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Análise preliminar do componente acetabular de titânio plasma-spray MD-4(r).

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Academic year: 2017

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Texto

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w w w . r b o . o r g . b r

Artigo

Original

Análise

preliminar

do

componente

acetabular

de

titânio

plasma-spray

MD-4

®

Elmano

de

Araújo

Loures,

Leandro

Furtado

Simoni,

Isabel

Cristina

Gonc¸alves

Leite,

Daniel

Naya

Loures

e

Clarice

Naya

Loures

UniversidadeFederaldeJuizdeFora,JuizdeFora,MG,Brasil

informações

sobre

o

artigo

Históricodoartigo:

Recebidoem12defevereirode2014 Aceitoem24defevereirode2014 On-lineem28dejulhode2014

Palavras-chave: Osteointegrac¸ão Artroplastiadequadril Prótesedequadril

r

e

s

u

m

o

Objetivos:avaliarodesempenhoemcurtoprazodeumtipodeimplantefabricadonoBrasil. Métodos:estudodeumacoortede60pacientesquetiveramcomponentesacetabulares MD-4®implantadosdurante artroplastiasprimáriasdoquadril,entre1dejaneirode2010e

1deagostode2012,eforamestudadosretrospectivamentecomrelac¸ãoaocomportamento clínico,àestabilidadeeàosteointegrac¸ãoradiológica.Osindivíduosforamacompanhados por12mesesnomínimoenomáximo42(média:27)eavaliadospormeiodoHarrisHip Score,doquestionárioSF-36ederadiografiasconvencionaisseriadas.

Resultados:todososcomponentesestavamradiologicamenteestáveis,semevidência de migrac¸ãooudelinhasderadioluzênciaprogressivas.Emmédia,oHarrisHipScore evo-luiude36,1para92,1(p<0,001)eoSF-36mostrouincrementosignificativoemtodosos domínios(p<0,001).Nenhumadiferenc¸afoiobservadaentrepacientescomosteoartrose, osteonecrose,displasiadoquadrilououtrascondic¸ões.

Conclusões:osresultadosdecurtoprazomostraramsinaisclínicoseradiológicosde estabili-dadeedeosteointegrac¸ãodosimplantes,oquepoderepresentarumfatorpreditivoquanto àsobrevivênciaemmédioprazodocomponenteacetabularconsiderado.

©2014SociedadeBrasileiradeOrtopediaeTraumatologia.PublicadoporElsevierEditora Ltda.Todososdireitosreservados.

Preliminary

analysis

on

the

MD-4

®

plasma-sprayed

titanium

acetabular

component

Keywords: Osseointegration Hiparthroplasty Hipprosthesis

a

b

s

t

r

a

c

t

Objectives:toevaluatetheshort-termperformanceofatypeofimplantmanufacturedin Brazil.

Methods:thisstudyanalyzedacohortof60patientswhounderwentimplantationof MD-4®acetabularcomponentsduringprimaryhiparthroplastyproceduresperformedbetween

January1,2010,andAugust1,2012.Thepatientswerestudiedretrospectivelywithregard toclinicalbehavior,stabilityandradiologicalosseointegration.Thepatientswerefollowed

TrabalhodesenvolvidonoHospitalUniversitário,UniversidadeFederaldeJuizdeFora,JuizdeFora,MG,Brasil. ∗ Autorparacorrespondência.

E-mail:[email protected](D.N.Loures).

http://dx.doi.org/10.1016/j.rbo.2014.02.014

(2)

upforaminimumof12monthsandamaximumof42months(mean:27)andwereevaluated bymeansoftheHarrisHipScore,SF-36questionnaireandserialconventionalradiographs. Results: allthecomponentswereradiologicallystable,withoutevidenceofmigrationor progressiveradiolucencylines.Onaverage,theHarrisHipScoreevolvedfrom36.1to92.1 (p<0.001)andtheSF-36showedsignificantincreasesinallitsdomains(p<0.001).No differenceswereobservedamongpatientswithosteoarthrosis,osteonecrosis,hipdysplasia orotherconditions.

