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O DESENHO DOS CORPOS DAS/OS PROFESSORAS/ES

Pensar o desenho do corpo é pensar o modelo que foi predestinado para o profissional de educação, qual a expressão, quais os movimentos e quais os perfisque são diretamente ligados ao/a professor/a. Corpos que foram designados para corrigir, disciplinar, treinar para a leitura, castigar e punir quando as expectativas não forem atendidas.

Isso nos leva a refletir em que lugar se originouas características do corpo do/a professor/a:

(corpos rígido, fechado,movimentos reduzidos, sisudo, pesado que provoca medo).

Essesaspectos que nos possibilitamtraçar o desenho desses profissionaisque agem de forma tão homogênea que ao olhar para determinada pessoa, a sugestão é assertiva em dizer que se trata do corpo de um /a professor/a.

A construção do desenho do corpo sofreu influências entre o século XVII e XIX, momentoda história em que a racionalidade científica considerava o corpo e a menteseparados, e as questões emocionais do corpo eram suprimidas como, sentimento, imaginação e todas as sensações corporais voltadas para a psique. Estas não tinham importância nas discussões sociais e no racionalismo clássico instaurado naquela época.

Figura 32- Corpos mórbido e paralisado por Gedalva da Paz.

Fonte: Arquivo da pesquisadora.

Os corpos foram esquecidos pela sociedade ocidental, pelas instituições de ensino e, muitas vezes, foram massacrados pelas religiões. A mulher, por sua vez inserida numa cultura do

patriarcado, na qual havia o controle do corpo, e sendo professora estava destinada ao estereótipo corpóreo da rigidez e da subordinação social. Por consequência, era mais cobrada e marcada nos seus atos, além de ser exemplo corporal para os/as alunos/as e para todos que fizessem contato com a persona da professora. Seu corpo, frequentemente, possuía um perfil mórbido e paralisado, conforme figura 32, “é dócil um corpo que pode ser submetido, que pode ser utilizado, que pode ser transformado e aperfeiçoado(FOUCAULT, 1987, p.118).

O corpo “educado” e “disciplinado”, honrado e passivo, ultrapassou a memória do tempo.

Esse modelo que era veiculado pela sociedade vigente (XVII a XIX), perdurou até nos dias atuais influenciando a concepção identitária do/a professor/anos trejeitos de corpo, no comportamento relacional com os outros, como, parentes, colegas e principalmente alunos/as.

Como é certificado por Tiriba (2001, p. 01), “[...] o jeito de ser do nosso corpo não é algo que possuímos „naturalmente‟, não é apenas uma construção pessoal, mas social e política: é algo aprendido, construído ao longo de toda a vida. Portanto, a história e a cultura significam nossos corpos”.

Essa concepção racionalizada perpassará também pelo vinculo entre os/as alunos/ase os/as professores/as por possuir contato direto. Essarelação repetidamente é de poder que se baseia numa convivênciahierárquica com seus/uas aprendentes. Por sua vez, os/as alunos/as sem corpos visivelmente considerados nessa relação,ou com corpos mutilados diante dos corpos enriquecidos de saber das/os professoras/es, oucorpos assenhoradas/osque destilavam ordem e decência se submetiam nesta relação de poder . Assim, bloqueiam o diálogo, o contato com o/a professor/a dificultando o vínculo afetivo e a aprendizagem.

Esse modelo de corpo baseado no eurocentrismo da sociedade ocidental hierarquizada e burguesa que estava e está nas concepções educacionais que dita as metodologias e as práticas educativasa serem utilizadas pelos/as professores/as com seus alunos/as.

Toda essa prática passa pela representação dos desenhos dos corpos das/os professoras/es demonstrados através da fadiga, do esmorecimento e da displicência do processode ensino e de aprendizagem. Os corpos dessas/es profissionais carregam um modelo que nega a própria identidade social, econômica, geracional, étnica e de gênero. Este modelo apresenta um desenho cartográfico da escravização dos corpos (fig. 33). Como confirma Celano (1999,p.45):

[...]com seus corpos contraídos,seus pensamentos estreitos e rígidos e comedidas ações. Quando mais miséria e sofrimento, disfarçados em resignação e esperanças numa futura felicidade, mais fácil se torna o trabalho de “adestramento” de mentes e corações. Este mecanismo é o mesmo, desde o pequeno núcleo familiar até os grandes grupos sociais.

