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UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ - Univali

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Academic year: 2023

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O tema do presente trabalho, requisito para o curso de Direito, é “Modulação dos efeitos das decisões como incentivo à emissão de tributos inconstitucionais”, que visa abordar a tendência moderna da tese sobre a anulação de decisões com base na constitucionalidade. controle e, consequentemente, os fundamentos que o legitimam. Contudo, pode-se observar o processo, reconhecidamente gradual, de modulação dos efeitos das decisões, a declaração da anulação de norma inconstitucional, ou seja, a atribuição de efeitos “ex nunc” à decisão.

A Constituição 13

Essa visão traz a palavra constituição em dois conteúdos semânticos: em termos lógico-jurídicos: constituição como hipotética norma fundamental, com a função de servir de fundamento lógico transcendental; e no direito positivo, norma positiva suprema, direito nacional ao mais alto nível. Pretende-se, portanto, formular uma concepção estrutural da Constituição, que não a considere no seu aspecto normativo como uma norma pura, mas como uma norma na sua ligação com a realidade social, que lhe confere o seu conteúdo factual e o seu significado axiológico.

Controle de Constitucionalidade 15

  • Constituição Republicana de 1.891
  • Constituição de 1.934
  • Constituição Ditatorial de 1.937
  • A Constituinte de 1.946
  • A Constituição de 1.967
  • A Atual Constituição Cidadã

A Constituição de 1946, fruto do movimento de redemocratização e reconstitucionalização criado no país, restaurou o tradicional sistema de fiscalização judicial da constitucionalidade. Por fim, a Constituição da República Federativa do Brasil de 1988 foi marcada pela introdução de diversas novidades no campo da revisão constitucional.

Nulidade ou anulabilidade da norma inconstitucional 24

Portanto, vemos um grande desenvolvimento no controle de constitucionalidade, devido ao advento da Constituição de 1988 e suas emendas Constitucionais, que tratam da mesma matéria. Por fim, ao propor um estudo sobre o controle de constitucionalidade, é importante destacar a questão referente ao alcance do decreto de inconstitucionalidade, no que diz respeito às situações ocorridas sob o manto da norma contrária à Constituição. Apesar dos ensinamentos de Regina Maria Macedo Nery Ferrari e do saudoso mestre Pontes de Miranda35, a tese da anulação da norma inconstitucional não prosperou no sistema normativo brasileiro, que, por influência da direita norte-americana, aceitou a teoria . da nulidade da norma inconstitucional quando for declarada a inconstitucionalidade de lei ou ato normativo.

Segundo Ferreira Filho, “o ato inconstitucional – tradicionalmente ensinado pela doutrina, tanto estrangeira (e.g. Marshall) como nacional (e.g. Rui) – é nulo e sem efeito.

Espécies de controle 26

Quanto à natureza do órgão

Quanto ao momento de exercício do controle

Quanto ao órgão judicial que exerce o controle

Grande parte da doutrina é atribuída à ideia de revisão judicial da constitucionalidade do direito norte-americano, que se consolidou após a decisão da Suprema Corte no caso Marbury v. Também conhecido como repressivo ou “a priori”, o sistema de revisão distribuída permite que qualquer juiz ou tribunal exerça a fiscalização da constitucionalidade. Num sistema concentrado, também denominado abstrato, o controle de constitucionalidade é exercido por um único órgão ou por um número limitado de órgãos criados especificamente para esse fim ou cuja tarefa principal seja esta atividade.

No Brasil, sem mais delongas, a competência para exercer o controle abstrato de constitucionalidade cabe ao Supremo Tribunal Federal (CRFB, art. 103) e. Podem representar a ação direta de inconstitucionalidade e a ação declaratória de constitucionalidade: I - o Presidente da República; II - a Mesa do Senado Federal; III – o Conselho da Câmara dos Deputados; IV - a Assembleia da Assembleia Legislativa ou a Câmara Legislativa do Distrito Federal; V - o Governador do Estado ou do Distrito Federal; VI – o Procurador-Geral da República; VII - o Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil; III – partido político com representação no Congresso Nacional; IX - confederação sindical nacional ou entidade de classe. O tema, tão relevante e inovador no campo jurídico, é delicado, pois envolve a suavização da referência no controle de constitucionalidade – nulidade do ato inconstitucional – e prevê a moderação das consequências da declaração de inconstitucionalidade em cumprimento com a realidade factual.

