• Nenhum resultado encontrado

Universidade do Estado do Rio de Janeiro

N/A
N/A
Protected

Academic year: 2023

Share "Universidade do Estado do Rio de Janeiro"

Copied!
147
0
0

Texto

Para tanto, foram caracterizados os casos de violência contra crianças e adolescentes, o preenchimento dos formulários de inscrição, no período de 2009 a 2016, as características sociodemográficas, a qualificação profissional e o nível de conhecimento dos especialistas da ESS em relação aos formulários, o perfil dos casos foram avaliadas. , a linha de atenção à saúde e o sistema de vigilância da violência contra crianças e adolescentes e, adicionalmente, o efeito desses níveis de conhecimento profissional na notificação de casos. Outro artigo mostra que os trabalhadores da saúde da ESF de Manaus têm pouco controle sobre questões relacionadas ao sistema de atendimento e controle de situações de violência envolvendo crianças e adolescentes. Esperamos que a divulgação dos resultados desta tese contribua para a melhoria do processo de registro de situações de violência envolvendo crianças e adolescentes pelos trabalhadores da saúde na atenção primária à saúde e no sistema de controle da violência como um todo, com o objetivo de aumentar a cobertura notificada dos casos e melhoria da qualidade da informação nas fichas de notificação.

ECA Estatuto da Criança e do Adolescente ESA Escola Superior de Ciências da Saúde eSF Equipe de Saúde da Família. Embora os atos de violência contra crianças e adolescentes existam desde a antiguidade, o reconhecimento como problema de saúde é relativamente recente (MARTINS; MELLO-JORGE, 2009).

Violência contra crianças e adolescentes: algumas peculiaridades

Em relação às complicações relacionadas à vitimização, os resultados de um estudo transversal realizado na Noruega por Thoresen et al. 2015) em adultos mostraram que 10,2% das mulheres foram abusadas sexualmente quando crianças e 4,9% relataram violência física, e a ligação entre este fato e o desenvolvimento de depressão ou ansiedade na idade adulta. Dentre os fatores que predispõem à ocorrência de múltiplas formas de violência, destacamos que a família está inserida em comunidades com graves problemas sociais, que a família está exposta a situações perigosas e que vive em um ambiente familiar caótico e problemático (FINKELHOR et al., 2009). Pesquisas gerais geralmente mostram taxas mais baixas de abuso sexual masculino do que pesquisas clínicas, sugerindo invisibilidade social (FONSECA et al., 2012).

Quanto à recorrência da violência, Fonseca et al. 2012) apontou a necessidade de uma atuação eficaz desde a primeira ocorrência, visando minimizar os danos causados ​​às crianças e adolescentes pelas repetidas agressões. Portanto, apesar da crescente preocupação dos profissionais de saúde com a violência e com o desenvolvimento de programas específicos para a correta abordagem desses casos, ainda existe um déficit na notificação e na caracterização adequada dos casos, o que pode afetar o tratamento e a investigação adequada (ZAMBON et al., 2012).

O sistema de vigilância das violências no Brasil e em Manaus

A identificação dos pontos prioritários a serem abordados pelas políticas de saúde depende da qualidade das notificações. A falta de informações dificulta o conhecimento mais detalhado do fenômeno e interfere no planejamento, organização e operacionalização dos serviços de saúde (ASSIS et al., 2012). Segundo a Secretaria Municipal de Saúde (SEMSA), a ficha de notificação de violência do Ministério da Saúde está implantada no município desde 2006, porém o modelo atualmente em uso data de 15 de junho de 2015 e denomina o delito VIOLÊNCIA INTERPESSOAL/AUTOINFLICADA (ANEXO UMA).

Em 2015, participaram 812 profissionais de saúde (244 da Estratégia Saúde da Família em 2013 e 73 profissionais de saúde de serviços de urgência). As fichas de notificação preenchidas com informações sobre os casos identificados seguem um fluxo de comunicação envolvendo o distrito sanitário correspondente à localização da unidade de saúde, os conselhos tutelares e as delegacias especializadas (ANEXO B).

A abordagem das violências contra crianças e adolescentes na Estratégia

Ao educar, formar e sensibilizar os profissionais de saúde, é possível tornar os cuidados de saúde primários a principal fonte de denúncia de violência. A enfermagem e demais profissionais de saúde podem ir além do cuidado episódico e individualizado, pensar nas situações vulneráveis ​​da vida e garantir direitos e apresentar possíveis medidas de combate à violência contra crianças e adolescentes (ARAGÃO et al., 2013). Tais resultados reforçam a importância da atuação dos ACS no combate à violência dentro dos SEE ou nas unidades de saúde (LIMA et al., 2011).

