ESCOLA SUPERIOR DE TECNOLOGIA E GESTÃO
R E L AT Ó R I O D E E S T Á G I O
BRUNO ALEXANDRE MORAI S FERREIRA
RELATÓRIO PARA A OBTENÇÃO DO DIPLOMA DE ESPECIALIZAÇÃO TECNOLÓGICA EM CONDUÇÃO DE OBRA
Resumo
O presente relatório é o relato de 540 horas de estágio para complementar a formação curricular do CET - Condução de obra no Instituto Politécnico da Guarda. O estágio foi realizado na empresa A.R.L – Construções SA, onde na qual cumpri os objectivos do plano de estágio.
Neste relatório poder-se-ão encontrar descritos o local de estágio, assim como as actividades desenvolvidas ao longo das 540 horas de duração do mesmo.
No final, encontra-se a reflexão crítica dividida por aprendizagens, dificuldades e sugestões, que faz a avaliação geral do estágio. Em jeito de consideração final, encontra-se a conclusão em que realço as ideias gerais do estágio e reforço a minha opinião sobre o decorrer do mesmo.
Agradecimentos
De uma forma geral, agradeço a todas as pessoas que directa ou indirectamente contribuíram para o bom funcionamento do meu estágio.
Dirijo o meu sincero reconhecimento a empresa A.R.L- Construções, Funcionários e Direcção, que me integraram e sempre esclareceram as minhas dúvidas.
A família merece sempre um lugar de destaque pela paciência.
Agradeço ao meu orientador directo pertencente à empresa Eng.º Vítor Silva que esteve sempre comigo, nas boas (e menos boas) horas que passamos na obra “Centro Cívico e Largo do Mercado da Miuzela” e que melhor do que ninguém percebeu as minhas alegrias e angústias.
Por último, agradeço ao meu orientador por parte do Instituto Politécnico da Guarda, Professor Eng.º Carlos Aquino, pois foi incansável na minha melhor orientação do presente relatório.
Índice
1. Apresentação da empresa ... 7
1.1. Generalidades ... 7
1.2. Outras Instalações Permanentes:... 8
1.3. Historial da empresa ... 8
1.4. Organização interna da empresa ... 10
2. Breve descrição da obra em estágio ... 11
3. Trabalhos realizados no estágio ... 12
3.1. Medições ... 13 3.1.1. Medições em Projecto ... 13 3.1.2. Medições em obra ... 13 3.2. Autos de medição ... 14 3.3. Planeamento de obra ... 15 3.3.1. Noção de planeamento... 15 3.3.2. Dados base ... 16 3.4. Preparação de obra ... 17 3.5. Pedidos de Preços ... 19
3.6. Apoio ao controlo e qualidade ... 20
3.6.1. Ensaios a resistência do betão ... 20
3.6.1.1. Ensaio de abaixamento (slump test) ... 20
3.6.1.1.1. Equipamento necessário: ... 21
3.6.1.1.2. Técnica de realização ... 21
3.6.1.2. Ensaio de resistência à compressão ... 22
3.6.1.2.1. Equipamento utilizado: ... 23
3.6.1.2.2. Documentação de referência: ... 24
3.6.1.2.3. Procedimento: ... 24
3.7. Rendimentos de equipas e máquinas ... 26
3.8. Controle de Segurança e Higiene no Trabalho ... 30
3.9. Condução de obra ... 32
3.9.1. Escavação ... 32
3.9.2. Fundações ... 36
3.9.3. Execução de pilares ... 39
3.9.4. Cofragem de muro de betão... 40
3.9.5.1. Procedimentos de confragem ... 43
3.9.6. União entre lajes ... 47
4. Registos de obra ... 48
4.1. Trabalhadores ... 48
4.2. Equipamentos ... 50
4.3. Pedido e recepção de material ... 50
4.4. Controle de custos ... 51
5. Considerações Finais/ Conclusão ... 52
6. Bibliografia... 53
7. Web grafia ... 53
8. Anexos ... 54
Índice de Figuras Figura 1 - Actuais instalações do Grupo A.R.L ... 10
Figura 2 - Placar de informação entrada da obra ... 12
Figura 3 - Lista de medições... 14
Figura 4 - Auto de medição ... 15
Figura 5 – Plano de trabalhos quinzenal ... 17
Figura 6 - Desenho de incompatibilidade de projecto ... 18
Figura 7 - Desenho de preparação de obra ... 19
Figura 8 - Folha de pedido de preços ... 20
Figura 9 - Representação de abaixamento (slump) ... 21
Figura 10 - Moldes utilizados ... 24
Figura 11 - Enchimento dos moldes ... 24
Figura 12 – Vibração dos moldes ... 25
Figura 13 – Acabamento superficial ... 25
Figura 14 – Marcação do molde ... 26
Figura 15 – Desenho para cálculo de quantidade de tijolo ... 27
Figura 16 – Imagens de Equipamentos de segurança colectiva ... 30
Figura 17 – Trabalhador com todo o equipamento individual ... 31
Figura 18 - Maciço rochoso antes da intervenção ... 32
Figura 19 – Distribuição dos explosivos ... 34
Figura 20 – Ligadores com retardador de tempo ... 34
Figura 21 – Ligação em linha ... 34
Figura 22 – Colocação de terra e manta geotextil ... 34
Figura 23 – Remoção da rocha resultante ... 35
Figura 25 – Marcação com tinta ... 35
Figura 26 – Marcação com cal branca ... 36
Figura 27 – Abertura de fundações... 36
Figura 28 – Colocação de betão de limpeza ... 37
Figura 29 – Marcação com linha azul ... 37
Figura 30 - Cofragem de sapatas em contraplacado marítimo ... 37
Figura 31 - Cofragem de sapata contínua com chapas metálicas ... 38
Figura 32 – Calços de armadura ... 38
Figura 33 - Sapata pronta a betonar ... 38
Figura 34 – Betonagem de sapata ... 38
Figura 35 – Sapata betonada ... 39
Figura 36 - Sapata descofrada ... 39
Figura 37 - Colocação das armaduras dos pilares ... 40
Figura 38 – Pilar cofrado ... 40
Figura 39 – Cofragem do muro de betão ... 41
Figura 40 – Acessórios utilizados ... 41
Figura 41 – Empalme do muro ... 42
Figura 42 – Aspecto da face do muro ... 42
Figura 43 – Definição cota ... 43
Figura 44 - Tripés de suporte de prumos ... 43
Figura 45 - Cabeças ... 44
Figura 46 – Aranhas ... 44
Figura 47 – Cofragem de laje ... 44
Figura 48 – Armadura da laje ... 45
Figura 49 – Espaçadores ... 45
Figura 50 - Cadeira ... 45
Figura 51 – Negativos ... 46
Figura 52 – Coretes para condutas ... 46
Figura 53 – Começo da betonagem ... 46
Figura 54 – Vibração do betão ... 47
Figura 55 – Afagamento da superfície ... 47
Figura 56 – Arranques de armadura ... 47
Figura 57 - Aplicação ligante estrutural ... 48
Figura 58 – Folha de ponto Semanal ... 49
Índice de quadro Quadro 1 - Identificação da empresa ... 7
Quadro 2 - Identificação da empresa ... 8
Quadro 3 - Classes de abaixamento ... 22
Quadro 4 - Classes de resistência do betão... 23
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CET – Condução de obra
1. Apresentação da empresa
1.1. Generalidades
O estágio foi realizado na empresa A.R.L. – CONSTRUÇÕES, S.A., uma empresa de construção civil. A empresa localiza-se no Parque Industrial da Guarda, tendo como actividade dominante a Construção Civil.
