R O B E R T O D E L E I T E
DO E S T A D O DO C A F E E I R O
N O E S T A D O DO S A N T O
U T I L I Z A N D O D I F E R E N T E S D E D E A N A L I S E F O L I A R
T e s e Apresentada U n i v e r - s i d a d e F e d e r a l de Viçosa, como P a r t e das E x i g e n c i a s do C u r s o de Solos e de P l a n t a s ,
p a r a do T í t u l o de
Doctor
V I Ç O S A
M I N A S G E R A I S - B R A S I L
J A N E I R O - i 9 9 3
A minha esposa.
A Helena, Roberta e minhas f i l h a s .
A G R A D E C I M E N T O S
A U n i v e r s i d a d e Federal de Viçosa, p e l a oportunidade
de deste c u r s o .
Ao p e l o apoio f i n a n c e i r o d u r a n t e p a r t e do c u r s o .
Ao p r o f e s s o r V i c t o r Hugo V . , p e l a e amizade.
A Empresa de Pesquisa
p e l o convenio que f i n a n c i o u p a r t e d e s t e t r a b a l h o .
A pesquisadora Marina p e l a
e empenho na f a s e de c o l e t a de dados e de
Aos p r o f e s s o r e s C a r l o s R i b e i r o ,
Braga, de Barros e Roberto de
p e l o a p o i o e amizade que sempre me dispensaram.
Ao senhor F o r n e t t i , p e l a amizade e p e l a a j u d a nos momentos mais d i f í c e i s .
A todos que, d i r e t a ou i n d i r e t a m e n t e , colaboraram na
deste t r a b a l h o .
Roberto de Aquino L e i t e , f i l h o de F e r r e i
L e i t e e Bravo L e i t e , nasceu em
R i o de J a n e i r o , a 21 de f e v e r e i r o de 1 9 5 7 .
Fez o estudo em e o secun-
no C o l e g i o A g r í c o l a de R i o Pomba, em R i o
I n g r e s s o u na U n i v e r s i d a d e Federal de Viçosa em 1 9 7 6 ,
onde em Engenharia em 1 9 7 9 . Obteve o
t í t u l o de "M a g i s t e r em Solos e de
P l a n t a s em 1984 na como b o l s i s t a do
I n i c i o u em 1 9 8 5 , na mesma U n i v e r s i d a d e , o c u r s o de Solos e de P l a n t a s , em n í v e l de Doutorado,
como b o l s i s t a do
F o i Pesquisador da Empresa de Pesquisa do Estado de Mato Grosso -
F o i aprovado em concurso p ú b l i c o p a r a o m a g i s t e r i o e nomeado P r o f e s s o r A s s i s t e n t e do Departamento de
da a p a r t i r de junho de 1 9 9 1 .
na EXTRATO ...
1 . ... 1
2 . DE LITERATURA ... 3
2.1. Nível Crítico ... 4
2.2. Global e Equilíbrios 7
2.2.1. Global ... 8
2.2.2. Equilíbrios ... 8
2.3 Indices Balanceados de Kenworthy ... 9
2.4 ...
3 . MATERIAL E ... 17
3.1. ... 17
3.2. Criterio de Produtividade ... 19
3.3 dos Resultados de ...
... 19
3.3.2. Global e Equilíbrios
... 20
V
na
3.3.2.1. Global ... 20
3.3.2.2. Equilíbrios ... 20
3.3.3. Indices Balanceados de Kenworthy ... 21
3.3.4. ... 22
4 . RESULTADOS ... 24
5 . ... 29
5.1. Nível Crítico ... 29
5.2. Global e Equilíbrios 39 5.2.1. Global ... 39
5.2.2. Equilíbrios ... 44
5.3. Indices Balanceados de Kenworthy ... 53
5.4. ... 5 7 6 . RESUMO E ... 66
BIBLIOGRAFIA ... 69
... 75
E X T R A T O
L E I T E , Roberto de Aquino, U n i v e r s i d a d e Federal de Viçosa, j a n e i r o de 1 9 9 3 . do Estado
do C a f e e i r o no Estado do E s p í r i t o Santo U t i l i z a n d o
D i f e r e n t e s de de F o l i a r .
P r o f e s s o r O r i e n t a d o r : V i c t o r Hugo V . , P r o f e s s o r e s C o n s e l h e i r o s : M á r i o Braga e de B a r r o s .
Foram amostradas 65 l a v o u r a s de c a f e e i r o r e p r e s e n t a n t e s das p r i n c i p a i s c l a s s e s de s o l o s da
n o r t e do Estado do E s p í r i t o Santo, nas s a f r a s de 86/87, 8 7 / 8 8 e 88/89.
Coletaram-se amostras p a r a a n á l i s e química, r e s u l t a d o s foram tabulados juntamente com os dados de p r o d u t i v i d a d e das l a v o u r a s .
Adotou-se como c r i t e r i o de p r o d u t i v i d a d e 30 'Sacas de c a f é p o r a p r e s e n t a r um aumento de
50% sobre aquela que atualmente 6 considerada
na ( 2 0
O s r e s u l t a d o s de a n á l i s e f o l i a r foram i n t e r p r e t a d o s
segundo os s e g u i n t e s c r i t e r i o s : N í v e l C r í t i c o ;
Balanceados de Kenworthy e
Apresentou-se o do n í v e l c r í t i c o na forma de que p e r m i t i u c a l c u l a r a Area do p o l í g o n o que surge ao se unirem os pontos r e f e r e n t e s aos t e o r e s de cada n u t r i e n t e a n a l i s a d o . Não houve c o r r e l a ç ã o s i g n i f i c a t i v a e n t r e a e a Area do
Isoladamente os e q u i l í b r i o s p e r m i t i r a m i d e n t i f i c a r visualmente, no diagrama, problemas
em e s c a l a r e g i o n a l , evidenciando desbalanceamentos p r i n c i p a l m e n t e com r e l a ç ã o a e
O maior problema e v i d e n c i a d o f o i com aos especialmente p a r a o que se apresentou em n í v e i s a l t o s , em um grande número de l a v o u r a s , podendo i n c l u s i v e e s t a r causando problemas de
p r i n c i p a l m e n t e no s o l o LE. No s o l o LA a d e f i c i ê n c i a de f o i freqüentemente observada.