Em Manaus, a operacionalização do Programa Saúde da Família (PSF) ocorreu com a instalação das Casas de Saúde da Família em 1999 e 2000. Atualmente, o município conta com 177 Equipes de Saúde da Família, o que corresponde a uma cobertura de 39,32% do município.

Os profissionais de saúde e os fatores relacionados à notificação da

Quanto à dimensão relacionada ao conhecimento dos especialistas sobre violência e informação, Andrade et al. 2011) garantem que os profissionais de saúde não se sentiam responsáveis ​​ou capacitados para reconhecer e informar sobre situações de violência contra crianças e adolescentes por “falta de conhecimento”. Quanto aos fatores relacionados ao serviço de saúde, o fato do serviço possuir formulário de inscrição nas unidades básicas de saúde foi apontado como fator promotor da notificação em 57,1% das notificações dos trabalhadores de saúde (BARBOSA et al., 2009; 2011). que 88,9% não sabiam informar sobre a existência desse formulário no ambiente de trabalho, mas conheciam o formulário para notificação de maus-tratos (MOREIRA et al., 2014).

Segundo Bannwart e Brino (2011), há necessidade de formação dos profissionais de saúde sobre como abordar o abuso, bem como avaliar a eficácia desta formação, pois muitos nunca participaram em formação na área da violência contra crianças e crianças não. adolescentes (BARBOSA et al., 2009). SARTI; OHARA, 2009), com abordagem multidisciplinar e existência de protocolos de atuação e diálogo sistemático entre profissionais (SILVA et al., 2012), contribui para a notificação de casos de violência contra crianças e adolescentes.

Geral

Específicos

Desenho e local de estudo

Definição de caso

Variáveis do estudo

Análise dos dados

Além da taxa de incidência, também foi analisada a distribuição do número absoluto e percentual de revisões por ano levando em consideração as variáveis ​​descritas anteriormente no grupo de crianças e adolescentes. A avaliação da integralidade foi realizada ano a ano com base na taxa de preenchimento de cada campo do formulário de notificação, primeiro e depois do formulário como um todo. Os campos preenchidos com condições ignoradas ou vazias determinaram a má qualidade do preenchimento tanto dos campos quanto do formulário.

De acordo com as diretrizes de classificação do SINAN, o preenchimento dos diversos campos e do formulário foi avaliado da seguinte forma: “bom”, quando 75,1% ou mais dos campos e do formulário foram preenchidos;

Questões éticas

Desenho e local do estudo

Participantes do estudo

Coleta e processamento de dados

O instrumento incluiu módulos relacionados a: características sociodemográficas; formação profissional e atuação na ESF; a organização e fluxo do processo de notificação no serviço de saúde do profissional; a identificação e o processo de trabalho para o enfrentamento da violência; experiências anteriores com a rede de segurança; conhecimentos e atitudes do profissional quanto ao manejo e notificação de casos e experiências relacionadas à violência infantil.

Modelo teórico-operacional (Artigo 3)

O primeiro conjunto é composto por fatores relacionados aos trabalhadores da saúde, que incluem características demográficas (FENG; WU, 2005; LUNA; FERREIRA; VIEIRA, 2010), regime de trabalho (LIMA et al., 2011; FREITAS; HABIGZANG, 2013; ALMEIDA et al. .). al., 2016), histórico de violência doméstica (PIRES et al., 2005; LUNA; FERREIRA; .. BRINO, 2011), composição da equipe de saúde da família (NUNES;. Como determinada violência é mais fácil de ser reconhecida por um profissional de saúde que outras, por deixarem rastros mais visíveis e/ou serem mais discutidas durante a formação e/ou no processo de trabalho (violência física), podem ser denunciadas com mais frequência (BARBOSA et al., 2009; FRASER et al., 2010; SOUZA; DECURCIO; VELOSO, 2010; .MOREIRA et al., 2013).Esse modelo orientou as análises e assumiu que a relação entre o conhecimento e o ato de informar pode ocorrer de forma direta (BARBOSA et al., 2009; NUNES; SARTI; OHARA , 2009; LUNA; FERREIRA; VIEIRA, 2010; GARBIN et al., 2011; LIMA et al., 2011; LOBATO; MORAES; NASCIMENTO, 2012; MOREIRA et al., 2013; MOREIRA et al., 2014; PODUŽNICE; SILVA , 2011; ROLIM et al., 2014), pois quanto maior a familiaridade com as situações de violência e suas diversas formas, com a legislação que visa a proteção de crianças e adolescentes e com o processo de monitoramento da violência, maior será a segurança de notificar uma profissional de saúde., ou indiretamente ao compreender que o conhecimento também pode facilitar a identificação de casos (MATTHEWS et al., 2017).