Conclusions: the short-term results showed clinical and radiological signs of stability andosseointegrationoftheimplants,whichmayrepresentapredictivefactorregarding medium-termsurvivalofthisacetabularcomponent.

©2014SociedadeBrasileiradeOrtopediaeTraumatologia.PublishedbyElsevierEditora Ltda.Allrightsreserved.

Introduc¸ão

Nosúltimos20 anos, umagrandevariedadede superfícies porosasemateriaismetálicostemsidousadaparaseobter fixac¸ãopormeiodecrescimentoósseo(ingrowth)em próte-sesarticularestotaisdoquadrileoutrasarticulac¸ões.Asmais comumenteempregadassãocompostasdetitânioouligasde titânio, ligas metálicas de cromo-cobalto rugosas e fibras demetaltranc¸ado.Osrevestimentosexternosdascúpulasse apresentamcommacrooumicroporosidade,comooobtido pelojateamento da superfíciecom titânio(plasma spray) e, maisrecentemente,peloempregodemetaltrabeculado.1

Estudos em modelo animal, estudos clínicos e evidên-ciasoriundasde implantes retiradospost-mortem (retrievals) demonstramacapacidadedassuperfíciesporosasde favore-cerocrescimentoósseoporingrowthegerarosteointegrac¸ão. Sãoefetivasna suplementac¸ãoougarantia daestabilidade mecânicaprimáriaobtidapelaintroduc¸ãosobpressão( press--fit)doimplante,comousemparafusosadjuvantes.2 Weller eVolkmann3 verificaramque porosde diâmetroentre50 e 200␮mfavorecemoingrowthósseoeconstataramqueo jate-amentocomtitânioéummétodocapazdereproduziresses parâmetros.

Ausênciadetranslac¸ãoprecocedacúpulametálicaé con-sideradoumindicativodebonsresultadosemmédioelongo prazos.4,5 Ocrescimentoósseonasuperfícieexternaporosa doimplanteéinfluenciadopelotamanhodosporos,por pro-priedades inerentes aos materiais e pela íntima aposic¸ão osso-implante.6 Asuperfícierugosaeaosteocondutividade dorevestimentodetitâniotêmsidoassociadascoma estabi-lidadeprimáriaesecundáriadosimplantes.4

O objetivo primário da presente análise foi verificar o desempenho clínico, aestabilidade e a presenc¸a de sinais radiológicosde osteointegrac¸ãoem curtoprazodo compo-nente acetabular analisado e se existe associac¸ão entre a estabilidade e a fixac¸ão da cúpula com as variáveis diag-nóstico etiológico, idade, posicionamento e a estabilidade primária do implante. Não há na literatura estudo sobre desempenhodocomponenteacetabularanalisadonestasérie.

Material

e

métodos

OestudofoiaprovadopeloComitêdeÉticaemPesquisada instituic¸ão(CEP408.719)etodososindivíduosselecionados

concordaramexplicitamenteemparticiparpormeiodotermo deconsentimentolivreeinformado.

Emestudoclínicoobservacionalaplicadodeumgrupo ini-cialde62indivíduos,umacoortede60indivíduosfoiavaliada deformaretrospectivaporumperíodomínimode12meses emáximode42(média:27).Foramusadoscomponentes ace-tabularesMD-4®(MDTInd.Com.Imp.Exp.ImplantesLtda.), entrejaneirode2010eagostode2012,pelomesmocirurgião, emumhospitaldeensinoereferênciaregional,emcondic¸ões uniformes,associadosaumahastefemoralcimentadapolida comcentralizadoreplugparaoclusãodocanalfemoral,todos defabricac¸ãonacional,etécnicadecimentac¸ãodesegunda gerac¸ão.7 Todosos indivíduosreceberamdois parafusos de titânio adjuvantes. Somente dois casos foram perdidos no acompanhamento.

