Que nunca é tarde para aprender. Que nunca é tarde para aprender. Fico por aqui
Fico por aqui
a nossa vida é um livro aberto a nossa vida é um livro aberto Cada dia que passa
Cada dia que passa
é uma folha que cai e vai para o deserto é uma folha que cai e vai para o deserto Não sei se assino Lídia Cesteira
Não sei se assino Lídia Cesteira Ou se é o meu nome verdadeiro. Ou se é o meu nome verdadeiro. Xau Xau
Xau Xau
Maria Lídia do Nascimento Delgado. Maria Lídia do Nascimento Delgado.
“Lídia Cesteira”
“Lídia Cesteira”- Maria Lídia do Nascimento Delgado- Maria Lídia do Nascimento Delgado – – Cunqueiros Cunqueiros Aqui na minha terra
Aqui na minha terra Há biblioteca ao domicílio Há biblioteca ao domicílio O senhor que a conduz O senhor que a conduz É alegre e divertido É alegre e divertido A biblioteca-ambulante A biblioteca-ambulante Por mês vem duas vezes Por mês vem duas vezes Tira fotocópias bonitas Tira fotocópias bonitas Traz bons livros para leres Traz bons livros para leres
“Lídia Cesteira”
Trusted by over 1 million members
Try Scribd FREE for 30 days to access over 125 million titles without ads or interruptions!
Start Free Trial
Cancel Anytime.
Trusted by over 1 million members
Try Scribd FREE for 30 days to access over 125 million titles without ads or interruptions!
Start Free Trial
Ao senhor das terças feiras Ao senhor das terças feiras Da carrinha em movimento Da carrinha em movimento Só lhe pedimos que
Só lhe pedimos que passepasse Com os velhinhos mais tempo. Com os velhinhos mais tempo. Que leia muitas histórias Que leia muitas histórias Histórias de encantar Histórias de encantar Só não os ponha a dormir Só não os ponha a dormir Quando a história acabar Quando a história acabar Quando a história acabar Quando a história acabar Isto é com jeitinho
Isto é com jeitinho Eles nunca se cansam Eles nunca se cansam
De ouvir mais um bocadinho De ouvir mais um bocadinho De ouvir as suas histórias De ouvir as suas histórias De ouvir mais um bocadinho De ouvir mais um bocadinho Para poder recordar
Para poder recordar
Os seus tempos de menino. Os seus tempos de menino.
Maria Leonor Ribeiro - Montes da Senhora Maria Leonor Ribeiro - Montes da Senhora Estando os idosos isolados
Estando os idosos isolados Tristes na sua solidão Tristes na sua solidão Vendo a Bibliomóvel Vendo a Bibliomóvel Alegra-se o coração Alegra-se o coração Alegra-se o coração Alegra-se o coração Um sorriso na sua cara Um sorriso na sua cara
Mesmo que por pouco tempo Mesmo que por pouco tempo O seu coração sara.
O seu coração sara.
Maria Leonor Ribeiro - Montes da Senhora Maria Leonor Ribeiro - Montes da Senhora
Trusted by over 1 million members
Try Scribd FREE for 30 days to access over 125 million titles without ads or interruptions!
Start Free Trial
"já chegou o sr.nuno "já chegou o sr.nuno tem uma linda profissão tem uma linda profissão é amigo dos velhinhos é amigo dos velhinhos vocês não digam que não. vocês não digam que não. voçês não digam que não voçês não digam que não ele tem passos muito bonitos ele tem passos muito bonitos quando chegar ao céu
quando chegar ao céu
lá os vai encontrar escritos!" lá os vai encontrar escritos!"
Ti Rosa da Ferraria Ti Rosa da Ferraria Nos estamos muito contentes
Nos estamos muito contentes Estamos cheios de alegria Estamos cheios de alegria De ver o sr nuno
De ver o sr nuno
No nosso centro de dia No nosso centro de dia É um senhor muito bom É um senhor muito bom
É um senhor muito verdadeiro É um senhor muito verdadeiro Por ser quem é
Por ser quem é
Vai correr o mundo inteiro Vai correr o mundo inteiro Vai correr o mundo inteiro Vai correr o mundo inteiro E os seus passos são bonitos E os seus passos são bonitos Quando chegar ao céu Quando chegar ao céu Os vai lá encontrar escritos. Os vai lá encontrar escritos.
