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Faculdade de Educação

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Academic year: 2023

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A negritude nas práticas educativas da EEI-UFRJ: examinando as relações étnico-raciais na escola infantil da UFRJ. A negritude nas práticas educativas da EEI-UFRJ: examinando as relações étnico-raciais na escola infantil da UFRJ.

Diálogos com Stuart Hall

Assim, podemos entender que não há como pensar uma cultura brasileira única, nem uma cultura negra que se defina como única neste contexto. O sujeito assume identidades diferentes em momentos diferentes, identidades que não estão unidas em torno de um “eu” coerente.

As crianças no contexto das culturas e das identidades

Portanto, o que entendo e compartilho é que não podemos pensar as crianças e a infância a partir de uma cultura única, centrada no adulto, porque nas experiências entre pares as crianças produzem culturas infantis, que em diálogo com a diversidade de culturas às quais estão inseridas. expostos, podemos reconhecer a existência de muitas infâncias. Desde cedo, quando as crianças convivem com seu núcleo familiar, as crianças são expostas a experiências sociais, mas seu ingresso na educação infantil representa a oportunidade de ampliar essas experiências e interagir com outras pessoas, outras formas de organização de sua rotina, enfim , experiências , que se constitui num sentido diferente do sentido doméstico, pois as crianças da instituição trabalham muito em parceria, compartilham tarefas, dividem materiais e realizam atividades juntas.

Criança, raça e a formação de culturas infantis nas relações étnico-

As instituições de educação infantil precisam promover atividades que contribuam e estimulem o contato com todas as cores que compõem a matriz cultural brasileira, conforme apresentadas nos currículos nacionais para a educação das relações étnico-raciais e para o ensino de história e da afrocultura - brasileira e Africano. Dessa forma, fica clara a importância da escola, e para esta pesquisa mais precisamente do Jardim de Infância.

A Educação Infantil em Creches Universitárias

Naquele momento, a ANUUFEI encaminhou a consulta à Câmara de Educação Básica do Conselho Nacional de Educação, buscando esclarecimentos sobre as normas de funcionamento das unidades de educação infantil universitárias federais (UUFEIs). Dessa forma, a Resolução nº 01, de 10 de março de 2011, buscou regulamentar as normas de funcionamento das unidades de educação infantil vinculadas à administração pública federal direta, seus órgãos e fundações, estabelecendo um conjunto de características essenciais que permitem que essas instituições integrem o governo federal. sistema de educação.

Da professora à pesquisadora: Caminhos que se entrelaçam

Fazer parte do grupo de pesquisa Saberes Infância e Docência contribuiu muito para a provocação da questão étnico-racial nos currículos das unidades de ensino superior universitário. O grupo de pesquisa GPISD se dedicou à pesquisa e catalogação de trabalhos desenvolvidos na e pela Unidade Universitária de Educação Infantil da UFF (UEIU UFF). Ao inserir a palavra educação infantil (utilizando palavras como afro-brasileiro, étnico-racial, racismo), foram encontradas 8 obras;

Artigo Revista eletrônica 0 a 6 2015 Educação infantil; Políticas públicas; Relações étnico-raciais; Racismo; Racismo Gritos sem palavras: resistência. Fazer parte de um grupo de pesquisa que tem como campo de investigação unidades de educação pré-escolar universitária possibilitou meu retorno à EEI-UFRJ.

A Escola de Educação infantil da UFRJ (EEI-UFRJ)

Memórias da liderança da Escola de Educação Infantil da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Organização Escolar, Educação Infantil, Escola de Educação Infantil da Universidade Federal do Rio de Janeiro. O artigo A Escola de Educação Infantil da UFRJ diante da Resolução CNE/MEC nº 1 foi apresentado no seminário internacional Inclusão na Educação, acessível em

Dissertação de Iolanda Silva Menezes de Araújo (2015) intitulada O Lugar da Educação Infantil na Universidade: Memórias da Liderança da Faculdade de Educação. A partir deste período, foram tomadas diversas medidas para o reconhecimento oficial da escola de educação pré-escolar.

Crianças e infâncias nas concepções e práticas da EEI-UFRJ

Um ato transgressor que não só contribuiu para mudar pensamentos e práticas, mas também impulsionou mudanças nos espaços físicos para permitir que as crianças se movimentassem com mais autonomia, embora eu ache que ainda há muito a modificar neste espaço para adaptá-lo. para as necessidades das crianças. Houve um tempo, por exemplo, em que as crianças faziam fila porque não conseguiam andar sozinhas na rampa de entrada da EEI, e hoje, durante a minha estadia lá, percebo que elas circulam com a maior intimidade em todos os espaços da EE. Embora este estudo não se preocupe com a formação de professores, analiso que ensinar implica, principalmente com as crianças pequenas da educação infantil, preparação e conhecimento para aproveitar as oportunidades que surgem no dia a dia e colocá-las em questão.

As crianças são atores nas suas próprias experiências e é nesta perspetiva que entendo que quando permitimos que as crianças atuem, contribuímos. Em diálogo com Gomes, entendo que o professor, que se posiciona contra práticas discriminatórias, enfrenta respeitosamente as diversas manifestações das crianças (crenças, hábitos, modos de falar, pentear ou não pentear os cabelos, gostos e escolhas, entre outros), e oferecer acolhimento à diversidade significa agir de forma política, problematizando problemas e proporcionando experiências políticas e democráticas com as crianças.

