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Monografia Joana - Univali

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Academic year: 2023

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O Capítulo 3 discute os juizados especiais cíveis como instrumento de recurso, o processo no âmbito dos juizados especiais, os procedimentos e conclui com a finalidade dos juizados especiais e recursais. Os princípios que norteiam os tribunais especiais cíveis estão previstos no artigo 2º da Lei e trazem consigo os princípios da oralidade, da simplicidade, da economia processual, da celeridade e da eficiência.

RELAÇÃO ENTRE SOCIEDADE, ESTADO E JUSTIÇA

Embora a teoria contratualista traga enorme base ideológica, o pacto ou contrato fictício que cria um “estado social” não protege a vida em sociedade, daí a necessidade do surgimento do Estado como instituição que regula conflitos e interesses comuns, que dirige seus ações em benefício da sociedade, da coletividade e da justiça. Ele deu, portanto, a formulação indestrutível do organicismo, com a ideia do Estado como um ser natural e anímico, anterior ao indivíduo, em que o todo tem precedência sobre as partes.

ACESSO À JUSTIÇA COMO DIREITO FUNDAMENTAL

  • Os diversos planos de entendimento do Acesso à Justiça
    • Acesso à Justiça numa perspectiva leiga
    • Acesso à Justiça numa perspectiva filosófica
    • Acesso à Justiça numa perspectiva técnico-jurídica
    • Acesso à Justiça numa perspectiva sociológica

Desta forma, pode-se concluir que o acesso à justiça significa a possibilidade de os cidadãos compreenderem e ativarem o sistema jurídico como um todo, uma vez que o processo é o melhor meio de controlar o ‘acesso à justiça’, que visa princípio básico. , nomeadamente igualdade. Olhando para a perspectiva leiga do acesso à justiça, verifica-se que existe uma desilusão e um sentimento de frustração na sociedade, condizentes com a dificuldade de ultrapassar as barreiras erguidas pelo poder judicial, que dificultam o acesso à justiça. Acesso à justiça: um problema ético-social em termos de realização da justiça. Rio de Janeiro: Renovar, 2001.

Combinado com o direito de acesso aos tribunais (artigo 5º XXXV) e o contraditório e defesa integral (artigo 5º, LV), fecha-se o ciclo das garantias processuais. Alexandre César86 orienta os princípios básicos acima descritos de que a garantia de acesso aos tribunais é um direito humano e elemento essencial para o pleno exercício da cidadania, pois não se limita apenas ao acesso ao poder judiciário.

ENTRAVES AO ACESSO À JUSTIÇA

  • Possibilidade das partes
    • Insuficiência sócio-econômica
    • Reconhecimento e guarda de direitos
  • Lentidão da justiça
  • Custas judiciais

A Constituição Federal, em alguns de seus dispositivos legais, regulamenta importantes medidas de combate à desigualdade entre as classes sociais, estabelecendo o “Acesso à justiça” como direito fundamental e conferindo ao cidadão o direito de peticionar aos órgãos públicos a proteção de seus direitos, anunciando a avaliação de qualquer dano ou ameaça ao direito do Poder Judiciário, garantindo assim a busca pelo acesso efetivo à justiça como ferramenta social satisfatória. socioeconômica e o reconhecimento dos direitos protegidos é uma barreira que ainda existe e precisa ser analisada neste momento. Acesso à justiça. página 21. que isto deve começar desde a idade pré-escolar, reconhecendo e educando as pessoas para compreenderem as garantias e direitos básicos. Em qualquer caso, é evidente que os custos elevados, na medida em que uma ou ambas as partes têm de os suportar, constituem uma barreira significativa ao acesso à justiça.

O Estado, como poder estatal, normalmente regulamentou através da Lei 1.060, o benefício da assistência jurídica aos necessitados, tanto brasileiros quanto estrangeiros residentes no país, como forma de facilitar o acesso à justiça. Uma inovação na busca pelo acesso efetivo à revisão judicial é a criação da Lei do Juizado Especial nº.

BREVES CONSIDERAÇÕES HISTÓRICAS

Alguns tentaram substituir a ideia de criação de um juizado especial para pequenas causas por uma proposta de melhoria do procedimento abreviado, não percebendo que não se trata apenas de criar um novo tipo de procedimento, mas sim de um conjunto de inovações que vão desde um nova filosofia e. Juizado Especial de Pequenas Causas. pág. 02/03. funcionamento do serviço de assistência judiciária no próprio tribunal). A Lei 7.244, de 7 de novembro de 1984, que dispõe sobre a criação e funcionamento de um juizado especial para pequenas causas, foi, segundo Cândida Dinamarca, portadora de uma proposta revolucionária muito mais profunda do que a simples criação de um novo órgão dentro do judiciário.