Direito comparado 35

  • Direito norte-americano
  • Direito austríaco
  • Direito espanhol
  • Direito português
  • Direito alemão
  • Direito brasileiro

A Carta Portuguesa estabelece expressamente a possibilidade de o Tribunal Constitucional manipular os efeitos da declaração de inconstitucionalidade. Este raciocínio torna urgente a conclusão, melhor explorada posteriormente, que coloca a modulação temporal dos efeitos da declaração de inconstitucionalidade entre as competências implícitas do Tribunal Constitucional. Neste ponto, cabe questionar como a segurança jurídica cumpre sua função de requisito para modular os efeitos da declaração de inconstitucionalidade.

Colocar o interesse social excepcional como condição aparentemente suficiente para o controle temporal dos efeitos da declaração de inconstitucionalidade é absolutamente inadequado. Pela modulação temporal dos efeitos da declaração de inconstitucionalidade, a eficácia temporal deste tipo de decisão só é mais flexível. Este trabalho monográfico limitou-se a um estudo da modulação temporal dos efeitos da declaração de inconstitucionalidade pelo Supremo Tribunal Federal.

O art. 27 da Lei 9.868/99 42

Segurança jurídica

Na verdade, a declaração de inconstitucionalidade significa a derrubada da presunção de constitucionalidade da norma submetida à fiscalização e, portanto, a ruína de um Estado razoavelmente criado. Portanto, declarar inconstitucional uma norma significa restaurar a lei que ela revogou, que mais uma vez dá seus efeitos e, assim, resolve a questão. A constitucionalidade do dispositivo infraconstitucional – direito consuetudinário – que autorizou o Supremo Tribunal Federal a limitar efetivamente os efeitos retroativos da decisão de inconstitucionalidade (artigo 27 da Lei 9.868/99) tem sido muito discutida.

A constitucionalidade do artigo 27 da Lei nº é debatida ainda quando se examina sua parte final, que permite ao Supremo Tribunal Federal apurar os efeitos da declaração de inconstitucionalidade após a publicação da decisão. Vale repetir aqui que a limitação temporal dos efeitos de uma eventual declaração de inconstitucionalidade de uma norma tributária seria muito difícil de manter intacta, após exames de necessidade e proporcionalidade. A verificação detalhada, pelo Tribunal Constitucional, dos efeitos da decisão de inconstitucionalidade deve necessariamente passar por três exames relativos a esta agenda interpretativa: idoneidade, necessidade e proporcionalidade em sentido estrito (proibição do excesso).

Modulação no controle difuso 49

Uma questão muito relevante no sistema misto brasileiro diz respeito às repercussões da decisão restritiva do Supremo Tribunal Federal no contexto do controle difuso de constitucionalidade. 27 da Lei 9.868/99 autoriza o Supremo Tribunal Federal, ao apreciar ações diretas de inconstitucionalidade e ações declaratórias de inconstitucionalidade, a modular as consequências das decisões, limitando-se formalmente ao controle concentrado. Na verdade, o Tribunal Constitucional Brasileiro reconheceu acertadamente esta possibilidade, com base no facto de o sistema mais tradicional de controlo difuso de constitucionalidade – o norte-americano – admitir pacificamente a sua aplicação com base no “leading case” Linkletter v.

27 da lei nº. 9.868/99 deverá ser aplicada por analogia aos procedimentos de natureza subjetiva, observadas as limitações impostas pelo dispositivo legal permitido82. Na verdade, as razões que justificam a possibilidade de modulação de efeitos no controle abstrato também estão presentes no controle de incidentes, uma vez que a retroatividade de uma decisão de inconstitucionalidade também pode causar graves consequências, cabendo ao Judiciário a responsabilidade pela menor vítima possível. propriedade de colisão. Assim, não há dúvida de que “a limitação do efeito é uma característica da fiscalização judicial da inconstitucionalidade e pode ser utilizada tanto na fiscalização direta como na fiscalização colateral”83.

A modulação e a repristinação 50

Acreditamos que, ainda que se trate dos efeitos do “ex nunc” na decisão de inconstitucionalidade, o reforço da lei revogada é inquestionável. Porém, esse fenômeno só funciona a partir do momento em que começam os efeitos da decisão. Portanto, caso a norma seja declarada inválida com efeitos a partir da publicação, a lei revogada só voltará a vigorar a partir dessa data.

Pelo que desenvolvemos na manipulação das consequências da decisão de inconstitucionalidade, há de facto uma dissociação entre as duas. Em suma, mesmo nos casos em que o Supremo Tribunal Federal declare a inconstitucionalidade de uma norma e module as consequências da decisão - seja a partir de sua publicação ou de outro momento determinado pelo Tribunal - a validade da legislação revogada será restaurada e retornará ao a regularidade. matérias escolares. Apenas que a renovação terá um termo inicial no momento em que a decisão começar a produzir os seus efeitos regulares, sendo assegurado que a lei revogada não regulará as situações que lhe são apresentadas, as quais continuarão a ser regidas pela lei declarada inconstitucional. à gestão temporal dos efeitos.