O componente acetabular MD-4® é composto por uma cúpulahemisférica manufaturada comaliga metálica 6Al-4V–Titaniumalloy.8Orevestimentoexternodetitaniumplasma spraytemespessuramédiade150␮meotamanhomédiodos poroséde224␮m.Temtrêsorifíciosperiféricosparainserc¸ão de parafusosdetitânioadjuvantesda fixac¸ãoeumcentral (polar)paraoguiadeimpactac¸ão.Oinsertodepolietilenode ultra-altopesomolecularémoldadoporprocessode usina-gem,tem18encaixeserebordaelevadaem10◦eéesterilizado por raios gama para uso com cabec¸as femoraisde 22mm (somenteparacúpulasde44a48mm)e28mmparaasdemais medidas.

(3)

Osteoartrose primária 31 (52%)

N = 60

Necrose avascular idiopática 4 (7%)

Displasia severa 3 (5%)

Osteoartrose secundária a impacto femoroacetabular

4 (7%)

Osteoartrose secundária a displasia do desenvolvimento

do quadril 5 (8%)

Osteonecrose da cabeça femoral

8 (13%)

Sequelas de fraturas

3 (5%) (artrite reumatoide)Colagenoses 2 (3%)

Figura1–Distribuic¸ãoetiológicadaamostraemestudo.

seismesesdeacompanhamento.Odesvio-padrãofoi calcu-ladoparacadaitempesquisadopréepós-operatoriamente. OtestedeMannWhitneyfoiusadoparacomparac¸ões pare-adasquandoosdadosestavamnormalmentedistribuídose otestedeWilcoxonfoiusadoparadadosnãoparamétricos. Índicedesignificânciafoiestabelecidocomop<0,05.A aná-lisededadosfoidesenvolvidacomousodooSPSS–Statistical PackagefortheSocialSciences–versão15.0(Chicago,IL,USA). Aetiologiadoscasosestádescritanafigura1eafaixaetária dosindivíduosnafigura2.

Foiusadaaviadeacessolateralaoquadril deHardinge modificada12 em decúbito lateral. Componente cefálico de 22mmdediâmetrofoiusadoemapenasumcasodecúpula detamanho44mmempacientecomdisplasiade desenvolvi-mentodoquadril.Todososdemaiscasosreceberamcabec¸a

80

70

60

50

Idade

40

30

Figura2–Faixaetáriadaamostraemestudo.

intercambiável com 28mm de diâmetro. Na totalidade da amostra foi usada cefalosporina de segunda gerac¸ão como profilaxiadainfecc¸ão,2grnopré-operatórioimediatoe1gra cadaoitohoras,mantidaatéaretiradadodrenoavácuo,no máximo48horasapósoprocedimento.Naprofilaxiado trom-boembolismofoiadotadaacondutapreconizadaporSalvatti etal.,13comusodemeiaselásticas,estímuloàmovimentac¸ão precoce easpirina (300mg/dia durante 30 dias)a partirdo segundo dia de pós-operatório. Reservou-se a enoxaparina (40mg/diadurante21dias)paraoscasoscomriscoelevado detromboembolismo(16,8%dosindivíduos).

Usaram-seraspas2mmmenoresdoqueodiâmetro exte-riordacúpulaeleitapreviamentepormeiodetransparências (templates),comvistasaproporcionarpress-fitadequado.Todos oscistosidentificadosnoatocirúrgicoforamcuretadose rece-beramenxertoesponjosoautólogopastoso,obtidodaúltima raspaedacabec¸afemoral.Enxertoautólogomacic¸odacabec¸a femoralfixadocomparafusosesponjososfoiusadoemdois quadrisparacorrec¸ãodedisplasiaacetabular.Naimplantac¸ão do componente objetivou-se restaurar o centro anatômico de rotac¸ão do quadril e orientac¸ão na chamada zona de seguranc¸adeLewinneketal.,14ouseja,40±10deabduc¸ão e 15◦ ± 10de anteversão. A estabilidade primária da cúpula foi testada intraoperatoriamente e se verificou visualmente a presenc¸a ou não de qualquer nível de movimentac¸ãoapósaimpactac¸ãofinal.Apartirdoterceirodia depós-operatório, foiautorizadoapoioparcialcomsuporte debengalascanadensesmantidasatéo45◦ dia,quandofoi liberadooapoiototalnomembrooperado.