Os i n d i c e s balanceados de Kenworthy e
apresentaram r e s u l t a d o s b a s t a n t e semelhantes e n t r e s i , porem o f o r n e c e de seus i n d i c e s normais, o i n d i c e de
balanço g l o b a l da l a v o u r a com o qual se
pode e v i d e n c i a r l i m i t a ç õ e s de ordem
A a v a l i a ç ã o do estado das c u l t u r a s tem s i d o um dos d e s a f i o s p a r a pesquisadores em F e r t i l i d a d e do Solo e N u t r i ç ã o de P l a n t a s do mundo i n t e i r o , p r i n c i p a l m e n t e em p a í s e s onde ocorrem na p r o d u t i v i d a d e das c u l t u r a s d e c o r r e n t e s de d e s e q u i l i b r i o s
No B r a s i l , esse d e s a f i o 6 ainda m a i o r , v i s t o que os s o l o s b r a s i l e i r o s são, na sua maior p a r t e , m u i t o
e pobres em n u t r i e n t e s , o que requer a p l i c a ç ã o de elevadas quantidades de f e r t i l i z a n t e s . Se p o r um l a d o a necessidade de f e r t i l i z a n t e s elevada, por o u t r o ,
os r e c u r s o s f i n a n c e i r o s d i s p o n í v e i s p a r a a f e r t i l i z a ç ã o do s o l o são l i m i t a d o s , f a t o esse agravado p e l o elevado p r e ç o 'dos f e r t i l i z a n t e s . P o r t a n t o , n e c e s s á r i o cada vez
mais o uso dos de modo a o b t e r o maior rendimento das c u l t u r a s com o menor c u s t o p o s s í v e l .
Neste c o n t e x t o , para uma adequada recomendação de adubação, é n e c e s s á r i o , antes de tudo, i d e n t i f i c a r qual ou
1
quais são os nutrientes mais limitantes para as culturas.
Essa identificação tradicionalmente realizada por meio da do solo, tem recebido, ultimamente, suporte adicional por meio da analise de tecidos vegetais, comumente chamada de analise foliar.
A da diagnose foliar, no auxílio da interpretação de desequilibrios das culturas, levou pesquisadores do mundo inteiro a desenvolverem
diversas de de resultados de
analise foliar.
A possibilidade de aliar-se a analise foliar com a analise do solo, para a interpretação; num aspecto mais
das entre a do solo e
o estado das plantas, leva h necessidade de se conhecer qual forma de interpretar resultados da analise foliar para fins de avaliação da fertilidade do solo.
Para tanto, 6 necessario que se avalie em primeiro lugar, dentre as diversas de interpretação de diagnose foliar disponíveis, qual ou quais aquelas que efetivamente têm melhor possibilidade de contribuir no aprimoramento do estudo do sistema solo e planta.
Este trabalho teve como objetivos:
- Comparar diferentes de interpretação na diagnose foliar.
- Avaliar o estado do cafeeiro
em lavouras cultivadas no Estado do Espírito Santo.
2 . R E V I S A 0 D E L I T E R A T U R A
A a n á l i s e de t e c i d o v e g e t a l tem s i d o o b j e t o de m u i t o s
estudos que visam ao aprimoramento das de
d i a g n ó s t i c o do estado das c u l t u r a s ,
t r a d i c i o n a l m e n t e r e a l i z a d a p o r meio da de solo
(MALAVOLTA e GOMES, 1 9 6 1 ;
A a n á l i s e de s o l o , considerada como e x c e l e n t e f e r r a m e n t a , apresenta, no e n t a n t o , c e r t a s
d e c o r r e n t e s de d i v e r s o s por exemplo a p r á t i c a
de l o c a l i z a d a a l a n ç o ) que
d i f i c u l t a o processo de do s o l o ; e problemas na
de e que tornam
d i f í c i l a c o r r e t a do t e o r destes n u t r i e n t e s no
s o l o e 1 9 8 4 ) .
