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Quadras,Slogan e Conto Ideias & Palavras

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Academic year: 2021

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Que nunca é tarde para aprender. Que nunca é tarde para aprender. Fico por aqui

Fico por aqui

a nossa vida é um livro aberto a nossa vida é um livro aberto Cada dia que passa

Cada dia que passa

é uma folha que cai e vai para o deserto é uma folha que cai e vai para o deserto Não sei se assino Lídia Cesteira

Não sei se assino Lídia Cesteira Ou se é o meu nome verdadeiro. Ou se é o meu nome verdadeiro. Xau Xau

Xau Xau

Maria Lídia do Nascimento Delgado. Maria Lídia do Nascimento Delgado.

“Lídia Cesteira”

“Lídia Cesteira”- Maria Lídia do Nascimento Delgado- Maria Lídia do Nascimento Delgado – – Cunqueiros Cunqueiros Aqui na minha terra

Aqui na minha terra Há biblioteca ao domicílio Há biblioteca ao domicílio O senhor que a conduz O senhor que a conduz É alegre e divertido É alegre e divertido A biblioteca-ambulante A biblioteca-ambulante Por mês vem duas vezes Por mês vem duas vezes Tira fotocópias bonitas Tira fotocópias bonitas Traz bons livros para leres Traz bons livros para leres

“Lídia Cesteira”

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Ao senhor das terças feiras Ao senhor das terças feiras Da carrinha em movimento Da carrinha em movimento Só lhe pedimos que

Só lhe pedimos que passepasse Com os velhinhos mais tempo. Com os velhinhos mais tempo. Que leia muitas histórias Que leia muitas histórias Histórias de encantar Histórias de encantar Só não os ponha a dormir Só não os ponha a dormir Quando a história acabar Quando a história acabar Quando a história acabar Quando a história acabar Isto é com jeitinho

Isto é com jeitinho Eles nunca se cansam Eles nunca se cansam

De ouvir mais um bocadinho De ouvir mais um bocadinho De ouvir as suas histórias De ouvir as suas histórias De ouvir mais um bocadinho De ouvir mais um bocadinho Para poder recordar

Para poder recordar

Os seus tempos de menino. Os seus tempos de menino.

Maria Leonor Ribeiro - Montes da Senhora Maria Leonor Ribeiro - Montes da Senhora Estando os idosos isolados

Estando os idosos isolados Tristes na sua solidão Tristes na sua solidão Vendo a Bibliomóvel Vendo a Bibliomóvel Alegra-se o coração Alegra-se o coração Alegra-se o coração Alegra-se o coração Um sorriso na sua cara Um sorriso na sua cara

Mesmo que por pouco tempo Mesmo que por pouco tempo O seu coração sara.

O seu coração sara.

Maria Leonor Ribeiro - Montes da Senhora Maria Leonor Ribeiro - Montes da Senhora

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"já chegou o sr.nuno "já chegou o sr.nuno tem uma linda profissão tem uma linda profissão é amigo dos velhinhos é amigo dos velhinhos vocês não digam que não. vocês não digam que não. voçês não digam que não voçês não digam que não ele tem passos muito bonitos ele tem passos muito bonitos quando chegar ao céu

quando chegar ao céu

lá os vai encontrar escritos!" lá os vai encontrar escritos!"

Ti Rosa da Ferraria Ti Rosa da Ferraria Nos estamos muito contentes

Nos estamos muito contentes Estamos cheios de alegria Estamos cheios de alegria De ver o sr nuno

De ver o sr nuno

No nosso centro de dia No nosso centro de dia É um senhor muito bom É um senhor muito bom

É um senhor muito verdadeiro É um senhor muito verdadeiro Por ser quem é

Por ser quem é

Vai correr o mundo inteiro Vai correr o mundo inteiro Vai correr o mundo inteiro Vai correr o mundo inteiro E os seus passos são bonitos E os seus passos são bonitos Quando chegar ao céu Quando chegar ao céu Os vai lá encontrar escritos. Os vai lá encontrar escritos.

