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LEI 12.527/2011 – A LEI DE ACESSO À INFORMAÇÃO

No documento Wallace Da Silva Pereira.pdf - Univali (páginas 67-76)

às informações oriundas da relação processual em tutela se torna extremamente democrático, uma vez que com o acesso à internet, munidas de algumas informações, as próprias partes podem verificar o andamento de seus processos, de modo que, sem dúvidas, a tecnologia, neste aspecto, facilitou e muito o acompanhamento processual.

Santos, ratifica a necessidade de uma discussão mais ampla acerca do impacto do princípio da publicidade frente ao direito a intimidade e a privacidade:198

Quanto ao princípio da publicidade dos atos processuais, acredita-se na necessidade de sua relativização quando se tratar de processo judicial eletrônico. Com efeito, a publicidade restrita ou especial é medida que se impõe para conciliar o princípio constitucional da publicidade com o direito fundamental à intimidade e privacidade dos litigantes, os quais poderão ficar vulneráveis diante da amplitude que os meios eletrônicos proporcionam em termos de divulgação da informação na rede mundial de computadores.

As celeumas jurídicas começam a se dissipar com o advento da Lei Federal de Acesso à Informação, 12.527/11199, a qual traz o preenchimento de algumas lacunas, trazidas à tona, com o surgimento do processo eletrônico.

A Lei 12.527/2012, a Lei de Acesso a Informação regulou, disciplinando o direito ao acesso público de determinadas informações, os seguintes artigos: art. 5º, inciso XXXIII; art. 37, § 3º, inciso II e do art. 216, § 2º todos da Constituição da República Federativa do Brasil de 1988.

interesses das partes, bem como da garantia a publicidade processual.

A Lei 12.527/2011 deverá ser observada por todos os órgãos e entidades, sejam eles federais, estaduais, distritais ou municipais, pelos poderes Legislativo, Executivo e Judiciário, bem como pela Administração Pública direta e indireta. Assim está definida a abrangência da Lei de Acesso à Informação200 nos seus artigos: art.

1º e art. 2º:

Art. 1o Esta Lei dispõe sobre os procedimentos a serem observados pela União, Estados, Distrito Federal e Municípios, com o fim de garantir o acesso a informações previsto no inciso XXXIII do art. 5o, no inciso II do § 3º do art. 37 e no § 2º do art. 216 da Constituição Federal.

Parágrafo único. Subordinam-se ao regime desta Lei:

I - os órgãos públicos integrantes da administração direta dos Poderes Executivo, Legislativo, incluindo as Cortes de Contas, e Judiciário e do Ministério Público;

II - as autarquias, as fundações públicas, as empresas públicas, as sociedades de economia mista e demais entidades controladas direta ou indiretamente pela União, Estados, Distrito Federal e Municípios.

Art. 2o Aplicam-se as disposições desta Lei, no que couber, às entidades privadas sem fins lucrativos que recebam, para realização de ações de interesse público, recursos públicos diretamente do orçamento ou mediante subvenções sociais, contrato de gestão, termo de parceria, convênios, acordo, ajustes ou outros instrumentos congêneres.

Parágrafo único. A publicidade a que estão submetidas as entidades citadas no caput refere-se à parcela dos recursos públicos recebidos e à sua destinação, sem prejuízo das prestações de contas a que estejam legalmente obrigadas.

Para satisfazer a Sociedade de Controle de Gilles Deleuze201, a 12.527/2011 define que determinadas informações de cunho público devam ser publicadas na Internet, independentemente, se foram ou não solicitadas pela sociedade. Assim, ficam definidas, quais as informações que possuem a

200 BRASIL. Lei n. 12.527, de 18 de novembro de 2011. Regula o acesso a informações previsto no inciso XXXIII do art. 5o, no inciso II do § 3o do art. 37 e no § 2o do art. 216 da Constituição Federal;

altera a Lei no 8.112, de 11 de dezembro de 1990; revoga a Lei no 11.111, de 5 de maio de 2005, e dispositivos da Lei no 8.159, de 8 de janeiro de 1991; e dá outras providências. Disponível em:

<http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2011-2014/2011/lei/l12527.htm>. Acesso em: 10 jun.

2014.

201 DELEUZE, Gilles. Post-scriptum sobre as sociedades de controle. Tradução de Peter Pal Pelbart. 34 ed. Rio de Janeiro: Conversações, 1992. [in L´Autre Journal, n. 1, maio 1990].

