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Leishmaniose tegumentar americana na Ilha Grande, Rio de Janeiro: II. prevalência da infecção humana determinada pela intradermorreação de Montenegro.

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Academic year: 2017

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LEISHMANIOSE TEGUMENT AR AMERICAN A NA ILHA GRANDE,

RIO DE JANEIRO. II. PREVALÊNCIA DA INFECÇÃO HUMANA

DET ERMINADA PELA INT RADÈRMORREAÇÃO DE MONT ENEGRO*

Ne l so n A . d e Ar a ú j o F i l h o * * e J. Ro d r i gu e s C o u r a * * *

Em in q u é r it o p e la in t r a d e r m o r r e a çã o d e M o n t e n e g r o , r e a liz a d o em 4 0 2 pessoas d a p o p u la çã o da Pr a ia V er m e lh a , I lh a Gr a n d e , m u n i c íp i o d e A n g r a d o s Re is, R J, o s a u t o r e s o b se r v a r am u m a p r e v a lê n ­ cia d e 11, 94 % d e p o sit iv id a d e ; n So o co r r e r a m d if e r e n ça s e st a t ist ica m e n t e sig n if ica t iv a s en t r e sex o e f a ix a s et ár ias. Esse I n q u é r it o a i n d a r e v e lo u q u e o r isco em a d q u i r i r a in f e c çã o é d e 3 vezes m a i o r n a p o p u la çã o m a scu lin a q u e t r a b a lh a n a ár ea d u r a n t e t o d o o a n o , q u a n d o co m p a r a d a à p o p u la çã o d e p e sca d o r es q u e se a u sen t a d a ár ea p o r lo n g o s p e r ío d o s ; t a m b ém r e v e lo u u m r isco 8 vezes m a i o r n o s m o r a d o r e s d o s d o m i c íl i o s o n d e o c o r r e u u m caso h u m a n o d a d o en ça .

I N T RO D U Ç Ã O

Foi realizada um a invest igação epi dem i ol ó- gica sobre Leishm ani ose Tegum ent ar Am e r i ca­ na ( L T A ) na l ocal idade de Praia Verm el ha, Il ha Grande, m u n i c f p i o de An gr a d os Rei s, RJ (Ar aú j o Fi l h o & col s3 , Ar aú j o Fi l h o & Co u r a2 ). Um t r abal ho inicial per m it i u regist rar m ai s um n ovo f oco da p r ot ozoose no Est ado d o Ri o de Janeiro. Em cont i nui d ad e às ob ser ­ vações sobre L T A , naquel a l ocal idade, real i­ zou-se, em segunda f ase, n o ano de 1976, um

i nq uér it o at ravés da reação int radérm ica de Mon t e n egr o a f im de se avaliar a preval ência da inf ecção l eishm ani ót i ca na pop ul ação da área, o que cor r espondeu a um d os obj et i vos dest e t rabal ho.

M ET O D O L O G I A

A área de est ud o f ica l ocal izada a nor oest e da Il ha Grande, m u n i c f p i o de A n g n d o s Reis, Est ad o d o Ri o de Janeiro. Os d ad os sobre a

p op ul ação e caract eríst i cas geográf icas da área est ão descr i t os em t rabal ho ant eri or (Ar aúj o

Filho1).

Est ud ou-se a preval ência at ravés da Int ra- der m orr eação de Mont enegr o ( IRM ) . Durant e o i nq uér i t o f oi ut i l izada um a f icha individual cont end o os caract eres epi d em i ol ógicos das pessoas est udadas. No m om ent o da ent revist a real izou-se a I R M d os i n d i víd u os, send o e x ­ c l u íd o s d o est udo os m enor es de 2 anos.

0 ant ígeno ut i l i zado para a I R M f oi o d o In st i t u t o de Ciências Bi ol ógicas da Uni ver si d a­ de Federal de Mi n as Gerais ( 40 jug de nit r ogê­ ni o p or ml t e nd o c om o l íq u i d o conser vador a sol ução de m er t i ol at e a 1 : 10000). Inocul ou-se, 0, 1 ml da sol ução na der m e da f ace vent ral en­ t re a região d o t erço su p er i or e o m édio d o an­ t ebraço esquerdo. Na presença de q ual q uer le­ são t r aum át ica ut il izava-se o m em b r o op ost o. Não se f ez assepsia da pel e. A s seringas e agu­ l has ut i l i zadas eram descart áveis, d o t i p o t u- b er cu l ín i co (26 G x 3/ 8), de 1, 0 m l . A l eit ura f oi excl usivam ent e f eit a após 72 horas, com

* Tr a b a ih o d o D e p a r t a m e n t o d e M e d ic in a Pr e v e n t iv a d a Fa cu ld a d e d e M e d ic in a d a Un iv e r sid a d e Fe d e r a l d o R i o d e Ja n e ir o , r e a liz a d o c o m o a u x íl i o f i n a n ce i r o d o CN Pq .