Ti Rosa da Ferraria Ti Rosa da Ferraria

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De palavras vai andando, De palavras vai andando, Com as rodas no caminho. Com as rodas no caminho. Aprende-se desfolhando Aprende-se desfolhando Folhas de pergaminho. Folhas de pergaminho. De ensinamentos vai... De ensinamentos vai... De saberes pode vir, De saberes pode vir, Acolhido como um pai Acolhido como um pai O mundo colorir... O mundo colorir... Rodas que vão abraçar, Rodas que vão abraçar, Quem pode estar sozinho, Quem pode estar sozinho, Mas que fica a flutuar Mas que fica a flutuar Como rio no caminho... Como rio no caminho...

Ana Patricia Dias

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AS ANDANÇAS DA BIBLIOMÓVEL E DO NUNO AS ANDANÇAS DA BIBLIOMÓVEL E DO NUNO De terra em terra

De terra em terra

Anda uma carrinha encantada Anda uma carrinha encantada

A distribuir sonhos e magia A distribuir sonhos e magia Pelas terras onde passa Pelas terras onde passa Deixa sempre alegria Deixa sempre alegria

Que a visita fica feliz…pois nela vê Que a visita fica feliz…pois nela vê Tantas coisas imagináveis

Tantas coisas imagináveis Como livros, jornais Como livros, jornais

Internet, skype, e tantas revistas Internet, skype, e tantas revistas Um lugar onde se juntam

Um lugar onde se juntam pessoaspessoas Que animadas podem conversar Que animadas podem conversar E onde tem de tudo um pouco E onde tem de tudo um pouco Para lerem e verem

Para lerem e verem Nesta carrinha encantada Nesta carrinha encantada

Anda lá dentro o simpático Nuno Anda lá dentro o simpático Nuno Sempre bem-disposto, e disponível Sempre bem-disposto, e disponível Para ajudar quem da sua ajuda…precisar Para ajudar quem da sua ajuda…precisar Ah… como é bom encontrar

Ah… como é bom encontrar

Por diversas terras por onde passa Por diversas terras por onde passa Uma pessoa humana, e humilde Uma pessoa humana, e humilde

Que com todos gosta de conversar...e ajudar Que com todos gosta de conversar...e ajudar Anda sempre bem-disposto

Anda sempre bem-disposto E com um bonito sorriso no rosto E com um bonito sorriso no rosto É um amigo em que se pode confiar É um amigo em que se pode confiar

Tem sempre uma palavra amiga para nos dar. Tem sempre uma palavra amiga para nos dar. Mila Lopes

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Bibliomóvel de Proença-a-Nova Bibliomóvel de Proença-a-Nova Nas cidades ou nas aldeias Nas cidades ou nas aldeias A Bibliomóvel está presente A Bibliomóvel está presente Para contar histórias

Para contar histórias Que envolve toda a gente Que envolve toda a gente

Dos mais pequenos aos grandes Dos mais pequenos aos grandes Todos se interessam em saber Todos se interessam em saber Das conquistas de sua terra Das conquistas de sua terra E de como foi o seu crescer E de como foi o seu crescer A história as vezes é triste A história as vezes é triste

Devido as mortes que houveram Devido as mortes que houveram Por causa das grandes guerras Por causa das grandes guerras Mas muitos heróis tiveram Mas muitos heróis tiveram E é através dos livros E é através dos livros

Da Bibliomóvel de proença-a-nova Da Bibliomóvel de proença-a-nova Que muitos tiveram o prazer Que muitos tiveram o prazer De sua história conhecer. De sua história conhecer. Assim se vê a importância Assim se vê a importância

Da Bibliomóvel de proença-a-nova percorrer Da Bibliomóvel de proença-a-nova percorrer As vilas e as aldeias vizinhas

As vilas e as aldeias vizinhas E os livros de história ler. E os livros de história ler.

