UFPE — MA054 — 2013.2 — PROF. FERNANDO J. O. SOUZA
LISTA DE EXERC´ ICIOS COMPLEMENTAR 05 – v. 1.0
Assuntos: Pontos, retas, planos e vetores no espa¸co tridimensional.
Orienta¸c˜ao: Estes exerc´ıcios complementam (e n˜ao substituem) aqueles nos livros recomendados (endorsados) para esta disciplina. Dar solu¸c˜oes leg´ıveis e completas, explicando todos os passos e detalhes, e indicando as proprieda- des, f´ormulas e resultados utilizados. Mostrar todos os c´alculos e racioc´ınios:
S´o as respostas n˜ao servem ! Desenhos podem elucidar e inspirar e, portanto, esbo¸cos devem ser feitos. No entanto, a habilidade de esbo¸car/desenhar n˜ao ser´a explorada nas provas. J´a a interpreta¸c˜ao de figuras dadas ´e um aspecto que pode aparecer em exames.
Recordar:
− Cobrimos a ´algebra vetorial no espa¸co, inclusive a a¸c˜ao de vetores sobre pontos (transla¸c˜oes), a adi¸c˜ao de vetores, a multiplica¸c˜ao de vetor por escalar, e os produtos escalar, vetorial e misto de vetores;
− Exploramos as equa¸c˜oes vetoriais, param´etricas e sim´etricas para retas no espa¸co; e as equa¸c˜oes vetoriais, param´etricas, “pl¨uckerianas”, car- tesianas ou gerais (inclusive interpreta¸c˜ao de planos como superf´ıcies de n´ıvel), segment´arias e ”reduzidas´´ (interpreta¸c˜ao de planos como gr´aficos de fun¸c˜oes) para planos no espa¸co;
− Dados os vetores −→v = (vx, vy, vz) e −→w = (wx, wy, wz) no R3, definimos oproduto vetorial−→v×−→w := (vywz−vzwy, vzwx−vxwz, vxwy−vywx).
Tal vetor ´e ortogonal a −→v e−→w. Se um destes dois ´e m´ultiplo do outro, ent˜ao seu produto vetorial ´e nulo; sen˜ao, a norma de −→v × −→w ´e igual
`a ´area de um paralelogramo com lados n˜ao-paralelos que representam (com a devida orienta¸c˜ao) −→v e −→w. Como opera¸c˜ao, o produto vetorial n˜ao ´e associativo1 nem comutativo, mas ´e bilinear e anticomutativo:
−
→w× −→v =− −→v × −→w;
− Em particular, se −→v e −→w s˜ao os dois vetores diretores numa equa¸c˜ao vetorial de um plano no espa¸co, ent˜ao seu produto vetorial ´e um vetor
1Contraexemplo:
bi×bi
×bj=−→
0 ×bj=−→
0, enquantobi× bi×bj
=bi×bk=−bj.
normal `aquele plano. Isto ´e uma alternativa pr´atica `a solu¸c˜ao do se- guinte sistema de equa¸c˜oes para o c´alculo dos vetores −→n ortogonais a ambos: −→v · −→n = 0 =−→w· −→n;
− Dados os vetores −→u = (ux, uy, uz),−→v = (vx, vy, vz) e −→w = (wx, wy, wz) no R3, seu produto misto ´e o determinante de hux uy uz
vx vy vz
wx wywz
i, aqui de- notado por det [−→u,−→v,−→w]. Seu nome se deve a ele ser igual a −→u ·
−
→v × −→w
. Ele ´e n˜ao-nulo se e somente se os trˆes vetores s˜ao L.I. (isto
´e, geram todos os vetores do espa¸co). Neste caso, seu m´odulo ´e igual ao volume de um paralelep´ıpedo cujos lados n˜ao-paralelos representam
−
→u, −→v e−→w.