Ti Rosa da Ferraria Ti Rosa da Ferraria
Trusted by over 1 million members
Try Scribd FREE for 30 days to access over 125 million titles without ads or interruptions!
Start Free Trial
De palavras vai andando, De palavras vai andando, Com as rodas no caminho. Com as rodas no caminho. Aprende-se desfolhando Aprende-se desfolhando Folhas de pergaminho. Folhas de pergaminho. De ensinamentos vai... De ensinamentos vai... De saberes pode vir, De saberes pode vir, Acolhido como um pai Acolhido como um pai O mundo colorir... O mundo colorir... Rodas que vão abraçar, Rodas que vão abraçar, Quem pode estar sozinho, Quem pode estar sozinho, Mas que fica a flutuar Mas que fica a flutuar Como rio no caminho... Como rio no caminho...
Ana Patricia Dias
Trusted by over 1 million members
Try Scribd FREE for 30 days to access over 125 million titles without ads or interruptions!
Start Free Trial
AS ANDANÇAS DA BIBLIOMÓVEL E DO NUNO AS ANDANÇAS DA BIBLIOMÓVEL E DO NUNO De terra em terra
De terra em terra
Anda uma carrinha encantada Anda uma carrinha encantada
A distribuir sonhos e magia A distribuir sonhos e magia Pelas terras onde passa Pelas terras onde passa Deixa sempre alegria Deixa sempre alegria
Que a visita fica feliz…pois nela vê Que a visita fica feliz…pois nela vê Tantas coisas imagináveis
Tantas coisas imagináveis Como livros, jornais Como livros, jornais
Internet, skype, e tantas revistas Internet, skype, e tantas revistas Um lugar onde se juntam
Um lugar onde se juntam pessoaspessoas Que animadas podem conversar Que animadas podem conversar E onde tem de tudo um pouco E onde tem de tudo um pouco Para lerem e verem
Para lerem e verem Nesta carrinha encantada Nesta carrinha encantada
Anda lá dentro o simpático Nuno Anda lá dentro o simpático Nuno Sempre bem-disposto, e disponível Sempre bem-disposto, e disponível Para ajudar quem da sua ajuda…precisar Para ajudar quem da sua ajuda…precisar Ah… como é bom encontrar
Ah… como é bom encontrar
Por diversas terras por onde passa Por diversas terras por onde passa Uma pessoa humana, e humilde Uma pessoa humana, e humilde
Que com todos gosta de conversar...e ajudar Que com todos gosta de conversar...e ajudar Anda sempre bem-disposto
Anda sempre bem-disposto E com um bonito sorriso no rosto E com um bonito sorriso no rosto É um amigo em que se pode confiar É um amigo em que se pode confiar
Tem sempre uma palavra amiga para nos dar. Tem sempre uma palavra amiga para nos dar. Mila Lopes
Trusted by over 1 million members
Try Scribd FREE for 30 days to access over 125 million titles without ads or interruptions!
Start Free Trial
Bibliomóvel de Proença-a-Nova Bibliomóvel de Proença-a-Nova Nas cidades ou nas aldeias Nas cidades ou nas aldeias A Bibliomóvel está presente A Bibliomóvel está presente Para contar histórias
Para contar histórias Que envolve toda a gente Que envolve toda a gente
Dos mais pequenos aos grandes Dos mais pequenos aos grandes Todos se interessam em saber Todos se interessam em saber Das conquistas de sua terra Das conquistas de sua terra E de como foi o seu crescer E de como foi o seu crescer A história as vezes é triste A história as vezes é triste
Devido as mortes que houveram Devido as mortes que houveram Por causa das grandes guerras Por causa das grandes guerras Mas muitos heróis tiveram Mas muitos heróis tiveram E é através dos livros E é através dos livros
Da Bibliomóvel de proença-a-nova Da Bibliomóvel de proença-a-nova Que muitos tiveram o prazer Que muitos tiveram o prazer De sua história conhecer. De sua história conhecer. Assim se vê a importância Assim se vê a importância
Da Bibliomóvel de proença-a-nova percorrer Da Bibliomóvel de proença-a-nova percorrer As vilas e as aldeias vizinhas
As vilas e as aldeias vizinhas E os livros de história ler. E os livros de história ler.