* * D o c e n t e d a U n iv e r sid a d e d o A m a zo n a s. M e st r e e m D o e n ça s I n f e ccio sa s e Pa r a sit á r ia s p e la Un iv e r sid a d e Fe d e r a l d o R i o d e Ja n e ir o .

* * * Pr o f e sso r T i t u l a r d o D e p a r t a m e n t o d e M e d ic in a Pr e v e n t iv a d a Un iv e r sid a d e Fe d e r a l d o R i o d e Ja n e ir o .

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p aq uím et r o m i l i m et r ado. Media-se, q uand o present e, o d i âm et r o t r ansver so da indur ação. Quand o, p or m ot i vos out r os, não f osse l i do o t est e dur ant e o l i m i t e de t em p o est i pul ado, est e era repet ido em out r a ocasião.

O cr i t ér io de resul t ados adot adp f oi a con- vencSo est abel ecida p or Menezes1 1 : pápul a i nf er ior a 5m m — negat iva; pápul a igual ou super i or a 5m m e inf er ior a 8m m — d uvid osa; pápul a igual ou super i or a 8m m posit iva.

A inocul ação e l eit ura d o t est e f oram sem ­ pre realizadas excl usivam ent e p or um a única pessoa.

A anál ise est at íst ica f oi real izada em pregan- do-se a prova d o Qui q uad r ad o ( X 2 ) send o es­ t abel ecido para o cri t ério de decisão um grau de conf i ança de 0, 95.

RESU L T A D O S

Da popul ação geral de 4 5 3 pessoas residen­ t es na área, f oram e x c l u íd os d o i nq uér i t o pel a

IRM , 27 ( 5, 96%) m enor es com idade ab ai xo d os 2 anos.

Nas 426 pessoas rest ant es, o t est e int radér- m i co f oi real izado em 4 0 2 ( 94, 36%) , havendo por t ant o, 24 ( 5, 63%) pessoas ond e não f oi possível execut ar o t est e, consi deradas perdas d o inquér it o.

O resul t ado das 4 0 2 reações int radérm icas m ost r ou-se negat i vo em 3 4 3 ( 85, 32%) , d u vi ­ d oso em 11 (2, / 3%) e p osit ivo em 4 8 ( 11, 94%) pessoas.

A preval ência da L T A , encont r ada na área e consi derada nesse est udo, f oi de 1 1 , 9 4 % de reações posit ivas. A s reações d uvi d osas f oram excl uíd as desse est udo, consi derando-se os cr i t éri os ref eri dos p or Menezes1 1 .

Na Tabel a I est ão o s r esul t ados da preval ên­ cia da IRM , segundo o s gr up os et ár ios consi de­ rados. A anál ise est at íst i ca não m ost r ou dif e­ renças signif icat i vas ent re as várias cat egorias de idade. A bai xa preval ência, obser vada na f ai xa et ária d os 16 aos 3 0 anos, pod e ser at ri­ b u íd a ao acaso.

No s r esul t ados da Tabel a II observa-se que a posit ivi dade n o sexo m ascul i no f oi de 1 2, 55% e n o f e m i ni no de 11, 22%, não o c o r ­ r endo dif erenças est at i st i cam ent e si gni f i cat i ­ vas ent re os d oi s sexos.

Na t abela 111 encont ra-se a p osit ivi d ad e da I R M segundo as at ividades ocup aci onai s da popul ação. A s m ai or es preval ências ocorr er am nos gr up os de pescador es de cercado e de l a­ vradores. No s pescador es de l argo, que repre­ sent am o m ai or cont ingent e da pop ul ação m ascul i na econom i cam ent e at iva, observou-se um a b ai xa posit ivi dade à IRM . Tal const at a­ ção resul t ou de um est ud o com par at i vo f eit o ent re o gr u p o de pescadoces de l ar go e as de­ m ai s p r of issões exi st ent es na l ocal idade.

Os d ad os rel acionados na Tabel a I V corr es­ p ond em ao est ud o real i zado com par at i vam en­ t e ent re i n d i víd u o s com idade a part ir d os 15 anos, d o se x o m ascul i no, que exercem suas

T A B E L A I

Pr eval ência da I nt raderm orr eação posit iva p or gr up os de idade na p op ul ação exam i nad a da Praia Verm el ha, Il ha Grande, Mu n i c íp i o de An gr a d os Reis, Ri o de Janeiro, 1976.