A vantagem do uso de t e c i d o v e g e t a l e s t á no f a t o de a p r ó p r i a p l a n t a s e r o do n u t r i e n t e no s o l o , e p e r m i t i r uma aval d i r e t a de seu estado
ORLANDO F I L H O e
Dentre os t e c i d o s v e g e t a i s p o s s í v e i s de serem a n a l i s a d o s , a f o l h a tem s i d o p r e f e r i d a , p o i s o c e n t r o das a t i v i d a d e s das p l a n t a s . Além de s e r o l o c a l da
de p e l a e l a desempenha
i m p o r t a n t e no metabolismo de m u i t o s c o n s t i t u i n t e s , e também o p r i n c i p a l l o c a l p a r a onde t r a n s p o r t a d o s os n u t r i e n t e s a b s o r v i d o s p e l a s r a i z e s . Conseqüentemente, as f o l h a s potencialmente o componente mais adequado p a r a d i a g n o s t i c a r qual quer i a ou excesso no suprimento de n u t r i e n t e s p e l o s o l o e
p e r m i t i n d o p o r t a n t o melhor c r i t e r i o p a r a a de e
Sucessos com a a n á l i s e f o l i a r e problemas em da a n a l i s e de s o l o estimularam d i v e r s o s estudos para melhorar
os métodos de diagnose do estado da
açúcar e da de e 1984;
e
O s metodos de de a n á l i s e f o l i a r
mais u t i l i z a d o s os s e g u i n t e s : N í v e l c r í t i c o ; g l o b a l e E q u i l í b r i o s 3 ) I n d i c e s
balanceados de e 4 )
2 . 1 . Nível C r í t i c o
Segundo e s t e c o n c e i t o um n u t r i e n t e s e r i a t i d o como
1 se sua na f o l h a e s t i v e s s e abaixo de
um determinado v a l o r c r í t i c o , caso c o n t r a r i o s e r i a
considerado s u f i c i e n t e JONES, 1970).
E n t r e t a n t o , cabe r e s s a l t a r que o n í v e l de um
5
nutriente na folha, e conseqüentemente o seu nível crítico, pode ser influenciado por outros fatores além de sua disponibilidade no solo. Entre estes fatores clima,
disponibilidade de outros nutrientes, manejo e (BATES, 1971; LEAF, 1973
Mais recentemente et al. (1982) verificaram que o fator capacidade tampão de do solo levou A obtenção de diferentes valores críticos de P em plantas de soja cultivadas em diferentes solos. Outro fato não menos
importante é a do de
na planta (Pi) A medida que o fator capacidade tampão decresce no teor de argila .do solo). Devido a essa fração (Pi), o nível crítico foliar para plantas de alface cultivadas em um solo arenoso foi superior ao obtido em um solo argiloso et al. 1987).
Contudo, a utilização do nível crítico foliar tem tido sucesso em locais onde existem deficiências agudas de um determinado nutriente. Mas, se essa deficiência for baixa ou proveniente de varios nutrientes ou mesmo por outros fatores o nível crítico foliar tem sido
menos efetivo e 1987).
Para e ALLEN (1988) alguns destes problemas poderiam ser mi pela i do conteúdo de nutrientes na folha, ao invés de se utilizarem apenas suas concentrações, principalmente em razão da alta variabilidade das concentrações tanto de macro como
(LAMB,
Desta forma VALENTINE e ALLEN 989) incluíram o
peso da de no estudo de respostas
f e r t i l i z a ç ã o p a r a i d e n t i f i c a r l i m i t a ç õ e s em p l a n t a s de p i n u s , sob as s e g u i n t e s h i p ó t e s e s : 1 - Tanto o peso das como a
de n u t r i e n t e s respondem a mudanças no e s t a d o d u r a n t e o p r i m e i r o lançamento f o l i a r após a
P a r t i c u l a r m e n t e o aumento da d i s p o n i b i l i d a d e de um n u t r i e n t e l i m i t a n t e do crescimento, deve aumentar t a n t o sua concentração f o l i a r quanto o peso da 2- Respostas de peso da e concentração de n u t r i e n t e s , j u n t a s ,
mostram claramente o estado do p i n u s melhor do
que o u t r a s de diagnose f o l i a r e conseqüentemente, predizem mais seguramente o p o t e n c i a l de resposta
1 i
As i n t e r p r e t a ç õ e s foram f e i t a s u t i l i z a n d o um processo s u g e r i d o p o r e STONE segundo o q u a l um determinado n u t r i e n t e considerado l i m i t a n t e se sua a d i ç ã o r e s u l t a r no aumento t a n t o da sua concentração como do seu conteúdo f o l i a r , levando assim a incrementos de peso das
MALAVOLTA e t a l . informam que os r e s u l t a d o s de com base no n í v e l c r í t i c o f o l i a r , podem s e r
i n t e r p r e t a d o s mais f a c i l m e n t e na forma de um
c i r c u l a r denominado como o u t i 1 izado p o r V . (1962) p a r a a c u l t u r a do no Equador.
O c o n s t i t u í d o p o r c í r c u l o s c o n c ê n t r i c o s , com t a n t a s d i v i s õ e s r a d i a i s forem os elementos a
serem Normalmente num c í r c u l o os v a l o r e s
dos n í v e i s c r í t i c o s determinados previamente p a r a a c u l t u r a
desejada (FIGURA 1 1 .
7
F I G U R A 1 - representado os ' n í v e i s c r í t i c o s dos d i v e r s o s n u t r i e n t e s , p a r a o a r a b i c a , apresentados p o r 1 9 8 2 .
Os r e s u l t a d o s de no
e , ligarem- se os d i v e r s o s pontos, surge um p o l í g o n o com c a r a c t e r í s t i c a s que permitem i n t e r p r e t a r o e s t a d o
da p l a n t a . Dessa forma e p i c o s no indicam f a l t a ou excesso, ou s e j a , d e s e q u i l i b r i o ; e quanto mais u n i f o r m e esse p o l í g o n o , melhor o estado na p l a n t a MALAVOLTA e t a l . ( 1 9 8 9 ) .
2.2. Global e Equilibrios
E s t e e n v o l v e duas etapas na sua i n t e r p r e t a ç ã o , ou s e j a , a Alimentação Global e os E q u i l í b r i o s
os q u a i s serão apresentadas separadamente apenas p a r a
f a c i l i t a r a compreensão.
