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Rev. Bras. Enferm. vol.41 número34 v41n3 4a01

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Academic year: 2018

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EDITORIAL

o

Brasil vê chegar o fim de

1988

com uma nova Carta Magna pro­

mulgada. As esperanças de toda a população se veem depositadas no Con­

gresso Nacional. Um Congresso que não representa todas as tendências

políticas dos brasileiros em proporção direta. Os mais pobres têm menos

representatividade na casa do povo. Isto se dá em função do uso e do abuso

do poder econômico durante as eleições por parte dos candidatos e do

grande capital. Os meios de comunicação de massa têm sua parcela de

responsabilidade na alienação de grandes parcelas da população analfa­

beta e sem acesso

à

educação.

Mas apesar de todos esses percalços a sociedade civil organizada avan­

çou na organização dos trabalhadores e nas reivindicações por melhores

condições de vida e de trabalho.

Finalmente, aprendemos que é necessário lutar pelos nossos direitos

e pela democratização da sociedade. Participamos da mobilização dos tra­

balhadores de saúde pela melhoria do setor saúde e pela garantia na Cons­

tituição do Sistema Unico de Saúde.

A

nossa Cata Magna representa a própria sociedade brasileira com

suas contradições: alguns avanços em relação

à

sociedade como um todo,

mas sem qualquer avanço em relação ao trabalhador rural. O "Iobbie" feito

pela U.D.R. funcionou como grupo de pressão para não democratizar a

terra. Fortunas foram gastas por este seguimento rico e reacionário da so­

ciedade brasileira para barrar uma abertura que, no final iria beneficiar como

um todo; os esforços feitos por este setor foi para reforçar os interesses

individuais e o lucro. Mas a sociedade como um todo foi beneficiada pelas

discussões que se fizeram de norte a sul do país possibilitando ao menos

uma modernização. A ABEn cumpriu o seu dever participando de toda essa

mobilização como representante dos enfermeiros e enfermeiras brasileiras.

Maria José dos Santos Rossi

Presidente gestão

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