicalmente, produsidas por cousas que operam quasi sempre o predomínio dos instru- mentos de producção sobre o valor da terra. Além os pro- duetos da industria agrícola, limitados a espécies conhecidas desde longas eras são a base das avaliações, como se vê das leis que as regiam, as quaes falhariam aqui absolutamente applicadas a terra que os produz diversos o sem conta.
Em tacs circumstancias, os preceitos em que realmente 'cilas eram pródigas, são aqui pela maior parte inapplicaveis, e assim se estabeleceu o arbítrio deixado necessariamente aos louvados, de se apoderarem sem limites de todos os elementos de apreciação que devam ter como resultante a fixação do valor das cousas. Nem isto pôde considerar-se um mal, uma vez que esse arbítrio necessário seja guiado pela probidade e bom senso dos louvados, pela sua necessária aptidão para as classes de objectos que exigem conhecimentos especiaes, sem comtudo poderem despresar de todo os preceitos que só podem e devem considerar sujeitos a formulas fixas, taes como as que disem respeito ao valor do domínio útil e outros.
Tem aqui applieação a regra do L. 2." CW. qua? sit long.
consuet.: consuntudinis usgue longceoi non leoia aucíoritaa estj vertim non usgue cedeo vai it ura, itt aut rationem vincant i aut fogem. As leis não podem obrigar senão ao possível e ao que rasoadamente pôde ser feito, diz o AU\ de 4 de Set. de 1Í65
§ 1° e o Alo. de 4 de Julho de 1789, fornecc-nos exemplo de uma lei antiquada pela necessidade c pela utilidade, e prevalecendo contra cila e costume legitimo.
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E por estes motivos que o nosso texto não espec
certas regras de avaliação que seria imitil transcrever, e a prac- i tica o accommodará aos factos no que fôr justo, como dissem os.
Alvs. de 7 de Junho de 1755 e 12 de Maio de 1700. I A nossa Ord. é omissa a respeito das avaliações nas execuções, que não existiam antes da lei que creou o deposito publico. Os praxistas entre os quaes Mor. L. 6.° cap. 13 dis- cutein se os bens deviam ser estimados antes da arrematação ou adjudicação, sobre a qual a Ord. era também silenciosa. O Cod.
do Pr. Fr. também não admitte avaliações, e apenas per-mitte ao exequente declarar um minimo^mfee àprix) sobre o qual deve proceder-se á pvaça, dando a isto uma tão insignificante importância, que 6 admissível um minimo por irrisório que seja em relação ao valor real da cousa. De resto, o systema das execuções segundo este código 6 de uma índole tão diversa do nosso que quasi nenhum subsidio nos fornece nos casos du>;
vidosos, e no sen conjuncto, parece-nos que a nossa pobresa nada tem a invejar-lhe, a não ser na parte relativa aos incidentes de embargos.
O Cod. do Pr. Port. compreliende muitas definições rela- tivas as avaliações, mas que para nós são pela maior parte inu-1 teis como doutrina ou subsidio, pelas rasões que acima expu- semos.
(1 ) Teix. de Fr. tiot. 771 a Per. e ,Snus., censura a Contol.