− Dados Π : Ax+By+Cz+D= 0 e Π′ : A′x+B′y+C′z+D′ = 0 planos no espa¸co, o vetor −→n = (A, B, C) ´e normal a Π, e −→
n′ = (A′, B′, C′) ´e normal a Π′. Ambos os vetores n˜ao s˜ao nulos. Distinguimos as posi¸c˜oes relativas:
i. Π e Π′ s˜ao coincidentes se, e somente se, −→n = k−→
n′ para algum escalar k6= 0 (ou seja, −→n ´e m´ultiplo n˜ao-nulo de −→
n′), e D=k D′ para aquele mesmo escalar k;
ii. Π e Π′ s˜ao paralelos se, e somente se,−→n =k−→
n′ para algum escalar k 6= 0, mas D6=k D′;
iii. Π e Π′ s˜ao concorrentes se, e somente se,−→n n˜ao ´e m´ultiplo de−→ n′;
− Dados o plano Π : Ax+By+Cz+D = 0 e a reta r: P =P0+t−→v (para t ∈ R) no espa¸co, o vetor −→v ´e diretor para r, e −→n ´e normal a Π. Ambos os vetores n˜ao s˜ao nulos. Denotemos P0 por P0(x0, y0, z0).
Distinguimos as posi¸c˜oes relativas:
i. r est´a contida em Π se, e somente se, −→v ´e paralelo a Π (ou seja,
−
→n · −→v = 0) eP0 est´a sobre Π (ou seja,Ax0+By0+Cz0+D= 0);
ii. r´e paralela a Π se, e somente se,−→v ´e paralelo a Π (ou seja,−→n·−→v = 0) masP0 n˜ao est´a sobre Π (ou seja,Ax0+By0+Cz0+D6= 0);
iii. r ´e transversal a Π se, e somente se, −→v n˜ao ´e paralelo a Π (ou seja,−→n · −→v 6= 0);
− Dadas as retas r : P = P0 +t−→v (para t ∈ R) e r′ : P = P1 +s−→w (paras ∈R) no espa¸co, o vetor −→v ´e diretor parar, e−→w ´e diretor para r′. Ambos os vetores n˜ao s˜ao nulos. Distinguimos as posi¸c˜oes relativas:
i. r e r′ s˜ao coincidentes se, e somente se, −→v e −−→
P0P1 s˜ao m´ultiplos de−→w (observar que −−→
P0P1 pode ser nulo);
ii. rer′ s˜ao paralelas se, e somente se,−→v ´e m´ultiplo de −→w mas−−→
P0P1 n˜ao o ´e;
iii. r e r′ s˜ao concorrentes se, e somente se, −→v n˜ao ´e m´ultiplo de −→w e −−→
P0P1 ´e C.L. de −→v e −→w. Tais condi¸c˜oes equivalem a: −→v n˜ao ´e m´ultiplo de −→w e deth−→v,−→w,−−→
P0P1
i= 0;
iv. r e r′ s˜ao reversas (ou seja, nenhum plano cont´em ambas) se, e somente se, −→v, −→w e −−→
P0P1 s˜ao linearmente independentes, o que, por sua vez, equivale a deth−→v,−→w,−−→
P0P1i 6= 0.
Dados para as quest˜oes 1 a 5. Considerem-se os seguintes pontos do es- pa¸co, dados por suas coordenadas cartesianas: O(0,0,0),P(2,−1,2), Q(−1,0,1), R(4,−1,−1),S(4,−3,0) e T (2,−2,3).
1. Seja Π o plano que cont´em ambos o ponto P e a reta ←→
QR (isto ´e, a reta que passa por Qe R).
1.a. Dar equa¸c˜oes param´etricas (isto ´e, dar x(s, t), y(s, t) e z(s, t)) para o plano Π;
1.b. Encontrar uma fun¸c˜aof :R2 −→Rcujo gr´aficoz =f(x, y) ´e o plano Π.
2. Dar equa¸c˜oes param´etricas (isto ´e, dar x(t), y(t) e z(t)) para a reta que
´e a interse¸c˜ao dos planos Π1 e Π2, onde Π1 passa por P com vetor normal
−→OP, e Π2 passa por P com vetor normal−→
RS.