2 . 2 . 1 . Global
Este método c o n s i s t e na soma dos t e o r e s dos n u t r i e n t e s o b t i d o s na a n á l i s e f o l i a r ( e x . N + P + S
A g l o b a l 6 representada, normalmente, p o r um
g r á f i c o de b a r r a s em que a a l t u r a é p r o p o r c i o n a l a essa soma.
conveniente que se separem os n u t r i e n t e s de acordo com suas c a r a c t e r í s t i c a s , ( e x . macro e
c a t i o n s e ... p a r a p e r m i t i r uma melhor dos r e s u l t a d o s 1962).
2 . 2 . 2 . Equilíbrios
O e q u i l í b r i o f i s i o l ó g i c o é a ó t i m a e x i s t e n t e e n t r e o s n u t r i e n t e s a r r a n j a d o s a t r ê s ( e x .
N, P e S ; e Seu v a l o r é representado p o r um
p o n t o , p l o t a d o em um t r i â n g u l o v é r t i c e s correspondem a 100 dos n u t r i e n t e s (FIGURA 2 ) . Esse t i p o de g r á f i c o f o i p r o p o s t o o r i g i n a l m e n t e por e
(1929) c i t a d o s p o r ( 1 9 4 8 ) . Cada pode a p r e s e n t a r no seu i n t e r i o r a de e q u i l í b r i o ótimo.
A da de l i m i t e do e q u i l í b r i o ó t i m o 6 . o b t i d a plotando- se em um mesmo g r á f i c o , os e q u i l í b r i o s r e s u l t a n t e s da a n á l i s e de amostras de t e c i d o f o l i a r , p r o v e n i e n t e s de p l a n t a s bem n u t r i d a s e que apresentaram a l t a p r o d u t i v i d a d e 1962).
Os e q u i l í b r i o s f i s i o l ó g i c o s , em c o n j u n t o com a
alimentação g l o b a l , permitem uma melhor i n t e r p r e t a ç ã o dos
r e s u l t a d o s de a n á l i s e f o l i a r 1962).
9
F I G U R A 2 - Região de E q u i l í b r i o p a r a e
p a r a o r o b u s t a
2 . 3 . I n d i c e s Balanceados de Kenworthy
KENWORTHY sugere que ao r e p o r t a r o balanço
o n í v e l de um determinado n u t r i e n t e em r e l a ç ã o a o u t r o , ( n í v e l r e l a t i v o ) , e as v a r i a ç õ e s p o s s í v e i s dos n u t r i e n t e s , tornam d i f í c i l a do e q u i l í b r i o
Além d i s s o , sem um conhecimento profundo de e q u i l í b r i o por p a r t e do pesquisador, pode s e r d i f í c i l entender, p o r exemplo, que 40 de podem e s t a r balanceados com 2 de N.
E n t r e t a n t o , o balanço pode s e r mais f a c i l m e n t e i n t e r p r e t a d o , transformando- se os v a l o r e s dos r e s u l t a d o s de a n á l i s e f o l i a r p a r a porcentagens de v a l o r e s embora possam o c o r r e r c e r t o s desvios normais
1 9 6 1 ) .
O s I n d i c e s Padrões, ou de r e f e r ê n c i a , são o b t i d o s a p a r t i r de r e s u l t a d o s de a n á l i s e f o l i a r de p l a n t a s que apresentaram a l t a p r o d u t i v i d a d e , ou p r o d u t i v i d a d e
segundo determinado c r i t é r i o 1 9 6 7 ) .
C o n c l u i KENWORTHY que é n e c e s s á r i o c o n s i d e r a r o c o e f i c i e n t e de v a r i a ç ã o para cada n u t r i e n t e , ao a j u s t a r os i n d i c e s padrões, de modo a e l i m i n a r as v a r i a ç õ e s i n d e s e j á v e i s , obtendo-se assim os i n d i c e s balanceados.
MALAVOLTA e t a l . 1989) informam que quando o v a l o r da amostra e s t i v e r abaixo do padrão a i n f l u e n c i a da v a r i a b i l i d a d e é a d i c i o n a d a , caso c o n t r á r i o , s u b t r a í d a , para serem o b t i d o s os i n d i c e s balanceados. Esses i n d i c e s são a j u s t a d o s para em r e l a ç ã o aos i n d i c e s padrões, e c l a s s i f i c a d o s nas s e g u i n t e s f a i x a s 1 ) 1 7 a 5 0 - d e f i c i e n t e ; 2 ) 5 0 a 83 - a b a i x o do normal; 3 ) 83 a 1 1 7 - normal; 4 ) a 150 acima do normal; e 5 ) 1 5 0 a
183 - excessivo. A pode s e r f e i t a em
c i r c u l a r ou de b a r r a s e , em qualquer caso, o comprimento do r a i o ou da b a r r a corresponde percentagem encontrada.
2 . 4 .
BEAUFILS (1973) p u b l i c o u uma metodologia para i n t e r - p r e t a r r e s u l t a d o s de a n á l i s e f o l i a r como p a r t e de um Sistema
I n t e g r a d o de Diagnose e Recomendação Pretendia- se, i n i c i a l m e n t e , com esse sistema i d e n t i f i c a r todos os f a t o r e s
l i m i t a n t e s da p r o d u t i v i d a d e das c u l t u r a s e,
assim, aumentarem as chances de incrementar a p r o d u t i v i d a d e
p e l o aprimoramento das recomendações de f e r t i l i z a ç ã o .