Bibliomóvel de Proença-a-Nova II Bibliomóvel de Proença-a-Nova II Através da Bibliomóvel
Através da Bibliomóvel Todos ficam a saber Todos ficam a saber As histórias do passado As histórias do passado
E o que fez uma nação crescer E o que fez uma nação crescer A Bibliomóvel de proença-a-nova A Bibliomóvel de proença-a-nova Tem muito que contar
Tem muito que contar Principalmente aos aldeões Principalmente aos aldeões Que não puderam estudar Que não puderam estudar Por isso é através dos livros Por isso é através dos livros Que a Bibliomóvel tem Que a Bibliomóvel tem A forma de mostrar a todos A forma de mostrar a todos
O valor que a leitura tem O valor que a leitura tem Assim jovens e crianças Assim jovens e crianças
Terão mais interesse em aprender Terão mais interesse em aprender Para um dia mais tarde
Trusted by over 1 million members
Try Scribd FREE for 30 days to access over 125 million titles without ads or interruptions!
Start Free Trial
Start Free Trial
Cancel Anytime.
Vamos todos apoiar Vamos todos apoiar Esse projecto importante Esse projecto importante E mais livros doar
E mais livros doar
Para a Bibliomóvel forte ficar. Para a Bibliomóvel forte ficar. Rosangela de Souza
Trusted by over 1 million members
Try Scribd FREE for 30 days to access over 125 million titles without ads or interruptions!
Start Free Trial
Cancel Anytime.
Trusted by over 1 million members
Try Scribd FREE for 30 days to access over 125 million titles without ads or interruptions!
Start Free Trial
Cancel Anytime.
Querida Ema
Querida Ema
Escrevo-te ao fim da tarde, depois já da partida da carrinha dos livros. Escrevo-te para te dizer Escrevo-te ao fim da tarde, depois já da partida da carrinha dos livros. Escrevo-te para te dizer que há momentos em que uma folha de papel se confunde com a vida eterna. Claro que te que há momentos em que uma folha de papel se confunde com a vida eterna. Claro que te escrevo por muitas outras razões, mas
escrevo por muitas outras razões, mas não é verdade que há momentos da não é verdade que há momentos da nossa vida que senossa vida que se confundem com a eternidade? Lembras-te de mim?
confundem com a eternidade? Lembras-te de mim? A caligrafia avivar-te-á a
A caligrafia avivar-te-á a memória. Continua redonda, pequenina, com largas pintas nos memória. Continua redonda, pequenina, com largas pintas nos is,is, talvez esteja um pouco mais rude
talvez esteja um pouco mais rude e apressada, mas não muito. Por e apressada, mas não muito. Por agora, estou a escreveragora, estou a escrever devagar, com o esforço de não rasurar nada. Hoje, não quero rasurar nada. Os computadores devagar, com o esforço de não rasurar nada. Hoje, não quero rasurar nada. Os computadores tiram-nos a prática, mas recupera-se o jeito, logo ao segundo parágrafo. Hás-de experimentar. tiram-nos a prática, mas recupera-se o jeito, logo ao segundo parágrafo. Hás-de experimentar. Aquele que te escreve agora, Ema, é o mesmo miúdo que te enviava cartas há 30 anos. Tenho Aquele que te escreve agora, Ema, é o mesmo miúdo que te enviava cartas há 30 anos. Tenho saudades desse miúdo que tinha saudades tuas. Tinha na
saudades desse miúdo que tinha saudades tuas. Tinha na cabeça a tua cabeça a tua imagem jovem, linda eimagem jovem, linda e fresca. Como eram felizes os dias em que, ao chegar a casa, o meu pai, desatento, dizia-me fresca. Como eram felizes os dias em que, ao chegar a casa, o meu pai, desatento, dizia-me que havia uma carta para mim. Fechava-me logo no quarto, ansioso, sustendo a respiração, que havia uma carta para mim. Fechava-me logo no quarto, ansioso, sustendo a respiração, em busca das tuas palavras em azul-lazúli. Julgo que a própria tinta era perfumada e o em busca das tuas palavras em azul-lazúli. Julgo que a própria tinta era perfumada e o envelope muito macio Tu contavas-me como tinhas
envelope muito macio Tu contavas-me como tinhas passado o Natal. Falavas-me dos passado o Natal. Falavas-me dos bonecosbonecos de neve que avistavas da cama do hospital. Do nevão que te obrigou a ficar uma semana sem de neve que avistavas da cama do hospital. Do nevão que te obrigou a ficar uma semana sem sair ao jardim. Uma
sair ao jardim. Uma semana inteira, imagine-se! Um dia enviaste-me uma fotografia dasemana inteira, imagine-se! Um dia enviaste-me uma fotografia da
paisagem que avistavas. E eu sonhava com a Suécia, como se fosse um paraíso branco, não me paisagem que avistavas. E eu sonhava com a Suécia, como se fosse um paraíso branco, não me apercebendo dos dissabores do frio e
apercebendo dos dissabores do frio e da falta de sol, nem da falta de sol, nem do sofrimento que as dores tedo sofrimento que as dores te provocavam.