G RU PO S DE I D A D E E X A M I N A D O S P O SIT IV O S %

2 a 5 4 0 4 10, 00

6 a 10 59 6 10, 16

11 a 15 51 6 11, 76

16 a 20 4 7 1 2, 12

21 a 3 0 83 8 9, 63

31 a 4 0 36 7 19, 44

41 a 50 36 7 19, 44

Mai s de 50 50 9 18, 00

T O T A L 4 0 2 4 8 11. 94

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T A B E L A II

Preval ência da Int rader m or r eação posit iva na pop ul ação exam i nada segundo o sexo — Praia Ver m el ha, Il ha Grande, m u n i c íp i o de An gr a d os Reis, Ri o de Janeiro, 1976.

SE X O E X A M I N A D O S P O SIT IV O S %

Mascu l i n o 2 15 27 12, 55

Fe m i n i n o 187 21 11, 22

T O T A L 4 0 2 4 8 11, 94

X 2 cal = 0 , 1682 < X 2 1 ; 0 . 0 5

T A B E L A III

Preval ênci a da I R M posit iva segundo as at ividades da p op ul ação da Praia Verm el ha, Il ha Grande, m u n i c íp i o de An gr a d os Reis, Ri o de Janeiro, 1976.

A T I V I D A D E S E X A M I N A D O S I RM + %

Pescador de l ar go * 81 6 7, 40

Pescador dè cercado * * 22 6 27, 27

Lavr ador 28 7 25, 00

Est udant e 78 4 5, 12

Dom ést ica 106 12 11, 32

Out r as prof issões 11 2 18, 18

Inat ivos 26 5 19, 23

Menor es de 7 anos 50 6 12, 00

T O T A L 4 02 4 8 11, 94

at ivi dades ocup aci onai s na área, e os p escado­ res de largo, que per m anecem l ongos p er íod os d o ano f or a d a área de est udo.

A posit ivi dade da I R M n o gr u p o que per­ m anece na área f oi de 15 ( 23, 43%) , e nquant o que nos pescadores encont r aram -se 6 ( 7, 40%) posit ivos. A anál ise est at íst i ca f oi al t ament e signif icat i va d em onst r and o q ue o gr u p o de o u ­

t ras at ividades apresent ou m ai or posit ividade â I R M q u an d o c om p ar ad o ao de pescador es de largo.

Os resul t ados da Tabel a V m ost r am que, nas casas onde havia ocor r i d o um caso c l ín i co de L T A , se encont r ou um a t axa de p osit ivi da­ de nos m or ador es m ai s el evada que as dem ais

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T A B E L A IV

Preval ência da Int raderm orr eação posit iva segundo o t i p o de ocupação m ascul i na com idade aci m a de 15 anos, da pop ul ação da Praia Ver m el ha, Il ha Grande, m u n i c íp i o de An gr a d os Reis.

Ri o de Janeiro, 1976.

T IPO D E O CU P A ÇÃ O E X A M I N A D O S P O SIT IV O S % RISCO R E L A T I V O

Out r as ocupações 64 15 24, 43 3, 16

Pescador de "l a r g o " 81 6 7, 40

X 2 cal = 7, 415 > X 2 1 ; 0 . 0 5

T A B E L A V

Posit ivid ade da IRM ent re m or ador es de d om i c íl i o s onde ocorr eu um caso con f i r m ad o (e xcl u íd o est e) de L T A , com p ar ad o ao rest ant e da popul ação da Praia Verm el ha, Il ha Grande,

m u n i c íp i o de An gr a d os Reis, Ri o de Janeiro, 1976.

D O M I C Í L I O S

SI T U A Ç Ã O EM R E L A Ç Ã O A L T A

IN D I V Í D U O S

E X A M I N A D O S P O SIT IV O S % RISCO R E L A T I V O

Do m i c íl i o s c/ caso conf i r m ad o 131 24 18, 32 8, 28

Rest ant e da popul ação 271 6 2, 21

X 2 cal = 33, 17 > X 2 1; 0. 05

casas onde não ocorr er am casos. A análise es­ t at íst ica desse est udo d em onst r ou haver d i f e­ renças al t ament e signif icat i vas ent re as duas t axas. O risco relat ivo f oi de 8, 28 nas casas onde ocorr eu um caso cl ín i c o da doença.

Dos 4 8 i n d i víd u os com reação int radérm ica posit iva, 20 apresent avam cicat rizes, 10 t i ­ nham lesões recent es em at ivi dade e 18 não apresent avam qual q uer ant ecedent e de ci ca­ t rizes ou lesões recent es. O al t o percent ual de 18 ( 37, 50%) i n d i víd u os apenas com reação int radérm ica posit iva sugere a possib il i dade da ocorr ência de inf ecções subcl ínicas.