3. Considerem-se as retasr1 e r2 parametrizadas, respectivamente, por:
(x(t), y(t), z(t)) =P + t−→
OP e (x(s), y(s), z(s)) =Q+ s−→
OT (onde t, s ∈R).
Mostrar que elas s˜ao reversas, exibindo planos paralelos Π3 e Π4 tais que Π1 cont´em r1, e Π2 cont´em r2.
4. Mostrar que as retas←→ P T e ←→
RS s˜ao reversas, exibindo planos paralelos Π5 e Π6 tais que Π5 cont´em ←→
P T, e Π6 cont´em ←→ RS.
Obs. Esta quest˜ao pode ser resolvida facilmente (talvez mais rapidamente do que a anterior) se se considerarem os planos Π5 e Π6 primeiro.
5.
5.a. Dar uma equa¸c˜ao geral do primeiro grau para o plano que corta o plano y = 0 segundo a retaz =x, e que corta o plano x= 0 segundo a reta z=y;
5.b. Dar uma equa¸c˜ao geral do primeiro grau para o plano que corta o plano x= 0 segundo a reta z =y, e que corta o plano x= 4 segundo a reta ←→
RS.
6. Encontrar equa¸c˜oes param´etricas para o plano que cont´em o ponto A(4,4,4) e admite vetores diretores de coordenadas (1,2,3) e (3,2,1).
7. Considerem-se os vetores −→v = (1,0,−2) e −→w = (10,3,0) no espa¸co. Cal- cular as coordenadas de vetores −→p e −→q tais que: −→p ´e paralelo a −→v ; −→q ´e ortogonal a −→v ; e−→w =−→p +−→q.
8. Considerem-se a retarque passa pelos pontos de coordenadas (1,2,−1) e (0,0,−1), e a reta sque passa por (1,2,−1) e (2,4,3). Calcular o cosseno do ˆangulo entre elas.
9. Calcular o ˆangulo2 entre as retas r e s definidas, respectivamente, pelas equa¸c˜oes abaixo:
r : (x, y, z) = (1,2,3) +µ(0,−1,1), onde µ´e um parˆametro real; e s: (x, y, z) = (1,2,3) +λ(2,1,−2), onde λ ´e um parˆametro real.
10. Calcular o ˆangulo entre uma aresta e uma diagonal de um cubo (adja- centes entre si).
Obs. Uma diagonal do cubo n˜ao ´e uma “diagonal da face” do cubo, mas sim um segmento que liga dois v´ertices n˜ao compartilhados por face alguma.
Portanto, ela n˜ao est´a contida em face alguma. Al´em disto, ela tem compri- mento m´aximo dentre os segmentos que ligam dois pontos quaisquer do cubo.
11. Considerem-se os pontos A(0,5,1), B(−2,7,1) e C(1,4,2). Calcular o
2O ˆangulo entre as retas ´e, no m´aximo, reto: se duas retas formam um ˆangulo obtuso,
cosseno do ˆangulo entre os vetores −→
AB e −→
AC.
12. Encontrar uma equa¸c˜ao geral para o plano que cont´em os pontos A, B e C da Quest˜ao 11.
13. Considerem-se os planos Π1 e Π2 que admitem as seguintes equa¸c˜oes gerais, respectivamente: Π1 : 3x+ 2y+z = 6 e Π2 : 3x−2y−7z =−6.
Por que Π1 e Π2 s˜ao transversais ?
14. Considerem-se o plano Π de equa¸c˜ao geral x+y−2z = 0 e a reta r de equa¸c˜ao vetorial (x, y, z) = (2,−1,0) +µ(1,1,1), µ ∈ R. Mostrar que r ´e paralela a Π.
15. Mostrar que a reta s definida abaixo ´e paralela ao plano Π definido abaixo:
s: (x, y, z) = (1,2,3) +λ(2,1,−2), onde λ ´e um parˆametro real; e
Π : (x, y, z) = (0,0,0) +α(1,0,−1) +β(−1,1,1), ondeα e β s˜ao parˆametros reais.
