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SARTORIUS E A SUA ESQUADRA, o u

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Academic year: 2021

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S A R T O R I U S

^

E A SUA ESQUADRA,

o u

A M A IO R F A Ç A N H A N A V A L

D A

H IS T O R IA A N T IG A E M O D E R N A ,

£ A E X P E D I Ç Ã O D E D O M P E D R O A N A L Y Z A D A C O M T O D O S OS S E U S E L E M E N T O S .

O Vicd-Almirante espera de seus camaradas o apoio mais efficaz em seul esforços com denodo e deliberação no ataque contra Portugal &c.

. > 4- Ordem do dia de 4 de Ferereiro de 183S, ou passagem do Sermão Sartoriense aos seus Flibusteiros.

La vraie épreuve du courage K*est que dans le danger que Ton touche du doigt; Tel le cherchait, dit-il, qui, changeant de langage.

S'enfuit aussitôt qu’ il le voit

Fables de la Fontaine, L ir. 6. Fab. 9.

I h a « B V

N.’’ 7.

1 [ Conclue a anaji/xe da Proclamação ]

» Ã O temaes vinganças particulares. Os Soldados que me seguem obedecem ás minhas ordens. Ninguém será privado d a ’ vid a , de seus direitos civis, da sua propriedade. Nenhuma' destas garantias go%aes debaixo do Governo Usurpador, n

» De miflhas promessas vos tem ensinado o tempo a for­ mar ju iz o , assim com o,do valor e 'força que conseivauj quandok reduzidas á prática. Vida, direitos civis, propriedade sào para^ m im , e para os meus nomes vã os, e q u e . jámais respeitei:,* mesmo quando blazojiava de reger um povo livre. E que acou-í teceria agora que rodeado de parazitos pertendo impor-vos. ot jugo.^ Perderieis as garantias de,qu e gozaes ficando reduzidos

a condição mai* infeliz do que a dos lUotes. » ii<

(2)

» Ministras' do A lta r , Soldados de todas as c la s m , P o r-

iuguezes em gera l, abandonai o unurpador sem dtmorá. »

» Ministros do A lta r , que sois as guardas vigilantes do poro do Senhor contra as insidias da impiedade , Soldados de todas as classe», dtetinados pelo vosso nobre exercicte a serdes os sustentáculos da R e lig iã o , da Monarchia , da Inde­ pendencia. e Liberdade da P a tria , Portuguezes de todas as condições, permanecer firmes em vossa heroica deliberação de pugnardes pela mantença de tão sagrados ob jectos, e de suc- cr^mbirdes na la ta antes do que vos submetterdes. Seja sem­ pre o vosso norte o enthuziasmo pela defeza do vosso legitimo Soberano, e o -o d io a um intru zo, a um uzurpador estran­ geiro. .»

» Não introduxaes pela vossa obstmação a guerra civil no

ãe^raçado Portugal, e que eu dezejo anciozamente evitar [ * ].

» ' Não permictaes que na vossa patria se instaure um S is ­ te m a , fonte perenne de quantos malles podem conceber-se ou itrtftginar-se. Repellindo esta inaudita aggressào cortai de uma vez pela raiz a arvore da qual tem brotado os mais venenozos fructos ; acabai co t» a guerra civil que ha doze an nos devasta e assola o desgraçado P ortu gal, e que eu vou perpetuar. »

» O vòssQ paiz exhauriào p or mixeria de iodo o genero ,

[ ^ ] Assim a descreve um grande V a te :

ÊHe reçoit et d on n e^ et l¿- chose est égale. Tout travaille pour elle ; et réciproquement

Tout tire d 'elle Valiment.

Elle fa it subsister Partisan de ses p ein es, Enriciñt le marchand, gage le magistrat. M aintient le laboureur, donne paye au Soldat,

Entretient seule tout P E 'tat.

EsloU' perplextp sem saber que nome' cte a ésta jei'e-*-

nikda' do Senlior D . Pédro. Somente pude atlribuir-se a um

cerefari» esquentado , ou a «m coraçàt)- pervertido. Não intro-

duzae» a guerra ùuM l crivel que tal profira! N&o mtro^'

dnsMes a guerra mvil que eu dexejo evitar! N ão acredito o

que leio I M’ o Senhor D . Pedro que procura descarregar golpe mortal sobre: o monstro. Candura' incomparável ! Vir­ tude digna do ser cantada por H omero !' Magnanimidade' portentoza que os^ Marcos Aurélios e os Trajaiios desconhecè- xào ! Sublime rasgo de grandeza d ’a lm a , e desinteresse em' faiior d o desgraçado P ortvgn l, que todo a uma voz reconhece que de Principe tão eom pkto não proviorão esses-infortunios tf.

