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universidade do vale do itajai – univali

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Academic year: 2023

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Essa lei introduziu o artigo 217-A no Código Penal Brasileiro (surpreendentemente sem a existência do artigo 217), que criminaliza expressamente o estupro de pessoa vulnerável. Por ser adolescente, o que seria crime para um adulto, à luz do ECA – Estatuto da Criança e do Adolescente – passaria por abuso de pessoa vulnerável quando o suposto autor também fosse menor de 14 anos.

História e conceito das políticas públicas: breve relato

Em outras palavras, a razão para estabelecer uma política pública é o tratamento ou a solução de um problema entendido como coletivamente relevante (SECCHI, 2012). Um estudo de políticas públicas não dispensa o estudo de um problema entendido como coletivamente relevante (SECCHI, 2012).

Ciclo das políticas públicas

Avaliação é a fase do ciclo da política pública em que são verificados o processo de implementação e o sucesso da política pública, a fim de melhor compreender o estado da política e o grau de redução do problema que ela causou. Vale ressaltar que nem sempre as políticas públicas seguem a dinâmica acima, pois as fases geralmente são mistas e sequenciadas.

Adolescência

A necessidade deles vai além: o adolescente deve conhecer plenamente a sexualidade, como ela se manifesta, o que precede todas essas práticas e métodos. No caso da adolescência, COSTA (2012) defende que as experiências desta fase da vida, se vivenciadas precocemente, são fontes de diferenciação entre os diferentes adolescentes contemporâneos.

Compreendendo a sexualidade na adolescência

É então no quadro da cultura e da história que as identidades sociais são definidas (todas e não apenas as identidades sexuais e de género, mas também as identidades de raça, nacionalidade, classe, etc.). Embora se possa reconhecer que os grupos são uma necessidade na vida dos adolescentes, é preciso ter cuidado com os grupos em que eles acabam ingressando. Os grupos variam entre si em termos das suas atividades, dos seus objetivos, das suas culturas, das suas classes sociais, da sua composição.

Políticas públicas para adolescentes

No que diz respeito à prevenção geral, “é dever de todos prevenir a ocorrência de ameaças ou violações dos direitos das crianças e adolescentes” (art. 70). Quanto à prevenção especial, temos sob responsabilidade do poder público a regulamentação da informação, cultura, lazer, esporte, entretenimento e espetáculos (art. 74). Contudo, é preciso dizer que nem todos os grupos, assim como as famílias, estão suficientemente preparados para dirimir dúvidas.

ECA e o princípio da dignidade da pessoa humana – breves análises

Traz consigo as esperanças da comunidade internacional numa realidade que disponha de instrumentos capazes não só de promover, mas essencialmente de garantir os direitos das crianças e dos jovens, ancorando assim a doutrina da protecção integral. O Estatuto da Criança e do Jovem ajudou a inaugurar entre nós uma nova forma de exercício da cidadania: a participação comunitária em ações que antes eram privadas dos líderes políticos. Segundo LIBERATI (2003), as crianças e os jovens são assim considerados pela Constituição Federal e pelo Estatuto da Criança e do Adolescente como uma nova categoria de sujeitos de direitos cujas características residem na sua condição especial de seres humanos em desenvolvimento.

Características do ECA – Estatuto da Criança e do Adolescente

O direito juvenil também está relacionado com o direito administrativo, uma vez que os serviços de observação e reeducação estão sujeitos às regras do direito administrativo. Em torno destes princípios, que constituem a base da autonomia jurídica da nova lei, agrupam-se e reúnem-se as normas provenientes do direito penal, do direito judicial, do direito administrativo, do direito constitucional, do direito civil e do direito do trabalho, etc., para formar o sistema autónomo. criança e a Lei da Juventude. Da autonomia do direito juvenil, que advém das peculiaridades da sua matéria, surge a consequente autonomia didática desta nova disciplina jurídica.

Princípios norteadores do direito da criança e do adolescente

Segundo Amim (2013), no campo dos direitos da criança, tanto os princípios quanto as normas implementam a doutrina da proteção integral, que é considerada o espelho da dignidade humana para crianças e adolescentes. O autor aprende que existem três princípios gerais e norteadores de todo o ECA, a saber: 1) princípio da prioridade absoluta; 2) princípio dos melhores interesses; 3) princípio do município. Em outras palavras, toda e qualquer decisão que priorize a ampla proteção de direitos obedecerá ao princípio do melhor interesse. A implementação das medidas socioeducativas, da inteira responsabilidade do Estado, foi parcialmente delegada ao Município, numa clara aplicação do princípio da municipalidade.

