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Pedidos de patentes

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Academic year: 2023

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Assim, o objetivo geral deste trabalho é apresentar os pedidos de patentes que a Universidade Federal do Pará solicitou como propriedade intelectual no período de 2000 a 2017. Nesse momento, constatou-se necessário identificar as patentes que a Universidade Federal do Pará solicitadas nos anos entre 2000 e 2017. No quarto capítulo foi apresentada a Universidade Federal do Pará e a subseção que fala sobre o setor UNIVERSITEC, local responsável pelos pedidos de patentes.

Patentes nas universidades brasileiras

Universidade & empresa

Este trabalho mostra que as universidades paulistas são os centros de estudo/pesquisa que mais depositam pedidos de patentes. A UNICAMP e a USP se destacam não só por serem as universidades brasileiras com maior número de depósitos de patentes no INPI, mas também por serem as mais diversificadas, com depósitos em quase todos os subdomínios tecnológicos (27 de 30) (PÓVOA, 2006 , pág.14). Universidade Federal de Minas Gerais Universidade Federal do Rio de Janeiro Universidade de São Paulo.

Universidade Federal de São Paulo Universidade Federal do Pará Universidade Federal do Paraná Universidade Federal de Ouro Preto Universidade Estadual de Maringá Universidade Federal de Santa Catarina Universidade de Caxias do Sul Universidade Regional de Blumenau Universidade Federal de Lavras Universidade Federal de Uberlândia Universidade Federal da Universidade Federal Fluminense de Brasília na Universidade Estadual de Ribeirão Preto de Londrina. Esse visível aumento no número de depósitos de patentes nas instituições brasileiras foi resultado da entrada em vigor da Lei 9.279/963, que favoreceu a atividade de pesquisa em centros acadêmicos.

Em 2009, o campus Santarém passou a ser Universidade Federal do Oeste do Pará (UFOPA) e pode ser mais conhecido pelo site www.integramazonia.com.br. Atualmente, a Universidade Federal do Pará é uma instituição de ensino superior federal organizada em forma de autarquia, vinculada ao Ministério da Educação (MEC) por meio da Secretaria de Ensino Superior (SESu).

Tabela 1- Ranking dos Depositantes
Tabela 1- Ranking dos Depositantes

Universitec

Incluindo Sistema de Atendimento ao Usuário da UFPA (SAGITTA) e Universitec (setor responsável pelos pedidos de patentes). A legislação acima referida estipula no artigo 16.º que a Instituição Científica e Tecnológica deve dispor de um centro de inovação tecnológica, próprio ou em colaboração com outras TIC, para efeitos de gestão da sua política de inovação. Em seguida, a Política de Inovação Tecnológica da UFPA (2014) define no artigo 4º que todas as criações resultantes de atividades realizadas utilizando instalações, recursos, recursos, dados, informações ou equipamentos da UFPA poderão estar sujeitas à proteção dos direitos de propriedade intelectual.

A missão desta importante força colaborativa para o crescimento tecnológico regional é: promover a proteção, aplicação e difusão do conhecimento, bem como o empreendedorismo inovador em favor da competitividade e do desenvolvimento sustentável da Amazônia. Todo o trabalho realizado é em parceria com as seguintes instituições: Banco da Amazônia (BASA); Banco do Estado do Pará (BANPARA); Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (SEBRAE); Fundação de Amparo e Desenvolvimento à Pesquisa (FADESP); Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM); Hoje, a UNIVERSITEC utiliza dados do ranking da Folha de São Paulo para avaliar o crescimento da universidade no mercado.

No ranking atual, segundo a Folha de São Paulo, a UFPA está na 27ª posição entre as universidades depositárias brasileiras. Mas é importante mencionar que na área regional Norte do Brasil, a UFPA continua sendo a primeira na busca pela inovação tecnológica.