No Quadro 1 e no Quadro 2 apresenta-se a identificação da empresa.
Quadro 1 - Identificação da empresa
Designação: A.R.L, António Rodrigues Leão – Construções, S.A Morada: Rua 25 de Abril Cód. Postal: 6300-329 Freguesia: S.Pedro Concelho: Celorico da Beira Telefone: 271221904 Fax:
271227657 NIPC: 501843051
Forma Jurídica: Sociedade Anónima CAE: 45212
Ano de constituição: 1987 Nº de empregados (2007): 81 Actividade dominante: Construção Civil Volume de negócios (2007):
7.524.282,33 €
Nº de empregados (2009): 124
Volume de negócios (2008):
9.100.578,67 €
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CET – Condução de obra
1.2. Outras Instalações Permanentes:
Quadro 2 - Identificação da empresa Morada: Quinta da Torre – Parque Industrial
da Guarda - Apartado 1039 Cód. Postal: 6301-908 Guarda
Freguesia: S. Vicente Concelho: Guarda
Telefone: 271221904 Fax: 271227657 Nº de empregados: 124
A empresa está certificada pela norma NP EN ISO 9001:2000 para as actividades de Construção e Reabilitação de Edifícios e Infra-estruturas em Obras Públicas e Particulares.
1.3. Historial da empresa
O Sr. António Rodrigues Leão, mostrou desde muito jovem um espírito dinâmico e empreendedor. E essa ambição e vontade de vencer fizeram de António Rodrigues Leão um dos mais importantes empresários da região, tendo fundado, com apenas 20 anos, a antecessora da actual ARL Construções S.A.
O seu empreendorismo começou a revelar-se ainda enquanto tarefeiro. Mais tarde há cerca de 50 anos, realizou todo o trabalho de cantaria do Palácio da Justiça de Celorico da Beira, foi aí o início da carreira de António Rodrigues Leão. Entretanto terminada essa obra, surgiu a oportunidade de se tornar sócio do empreiteiro principal, com quem trabalhava nessa altura, e juntos começaram as obras de requalificação do antigo colégio dos jesuítas de Gouveia, actuais Paços do Concelho. A sociedade manteve-se até 1967, ano em que se tornou independente e montou o seu próprio negócio ao fundar a António Rodrigues Leão Construções.
Uma das grandes “escolas” para a empresa acabou por ser a construção de edifícios escolares no distrito da Guarda. Como todas elas eram iguais e os seus projectos muito
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CET – Condução de obra
detalhados e pormenorizados, não havia falhas e tentava-se sempre melhorar cada uma delas. No total, a ARL Construções construiu mais de 40 escolas, a da Aldeia Rica, Ratoeira, Carrapichana, Famalicão da Serra, Vinhó, entre outras localidades.
Ao fim de 40 anos no mercado de trabalho, a ARL Construções S.A sofreu uma forte mudança. Ao longo deste tempo, a ARL passou por três principais períodos de actividade.
Até 1970, António Rodrigues Leão dedicou-se apenas à actividade de empreiteiro, tendo já cerca de 30 operários sob a sua direcção. Entretanto, nesse ano deu início ao comércio de materiais de construção civil, um negócio que acrescentou à actividade de empreiteiro em nome individual.
Mais tarde, em 1987 surgiu a António Rodrigues Leão, Lda, dedicada à construção civil e obras públicas. Teve origem na necessidade sentida pelo seu sócio fundador, o Sr. António Rodrigues Leão em separar as actividades industrial e comercial. Esta designação manteve-se até 2002, altura em que aconteceu mais uma modificação e nasceram quatro firmas: a A.R.L. Construções, A.R.L. - Imobiliária, A.R.L. - Materiais de Construção e a D.S.E. - Desenvolvimento de Soluções de Engenharia para Edifícios, seguindo uma estratégia de integração vertical a montante e jusante do negócio.
O crescimento da A.R.L. passa também pelas novas instalações da empresa. No final de 2005 a sociedade decidiu passar de “armas e bagagens” para a cidade da Guarda e, assim, adquiriu cerca de oito mil metros quadrados na zona do Parque Industrial da Guarda. As obras terminaram no final de 2008. O novo espaço contempla estaleiro, escritórios e oficinas distribuídos por cerca de seis mil metros quadrados de área bruta (três mil por piso) de forma a dotar a empresa de melhor logística e organização, de acordo com a estratégia de crescimento empresarial.
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CET – Condução de obra
Figura 1 - Actuais instalações do Grupo A.R.L 1.4. Organização interna da empresa
O corpo técnico da empresa é actualmente constituído por engenheiros civis e bacharéis, que para além dos aspectos mais directamente ligados à produção, colaboram também na gestão corrente nomeadamente em contactos com clientes, fornecedores, subempreiteiros, entidades públicas, processamento de salários, facturação, etc. Com o corpo técnico existente tem sido possível acompanhar o desenvolvimento das diversas empreitadas acessorando a sua execução nos aspectos técnicos mais relevantes, apoiando ou mesmo substituindo as actividades que são normalmente do dono de obra, tais como as medições periódicas, pormenorização, estudo de variantes, verificações técnicas, cálculos de estabilidade, verificação de regulamentos entre outros.
Atendendo à capacidade actual do sector técnico, foi possível criar um serviço técnico de engenharia apto para responder directamente a solicitações provenientes de entidades distintas da própria empresa, quer a nível de projecto, quer a nível de consultoria. A actividade neste campo desenvolve-se em espaço próprio na sede da empresa, onde existem os meios indispensáveis, nomeadamente hardware e software de aplicação em engenharia e equipamento para desenho.
Existe ainda um bom relacionamento com diversos subempreiteiros sedeados na sua grande maioria no distrito da Guarda, existindo inclusive com alguns deles uma colaboração de longa data na realização dos mais diversos trabalhos, em particular instalações eléctricas e telefones, abastecimento de águas, esgotos, trabalhos de acabamentos, incorporação de componentes de edifícios, montagem de equipamentos, etc., operando quase todos eles a nível regional e nacional.
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CET – Condução de obra
O rumo traçado tem como meta a organização e modernização da empresa no sentido de permitir dar uma resposta capaz em termos futuros, relativamente às solicitações que a médio prazo se irão colocar à indústria da construção civil. Deste modo a evolução que se tem feito sentir nos últimos anos aponta cada vez mais para a racionalização dos meios de produção, a introdução de novas tecnologias e processos de construção, o recurso a novos materiais e componentes, entre outras medidas de menor importância. Para tal conta com os meios já existentes ou que a curto e médio prazo irão sendo adquiridos, dispondo para o efeito de uma sólida situação financeira, capaz de enfrentar de um modo controlado conjunturas menos favoráveis.
2. Breve descrição da obra em estágio
A obra onde decorreu o estágio denomina-se como “Centro Cívico e Largo do Mercado da Miuzela. Esta tem por base a construção do edifício e requalificação da zona envolvente onde se insere o Largo do Mercado.
