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Apostila Milton Alencar

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Academic year: 2021

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Workshop de Intervenções Terapêutcas - Hipnose, PNL e Técnicas Psicossensoriais

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Mude Vidas!

Workshop de Intervenções Terapêuticas

Hipnose, PNL e Técnicas Psicosensoriais

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Workshop de Intervenções Terapêutcas - Hipnose, PNL e Técnicas Psicossensoriais

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Índice

Introdução 04 História da hipnose 06 Terminologia da hipnose 07 Palavras inapropriadas 12 Mitos da hipnose 13

O modelo da mente de Gerald Kein 14

Lei do estado hipnótico 15

Sugestão 15

Leis das sugestões 16

Estrutura das sugestões 17

O Não 19

Rapport 19

As quatro atitudes mentais 20

Pre-talk 21

Tipos de sugestão 21

Zona de abertura 22

O que faz entrar em transe? 22

Níveis de transe 23

Emergindo do transe 24

Hipnose Clássica

Indução hipnótica 26

Uma indução clássica de hipnose 26

Indução de Dave Elman na íntegra 28

Ética com induções rápidas e instantâneas na prática clínica 29

Induções rápidas e instantâneas 29

Permanose 30

Hipnose Ericksoniana

Padrões de linguagem ericksonianos 31

Modelo de hipnoterapia 33

Costurando e estabelecendo metas 35

Como trabalhar passo a passo no sintoma 35

Prescrição hipnótica 36

Criando metáforas 37

Induções hipnóticas ericksonianas

Lugar seguro, _________________________40

respiração azul, freeze-frame ,Escudo de luz protetora _______________________________ 41

Silêncio, Fechando a caixinha das emoções, Símbolos, Muro 43

Auto Hipnose 44

Audioterapia (Em aula)

PNL – Programação Neuro-Linguística (Técnicas)

Ancoragem, Cura rápida de fobia 50

Looping, Não se incomode com pessoas,Eliminação de dor 51

Círculo de excelência, chocolate Godiva 52

Swish visual 53

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Desapaixone-se 55 Cardiofeedback 56 Técnicas Psicosensoriais EFT 57 Pontos de tapping 59 Gama 9 60

Movimento de lateralidade sensorial 60

Alfabeto chart 64

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www.miltonalencaronline.com.br www.mudevidas.com.br Página 4 “A terapia é única para um único cliente, construída para as necessidades e situações daquele sujeito”. Milton Erickson

Introdução

Este Workshop que elaborei, não é exclusivamente de hipnose clinica, é um curso que reúne oito anos de aprendizado de diversas técnicas terapêuticas. A hipnose realmente é o que predomina mais, pois a utilizo com todas as outras técnicas em conjunto, para se tornar mais efetiva. Técnicas como: Técnicas Psicosensoriais, EFT, Coerência Cardíaca, PNL dentre outros segmentos de hipnose, como a Ericksoniana, a Clínica, e a Clássica, fornecerão ao terapeuta uma caixa de ferramentas muito úteis para seus resultados. Este curso não ensina a curar nada, mas sim a dar uma melhor qualidade de vida a seus clientes e, desta forma, o cliente com o controle de suas emoções, tem maior capacidade de descobrir que tanto a sua cura quanto a sua doença estarão a seu alcance. Temos dentro de nós todos os recursos para tornar nossa vida melhor, nossa saúde melhor, nossos relacionamentos melhores etc. Independente do tipo de vida que estará levando.

Este Workshop foi feito realmente com muito carinho e muita seriedade, sem segredos e de forma clara e objetiva. Quero com este curso, levar estes conhecimentos ao maior numero de pessoas possíveis, para ajudar mais e mais. Já tenho ajudado muitas pessoas em minha prática clínica, inclusive filantropicamente, mas, vejo que por meio deste curso poderei alcançar mais pessoas. Realmente você irá saber o que acontece em uma clínica em sua essência, e vai saber que não existe mágica, e sim, muita dedicação e trabalho.

