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Relacionamento com culturas distintas

No documento Ética e Turismo - Canal CECIERJ (páginas 103-113)

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Resposta Comentada Esperamos que você possa explicitar quais fatores são primordiais na elaboração de propostas para uma determinada comunidade re- ceptora. Conduzir a resposta por um caminho em que fi que clara a necessidade de haver consultas aos mais diversos atores dessa comunidade é, talvez, uma das formas para iniciar a construção da sua resposta.

Isso porque, tradicionalmente, os costumes brasileiros são pautados em outra forma de postura diante das refeições. Mas admirem-se: em alguns países, arrotar signifi ca satisfação diante da refeição degustada, e mais, caso uma pessoa não proceda dessa forma (proferindo esses sons), estará simplesmente de- monstrando insatisfação!

Talvez esse exemplo seja engraçado, curioso, mas serve muito bem como noção de que estamos (profi ssionais do Turis- mo) diante de diversidades culturais que, em alguns casos, são gritantes e, outras vezes, sutis.

Vejamos alguns exemplos:

a) O profi ssional do Turismo que, por ora, conduz um grupo de pessoas para sociedades (culturas) distintas deve preparar seu grupo para que seus preceitos éticos não sejam colocados à prova caso possam passar por situações plausíveis como a apresentada.

É função desse profi ssional instruir seus clientes/turistas sobre como se portar diante dessas diferenças e preveni-los de possí- veis gafes, ou até mesmo insultos a esses hábitos culturais.

b) Numa situação contrária, no momento em que esse profi ssional recebe um grupo de estrangeiros aqui no Brasil, por exemplo, numa ótica inversa, deve saber conduzi-los de forma consciente perante os hábitos e as tradições do grupo recebido para que de forma alguma possa colocá-los em situações desa- gradáveis por não conhecerem o país que estão visitando.

c) Temos ainda uma situação em que duas ou mais culturas se combinam em um mesmo grupo, visitando uma outra cultura di- ferente dessas conduzidas. Já imaginou? É saber lidar com a língua de cada país, entender os costumes locais de cada nação presen- te no seu grupo e, acima de tudo, tentar uniformizar sua conduta como profi ssional, para tentar agradar a todos e saber conduzir as diferenças que aparecerem. Uma tarefa difícil, mas interessante.

O profi ssional de Turismo deve sempre lembrar que o que é ético para uma sociedade pode não ser para outra. Por isso, es- tudar sobre diferentes hábitos culturais, prever grupos oriundos de países distintos, agir de forma neutra em caso de dúvidas em algumas situações indesejadas são etapas que devem ser muito bem trabalhadas na execução do serviço de um guia de turismo, um agente de viagens, um gerente de hotel, enfi m, qualquer pro- fi ssional introduzido na atividade do turismo.

Atividade Final

Atende aos Objetivos 1, 2 e 3

Como última atividade desta aula, procure listar as principais posturas que um profi ssional de Turismo deve ter no seu cotidia- no. Para isso, escolha e aponte essas posturas para a profi ssão de guia de turismo.

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Resposta Comentada O aluno deverá produzir uma lista em tópicos, relacionando postu- ras que o guia de turismo profi ssional deve ter na execução do seu trabalho. No caso de um profi ssional de hotelaria, diversas são as posturas que ele deverá ter no cotidiano: boa vestimenta, higiene aparente, fala pausada na língua do cliente, disponibilidade para atender às solicitações e para dirimir dúvidas.

Resumo

As estatísticas do Turismo demonstram ser este um setor ex- tremamente promissor para os próximos anos. Os órgãos ges- tores públicos e privados têm papel fundamental na captação de recursos para o crescimento da indústria do Turismo. A res- ponsabilidade social nas empresas deve ser considerada para a compreensão da conduta que elas devem impor visando ao de- senvolvimento de relações saudáveis no Turismo. As empresas de lazer são as grandes responsáveis pelo desenvolvimento e pela manutenção de um destino turístico. Para isso, alguns parâ- metros são impostos legalmente para pautar as atitudes dessas empresas. O profi ssional de Turismo, por sua vez, não foge à re- gra. Ele também deve demonstrar consciência nos seus atos ze- lando pela boa imagem do Turismo frente à diversidade cultural, colaborando com os demais agentes.

Informação sobre a próxima aula

Na próxima aula, daremos continuidade aos aspectos éticos e morais relativos à profi ssão de turismólogo. Para tanto, tratare- mos a ótica da imagem do profi ssional do Turismo frente às ne- cessidades diárias nos diferentes âmbitos de atuação: agências de viagens, hotéis, entre outros. Será abordado também o código de ética da Associação dos Bacharéis em Turismo (ABBTUR). Até lá!

14 A imagem do turismólogo e o Código de Ética da ABBTUR

Frederico Cascardo Alexandre e Silva

Meta da aula

Mostrar a postura do profi ssional de turismo em seus diversos âmbitos de atuação e apresentar o Código de Ética da ABBTUR.

