POSICIONAMENTO DO PACIENTE

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Texto

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Posições para exames e terapêutica

Movimentação e restrições no leito

Conforto

NECESSIDADE

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Posicionamento Adequado

- Promover o conforto;

- Manter o alinhamento corporal; - Prevenir contraturas;

- Promover drenagem de fluidos; - Facilitar a respiração;

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Avaliação para posicionamento adequado

- Estado geral do paciente, grau de mobilidade e de consciência, diagnóstico;

- Presença de contraturas, musculatura flácida, áreas doloridas, infecções, rubores, edemas, lesões ósseas, ausência de sensibilidade, fraqueza e paralisias;

- Peso do paciente;

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- Incontinência urinária e/ou fecal, presença de

coleção de secreções ou fluidos;

- Presença de catéteres, talas;

- Adoção de erros posturais no leito e posições

tendenciosas.

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Ambiente e recursos

disponíveis

Espaço físico;

Condições do piso;

Altura da cama;

Número de profissionais;

Recursos tecnológicos como o

elevador.

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EQUILÍBRIO CORPORAL

Atrito - força em direção oposta ao movimento.

Deve-se reduzir o atrito sempre que possível (explicar procedimento ao cliente, sincronizar movimento, levantar).

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MOBILIDADE E IMOBILIDADE

MOBILIDADE FÍSICA PREJUDICADA

Definição NANDA - "estado no qual a pessoa vivencia ou está em risco de vivenciar a limitação do exercício físico".

“Limitação para movimentar-se de forma independente de uma posição para a outra, no leito”.

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Efeitos Fisiológicos da Imobilidade

IMOBILIDADE Atrofia muscular Balanço nitrogenado negativo Perda adicional de massa Fraqueza aumentada Ingesta nutricional devido anorexia e/ou restrições

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ALTERAÇÕES METABÓLICAS

perda de peso → ↓ massa muscular.

- ↓ motilidade gastrointestinal → constipação fecal → obstrução mecânica do intestino → comprometimento da função intestinal → desidratação, distúrbios hidroeletrolíticos.

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ALTERAÇÕES RESPIRATÓRIAS

atelectasia (acúmulo

de secreção, bronquíolos, colapso alvéolos), pneumonia

ALTERAÇÕES CARDIOVASCULARES

-

↓ volume líquido

- acúmulo líquido extremidades inferiores } queda da PA

- retorno venoso diminuído

- formação de trombos

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ALTERAÇÕES MÚSCULOESQUELÉTICAS

- ↓ massa muscular (encurtamento fibras, atrofia)

- fixação articulações (ex.: queda plantar)

ALTERAÇÕES TEGUMENTARES

- úlceras por pressão

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OSTEOPOROSE

Diminuição da reabsorção óssea

Tecido ósseo menos denso ou atrofiado;

Risco de fraturas patológicas;

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Efeitos Fisiológicos da Imobilidade

PROBLEMAS URINÁRIOS

Rins e ureteres movem-se para um plano mais

nivelado;

Contrações peristálticas dos ureteres são insuficientes

para superar a gravidade;

Pelve renal enche-se

– estase urinária (aumento do

risco de infecção e cálculos renais);

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DIMINUIÇÃO HÍDRICA

Desidratação;

Débito urinário diminuído - urina mais concentrada - risco para infecção;

Efeitos Psico-sociais

Depressão, distúrbios de sono-vigília

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Posicionamento

Existem equipamentos ou dispositivos que são utilizados:

travesseiros ou coxins; tábuas para os pés (dispositivos de espuma -evitam a queda plantar, mantendo os pés em dorsiflexão), rolo trocanter, rolos de mão, calhas de punho, barra de trapézio, contenções.

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Rolo de Trocanter

Evita a rotação externa das pernas quando o paciente está

em posição supina.

Dobra-se uma toalha de banho no sentido do comprimento

com um tamanho que se estenderá desde o grande trocanter

até a borda inferior do espaço poplíteo.

A toalha é colocada sob as nádegas e enrolada no sentido

anti-horário, até que a coxa esteja em uma posição neutra.