O Juizado Especial introduziu no mundo jurídico um âmbito de competência determinado pela Lei dos Juizados Especiais de Pequenas Causas, incidindo tanto nos processos cujo valor não ultrapasse quarenta salários mínimos, como nas ações referidas no art. Muitos juristas analisaram o novo sistema como um avanço no direito processual, mas assumiram uma posição cautelosa, dizendo que o âmbito da jurisdição da lei sobre os tribunais de pequenas causas poderia dificultar a aceleração do processo, dado o aumento das exigências legais.

CONCEITO

Nesta etapa, a Lei dos Juizados Especiais tornou-se uma importante ferramenta judicial para proporcionar uma justiça ágil, desburocratizada, desformalizada e, sobretudo, acessível a todos os cidadãos. Diante da realidade trazida à tona pela criação dos juizados especiais, há uma redução significativa na morosidade dos processos processuais, o que agrega maior competência à antiga lei dos juizados de pequenas causas, que, além das demandas dos processos cíveis, casos, endereço. , também crimes de menor potencial. Ao mostrar o conceito de Juizado Especial, Álvaro Couri Antunes Sousa afirma que os Juizados Especiais constituem uma nova concepção de Jurisdição, consolidando uma ruptura com a antiga concepção do modelo clássico, impregnado de formalismo111.

Juizados especiais cíveis que cuidam do cotidiano de todas as pessoas (relações de consumo, deveres em geral, direitos de vizinhança, etc.), independentemente da situação econômica de cada um, aproximam a justiça e o cidadão comum e lutam contra o clima de impunidade e de falta de controlo que todos hoje preocupam. Quando o legislador preparava a proposta de lei n. 9.099/95, definiu-o no artigo 1º como “órgão de justiça ordinária”, devendo ser lembrado que independentemente dos conceitos discutidos tanto por cientistas quanto por legisladores, prevê o acordo de todos com o objetivo de garantir uma justiça rápida, eficiente e acessível. justiça.

PRINCÍPIOS

  • Princípio da oralidade
  • Princípio da simplicidade
  • Princípio da economia processual
  • Princípio da celeridade ou efetividade

O princípio da oralidade é responsabilidade do juiz na coleta direta de provas e inclui uma série de outros princípios integradores como: imediatismo, concentração dos atos processuais, não recurso em processos sumários e identidade física do juiz. O princípio da simplicidade é aplicado no artigo 13 da Lei dos Juizados Especiais, na determinação da validade dos atos processuais, por mais simples que sejam no âmbito processual. O princípio da economia processual visa obter o máximo rendimento do direito com um número mínimo de atos processuais,125 o que se relaciona com o princípio da gratuidade no primeiro grau de jurisdição.

Contudo, deve-se ter em mente que o princípio da justiça gratuita é de extrema importância no contexto dos Juizados Especiais, pois foi criado com o objetivo de proporcionar acesso à justiça às classes menos favorecidas financeiramente. Contudo, verifica-se que o princípio da economia processual visa alcançar o máximo de resultados com um mínimo de esforço ou atividade processual, proporcionando às partes um resultado satisfatório com o mínimo de esforço processual.

DA CONCILIAÇÃO E DA TRANSAÇÃO

Deve-se notar que chegar a um acordo parcial dentro da disputa é aceitável sob legislação especial, com o processo continuando em relação ao valor restante. Também não oferece a distinção entre os institutos, sua adequação está interligada aos demais princípios norteadores do universo processual civil, a saber: contraditório, ampla defesa, igualdade entre as partes, segurança jurídica, relação entre causa e pedido, etc., também dão origem à sua aplicabilidade em legislação especial.

COMPETÊNCIA

Portanto, é possível concluir que o critério do legislador na determinação da competência dos Juizados Especiais não se deu apenas pelo valor da causa, mas também pela causa, o que não foi neste caso o valor da competência como pré-requisito. não limitado. para a proposta de ação perante os Juizados Especiais. As ações de despejo para uso pessoal também são de competência dos Juizados Especiais. Note-se que, neste caso, também não há limitação quanto ao valor da causa, sendo a competência também determinada em função da matéria.

Cabe, portanto, ressaltar a possibilidade de renúncia ao crédito excedente, podendo o autor usufruir das vantagens atribuídas à lei dos juizados especiais, caso manifeste sua vontade já no requerimento inicial, propondo o pedido no âmbito de jurisdição final. Além disso, será necessário analisar o acesso à proteção jurídica no juizado especial, verificar o seu procedimento e o procedimento adotado com o surgimento da lei 9.099/95, e continuar com a meta dos juizados especiais como âmbito de acesso aos proteção legal.