Disponível em:

<http://www.portalgens.com.br/filosofia/textos/sociedades_de_controle_deleuze.pdf>. Acesso em:

07 out. 2014.

obrigatoriedade de se tornarem públicas, no art. 7º, da Lei de Acesso à Informação202:

Art. 7o O acesso à informação de que trata esta Lei compreende, entre outros, os direitos de obter:

I - orientação sobre os procedimentos para a consecução de acesso, bem como sobre o local onde poderá ser encontrada ou obtida a informação almejada;

II - informação contida em registros ou documentos, produzidos ou acumulados por seus órgãos ou entidades, recolhidos ou não a arquivos públicos;

III - informação produzida ou custodiada por pessoa física ou entidade privada decorrente de qualquer vínculo com seus órgãos ou entidades, mesmo que esse vínculo já tenha cessado;

IV - informação primária, íntegra, autêntica e atualizada;

V - informação sobre atividades exercidas pelos órgãos e entidades, inclusive as relativas à sua política, organização e serviços;

VI - informação pertinente à administração do patrimônio público, utilização de recursos públicos, licitação, contratos administrativos; e VII - informação relativa:

a) à implementação, acompanhamento e resultados dos programas, projetos e ações dos órgãos e entidades públicas, bem como metas e indicadores propostos;

b) ao resultado de inspeções, auditorias, prestações e tomadas de contas realizadas pelos órgãos de controle interno e externo, incluindo prestações de contas relativas a exercícios anteriores.

§ 1o O acesso à informação previsto no caput não compreende as informações referentes a projetos de pesquisa e desenvolvimento científicos ou tecnológicos cujo sigilo seja imprescindível à segurança da sociedade e do Estado.

§ 2o Quando não for autorizado acesso integral à informação por ser ela parcialmente sigilosa, é assegurado o acesso à parte não sigilosa por meio de certidão, extrato ou cópia com ocultação da parte sob sigilo.

§ 3o O direito de acesso aos documentos ou às informações neles contidas utilizados como fundamento da tomada de decisão e do ato administrativo será assegurado com a edição do ato decisório respectivo.

§ 4o A negativa de acesso às informações objeto de pedido formulado aos órgãos e entidades referidas no art. 1o, quando não fundamentada, sujeitará o responsável a medidas disciplinares, nos termos do art. 32 desta Lei.

§ 5o Informado do extravio da informação solicitada, poderá o interessado requerer à autoridade competente a imediata abertura de sindicância para apurar o desaparecimento da respectiva documentação.

202 BRASIL. Lei n. 12.527, de 18 de novembro de 2011. Regula o acesso a informações previsto no inciso XXXIII do art. 5o, no inciso II do § 3o do art. 37 e no § 2o do art. 216 da Constituição Federal;

altera a Lei no 8.112, de 11 de dezembro de 1990; revoga a Lei no 11.111, de 5 de maio de 2005, e dispositivos da Lei no 8.159, de 8 de janeiro de 1991; e dá outras providências. Disponível em:

<http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2011-2014/2011/lei/l12527.htm>. Acesso em: 10 jun.

2014.

§ 6o Verificada a hipótese prevista no § 5o deste artigo, o responsável pela guarda da informação extraviada deverá, no prazo de 10 (dez) dias, justificar o fato e indicar testemunhas que comprovem sua alegação.

Para normatizar aplicabilidade da Lei 12.527/2011203 no Tribunal de Contas do Estado de Santa Catarina, a egrégia Corte de Contas Catarinense criou um novo instrumento para definir as informações que seriam disponibilizadas a sociedade. A Resolução N. TC-71/2012204 disciplina a divulgação e o acesso a informação produzida ou custodiada pelo Tribunal de Contas Catarinense.

