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TRILHA MATEMÁTICA

No documento Santa Rosa/RS 2019 (páginas 70-75)

conteúdos de forma lúdica e diferenciada aos métodos tradicionais de ensino. A partir desse desafio, organizou-se a construção de diversos jogos matemáticos com os alunos.

Segundo Sanchez (2018), a inserção de jogos nas aulas de matemática favorece a aprendizagem de modo dinâmico e divertido, atraindo a atenção dos alunos, despertando-lhes o interesse pela resolução de problemas matemáticos e, principalmente, estimulando o raciocínio estratégico.

Os jogos de trilha pertencem ao grupo de jogos de tabuleiros, muito difundidos como passatempos ou utilizados para a diversão como, por exemplo, o jogo do xadrez e dama, no entanto, sua importância dentro do espaço educacional vem a acrescentar e a auxiliar o educador para alcançar vários objetivos que vão além da aprendizagem formal de conteúdos específicos. Desta forma, a construção de jogos deste tipo e a sua utilização para fins educacionais estimulam o respeito às regras, a concentração, o entendimento de ganhar e perder, a tolerância, ajuda mútua e também a capacidade organizacional do indivíduo.

Destaca-se também que os jogos de trilha são altamente flexíveis, pois podem focar conteúdos específicos ou ainda questões e objetivos interdisciplinares, permitindo a variação de regras e número de jogadores, cabendo ao professor, ou melhor, ainda, aos alunos auxiliarem na delimitação das regras e combinados.

Para analisar o nível de conhecimento dos alunos a respeito de jogos de trilha, foram realizados questionamentos orais referentes à quais jogos os mesmos conheciam ou possuem contato, sendo que a maioria conhece jogos de celular, quebra-cabeças e outros. Foram levantadas hipóteses de jogos com sequências de percursos e tarefas a serem realizadas durantes o jogo, além de regras de retornar casas, avançar casas e outras. Devido a inexperiência dos alunos com tais jogos, pensou-se que, para melhor obtenção e sucesso da aprendizagem significativa o número de jogadores ficasse limitado a dois.

Partindo dessa reflexão em torno dos jogos de trilha e suas potencialidades com esta turma de alunos, necessitou-se pensar quais materiais seriam necessários para a construção de um jogo com a participação dos alunos, então foram elencados os seguintes materiais: uma folha de cartolina, pincel marcador, canetinhas, plástico contact, lápis de cor e duas tampas de garrafa pet pra representar os jogadores.

Com o material em mão, os alunos participaram da construção de algumas perguntas e tarefas que seriam colocadas na trilham, além de darem um colorido especial objetivando com que todos se sentissem mais motivados e valorizados.

Para melhor conservação o tabuleiro foi plastificado e ainda houve a confecção de um dado que serviria para jogar e observar quantas casas o jogador poderia andar para então responder a sua questão ou fazer o que estava proposto em tal "casa". Depois de pronta, ainda faltavam as regras do jogo que foram orientadas pela professora.

O jogo da Trilha Matemática construído estimula a aprendizagem e revisão dos seguintes conteúdos matemáticos: operações de adição e subtração, meses do ano, dezena, meia dezena, sequência dos números naturais conforme pode ser observado na figura 1.

Figura 1- Jogo da Trilha Matemática

Fonte: RODESKI, Patrícia (2019)

Durante as aulas os alunos foram divididos em grupos na sala para jogarem os jogos confeccionados durante o projeto, além da Trilha Matemática. Algumas vezes os jogos foram utilizados como premiação aos alunos que concluíssem as atividades de aula antes, fazendo com que tivessem uma motivação a mais para a realização das demais atividades escolares. A vibração dos alunos quando acertavam uma tarefa ou ainda quando o adversário necessitava voltar alguma casa era notável.

Constatou-se também que em algumas dificuldades apresentadas os alunos se ajudavam, realizando uma intervenção cooperativa, explicando ao colega a questão ou estimulando a busca de "meios de solução" o que caracteriza o desenvolvimento de habilidades sociais que contribuem na formação cidadã do indivíduo.

Outro fator motivacional e de extrema importância dentro do educandário foi a participação dos alunos na Feira de Matemática, que aconteceu na escola e que envolveu praticamente todos os alunos do educandário e assim, desta forma divertida de estudar matemática a Trilha Matemática teve uma grande participação dos alunos e visitantes.

Figura 2- Alunos do 2ºC jogando o Jogo da Trilha Matemática e outros jogos construídos no projeto.

Fonte: RODESKI, Patrícia (2019)

CONCLUSÕES

Ao concluir este trabalho constatou-se que cabe ao professor propor situações de intermédio de ensino, sendo um mediador entre o conteúdo e a obtenção da aprendizagem.

Esta mediação desafia o aluno a buscar estratégias para transformar a informação em conhecimento e o professor necessita ter a intenção e a disposição de instigar seus alunos a buscarem o desejo de aprender, no caso, buscar a participação nos jogos. Fato tal, constatado por meio da construção e utilização especificamente de jogo de trilha envolvendo conteúdos matemáticos para fixação e revisão.

Para o educador Rubem Alves (1933-2014), a função de um professor é instigar o estudante a ter gosto e vontade de aprender, de abraçar o conhecimento.

Portanto, percebe-se que a motivação do professor diante do desafio do novo e o estímulo na construção do conhecimento de forma colaborativa cuja atividade seja com os jogos matemáticos têm um papel muito importante, propiciando ao aluno situações de ludicidade e desafio na construção da aprendizagem significativa.

REFERÊNCIAS

ALVES, Rubem. A alegria de ensinar. 3ª Edição. Ars Poética, 1994.

SANCHEZ, Martins Marisa. Aprova Brasil Matemática, primeiras estratégias. 1ª edição.

São Paulo: Moderna, 2018.

Trabalho desenvolvido com a turma 2º ano C, da Escola Municipal de Ensino Fundamental Nossa Senhora de Fátima, pelos alunos: Augusto Luís Rademann; Davi Gasperini; Eduarda Verônica Czekalski; Emilly Hadassa De Souza; Enzo Gabriel Gerhardt; Gabrielly Canter Dos Santos; Isabeli Luísa Knorst; Isadora Ristoff Beckmann; Jenifer Roque Klutzke; Kevin Arthur Kunst Rodrigues; Lucas Lipke; Matheus Gabriel Rocha Foliatti; Matheus Henrique Heck Deloss; Natan Chaves De Oliveira; Nathãnael De Mello; Sara Stein; Theylor Diogo Friedrich Dados para contato:

Expositor: Enzo Gabriel Gerhardt e-mail: [email protected] Expositor: Isabeli Luísa Knorst; e-mail: [email protected]

Professor Orientador: Patrícia Adriana Piske Rodeski; e-mail: [email protected] Professor Co-orientador: Claudia Maria Christ; e-mail: [email protected]

TRILHA DA ADIÇÃO E SUBTRAÇÃO: O LÚDICO E A

No documento Santa Rosa/RS 2019 (páginas 70-75)