Dignidade da pessoa humana adolescente

Os direitos humanos também são históricos e emergem gradualmente das lutas que o homem lidera pela sua própria emancipação e das transformações nas condições de vida que essas lutas provocam. Sabemos hoje que os chamados direitos humanos também não são um produto da natureza, mas da civilização humana; Tal como aconteceu com os direitos humanos, representados na Declaração Universal dos Direitos Humanos, aconteceu com os direitos das crianças a partir do momento em que a sociedade percebeu a necessidade de uma consolidação de regras e/ou leis que abrangessem todas as crianças e jovens, como dizia o antigo Código Menor. era. não suficiente.

A doutrina da proteção integral

Assim, pode-se compreender que a doutrina da proteção integral é formada por um conjunto de enunciados lógicos, que expressam um valor ético maior, organizados por meio de normas interdependentes que reconhecem crianças e adolescentes como sujeitos de direito. Deve-se ressaltar também que a expressão “Doutrina de Proteção Integral dos Direitos da Criança” refere-se a um conjunto de instrumentos jurídicos de caráter internacional, que representam um salto qualitativo e fundamental na consideração social da infância. Vale ressaltar que a ideologia da proteção integral – fundamento do Estatuto da Criança e do Adolescente – baseia-se no princípio de que todas as crianças e adolescentes, indistintamente, gozam dos mesmos direitos e estão sujeitos a obrigações que correspondam às condições especiais de desenvolvimento. pessoa.

Crime/delito: breves considerações

Do ponto de vista formal, crime seria qualquer comportamento que viole, contrarie diretamente a legislação penal adotada pelo Estado. Dado o seu aspecto material, definimos crime como comportamento que viola os direitos legais mais importantes. Quando o comportamento humano (comportamento) se adapta ao modelo jurídico, que contém o direito penal (crime), em todos os seus elementos, ocorre o evento típico (SILVA, 1999).

Ato infracional

O limite fixado pelo novo Código Civil para a maioridade tem suscitado polémica sobre a revogação das normas do ECA que regulam a possibilidade de aplicação e cumprimento de medidas socioeducativas até aos 21 anos inclusive (art. 5.º do do Código Civil e 121, § 5º do ECA). Ausência de constrangimento ilegal em decorrência da manutenção da medida socioeducativa imposta ao infrator que atingiu 18 anos de idade. Portanto, a nova disposição do Código Civil, quanto à maioridade, não desvirtuou a previsão do Estatuto da Criança e do Adolescente que autoriza a observância de medidas socioeducativas após os 18 anos, ex vi do art.

Ato infracional praticado por criança

Contudo, o Conselho Tutelar não tem competência funcional para conduzir investigações para esclarecer o autor da infração. 8.069/90 – que a “investigação” da prática do delito imputado a criança caberia ao Conselho Tutelar, tanto mais que não previa qualquer procedimento para esse fim (o procedimento previsto nos artigos 171 a 190 da Lei nº 8.069/90 aplica-se apenas aos adolescentes), nem tais “atividades de pesquisa” constavam do rol de atribuições deste órgão. Essa afirmação se aplica mesmo quando uma criança acusada de cometer um crime for pega em flagrante, pois ainda não será possível estabelecer antecipadamente a coautoria ou participação dos responsáveis ​​(ou adolescentes) no evento a ser encerrado. a responsabilidade da polícia em investigar (DIGIÁCOMO, 2005).

Medidas de proteção e medidas específicas de proteção

Serão implementadas medidas de proteção à criança e ao adolescente sempre que os direitos reconhecidos nesta lei forem ameaçados ou violados: I - por ação ou omissão da sociedade ou do Estado; II – por ausência, omissão ou abuso dos pais ou responsáveis; e III – pelo seu comportamento. É claro que a consagração, pelo ordenamento jurídico nacional, dos direitos fundamentais das crianças e dos adolescentes de pouco valor teria pouco valor sem o estabelecimento de mecanismos capazes de protegê-los, os quais, claro, incluem salvaguardas. É importante lembrar que “proximidade, no entanto, não significa impunidade, pois o Estatuto define medidas de responsabilização de acordo com a situação particular de uma pessoa em desenvolvimento.