O estuda os f a t o r e s c o n t r i b u i n t e s da produção e r e s u l t a numa da composição do s o l o e p l a n t a em r e l a ç ã o p r o d u t i v i d a d e . Essa f e i t a a t r a v é s de
i n d i c e s que avaliam quanto o de um determinado n u t r i e n t e d i s t a de seu e assim ordenados os n u t r i e n t e s segundo sua l i m i t a ç ã o p a r a a p r o d u t i v i d a d e . Esses i n d i c e s também indicam o grau em que o s o l o ou a p l a n t a necessitam de um determinado n u t r i e n t e , considerando automaticamente o e q u i l í b r i o de n u t r i e n t e s na p l a n t a
1978).
BEAUFILS ( 1 9 5 7 ) sugere um diagrama c i r c u l a r e s p e c í f i c o p a r a i n t e r p r e t a ç ã o dos i n d i c e s (FIGURA 3 ) .
O ponto de origem no c e n t r o do diagrama r e p r e s e n t a a
média de cada e p a r a a população de
r e f e r ê n c i a ou norma ( v a l o r e s medios das r e l a ç õ e s e n t r e n u t r i e n t e s o b t i d o s p a r a a amostra da população de a l t a p r o d u t i v i d a d e ) . Em o u t r a s p a l a v r a s , e s t a 6 a composição desejada p a r a se o b t e r um rendimento elevado. O v a l o r d e s t e ponto, n e s t e exemplo p a r a p l a n t a s de m i l h o , de p a r a o
p a r a o e
para o 1978).
E n t r e t a n t o , e s t a composição desejada não deve s e r considerada como um p o n t o simples e i n f l e x í v e l , mas sim como uma f a i x a de v a r i a ç ã o compreendida p e l o c í r c u l o c e n t r a l do
diagrama de d o i s c í r c u l o s ( F I G U R A O
d i â m e t r o desse c í r c u l o na d i s t r i b u i ç ã o normal corresponde a
em r e l a ç ã o v a r i a b i l i d a d e da população de r e f e r ê n c i a .
Quando a composição de uma p l a n t a c a i d e n t r o desse c í r c u l o
então considerada como r e l a t i v a m e n t e e q u i l i b r a d a , e no
t
F I G U R A 3 - g r á f i c a das normas p a r a
do balanço p e l o p a r a os
n u t r i e n t e s N, P e K p a r a o m i l h o 1 9 7 8 ) .
diagrama representada p o r s e t a s h o r i z o n t a i s
Afastando- se da zona c e n t r a l ao longo de qualquer e i x o , aumenta-se o grau de d e s e q u i l i b r i o e n t r e os d o i s n u t r i e n t e s . A zona de d e s e q u i l i b r i o é compreendida p o r duas
sendo a p r i m e i r a d e l a s ( c í r c u l o i n t e r n o ) considerada como zona de d e s e q u i l i b r i o l i g e i r o a moderado, que representada no diagrama por s e t a s i n c l i n a d a s de , e d e l i m i t a d a por um c í r c u l o e x t e r n o de 8 A
do c í r c u l o e x t e r n o considerada como zona de marcado d e s e q u i l i b r i o , e é a s s i n a l a d a p o r s e t a s v e r t i c a i s
1 9 7 3 ) .
13 Como o excesso de um n u t r i e n t e pode i n d u z i r d e f i c i ê n c i a de o u t r o s , apenas os d e s e q u i l i b r i o s p o r devem s e r r e g i s t r a d o s para f i n s de diagnose no diagrama
S a l i e n t a que para se fazerem as
recomendações deve-se c a l i b r a r os i n d i c e s em r e l a ç ã o a determinados t r a t a m e n t o s , uma vez que se considerados s o z i n h o s , os i n d i c e s não fornecem uma i n d i c a ç ã o da n a t u r e z a e quantidade de um determinado n u t r i e n t e que deve s e r a d i c i o n a d o ao s o l o , v i s t o que a r e s p o s t a da p l a n t a 6 função das propriedades do s o l o e r e s p o s t a s do solo aos t r a t a m e n t o s .
D i v e r s o s t r a b a l h o s v e r i f i c a r a m vantagens do
sobre o n í v e l c r i t i c o f o l i a r e o n i v e l c r í t i c o de s o l o s p a r a
se fazerem diagnoses com de recomendação de
adubação e t a l . , 1981 JONES, 1981 JONES e BOWEN,
1 9 8 1 ; 1981; e
c i t a n d o - s e p r i n c i p a l m e n t e as s e g u i n t e s :
- Para se f a z e r diagnose, considera- se o e q u i l í b r i o
com base em de r e f e r e n c i a
ou normas. I s t o 6 p a r t i c u l a r m e n t e i m p o r t a n t e em a l t o s n í v e i s de produção, em que o e q u i l í b r i o m u i t a s vezes, o f a t o r mais i m p o r t a n t e e c r í t i c o na determinação da p r o d u t i v i d a d e v e g e t a l .
- As normas, ou composição de r e f e r ê n c i a , p a r a o e q u i l í b r i o de uma determinada c u l t u r a podem s e r e x t r a p o l a d a s para d i v e r s a s do p a í s .
- Pode-se f a z e r diagnoses em d i f e r e n t e s fases de
desenvolvimento v e g e t a l , independente da c u l t i v a r .
- Os n u t r i e n t e s l i m i t a n t e s da t a n t o p o r d e f i c i ê n c i a quanto p o r excesso podem s e r prontamente
i f e ordenados em de sua i m p o r t a n c i a na
l i m i t a ç ã o da p r o d u t i v i d a d e .