D I SC U SSÃ O

A preval ência de 11, 94% de posit ivos, em 4 0 2 pessoas da área de est udo, pode ser c on si ­ derada bai xa l evando-se em cont a al guns as­ pect os: o pri m ei ro r el aci onado à est abil idade da pop ul ação, com densi dade m i gr at ór ia bai­

xa e t em po de per m anência el evado; o segun­ do, concernent e ao ano em que f oi real i zado o inq uéri t o, ano de 1976, q u an d o a epi dem ia ent r ou em d ecl íni o, esperando-se, port ant o, m ai or núm er o de pessoas posit ivas; e, f i nal ­ m ent e, consi derando-se o percent ual de i n d i v í­ d u os est udados que cor r espondeu a 9 5 % da popul ação, excl ui ndo-se as perdas, em núm er o de 24 pessoas.

A preval ência de 1 1 , 9 4 % t am bém pode ser consi derada bai xa q u an d o com par ada a de o u ­ t ros inquér it os no Brasil e ou t r os países am eri ­ canos (Pif ano, Al var ez & Or t i z 1 6 ; Pi f an o 1 5 ; Po n s1 7 ; Hom ez & Ro m e r o 8 ; Pons, Ser r ano & Le o n 1 8 ; Bonf ant e-Gar r i d o & col s5 ; Fonseca Lacaz & Mach ad o6 ; Lai n son & c ol s9 ; Ast o n & T h o r l e y 4 ; Pessoa & Bar r et o1 3 ).

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que m ai s se ap r oxi m am da preval ência da Praia Verm el ha.

A preval ência p or sexo e f ai xa et ária não apresent ou dif erenças est at ist icam ent e si gni f i ­ cat ivas. Est e aspect o vem cor r ob or ar os resul ­ t ados da invest i gação cl íni ca (Ar aúj o Fi l h o &

Co u r a2 ), conf i gur and o, ai nda mais, a p ossi b i l i ­ dade de t r ansm issão d om i ci l i ar dessa p r ot ozo- ose n o Est ad o d o Ri o de Janeiro.

N o est udo da preval ência p or t i p o de at ivi­ dades um a m ai or posit ivi dade f oi obser vada nos l avradores, o que seria u m f at o norm al , por ém , os pescadores de cercado t am bém apresent aram preval ência sem el hant e à d os l a­ vradores. Est es d oi s f at ores vieram f und am en­ t ar ai nda m ai s a suspeit a de um a inf ecção ad­ q ui r i d a em am bient e d om i cil i ar , p oi s esses d oi s t i p os de p r of i ssão se op õem f r ont al m en- t e, send o um a desenvol vid a na m at a e out ra n o m ar. Para j ust i f icar est a ocor r ência poder ia se ad m i t i r que o s pescadores t eri am si d o l avra­ dor es n o passado ou que t eriam o hábit o de f reqüent ar á mat a, m esm o que espor adicam en­ t e. Para que ist o f osse verdadeir o a m at a seria o f at or de ri sco m ai s i m port ant e, l ogo, as d o ­ mést icas, os m enor es de 1 ano e os inat ivos, t eri am preval ência baixa. No ent ant o, esses gr up os se m ant iveram com preval ência expr es­ siva, c on f i r m an d o, novam ent e, a suspeit a de um a t r ansm issão peri ou int radom icil iar.

Ou t r o aspect o ob ser vad o em rel ação às at i­ vi dades pr of i ssi onai s f oi a el evada dif erença de posit ivi dade ent re pescador es de l ar go e as de­ m ais prof issões, incl usi ve ent re um t i p o sem e­ l hant e de at ividade, a d os pescador es de cerca­ do. Qu e f at or es est ariam i nt er f er i ndo ent re es­ se t i p o de at ividade e as dem ai s, para expl icar a bai xa pr eval ência? Um est ud o com par at i vo (Tabel a IV) d em onst r ou que a preval ência f oi m ais el evada n o gr u p o de p r of i ssi onai s que per m anece t r ab al hand o na área, e m ai s b ai xa no de pescador es de largo, que se ausent a da área p or l ongos p er íod os, e, conseq uent em en­ te, suj eit os a um m enor ri sco de adq ui r i r a i n ­ f ecção.