O edifício tem como principal funcionalidade albergar as novas instalações da Junta de Freguesia local e servir de apoio a nível sanitário ao Mercado. O edifício ficará implantado num imponente maciço rochoso, tendo sempre presente que a consideração do mesmo como elemento emblemático a preservar, deverá ser uma das prioridades deste projecto.
A empreitada tem como Dono de Obra a Câmara Municipal de Almeida, que foi adjudicada à Empresa ARL construções SA pelo valor de 793.334,14€, tendo esta um prazo de 730 dias para concluir a obra.
Na figura seguinte é apresentada uma figura que ilustra o placar informativo, que se encontra afixado na vedação do perímetro da obra.
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CET – Condução de obra
Figura 2 - Placar de informação entrada da obra
3.
Trabalhos realizados no estágio
O estágio curricular permitiu-me entrar em contacto com a complexa realidade do funcionamento da actividade da construção civil. Durante o referido período acompanhei uma obra desde o seu início, encontrando-se esta na fase de escavação.
A obra em questão denomina-se como “Centro Cívico e Largo do Mercado da Miuzela, onde desenvolvi os seguintes trabalhos abaixo mencionados:
Medições;
Autos de medição;
Planeamento de obra
Preparação de obra;
Pedido de preços;
Apoio ao controlo e qualidade;
Rendimentos de equipas e máquinas;
Controlo de higiene e segurança no trabalho;
Condução de obra;
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CET – Condução de obra
3.1. Medições
3.1.1. Medições em Projecto
Uma das tarefas que mais se utilizou em obra foi as medições de projecto, que se desenvolveu em duas modalidades:
- Medições no programa Autocad;
- Medições realizadas em papel com ajuda de uma Régua de escala.
As medições realizadas tiveram como principal objectivo, a encomenda de material (aço e cofragem) e implantação estrutural do edifício.
Na realização destes trabalhos e dado o rigor inerentes aos mesmos, o estagiário apercebeu-se da necessidade de concentração e calma necessária à boa realização desta tarefa.
3.1.2. Medições em obra
Na obra esta tarefa é extremamente importante sendo utilizada nos seguintes trabalhos:
- Cubicagem das quantidades de betão necessárias para as actividades em curso;
- Medição de distâncias para obter uma relação de quantidades de material necessárias para a realização das diversas actividades;
- Medições para elaboração de autos de medição.
Em seguida é apresentado na figura um modelo de uma tabela predefinida pela
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CET – Condução de obra
Figura 3 - Lista de medições1 3.2. Autos de medição
Os autos de medição reflectem a produção de obra realizada em cada mês. São realizadas as medições das actividades que são executadas em obra durante o mês corrente, sendo estas multiplicadas pelo valor do artigo do orçamento, dando origem a um valor monetário para proceder posteriormente à facturação.
Apresentam-se a seguir os procedimentos gerais:
- A medição dos trabalhos é realizada no local de obra até ao dia 27 do mês corrente;
- As medições são realizadas pela Fiscalização em colaboração com o empreiteiro;
- O auto de medição é apresentado pela Fiscalização ao empreiteiro para aprovação, recolha de assinaturas e emissão da factura respeitante ao mesmo.
Em seguida é apresentado na figura um modelo de uma tabela predefinida pela
empresa para elaboração de Auto de Medição.
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CET – Condução de obra
Figura 4 - Auto de medição2 3.3. Planeamento de obra
3.3.1. Noção de planeamento
O planeamento de obras de construção civil é uma das actividades que compõem a actividade mais genérica, normalmente designada por preparação e controlo de obras de construção civil.
Planear obras é realizar um “plano” de actividades e indexá-las ao calendário. No fundo, é decompor a obra em “tarefas” ou “actividades” elementares e definir para cada uma, datas de início, de fim e folgas de realização. Do planeamento resulta ainda muitas informações marginais, que adiante enumero.
Não faz sentido planear sem controlar. Controlar o planeamento da obra é retirar da obra em curso informação (balizamentos) que permita actualizar sucessivamente os planos em vigor e fornecer informação útil para o futuro desenvolvimento dos trabalhos.
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CET – Condução de obra
3.3.2. Dados base
Os dados de base a determinar em qualquer planeamento são os seguintes:
- Listagem de tarefas; - Duração das tarefas; - Encadeamento das tarefas; - Mão-de-obra necessária;
- Para cada tarefa equipamento necessário; -Custos ou facturação associados.
Como já foi referido uma noção de planeamento, partimos para análise do planeamento directo realizado em obra, a obra em estágio tem um prazo total de 730 dias. Antes de se obter este valor foi realizado um plano de trabalhos, onde se elaborou a listagem de tarefas dando mais importância as tarefas relevantes como estrutura de betão, alvenarias, reboco, pintura, arranjos exteriores, é importante referir que a listagem de tarefas é feita com base no orçamento de obra mas não é necessariamente coincidente com este. Deverá ser mais simples e agrupar todas as tarefas organicamente semelhantes ou que sejam realizadas ao mesmo tempo. A individualização excessiva complica o plano de trabalhos.
A obra encontra-se na parte final da estrutura de betão armado, observando e acompanhando o seu desenvolvimento, no planeamento inicial para a execução da
estrutura de betão foram mencionados 3meses, pois a obra encontra-secerca de um mês
atrasada. Este atraso deve-se ao facto de a mão-de-obra presente em obra não ser a suficiente e ainda nos trabalhos de escavação que teve uma implicância directa nos atrasos da estrutura.
No planeamento de obra foi me proposto que elaborasse planos de trabalho quinzenais, onde fosse descrito todos os trabalhos que se iriam realizar em quinze dias e a respectiva duração dos mesmos, dependendo das equipas de trabalho disponíveis.
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CET – Condução de obra
Em seguida é apresentada uma imagem referente a um plano de trabalhos quinzenais, representa uma folha de Excel onde, o planeamento é representado por forma de barras.
Figura 5 – Plano de trabalhos quinzenal3 3.4. Preparação de obra
A preparação de obra de construção é uma actividade complexa que tem como principal objectivo fornecer as várias frentes de trabalho elementos gráficos que permitam compreender de forma clara e exacta o que se pretende construir. A grande diferença entre a preparação e o projecto de execução, é que a preparação não é uma ferramenta de concepção, mas sim de interpretação daquilo que já foi projectado.
Na preparação produziu-se todo um conjunto de novos desenhos que resultaram da compilação de todas as informações contidas no projecto, quer nas suas peças escritas quer nas peças desenhadas, e que antes de serem compiladas passaram por uma série de exercícios de resolução das incompatibilidades que existiam no projecto de execução.
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CET – Condução de obra
A seguir são apresentadas imagens de desenhos de preparação, a primeira imagem ilustra uma incompatibilidade de projecto, foi detectado que com a execução do que estava previsto pelo projectista haveria problemas na altura do pé direito e na colocação das condutas de AVAC, com a preparação de obra antecipada conseguisse corrigir o erro detectado, pois o erro tratava-se da realização de uma viga funda no sítio de passagem da conduta de AVAC de 800mm de diâmetro. Na segunda imagem é apresentada uma imagem de preparação de obra, pois na betonagem da laje de tecto foi necessária a colocação dos negativos para passagem dos tubos de descarga da caleira do telhado. e=0.30 V1 V1 V1 V1 V1 V1 V1 V1 V1 +0.05 V1 V1 V1 V1 V3 V3 V3 V3 V3 lem4 B A TUBO D700 AVAC Tecto Falso V1 PL1
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CET – Condução de obra
Figura 7 - Desenho de preparação de obra4 3.5. Pedidos de Preços
Durante o período de estágio foi necessário efectuar diversos contactos para a obtenção de preços para os seguintes parâmetros:
- Material; - Mão-de-obra; - Equipamentos.