Bibliomóvel de Proença-a-Nova II Bibliomóvel de Proença-a-Nova II Através da Bibliomóvel

Através da Bibliomóvel Todos ficam a saber Todos ficam a saber As histórias do passado As histórias do passado

E o que fez uma nação crescer E o que fez uma nação crescer A Bibliomóvel de proença-a-nova A Bibliomóvel de proença-a-nova Tem muito que contar

Tem muito que contar Principalmente aos aldeões Principalmente aos aldeões Que não puderam estudar Que não puderam estudar Por isso é através dos livros Por isso é através dos livros Que a Bibliomóvel tem Que a Bibliomóvel tem A forma de mostrar a todos A forma de mostrar a todos

O valor que a leitura tem O valor que a leitura tem Assim jovens e crianças Assim jovens e crianças

Terão mais interesse em aprender Terão mais interesse em aprender Para um dia mais tarde

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Vamos todos apoiar Vamos todos apoiar Esse projecto importante Esse projecto importante E mais livros doar

E mais livros doar

Para a Bibliomóvel forte ficar. Para a Bibliomóvel forte ficar. Rosangela de Souza

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Querida Ema

Querida Ema

Escrevo-te ao fim da tarde, depois já da partida da carrinha dos livros. Escrevo-te para te dizer Escrevo-te ao fim da tarde, depois já da partida da carrinha dos livros. Escrevo-te para te dizer que há momentos em que uma folha de papel se confunde com a vida eterna. Claro que te que há momentos em que uma folha de papel se confunde com a vida eterna. Claro que te escrevo por muitas outras razões, mas

escrevo por muitas outras razões, mas não é verdade que há momentos da não é verdade que há momentos da nossa vida que senossa vida que se confundem com a eternidade? Lembras-te de mim?

confundem com a eternidade? Lembras-te de mim? A caligrafia avivar-te-á a

A caligrafia avivar-te-á a memória. Continua redonda, pequenina, com largas pintas nos memória. Continua redonda, pequenina, com largas pintas nos is,is, talvez esteja um pouco mais rude

talvez esteja um pouco mais rude e apressada, mas não muito. Por e apressada, mas não muito. Por agora, estou a escreveragora, estou a escrever devagar, com o esforço de não rasurar nada. Hoje, não quero rasurar nada. Os computadores devagar, com o esforço de não rasurar nada. Hoje, não quero rasurar nada. Os computadores tiram-nos a prática, mas recupera-se o jeito, logo ao segundo parágrafo. Hás-de experimentar. tiram-nos a prática, mas recupera-se o jeito, logo ao segundo parágrafo. Hás-de experimentar. Aquele que te escreve agora, Ema, é o mesmo miúdo que te enviava cartas há 30 anos. Tenho Aquele que te escreve agora, Ema, é o mesmo miúdo que te enviava cartas há 30 anos. Tenho saudades desse miúdo que tinha saudades tuas. Tinha na

saudades desse miúdo que tinha saudades tuas. Tinha na cabeça a tua cabeça a tua imagem jovem, linda eimagem jovem, linda e fresca. Como eram felizes os dias em que, ao chegar a casa, o meu pai, desatento, dizia-me fresca. Como eram felizes os dias em que, ao chegar a casa, o meu pai, desatento, dizia-me que havia uma carta para mim. Fechava-me logo no quarto, ansioso, sustendo a respiração, que havia uma carta para mim. Fechava-me logo no quarto, ansioso, sustendo a respiração, em busca das tuas palavras em azul-lazúli. Julgo que a própria tinta era perfumada e o em busca das tuas palavras em azul-lazúli. Julgo que a própria tinta era perfumada e o envelope muito macio Tu contavas-me como tinhas

envelope muito macio Tu contavas-me como tinhas passado o Natal. Falavas-me dos passado o Natal. Falavas-me dos bonecosbonecos de neve que avistavas da cama do hospital. Do nevão que te obrigou a ficar uma semana sem de neve que avistavas da cama do hospital. Do nevão que te obrigou a ficar uma semana sem sair ao jardim. Uma