Por out r o l ado, um m ai or ri sco em ad quir i r a inf ecção f oi ob ser vad o nos m or ador es de d o ­ m i c íl i o s ond e ocor r eu um caso cl ín i c o de L T A , f at o est e concor d ant e com os est udos de ou t r os aut ores que descrevem vári os casos da doença em um a m esm a f am íl i a (Sabr oza, Wagner & So b r e r o 2 0 ; T ak ao k a2 1 ; Pessoa & Bar r et t o1 3 ; Rom an a & c o l s1 9 ; Menezes Reis SVa sc o n c e l o s12 ). ( Qu an t o a est e aspect o, po- der-se-ia pensar que o i n d i v íd u o ao adq ui r i r a d oença at uar ia c om o reser vat ório hu m an o no

m eio f am il iar, servindo, port ant o, com o f ont e de inf ecção para vet ores dom i cil i ados, e, con ­ seqüent em ent e, t r ansm i t i nd o a inf ecção para out r os m em b r os da f am íl ia. Gar nham & Le- w i s7 adm it em que o hom em doent e de L T A possa servi r de f ont e de inf ecção nas f ases agu­ das da doença. Est e f enôm eno parece t er ocor ­ ri do durant e o su r t o da Praia Verm el ha.

A t axa ( 37, 50%) de pr ovável inf ecção sub- cl ínica, encont r ada n o present e t rabal ho, asse­ m elha-se com as observadas p or out r os aut ores (Pi f ano, Al var ez & Or t i z16 ; Pon s1 1 ; Bonf ant e- Gar r i d o & col s5 ; Sabr oza, Wagner & Sobr

e-C O N e-C L U SÕ ES

1. A preval ência de Leishm ani ose Tegum ent ar Am e r i can a ( L T A ) det erm inada pel a IRM de 11, 94%. encont r ada na Praia Verm el ha, f oi consi derada p ouco signif icat i va q uand o com par ada às de out ras áreas endêm icas de L T A .

2. A t axa de posit ivi dade det erm inada pela I R M ent re as pessoas de am b os os sexos e dif er ent es f ai xas et árias não apresent ou d i ­ f erenças est at ist i cam ent e signif i cat i vas, re­ f or çando, p ort ant o, a caract eríst ica de t r ansm issão em am bi ent e dom icil i ar . 3. A pop ul ação m ascul i na com idade a part ir

de 15 anos, e que t r abal ha dur ant e t o d o o ano na l ocal idade, corr e um ri sco 3 vezes m ai or em ad q ui r i r a inf ecção d o que os pes­ cadores de l ar go que se ausent am da área p or l ongos p er íod os.

4. No s i n d i víd u os sem cicat rizes ou l esões re­ cent es a preval ência det erm inada pel a IRM de 3 7 , 5 0 % decor reu, provavel m ent e, de i n­ f ecções sub-cl ínicas.

5. A preval ência det erm inada pel a I R M f oi m ais alt a ent re os m or ador es d os d o m i c í­ l i os ond e ocor r er am um ou m ai s casos c l ín i ­ cos da doença; esses m or ador es cor r iam um ri sco 8 vezes m ai or em adq ui r i r a inf ecção l eishm aniót i ca.

SU M M A R V

I n a su r v e y b y M o n t e n e g r o sk in - t est t h at co v e r e d 4 0 2 p e o p le o f t h e p o p u l a t i o n o f Pr a ia

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d if f e r e n ce s o f a n y st a t is t i c sig n if ica n ce

b e t w e e n se x a n d ag e lev eis.

Th a t su r v e y h as a lso sh o w n t h a t t h e r i s k o f a cq u ir in g t h e i n f e c t i o n is 3 t im e s g r e a t e r in

t h e f ish e r m e n ’s p o p u l a t i o n t h a t m o v e s a w a y f r o m t h e i sl a n d f o r lo n g p e r io d s o f t im e ; i t h as

a lso sh o w n t h a t t h e d e w e lle r s o f h o u s e s w h er e a h u m a n case o f t h e disease h as o c c u r e d ar e e x p o se d t o a r i s k 8 t im e s g r e a t e r o f ca t ch in g

t h e disease.

R E F E R Ê N C I A S B I B L I O G R Á F I C A S

1. A RA Ú J O FIL H O , N. A. de — Ep i d em i o-l ogia da Leishm ani ose Tegum ent ar Am er i cana na Il ha Grande, Ri o de Ja­ neiro — est udos sobre a inf ecção h u ­ mana, reservat órios e t r ansm issores. Tese de Mest rado, Pós-graduação em Doenças Inf ecci osas e Parasit árias. Fac. Med. da U FRJ , Ri o de Janeiro, 178 p, 1978.

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A g r ad e cim e n t o s: O a u t o r ag r ad ece à est ag iár ia d o

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