Após a recolha das propostas das empresas contactadas, procedeu-se à elaboração de mapas comparativos para chegar a uma conclusão sobre a proposta mais vantajosa. Para obtenção da melhor proposta e na comparação das várias propostas devemos ter em atenção diversos factores para a sua escolha, como o preço mais baixo, as melhores condições de pagamento, os prazos de entrega do material em obra, é necessário também que as empresas sejam certificadas assim como para o fornecimento de material o mesmo seja certificado.
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CET – Condução de obra
Em seguida é apresentado na figura um modelo de uma tabela predefinida pela empresa para elaboração de mapas comparativos sobre as propostas apresentadas pelas
empresas contactadas.
Figura 8 - Folha de pedido de preços5 3.6. Apoio ao controlo e qualidade
3.6.1. Ensaios a resistência do betão
Foram utilizados para determinar a qualidade do betão dois ensaios:
- Ensaio de abaixamento (slump test); - Ensaio de resistência a compressão.
3.6.1.1. Ensaio de abaixamento (slump test)
O ensaio de abaixamento (slump test) tem como principio a compactação de betão fresco no interior de um molde com a forma tronco - cónica. Quando o cone é removido, subindo-o, o abaixamento do betão estabeleça a medida da sua consistência.
Aplica-se para dimensões máximas do agregado menores ou iguais a 40mm, assim como o abaixamento depois de desmoldagem deve ser entre 10mm e 200mm. Se
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Anexo VI
093-2010 COMP. N.º:
001 Início Conclusão Contrato Comparativo FORNEC.
COND. PAGAMENTO: COND. PAGAMENTO: COND. PAGAMENTO: COND. PAGAMENTO:
- - -
-RETENÇÃO: RETENÇÃO: - RETENÇÃO: - RETENÇÃO: -Comparativo elaborado por: Vitor Silva
Ass. NIF: NIF: NIF: NIF: ALVARA Nº: ALVARA
Nº:
ALVARA
Nº: ALVARA Nº:
Artº Designação Un. Quan. Preço. Ud. Total Preço. Ud. Total Preço. Ud. Total Preço. Ud. Total Preço. Ud. Total
Quant. Preço. Ud. Total
TOTAL DO COMPARATIVO Fornecimento de aço 1 Varões D8 A500 NR kg 4.125,50 0,4680 € 1.930,73 0,45747 1.887,29 0,5160 2.128,76 0,4920 2.029,75 4.125,50 2 Varões D10 A500 NR kg 4.012,15 0,4360 € 1.749,30 0,42619 1.709,94 0,4816 1.932,25 0,4592 1.842,38 4.012,15 3 Varões D12 A500 NR kg 20.783,07 0,4200 € 8.728,89 0,41055 8.532,49 0,4644 9.651,66 0,4428 9.202,74 20.783,07 4 Varões D16 A500 NR kg 22.135,63 0,4160 € 9.208,42 0,40664 9.001,23 0,4601 10.184,60 0,4387 9.710,90 22.135,63 5 Varões D20 A500 NR kg 14.241,270 0,4160 € 5.924,37 0,40664 5.791,07 0,4601 6.552,41 0,4387 6.247,65 14.241,27 6 Malha sol CQ38 m2 2.000,00 0,6900 € 1.380,00 0,69212 1.384,24 0,6808 1.361,60 0,6500 1.300,00 2.000,00
-des c -1 4 % varao e 2 6 % malhas ol
PREÇOS FINAIS ORÇAMENTO
OBSER. Ferlito -desc -18% varao 30.333,41 ORÇAMENTO PROPOSTO: Contrato Preço global J. Soares Correia CONTRATO EMPREITADA
DIRECÇÃO DE OBRA ADMINISTRAÇÃO
J.Justino das Neves
28.921,71 28.306,26 31.811,28
Desc - 20% varao e 25% malha sol
EMPRESA J.Justino das Neves Antero - grupo hiemesa TELEF/FAX
OBSERVAÇÕES:
*Retenção de 10% (5% recepção provisória+ 5% 2 anos após final dos trabalhos)
-
-REFERÊNCIA DE OBRA: DIRECTOR DE OBRA: AÇO
DATA FORNECIMENTO
PESSOA DE CONTACTO C.Martins
Instalações: Deverá apresentar Declaração de Conformidade CE e Certificados e/ou Marcas de Qualidade de materiais e equipamentos, certificados de garantia dos equipamentos, fichas técnicas e catalogos, manuais de instruções e manutenção em Português, relatorios de ensaios, certificados de reacção ao fogo (quando aplicável), telas finais devidamente actualizadas no final dos trabalhos bem como realizar ensaios finais e formação dos utilizadores.
A.R.L.
ANTÓNIO RODRIGUES LEÃO-CONSTRUÇÕES,S.A.
DATA OBRA:
CENTRO CIVICO DA MIUZELA REFERÊNCIA:
REQUISITOS TÉCNICOS E/OU DE QUALIDADE EXIGIDOS:
A empresa deverá possuir Alvará ou Titulo de Registo com a categoria e classe correspondentes ao trabalho a executar. Os trabalhos deverão corresponder às especificações do projecto (caderno de encargos e restantes peças escritas ou desenhadas). Os trabalhos devem ser executados de acordo com as boas regras de construção e Normas e Especificações do LNEC e/ou outras recomendações técnicas aplicáveis.
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CET – Condução de obra
num minuto após a desmoldagem, o abaixamento continuar a variar, este ensaio não é adequado à medição da consistência.
Deve-se executar toda a operação de desmoldagem em 5s a 10s, através de um movimento firme para cima sem transmitir movimentos laterais ou torsionais ao betão. Executar toda a operação, desde o início do enchimento até à remoção do molde, sem interrupção, durante 150s.
3.6.1.1.1. Equipamento necessário:
Molde tronco-cónico (cone de Abrams): d=100±2mm;D=200±2mm;
H=300±2mm; e=1,5mm; duas pegas perto do topo e elementos de fixação ou abas para colocar os pés junto da base.
Varão de compactação: d=16±1mm; L=600±5mm.
Escala graduada de 0 a 300mm. Divisões = 5mm, com o zero marcado na
extremidade.
3.6.1.1.2. Técnica de realização
Retira-se uma amostra representativa do betão
Enchimento do molde em três camadas apioladas com 25 pancadas e
regularização superficial da terceira camada
Levantamento do molde e medição da diferença, que se arredonda aos
10mm
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CET – Condução de obra
O ensaio só é válido no caso de se verificar um abaixamento verdadeiro, no qual o betão permaneça substancialmente intacto e simétrico.
Se o provete se deformar deve colher-se outra amostra e repetir o procedimento. Se em dois ensaios consecutivos se verificar deformação de uma porção de betão da massa do provete, o betão não apresenta a plasticidade e coesão adequadas a este ensaio.