Objetivos

Esperamos que, ao fi nal desta aula, você seja capaz de:

reconhecer o conceito de imagem profi ssional das e nas empresas;

descrever os diversos e possíveis âmbitos de atuação para um turismólogo, atrelando, a esses mercados, a imagem ideal;

avaliar criticamente o Código de Ética da profi ssão e interpretá-lo.

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Introdução

Seja bem-vindo à nossa 14ª aula! Nosso próximo passo é dar con- tinuidade ao nosso processo de identifi cação das relações diárias entre o mercado turístico e o condicionamento dos profi ssionais frente às exigências do setor. Para tanto, vamos trabalhar esta aula tratando da imagem aplicada ao profi ssional do turismo nos mais diversos âmbitos de atuação (agências de viagens e hotéis, por exemplo). O Código de Ética da Associação dos Bacharéis em Tu- rismo (ABBTUR) será apresentado e trabalhado nesta aula para que possamos identifi car os aspectos da profi ssão no que diz res- peito às práticas cotidianas do turismólogo. Vamos trabalhar?

Você se lembra da função do turismólogo, como mediador de possí- veis confl itos devido à diversidade cultural, vista na aula anterior?

O turismólogo, ou bacharel em Turismo, é conceitualmente aque- la pessoa formada em cursos de graduação tradicional em Turis- mo. Ele pode trabalhar em hotéis, em agências de viagens e nos mais diversos setores direta ou indiretamente ligados ao Turismo.

Assim, por meio dessa breve explicação, procure usá-la sempre quando for compreender os tópicos desta aula. As particularida- des de cada uma dessas funções são primordiais para o entendi- mento do que trataremos hoje.

Imagem das organizações

Vamos começar preconizando que as empresas devem saber claramente quais imagens postulam perante os mercados em que atuam. Ao trabalhar o conceito de imagem em organi- zações (inclusive organizações de turismo), uma boa maneira é discutir os atributos apresentados por Morgan (1996). Entender quais são as imagens que a organização pode adquirir e oferecer e qual dessas imagens pode se tornar principal ou fundamental é o primeiro passo na gestão da imagem dessas empresas.

Percebe-se que ainda existem administradores no mercado que não estão atentos para esse fato, comportando-se mui- tas vezes, quando não na maioria delas, como “remédio”, ou seja, atuando para sanar problemas, quando o ideal seria prevenir, para que a organização não tivesse que sofrer im- pactos maiores que aqueles que ela já está fadada a viven- ciar (SANTOS, p. 2).

O fato de alguns gestores não observarem que a imagem atribuída a uma empresa é o cartão de visita desta no mercado no qual atua provoca um receio daqueles talvez interessados no negócio desta empresa. Estar atento a isso representa, nos dias de hoje, aspectos básicos para a sobrevivência empresarial na competição exacerbada por lucros, clientes e fornecedores. Esse lucro incessante é o grande estimulador de práticas abusivas e degradantes do meio, e, por infl uência da imagem atribuída às organizações, estas poderão desassociar suas práticas diárias aos dilemas atuais de preservação (ou falta de) no globo.

Assim, Morgan (1996) lista alguns tipos de imagens atribuí- das às empresas. São elas:

• as organizações vistas como máquinas;

• as organizações vistas como organismos;

• as organizações vistas como cérebros;

• as organizações vistas como cultura;

• as organizações vistas como unidades políticas;

• as organizações vistas como prisões psíquicas;

• as organizações vistas como fl uxo e transformações;

• as organizações vistas como instrumento de dominação.

Segundo o autor, observar essa “tipologia” de imagens assumidas pelas organizações é uma forma de melhorar os pon-

Atividade

Atende ao Objetivo 1

1. Com relação às organizações vistas como cérebros, conforme as imagens atribuídas às empresas apresentadas anteriormente, a principal ideia dessa visão não são as pessoas em si, mas a for- ma perfeita de funcionamento fl exível de administração.

As organizações são sistemas de processamento de in- formações, assim como o cérebro humano. A partir dessa concepção, pensou-se na ideia de que é possível planejar tais organizações de forma que elas possam aprender a se auto-organizarem, como um cérebro em completo funcio- namento (MORGAN, 1996, apud SANTOS, p. 7).

Dessa forma, qual razão não justifi ca a auto-organização das em- presas a partir do momento em que elas podem ser enquadradas como cérebros?

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Resposta Comentada Esperamos que você compreenda o signifi cado da empresa como cérebro da organização, tendo em vista o processamento de informa- ções originadas por ela. Você deve, na construção da sua resposta, apresentar argumentos contrários à ideia apresentada por este tópico,

Acesse o link para ler um artigo que resume as princi- pais atribuições de cada tipo de imagem listado.

http://www.univen.edu.br/revista/n011/IMAGEM%20 DA%20ORGANIZA%C7%C3O.pdf

baseando-se na afi rmativa de que as pessoas que compõem o quadro de uma empresa também são fundamentais para seu funcionamento.

Pode-se, como ponto de partida, aderir ao aspecto inerente à gestão de recursos humanos de uma empresa, entendida por alguns autores como instrumento estratégico na condução dos negócios.

A imagem do profi ssional nas agências de tur-

No documento Ética e Turismo - Canal CECIERJ (páginas 103-113)