O PROCESSO NOS JUIZADOS ESPECIAIS

  • Das partes
  • Da assistência do advogado
  • Das provas
  • Dos atos processuais

No que diz respeito aos mediadores, a lei não impede a profissão jurídica no âmbito dos tribunais especiais no desempenho da sua função149. Para propor medidas no âmbito dos juizados especiais, as microempresas deverão apresentar requerimento com documento sobre sua situação. A Lei dos Juizados Especiais não impede a possibilidade de pessoas jurídicas figurarem como réus em uma ação judicial, podendo também apresentar pedido reconvencional durante a fase de resposta152.

No caso de atribuição de poderes ao procurador, a Lei dos Juizados Especiais permite a constituição por mandato oral, salvo poderes especiais, a saber: recebimento de citação inicial, confissão, reconhecimento. Nesse sentido, a Declaração nº 12 dos Juizados Especiais permite o acesso à prova pericial informal nas hipóteses formuladas no artigo 35 da Lei 9.099/95, a saber: questionar técnicos de sua confiança e apresentar parecer técnico apresentado pelas partes nos carros.

O PROCEDIMENTO NOS JUIZADOS ESPECIAIS

  • Do pedido
  • Da citação, intimação e revelia
  • Audiência de conciliação e julgamento
  • Sentença
  • Dos recursos
  • Execução

No caso de pedidos alternativos e combinados, deverão atender às exigências da Competência dos Juizados Especiais e sua soma não poderá ultrapassar o limite de quarenta salários mínimos e caso ultrapassem vinte salários mínimos deverão estar acompanhados de advogado166. Com o objetivo de agilizar o processo, a Lei dos Juizados Especiais dispôs que a citação por correspondência, com aviso de recebimento pessoalmente para pessoas físicas e em relação a pessoas jurídicas ou firmas individuais, deverá ser realizada mediante entrega ao responsável pelo recebimento, que serão obrigatoriamente identificados, conforme estipulado no artigo 18 da referida lei. A Lei dos Juizados Especiais prevê recurso único e anônimo, que será julgado por colegiado composto por três juízes habilitados, no exercício do primeiro grau de jurisdição, reunidos na sede do Tribunal, sendo obrigatória a presença de procurador designado para ambos neste processo. . palco.as partes181.

A Seção XV da Lei Especial trata especificamente da execução, inovando o procedimento ao estabelecer a subsidiariedade das normas de processo civil ao utilizar a fase de execução nos juizados especiais. Os tribunais especiais possuem outra peculiaridade, a ausência de citação na fase de execução do título judicial, a partir de a.

O OBJETIVO DOS JUIZADOS ESPECIAIS E O ACESSO À JUSTIÇA

No Brasil, a experiência dos juizados de pequenas causas, e mais recentemente dos juizados especiais – com propostas de proteção diferenciada ou meios alternativos de proteção e modelos de justiça popular, participativa, democrática, e como expressão da justiça de convivência, que a reconciliação e o engajamento enfatizou. juízes leigos, árbitros e conciliadores - serviram de contraponto à justiça tradicional, contenciosa, de natureza estritamente jurisdicional, sabidamente saturada, cara e tardia. A isso se soma a formalização do surgimento dos Juizados Especiais com a chamada terceira onda do universo capelletiano, como representa. Nesse contexto, os tribunais especiais foram introduzidos no mundo jurídico na busca por uma justiça mais democrática, utilizando procedimentos mais simplificados e mecanismos de reforma do direito processual brasileiro, aceitando a Reconciliação como principal objetivo para a resolução de conflitos.

Desta forma, entende-se que os Juizados Especiais Cíveis cumprem os propósitos para os quais foram criados, visando a conciliação sempre que possível e buscando uma justiça mais célere, simplificada e econômica, possibilitando que as partes sejam tratadas de forma igualitária. Contudo, verifica-se que os Juizados Especiais têm trazido desenvolvimentos satisfatórios no domínio do acesso à justiça, visando sempre que possível uma conciliação e uma justiça mais céleres e simplificadas para que a população possa compreender a nomenclatura instituída nos documentos processuais e económicos, possibilitando as festas. para receber um tratamento mais justo.

Referências

Documentos relacionados

Conforme visto, a nova visão dada ao direito à saúde, não mais como direito social, mas sim como direito fundamental, rechaçou todas as objeções que até então – e até hoje