Tabela  3  – RANKING da Universidade Federal do Pará em âmbito nacional e estadual da  Folha de São Paulo
Tabela 3 – RANKING da Universidade Federal do Pará em âmbito nacional e estadual da Folha de São Paulo

Definição

Quanto ao conceito de patente, os autores apresentam suas definições que resumem a ideia central de propriedade. O Estado concede o monopólio da invenção, ou seja, de sua propriedade, caracterizada pela própria natureza do uso exclusivo de um novo processo produtivo ou da fabricação de um novo produto, válido por determinado período, e em troca o inventor divulga sua invenção, dar à sociedade livre acesso ao conhecimento sobre esse assunto coberto pela patente (MACEDO; BARBOSA, 2000, p. 18). O problema pode ser antigo ou novo; respectivamente, como criar ou melhorar um processo químico ou um novo produto para atender a uma necessidade anteriormente inexistente.

Mas a solução, para ser uma invenção, deve ser nova, ou seja, ninguém criou anteriormente a ideia, ou pelo menos ninguém divulgou ou disponibilizou ao público o acesso às suas informações. Considerada desta forma, a inovação tem origem numa invenção que se prolonga até à comercialização da própria invenção ou do produto que a contém, uma vez que o processo inovador por definição inclui sempre a comercialização (MACEDO; BARBOSA, 2000, p. 23). . Para Cativelli e Lucas (2011, p. 69) “a palavra invenção pode ser definida como uma nova solução para um problema técnico específico dentro de um campo tecnológico específico”.

Uma patente também pode ser reivindicada para melhorias no uso ou fabricação de objetos, dispositivos e ferramentas. Perucchi e Mueller (2014) definem CIP como uma classificação que utiliza um conjunto de letras e números para representar departamento, subdivisão, classe, subclasse e grupos.

Origem

Em 1474, a República de Veneza promulgou a primeira lei específica sobre patentes, que favorecia os fabricantes independentes de vidro de Murano, que por meio de uma patente literária, ou seja, uma carta aberta, proclamava uma ligação entre o Estado e um cidadão, pela qual o governo manteria o monopólio dos fabricantes do segundo em seu território, por um período regular e, em troca, divulgaria seus procedimentos de fabricação (FRANÇA, 2000, p. 157). Esse erro foi resolvido a partir de 1714, quando os inventores passaram a descrever integralmente sua invenção no pedido de patente, esclarecendo assim possíveis pendências. Com a Revolução Industrial, do final do século XVIII ao início do século XIX, a concessão de patentes já era uma prática comum nos países que participaram da revolução, mas os estrangeiros ainda permaneciam sem regulamentação, o que prejudicou a Viena. Exibição. de 1873, já que os inventores tinham medo de mostrar suas inovações e serem copiados arbitrariamente sem autorização.

Ainda segundo França (2000), o Congresso de Viena sobre Reforma de Patentes ocorreu imediatamente após as dificuldades da exposição, o que iniciou uma compreensão do alcance internacional da proteção jurídica. Continuando em Paris (em 1878 e 1880), o movimento terminou com a Convenção da União de Paris para a Proteção da Propriedade Industrial de 18839. No mesmo ano, o Brasil também assinou a Convenção da União de Paris, que foi um dos países que apoiou desde o começo.

9 A Convenção de Paris não se preocupa apenas com patentes de invenções, mas também inclui outros institutos de propriedade industrial – patentes em geral, marcas em geral, indicações de origem e proteção contra concorrência desleal (MACEDO, BARBOSA, 2000, pg.18).

Legislação

Além de alargar o leque de invenções patenteáveis, o direito da propriedade intelectual começou a incluir a possibilidade de os investigadores universitários partilharem os lucros económicos decorrentes da exploração dos resultados da sua investigação no local de trabalho protegidos por direitos de propriedade intelectual, garantindo que uma forma de incentivo que “atribui parte do valor das vantagens que um órgão ou entidade obtém pela exploração de uma patente ou registro10 (PÓVOA, 2006, p. 7). Refira-se que esta alteração legislativa teve como objectivo promover a investigação aplicada, evitar que se evitassem conhecimentos e invenções criados em institutos e intensificar as relações entre instituições de investigação e sectores produtores de bens e serviços. 11 Lei dos EUA para incentivar a fabricação e auxiliar na obtenção de patentes. devido à abertura comercial e parcerias com empresas como Petróleo Brasileiro S.A. Petrobras) e pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).