Imediatamente após remover o molde, medir e registar o abaixamento, determinar a diferença entre a altura do molde e o ponto mais alto do provete que abaixou.
Quadro 3 - Classes de abaixamento
Classe Abaixamento (mm) S1 10 a 40 S2 50 a 90 S3 100 a 150 S4 160 a 210 S5 ≥220
3.6.1.2. Ensaio de resistência à compressão
O ensaio de resistência à compressão é realizado ao betão endurecido em que a resistência característica é o valor da resistência abaixo do qual se espera que ocorra 5% da população de todos os possíveis resultados de resistência, relativos ao volume de betão em consideração.
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CET – Condução de obra
Quadro 4 - Classes de resistência do betão6
Como exemplo temos uma amostra de betão C25/30, betão cuja resistência característica, isto é, em que o valor com probabilidade de ser ultrapassado em 95% dos casos é de 25MPa em cilindros de 30cm de altura e 15cm de diâmetro ou de 30MPa em cubos de 15cm de aresta aos 28 dias de idade.
3.6.1.2.1. Equipamento utilizado:
Moldes em conformidade com a EN 12390-1 (cubos 15x15cm) e com
produto desconfrante;
Dispositivo de compactação do betão (vibrador de agulha com uma
frequência mínima de 120Hz, varão de compactação de secção transversal circular ou barra de compactação;
Colher de trolha; Pá; Maço de borracha. 6 Fonte : http://paginas.fe.up.pt/~jcouti/MC2PraticasB2004.pdf)
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CET – Condução de obra
3.6.1.2.2. Documentação de referência:
NP EN 12390 – 1:2003
NP EN 12350 – 1:2002
NP EN 12390 – 2:2003
3.6.1.2.3. Procedimento:
Os moldes a utilizar (cubos 15 x 15 cm), devem estar limpos, com aplicação
de produto desconfrante e serem estanques e não absorventes;
Figura 10 - Moldes utilizados
Dependendo do uso pretendido para à amostra, deve optar-se ou pela amostra
pontual ou pela amostra composta. Tomar no mínimo 1,5 vezes a quantidade estimada como necessária para os ensaios;
Quando se faz à amostragem duma descarga de betão de uma betoneira ou
camião betoneira, não considerar a primeira e a ultima parte da descarga.
Depositar as tomas no recipiente. Registar a data e hora da amostragem;
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CET – Condução de obra
Logo após a colocação no molde, compactar imediatamente o betão de forma
a obter uma total compactação sem que produza segregação excessiva nem exsudação. A compactação deverá ser realizada por um vibrador de agulha em que a compactação completa obtém-se, quando deixam de aparecer grandes bolhas de ar no betão e a superfície apresenta-se relativamente lisa, com aspecto vibrado e sem segregação excessiva
;
Figura 12 – Vibração dos moldes
Para o nivelamento da superfície deve-se remover o betão excedente acima do
bordo superior do molde usando a colher, originando ao mesmo tempo movimentos tipo serra (nivelar com cuidado a superfície)
Figura 13 – Acabamento superficial
O provete de ensaio deve ser marcado claramente e indelevelmente, sem
danificar o provete. O registo deve ser conservado para se garantir a rastreabilidade do provete desde a amostragem até ao ensaio;
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CET – Condução de obra
Figura 14 – Marcação do molde
Deixar o provete de ensaio no molde pelo menos 16 horas, mas não mais de
três dias, protegido contra choques, vibrações e desidratação à temperatura de 20ºC ±5ºC (25ºC ± 5ºC em períodos mais quentes);
Em todas as etapas da amostragem, transporte e manuseamento, proteger as
amostras de betão da contaminação, ganho ou perda da água e variações extremas de temperatura;
Assegurar, quando se retira o betão dos recipientes, que não é deixada mais
do que uma fina película de argamassa aderente aos recipientes;
Após remoção do molde, curar o provete de ensaio até imediatamente antes
do ensaio, em água à temperatura de 20ºC ± 2ºC, ou em câmara a 20ºC ± 2ºC
e humidade relativa ≥95%.7
3.7. Rendimentos de equipas e máquinas
No decorrer do estágio foi proposto fazer os cálculos dos rendimentos de diversas actividades de forma a rentabilizar ao máximo as equipas e equipamentos, bem como ter um maior controlo no cumprimento dos prazos.
Assentamento de tijolo:
Preço de parede de tijolo de 30x20x11cm – 8,5€/m2
7
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CET – Condução de obra
0 ,2 0 ,2 2 0,02 0,3 0,32
Figura 15 – Desenho para cálculo de quantidade de tijolo Tijolo:
Preço/m2 – 0.14€
Cálculo de tijolo por m2
=0.32*0.22=0.0704m2
Então:
0.0704m2 --- 1 tijolo
1m2 --- X
X= 1÷0.00704 = 14.20 tijolos/m2
Considerando um desperdício de 10% temos:
X=14,20×1,10= 15,62; ou seja aproximadamente 16 tijolos/m2
Custos de tijolo = 16×0.14€=2.24€/m2
Argamassa:
Cálculo do volume de argamassa por tijolo
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CET – Condução de obra
Então:
0.001144 --- 1 Tijolo X --- 14.20 Tijolos
X=0.016 m3 de argamassa por m2 de parede
Considerando um desperdício de 5% Temos
X= 0.016×1.05=0.0168m3 de argamassa por m2 de parede
Custos de argamassa
Considerando um traço 1:4 (300Kg de cimento e 1m3 de areia)
Temos Areia – 20€/m3 =0.0168×20€=0.336€/ por m2 de parede Cimento – 1 saco de 35kg – 3.60€ =300÷35=8.5 Sacos e cimento Então =8.5×3.6€=30.6€ de cimento por m3 de argamassa Assim sendo =0.0168×30.6€=0.51€ por m2 de parede
Total de custos de material
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CET – Condução de obra
Custo de material/m2 de parede = 2.24€ + 0.336€ + 0.51€ = 3.09€/m2
de parede
Mão-de-obra:
Como temos um preço por m2 de parede de 8,5€ vamos secar o preço
Considerando uma percentagem de lucro de 20% temos,
=8.5€×0.8=6.8€/m2
Assim descontando o preço do custo do material vamos obter o preço disponível para a mão-de-obra:
=6.8€−3.09€=3.71€/m2
de parede
Obtenção dos rendimentos das equipas de trabalho: Considerando uma equipa de:
Quadro 5 – equipa de trabalho
Equipa Custos
1 Servente 55€ /dia/servente
2 Trolhas 80€/dia/trolha
Temos um custo por equipa de: Custo de equipa=55+80×2=215€/dia
Assim sendo a equipa tem que obter um rendimento mínimo de:
=215÷3.71€=58 m2
/dia Ou seja
A equipa tem que executar no mínimo 58 m2 de parede de alvenaria de tijolo 30x20x11
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CET – Condução de obra
3.8. Controle de Segurança e Higiene no Trabalho
A obra onde decorreu o estágio é dotada de um plano de segurança e higiene, onde a direcção de obra tem que cumprir ao máximo o referido plano. Assim tenta-se minimizar os riscos a que estão expostos os trabalhadores, pois qualquer actividade envolve um certo grau de insegurança.