As radiografias obtidas com seis semanas de evoluc¸ão constituíram-senoparâmetroinicialparaidentificac¸ãode cis-tos,falhasnainterfaceimplante-osso,linhasderadioluzência emigrac¸ãodocomponente.

(4)

comossonaradiografiadereferência,esseachadofoi classi-ficadocomo«falha»(gap)paraestabelecer-sedistinc¸ãocom linhas radioluzentes que pudessem surgir nas radiografias subsequentes,em áreas onde primariamentenão existiam falhas.Oscistossubcondraisforamidentificadose monitora-dos.Paraavaliaramigrac¸ãodocomponenteusamosocritério deNunnetal.,15indicadoparaavaliac¸õesprecoces,nasquais nãoseesperaencontrar desgastedoinsertode polietileno. Nessametodologia,asreferênciassão agotade lágrima,o centroda cabec¸aeasdistânciashorizontaleverticalentre ocentrodacabec¸aeagotadelágrimaipsilaterale contralate-ral.Foramconsideradosindicativosdesolturaeinstabilidadea observac¸ãodezonacircunferencialderadioluzência>2mm, queenvolveuacimade50%dainterfaceosso-implante;ea migrac¸ão vertical ou horizontal igual ou superior a 2mm. Foramconsideradosospontosdereferênciadagotadelágrima esuadistânciaàsbordassuperioremedialdoacetábuloeao centrodacúpula16e/oumudanc¸anainclinac¸ãodacúpulade 4◦.17

Os parâmetrosradiológicos apontadoscomo indicativos de falha na fixac¸ão e osteointegrac¸ão do implante são a observac¸ãodelinhasprogressivase/oucompletasde radio-luscêncianainterfaceosso-implanteeapresenc¸adefalhas (gaps)nainterfaceosso-metaledecistosósseosquenãose preenchemaolongodotempo,associadosounãoàmigrac¸ão docomponente,parâmetroessequeseconstituiemevidência definitivadeinstabilidadeesolturaparaváriosautores.18,19

A localizac¸ão dos achados radiológicos foi baseada na classificac¸ãodeDeLeeeCharnley.20

Resultados

Obteve-se estabilidade satisfatória (com press-fit) verificada intraoperatoriamenteem53indivíduos(88,3%). Observaram--setrêscomponentesacetabularesposicionadoscomângulo deabduc¸ãoacimade50◦,osquaisestavamentreossete indi-víduos(11,7%)emqueaestabilidadeporpress-fitinicialnão foisatisfatória. Amédiadoângulode inclinac¸ão (abduc¸ão) do componente acetabular foi de 45,5◦ (mínimo de 35e máximode56◦).Seiscasos(10%)apresentaramlinhasde radi-oluscênciade1ou2mmemduaszonasaosseismesesde acompanhamento,emborasemprogressãoradiográficae/ou migrac¸ãoe/ouinstabilidadedoimplanteaos12e18meses de seguimento. Aparente aumento da densidade óssea foi observadoem13casos(21,6%),naszonas1e2deDeLeee Charnley.20

Seisem12cistossubcondraisidentificadosdiminuíramde tamanho entre o terceiro e o sexto meses e quatro deles demonstraram preenchimentosubtotal aosnove meses de evoluc¸ão. Os outros seis permaneceram com o mesmo aspecto.Detectou-sepequenafalhaóssea(gap)naregiãopolar emquatrocasos(6,6%)nestasérie,compreenchimento par-cialapós18mesesdeobservac¸ãoemtrêscasosetotalemum caso.

Comocomplicac¸ões,registraram-seumcasode neuropra-xiadaporc¸ãofibulardonervociático,noqualoalongamento do membro chegou a 2,5cm, com recuperac¸ão parcial na avaliac¸ãoaos seismesesde evoluc¸ãoetotalaos18 meses; umainfecc¸ãosuperficialcomresoluc¸ãofavoráveleretenc¸ão

Tabela1–Médiasdosescoresdosoitodomíniosque

constituemoSF-36edoHarrisHipScoreesignificância estatística(p-valor)