(3)

. f reêthúio 00 estado mais abatido de degtysidação está cançado de ^ojjrer [ § ] .

» Se o vosso paiz se acha decahido de sua prístina tgran- .deza ; se o agitào as vagas tetnpestuozas d a s iu cçõ e s , .se e» .niananciaca de sua riqueza cslào entorpecidos, de ludo isso iCU sou author ; mas nunca poude dissipar dos peitos Portugue- j?es aquellos brios que afinarão sua glória , e sublimarão se» íiom e ; nunca poudp .degrada-los. (Esforços infrucluozos que so­

lien te servíràio para patentear .minha irupoteucla. r>

» Lembi-ai-vots que os iupssos antepassados se elexárão #

graride^a, e adquirirão «¡m graude navae n « H istoria porque souberão como se apreciava a liberdade. »

¡0 A lem,b|-aiiça do? jnejo.s enapre^ados ipor vflssps Maiores

para serem grandes e famigerados aao ouitros t#otos inc(|utiyf?s que vos apoiUão o caminho radio4o que pondus .aoíTqmpVo d(i M em oria, e á intelUgencia e gozo dessa Liberdade sólida P permanente que se estriba em vossas Lejs verier^nidas, cm VHts- sos costumes vetustos c sabios. » ,1

» Nada me induzirá a recorrer á força para a f im .de Ur-

heriar-vos m

L a rvse la m ieux ourdie P eu t nuire á P inventeur j Et souvent la peifidie Retourne sur son auteur,

[ § ] O empenho coin que o Senhor D . Pedro quer rege­ nerar Portugal à.sua moda enternece e compunge. Mas quem o constiluio Advogado e Juiz da mesma Cauza.' F orte amor nutre agora por um Povo entre o qual dizia se envergonhava de 1er nascido ! Metteo-se-lhe em cabeça que todo elle suspi­

rava por Soberano de tamanhas prendas, e sem mais tirte

nem guarte desce do Throno d o Grande Im p erio, abdica cm

seu filho quazi em faixas, e que deixa entregue a muito boas m ãos, depõe a C o ro a , e o Sceptro, larga o M anto Im p erial, despede-se á pressa dos «ew* RravÀleiros para ser menos custo- za a separação, e ei-lo em campo d e lança enristada, a v i- zeira do elm o abatida, merencório no gesto , qual outro Ja- são na conquista do Velocino. Ha porem neste aggregado de exhortações sem n e x o , nesta comprida lam úria, uma só ver­ dade saliente, e é que os Poituguezes estão cançados dé soí- fre r; mas a q u em f Responda a N ação pela attitude que os­ ten ta , e veremos que a réplica é lacónica, convincente, aus­ tera e terminante.

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» Porluguezes ! A força de que disponho para vos escravi­ zar é inefficaz. »

» Não percaes tão favoracel opportunidade de provardes

ao Mundo que ainda sois dignos de ser uma Nação livre. Concorrei da vossa parte para sacudir o ju g o da tyranniay terminar os horrores do mais fer a i despotismo, e estabelecer a paZy a reconciliação, e a liberdade [.*’ ]. R eflecli e deddi [ » } .

» Pela maneira com que me recebeis e aos meus mostraes ao M undo que sois dignos de ser livres, e sa’cudindo de uma vez o ju go da tyrannia, terminareis os horrores do mais feroz despotismo*, e firmareis a paz , a reconciliação e a liber­ dade. n