No nível mais próximo da exposição de interesse central, destacamos a abordagem do tema “violência contra crianças e adolescentes” no curso de bacharelado, a participação em treinamentos ou capacitações sobre esse tema e o tempo de trabalho do trabalhador de saúde no o FSE. (LUNA; FERREIRA; VIEIRA, 2010; MOREIRA et al., 2013; ROLIM et al., 2014). O resultado foi considerado como notificação de violência contra crianças e adolescentes no período em que o profissional de saúde trabalhou na ESF (não/sim).

Variáveis do estudo

Utilizamos os 5 itens da subdimensão correspondente ao abuso sexual do Childhood Trauma Questionnaire (QUESI) sobre experiências de violência na infância (até 10 anos) com opções de resposta do tipo Likert: (1) nunca, (2) raramente, ( 3) às vezes, (4) frequentemente, (5) sempre). Consolidação dos níveis de conhecimento sobre manifestações de violência, perfil dos casos e linha de cuidado nos serviços de saúde. Avaliação na soma dos pontos 1 e 2 (questão de escolha múltipla com apenas uma opção correta - Tabela 4 - Artigo 2.º) com os pontos 3 a 6 (com.

Análise dos dados

Para o terceiro artigo, uma vez que os graus de conhecimento das duas dimensões relacionadas com a violência são altamente correlacionados, optou-se por considerá-las separadamente através da construção de dois modelos de análise estatística. A construção de tais modelos baseia-se no modelo teórico apresentado anteriormente e em análises bivariadas entre as variáveis ​​baseadas em cada dimensão e no desfecho (notificação prévia durante o trabalho na ESF – sim/não). Nas análises bivariadas do terceiro artigo, a prevalência do desfecho foi estimada em subgrupos de potenciais variáveis ​​de confusão e exposição.

Esta análise foi seguida de procedimentos de modelagem por meio de regressão logística por se tratar de um desfecho binário (casos notificados de violência contra crianças e adolescentes na ESF – não/sim), levando em consideração as análises bivariadas e o modelo teórico apresentado anteriormente. Inicialmente foram introduzidas as variáveis ​​mais proximais (participou de treinamento ou capacitação; tempo de atuação na ESF; abordagem do tema violência durante a graduação) e depois as mais distais (abuso sexual infantil, sexo, raça e faixa etária) em relação à a exposição central e o resultado de interesse.

Questões éticas

A força de associação entre o desfecho e as variáveis ​​preditoras foi expressa como odds ratio (OR) bruta e ajustada, com intervalo de confiança de 95%. Todas as análises estatísticas foram realizadas no software R (versão 3.5.1) e o pacote survey foi utilizado para abordar a aglomeração pela equipe de saúde da família.

Violência contra crianças e adolescentes em Manaus – AM: estudo

Conhecimento da Equipe Básica de Saúde da Família sobre a notificação de maus tratos contra crianças e adolescentes no município de Pacajus – CE. Este estudo faz parte da pesquisa intitulada: “O processo de notificação de violência contra crianças e adolescentes pelos profissionais de saúde da Estratégia Saúde da Família em Manaus – AM”. Conhecimento da Equipe Básica de Saúde da Família sobre a notificação de maus tratos contra crianças e adolescentes no município de Pacajus – CE.

A sua unidade básica de saúde possui um formulário obrigatório para denúncia de violência interpessoal ou autoprovocada. Os serviços de proteção de crianças e jovens apenas investigam casos de violência notificados por profissionais de saúde.

Figura 1 – Taxas de incidência segundo o tipo de violência em crianças (A) e adolescentes (B), no  município de Manaus, Amazonas, 2009-2016
Figura 1 – Taxas de incidência segundo o tipo de violência em crianças (A) e adolescentes (B), no município de Manaus, Amazonas, 2009-2016

Imagem

Figura  1  –  Diagrama  dos  fatores  facilitadores  e  dificultadores  do  processo  de  notificação  da  violência contra crianças e adolescentes
Figura  2  –  Modelo  teórico  operacional  para  a  investigação  da  associação  dos  graus  de  conhecimento sobre manifestação, perfil de casos, linha de cuidado e vigilância com a notificação  da violência contra crianças e adolescentes
Figura 1 – Taxas de incidência segundo o tipo de violência em crianças (A) e adolescentes (B), no  município de Manaus, Amazonas, 2009-2016
Tabela  1  –  Distribuição  do  número  e  percentual  de  notificações  de  violência  interpessoal/autoprovocada  em  crianças  por  ano  de  notificação,  no  município de Manaus, Amazonas, 2009 – 2016
+7

Referências

Documentos relacionados

LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS AB – Atenção Básica APS – Atenção Primária à Saúde BAI – Inventário de Ansiedade de Beck CAPS – Centros de Atenção Psicossocial CEP – Comitê de Ética em