Esta pesquisa qualitativa, de natureza descritiva e exploratória, representa um estudo de caso único cujo objetivo geral foi analisar as condições de acessibilidade para pedestres com necessidades especiais na região central de Balneário Camboriú (SC). O objetivo geral que se propôs para a realização desta pesquisa foi analisar as condições de acessibilidade para pedestres com deficiência no desenvolvimento físico, mental e sensorial na área.
Metodologia aplicada
Natureza da pesquisa
Optou-se então por um estudo de caso único e não múltiplo, pois o objeto de pesquisa constitui apenas uma unidade de análise descrita e interpretada considerando o contexto que o cerca. Dentre os tipos de estudos de caso apresentados por Triviños (1987), optou-se pela análise situacional, que se refere a eventos específicos ocorridos em um determinado objeto de estudo.
Procedimentos metodológicos
Posteriormente, as caminhadas guiadas foram realizadas individualmente, para coleta de dados sobre as situações espaciais vivenciadas pelos participantes da pesquisa, mas sem qualquer intervenção da pesquisadora nos momentos em que houve dificuldades. Enquanto as entrevistas serviram para coletar dados verbais, a observação serviu para coletar dados não-verbais, pois era necessário levar em conta o contexto em que os depoimentos foram produzidos e a interação que existia entre o pesquisador e os pesquisados.
Organização e análise dos dados
As afirmações relevantes são aquelas onde os entrevistados demonstraram maior conhecimento da causa, significativo acúmulo de experiência, capacidade de reflexão e opinião crítica sobre seu estado de mobilidade e acessibilidade no trânsito como pedestre. Ambos permitem o exercício da cidadania na medida em que fazem uso justo dos espaços públicos.
Discussões teóricas
- Cidade, espaço público e cidadania
- Espaço turístico urbano
- Turismo inclusivo e acessibilidade
- Sistema turístico
Centros turísticos de escala: são locais intermediários onde os turistas conectam a região de origem e a região de destino devido à longa distância da rota de trânsito. Portanto, as pessoas com deficiência não poderiam participar de atividades turísticas e/ou recreativas mesmo que quisessem. Acessibilidade arquitetônica: é aquela onde não existem barreiras ambientais físicas nos espaços públicos e privados de uma cidade;
Acessibilidade comunicativa: é aquela em que não existem barreiras na comunicação entre as pessoas, na comunicação escrita e na comunicação virtual; O modelo de Leiper mostra assim que os elementos que compõem o sistema turístico básico mantêm uma relação funcional e espacial, graças às finalidades estabelecidas e aos espaços em que todos estão inseridos.
Ambientes naturais e construídos
Para caracterizar a cidade de Balneário Camboriú sob uma perspectiva sistêmica, considerou-se que o sistema de linhas fixas e fluxos postulado por Santos (1999, p. 50) expressava uma determinada realidade geográfica. A partir desses conceitos, fica claro que o sistema fixo é composto pelo ambiente natural e construído, e o sistema de fluxo é composto pela dinâmica socioeconômica, o que é ilustrado a seguir com o exemplo de Balneário Camboriú. Além das nove praias, a Ilha das Cabras e o Morro do Careca são importantes elementos naturais de Balneário Camboriú.
O sistema de circulação de Balneário Camboriú é composto por três vias de acesso: terrestre, via BR-101, uma estrada artificial, totalmente construída por. O encontro acontece todos os dias no centro de Balneário Camboriú e três vezes por semana nos demais bairros.
Dinâmicas sócio-econômicas
Por fim, o sistema energético de Balneário Camboriú é de responsabilidade da CELESC (2008), que fornece energia elétrica a 64.389 unidades consumidoras, o que corresponde a 3% de todo o estado de Santa Catarina. Para atender os alunos, em Balneário Camboriú existem 16 pré-escolas, 31 escolas de ensino fundamental, 12 escolas de ensino médio e duas escolas de ensino superior. Nesse sentido, fica claro que o turismo praticado em Balneário Camboriú é principalmente limítrofe: é um centro residencial em que o sol, a praia e o mar são os únicos atrativos e os turistas - beneficiados pela proximidade geográfica - se hospedam. por seis a dez dias à noite.