Eis a virulenra P h illip p ica, a insultante proclamação di­ rigida pelo Senhor D . P ed ro, que se assigna com tamanha propriedade Duque de B ra ga n ça , á Nação Portugueza. Em toda a sua carreira mostra não ser escasso em distribuir a esmo esta especie de papeis. Transcrevi-os fielmente, fazendo aquel­ las observações que me parecêrão conducentes ao serviço da minha Patria e do meu Soberano. A proclamação que dirigió

um jugo que detesta é a maior das injustiças digna da punição de Deos e dos hom ens! Nisto concordo eu com o Senhor D . Pe­ dro , e com o seu Conselheiro e Secretario Privado ex-Ferr.a- d o r , ex-Expozitor das regras de Q uintilliano, cx-Official dos Exércitos Portuguez, eFrancez [que com Xão grande fidelidade acompanhou contra P ortu ga l] ex-R eda clor, ex-M inistro, ex- D ire cto r, e agora Grão-Vizir ; mas é muito para cauzar sur- preza que faltasse á sua palavra mais em seu damno do que em detrimento de Portugal. Desembarcou , fez o panegyrico da sua obra ; os ouvintes que não lho havião encommendado voltarão costas, e como não se desenganasse, e permanecesse « o pulpito a bradar inculcando a droga, dispuzerào-se a faz(> l o arrepender do seu ardente zelo. N ão seria prudencia logo que ’os Portuguezes não sabem conhecer o que é b o m , deixa- los com o gente testaruda, e escapar-se em quanto podia.’’ Em breve conhecerá o erro. » Les maladies de V esprit ne se gué­

rissent guère v ; diz um illustre escritor.

[ .’’ ] A exhortaçâo do Senhor D. Pedro vem muito a pro- p o zito , ainda que os Portuguezes não carecessem de que Iho lecommendasse. C om tu d o, seriamos ingratos não lhe agrade­ cendo tão bons conselhos.

[ » ] R eflecti, « decidi ! Temos reflectido assaz ,* estamos decididos sem nos abalarem as suas admoestações, e

(5)

ameaças-aos Açorianos é concebida no mesmo estillo e respirando igual espirito. Elogia aquellos insulares ha tanto tempo opprimidos pelas extorsões de taes hóspedes, e anciozos por se libertarem de seu tyranno ju g o , despede-se delles com grande ternura, e annuncia-lhes o objecto da empreza a que vai metier hombros. E ’ escuzado, p ois, traduzi-la e annota-la.'

Prezumo que o público judiciozo e illus'trado terá conhe­ cido que a analyze das duas peças é idêntica com o assumpto, ou materia pendente , e mui intima com o titulo desta folha , c sua ampliação. Faço de passagem este reparo para satisfa­ zer os leitores pechozos, e nimiamente methodicos. O Senhor Sartorius e a sua empreza tem relações com o que se acha próxima ou remotamente ligado a ella. Talvez assim lhes não pareça a estes senhores. Ora vejamos se também não achão verezimilitude na seguinte A llegoria ou D ialogo, no qual

Direi coizas saiais altas

Q ue descrida não pensa a iniqu idade; ' Mas que da sã virtude serão dignas.

D I A L O G O

Entre tima E ivizâo dos Ch'âo-Eignitarios da Ordem

Veneranda dos Sustentáculos da Ilhistração

,

dos

Emninares do Universo^ destacada para Portugal y

pelo Grande Synedrio depois de haverem

desem-barceulo no Porto.

O e x - Marquez de PalmeUa, ou abarcador de

Pasfas

M i- nisieriaes, X avier Candido Lortguinhos, A ide de Camp de etc-M . Lhical-Regente y e seu Gentil hometiiy e Chnselheiro P r i­ v a d o , Agostinho Tagarcfía, incumbido da £)írec^~ão BéHicáy e Mozinho o Surdo, energúmeno fállaãor com o encargo dc re­ gular as Injustiças, a espoliação dos bens eccleúasticos, e de

limpar com io d o o asseio os fundos do magro Thezoiro do Rei­

no rnuribundo Açoriano-Potluense.

Pedro Pasteiro. — Ora finalmente meus am igos, e co l- legas; cis-nos de novo em Portugal depois de uma auzencia de quatro annos; sempre assim o julguei. Apenas 6 nosso P rotector, o nosso guia ; o filho Primogénito d ’ E lR ei D . João V I. puzesse os pez em terreno Portuguez, estava decidida a cojitenda. Desembarcámos ,* este o grande ponto. O mais dei­ xem-no á minha Diplomática personagem , que nUnca advogou

(6)

Agostinho T íi^ reU ^ . — Nisso oomluno eu com V . Exc.* P eu -se o passo <,lf,cizivp ; o resto é acqessorio. À Patria est,á íaLva, pois clirigiino? .sens.destinos : dissip^uà^o-se as trevas que cbscureciào o huii-ionlij: p«ilitico; tudo vai tom uf uina nova

ce j e o? |iovús p ^dej.ao ]^0!er o cpnlr^sfe entre o Governo le­ gitimo e a uzurpag^o, íi ilI,ustração ,e a Jgnoraiid^, ,o rp- jjiiripn paternal ç o system^ de «IpsUi^o, iPaçít V . Exc.* da sua parte p possiypl pa,ra pqnspHdor o edÍ,heío, que,da pq-

cEa pâo haverá uad^ .a ,dezgjar.