provocavam.
Mas estava eu a falar
Mas estava eu a falar da minha escrita, lembras-te quando me da minha escrita, lembras-te quando me tiravas as dúvidas de portuguêstiravas as dúvidas de português e outras coisas, quando me não mandavas ir ao dicionário, como agora eu mando o meu filho? e outras coisas, quando me não mandavas ir ao dicionário, como agora eu mando o meu filho? Tu que foste o meu "Google", à
Tu que foste o meu "Google", às vezes renitente, quando este ainda não existia... Sabes s vezes renitente, quando este ainda não existia... Sabes queque agora vivemos gente ignorante e pacóvia
agora vivemos gente ignorante e pacóvia que apenas valoriza o espetáculo? Minha queridaque apenas valoriza o espetáculo? Minha querida Ema, estava a empacotar a minha vida em duas dúzias de caixotes, quando me cruzei com um Ema, estava a empacotar a minha vida em duas dúzias de caixotes, quando me cruzei com um maço de envelopes
cor-de-maço de envelopes cor-de-rosa com um elástico à volta. Sei que ‘andaste’ sempre por aqui,rosa com um elástico à volta. Sei que ‘andaste’ sempre por aqui, por isso sentei-me no chão e
por isso sentei-me no chão e reabri os melhores momentos. Julguei ainda sentir o reabri os melhores momentos. Julguei ainda sentir o cheiro dascheiro das tuas palavras, talvez seja só uma impressão, mas o perfume parecia continuar lá. ( Agora tenho tuas palavras, talvez seja só uma impressão, mas o perfume parecia continuar lá. ( Agora tenho a certeza, o perfume é o mesmo. )
a certeza, o perfume é o mesmo. )
Passei a tarde a ler as tuas cartas, a sorrir entre lágrimas. Até que cheguei à última. Passei a tarde a ler as tuas cartas, a sorrir entre lágrimas. Até que cheguei à última. Lembras-te da última carta que me escrevesLembras-te, tão trisLembras-te e tão Lembras-terna? Mas eu, que andava há anos a te da última carta que me escreveste, tão triste e tão terna? Mas eu, que andava há anos a juntar moedas no porquinho para te en
juntar moedas no porquinho para te encontrar na neve que se aviscontrar na neve que se avistava do teu quarto, encarei-tava do teu quarto, encarei-a como umencarei-a inexcedível trencarei-aição. Lá pencarei-arencarei-a o terceiro pencarei-arágrencarei-afo, entre encarei-assuntos nossos
a como uma inexcedível traição. Lá para o terceiro parágrafo, entre assuntos nossos quotidianos, contavas-me que a doença tinha vencido
quotidianos, contavas-me que a doença tinha vencido a batalha e que em a batalha e que em breve partirias.breve partirias. Nunca te ‘perdoei’. E
Nunca te ‘perdoei’. E não te voltei a não te voltei a escrever. Até agora. Talvez estejamos demasiado adultosescrever. Até agora. Talvez estejamos demasiado adultos para ansiar por cartas perfumadas, julgo que não.
Start Free Trial
Cancel Anytime.
Slogan: Slogan:
Livros espreitados, adornados com a sabedoria dos
Livros espreitados, adornados com a sabedoria dos leitores e complementados com palavrasleitores e complementados com palavras soltas são a essência da
soltas são a essência da BibliomóvelBibliomóvel Andreia Pereira Martins