B e a u f i l s c i t a d o p o r ORLANDO FILHO e
u t i l i z o u a diagnose f i s i o l ó g i c a p a r a a c u l t u r a do m i l h o na A f r i c a do s u l , tendo na oportunidade t r a b a l h a d o com 2 1 . 5 3 5 r e s u l t a d o s de f o l i a r p u b l i c a d o s em d i v e r s a s r e v i s t a s c i e n t í f i c a s , e d i v i d i u suas em duas c a t e g o r i a s :
( 1 ) P l a n t a s de a l t a p r o d u t i v i d a d e (maior que 3.200 e ( 2 ) P l a n t a s de b a i x a p r o d u t i v i d a d e (menor que 3 . 2 0 0
Nesse t r a b a l h o , o a u t o r s u b s t i t u i as s e t a s de no diagrama p o r i n d i c e s numéricos, os q u a i s
chamou de i n d i c e s que representam o balanço
p a r a as e n t r e N, P e V a l o r e s n e g a t i v o s s i g n i f i c a m d e f i c i e n c i a do elemento em aos demais; v a l o r e s p o s i t i v o s indicam excesso. Desta forma, o melhor e q u i l í b r i o se dar:! quanto mais próximos de zero e s t i v e r e m esses i n d i c e s (BEVERLY e t a l . , 1 9 8 6 ) .
O u t r a vantagem dos i n d i c e s p r i m á r i o s quando se u t i l i z a m mais de t r ê s n u t r i e n t e s . Neste caso, a do balanço i r i a r e q u e r e r uma forma e s p e c i a l , d i f i c u l t a n d o a do problema.
Observa a i n d a ( 1 9 7 1 c i t a d o por ORLANDO FILHO e que a r e l a ç ã o e x i s t e n t e e n t r e a p r o d u t i v i d a d e e a composição química de t e c i d o s a n a l i s a d o s
6 uma da L e i do Mínimo de e que a
1 5 p a r t i c u l a r vantagem da diagnose do e q u i l í b r i o
que essa t é c n i c a não é a f e t a d a p e l o s f a t o r e s de 1 i que mascaram a i dos r e s u l t a d o s , podendo s e r a p l i c a d a a qualquer momento e sob d i f e r e n t e s condições.
c i t a d o p o r ORLANDO FILHO e i n d i c a que v e r i f i c o u , p a r a p l a n t a s de
açúcar, e f e i t o s i g n i f i c a t i v o da da f o l h a na p l a n t a , da i d a d e e da época de c o l e t a das amostras e do e f e i t o v a r i e t a l sobre o E n t r e t a n t o , c o n c l u i
que o s i s t e m a pode s e r usado em p l a n t a s de s o j a , independentemente da das f o l h a s na p l a n t a , v a r i e d a d e ou i d a d e da p l a n t a t e s t a d a . Essas conclusões também f o r a m
p a r a o m i l h o 1979).
No B r a s i l , e ORLANDO F I L H O ( 1 9 7 9 ) a p l i c a r a m a metodologia do na cana-de-açúcar observando a i n t e r f e r ê n c i a v a r i e t a l e p a r a a perda de s e n s i b i l i d a d e do método quando estudaram conjuntamente as
variedades 51- 76, 46-47 e 46- 355.
Essa metodologia apresenta- se b a s t a n t e promissora, embora tenha s i d o observado que a s e n s i b i l i d a d e dessa
r e s i d e em p a r t e no elevado número de dados, e na e x p e r i ê n c i a do pesquisador que i r á executar as i n t e r p r e t a ç õ e s , p r i n c i p a l m e n t e , na seleção da população de a l t a p r o d u t i v i d a d e , p o i s é e s t a que p r o p o r c i o n a r á o diagrama do balanço e o s i n d i c e s p r i m a r i o s
e ORLANDO FILHO e (1983)
Concluem e t a l . que ainda e x i s t e m
algumas d i f i c u l d a d e s para a implantação do em de
p l a n t i o de cana-de-açúcar p a r a f i n s c o m e r c i a i s , d e v i d o a f a t o r e s i n t e r f e r e n t e s que s e r melhor estudados.
P e l a s expostas, pode-se propor que
dispondo- se de mais adequadas p a r a a aval
g l o b a l do i n t e r - r e l a c i o n a m e n t o e n t r e as v a r i á v e i s e n v o l v i d a s no s i s t e m a s o l o - p l a n t a , s e r i a p o s s í v e l f a z e r
mais aproximadas e dos f a t o r e s mais c r í t i c o s desse s i s t e m a p a r a o e q u i l í b r i o Dessa forma, o b t e r - s e - i a uma melhor p a r a e s t a b e l e c e r l i m i t e s
dos s o l o s , segundo seu p o t e n c i a l de e p a r a as de manejo em g e r a l .
P e l o v i s t o , a f o l i a r t e r uma grande
1 id a d e de a j u d a r a d i a g n o s t i c a r problemas
comumente observados em nossas c u l t u r a s . O
problema 6 como i n t e r p r e t a r corretamente seus r e s u l t a d o s
mediante as d i v e r s a s e x i s t e n t e s , de modo a
t i r a r - s e o maior p r o v e i t o p o s s í v e l dessa
3. MATERIAL E
3. l .
Foram selecionadas 6 5 propriedades r u r a i s , r e p r e s e n t a t i v a s dos p r i n c i p a i s t i p o s de s o l o e manejo da c u l t i v a r de c a f e l o c a l i z a d a s em e
G a b r i e l da Palha, m u n i c í p i o s da n o r t e do Estado do E s p í r i t o Santo.