Figura33 - Corpo desolado por Gedalva da Paz.

Fonte: Arquivo da pesquisadora.

A escola, as pessoas que fazem parte, precisam fazer os redesenhos dos corpos das/os professores/as, das/os alunos a fim de privilegiar a poética dos mesmos, os cantos das vozes e os movimentos cinestésicos dos corpos.

Figura 34–O c a s a m e n t o . Fonte:MenelawSete,1999.

Minha alma tem o peso da luz.

Tem o peso da música.

Tem o peso da palavra nunca dita, prestes quem sabe a ser dita.

Tem o peso de uma lembrança.

Tem o peso de uma saudade.

Tem o peso de um olhar.

Pesa como pesa uma ausência.

E a lágrima que não se chorou.

Tem o imaterial peso da solidão no meio de outros .

ClariceLispector (1995).

2.3 REGISTROS DAS MARCAS IDENTITÁRIAS: Influências e ressonâncias na prática pedagógica

As/os professoras/es estão enredadas/os em histórias familiares, como todas as pessoas, com tramas e narrativas de amor e desamor, relatos difíceis no que diz respeito ao relacionamento entre pais e filhos, sentimentos de afeto e desafeto, certeza e incerteza.

O que queremos enfatizar é que nossos comportamentos, atitudes, valores e crenças que cuidadosamente conservamos podem estar refletindo as carências, as necessidades e os sentimentos de nossa Criança Interior (CELANO, 1999, p. 47).

Ao longo de suas vidas, alguns/as professores/as ficam sabendo de histórias que aconteceram quando nem mesmo ainda haviam nascido. Conhecimentos, muitas vezes não agradáveis, que são grafados em momentos distintos como em tenra idade, na adolescência ou na fase adulta.

Histórias que envolvem a falta de cuidado, a falta de desejo em conceber o/a filho/a, as dúvidas que seus pais tiveram acerca de ter ou não ter aquela criança em um determinado momento da vida do casal. Tudo isso interfere diretamente nas condições psicoemocionais das fases de desenvolvimento de uma pessoa.

Esses fatores trazem implicações na vida do adulto, principalmente se esta criança futuramente escolhe ser professor/a, profissional de educação, com a finalidade de lidar com outras crianças, com histórias muito semelhantes a sua que podem acionar e mobilizar sentimentos que, aparentemente, estavam esquecidos ou guardados, sentimentos que se referem à amorosidade ou à repulsa durante o seu crescimento.

[...] a história de nosso ser imprime seus registros em nosso organismo e revela nossa verdade – revela nossas dificuldades/desafios, nossas conquistas, nosso destino. Aquilo que vivemos quando crianças, plasma uma imagem-síntese de nossos sentimentos naquela fase da vida como um campo de energia que infiltra e se mistura a constituição de todos os tecidos do organismo (CELANO, 1999, p. 46).

Sendo assim, o contrário, é o registro de uma experiência de ter sido uma criança amada, uma criança desejada. Esta condição dará maior probabilidade para uma pessoa adulta amar e cuidar de uma criança, pois sua experiência a tornará mais flexível para o contato com o outro. Existirá também a possibilidade de maior compreensão na escuta, na disponibilidade para o toque e para a relação corporal que viverá no contato com outros corpos.Segundo Silva (2004) o contato com o outro dependerá das marcas de afetividade que vamos aprendendo na

vida e que vão ficando em nossa estrutura física e emocional. Os acontecimentos poderão nos anestesiar ou nos fechar afetivamente para evitarmos o contato ruim ou bom do outro em nós.