O Tribunal de Contas do Estado de Santa Catarina trouxe como um dos pilares da Resolução N. TC-71/2012205 a preocupação da egrégia Corte de Contas de Santa Catarina em estar em consonância com o princípio da publicidade:

Considerando que o cumprimento do princípio da publicidade pelo Tribunal de Contas do Estado compreende a integralidade, a integridade, a transparência, a divulgação e a criação dos meios para o amplo acesso às informações referentes à gestão administrativa, orçamentária e financeira, bem como aos resultados da atuação do Tribunal de Contas no exercício do controle externo;

No art. 5º da Resolução N. TC-71/2012206 são definidas quais as informações que possuem o caráter público e como serão publicadas através do Site do Tribunal de Contas do Estado de Santa Catarina:

203 BRASIL. Lei n. 12.527, de 18 de novembro de 2011. Regula o acesso a informações previsto no inciso XXXIII do art. 5o, no inciso II do § 3o do art. 37 e no § 2o do art. 216 da Constituição Federal;

altera a Lei no 8.112, de 11 de dezembro de 1990; revoga a Lei no 11.111, de 5 de maio de 2005, e dispositivos da Lei no 8.159, de 8 de janeiro de 1991; e dá outras providências. Disponível em:

<http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2011-2014/2011/lei/l12527.htm>. Acesso em: 10 jun.

2014.

204 SANTA CATARINA. Tribunal de Contas do Estado de Santa Catarina. Resolução n. TC-71/2012, 22 out. 2012. Estabelece procedimentos para a divulgação e o acesso à informação produzida ou custodiada pelo Tribunal de Contas de Santa Catarina, em cumprimento à Lei (federal) n. 12.527, de 18 de novembro de 2011, e altera as Resoluções ns. TC-09/2002 e TC-28/2008. Disponível em:

<http://www.tce.sc.gov.br/content/resolu%C3%A7%C3%A3o-n-tc-0712012>. Acesso em: 2 out.

2014.

205 SANTA CATARINA. Tribunal de Contas do Estado de Santa Catarina. Resolução n. TC-71/2012, 22 out. 2012. Estabelece procedimentos para a divulgação e o acesso à informação produzida ou custodiada pelo Tribunal de Contas de Santa Catarina, em cumprimento à Lei (federal) n. 12.527, de 18 de novembro de 2011, e altera as Resoluções ns. TC-09/2002 e TC-28/2008. Disponível em:

<http://www.tce.sc.gov.br/content/resolu%C3%A7%C3%A3o-n-tc-0712012>. Acesso em: 2 out.

2014.

206 SANTA CATARINA. Tribunal de Contas do Estado de Santa Catarina. Resolução n. TC-71/2012, 22 out. 2012. Estabelece procedimentos para a divulgação e o acesso à informação produzida ou custodiada pelo Tribunal de Contas de Santa Catarina, em cumprimento à Lei (federal) n. 12.527, de 18 de novembro de 2011, e altera as Resoluções ns. TC-09/2002 e TC-28/2008. Disponível em:

<http://www.tce.sc.gov.br/content/resolu%C3%A7%C3%A3o-n-tc-0712012>. Acesso em: 2 out.

2014.

Art. 5º Serão divulgadas no sítio do Tribunal de Contas disponibilizado no domínio www.tce.sc.gov.br, no mínimo, informações sobre:

I – competências;

II - estrutura organizacional;

III - autoridades;

IV - relações institucionais;

V - diretrizes estratégicas;

VI - orientações sobre o acesso à informação produzida pelo Tribunal de Contas;

VII - unidades, atribuições e respectivos responsáveis;

VIII - funcionamento do serviço de informações ao cidadão;

IX – endereço e telefones das respectivas unidades;

X - horário de funcionamento;

XI - horário de atendimento ao público;

XII - perguntas mais frequentes sobre o Tribunal de Contas e respectivas respostas;

XIII - gestão orçamentária e financeira;

XIV - resultados dos programas, projetos e ações do Tribunal;

XV – despesa e receita;

XVI - procedimentos licitatórios, incluindo editais e resultados das licitações do Tribunal de Contas;

XVII - dispensas e inexigibilidades de licitação do Tribunal de Contas;

XVIII - contratos celebrados;

XIX - gestão de pessoas;

XX - concursos públicos;

XXI - programa de estágio;

XXII - relatórios institucionais estabelecidos em lei;

XXIII - prestação de contas anual;

XXIV - o exercício do controle externo;

XXV – glossário de termos técnicos.

§ 1º A divulgação das informações relativas à gestão orçamentária e financeira do Tribunal de Contas deve observar os requisitos de transparência exigidos pela Lei Complementar n. 101, de 04 de maio de 2000, com as alterações promovidas pela Lei Complementar n.

131/2009, e pela Lei n. 12.527/2011.

§ 2º As informações referidas nas alíneas XIII a XV poderão ser acessadas diretamente no portal do Tribunal de Contas ou, mediante indicação de acesso, no portal do Governo do Estado que promova a transparência da Administração Pública.