Variáveis Pré-cirúrgico Pós-cirúrgico p MédiaDP MédiaDP

SF-36

Capacidadefuncional 12,9(15,1) 52,6(27,7) <0,010 Limitac¸ãopor aspectos

físicos

7,9(19,9) 47,1(41,0) <0,001

Dor 23,6(18,5) 62,3(25,7) <0,002 Estadogeraldesaúde 55,9(23,1) 71,0(22,5) <0,001 Vitalidade 41,6(23,1) 69,1(21,8) <0,001 Aspectossociais 41,8(24,2) 73,9(25,1) <0,001 Aspectosemocionais 22,9(35,0) 66,7(37,0) <0,001 Saúdemental 54,6(26,8) 80,3(17,8) <0,001 HHS 36,4(15,1) 92,3(5,7) <0,001

do implante; e um caso de trombose venosa profunda. Não ocorreramcasos deinstabilidade/luxac¸ãoeossificac¸ão heterotópica.Observou-seaindanocontroleradiográfico pós--operatório com seis semanas destacamento de diminuto fragmentodograndetrocânteremdoiscasoscommarcante osteopenia.Ambosevoluíramparaconsolidac¸ãoóssea,sem repercussãoclínica.

Todososcomponentesfemoraiscimentados encontravam--se fixos, semsinais desubsidência oulinhas de radiolus-cência, com mantas de cimento íntegras ehomogêneas, e foramclassificadospelosobservadorescomobem posiciona-dos, exceto emdois casos, nos quaisseverificou pequeno varismodahaste.

No presente estudo, houve discordância entre os dois observadoresem14casos(23,3%)noquesereferiaàpresenc¸a dedescontinuidadedainterfaceosso-metal(presenc¸adegaps

ouradioluscênciaacimade2mm)eseinferiubaixa concor-dância interobservadores. Um consenso foi atingido numa segundaavaliac¸ãoconjuntacomrepetic¸ãoderadiografias.

Constatou-se nesta série uma associac¸ão positiva entre ausência de estabilidade primáriasatisfatória (press-fit)e o posicionamentodocomponenteacetabularemangulac¸ãofora dazonadeseguranc¸a(p<0,001),emborasem comprometi-mentodaestabilidadesecundária.

Não foi detectado,noseguimento pós-operatório,o sur-gimento de lesão osteolítica acetabular ou femoral, bem como nãoseconstatou desgastemensurável doinserto de polietileno.Portanto, dentrodoscritérios usados etendoa revisãodoimplanteporqualquerrazãocomodesfecho (Aná-lisedeKaplan-Meyer),100%doscomponentesacetabulares encontravam-seestáveisefuncionaisnomomentodoúltimo controleradiológico(tabelas1e2,figs.3-6).

Discussão

(5)

Tabela2–Demografia/descric¸ãosumáriadoscasoseachadosradiológicos

Paciente Idade Gênero Lado Seguimento(meses) Diagnóstico HHSi HHSf Dadosrelevantes

