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UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ – UNIVALI

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Academic year: 2023

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Superintendência de Desenvolvimento da Amazônia – Superintendência de Desenvolvimento Centro-Oeste – Universidade do Estado de Mato Grosso. Dimensão econômica: O desenvolvimento regional será verificado em Mato Grosso com a implementação da ZPE em Cáceres;

POLÍTICA PÚBLICA NO BRASIL

A política governamental visa responder à procura, especialmente dos sectores marginalizados da sociedade, que são considerados vulneráveis. Dada a linearidade das políticas públicas no Brasil, é importante destacar o período entre 1930 e 1945, na chamada “era Vargas”, iniciada após a revolução da década de 1930.

CONDICIONANTES HISTÓRICOS DAS POLÍTICAS DE DESENVOLVIMENTO

Portanto, as implicações e o âmbito do desenvolvimento regional podem variar de acordo com a definição de uma região e como a região e os seus limites são percebidos interna e externamente. É uma tendência que tudo se torne semelhante nos diferentes territórios do mundo (ARAÚJO, 2008).

A QUESTÃO DA CONCENTRAÇÃO E CENTRALIZAÇÃO DAS ATIVIDADES

Para melhor compreender esta unidade, é importante apresentar dois conceitos, o de concentração e centralização do capital que nos parecem fundamentais, pois nos permitem relacioná-los com a dinâmica dos lugares. Nesse processo, vale ressaltar que concentração e centralização do capital são conceitos relacionados à reprodução do capital, referindo-se, portanto, ao processo social.

CENTRALIZAÇÃO E DESCENTRALIZAÇÃO DE ATIVIDADES NO CASO

A forma centralizada do Estado nascente é resultado de dois movimentos simultâneos: por um lado, os principais impostos e fontes de recursos fiscais passaram progressivamente a ser de responsabilidade exclusiva do governo federal (fenômeno da centralização financeira); Por outro lado, e não menos importante, foi o nível federal que lançou uma estratégia bem sucedida de fortalecimento institucional, que envolveu a criação de órgãos administrativos capazes de implementar estratégias de desenvolvimento económico e inovação na formulação de políticas sociais, bem como preparar o formação de burocracias tecnicamente sólidas. Acima de tudo, há razões para realizar uma exploração contextual que elenque as políticas de desenvolvimento regional mais importantes e algumas lacunas existenciais deixadas pela governação do Estado na sua trajetória política.

AS POLÍTICAS DE DESENVOLVIMENTO REGIONAL NO CASO MATO-

É importante ressaltar também que a SUDECO abrange os estados de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás e Distrito Federal. O caso de Mato Grosso revela as contradições em relação ao que preveriam as teorias de mobilização social e de institucionalização política. O espaço deve ser o foco principal das políticas de desenvolvimento regional, pois é a base para o desenvolvimento regional sustentável.

Contudo, esse crescimento econômico na região Centro-Oeste também é de natureza concentrada, mantendo elevados níveis de disparidades territoriais, também presentes no estado de Mato Grosso.

REGIÃO E REGIONALISMO NO BRASIL CONTEMPORÂNEO

A região também é identificada por critérios geográficos, como espaços físicos mais ou menos homogêneos em termos de topografia, clima, etc., definidos por um ponto central comum dentro de um território, como uma cidade ou uma característica geográfica. . É, portanto, um conceito dinâmico cujo conteúdo é instável e mutável, variando de acordo com os resultados do processo político e as tendências dominantes no campo económico. É consensual a ideia de que na medida em que dimensões como a identidade cultural, a coesão política e económica, etc. coincidem no mesmo espaço territorial, dando origem a um grau de procura e de mobilização de interesses regionais impulsionados por Partir da região há o que se chama de “regionalismo”.

O regionalismo pode assim ser visto como actividades num processo de planeamento estatal moderno, como uma forma de democratizar e integrar as actividades governamentais.

DIMENSÃO ECONÔMICA DE MATO GROSSO

  • Diversificação da estrutura produtiva e adensamento das cadeias
  • Mato Grosso e suas relações com o Mercado Externo
  • Dinâmica de Mato Grosso frente ao Mercado Interno
  • Investimentos em infraestrutura econômica e logística

A economia do estado de Mato Grosso está fortemente concentrada na agricultura, que respondeu por 28,9% do PIB em 2008. O estado de Mato Grosso ocupa posição importante no mercado mundial de alimentos e energia (etanol). No mesmo ano, o superávit comercial de Mato Grosso foi de US$ 1,26 bilhão.

O PAC planeja diversos projetos de investimentos em infraestrutura de Mato Grosso para os próximos anos, de acordo com as previsões previstas no programa.