As estratégias de investimento em pesquisa científica e tecnológica são estratégias para o desenvolvimento da economia das empresas e do governo. O valor do investimento em pesquisa no Brasil por parte do governo é maior que o investimento do setor privado, mas esta situação se inverte nos países desenvolvidos, o setor privado gasta mais em pesquisa do que o governo. Esses investimentos brasileiros em pesquisa e desenvolvimento estão vinculados a grandes empresas e instituições de pesquisa nacionais.

A principal razão para a fragilidade empresarial da tecnologia brasileira é o grau de transnacionalização da economia e de substituição de importações. Causando assim um distanciamento entre as empresas brasileiras e a ciência local, ao não dar o devido valor aos seus produtos e serviços, centralizando assim a pesquisa científica nas universidades e instituições de pesquisa.

A valoração da patente

A avaliação das tecnologias é realizada numa fase anterior à avaliação e dá suporte à avaliação das patentes.” O mercado busca o valor da patente com base nos preços dos ativos existentes, método mais utilizado devido à aplicação industrial da tecnologia por meio de métodos de royalties. Os métodos mais utilizados são as taxas de royalties devido à aplicação industrial da tecnologia.

O método baseado na aplicação de taxas de royalties é considerado de fácil implementação e compatível com as exigências da instituição. Ainda, podem ser verificados os fatores que afetam a gestão do pós-venda, aspecto problemático para a instituição, no que diz respeito ao recebimento de royalties dos licenciantes de tecnologia e suas relações com as empresas licenciadas (TUKOFF-GUIMARÃES et al., 2014, p. 170). Já o método da taxa de royalties facilita a justificativa dos valores a serem cobrados dos clientes, mas caso a instituição tenha deficiência no pós-venda pode inviabilizar a cobrança de royalties.

Avaliação de patentes, embora apresentada como ferramenta de apoio à decisão e negociação para pagamento de royalties e taxas de sucesso. Devem ser examinados os factores que afectam a gestão pós-venda e o recebimento de royalties pelos licenciantes e a sua relação com as empresas.

Instituto Nacional da Propriedade Industrial

13 Informações orais fornecidas por Rosângela Cavaleiro e Eduardo da Agência de Inovação Tecnológica da Universidade Federal do Pará As instituições e empresas que mais colaboram com a UFPA na cotitularidade de pedidos de patentes são: EMBRAPA; Museu Emílio Goeldi; UFRJ; 14 Informações orais fornecidas por Rosângela Cavaleiro e Eduardo da Agência de Inovação Tecnológica da Universidade Federal do Pará.

Das áreas do conhecimento científico onde a inovação é mais aplicada, a engenharia elétrica foi conhecida por realizar 25 solicitações no período estudado; tecnologia química 07;. 15 Informações orais fornecidas por Rosângela Cavaleiro e Eduardo da Diretoria de Inovação Tecnológica da Universidade Federal do Pará. 16 Informações orais fornecidas por Rosângela Cavaleiro e Eduardo da Diretoria de Inovação Tecnológica da Universidade Federal do Pará.

Nota-se que em termos de inovação tecnológica, a academia não fica longe dos primeiros lugares do ranking. Valoração de patentes: o caso do centro de inovação tecnológica de uma instituição de pesquisa brasileira. 17 Informações verbais fornecidas por Rosângela Cavaleiro e Eduardo da Agência de Inovação Tecnológica da Universidade Federal do Pará.

18 Informações orais fornecidas por Rosângela Cavaleiro e Eduardo da Agência de Inovação Tecnológica da Universidade Federal do Pará.

Gráfico 1 - Total de números de pedidos de patentes no período de 2000 a 2017
Gráfico 1 - Total de números de pedidos de patentes no período de 2000 a 2017

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Tabela 1- Ranking dos Depositantes
Tabela 2 - Depósitos de patentes de universidades em parceria com empresas relacionados  por universidade e subdomínios tecnológicos em que houve mais parcerias
Figura 1 - Mapa estratégico da UFPA
Tabela  3  – RANKING da Universidade Federal do Pará em âmbito nacional e estadual da  Folha de São Paulo
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Referências

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