Jiib. perseguir no art. 1288 regra para as avaliações como as nossas, extrahidaa das leis que eitamo.«, entendendo que a le- gislação vingente é a do I)e<r. ti. 5581 de 31 de Março de 1874, o que já tinha dito na Consol. das leis cie. com referencia A legislação que então vigorava para a avaliação dos bens para o imposto de transmissão de propriedade. Ê um erro, que a dgifi
\$ol Mb. refutou perfeitamente no Comm. ao citado art. 1288. J
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Esse decreto só podo sor applicavel ao caso especial a que se re- f ere,e não revogou nem podia revogar as leis anteriores. Que estas na máxima parte de suas previsões, são actualmente quasi obso letas, não ha duvida, mas ainda não foram substituídas por ou tras. Os preceitos da hermenêutica repelleiu a generalisação com que Teix. de Fr. dotou aqnelle decreto, embora tenham pre"
dicados de melhor applicação actual, em comparação com as leis geraes, hoje quasi sem uso na máxima parte das suas dis
posições. I
(2) Per. e Sons. not. 836 diz que o dominio directo se avalia como dissemos, c cita o Alo. de 23 de Fev. de 1771 e o JDecr. de 1771. Ora, estas leis referem-so ao Alo. de 12 de Maio de 1758 de 0 de Março e 176.9 que providenciaram acerca dos terrenos para as constrneções da rua Augusta em Lisboa, exten- dendo a sua applicação a outras localidades d'essa capital ar- ruinada pelo terremoto e pelo subsequente incêndio, e determi- nava que o valor dos bens de prasos seria de vinte annos de foro e três laudemios. A citação pois é inexacta além de inju- ridica, porque não se pôde argumentar para casos genéricos com lei de excepção, assim como não se poderia argumentar com outras leis que na remissão dos prasos da coroa mandavam descontar dovs laudemios.— Coelho da Rocha § 93 incorreu no erro de citar também o Alv. de Março de 1769, redusindo os três laudemios a ?'»», citando a Alm. e Sons. D. emphyt. § 330 eAval. § 193.
Este no Tract. de exec. § 323 ainda falia nos três lau- demios sem citar lei.
I Corr. Tell. Dig. Port. 2.° art. 1092 diz que o dominio directo vale tanto quanto importarem as rendas (quer diser foros), de vinte annos, e vm lattdem.io, e cita Per. e Sons.| not.
836 que já dissemos referir-se ás leis excepcionaes que mandam dedusir três laudemios.
Teia. de Fr. já dissemos na not. 1.' qual a opinião errónea que seguia a respeito da legislação que deve reger a matéria.
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A verdade de tudo isto 6 que não temos legislaçã ex-l pressa, e que prevaleceu a do:itrina de deímir um laudemio, | 0 qual, em condições ordinárias, não havendo estipulação cm contrario no titulo constitutivo da emphytcnsc,, 6 da qaa-l rentena, ou dons e meio por conto, como determina a Ord,!
L. 4." (U. 88 pr. I
1 Não comprelicdemos o que quiz díscr Per. t Sons. naj not. 8 0, e que foi reproduzida na Prax. brds. § 285, quando escreve que o valor do foro rcgula-se pela terça parte dal renda do prédio, considerada como livre. O foro ou ennon 6 a aiuiuidade que recebe o senhorio directo, e não tem outro valor senão o que lhe dá o contracto. Para a avaliação d'esse direito, que constitHe o domínio directo, já elle ensinara a regra das vinte annuidadcs c um Jaudemio; para a avaliação do domínio útil a regra ú a d'cste artigo.
| (3) O que sejam as acções exigíveis de que falia a L. de 20 de Junho de 1774 tem sido mui discutido. Ahn. e 6'ous. §§ 118 e 384 diz, e a nosso vÔr muito bem, que não podem ter semelhante qualificação os direitos e acções em geral, mas as dividas certas e liquidas, (pie, no diser de Coelho da Rocha not. ao § 98 se contam o não se avaliam. As acções exigíveis que a lei qualifica taes não podem ser senão as que tenham os características seguintes : prova da realidade da divida por titulo válido ; solvabilidade do devedor, e que seja susceptível do transferencia.
Só .a estas pôde ser applicavcl a determinação da lei que as manda adjudicar pelo seu valor real, e portanto sem ava- liação.— Esta denominação como diz bem o Cons. Ribas (Dir.
Cio. liras.) ó defeituosa, porque toda a acção tem por fim a reclamação de um direito, devendo poróm entender-se que a lei só quiz tractar aqui das acções que têm por fim a rcalisaçSol de direitos que so comprehendem na classe de bens.
(4) Prevalecemo-nos do ensejo para dar a rasão de certas lacunas que na practiea se encontram n'esta obra, quando n'ella