Para s e l e c i o n a r as l a v o u r a s mais i n d i c a d a s p a r a esse t r a b a l h o , procedeu-se a uma p r e l i m i n a r g l o b a l da c i t a d a onde se r e g i s t r a r a m t o d o s os f a t o r e s que poderiam e s t a r r e l a c i o n a d o s com a F a t o r e s t a i s como t i p o e quantidade de f e r t i l i z a n t e , uso de
h e r b i c i d a s , condições e c u l t u r a i s ou
quaisquer o u t r a s informações r e l e v a n t e s foram r e g i s t r a d a s .
Procedeu-se a uma d e t a l h a d a de cada l a v o u r a
s e l e c i o n a d a , a f i m de i d e n t i f i c a r a Area que f o s s e a mais
r e p r e s e n t a t i v a p o s s í v e l do t i p o de s o l o , do manejo da l a v o u r a e que apresentasse p l a n t a s de aspecto mais u n i f o r m e ,
onde demarcou-se os com c e r c a de 700 covas, em
a.
Em cada selecionou- se 25 p l a n t a s bem
r e p r e s e n t a t i v a s das demais p l a n t a s do r e f e r i d o Em cada p l a n t a s e l e c i o n a d a c o l e t o u - s e q u a t r o pares de f o l h a s s i t u a d o s no t e r c e i r o a p a r t i r do dos ramos l o c a l i z a d o s na mediana da p l a n t a , nos q u a t r o pontos c a r d e a i s , t o t a l i z a n d o 200 f o l h a s p o r
A f o i r e a l i z a d a d u r a n t e a f a s e de que o c o r r e u e n t r e os meses de setembro a dezembro.
Procedeu-se nas s a f r a s correspondentes
ao ano a g r í c o l a de 86/87, 87/88 e 88/89, perfazendo assim, um t o t a l de 1 9 5 E n t r e t a n t o houve 38 com p r o d u t i v i d a d e p r a t i c a m e n t e n u l a , sendo, p o r t a n t o , descartados.
As amostras foram a n a l i s a d a s quimicamente (N, U , Fe, e B p e l a m e t o d o l o g i a
p r o p o s t a p o r e (1974) e S segundo e t
a l . m o d i f i c a d a p o r
Os r e s u l t a d o s destas a n a l i s e s foram t a b u l a d o s juntamente com o de cada p a r c e l a ( p r o p r i e d a d e r u r a l ) , bem como os dados de p r o d u t i v i d a d e de c a f e
i ado.
Comunicação
3.2. Criterio de Produtividade
Neste trabalho, foram consideradas lavouras de alta produtividade aquelas que renderam 30 ou mais sacas de café Estabeleceu-se esse valor tendo-se em vista que, atualmente, considera-se, na região objeto desta pesquisa, 20 como sendo lavouras de boa produtividade. Portanto 30 representa um incremento de 50 sobre a produtividade atual.
3.3. dos de
Foram comparadas as seguintes de interpretação de resultados de analise foliar.
3.3. l.
os resultados de foliar, de cada lavoura e ano, num ( F I G U R A após a determinação dos níveis críticos, considerados aqui, como sendo a média dos resultados de de amostras de plantas, que apresentaram alta produtividade (maior que 30
Para cada lavoura traçou-se o polígono do
ligando os valores dos resultados para cada nutriente, e calculou-se sua área.
A área de cada foi transformada para
porcentagem da área obtida para uma amostra 'ideal, ou seja,
aquela obtida com todos os nutrientes exatamente no nível
c r í t i c o . Teve-se, também, o cuidado de c o r r i g i r a Area do de modo que a Area de cada n u t r i e n t e que
excedesse ao n í v e l c r í t i c o f o s s e da Area g l o b a l . Em o u t r a s p a l a v r a s , a Area s i t u a d a acima da l i n h a do n í v e l c r í t i c o pesou semelhantemente Area s i t u a d a a b a i x o do n í v e l c r í t i c o no g l o b a l da Area c o r r i g i d a do
Calculou- se, também, a e n t r e as Area do
normal e c o r r i g i d a , e a p r o d u t i v i d a d e .
3.3.2. Global e Equilibrios
Global
os r e s u l t a d o s de de cada p a r c e l a ,
de acordo com a metodologia de g l o b a l , num
de b a r r a s , separando-se os n u t r i e n t e s em q u a t r o
grupos : N + P S em 2 ) K + em 3 ) +
+ em e 4 ) B + Fe em
Também c a l c u l o u - s e o para cada grupo de n u t r i e n t e s c i t a d o , de acordo com o mesmo
de r e f e r e n c i a , c i t a d o anteriomente.
3.3.2.2. Equilibrios
Calculou- se o e q u i l í b r i o f i s i o l ó g i c o p a r a cada um dos q u a t r o grupos de n u t r i e n t e s c i t a d o s em 3.3.2, p o r e
com suas r e s p e c t i v a s r e g i õ e s de l i m i t e de
e q u i l í b r i o
21
As reg
foram obtidas
de limite de equilíbrio
plotando-se os referidos equilíbrios i dos para plantas com produtividade acima de 30 num mesmo diagrama. Nesse diagrama foi uma linha que circundava o maior número de pontos com menor
relativa entre si, ou seja, os pontos mais uns dos outros.
Os equilíbrios triangulares foram calculados da seguinte forma: considerando, por exemplo, os seguintes resultados de analise foliar para e em calcula- se, em primeiro lugar, a soma total desses teores
que corresponde a 100%.
,Em seguida calculou-se a percentagem relativa para cada um dos nutrientes:
Obtidas as percentagens relativas para X I , e para e respectivamente, cada uma num
lado de um onde os vertices
correspondem a no sentido
FIGURA 2 ) .