Observar que a paleta deve ficar para cima, indicado que foi

obtido um alinhamento correto no quadril.

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Rolos de mão - mantêm o polegar em suave adução e em oposição

aos dedos.

Calhas de punho/mão - são modeladas individualmente para o cliente manter o alinhamento adequado do polegar (adução suave) e do punho (dorsiflexão suave).

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Barra de trapézio - equipamento triangular que desce de uma barra firmemente fixada sobre a cabeceira e que está ligada à estrutura da cama.

Ajuda o paciente a puxar com as extremidades superiores, levantando o tronco do leito para ajudar na transferência do leito para a cadeira de rodas ou para ajudar nos exercícios dos MMSS.

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Posições de Conforto e para Exames

❖Prona, ❖Supina, ❖Fowler, ❖Trendelemburg, ❖Sims, ❖Genu-peitoral, ❖Litotomia. ❖Ginecológica

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Posição Prona (decúbito ventral)

Paciente deitado sobre o abdome, com a cabeça virada para um dos lados, braços abduzidos para cima com os cotovelos fletidos e pernas estendidas.

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Posição Supina (decúbito dorsal)

Paciente deitado sobre o dorso, braços estendidos

ao

longo

do

corpo

e

pernas

estendidas

ou

ligeiramente fletidas.

Pode-se colocar um travesseiro sob a cabeça para

aumentar o conforto.

Utilizada para exames da cabeça, pescoço, região

anterior do tórax e pulmões, mamas, axilas, coração,

sinais vitais, abdome, membros e pulsos.

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Manter as mãos apoiadas sobre o abdome ou colocar

pequeno travesseiro sob os antebraços, mantendo-os

paralelos ao corpo e flexionados na região do cotovelo;

Estender as pernas e colocar um travesseiro na região da

panturrilha, de forma a manter uma pequena flexão e os

calcanhares sem se apoiarem no colchão, para reduzir a

pressão nos calcanhares;

Apoiar os pés, formando um ângulo de 90° em relação à

perna, para evitar o pé caído;

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Posição de Fowler

Paciente em decúbito dorsal, com o tronco elevado

em ângulo de 45º, joelhos levemente fletidos

apoiados em travesseiro ou com estrado da cama

elevado nesta região.

Colocar travesseiro sob a cabeça para aumentar o

conforto.

Indicada

para

posição

confortável,

aliviar

lombalgias, a dispnéia, a dor no pós-operatório de

cirurgias abdominais, alivia a tensão nos músculos

abdominais.

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Posição de Trendelemburg

Paciente em decúbito dorsal, em plano inclinado, de forma a manter a cabeça mais baixa em relação ao corpo.

É usado para melhorar a circulação no córtex cerebral e gânglio basal, melhorar circulação venosa, facilitar drenagem de secreções brônquicas e realizar cirurgias da região pélvica;

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Colocar o paciente em decúbito dorsal horizontal;

Alinhar a cabeça com a coluna, lateral e Antero - posteriormente;

Colocar travesseiros sob a parte superior dos ombros, pescoço e cabeça, para manter o alinhamento correto e evitar contraturas da coluna cervical;

Elevar numa angulação de 10° a 15° a região dos pés em relação ao tronco

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Posição Lateral

Paciente deitado sobre um de seus lados, com o membro inferior oposto ao colchão em flexão e o outro estendido,

Utilizada para exames da região dorsal, higienização e massagem do dorso, mudança de decúbito, dentre outros.

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Trazer a escápula da parte apoiada no leito para frente, a fim de evitar sobrepeso na articulação do ombro;

Apoiar as costas com um travesseiro dobrado longitudinalmente, para proporcionar apoio e manter o paciente na posição;

Flexionar os cotovelos e apoiar o braço superior em travesseiro;

Manter a perna que está no plano superior mais fletida que a perna que está no plano inferior, apoiada em um travesseiro, mantendo o alinhamento adequado e evitando pressão de proeminências ósseas;

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Posição Lateral

Posição Lateral

Oblíqua

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Posição de Litotomia

É usada na realização de cirurgias ou exames de períneo, reto, vagina, bexiga e parto vaginal;