§ 3º As informações inerentes à gestão de pessoas serão atualizadas sempre que houver mudanças na respectiva estrutura e devem conter, pelo menos:

I - quantitativo de cargos em comissão e funções de confiança, ocupados e vagos;

II - quantitativo de cargos efetivos ocupados e vagos;

III – quantitativo de cargos distribuídos por unidade;

IV - estrutura remuneratória dos servidores, Conselheiros e Auditores;

V - relação dos Conselheiros e Auditores;

VI - listagem dos servidores, com indicação daqueles cedidos a outros órgãos e entidades da Administração Pública e daqueles que se encontram à disposição do Tribunal de Contas;

VII - atos de provimento e de vacância dos cargos em comissão e das funções de confiança;

VIII – indicação das normas legais e regulamentares concessivas de vantagens financeiras.

§ 4º O conjunto de informações sobre o programa de estágio deve reunir, no mínimo, registros sobre editais do processo seletivo, resultados da seleção e o quantitativo de estagiários distribuídos por unidade.

§ 5º As informações referentes aos contratos de terceirização de mão de obra indicarão o detalhamento dos postos de trabalho e respectivos ocupantes.

Para as informações produzidas pelo Tribunal de Contas do Estado de Santa Catarina, como as instruções de processos de fiscalização e administrativos, o art. 6º da Resolução N. TC-71/2012207 determina quais as informações que serão disponibilizadas aos usuários do Site do TCE/SC.

Art. 6º As informações produzidas pelo Tribunal de Contas na instrução de processos administrativos e de controle externo serão disponibilizadas em seu portal na internet após a edição do respectivo ato decisório, que, no caso de processo de controle, pode ser acórdão, decisão, parecer prévio e despacho do relator ou decisão singular, e, no caso de processo administrativo, corresponderá ao ato do Presidente ou do ordenador de despesa formalmente designado.

§ 1º É facultado ao Presidente, nos processos administrativos, e aos Relatores, nos processos de sua relatoria, autorizar a divulgação, no portal, de informações e/ou documentos integrantes dos respectivos processos antes da edição do ato decisório.

§ 2º Não serão divulgadas no portal peças de processo que contenham informações pessoais em respeito à intimidade, honra, vida privada e imagem das pessoas a que elas se referirem.

§ 3º O Tribunal de Contas divulgará em seu portal o nome dos responsáveis por sua alimentação e supervisão.

No art. 22 da Resolução N. TC-71/2012208, o Tribunal de Contas do Estado de Santa Catarina ratifica o dever de proteger à informação sigilosa e pessoal, e no seu parágrafo primeiro e seguintes, define e regulamenta o acesso:

Art. 22. É dever do Tribunal de Contas proteger a informação sigilosa e pessoal por ele produzida ou custodiada, mediante estabelecimento dos respectivos controles de acesso e divulgação.

207 SANTA CATARINA. Tribunal de Contas do Estado de Santa Catarina. Resolução n. TC-71/2012, 22 out. 2012. Estabelece procedimentos para a divulgação e o acesso à informação produzida ou custodiada pelo Tribunal de Contas de Santa Catarina, em cumprimento à Lei (federal) n. 12.527, de 18 de novembro de 2011, e altera as Resoluções ns. TC-09/2002 e TC-28/2008. Disponível em:

<http://www.tce.sc.gov.br/content/resolu%C3%A7%C3%A3o-n-tc-0712012>. Acesso em: 2 out.

2014.

208 SANTA CATARINA. Tribunal de Contas do Estado de Santa Catarina. Resolução n. TC-71/2012, 22 out. 2012. Estabelece procedimentos para a divulgação e o acesso à informação produzida ou custodiada pelo Tribunal de Contas de Santa Catarina, em cumprimento à Lei (federal) n. 12.527, de 18 de novembro de 2011, e altera as Resoluções ns. TC-09/2002 e TC-28/2008. Disponível em:

<http://www.tce.sc.gov.br/content/resolu%C3%A7%C3%A3o-n-tc-0712012>. Acesso em: 2 out.

2014.

§ 1º São sigilosas, nos termos da Lei (federal) n. 12.527, de 18 de novembro de 2011, as informações submetidas temporariamente à restrição de acesso público em razão de sua imprescindibilidade para a segurança da sociedade e do Estado.

§ 2º Serão mantidas sob sigilo as informações contidas em documentos integrantes de processo de controle externo, classificadas como sigilosas pelas unidades fiscalizadas.