Pedro Pasteiro. — 7 Seohpr¿ f àp 4uvido das suas hpas iidençõps 5 por,em advirto ^ y . íò t c .f que, a obra, ain­ da nào se quh^ epjppipta. ,A ew erienci^.p dpsengqna-dp de qqe ,o.s PpAips n^O ^e^gpverpào eoW; fh.eoráis¿ ,iis quaes muitas fç.du^idas á ,prat,ipa ■ííiftwras, e trópos,^ão

Optimos pe-ra Ihfoegqar.ps pp^idos, .e.diseqrjips .elnque^tes p?-ra serem recitados em A cadmnias, ,e _Eytcps¿ pprem as cir- cumstancias que ,uq^ ,rqd^ião -sàp mwf uj^^íp^^to^as, p se carece de tacto fin o , sagaci^pí^?^ ® conhefimeutP Jo cpraçâo do ho­ mem , cujos mais recônditos arcanos é esseiuialissimo investi­ g a r , e principidmoiite ly.tendea- c^rnoter do Povo Poitu- guez para sahirmOs airozós' da nossa t a r e f a ... Mas cu ain­ da agora reparo! O nosso amigç 9 Exctdlentissimo iSenhor zinho está taciturno e meditubiindo. V'. Exc.* tcm coiza que o magoe iJesculpe a importunidade,- mas nâo me posso con­ ter sein lhe fazer esta pergunta. >

Ago^.lÿiho Ttigftrella.. :— E ’ c.erto ••. ha dias que o vejo aborrido. Trará V . Exc.® entre màos_ algum Plano Ivmti- nozo para as A lfândegas, alguma Tabella de D ireitos, ou qualquer putro trabalho d ’ iguaí natureza.^

Mozinho o Surdo — Quaes p l a n o s Quaes trabalhos t Ç* mui azado o tempo para tratar similhantes materias. Lembra- me por esse destampatório quando em 1823 o Cktngresso, ou

Conguerço discutia a le i para adivizáo do territorio, e os habi­

tantes desse territorio estavâo todos insurreccionados contra elle, quando Povo e Tropa seguia a voz do Infante [*], que o mesmo fo i levantar-se que acabar com Systema, Systematicos, P ro je ctif tas y e toda a mais canalha. Já sabem que eu nào as guardo : se assim nào lhes fazia conta deixassem-me em França, e nào me armassem esta rede. Verdade é que eu lá era um

particu.-[ • ] Seja-me licita a adopçào, deste titulo em linguagem menos reapeitoza par^ conservar p estillo igual e proprio d » Âllegoriá.

(7)

l a r , que não f ’iflia Alfand’egas a dirigir nem Minfeteríos a for­ mar ; porem ao menos estava cm socego, escrevendo arlígui- nhos e reflexões para os Jornaes, dando de vez ém quando abra­ ços fnalevnaes’ nos Veneráveis, e Padres Mestres da Ordem. Ciihi na ratoeira, conheço o ris co , sondo a profundidade d o abysm o, e o que ainda mais me custa é ser precizO mOstrar cara alegre. Os Senhores rompêrão um lindo duelo de elogios: fortes bandas de encomios ! Olhem não arrebentem porque já estão muito inchados ; e eu por um impulso incognito e irrezis- tivel leVo algumas vezes as mãos á cabeça cóm o quem se des­ pede delia. E vem nesta crize desafiar-me a fallar ! A mim que sou pouco soffredor !

Agostinho Tagarella. —

V.

E xc.* dá cada passo de legoa e m e ia , e mostra excessiva agitação. M as eu não al­ canço O' motivo dè tamanho desassocego.