1 60 F Esq. 42 Displasia 30,1 98,9

2 43 M Dir. 42 Impactofemoroacetabular 18,5 92,0

3 52 M Esq. 42 Osteoartroseprimária 55,3 88,4

4 45 M Dir. 42 Osteonecrose 44,7 97,9

5 26 M Dir. 41 Osteonecrose 32,0 100,0

6 62 F Dir. 40 Osteoartroseprimária 44,5 99,9

7 68 F Dir. 40 Osteoartroseprimária 53,9 84,0

8 64 M Dir. 40 Displasia 5,7 95,0

9 57 M Dir. 40 Osteoartroseprimária 52,9 84,8

10 57 F Esq. 40 Artritereumatoide 13,3 97,9

11 48 M Esq. 40 Osteoartroseprimária 44,4 90,7 ang.>50◦

12 51 M Esq. 40 Osteonecrose 47,2 97,9

13 63 F Dir. 40 Osteoartroseprimária 48,4 99,4

14 64 F Dir. 39 Osteoartroseprimária 38,8 87,7 ang.>50◦

15 52 M Dir. 38 Osteoartroseprimária 36,0 88,8

16 60 M Esq. 37 Sequelasdefraturas 25,8 93,0

17 53 M Dir. 37 Osteoartroseprimária 54,3 89,9 ang.>50◦

18 73 F Dir. 37 Osteoartroseprimária 25,8 84,8 Neuropraxiadociático

19 45 M Esq. 37 Impactofemoroacetabular 56,6 97,0

20 42 F Esq. 37 Displasia 42,7 90,0

21 54 F Dir. 37 Osteoartroseprimária 52,0 92,0

22 62 F Esq. 37 Osteoartroseprimária 25,4 80,8

23 42 M Dir. 37 Osteonecrose 31,6 87,1

24 52 F Dir. 36 Displasia 5,4 88,5 Infecc¸ãosuperficial

25 56 M Dir. 36 Osteoartroseprimária 20,8 100,0

26 62 M Dir. 35 Osteonecrose 55,4 100,0

27 55 M Dir. 35 Osteonecrose 25,8 92,9

28 72 F Esq. 35 Osteoartroseprimária 44,4 84,9

29 45 M Esq. 34 Osteonecrose 19,1 94,0

30 78 F Esq. 34 Sequelasdefraturas 45,9 88,5 Frag.trocanter

31 58 M Dir. 33 Osteonecrose 22,8 100,0

32 58 F Dir. 33 Osteoartroseprimária 23,2 91,2

33 74 F Dir. 33 Artritereumatoide 31,9 90,4 Frag.trocanter

34 40 M Esq. 33 Osteoartroseprimária 38,7 84,0

35 72 M Dir. 32 Displasia 60,3 100,0

36 62 F Esq. 29 Osteoartroseprimária 30,3 98,5

37 46 M Esq. 29 Necroseavascular 55,4 92,3

38 57 M Dir. 28 Necroseavascular 44,8 88,0

39 58 M Dir. 28 Osteoartroseprimária 32,0 97,5

40 67 F Esq. 27 Osteoartroseprimária 45,2 99,8

41 71 M Esq. 26 Sequelasdefraturas 53,6 100,0

42 62 F Dir. 26 Osteoartroseprimária 14,3 84,5

43 65 F Dir. 23 Osteoartroseprimária 43,7 95,0

44 54 F Esq. 22 Osteoartroseprimária 38,5 85,0

45 78 M Esq. 21 Osteoartroseprimária 56,3 98,0

46 64 F Dir. 21 Displasia 25,6 90,5

47 54 M Esq. 20 Osteoartroseprimária 48,5 97,9

48 43 M Dir. 20 Displasia 56,0 99,4

49 53 F Dir. 18 Osteoartroseprimária 33,7 87,5

50 54 M Dir. 18 Necroseavascular 47,8 88,7

51 63 F Dir. 17 Osteoartroseprimária 35,9 93,2

52 63 F Dir. 17 Osteoartroseprimária 40,6 82,0

53 66 M Dir. 16 Impactofemoroacetabular 49,7 96,0

54 68 M Dir. 16 Osteoartroseprimária 31,6 85,6

55 44 M Esq. 16 Displasia 52,0 89,4

56 32 F Dir. 16 Osteoartroseprimária 20,7 90,5

57 66 F Dir. 16 Necroseavascular 42,6 95,5

59 32 F Esq. 15 Necroseavascular 52,0 100,0

59 45 M Dir. 12 Impactofemoroacetabular 23,4 81,4 TVP

60 55 F Dir. 12 Osteoartroseprimária 45,6 99,5

(6)

L.L.S.–P.O. 18 meses

Figura3–Osteointegrac¸ãoradiológica,PO,18meses.

M.C.O.A.-P.O. 12 meses

Figura4–Osteointegrac¸ãoradiológica,PO,12meses.