3.3.3. I n d i c e s Balanceados de Kenworthy
Os indices balanceados de Kenworthy foram calculados
da seguinte forma:
Símbolos
X V a l o r da amostra C o e f i c i e n t e de de X R V a l o r de r e f e r e n c i a balanceado
X p a r a l a v o u r a s com
p r o d u t i v i d a d e acima I I n f l u ê n c i a da v a r i a ç ã o de 30
de
1 ) Quando X R 2 ) Quando X R
P = . 100 P . 100
I = ( 1 0 0 - I = - 100
=
3.3.4.
Para o e s t a b e l e c i m e n t o das normas ( X , S e das
r e l a ç õ e s das amostras p r o v e n i e n t e s das l a v o u r a s de a l t a p r o d u t i v i d a d e ) , n e c e s s á r i a s ao dos i n d i c e s do s i s t e m a i n t e g r a d o de diagnose e recomendação
separou-se as 1 em duas c l a s s e s :
A - a l t a p r o d u t i v i d a d e 30 ou mais sacas de e 2 ) - b a i x a p r o d u t i v i d a d e menos de 30
Para a população de a l t a p r o d u t i v i d a d e , (População A ) , c a l c u l o u - s e as r e l a ç õ e s , e n t r e todos os n u t r i e n t e s a n a l i s a d o s d o i s a d o i s , e p a r a cada c a l c u l o u - s e a media d e s v i o padrão ( S ) e c o e f i c i e n t e de v a r i a ç ã o
A normalidade p a r a as e n t r e n u t r i e n t e s dos dados o b t i d o s p a r a a população de a l t a p r o d u t i v i d a d e f o i v e r i f i c a d a p e l o t e s t e de
Com as normas assim e s t a b e l e c i d a s , c a l c u l o u - s e os
i n d i c e s e o s i n d i c e s de balanço de
23 acordo com a metodologia a j u s t a d a p o r V . e LEITE
u t i l i z a n d o - s e as s e g u i n t e s
ou
na q u a l
V a l o r da r e l a ç ã o p a r a a amostra a s e r d i a g n o s t i c a d a ; V a l o r da media o b t i d o p a r a as o r i u n d a s das p l a n t a s de a l t a p r o d u t i v i d a d e A);
C o e f i c i e n t e de v a r i a ç ã o das o b t i d o p a r a a população de a l t a p r o d u t i v i d a d e ;
N Número de n u t r i e n t e s e n v o l v i d o s na
O de balanço 6 c a l c u l a d o
somando-se os v a l o r e s a b s o l u t o s dos i n d i c e s o b t i d o s p a r a cada n u t r i e n t e , conforme a equação :
= + ... +
Os r e s u l t a d o s da química das amostras de t e c i d o f o l i a r , a p r o d u t i v i d a d e das l a v o u r a s , o t i p o de s o l o e o ano a g r í c o l a foram r e g i s t r a d o s no QUADRO
QUADRO - Lavouras, Classes de Solo, Ano A g r í c o l a , Produção e Resultados de A n á l i s e Química de Amostras de
Teci do i
N P K Fa 8
1 1 LA 86/87 11
0 . 3 00 . 2 0 155 11 67 27 17
2 87/88 21 0 . 2 2 150 15 8 2 8 13
3 88/89 22 0.14 1.70 1.55 0 . 4 5 0 . 2 5 83 13 76 55 12
4 2 LA 86/87 26 2.31 1.72 124 14 37 37 14
87/88 7 2.66 0 . 1 0 1.75 0 . 2 5 116 14 41 24 15
6 7
88/89 1 1 92 20 34 46 18
8
3 LA 86/87 12 2 . 4 8 0.34 173 11 84 51 30
87/88 15 2 . 8 7 1 . 5 9 123 8 2 16 17
9 88/89 22 3 . 0 1 0.13 1.37 1 . 4 4 0 . 2 2 82 11 81 71 1 1
1 o 4 LA 87/88 40 2.52 1.75 0.27 124 11 32 47 3
11 17 0.19 1 . 3 4 0.24 0 . 1 9 8 1 9 25 51 3
12 13
6 LA 86/67 33 0.11 '2.04 0 . 2 7 0 . 2 1 124 16 95 3 4 20 87/88
14
6 2.94 0.13 0 . 3 5 0 . 2 5 104 12 89 22 2 2
88/89 13
0 . 3 00 . 2 0 76 11 59 40 28
16
15 7 LA 87/88 64
2 . 6 02.41 0 . 2 7 124 17 48 54 14
88/89 37 0.30 0.25 12 47
17 8 LA 86/87 2 1 2.48 1.49 1.64 0.40 192 12 57 45 31
18 19
87/88 12 2.80 0 . 1 0 1 . 6 7 1 . 7 1 127 14 59 3 0 3 1
88/89 8 2.87 0.14 1.12 0.45 7 0 14 44 59 25
Continua.. .
? A
2 5 QUADRO - 1 , Cont.
Solo A n o Prod N P K S Fe U n
20
21 22 23 24 2 5 26 27 28 29 30 31 32 33 34 35 36 37 38 39 40 41 42 43 44 45 46 47 49 48
51
5053 5 2
5 5 54
5658 59 61
6 063 6 2 64
67 66
69 68
71 72 73 74 78 77 78 79
8 081 8 2 83 84
9
10 11
12
13 14
15
16
17
18
19
20
21
22
23
24
25 26
27
29
3 0
3 1 32 33
LA
LA LE
LA
LA LA
LA
LA
LA
LA
LA
LA
LA
LA
LA
LA
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LE
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2 7 QUADRO - 1 , Cont.
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Solo Ano
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59
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