O contato corporal é a oportunidade de viver plenamente a infância através da relação com os pais ou com quem cuidou da criança. Esse convívio estará registrado no físico e no psíquico.

Todas as informações dos sentimentos genuínos desse cuidado ou da falta dele estarão marcadas em sua identidade corporal e serão carregadas ao longo da história das suas vidas.

Para Miller (2011), quando uma criança nasce, ela precisa do carinho, do amor dos pais, ou seja, de cuidados e atenção vindos desses supostos cuidadores. As crianças esperam dedicação, proteção e muita disposição para a comunicação que se dará das mais variadas formas. Essas experiências de afeto e carinho serão guardadas no corpo de quem recebe ou de quem deixou de receber. As lembranças de amor ajudarão o adulto, mais tarde, a dar o mesmo amor aos próprios filhos. Mas, quando tudo isso faltou, fica naquele que um dia foi criança um desejo de satisfação de suas necessidades vitais primeiras que duram a vida toda.

Essa relação amorosa e ou a experiência de desamor podem causar uma carência consciente ou inconsciente que marcará a pessoa adulta nos seus atos e nos seus passos pessoais e profissionais. O comportamento pode nos dizer dos sentimentos de uma criança ou de um adulto que estão presentes nas vivências de alegria e leveza, de bom ou mau humor, de introspecção ou extroversão, esses poderão ser um sinalizador das primeiras experiências afetivas.

Nascemos, somos um corpo pequeno em formação e através de cada cuidado ou descuidado, de cada atenção ou desatenção vamos avidamente construindo a sensação de ser. No início muito primariamente, buscando gratificações que nutram a necessidade de sobrevivência, conforto e proteção. Com essa etapa garantida, partimos para buscar os objetos do desejo, evitando a qualquer custo as frustrações inevitáveis dessa jornada. Começa a percepção de que não estamos sozinhos e de que muito do nosso bem estar ou de nossas raivas e frustrações estarão condicionadas a relação que experimentamos com os outros e com o meio que vamos nos desenvolver (SILVA, 2004, p. 11).

O corpo identifica a falta de algo e a busca para preencher este vazio pode ser constante. Este que se alimenta sem parar da restauração do preenchimento desse amor, também pode querer saciar esta falta por conquistas incessantes de títulos, cargos e lideranças que não existem.

Este espaço pode ser preenchido com sucesso ou fracasso profissional ou mesmo com doenças sem explicação aparente.

Sem ter consciência dessa trama que o inconsciente nos envolve para saciar a carência de afeto, a cada dia que passa essa compulsão vai ficando mais sofisticada para disfarçar, cobrir ou negar os sintomas que vão tornando-se visíveis na relação com nossos pares. Os sintomas de ansiedade, a insatisfação constante, a falta de alegria em viver e ser, o olhar perdido e desfocado, a prisão em liberdade, o aligeiramento nas atividades, estar perdido e desencontrado nas atitudes nas palavras são questões que evidenciam a trama, o boicote inconsciente para o desencontro do ser com ele mesmo. Segundo Miller (2011, p. 15) “O buraco existe e espera ser tapado”.

Essas situações, como considera Celano (1999), poderão se constituir em um vazio representado no corpo como, por exemplo, um peito seco, afundado demonstrando a área do sentimento que lhes falta. Mesmo a pessoa sendo bem sucedida em sua vida pessoal e profissional poderá escolher cobrir essas lacunas com pensamentos representados em falas bem elaborados e sucessivas etapas de estudos. Porém, sendo distante e calculista nas suas ações por não conseguir expressar o que possui em seu coração.

Sendo assim, os sentimentos serão potencializados através das lembranças registradas, marcadas na identidade corporal da criança que se constituirá no futuro adulto. Esse sujeito construirá sua história tendo ou não consciência das questões que fazem parte da sua subjetividade, espaço íntimo que resulta nas suas marcas de identidade pessoal. Como elucida Celano (1999, p. 43, 44):

Experiências doloridas de abandono, de descaso às necessidades básicas, de agressão, traumas, abusos ou repetidas situações geradoras de estresse, influenciarão a forma somática, cronificando um padrão. Este padrão será caracterizado por alterações da percepção, da autoimagem, da fisiologia, da postura, da musculatura, da organização óssea, dos ritmos sanguíneos, respiratório e nervoso, da voz, do brilho da pele e etc. Todo o sistema sofrerá, pois os tecidos físicos se organizam em combinação com a história pessoal e o ambiente.