Gráfico 01: Evolução da estrutura de formação do PIB mato-grossense  Fonte: Contas Regionais, IBGE
Gráfico 01: Evolução da estrutura de formação do PIB mato-grossense Fonte: Contas Regionais, IBGE

DIAGNÓSTICO SOCIAL E LOCALIZAÇÃO DE MATO GROSSO

  • Dimensão Social
  • Crescimento regional cumulativo e dinâmica demográfica

É nesse sentido que a Secretaria de Estado do Planejamento de Mato Grosso, responsável pela coordenação do planejamento em nosso estado, tem se dedicado a atender essas demandas, aprimorando cada vez mais seu papel como mediador, coordenador e produtor de informações. No período entre Mato Grosso, houve um crescimento populacional anual de cerca de 5,38%, o que está bem acima da taxa do Brasil, que foi de 1,93%. A partir de 1991, o crescimento populacional começou a desacelerar no estado de Mato Grosso, que continua até hoje, com uma taxa de crescimento anual em torno de 2%.

Pode-se prever um cenário próximo da realidade brasileira para o estado de Mato Grosso, o que acarretará novos desafios por parte do poder público.

Mapa 01: Localização geográfica do Estado de Mato Grosso  Fonte: IBGE, anuário estatístico do Brasil, 2009
Mapa 01: Localização geográfica do Estado de Mato Grosso Fonte: IBGE, anuário estatístico do Brasil, 2009

POLÍTICAS PÚBLICAS E DESENVOLVIMENTO LOCAL EM CÁCERES - MT

Neste processo de modernização económica, as diferenças espaciais são enfatizadas mesmo ao nível das microrregiões. Ressalte-se que, desde a década de 1980, a região Centro-Oeste tem sido alvo de uma nova fase de expansão do desenvolvimento, impulsionada pelo investimento de capitais por meio da modernização da agricultura, especialmente em Mato Grosso, com expansão e modernização ainda maiores. ao norte do país, pela BR-163 e BR-158, com diferentes processos e formas de ocupação do espaço, dependendo das questões ambientais em ambos os espaços. Na tentativa de incluir a cidade de Cáceres nos processos de desenvolvimento de modernização e expansão em vigor em Mato Grosso, estão sendo reavivadas propostas de Zonas de Processamento de Exportação (ZPEs), propostas em governos anteriores e reintroduzidas na situação atual.

Além dessa instalação de ZPEs, os esforços para aproveitar o escoamento dos grãos produzidos em Mato Grosso pela Hidrovia Paraná-Paraguai são paralelos, em processo de discussão, mas sujeitos a embargo do Ministério Público Federal devido a preocupações ambientais quanto ao aproveitamento do rio Paraguai e dos impactos ambientais nos ecossistemas do Pantanal mato-grossense.

OS LIMITES E AS POSSIBILIDADES DE UMA POLÍTICA PÚBLICA

É clara a necessidade de uma reinvenção da gestão pública, onde características como a visão de longo prazo, a coordenação com os diferentes atores sociais e territoriais, a introdução de uma cultura de cooperação e de inovação tecnológica se tornam salientes e necessárias. Neste contexto, é importante discutir a dimensão política do desenvolvimento regional, ou seja, a questão do poder político. Nesse sentido, uma das condições é a reinvenção da gestão pública para incorporar uma concepção abrangente de inovação tecnológica como um processo de mudança social, institucional e cultural, em que a conexão entre diferentes atores sociais territoriais substitua o planejamento centralizado.

Por outro lado, a promoção de iniciativas locais a favor do desenvolvimento por parte do poder público não consiste em colocar os atores sociais sob a sua orientação, mas, pelo contrário, em ajudar a construir mercados para negócios estratégicos e serviços tecnológicos para a produção, para acabar com a produção local sistemas acessíveis através do fortalecimento de áreas.

ZPE - ZONA DE PROCESSAMENTO DE EXPORTAÇÃO

Atualmente, há quase um consenso entre os políticos quanto à importância estratégica da ZPE para o Brasil. Administrativamente, o programa ZPE faz parte da estrutura do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, cabendo ao Conselho Nacional das Zonas de Processamento de Exportação (CZPE) aprovar a criação da ZPE, permitindo a instalação de projetos industriais na ZPE. e regulamentar diversos aspectos relacionados ao funcionamento do programa. O desconhecimento dessas diferenças e a consequente associação da ZPE com a ZFM dificultaram a correta compreensão do programa (ABRAZPE, 2011).

O programa ZPE é administrado pelo Conselho Nacional das Zonas de Processamento de Exportação (CZPE), composto pelos ministros do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (como seu presidente), Finanças, Integração Nacional, Meio Ambiente, Planejamento e Habitação Civil. .