§ 3º O Relator poderá, mediante despacho fundamentado, restringir o acesso à informação contida em documentos integrantes de processo de controle externo, ao verificar que a sua divulgação poderá comprometer a fiscalização em andamento.

A Resolução N. TC-71/2012209 está em consonância com a Lei 12.527/2012, pois define como na lei Federal, no art. 23 e, regulamenta o acesso da informação pessoal, nos artigos art. 24 e art. 25:

Art. 23. São pessoais, nos termos da Lei (federal) n. 12.527, de 18 de novembro de 2011, as informações relacionadas à pessoa natural identificada ou identificável.

Parágrafo único. O tratamento das informações pessoais deve ser feito de forma transparente e com respeito à intimidade, vida privada, honra e imagem das pessoas, bem como às liberdades e garantias individuais.

Art. 24. As informações pessoais a que se refere o artigo anterior:

I – terão seu acesso restrito, independentemente de classificação de sigilo, pelo prazo máximo de 100 (cem) anos a contar da data da sua produção, a agentes públicos autorizados e à pessoa a que elas se referirem;

II – poderão ter autorizada sua divulgação ou acesso por terceiros diante de previsão legal ou consentimento expresso da pessoa a que elas se referirem.

Art. 25. Podem acessar as informações de que trata o artigo anterior, além da pessoa a que elas se referirem:

I – o dirigente máximo do órgão público a que se referir o processo ou a pessoa por ele credenciada, no caso de processo de controle externo;

II – o procurador habilitado nos autos;

III – os servidores do Tribunal de Contas.

Parágrafo único. A classificação e o tratamento das informações pessoais contidas em documentos integrantes de processos administrativos e de processo de controle externo, em tramitação ou encerrados, serão objeto de regulamento específico.

209 SANTA CATARINA. Tribunal de Contas do Estado de Santa Catarina. Resolução n. TC-71/2012, 22 out. 2012. Estabelece procedimentos para a divulgação e o acesso à informação produzida ou custodiada pelo Tribunal de Contas de Santa Catarina, em cumprimento à Lei (federal) n. 12.527, de 18 de novembro de 2011, e altera as Resoluções ns. TC-09/2002 e TC-28/2008. Disponível em:

<http://www.tce.sc.gov.br/content/resolu%C3%A7%C3%A3o-n-tc-0712012>. Acesso em: 2 out.

2014.

Para as informações não localizadas no Site do Tribunal de Contas do Estado de Santa Catarina, a Resolução N. TC-71/2012 prevê, no seu art. 12, que qualquer usuário poderá pedir informação de interesse. Segue o que está definido no art. 12:210

Art. 12. O pedido de acesso à informação será dirigido ao Serviço de Informações ao Cidadão e deve conter o nome do requerente, a qualificação, o endereço para resposta, incluindo número do telefone e correio eletrônico, e a especificação da informação desejada.

Parágrafo único. O pedido de acesso não precisa ser justificado e deve ser feito, preferencialmente, pelos meios eletrônicos disponibilizados no portal do Tribunal na internet.

No tocante ao deferimento do pedido de acesso às informações não localizadas no Site do Tribunal de Contas do Estado de Santa Catarina, o art. 14 e o art. 15 da Resolução N. TC-71/2012, assim o regulamenta:211

Art. 14. O Serviço de Informações ao Cidadão deve atender imediatamente ao pedido de acesso, se a informação estiver disponível.

Art. 15. Não sendo possível conceder o acesso imediato, o Serviço de Informações requisitará a informação ou repassará o pedido às unidades competentes ou às autoridades indicadas nos incisos I e II do art.13 para fornecimento da informação requerida em prazo não superior a 20 (vinte) dias.

Parágrafo único. O prazo mencionado no caput poderá ser prorrogado por mais 10 (dez) dias, desde que justificado expressamente pela unidade competente, com ciência ao interessado.

O art. 18 da Resolução N. TC-71/2012 esclarece que para o caso do acesso ao usuário não for concedido, em decorrência da tipificação da respectiva informação desejada, ser de cunho pessoal ou sigiloso, o usuário poderá interpor recurso:212

210 SANTA CATARINA. Tribunal de Contas do Estado de Santa Catarina. Resolução n. TC-71/2012, 22 out. 2012. Estabelece procedimentos para a divulgação e o acesso à informação produzida ou custodiada pelo Tribunal de Contas de Santa Catarina, em cumprimento à Lei (federal) n. 12.527, de 18 de novembro de 2011, e altera as Resoluções ns. TC-09/2002 e TC-28/2008. Disponível em:

<http://www.tce.sc.gov.br/content/resolu%C3%A7%C3%A3o-n-tc-0712012>. Acesso em: 2 out.