O Brasil esta criando um monte de terapeutas despreparados, cursos com promessas de aprenda hipnose em uma semana, outro já falam em curso de hipnose intensivo de seis meses, torne se terapeuta e etc., etc. e etc... O problema é que as pobres pessoas acreditam realmente que irão se tornar ótimos terapeutas com esses cursos, ledo engano. Outros se gabam com títulos doutorados em áreas que nem existem. Nenhum curso vai lhe tornar um hipnoterapeuta competente. Não por serem cursos ruins, não é isso, existem muitos cursos bons e inclusive os cursos ruins você também aprende algo. O problema é que apenas cursos não te faz hipnoterapeuta, se você não der prosseguimento em seus estudos, eu já fiz dezenas de cursos, aprendi muito, mas o que realmente aprendi foi o que estudar para conseguir ser o hipnoterapeuta que quero. Fiz por anos trabalho filantrópicos ajudando pessoas e aprendendo mais ainda com elas, pois você só aprende mesmo pondo em pratica seus conhecimentos, cada pessoa é um mundo e cada mundo uma intervenção diferente que temos que fazer ou criar. Muitos hipnoterapeutas falam em cura rápida disso, cura rápida daquilo e esquecem-se da pessoa em si. O fato da pessoa realmente se sentir melhor rapidamente não quer dizer que esta curada e sim melhor. Se não descobrirmos o que desencadeou a enfermidade posso lhe garantir que não há cura, em algum momento a queixa poderá voltar. Uma das coisas que me intrigava, era que achava que quando cuidava de uma pessoa ela já estaria bem para resto da vida, mas isso não acontecia, um mês, ou ate mesmo alguns dias depois procurava a pessoa e ela estava da mesma forma, isso me desanimava, pois queria curar e a cura era temporária. Foi ai que resolvi estudar e pesquisar a fundo estes por menores, a mente leva um tempo para se adaptar não é instantâneo, existe uma historia de vida que não podemos ignorar, nossa mente aprende por repetição e temos que reestruturar. Podemos maquiar uma doença ou um trauma de forma que nos enganamos com os resultados, posso lhes garantir o momento mais delicado de uma terapia é quando um cliente aparenta uma melhora significativa, pois o mesmo acredita estar curado e tanto o hipnoterapeuta e o cliente relaxam suas aplicações, mas ainda falta uma conclusão final, o momento em que o cliente pode e deve seguir sua caminhada sozinho e seguir sua vida, finalizar antes disso é uma ilusão. Acredito que certamente

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www.miltonalencaronline.com.br www.mudevidas.com.br Página 5 uma fobia pode ser eliminada em apenas uma sessão, mas o gatilho que originou esta fobia ainda esta ativa, esperando ser disparado de novo, o que levou este individuo a criar esta fobia? Outras pessoas tiveram o mesmo evento e não ficou fóbico por quê? E nem sempre o individuo sabe o porquê de sua fobia. Estou usando o exemplo de fobias por ser uma forma mais pratica para lhe explicar, mas vale para qualquer trauma qualquer patologia. Temos que separar a Hipnoterapia clínica, pois vejo muito por ai hipnólogos se mostrando poderosos e demonstrando suas habilidades, como se para ajudar alguém precise fazer algum espetáculo intimidador a parte, fazendo rostos sérios e misteriosos demostrando poder. Seja apenas você, seja apenas humano e estude muito tudo que puder, coloque em pratica e tire suas conclusões. Se você não tiver a real intenção em ajudar, você vai ser apenas mais um num meio de uma briga de egos. Torno a Repetir, não existe nenhum curso que te forme um bom hipnoterapeuta, mas sim um conjunto deles e muito estudo e empenho de sua parte. A sua varinha mágica é seu conhecimento e sua vivência, isso ninguém pode ter, isso é seu. A hipnoterapia pode ser realmente um caminho para ajudar muitas pessoas, tem muita gente boa nesta área muitos cursos bons, mas o que faz você um bom profissional é sempre superar a você mesmo, não queira competir com outros, é você que tem que superar e atingir a perfeição e espero sinceramente que assim como eu nunca atinja esta perfeição, pois ai não poderá progredir mais. Hipnose não é mágica, é trabalho sério e dedicação. Qualquer curso por pior que seja se quiser te ensina a hipnotizar em 10 minutos, mas se tornar hipnoterapeuta vai levar alguns anos de seu empenho. O melhor curso? É aquele que te faz estudar mais!

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AFINAL DE CONTAS, O QUE É HIPNOSE?

Poderíamos dar dezenas de definições sobre a hipnose, pois cada autor tem uma definição diferente. Define-se, por exemplo: como um estado alterado de consciência. Outra definição diz “Trata-se de um estado especial de concentração focada que permite a dissociação da mente consciente e inconsciente”. Assim, poderíamos passar horas discutindo sobre o que é realmente a hipnose.

Quase todas as definições estão certas, no entanto, no meu entender, a primeira, mais clara e sintética é a do Dr. Hipolyte Bernheim – “A hipnose é uma heterosugestão exagerada”. Posteriormente, a definição do Emile Coué: “A hipnose não é provocada pela heterosugestão, e sim pela autossugestão, modificando o estado mental do paciente”. Simplificando, diremos que a hipnose é autossugestão. Toda hipnose é realmente uma autohipnose.

Para Dave Elman, hipnose é “O ato de atravessar o fator crítico e estabelecer um pensamento aceitável e seletivo”.

Para Milton Erickson, hipnose é “Suscetibilidade ampliada para a região das capacidades sensoriais e motoras para iniciar um comportamento apropriado”.

Partindo desta base, dizemos que a hipnose não é dormir, senão um estado diferente ao sono onde a mente está ativa e sensível.

A diferença nos conceitos e teorias que se conhecem através da investigação empírica e científica, determinam as características de cada escola. Apesar de existirem diferenças entre todas, hipnose é uma só. Independente da forma de praticar em uma ou outra escola, o resultado final é um transe hipnótico. Aceitável por qualquer uma das escolas.