Então para minimizar os riscos foram implementadas três linhas gerais de segurança:
1 – Sistema de segurança colectiva (EPC’S);
2 – Formação e instrução aos trabalhadores;8
3 - Distribuição de EPI’s aos trabalhadores.
1- Sistema de segurança colectiva (EPC’S)
No decorrer da obra, consoante o desenvolvimento das actividades, houve a necessidade de colocar protecções colectivas de forma a diminuir o risco de acidentes. Assim de forma a evitar quedas em altura optou-se por colocar em toda a periferia das lajes guarda corpos e também a aplicação de uma linha de vida para executar os trabalhos de cofragem.
De referir que se teve-se em atenção manter a obra o máximo limpa e arrumada de forma a evitar pequenas quedas.
Figura 16 – Imagens de Equipamentos de segurança colectiva
8
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CET – Condução de obra
2 – Formação e instrução aos trabalhadores
No que diz respeito à formação e instrução esta é dada quando o trabalhador entra pela primeira vez em obra.
Nesta formação o trabalhador é alertado para os riscos a que está sujeito, bem como as práticas preventivas que serão executadas em obra.
3– Distribuição de EPI’S
No início de obra foram distribuídos os equipamentos de protecção individual aos trabalhadores, conforme as funções desempenhadas em obra por cada um. Abaixo segue uma lista dos equipamentos entregues:
- Capacetes; - Coletes; - Luvas; - Botas de protecção; - Auscultadores de protecção; - Fatos impermeáveis; - Óculos.
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CET – Condução de obra
3.9. Condução de obra
3.9.1. Escavação
O terreno na zona de implantação da obra é constituído por um imponente maciço rochoso.
Assim sendo, por dar início aos trabalhos de movimentos de terras, nomeadamente a escavação até às cotas das plataformas de implantação, foi necessário proceder-se ao desmonte do maciço rochoso com recurso a explosivos.
Após análise do maciço chegou-se à conclusão que seria necessária uma quantidade considerável de explosivos, sendo necessário elaborar um plano de fogo e outros documentos necessários para requerer uma licença àDirecção Nacional da Policia de Segurança Publica para a utilização dos referidos explosivos.
Para elaboração do plano de fogo9 é necessário realizar-se um estudo, no qual deve constar uma breve introdução, plano teórico de execução, dados relativos ao tipo de rocha e tipo de explosivo, cálculos para obter afastamentos entre furos, peças desenhadas e planta de localização.
Nas imagens seguintes é demonstrado o maciço rochoso antes das intervenções de escavação.
Figura 18 - Maciço rochoso antes da intervenção
9
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CET – Condução de obra
Para dar início ao desmonte da rocha foi necessário trabalhos preparatórios de implantação do edifício para se obter as linhas de corte do maciço. Para à abertura dos furos onde se irá colocar os explosivos houve necessidade de se recorrer a um roque.
Com o começo dos trabalhos do roque foi necessário dar atenção a profundidade dos furos, variando estes entre o mínimo de 1,5m e 3.5m. Após a conclusão da abertura dos furos e uma vez que o transporte de explosivos é realizado por transporte especial, é calculada a quantidade de explosivos aplicar na pega de fogo, para proceder à sua encomenda.
Após a recepção dos explosivos em obra, dá-se início aos trabalhos da pega de fogo pelo trabalhador com carteira profissional referido na licença de fogo.
Assim sendo, os procedimentos para a pega de fogo são os seguintes:
1 - Distribuição dos explosivos pelos furos das linhas de corte 2 – Colocação da quantidade de explosivos necessária por furo 3 – Atacamento do furo com terra cirandada
4 – Colocação de uma altura mínima de 1,5m de solo sobre toda a área de aplicação dos explosivos
5 – Colocação de manta geotêxtil sobre todo o solo anteriormente referida para evitar pequenas projecções e para não levantar poeiras. 6 - Corte de todas as vias existentes na periferia da obra e respectiva sinalização
7- Accionamento de aviso sonoro antes da explosão 8 - Execução da explosão
9 - Verificação do sucesso do rebentamento 10 – Fim da pega de fogo
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CET – Condução de obra
As imagens seguintes ilustram os trabalhos realizados durante a pega de fogo.
Figura 19 – Distribuição dos explosivos10
Figura 20 – Ligadores com retardador de tempo
Figura 21 – Ligação em linha
Figura 22 – Colocação de terra e manta geotextil
Concluído então todo o processo da pega, dá-se início á remoção de toda a rocha resultante da pega de fogo com auxílio a uma giratória e camiões. A imagem a seguir ilustra os trabalhos referidos.
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CET – Condução de obra
Figura 23 – Remoção da rocha resultante
Após a remoção de toda a rocha até à cota da plataforma de trabalho, procedeu-se à implantação do edifício de forma a obter os alinhamentos, esquadrias e cotas, como representa a figura seguinte.
Figura 24 – Definição de alinhamentos
Concluída a implantação do edifício, procedeu-se à marcação prévia no chão para abertura de fundações, marcação essa recorrendo à cal branca e tinta de marcação, como representam as figuras seguintes.
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CET – Condução de obra
Figura 26 – Marcação com cal branca
Concluída a marcação é realizada a escavação das fundações, tendo especial atenção à profundidade, de forma a não escavar mais que o necessário, pois como se trata de um terreno em rocha qualquer escavação a mais implica muitos custos desnecessários. A imagem seguinte ilustra a abertura de fundações.
Figura 27 – Abertura de fundações
3.9.2. Fundações
Após a realização da escavação das fundações, são rectificados os alinhamentos e as esquadrias, para verificar se a escavação foi bem executada. De seguida as fundações são limpas recorrendo a trabalhos manuais para posterior colocação do betão de limpeza. Na imagem seguinte é ilustrado a colocação do betão de limpeza numa sapata contínua para execução de um muro de betão armado.
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CET – Condução de obra
Figura 28 – Colocação de betão de limpeza
Colocado o betão de limpeza, procedeu-se à marcação das sapatas no betão, assim como à dimensão dos pilares, recorrendo a uma linha azul para marcação no
betão de limpeza. Na imagem seguinte é representado o processo de marcação.
Figura 29 – Marcação com linha azul
Concluída a marcação dos elementos estruturais, procede-se à cofragem das sapatas assim como à colocação de armaduras e arranques de pilares. A cofragem foi realizada com chapas de contraplacado marítimo e chapas metálicas. A seguir são ilustradas várias imagens com os métodos construtivos.
Figura 30 - Cofragem de sapatas em contraplacado marítimo
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CET – Condução de obra
Figura 31 - Cofragem de sapata contínua com chapas metálicas
Na colocação de armaduras dar importância ao espaçamento das mesmas, evitando que fiquem em contacto com o solo.
Figura 32 – Calços de armadura
Figura 33 - Sapata pronta a betonar
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CET – Condução de obra
Figura 35 – Sapata betonada
Figura 36 - Sapata descofrada
3.9.3. Execução de pilares
Na execução de pilares foi utilizado o sistema da doka, com painéis de 90cm de largura, os mesmos com furação de 5 em 5 cm facilitando a cofragem, o método de cofragem passa por fazer com que os painéis rodem entre si cruzando, sendo os mesmos amarrados por parafusos e porcas, mais conhecido em obra por rabos de porco e borboletas respectivamente.