Pedro Pasteiro. — Certamente. Q uando estamos senho­ res da segunda Capital do R e in o , quando um Principe i*i-

raorlat se acha ú nossa fren te, quando a povoação desta gran-' de e riqiíFssimá Cidade se declara tão energicamente em rfôsSo: favor , quando temos debaixo de nossas bandeiras um exercito que é a elite da força militar Portugueza , quando tudo nos faz antever o exibo mais feliz de nossas fadigas , e o :fim de tão prolongado exilio, é q u e , Y . Exc.® desacoroçoa, e des-> espera r

Agostinho Tagarella. Q uando nos verBos íestiluídos aos braÇíjs das nossas ftimilias, ao seio da Bossã patria ; quan­ do tomamos posse dos bcrl»', quando Os Ompregos mais rendo- zos e de máiOr consideração nos pertdnc-em , quando Porlugal está curvado a .nossos péz , cm fim ,■ qrBirtdo de nós tódoS cte- p* rid«ím, ê qCte V. Exrf.“ solta imprecações , e dá mostras de considerar a «mxtt perdida ?

Pedro Pasteiro. — Dentro do portd ó que se jtítga nau-* fftt ^ e errante?

Agostinho Tagarella. —- N o auge do poder é que O assal­ ta o terror panicò

P e d io Pásb<4ro«. — Incrível fraqueza !

A g o s t i n h o T a g a r e l l a . — I n c o m p r e h e n s iv e l d e s a c o r d o !

Mozinho o Surdo. — Irra com tal ladainha de destem­ peros! Ifóra comgsèníe tãodesBprOpozitada ! Tom em ofoígO, e deixem-me respirar, senão estoiro com a uma peça. E purqua sou surdo berrào que me parecem dois novilhos. N ão me azoi­ nem mais a ca b eça , aliás saio aind» que sem destino.

Candido Longuínhos. — Fizerão-na bonita. Estava escre­ vendo um papei de que S, M . me iacuinbío. D eve íem ette-la

(8)

para Fronça e Inglaterra, e utilizará em sutnmo grao a nosia cau%a. Coordenei as ideias, tracei o plano, e principiei a des­ envolvê-lo. Já tinha acabado a P ropoziçào, e A m p lia çã o; com eçava a deduzir as provas, e a reforça-las com os argu­ mentos mais nervozos e incon/ufuveis, quando a sua maldita

olgaramada veio deitar tudo a perder. Pois advirto-lhes que

talvez prejudicassem a cau%a santa em que estamos empenhadosi Era uma Dissertação sobre os motivos da divergencia que exis­ te em P ortu gal, os meios-que ha de amalgamar partidos ^ e de fazer que todos os nossos compatriotas concorrão para o

mesmo fim [ • ] , e a necessidade que tem os nossos protecto­

res estrangeiros de nos darem apoio. Também indico o modo de satisfazer algumas leões objecçCes diplom áticas, e . . .

Pedro Pasteiro — Perdoe V . E xc.*, mas cada um no seu elemento. Longe de mim o negar os talentos de que V . Exc.^ é dotado ; mas comtudo a experiencia que me tem dado a minha longa, e brilhante carreira Diplomática, e o conceito de que gozo nos Gabinetes, b<ím com o a escolha que de mim fez S. M . para este ra m o, nje dão excluzivaihente o direito . de desfazer quaesquer difficuldades que se suscitem. Quapdo figurei no Congresso de Vienna . . .

Candido Longuinhos — IMão me venha V . E xc.* logo com as mãos á ca ra , e faça um pouco emudecer o seu amor proprio. Toquei nesse ponto de passagem, eco m o em bosquejo, ainda que a elevada cathegoria de Mentor de S. M . [ciue nada faz sem eu o aconselhar] e de seu Principal C onselhei-. IO me aulhorizem a entender em todas as materias . . .

Pedro Pasteiro — O que eu queria dizer a V . Exc.* é que no Congresso de V ien n a . . . .

Candido Longuinhos. — E o que eu quero dizer a V . Exc.* francamente é que nada fazemos se dermos importancia a ninharias. O papel está incotnplelo, as suas vozerios poze- rão-m e a cabeça pelos ares, e sópela tarde é que estarei apto a co n clu i-lo , e sugerta-lo á lima da minha propria censura, pois destas mãos uâo sahe obra que não seja prima.

[ (hntinuar-ie-ha. ]

( 8 . )

[ * ] A s phrazes em grifo são da cartilha destas persona­ gens.

Referências

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