Ter consciência corporal significa ter lembranças da fase de criança, de adolescência, dos acontecimentos mais presentes dessas fases, períodos de frustração, do medo de perder o amor dos pais, da dor do castigo corporal, da satisfação, da felicidade em ser, da liberdade e do lúdico, de todos os momentos que foram constituindo nossa identidade corporal, afirmando as convicções e fortalecendo as experiências da história de vida.

O corpo é o guardião de nossa verdade, porque carrega em si a experiência de toda a nossa vida e cuida para que consigamos viver com a verdade de nosso organismo.

Ele nos obriga, com ajuda dos sintomas, a admitir essa verdade inclusive de forma cognitiva, de modo que possamos nos comunicar harmonicamente com a criança um dia maltratada e humilhada que vive em nós (MILLER, 2011, p. 24).

O corpo como registro principal da verdade corporal que todos nós carregamos e possuímos, nos remete a pensar sobre em qual lugar a/o professor/a depositou sua alegria, que caminho escolheu para construir a sua autoestima, a sua subjetividade, a sua energia orgástica3.Saber sobre estas premissas, qualquer que fosse a identificação com seu corpo e ter consciência de si mesmo, da identidade que a firma no mundo que a cerca pode ajudá-la a ter postura e atitude para sair do lugar em que está e fazer as mudanças que forem necessárias para atuar em sua vida. Como afirma Lowen (1982, p. 48): “O corpo revela muito mais que tudo isso. A atitude do indivíduo em relação a vida ou seu estilo pessoal refletem-se no seu comportamento, em sua postura e modo como se movimenta”.

Para que o/a professor/a tenha consciência da sua própria história, do que ocorreu em seu âmago, é necessário que ele/a faça o processo de autoconhecimento que é o mergulho cada vez mais fundo na sua história de vida, nos aspectos psicológicos, emocionais e culturais, que constituem seu ser. A busca do self, (inteireza, si mesmo, totalidade, subjetividade, JUNG, 2009),faz com que o corpo sinta as marcas que a formação identitária deixou, a depender da realidade e das recordações que foram registradas em sua memória, de como lidou com essas variantes, dando importância ou negligenciando os fatos que lhes causaram incômodos ou que lhes agradaram, como o fato de ser gordo, magro, negro, amarelo, baixinho, alto, e tantas outras diferenças que o corpo teve que levar em consideração, sofrer ou driblar para sobreviver.

Se quisermos aprender isso nas terapias, precisamos de pessoas que possam nos aceitar como somos, que possam nos oferecer proteção respeito, simpatia e acompanhamento que nos ajudem a compreender como nos tornamos o que somos.

Essa experiência fundamental é indispensável para que possamos assumir em nós o papel dos pais em relação á criança um dia maltratada. Um educador, que tenha planos para nós, não pode nos transmitir essa experiência, tampouco um psicanalista que tenha aprendido que se deve permanecer neutro diante dos traumas da infância e interpretar os relatos dos analisados como fantasias. Não, precisamos justamente do contrário, ou seja, de um acompanhante parcial, que possa partilhar conosco o pavor e a indignação, quando nossas emoções revelam gradualmente, a ele e a nós, o quanto sofreu a criancinha e o que ela teve que suportar completamente só, quando sua alma e seu corpo lutavam pela vida, a vida que, durante anos, esteve em constante perigo (MILLER, 2011, p. 16).