sair ao jardim. Uma semana inteira, imagine-se! Um dia enviaste-me uma fotografia dasemana inteira, imagine-se! Um dia enviaste-me uma fotografia da

paisagem que avistavas. E eu sonhava com a Suécia, como se fosse um paraíso branco, não me paisagem que avistavas. E eu sonhava com a Suécia, como se fosse um paraíso branco, não me apercebendo dos dissabores do frio e

apercebendo dos dissabores do frio e da falta de sol, nem da falta de sol, nem do sofrimento que as dores tedo sofrimento que as dores te provocavam.

provocavam.

Mas estava eu a falar

Mas estava eu a falar da minha escrita, lembras-te quando me da minha escrita, lembras-te quando me tiravas as dúvidas de portuguêstiravas as dúvidas de português e outras coisas, quando me não mandavas ir ao dicionário, como agora eu mando o meu filho? e outras coisas, quando me não mandavas ir ao dicionário, como agora eu mando o meu filho? Tu que foste o meu "Google", à

Tu que foste o meu "Google", às vezes renitente, quando este ainda não existia... Sabes s vezes renitente, quando este ainda não existia... Sabes queque agora vivemos gente ignorante e pacóvia

agora vivemos gente ignorante e pacóvia que apenas valoriza o espetáculo? Minha queridaque apenas valoriza o espetáculo? Minha querida Ema, estava a empacotar a minha vida em duas dúzias de caixotes, quando me cruzei com um Ema, estava a empacotar a minha vida em duas dúzias de caixotes, quando me cruzei com um maço de envelopes

cor-de-maço de envelopes cor-de-rosa com um elástico à volta. Sei que ‘andaste’ sempre por aqui,rosa com um elástico à volta. Sei que ‘andaste’ sempre por aqui, por isso sentei-me no chão e

por isso sentei-me no chão e reabri os melhores momentos. Julguei ainda sentir o reabri os melhores momentos. Julguei ainda sentir o cheiro dascheiro das tuas palavras, talvez seja só uma impressão, mas o perfume parecia continuar lá. ( Agora tenho tuas palavras, talvez seja só uma impressão, mas o perfume parecia continuar lá. ( Agora tenho a certeza, o perfume é o mesmo. )

a certeza, o perfume é o mesmo. )

Passei a tarde a ler as tuas cartas, a sorrir entre lágrimas. Até que cheguei à última. Passei a tarde a ler as tuas cartas, a sorrir entre lágrimas. Até que cheguei à última. Lembras-te da última carta que me escrevesLembras-te, tão trisLembras-te e tão Lembras-terna? Mas eu, que andava há anos a te da última carta que me escreveste, tão triste e tão terna? Mas eu, que andava há anos a  juntar moedas no porquinho para te en

 juntar moedas no porquinho para te encontrar na neve que se aviscontrar na neve que se avistava do teu quarto, encarei-tava do teu quarto, encarei-a como umencarei-a inexcedível trencarei-aição. Lá pencarei-arencarei-a o terceiro pencarei-arágrencarei-afo, entre encarei-assuntos nossos

a como uma inexcedível traição. Lá para o terceiro parágrafo, entre assuntos nossos quotidianos, contavas-me que a doença tinha vencido

quotidianos, contavas-me que a doença tinha vencido a batalha e que em a batalha e que em breve partirias.breve partirias. Nunca te ‘perdoei’. E

Nunca te ‘perdoei’. E não te voltei a não te voltei a escrever. Até agora. Talvez estejamos demasiado adultosescrever. Até agora. Talvez estejamos demasiado adultos para ansiar por cartas perfumadas, julgo que não.

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Slogan: Slogan:

Livros espreitados, adornados com a sabedoria dos

Livros espreitados, adornados com a sabedoria dos leitores e complementados com palavrasleitores e complementados com palavras soltas são a essência da

soltas são a essência da BibliomóvelBibliomóvel Andreia Pereira Martins

Referências

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