As medidas sócio-educativas

Após identificar as situações em que a necessidade de aplicação de medidas de proteção é absolutamente necessária no Estatuto da Criança e do Adolescente, passou-se a traçar regras especiais, inclusive indicando algumas medidas de proteção específicas, para orientar a atuação da autoridade competente quando houver suspeita de uma ameaça ou violação de direitos (TAVARES, 2013). As medidas socioeducativas podem ser aplicadas isoladamente ou cumulativamente, juntamente com as medidas protetivas quando não atingirem o caráter de ressocialização previsto nos arts. As medidas socioeducativas não têm apenas caráter coercitivo, mas também sancionatórias, pois o infrator violou a regra de convivência dirigida a todos por suas ações ou omissões.

Evolução dos discursos sexuais

É neste meio carregado de misticismo e de uma certa arrogância da Igreja que se dita a moral sexual oficial - e não usamos a expressão no sentido figurado, mas no verdadeiro sentido semântico, já que as autoridades religiosas declaram domingos e dias. consagrado, à porta da igreja, esse comportamento considerado herético deverá ser comunicado ao Santo Ofício. Contudo, o sexo não estava sujeito apenas aos mecanismos de controlo exercidos pela Igreja Católica: a discursividade do poder desenvolveu naturalmente outros casos na sociedade ocidental moderna, permitindo-nos afirmar, com Foucault, a existência generalizada de métodos de controlo da actividade sexual e dos protagonistas. do poder (GUIMARÃES, 2009). Se durante o período de grande intervenção da Igreja Católica, principalmente após a contrarreforma, o sistema de controle das atividades sexuais funcionou através da extorsão da confissão e da denúncia, dando prioridade à palavra como instrumento de exercício do poder, os sistemas que o seguiram desenvolveram técnicas de nuvem.

Crimes sexuais à luz da Lei 12.015/2009

O referido autor explica ainda que em relação ao “estupro, continuam a ser aplicados os conceitos anteriores à Lei nº 12.015/09 sobre a proteção da liberdade sexual”, sendo modificada apenas a extensão da proteção penal a ambos os sexos. Portanto, de forma formalmente objetiva, o intérprete deve julgar se o agressor forçou alguém a ter relações carnais com violência ou ameaça grave, ou se praticou ou permitiu outro ato libidinoso com ele. Obrigar alguém, por meio de violência ou ameaça grave, a manter relações físicas ou a praticar ou permitir com ele outro ato libidinoso: (Texto da Lei nº 12.015, de 2009).

Estupro de vulnerável

Exceção de Romeu e Julieta

É necessária uma breve análise da sexualidade adolescente para compreender esta situação, em que ambos os autores do estupro, tipificado no artigo 217-A do Código Penal, são menores de 14 anos. A exceção Romeu e Julieta', quando dois adolescentes, ambos com menos de quatorze anos e com diferença de idade não superior a cinco anos, praticam e consentem relações sexuais, não há necessidade de falar em crime e muito menos em estupro de pessoa vulnerável. . Para poder falar de políticas públicas para os jovens é necessário introduzir o conceito de políticas públicas.

A análise de políticas públicas inclui a identificação do problema e também através de quais canais uma solução deve ser buscada. A puberdade é um período anterior à adolescência, mas de grandes mudanças, principalmente no que diz respeito às mudanças físicas. É verdade que a igualdade preconizada pelo texto constitucional significa igualdade de tratamento entre iguais e desiguais na medida em que são desiguais.

Os riscos sociais ou familiares que crianças e adolescentes enfrentam são problemas causados ​​pelo ambiente em que vivem.

Conscientização e esclarecimentos nas redes de ensino

Assim, independentemente do objeto desta pesquisa, fica clara a necessidade de um programa de educação em sexualidade, tanto em Araquari e Itajaí, como em todas as outras cidades. Ao final do curso, os alunos assistem à cerimônia de formatura e recebem certificado de participação. Para efeito deste trabalho, foi necessário considerar também o tema da Dignidade da Pessoa Humana, bem como da Dignidade da Pessoa Humana Adolescente.

Referências

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