O resgate da criança ferida, consciente das dores do seu corpo abre a possibilidade de ter alegria na vida, de fazer contato com outra verdade que não seja o cansaço, o desânimo e a falta de energia que o corpo pode ter como registro atual ou antigo. Mover o corpo no qual estão todas as marcas do processo de vida auxiliará na orientação de como e por onde

3 Fluxo de energia para o corpo todo, pulsação, contração e expansão. (Reich 1927).

começar, até onde ele mesmo pode aguentar ser mobilizado e, assim, evitar colapsar, adoecer e entrar no medicamento.

Os corpos marcados pelo sofrimento, pela discriminação de gênero e de etnia, pela rejeição de si, pela dor, pela fome, pelo descuido, pela violência social e sexual, são corpos precarizados4 que imploram por afeto, cuidados e proteção; são corpos ávidos de movimento que os ajudem a sair deste quadro tão sofrido.

Os corpos das/os professoras/es, de modo geral, são silenciados, controlados pela sociedade, pela instituição de educação e por suas famílias. Esses corpos são esquecidos da sua própria história e o que desponta é a negligência, a revolta, o descompromisso. Mesmo assim, as/os professoras/es são obrigados a ensinar e a cumprir um currículo em que os seus corpos e os corpos dos/as alunos/as não estão incluídos na proposta de ensino, através de signos e significados relevantes para ambos.

A interrogação mais instigante passa a ser como as próprias vítimas se vêem nesses corpos vulnerados? Sofrer um dano pode significar ser obrigados a reagir e refletir sobre a vulnerabilidade e o dano sofrido. Essas infâncias se perguntam, sem dúvida, por que eu, minha família, minha raça, minha classe social tão agredida? Perguntas que as crianças-adolescentes levam às escolas esperando seu entendimento.

Esperando aprender dos mestres seus significados e em que mundo e projeto de sociedade essas vulnerabilidades e violências sofridas poderão minimizar-se.

Encontrarão esses significados nas lições de seus mestres? Os saberes dos currículos os incorporam? (ARROYO; SILVA, 2012, p. 27).

Como esperar a compreensão e o trabalho das/os professoras/es com esse contexto se elas/es também passam pela mesma situação das crianças? O que deve ser levado em consideração é que elas/es também foram crianças oriundas dessas realidades e não foram cuidadas/os para exercer essa função na qual tanto é esperado delas/es.

Os corpos foram educados e disciplinados para aceitar as situações de desconforto, de tristeza, de descontentamento como se fosse normal, como se tudo que se passa devesse ser exatamente desse mesmo jeito. Dessa forma, o corpo sucumbe em si mesmo em um descompasso que reflete diretamente no exercício profissional. Assim, como esclarece Araújo (2008, p. 77):

Um corpo asfixiado pelas expressões de suas afecções canalizadas apenas na esfera do instintivo tende a ser devorado pelas mesmas. Um corpo comprimido e recalcado pelas normas institucionais, pelos estatutos dos dogmas morais encavernado pelos espectros do medo, se encolhe e se impotencializa, se torna vítima da docilização e da subjugação. Um corpo disforme e domesticado se converte em objeto manejável pelos poderes instituídos.

4Corpo Infância, 2012, Arroyo, Miguel G, Silva,Maurício Roberto da.

A consciência corporal dos processos que ocorrem com os corpos, tanto da/o professor/a como dos/as alunos/as, revela o conhecimento da realidade, do adestramento e das frustrações registradas nesses corpos. Sabedoras/es disso haverá a necessidade de cuidar de situações não mais ignoradas, mas conscientes, que poderão influenciar no desempenho da aprendizagem e no resgate da alegria, da criatividade e da investigação.

[...] o corpo é um sistema energético, está em constante interação energética com seu meio ambiente. Além da energia derivada da combustão do alimento, o individuo se torna excitado ou carregado pelo contato com forças positivas. A bioenergética se apoiana simples proposição de que cada ser é o seu corpo. Se você é seu corpo e seu corpo é você este poderá expressar quem você é.

Wilhelm Reich(1975).

Figura 35 -Trabalho corporal desenvolvido por uma professora.

Fonte: Arquivo privado da pesquisadora.