16. Mostrar que as retas r1 er2 definidas abaixo s˜ao reversas:
r1 : (x, y, z) = (1,2,3) +λ(1,1,2), onde λ ´e um parˆametro real; e r2 : (x, y, z) = (5,4,3) +µ(1,0,1), onde µ´e um parˆametro real.
17 (Dif´ıcil a muito dif´ıcil. Estudo dirigido sobre algumas equa¸c˜oes de retas e planos).
17.a. Lema: Provar que um vetor n˜ao-nulo no espa¸co ´e paralelo a algum eixo coordenado se e somente se exatamente duas de suas coordenadas s˜ao nulas;
17.b. Lema: Provar que um vetor n˜ao-nulo no espa¸co ´e paralelo a algum plano coordenado se e somente se ao menos uma de suas coordenadas ´e nula;
17.c. Lema: Seja Π : Ax +By + Cz +D = 0 um plano no espa¸co.
Demonstrar que Π n˜ao ´e transversal a algum plano coordenado3 se e somente se exatamente dois de seus coeficientes A, B eC s˜ao nulos;
17.d. Lema: Seja Π : Ax+By+Cz+D= 0 no espa¸co. Demonstrar que Π n˜ao ´e transversal a algum eixo coordenado4 se e somente se ao menos um
3Ou seja, Π ´e paralelo a ou coincidente com algum plano coordenado.
4Ou seja, Π ´e paralelo a ou cont´em algum eixo coordenado.
de seus coeficientes A, B eC ´e nulo;
17.e. (Equa¸c˜oes sim´etricas de uma reta no espa¸co). Seja r uma reta no espa¸co. Demonstrar que r nem ´e paralela a algum dos planos coordenados nem est´a contida em algum deles se e somente se r pode ser determinada por um sistema de equa¸c˜oes da forma abaixo, onde (x, y, z) representa todo e qualquer ponto de r, e os demais coeficientes est˜ao fixados:
x−x0
a = y−y0
b = z−z0 c
Dica: Escrever equa¸c˜oes param´etricas para r, e isolar o parˆametro em cada uma das trˆes equa¸c˜oes. Usar isto para interpretar as equa¸c˜oes sim´etricas geometricamente.
17.f. (Equa¸c˜oes reduzidas de uma reta no espa¸co). Seja s uma reta no espa¸co. Demonstrar que s nem ´e paralela ao plano coordenado Oyz nem est´a contida nele se e somente se s pode ser determinada por um sistema de equa¸c˜oes da forma abaixo, onde (x, y, z) representa todo e qualquer ponto de s, e os demais coeficientes est˜ao fixados:
y =mx+n; z=m′x+n′
Obs. A nomenclatura equa¸c˜oes planaresde uma reta no espa¸co ´e, `as vezes, utilizada para a apresenta¸c˜ao de uma reta atrav´es das equa¸c˜oes gerais carte- sianas de dois planos transversais cuja interse¸c˜ao ´e aquela reta. As equa¸c˜oes reduzidas de uma reta, uma vez convertidas para o formato de equa¸c˜oes ge- rais cartesianas, constituem um caso especial das equa¸c˜oes planares.
17.g. Dar exemplos num´ericos dos dois itens anteriores, e converter as equa-
¸c˜oes obtidas para equa¸c˜oes vetoriais e param´etricas das retas em quest˜ao;
17.h. (Equa¸c˜ao segment´aria de um plano). Seja Π um plano no espa¸co.
Demonstrar que as trˆes afirma¸c˜oes abaixo s˜ao equivalentes:
17.h.1. Π nem ´e paralelo a algum eixo coordenado nem ´e incidente `a origem;
17.h.2. Π intercepta os trˆes eixos coordenados Ox, Oy e Oz respectiva- mente nos pontos de coordenadas (a,0,0), (0, b,0) e (0,0, c) todos distintos da origem;
17.h.3. Π ´e determinado por uma equa¸c˜ao geral no formato abaixo, onde a, b e c n˜ao s˜ao nulos:
x a +y
b + z c = 1
17.i. Dar exemplos num´ericos do item anterior, e converter as equa¸c˜oes ob- tidas para equa¸c˜oes vetoriais e param´etricas dos planos em quest˜ao.