Para o setor secundário, as indústrias instaladas em Balneário Camboriú são de transformação (489 unidades) e extração (03 unidades). Segundo o IBGE (2006), considerando os três setores da economia, a estrutura empresarial de Balneário Camboriú é composta por 9.046 unidades de trabalho, gerando emprego para mais de 38 mil pessoas.
Evolução histórica
A competição entre a região da Barra Sul e Vila dos Garcia foi estimulada pelas condições favoráveis de uso da terra para a agricultura, pecuária e extração mineral nesta última. Porém, a sede permaneceu na zona da Barra Sul até fevereiro de 1890, quando o governador Lauro Müller ordenou a transferência da sede municipal para Vila dos Garcia. Além disso, o crescimento da cidade estendeu-se para além da BR-101, com a criação de novos bairros onde vive a população com menor poder aquisitivo.
Os demais grupos de pescadores estão localizados no Bairro da Barra que, segundo Santos Jr. 2000), é um setor da cidade que ainda se preserva por três fatores: 1. longo período de esquecimento político-administrativo - a partir de 1890, quando a sede do recém-criado município de Camboriú da Barra foi transferida para Vila dos Garcia é; Com isso, o bairro da Barra fica ameaçado porque, com a facilidade de acesso à praia central, ao norte, e às praias agrestes, ao sul, de Balneário Camboriú, despertou-se o interesse turístico no local.
Estrutura de circulação
- Avenida Atlântica e Avenida Brasil
- Terceira Avenida e Quarta Avenida
- Quinta Avenida
- Avenida do Estado
- Avenida Central
- Avenida Alvin Bauer
Pois bem, estas estradas estão interligadas por estradas locais e colectivas, conduzindo à Avenida Atlântica, que revela um traçado urbano em forma de “rede” de espaços públicos devido à efectiva apropriação quotidiana da cidade pela população residente e também pelos turistas . Há uma efetiva apropriação dos espaços públicos nesta parte da cidade devido ao movimento e concentração de pessoas e automóveis. A Terceira e Quarta Avenidas são paralelas às Avenidas Brasil e Atlântica e caracterizam-se como as vias mais recentes da cidade.
A movimentação nesta parte da cidade ocorre em horário comercial em torno do comércio com bens e serviços de maior porte, como: móveis e decorações, materiais de construção e veículos automotores. Porém, esta é uma parte da cidade desconhecida dos turistas pela falta de atrativos turísticos, além da distância do mar.
Meios de circulação
- Transporte público coletivo
- Transporte público exclusivo
- Transporte turístico
- Transporte privado
14 Balneário Camboriú, Camboriú (Areias, Rio Pequeno, Santa Regina, CTG, Barranco, Japão e Monte Alegre), Itapema, Porto Belo, Bombinhas, Canto Grande, Tijucas e Armação da Piedade. O transporte alugado é fornecido aos funcionários, também moradores de Balneário Camboriú, por empresas públicas e privadas localizadas no Vale do Itajaí, que contratam o serviço de transporte para locadoras de veículos. Vale destacar que, em Balneário Camboriú, não existem terminais urbanos para embarque e desembarque de passageiros em ônibus municipais.
Existe apenas o terminal rodoviário de Balneário Camboriú, localizado na Avenida Santa Catarina, que tem ligação com transporte público (municipal e intermunicipal) e pontos exclusivos (táxis). Além dos já mencionados teleféricos como meio de transporte turístico de uso coletivo, existem também ônibus de excursão de uso exclusivo (Figura 12).
Circulação de pedestres
Indicadores de qualidade para caminhadas
Para compreender as condições de trânsito e transporte nas cidades brasileiras, a ANTP (1999) formulou um conjunto de indicadores de qualidade e eficiência para atribuir-lhes diferentes papéis no trânsito, tais como: pedestre, ciclista e motorista, levando em consideração que cada um deles possui necessidades específicas e interesses. devido à condição de pessoas ativas no trânsito. Neste estudo foram considerados apenas indicadores relacionados à acessibilidade de pedestres, o que facilitou a descrição das condições de trânsito na região central de Balneário Camboriú. Se estes estiverem disponíveis, o percurso é coerente, o tempo de caminhada é otimizado e a utilização dos espaços públicos a pé pode ser ampliada.