Colocar o paciente em decúbito dorsal; Elevar ligeiramente a cabeça e os ombros;

Flexionar os joelhos do paciente sobre o abdome e as pernas sobre as coxas;

Instruir o paciente para manter as coxas bem afastadas uma da outra; Colocar as nádegas do paciente fora da mesa ou colchão;

Manter as pernas do paciente nesta posição de flexão, usando um suporte para os joelhos ou suporte de alça para os pés;

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Posição Genupeitoral

Paciente ajoelhado, mantendo os joelhos afastados, com o peito apoiado sobre a cama e a cabeça lateralizada sobre os braços. O peso descansa sobre o peito e os joelhos, os quais deverão estar fletidos, formando-se assim, um ângulo reto entre as coxas e as pernas.

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Posição de Sims

É usada para a realização de exames vaginais, retais e lavagens intestinais;

Colocar a cabeceira do leito horizontalmente, a fim de propiciar um alinhamento corporal adequado;

Posicionar o paciente em decúbito lateral esquerdo, a cabeça apoiada em um travesseiro;

Colocar o braço esquerdo para trás, ao lado das costas e o braço direito à frente do corpo;

Fletir o membro inferior direito próximo ao abdome, manter o membro inferior esquerdo estirado ou levemente flexionado;

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Posição Ginecológica

É usada na realização de exames vaginais, retais, clister e lavagem intestinal;

Posicionar o paciente em decúbito dorsal;

Flexionar um dos membros inferiores, apoiando o calcanhar na cama ou no estribo da mesa de exames;

Repetir o procedimento para o outro membro; Afastar os joelhos;

Proteger o paciente com um lençol em diagonal, de tal forma que uma ponta fique sobre o peito e a outra na região pélvica;

Dobrar a ponta que cobre a região pélvica para trás, no momento do exame;

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Procedimento para executar a

movimentação(transporte do paciente)

- Orientar o paciente;

- Preservar privacidade;

- Ajustar altura da cama;

- Travar as rodas da cama;

- Abaixar as grades;

- Retirar o travesseiro;

- Comando verbal;

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Considerações Gerais

Na mobilização e posicionamento de pacientes dependentes, a enfermagem deverá utilizar adequadamente os princípios da mecânica corporal, reduzindo assim o risco de lesões tanto para a equipe de enfermagem:

- manter a base de apoio larga (obtida pelo afastamento dos pés), com o centro de gravidade sobre essa base;

- utilizar grandes músculos em conjunto e de forma sincronizada para geração da força necessária ao movimento;

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- manter-se o mais próximo possível do objeto a ser levantado;

- não exceder o peso máximo de levantar o paciente com segurança (35% ou mais que seu peso corpóreo), se

necessário solicitar ajuda;

- Durante o posicionamento do paciente, evitar arrastá-lo , sustente-o com o auxílio de lençóis móveis (traçados);

- Pacientes capazes de se movimentar devem ser orientados a alternar a posição sozinhos;

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Utilizar

os

princípios

da

ergonomia e da biomecânica

-Manter as costas eretas;

- Fletir os joelhos;

-Evitar torções do tronco;

-Músculos ligeiramente contraídos

(glúteos e abdome);

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-

Distanciar os pés cerca de 25 a 30 cm;

- Usar o próprio peso para contrabalancear o

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Referências

BORTOLOZO, N.M. et al. Técnicas em enfermagem: passo a

passo. Botucatu: EPUB, 2007.

FERNANDES, A. M.O.; DAYER, M.C.; HANGUI, W.Y. (Org.).

Manual de normas e rotinas hospitalares. Goiânia: AB, 2006.

LECH, J. (Org.). Manual de procedimentos de enfermagem. São

Paulo: Martinari, 2006.

LIMA, I. L. (Coord.). Manual do técnico e auxiliar de

enfermagem. 7. ed. Goiânia:

AB, 2006.

PEREIRA, M. E. R. et al. Manual de procedimentos básicos de

enfermagem. Uberlândia, 2000.

SILVA, S. C.; SIQUEIRA, I. L. C. P.; SANTOS, A. E. dos S.

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Referências

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