18. Encontrar uma equa¸c˜ao geral para o plano que passa pelo ponto
P0(1,2,3) e que ´e perpendicular `a reta definida pelas seguintes equa¸c˜oes sim´etricas (cf. Quest˜ao 17.e):
x−1
5 = y−48
−3 = z+ 12 2
19. Encontrar equa¸c˜oes param´etricas para a interse¸c˜ao dos planos Π1 e Π2 no espa¸co definidos, respectivamente, pelas equa¸c˜oes gerais abaixo:
Π1 : x−2y+ 2z−3 = 0; e Π2 : 2x+y−z−11 = 0.
20. Encontrar equa¸c˜oes param´etricas para a interse¸c˜ao dos trˆes planos Π3, Π4 e Π5 no espa¸co definidos, respectivamente, pelas equa¸c˜oes gerais abaixo:
Π3 : x−2y+ 3z−12 = 0; Π4 : 2x−4y+ 6z = 0; e Π5 : x−z−6 = 0.
21. Encontrar equa¸c˜oes param´etricas para a interse¸c˜ao dos trˆes planos Π6, Π7 e Π8 no espa¸co definidos, respectivamente, pelas equa¸c˜oes gerais abaixo:
Π6 : x−z−2 = 0; Π7 : 2x−2y+ 3z−6 = 0; e Π8 : x−4y+ 9z−6 = 0.
Defini¸c˜ao: On´umero de graus de liberdadede um sistema de equa¸c˜oes linea- res poss´ıvel ´e o n´umero de parˆametros independentes em qualquer parametri- za¸c˜ao de seu conjunto-solu¸c˜ao (isto ´e, a dimens˜ao daquele subespa¸co afim).
22.
3x+ 2y +z = 4 3x+ 1y +3z = 2 6x−1y +pz =q
2x+ 4y +3z = 4 6x−2y −z = 2 4x+ 7y +pz =q
22.a. Quais s˜ao todos os pares de n´umeros reais (p, q) para os quais o pri- meiro sistema de equa¸c˜oes lineares acima ´e poss´ıvel determinado ?
22.b. Quais s˜ao todos os pares de n´umeros reais (p, q) para os quais o pri- meiro sistema ´e poss´ıvel indeterminado ? Quantos graus de liberdade tem o sistema neste caso ?
22.c. Responder `as mesma quest˜oes para o segundo sistema.
23. Resolver o sistema de equa¸c˜oes abaixo, descrevendo o conjunto-solu¸c˜ao
parametricamente, e especificando o objeto geom´etrico por ele descrito:
x + 4y + 3z = 1
2x + 5y + 4z = 4
24. Dar um motivo geom´etrico para o sistema de equa¸c˜oes abaixo ser insol´u- vel, descrevendo a posi¸c˜ao relativa dos planos determinados pelas equa¸c˜oes:
x − 2y + 3z = 4
2x − 4y + 6z = 5
−2x + 6y − 9z = −12
25. Dar um motivo geom´etrico para o sistema de equa¸c˜oes abaixo ser insol´u- vel, descrevendo a posi¸c˜ao relativa dos planos determinados pelas equa¸c˜oes:
x + 2y − 3z = 4
2x + 3y + 4z = 5
4x + 7y − 2z = 12
26. Mostrar que a reta s definida abaixo ´e paralela ao plano Π definido abaixo, e calcular a distˆancia entre s e Π:
s: (x, y, z) = (1,2,3) +λ(2,1,−2), onde λ ´e um parˆametro real; e Π : (x, y, z) = (0,0,0) +α(1,0,−1) +β(−1,1,1), onde α, β ∈R.
27. Considerem-se os pontosM(5,0,−3),N(6,3,−1),P (6,−1,−2) eQ(5,4,−3).
Seja Π o plano que cont´em M, N e P.