A inconstitucionalidade do art. 27 da Lei 9.868/99 51

Por se dedicar a disciplinar a declaração final de inconstitucionalidade – [..] – o dispositivo viola a legislação brasileira e a própria orientação do STF de que ou as normas são constitucionais e eficazes, ou são inconstitucionais e ineficazes. Embora Paulo Roberto Lyrio Pimenta88 seja favorável à manipulação das consequências da declaração de inconstitucionalidade, argumentando que ela está implicitamente autorizada na Constituição Federal, o autor argumenta que o artigo 27 da lei nº. é inconstitucional e, portanto, não merece sê-lo. aplicada para determinar as consequências da declaração de inconstitucionalidade. O estudioso Alexandre de Moraes não aceita a determinação de efeitos futuros, ou seja, em data posterior à decisão de inconstitucionalidade.

Caso o STF decida pela aplicação desta hipótese extraordinária, deverá escolher como prazo inicial para a produção de efeitos, qualquer momento entre a publicação da norma e a publicação oficial da decisão. Portanto, o STF não pode fixar como prazo inicial para a produção de efeitos uma data posterior à publicação da decisão no Diário Oficial, uma vez que a norma inconstitucional não pertence mais ao ordenamento jurídico e não pode continuar a produzir efeitos90. A autora Regina Maria Nery Ferrari92 também nega a constitucionalidade do dispositivo, dizendo que não há como aceitar que uma norma inferior, após declarar sua incompatibilidade com a Constituição, continue existindo e produzindo efeitos.

A modulação como impeditivo à restituição do indébito tributário 55

Neste caso, a declaração de inconstitucionalidade confirma a nulidade do pagamento efetuado pelo contribuinte, o que torna inválida a cobrança do imposto. Contudo, o Ministério da Fazenda Nacional tem postulado cada vez mais o uso da manipulação temporal dos efeitos das declarações de inconstitucionalidade proferidas pelo Supremo Tribunal Federal, o que causa uma real preocupação quanto ao costume, não incomum no Brasil, de a exceção tornar-se como Governante . Isto porque nesta área existem interesses governamentais muito fortes relacionados com o fluxo de receitas da administração tributária, muitas vezes abalados por declarações quotidianas de impostos inconstitucionais.

Isso porque é inegável que existem meios menos severos para mitigar o impacto financeiro decorrente da declaração de inconstitucionalidade de determinado tributo, como otimização do procedimento de fiscalização e arrecadação de impostos ou, ainda, indesejável. aumentando a carga tributária através da imposição de novos impostos ou do aumento dos existentes. Em condições normais, as reservas financeiras do Poder Público não são desestabilizadas nesta medida pela declaração de inconstitucionalidade de um imposto, por mais caro que seja. Por fim, imaginemos, como exemplo, a declaração de inconstitucionalidade de norma que estabelece a obrigatoriedade de apresentação de certidão de regularidade tributária como pré-requisito para participação em processo licitatório (exigência legal).

A aplicação da modulação temporal contra a Fazenda Pública 63

Por fim, cabe considerar um caso especial relacionado à matéria tributária, que tem suscitado muitas discussões sobre diversos aspectos da modulação temporal dos efeitos das decisões do Supremo Tribunal Federal. Comentários sobre os efeitos da decisão adotada no âmbito do controle abstrato da constitucionalidade da regulamentação tributária. Diante dessas circunstâncias, alguns setores e entidades interessadas, como o Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), passaram a defender a modulação temporal dos efeitos de tal decisão, de modo que os contribuintes só deveriam ficar vinculados em relação ao COFINS da decisão do STF, que alterou a jurisprudência.

Portanto, torna-se urgente a conclusão de que a modulação temporária das consequências da decisão de inconstitucionalidade, conforme previstas no pagamento final e simplesmente desconsiderando a possibilidade de tal dívida, torna-se urgente, tendo em vista que muitas delas poderão ter que ser enfrentadas do ponto de vista teórico e em uma arte. Por outro lado, o professor e advogado Luis Roberto Barroso112 apresentou recentemente parecer ao Presidente do Conselho Federal da OAB propondo a limitação temporária das consequências da decisão que altera a jurisprudência consolidada. Por sua vez, a sugestão de manipulação temporária das consequências da decisão proferida pelo STF no caso, em razão do giro jurisprudencial, suscita certa confusão.

A revogação da isenção da Cofins sobre as receitas das sociedades

Referências

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