2014.

211 SANTA CATARINA. Tribunal de Contas do Estado de Santa Catarina. Resolução n. TC-71/2012, 22 out. 2012. Estabelece procedimentos para a divulgação e o acesso à informação produzida ou custodiada pelo Tribunal de Contas de Santa Catarina, em cumprimento à Lei (federal) n. 12.527, de 18 de novembro de 2011, e altera as Resoluções ns. TC-09/2002 e TC-28/2008. Disponível em:

<http://www.tce.sc.gov.br/content/resolu%C3%A7%C3%A3o-n-tc-0712012>. Acesso em: 2 out.

2014.

212 SANTA CATARINA. Tribunal de Contas do Estado de Santa Catarina. Resolução n. TC-71/2012, 22 out. 2012. Estabelece procedimentos para a divulgação e o acesso à informação produzida ou custodiada pelo Tribunal de Contas de Santa Catarina, em cumprimento à Lei (federal) n. 12.527,

Art. 18. O Serviço de Informações ao Cidadão comunicará ao interessado o indeferimento do pedido, informando-lhe sobre o direito de recorrer, prazos e condições para a interposição do recurso, com a indicação da autoridade competente para a sua apreciação.

Para Zilio, o advento da realidade tecnológica trazida pela Revolução da Informação e culminada com a propagação da utilização da Internet, fomentando ainda mais o Ciberespaço Brasileiro, em muito democratizou a justiça:213

Assim sendo, com o advento da realidade tecnológica e com o avanço cada vez mais acelerado de tais mecanismos, o processo informatizado tende a ser realidade cada vez mais presente na atividade jurisdicional, tornando cada vez mais democrático o acesso aos atos processuais, consagrando, aí, a publicidade. Do mesmo modo, de certo que o processo eletrônico garante maior celeridade e, com isso, maiores facilidades às partes.

O Site do Tribunal de Contas do Estado de Santa Catarina está em consonância com a Lei 12.527/2011, além de conter as informações obrigatórias as quais são reguladas pela referida lei, possibilita ao cidadão desconhecedor desse novo ordenamento jurídico, conhecer sobre o seu direito de obter informações de cunho público, através de uma mensagem aos seus usuários que acessarem o espaço ―Transparência e Acesso à Informação‖:214

Na prática, este espaço agiliza o acesso, facilita a compreensão e trata a informação como bem público. Nosso principal objetivo, em cumprimento à Lei de Acesso à Informação — Lei Federal nº 12.527/2011 —, e em sintonia com outras iniciativas já adotadas pelo TCE/SC, é aumentar a transparência da gestão pública, promover a cidadania e oferecer mais um instrumento para a operação do controle social.

O acesso a informação aos atos e fatos da Administração Pública, constitui um importante instrumento para o Controle Social. A Lei de Acesso à Informação é mais um instrumento jurídico que busca regulamentar o Ciberespaço Brasileiro. Com a definição de regras e padrões de acessibilidade as informações de

de 18 de novembro de 2011, e altera as Resoluções ns. TC-09/2002 e TC-28/2008. Disponível em:

<http://www.tce.sc.gov.br/content/resolu%C3%A7%C3%A3o-n-tc-0712012>. Acesso em: 2 out.

2014.

213 ZILIO, Daniela. O Princípio da publicidade processual e o processo eletrônico. e-GOV, Florianópolis, 3 nov. 2012. Disponível em: <http://www.egov.ufsc.br/portal/conteudo/o-

princ%C3%ADpio-da-publicidade-processual-e-o-processo-eletr%C3%B4nico>. Acesso em: 2 maio 2014.

214 SANTA CATARINA. Tribunal de Contas do Estado de Santa Catarina. Site TCE/SC.

Transparência e Acesso à Informação. Tribunal de Contas de Santa Catarina, Florianópolis.

Disponível em: <http://www.tce.sc.gov.br/transparencia-acesso-a-informacao>. Acesso em: 2 out.

2014.

No documento Wallace Da Silva Pereira.pdf - Univali (páginas 67-76)