27.a. Decidir seQ pertence ao plano Π ou n˜ao e, em caso negativo, calcular o volume do tetraedro MNP Q. Obs. O volume de um tetraedro ´e igual a 1/6 do volume de um paralelep´ıpedo que compartilha, com tal tetraedro, um v´ertice e os trˆes lados incidentes `aquele v´ertice;
27.b. Calcular a distˆancia entre o ponto Q e a reta ←−→ MP.
28. Considerem-se os pontosM(5,−3,2),N(13,−3,−4),P (5,−2,2), Q(−3,−3,3) eR(−3,−2,3) no espa¸co. Seja Π o plano que cont´em os pontos M, N eP.
28.a. Calcular a distˆancia entre o ponto Qe o plano Π;
28.b. Calcular a distˆancia entre o pontoQ e a reta ←−→
MN; 28.c. Calcular a distˆancia entre as retas ←→
QR e ←−→
MN.
29. Mostrar que as retas r1 e r2 definidas abaixo s˜ao reversas, e calcular a distˆancia entre elas:
r1 : (x, y, z) = (1,2,3) + λ(1,1,2), r2 : (x, y, z) = (5,4,3) + µ(1,0,1), λ, µ∈R.
30. Considerem-se os seguintes pontos do espa¸co: M(−1,0,1), P(1,3,2), R(0,1,2) e S(3,1,2). Calcular:
30.a. O volume do paralelep´ıpedo com lados n˜ao-paralelos representantes de
−−→MP, −−→
MR e −−→
MS;
30.b. Calcular a ´area do paralelogramo com lados n˜ao-paralelos represen- tantes de −−→
OM e −→
OP.
31. Calcular a distˆancia entre o pontoM(−1,0,1) e a retar parametrizada por (x(t), y(t), z(t)) =P + t−→
OP, t∈R, onde P = (2,−1,2).
32. Considerem-se as retas r : (x(k), y(k), z(k)) = (1,−1,4) +k(−1,2,3), q : (x(l), y(l), z(l)) = (l, l, l) (k, l ∈R), e o plano Π parametrizado por
Π : (x(s, t), y(s, t), z(s, t)) = (0,1,2) +s(−1,2,3) +t(1,1,1) (s, t∈R).
32.a. Calcular a distˆancia entre r e Π;
32.b. Calcular a distˆancia entre r e q;
32.c. Seja F o feixe das retas contidas em Π e paralelas ao vetor (1,1,1).
Dar equa¸c˜oes param´etricas para uma reta p contida em Π e concorrente a cada reta do feixe F.
33 (Dif´ıcil). Considerem-se o pontoP (1,1,18), o plano Π : 4x−y−3z = 1, e o feixe F das retas contidas em Π e paralelas ao vetor (1,1,1).
33.a. Dar equa¸c˜oes param´etricas para uma retapcontida em Π e concorrente a cada reta do feixe F;
33.b. Calcular a distˆancia entre P e Π, e dar as coordenadas de um ponto H deπ que realiza tal distˆancia;
33.c. Identificar as retas de F (se existir alguma) que distam 3 do pontoP. Para tanto, especificar, para cada uma destas retas, o ponto de p (cf. Item 33.a) pertencente a ela;
33.d. Repetir o Item 33.c para distˆancia (entreP e cada reta) igual a 26;
33.e. Repetir o Item 33.c para distˆancia (entre P e cada reta) igual `a dis- tˆancia entre P e Π (cf. Item 33.b).
34 (Dif´ıcil). Sejam pontosP (1,2,3) e Q(−1,−4,5) pontos no espa¸co. Dar o tipo do objeto geom´etrico abaixo e determin´a-lo por meio de (in)equa¸c˜oes:
34.a. O L.G. (lugar geom´etrico) dos pontos no espa¸co que equidistam dos pontos P e Q;
34.b. O L.G. dos pontos no espa¸co que equidistam das retas paralelas que admitem o vetor diretor −→v = (3,1,3) e passam por, respectivamente, P eQ;
34.c. O L.G. dos pontos no espa¸co que equidistam dos planos paralelos que admitem o vetor normal−→n = (3,1,3) e passam por, respectivamente,P eQ.