O encontro como metodologia

O Uso de fotos na pesquisa

Embora as fotografias constituam outras partes do texto desta pesquisa, é muito importante considerar cuidadosamente seu uso neste tópico. Concordo com as palavras de Canabarro (2005) e por isso a escolhi como epígrafe para esta sessão em que explico porque utilizei algumas fotografias que tirei e pesquisei na Internet para compor o texto da pesquisa. O diálogo com os professores, portanto, me permitiria descobrir a motivação deles e das crianças para as formas como os materiais regulamentados apareceram nos ambientes da EEI, bem como como foram identificados nesta organização, como no caso do rótulo . na caixa de brinquedos que mencionarei mais tarde. .

Pensando nisso, resolvi trabalhar com fotografias nas minhas reuniões de professores. Uma forma de mostrar aos outros com fotos que não se trata apenas da minha aparência, mas que existe uma situação e precisamos conversar sobre ela, ou, como dizem Felizardo e Samain (2007), “um alto nível de credibilidade foi adicionado a a fotografia devido à possibilidade de registrar partes selecionadas “do mundo ‘real’ como elas ‘realmente’ se apresentam”.

O encontro com o Campo

Em cima de uma prateleira havia uma caixa com vários brinquedos, essa caixa estava identificada com uma etiqueta chamada “bonecos” e a imagem de uma boneca branca. Na sala do grupo 4, que é formada por crianças de 3 anos a 3 anos e 11 meses, fiquei pouco tempo, pois as crianças voltavam da fazenda. Porém, no momento em que fotografei o ambiente, havia mais livros distribuídos nas salas dos grupos porque as crianças escolhem os livros na biblioteca e os levam para ler na sala de aula, em outras salas da EEI e/ou na casa de suas famílias, segundo ao servidor mencionado acima explicado.

Nos relatos dos professores notei que as crianças haviam participado de uma oficina de Jongo, mas os materiais utilizados neste trabalho não estavam disponíveis para registro. No quintal também há brinquedos que eu não tinha por opção, pois optei por visitar os espaços sem que as crianças estivessem presentes nas atividades com os professores.

Figura 1 - Caixa de bonecas
Figura 1 - Caixa de bonecas

Os planejamentos: encontros em formação

Com isso, contribuí para o planejamento do Grupo 5, que aconteceu numa quarta-feira. Embora a conversa entre os professores e a coordenação tenha focado nas atividades desenvolvidas pelo grupo e na dinâmica de utilização dos espaços da unidade com as crianças, ao chegar na sala fui recebido com um relato entusiasmado de um dos professores, acrescentei . ao capítulo anterior, que se refere à criança negra vestida de Branca de Neve, que se emociona quando a professora a chama de “preta como a neve”. Laís, que é negra, não é professora dessa criança que identifico em sua fala como Ester, mas ela me contou a mesma situação que a professora do 6º ano havia relatado no dia do planejamento quando eu estava presente.

No final da reunião, um professor do grupo veio até mim. Ao saber do meu tema de estudo, ela se interessou e me disse que também quer trazer esse tema para a EEI-UFRJ. Como mencionado anteriormente, minha intenção foi me aproximar dos professores da EEI-UFRJ e depois dialogar com esses outros (MOTTA e BULLÉ, 2015, p.5), assim como Motta e Bullé (2014) buscaram em seus estudos: eu “ buscam compreender os fatos sob uma perspectiva sociocultural na tentativa de superar o reducionismo das visões empiristas, por meio da articulação de uma perspectiva dialógica e do encontro entre os enunciados concretos dos sujeitos que compõem esse discurso”. idem, p.5), e vejo os professores como sujeitos de suas ações.

Partilhando palavras e transpassando pontes

Encontros à distância

A partir desse período comecei a incluir literatura infantil na biblioteca escolar, livros que apresentavam as crianças negras como protagonistas das histórias. Como falei antes, muitas vezes o personagem negro ou a cultura negra não está expresso na capa ou no resumo de um livro, ambos podem aparecer no meio da história ou, ainda, o professor pode contar histórias que outras questões os trazem ali como explícito, para debater com as crianças. As crianças estudaram o corpo ao mesmo tempo que as crianças de 3 a 4 anos e observaram as diferenças entre meninos e meninas e a cor da pele.

Eu estava pensando em uma boneca, mas as crianças decidiram por uma boneca, queriam pintar de branco, e conversamos sobre como ela já tem cor e como a boneca é linda. A construção social da cor contribui significativamente para a percepção que a criança tem de si mesma no mundo e contribui para as relações raciais entre as crianças.

O que dizem os cadernos de planejamento?

Efeitos da institucionalização: um estudo de caso sobre a Resolução nº 1 e a Escola de Educação Infantil da UFRJ na didática e na prática docente na relação com a sociedade. O Lugar da Educação Infantil na Universidade: Memórias da Gestão da Escola de Educação Infantil da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Acesso às Unidades de Educação Infantil da Universidade Federal (UUFEI'S): Faculdade de Educação Infantil da Universidade Federal do Rio de Janeiro.

Um corpo negado: o significado da educação pré-escolar para a construção e afirmação da identidade étnico-racial dos pré-escolares. Este estudo tem como objetivo analisar os modos como as relações étnico-raciais emergem no espaço-tempo na Escola de Educação Infantil da UFRJ. Estabelece regras de funcionamento das unidades de educação infantil vinculadas à administração pública federal direta, seus órgãos e fundações.

I – considerar os currículos nacionais da educação infantil (Parecer CNE/CEB nº 20/2009 e Resolução CNE/CEB nº 5/2009);

Figura 10 - Caderno de planejamento
Figura 10 - Caderno de planejamento

O que dizem os formulários de matricula e as entrevistas

Imagem

Figura 1 - Caixa de bonecas
Figura 2 - Bonecas na estante
Figura 3 - Caixa do grupo 3
Figura 4 - Livros
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Referências

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