Figura 01: Evolução histórica das ZPEs no Mundo  Fonte: ABRAZPE, 2011.
Figura 01: Evolução histórica das ZPEs no Mundo Fonte: ABRAZPE, 2011.

PASSOS PARA IMPLANTAÇÃO DE UMA ZPE

A avaliação dos projetos de instalação de empresas na ZPE será realizada de acordo com a ordem protocolar na CZPE. A instalação de empresa em ZPE será realizada mediante apresentação de projeto, sujeito à aprovação do CZPE. Devido à sua natureza exportadora, as pessoas jurídicas localizadas na ZPE devem auferir e manter, por ano civil, uma receita bruta proveniente das exportações para o exterior de pelo menos 80% (oitenta por cento) da sua receita bruta total proveniente das vendas de bens e serviços.

A empresa localizada em ZPE não poderá constituir filial ou participar de outra pessoa jurídica fora da ZPE, mesmo para se beneficiar de incentivos legais fiscais.

AGENTES ECONÔMICOS LOCAIS

A escolha do município de Cáceres para implantação da ZPE no estado de Mato Grosso é resultado natural de fatores históricos, geográficos e econômicos ligados ao município. Cáceres - MT, centro urbano fluvial mais antigo da região do Alto Paraguai, tem raízes comerciais e políticas em sua história, tendo ali sido instalada uma das mais antigas casas comerciais do estado, fruto da navegação fluvial no Rio Paraguai ( AZPEC S.A., 1995). Numa perspectiva mais ampla, o estado de Mato Grosso, que fica na região central do continente, enfrenta atualmente grandes desafios no escoamento de seus produtos de exportação.

A proximidade e ligação rodoviária com a Bolívia coloca Cáceres como porta de entrada para futuras ligações com o Oceano Pacífico e o escoamento de produtos do Mato Grosso para os países asiáticos;

Figura 04: Imagens de Cáceres - MT
Figura 04: Imagens de Cáceres - MT

OS LIMITES E POSSIBILIDADES DA IMPLANTAÇÃO DA ZPE EM

Algumas ligações regionais/locais atingiram proporções significativas nos últimos anos em relação às reais possibilidades de implementação da ZPE no município de Cáceres. 2º - A instalação e gestão da ZPE Mato Grosso são de responsabilidade de empresa fundada em junho de 1992, a Administradora da Zona de Processamento de Exportação de Cáceres S.A. AZPEC), que desde então tem procurado realizar todas as tarefas necessárias ao seu bom funcionamento. 10 – A área de implantação da ZPE é de domínio do Estado de Mato Grosso, ou seja, é uma área pública com finalidade específica: implantação de um distrito industrial sob responsabilidade da Secretaria da Indústria, Comércio, Minas e Energia do Estado de Mato Grosso Mato Grosso (SICME), e para o qual o governo do estado recebeu autorização da Assembleia Legislativa para distribuir os 240 hectares necessários à implantação da ZPE Mato Grosso em Cáceres.

15 - O prazo legal para início das obras físicas de construção da ZPE é 30 de Junho de 2010, a responsabilidade é solidária, cabendo à AZPEC S.A.

Figura 05: Delimitação da área destinada para implantação da ZPE em Cáceres  Fonte: AZPEC
Figura 05: Delimitação da área destinada para implantação da ZPE em Cáceres Fonte: AZPEC

IMPLICAÇÕES PARA IMPLANTAÇÃO EM CÁCERES

As ZPEs poderão contribuir significativamente para o desenvolvimento tecnológico nacional, mas as medidas governamentais responsáveis ​​pelas questões tecnológicas também precisarão ser funcionais; (iii) A ZPE representará um bom desempenho e não uma estratégia de desenvolvimento a longo prazo. É claro que, no contexto dos processos de globalização e descentralização, o Estado tem cada vez mais um papel importante a desempenhar para que os desequilíbrios regionais não continuem a ser uma característica do actual modelo de desenvolvimento. No seu papel de alocador de recursos, deverá antes ser promotor e articulador, em conjunto com a sociedade, de novas dinâmicas de desenvolvimento regional, através do fortalecimento da rede de cidades.

Concluindo, este estudo contribui para a reflexão sobre o tema da ZPE como mecanismo de política pública de desenvolvimento regional, criado com o objetivo de reduzir a desigualdade entre regiões.

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Tabela 01: Exportações em ZPEs de países em desenvolvimento
Gráfico 01: Evolução da estrutura de formação do PIB mato-grossense  Fonte: Contas Regionais, IBGE
Tabela 02: Investimentos Previstos para Mato Grosso
Gráfico 02: Participação dos produtos nas exportações de Mato Grosso em 2009  Fonte: Ministério de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior
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Referências

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