É importante que quando se coloque a cofragem, o mesmo se encontre marcado devidamente, e que à armadura de aço do pilar se encontre devidamente amarrada.
Nas imagens seguintes são mencionados os aspectos importantes na cofragem dos pilares.
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CET – Condução de obra
Figura 37 - Colocação das armaduras dos pilares
Figura 38 – Pilar cofrado
Colocação de cofragem no sistema de fazer rodar os painéis sem que se cruzem em dois topos, e possível também observar a furação existente no painel, assim como a utilização do sistema de aperto da cofragem.
3.9.4. Cofragem de muro de betão
Na cofragem do muro de betão, foi utilizado o sistema da doka, com painéis de 3m × 2,4m, utilizando grampos de maxilas para unir os painéis entre si mais conhecido em obra por caranguejos, assim como utilização de parafusos e porcas para aperto dos
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CET – Condução de obra
painéis mantendo-os a distância desejada, ao sistema de aperto e dado o nome em obra de tijas e borboletas.
O sistema utilizado trata-se de um sistema muito versátil, assim como de rápida cofragem, pois trata-se de um sistema que com a utilização de todos os acessórios no seu conjunto funciona muito bem. A cofragem permite ainda que as paredes em betão fiquem com betão face à vista, pois proporcionam um excelente acabamento do betão.
A principal importância é uma realização cuidada e na amarração da armadura, pois com uma amarração bem conseguida e com a utilização de espaçadores de cofragem, obtém-se uma aplicação da confragem muito mais perfeita.
As imagens seguintes permitem ilustrar os vários processos na cofragem de paredes de betão.
Figura 39 – cofragem do muro de betão
Na imagem anterior é apresentado um exemplo da colocação das armaduras de aço, assim como do processo de cofragem, pois trata-se de uma método muito versátil e rápido.
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CET – Condução de obra
Figura 41 – Empalme do muro
A facilidade do empalme é devido a furação existente no muro deixada pela tija na betonagem anterior.
Figura 42 – Aspecto da face do muro
Exemplo do acabamento da parede de betão, acabamento perfeito para betão face à vista.
3.9.5. Cofragem de laje
Na cofragem de laje foi utilizado o sistema da doka, por nome de identificação dokaflex 1-2-4, conhecido como um sistema de cofragem manual rápido e flexível para lajes, de qualquer geometria, com vigas salientes, capitéis, sendo a definição da quantidade de equipamento fornecida com a ajuda da régua de cálculo, sem planeamento de cofragem. A escolha livre da superfície cofrante satisfaz todos os desejos dos arquitectos no referente à imagem do betão.
Definição da malha de escoramento com total flexibilidade geométrica, pois proporciona uma cofragem rápida devido aos pontos de posicionamento claros, assim como permite uma adaptação rápida a paredes e pilares devido à possibilidade de ajuste das vigas longitudinais e transversais.
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CET – Condução de obra
Progresso de trabalho rápido e logística simples, devido ao número reduzido de componentes individuais, com vigas principais e transversais facilmente diferenciáveis pela diferença de medida, escoradas com prumos de elevada qualidade, com furos numerados e esforços de remoção reduzidos, devido à marcação das vigas, que indicam o afastamento entre vigas e prumos para lajes com espessuras até 30cm.
3.9.5.1. Procedimentos de confragem
Em primeiro lugar toda a zona a ser cofrada deve encontrar-se desocupada, facilitando os trabalhos a realizar, antes de se dar início aos trabalhos de cofragem é necessário marcar a cota do pé direito para que se possa lançar as vigas principais, quota essa que foi realizada recorrendo ao método mais antigo e tradicional a mangueira de
nível como representa a imagem seguinte.
Figura 43 – Definição cota
Após a definição de cota dá-se continuidade aos trabalhos, lançando as vigas principais com ajuda do sistema completo da doka, utilizando tripés para suporte dos prumos, assim como cabeças e aranhas para fácil descofragem e suporte das vigas como representa a imagem seguinte.
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CET – Condução de obra
Figura 45 - Cabeças
Figura 46 – Aranhas
Após colocação das vigas principais, devidamente escoradas e recorrendo a todo o material para o seu bom funcionamento, são colocadas as vigas secundárias respeitando a medida das tábuas de cofragem para orientação das emendas, utilizando vigas secundárias de 50 em 50 cm, como representa a figura seguinte.
Figura 47 – cofragem de laje
Realizada a cofragem da laje, prosseguem-se os trabalhos para a sua conclusão, dando início a colocação das armaduras de aço, pois trata-se de uma laje maciça, é então colocada uma malha inferior redistribuída por igual, em malha quadrada afastada a 15cm, na malha superior foram colocadas armadura nas zonas dos pilares de modo a resistir aos esforços negativos impostos por estes, além das armaduras superiores colocadas nas zonas dos pilares, foi ainda colocada rede electro-soldada para
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CET – Condução de obra
Figura 48 – Armadura da laje
Na colocação das armaduras deve ter-se em atenção o seu espaçamento da cofragem, bem como a distância entre malha, utilizando cadeiras para o seu afastamento, como representam as figuras seguintes.
Figura 49 – Espaçadores
Figura 50 - Cadeira
Realizados os trabalhos de amarração de armaduras e após a sua conclusão, é necessário dar-se importância à análise dos desenhos das infra-estruturas, para colocação dos negativos na laje, com isso obtemos um rendimento extra no futuro, evitando gastos com a caroteadora, assim foram colocados os negativos com o máximo rigor como representam as imagens seguintes.
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CET – Condução de obra
Figura 51 – Negativos
Figura 52 – Coretes para condutas
Dando-se o desencadeamento de todos estes trabalhos, e a conclusão dos mesmos, a laje encontra-se pronta a ser betonada, durante a sua betonagem é importante salientar que se deve começar a betonar no sítio dos apoios, assim como todo o betão deve ser bem vibrado para uma maior resistência do mesmo, após a sua betonagem na superfície é passada uma régua vibratória para um melhor afagamento e acabamento da superfície, como elucidam as imagens seguintes.
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CET – Condução de obra
Figura 54 – Vibração do betão
Figura 55 – Afagamento da superfície
Após a conclusão da sua betonagem e passados 28 dias pode-se dar início à descofragem da laje.
3.9.6. União entre lajes
Em obra houve a necessidade de se utilizar um ligante estrutural, pois procedeu-se a betonagem de metade da laje do piso 1, deixando a junta de ligação em cima do muro de betão, foram também deixadas as armaduras de espera para o seguimento da laje como representa a figura seguinte.
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CET – Condução de obra
Quando se procedeu à continuação da laje, após ser cofrada, e serem amarradas as armaduras e a rede electro-soldada, procedeu-se à betonagem da mesma, houve então a utilização de um ligante estrutural, pois iria dar-se a ligação entre um betão já seco com alguns dias de cura, e um betão em início de cura, foi então utilizado o ligante estrutural, reforçando assim a ligação entre os dois, ligante esse constituído por dois
componentes, sendo o mesmo certificado, e portador de ficha técnica. Foi então dada
grande importância a ficha técnica, pois trata-se de um produto à base de resinas epoxi especiais, com características muito específicas, principalmente o tempo de secagem, pois varia com a temperatura e é um produto de secagem relativamente rápida, foi então aplicado alguns minutos antes da betonagem, sendo coberto em seguida por betão respeitando os tempos de secagem.