Entretanto, a análise radiográfica convencional permite queoobservadorobtenhadadosvaliosos,emboraanatureza bidimensionaleasvariac¸õestécnicasdoexame apresentem--se como uma limitac¸ão.17 Por outro lado, o custo baixo, a facilidade de acesso e a familiaridade dos observadores comatécnicaestimulamseuusorotineiraeuniversalmente. Técnicasderadioestereometriaoferecemmaioracuráciana avaliac¸ãodetranslac¸õeserotac¸õesdosimplantes,masnão estãodisponíveisfacilmenteemnossomeio.23Gruenetal.24 reportaramresultadosradiográficosdeavaliac¸ãodeum com-ponenteacetabularemamploestudomulticêntricocomouso deradiografiasconvencionais.Mesmosemconsenso,alguns investigadoresavaliaramaacuráciaderadiografiassimples com relac¸ão ao estado da fixac¸ão de componentes aceta-bulares não cimentados e foi relatado que as radiografias

0+9 meses Z. F. L.

Figura5–Preenchimentoparcialdecisto,PO,novemeses.

C. A. S. S 0 + 3 meses

Figura6–Displasia:integrac¸ãodoenxerto,cúpulaestável, PO,trêsmeses.

sequenciaisemvisãoanteroposteriorelateraltêmumaalta sensitividade (94%) eespecificidade (100%),com valor pre-ditivopositivo(100%) naidentificac¸ãodostatusdascúpulas acetabulareshemisféricasporosas.25

Algunsautoresconsideramquealterac¸õesdeposic¸ãode 1mmnosprimeirosdoisanosprovavelmentereduzemavida útildoimplante,enquantooutrosacreditamquemigrac¸ãode até2mmnãoseriasinaldefinitivodesolturaasséptica.26,27 Apesar de apresenc¸a de linhascompletas de radioluscên-cia ser sugestiva de soltura, amigrac¸ão docomponente é consideradoo únicocritério seguronaassertiva de soltura enão integrac¸ãodocomponenteacetabular. Portanto,essa determinac¸ãoécríticaparaodiagnósticoeexigeradiografias padronizadaseseriadasquetomemcomobaseasreferências anatômicascorretas.19

Macherasetal.,28emestudoradiológicoqueavaliou cúpu-lasrevestidascommetaltrabecular, demonstraramqueem 24semanasdeacompanhamentopuderam-seobservarcom seguranc¸aopreenchimentodefalhasnainterface implante--osso e a osteointegrac¸ão das cúpulas. Em longo prazo, nenhum desses implantes apresentou soltura asséptica. Épossívelinferirdessestrabalhosquemétodosradiográficos convencionaiscontinuamsendoopadrãomaisusado rotinei-ramentenoseguimentoenaavaliac¸ãodasprótesesdequadril. AutorescomoKomarasamyetal.29eMulieretal.30 repor-taramresultadoscomseguimentode32mesese46meses, respectivamente.Mulierencontrouaumentodadensidadeem osso esponjoso na zona Iem 79% doscasos ena ZonaIII em58%de24quadrisqueatingiramumaavaliac¸ãoradiológica completa.

Observou-se naamostra estudadao mesmoachado em 13casos(21,6%)naavaliac¸ãoradiológicaaos12e18meses deseguimento.

(7)

Comaressalvadaslimitac¸õesdopresenteestudo,emrazão donúmero depacientesedoseguimentodecurtoprazo,a amostraseguiuumpadrãodehomogeneidade comrelac¸ão adiversasvariáveisconsideradas.Aconstatac¸ãodas evidên-ciasprecocesdeosteointegrac¸ãoradiológicadocomponente acetabularconsideradotorna-serelevantenumcontextode ausência de publicac¸ões recentes que analisem implantes defabricac¸ãobrasileiranaliteraturamédicaindexada.

Conclusão

Osresultadosclínicoseradiológicosdecurtoprazoobtidos demonstraramestabilidadedetodososimplantese,namaior partedos casos, sinais radiográficos de osteointegrac¸ão do componenteacetabularavaliado.Sãoequivalentesao desem-penhodeprodutossimilaresemcondic¸õessemelhantes,oque poderepresentarumfatorpreditivoquantoàsobrevivência emmédioprazodocomponente.

Oacompanhamentoemlongoprazodeumnúmeromais elevadodeindivíduoseaanálisedeespécimespost-mortem sãomandatóriosparaseobteremconclusõesdefinitivassobre ocomportamentodoimplanteconsiderado.

Conflitos

de

interesse

Osautoresdeclaramnãohaverconflitosdeinteresse.

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