Caso contrário, pode-se dizer que o espaço público passa a ser de uso limitado aos pedestres, principalmente aos portadores de deficiência, pois quanto mais barreiras houver em uma calçada, maior será o tempo, menos adequado será o espaço devido ao percurso desarticulado que às vezes é interrompido para se desviar da rota. A sinalização vertical pode ser: alerta, para alertar os pedestres sobre uma situação de risco; serviço, para indicar onde atravessar com segurança; e educativo, para informar sobre como atravessar com segurança.
Área de estudo
Passeios acompanhados
Pessoas com deficiência física
Todo o percurso foi realizado em faixas de rodagem, pois a maioria das ligações pavimentadas possui degraus, poços, desníveis e/ou declives acentuados. Portanto, tanto as rampas de acesso quanto as calçadas revelam-se inúteis para Marcel, que ficou incapacitado em um acidente de trânsito. O motivo: em ambos os lados da avenida existem rampas de acesso às calçadas, interligadas por cintos de segurança, mas no centro há degraus e calhas que impedem que pessoas em cadeiras de rodas passem para o outro lado da via. .
Nas ruas do Bairro das Nações, o percurso foi feito em faixas automóveis porque existem barreiras físicas nos passeios que inutilizam a função de rampas de acesso. Segundo ela, muitas vezes as rampas de acesso às calçadas são construídas sem consulta às instituições que representam as pessoas com deficiência.
Pessoas com deficiência mental
Em estudo realizado na Universidade de Caxias do Sul, no Rio Grande do Sul, Goulart (2007) afirma que atletas com deficiência física entendem que viajar é fundamental para a qualidade de vida e inclusão social, mas muitos deles reclamam das barreiras problemas arquitetônicos, principalmente em banheiros de hotéis e meios de transporte, que normalmente não são adaptados. A EMBRATUR publicou em 1999 o Manual de Hospedagem e Acessibilidade de Pessoas com Deficiência aos Empreendimentos e Equipamentos Turísticos, baseado nas normas estabelecidas pela ABNT quanto ao acesso a espaços e meios de transporte público-privados; utilização de elevadores e saídas de emergência; e a correta posição do mobiliário e equipamentos urbanos. 5.296/2004, que trata a acessibilidade como condição sine qua non para a inclusão social de pessoas com deficiência e mobilidade reduzida.
Quando a família chegou à cidade, vinda de São Bernardo do Campo (SP), seus pais ficaram com medo de que ele se perdesse, então lhe ensinaram: quais são as ruas mais movimentadas e menos movimentadas, como atravessá-las, qual o significado de as cores dos semáforos e onde entrar e sair do transporte público – que é gratuito para pessoas com deficiência que possuam carteira de identidade específica. Além disso, ela está acostumada a utilizar o transporte público urbano para se deslocar a outros pontos da cidade.
Pessoas com deficiência sensorial
O passeio, acompanhado por Alfredo e intérprete de Libras, foi realizado no dia 1º de maio de 2010, às 16h, tendo a residência do entrevistado como região de origem e a Praça Almirante Tamandaré, na Praia Central de Balneário Camboriú, como região de destino. A viagem acompanhada de Paula foi realizada no dia 19 de abril de 2010, às 13h, tendo como região de origem uma das residências do interlocutor e como região de destino a Praça Almirante Tamandaré, na Praia Central de Balneário Camboriú. Devido à alta densidade demográfica (1.279 hab/km2) aliada à intensa prática do turismo de massa, percebe-se que a cidade de Balneário Camboriú vive uma crise como espaço público.
Balneário Camboriú não deve ser conquistada por pedestres portadores de necessidades especiais, ao mesmo tempo em que exige que pensem constantemente em “onde”, “como” e “quando”. Isso elimina a barreira instrumental observada nas viagens acompanhadas de pessoas com deficiência física, que ficam excluídas do lazer na praia central de Balneário Camboriú. Por ser um dos destinos que promovem o desenvolvimento do turismo no estado de Santa Catarina, é inaceitável que Balneário Camboriú seja uma cidade de integração.
A preservação do núcleo histórico do Sítio da Barra no contexto da urbanização de Balneário Camboriú (SC).