A imagem a seguir representa o método de aplicação do ligante
estrutural11, aplicado como se fosse uma tinta, recorrendo a utilização de uma trincha e
um pincel.
Figura 57 - Aplicação ligante estrutural
4. Registos de obra
4.1. Trabalhadores
Durante o estágio foram passadas semanas de longo sacrifício, onde os dias de estágio começaram todos com a rotina das 7h ate as 18h contando com o tempo de deslocação a obra, antes da deslocação para a obra era realizada a recolha dos trabalhadores até a lotação da carrinha. No que diz respeito a parte da recolha de
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trabalhadores tenho uma opinião crítica, pois priva-nos da nossa liberdade em relação a posição ocupada em obra.
Para a gestão interna da empresa foi trabalho realizado no estagio o preenchimento das folhas de ponto de cada trabalhador, elaboradas ao final de cada dia, onde na mesma era apontada a hora de início dos trabalhos, a hora de almoço e a hora de saída do trabalho, a folha de ponto no final da semana era enviada para o escritório, onde antes do seu envio era dada ao trabalhador para o mesmo verificar a conformidade dos dados e posteriormente assinar.
Sempre que em obra chegasse um trabalhador novo, era pedido ao departamento técnico da empresa toda a papelada necessária em obra para o mesmo se encontrar em situação regular, papelada essa que era arquivada no escritório da obra onde era necessário contrato de trabalho, relatório de inspecção médica, fotocópia do BI, cartão de contribuinte, cartão de segurança social, fotocópia de entrega de EPI’S e relatório de formação dada em obra.
A escolha do trabalhador foi sempre realizada consoante a actividade para que era necessário, de forma a obter um maior rendimento no trabalho.
Na figura seguinte é apresentada a folha de registo semanal para cada trabalhador em obra.
Figura 58 – Folha de ponto Semanal12
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CET – Condução de obra
4.2. Equipamentos
Na utilização de equipamentos em obra como exemplo grua, giratória, retroescavadora, é necessário verificar a conformidade dos equipamentos, sempre que haja entrada de um equipamento novo em obra é necessário que na sua recepção seja verificado se o mesmo pode permanecer em obra, dando especial atenção a:
- Marcação CE;
- Manual do equipamento;
- Relatórios de revisão do equipamento; - Seguro do equipamento;
- Livrete e título do registo de propriedade;
- Verificar se o pirilampo, luzes e besouro de marcha - atrás funcionam; - Verificar se o equipamento possui extintor e a sua validade.
Para abastecimento dos equipamentos a gasóleo, era feito por depósitos móveis pertencentes e transportados por carrinhas da empresa, onde no seu transporte era necessário ter guia de transporte bem como a certificação do depósito. Chegado o depósito a obra e anotados quantos litros leva cada equipamento para controlo interno da empresa. É elaborada também uma folha de controlo de equipamentos com contador horário, onde na qual são apontes as horas ao início e final do dia para forma a obter um
controlo do equipamento.13
4.3. Pedido e recepção de material
Para pedido de material era necessário preencher uma requisição, requisição predefinida pela empresa, apresentada em forma de livro, com original e duplicado. O livro de requisições tem como principal função um controlo das quantidades que entram em obra. Sempre que não houvesse possibilidade de se entregar uma requisição, eram feitos os pedidos por correio electrónico.
13
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CET – Condução de obra
Na recepção de material era verificado a sua certificação e o seu estado de conformidade, como exemplo, nos atados do aço em cada um é necessário vir uma
vinheta14 que indica o tipo de aço, o lote, o diâmetro e onde foi fabricado. A vinheta era
retirada no seu descarregamento e levada para o escritório, onde é preenchida uma
folha15 relacionada com a qualidade e anexada a vinheta vinda no atado. Esta
informação consta toda na capa da qualidade arquivada no escritório de obra. No que diz respeito à recepção de material interno era sempre acompanhada uma guia interna
predefinida pela empresa.16
4.4. Controle de custos
No controlo de custos era compilada toda a informação referida atrás numa folha de Excel existente no escritório de obra onde consta o seguinte:
- Valor de material gasto em obra; - Valor de mão-de-obra gasto em obra; - Valor de equipamentos gasto em obra;
Assim tem-se um total controlo dos custos existentes em obra.
14 Anexo XIV 15 Anexo XV 16 Anexo XVI
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CET – Condução de obra
5. Considerações Finais/ Conclusão
Ao longo deste estágio, as ocorrências revelaram-se bastante positivas, havendo no entanto aspectos que podem sempre ser melhorados. Os factos positivos devem prevalecer na memoria, os que tiveram menos êxito devemos aproveita-los para retirar as devidas ilações e interpretá-las para que, no futuro, passem a ser também motivo de vitória.
De uma forma geral, a realização deste estágio contribuiu para “por a prova” as diversas competências desenvolvidas ao longo de todo o percurso efectuado no curso. Tenho noção que o processo de formação nunca termina tendo que, constantemente, se realizar actualizações e formações de enriquecimento curricular e académico. No entanto, é com o vivenciar das situações práticas, e com a sua posterior avaliação que evoluímos e prestamos um serviço cada vez com uma maior qualidade.
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CET – Condução de obra
6. Bibliografia
Consulta de informação disponibilizada nas cadeiras do ano curricular.
Consulta do manual da qualidade interno da empresa.
7. Web grafia
http://paginas.fe.up.pt/~jcouti/MC2PraticasB2004.pdf (consultado em
20-10-2010).
http://www.doka.com/doka/pt/products/floor/flex_124/index.php (consultado em
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CET – Condução de obra
8. Anexos
Lista de Anexos
Anexo I – Plantas do edifício Anexo II – Lista de Medições Anexo III – Auto de Medição
Anexo IV – Plano de trabalhos quinzenais Anexo V – Desenhos preparação de obra Anexo VI – Mapa comparativo de preços
Anexo VII – Resultados dos ensaios aos provetes Anexo VIII – Registo de formação aos trabalhadores Anexo IX – Plano de Fogo
Anexo X – Ficha técnica do explosivo Anexo XI – Ficha técnica ligante estrutural Anexo XII – Folha de ponto semanal/mensal
Anexo XIII – Folha de registo de equipamentos produtivos Anexo XIV – Vinheta certificação de atado de aço
Anexo XV – Folha preenchida da qualidade para aço Anexo XVI – Exemplo Guia da empresa
Anexo I - Plantas do edifício
1. Planta do piso 0 2. Planta do piso 1 3. Planta do piso 2 4. Planta da cobertura 5. Cortes6. Alçado nascente e alçado poente 7. Alçado norte e alçado sul
As plantas não se encontram à escala, foram colocadas em anexo para se poder ter uma ideia da obra.
Anexo IV - Planos de trabalhos
quinzenais
Anexo V - Desenhos preparação de obra
1. Cotagem de desenho
2. Estudo de cofragem para laje 3. Incompatibilidade de projecto 4. Desenho para cálculo de vigas
5. Desenho de preparação para tubos de descarga
Os desenhos não se encontram à escala, constam na lista de anexos para demonstrar os vários tipos de desenhos realizados.