Magnetismo - De Franz Anton Mesmer (1734-1815)

Hipnotismo Sensorial- Da escola Inglesa de James Braid (1795-1860), e também na França na Salpêtrière, escola de Jean-Martin Charcot (1825-1893);

Sugestão hipnótica psicológica- Escola de Bernheim (1837-1919) e Liébeault (1823-1904), em Nancy; Telepsiquia- Escola de Richet (1850-1935) e Jacot;

Elmaniana – Escola de Dave Elman (1900-1967). Mantida por Gerald Kein e sua escola Omni Hypnosis; Ericksoniana- Escola de Milton Erickson (1901-1980);

Heurística- Nova escola baseada no processamento heurístico do cérebro, para resolver conflitos e traumas naturalmente.

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www.miltonalencaronline.com.br www.mudevidas.com.br Página 7 TERMINOLOGIA DA HIPNOSE

É muito importante que o estudante entenda que a hipnose tem seu próprio vocabulário. Porém, esses termos têm vários significados, ou são usados de diversas formas dentro da comunidade de hipnose. Portanto, devemos criar uma base comum para a definição deles, a fim de quando você se deparar com um deles no curso, ou na apostila, pode sempre verificar aqui o que exatamente isso significa para nós. É muito provável que você encontre definições diferentes em outros materiais, ou na internet, contudo, para os propósitos desse curso, são irrelevantes.

Hipnose

Um estado humano natural que pode ocorrer espontaneamente ou ser produzido intencionalmente. Ocorre quando a mente subconsciente “toma a frente”, ficando em primeiro plano, enquanto a mente consciente fica em segundo plano, e o fator crítico ou a mente consciente é ignorado.

Hipnose Clínica

O uso da hipnose no tratamento de depressão, fobias, compulsões, ou quaisquer problemas similares. Hipnose Médica

O uso da hipnose na área de tratamento de dores, durante cirurgias (assim como auxílio pré e pós-operatório), ou outras condições médicas, como câncer, esclerose múltipla etc.

Terapia com Hipnose/ Hipnoterapia

O uso de técnicas e métodos terapêuticos durante o estado hipnótico. Termo genérico para todos os tipos de intervenção nesse estado.

Ab-reação (espontânea)

Uma limpeza emocional, onde um momento emocional reprimido por longo tempo é revivido. É absolutamente normal em processos de elucidação na hipnoterapia, é algo fácil de lidar e controlar. Pode ser usada imediatamente para o bem-estar do cliente.

Ab-reação (terapêutica)

Uma ab-reação intencional, provocada na intenção de acelerar o processo da terapia. Afastamento (Dissociação)

Quando estamos cientes do ambiente em volta, mas não sem se importar em participar deles. Isso é muito normal na hipnose.

Alucinação – Negativa

Através da sugestão, a inabilidade de ver ou ouvir algo que EXISTE no momento. Alucinação – Positiva

Através da sugestão, a habilidade de ver ou ouvir algo que NÃO EXISTE no momento. Amnésia hipnótica

Ao alcançar certo nível de transe com um indivíduo, há uma tendência natural de distanciar a atenção da mente consciente aos fatos ocorridos durante o estado de transe. Esse nível de transe varia de acordo com o indivíduo. O indivíduo está sempre consciente do que se passa durante este estado, e poderia agir para garantir sua própria segurança.

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www.miltonalencaronline.com.br www.mudevidas.com.br Página 8 Amnésia pós-hipnótica

A mente subconsciente não permite que o sujeito se lembre de algo descoberto na hipnose, quando ele sente que a lembrança prejudicaria o sujeito na vida diária.

Amnésia Seletiva

Uma amnésia que se limita a um evento ou situação específica do passado. Anamnese

Um questionário preenchido pelo cliente ou pelo hipnotista, juntos ou sozinhos. Usado para obter informações e detalhes relevantes, como também como uma documentação para sessões subsequentes. Auto Hipnose

Hipnotizar e dar sugestões a si mesmo. Catalepsia

Um forma de alta sugestionabilidade, onde o sujeito pode obter uma flacidez ou rigidez total de grupos musculares através de sugestão hipnótica.

Cliente

Na hipnose, usamos o termo cliente, ao invés de paciente. A palavra paciente pode ter uma conotação negativa. Além disso, você não precisa estar doente para ir ao hipnotista. Aqui também será usado o termo sujeito.

Contrato Hipnótico

Um acordo, no qual uma pessoa dá à outra a permissão de hipnotiza-la, podendo ser verbal ou não. Convincer

Um tipo de prova ou evidência que a pessoa está (ou estava) realmente em hipnose. Nem sempre é possível ou sensato, mas quando se for, é uma importante parte da sessão de hipnose.

Estado Esdaile

Um estado, abaixo do nível de sonambulismo profundo, de completa euforia mental que produz uma anestesia automática e espontânea. Foi descoberto por James Esdaile em 1850 e mostrado e reproduzido facilmente por Dave Elman na década de 40.

Fascinação

O método de hipnotizar mantendo um pequeno objeto brilhante acima dos olhos do sujeito, combinados com sugestões para os olhos cansarem e se fecharem. Essa técnica foi originalmente desenvolvida pelo Dr. James Braid.

Fator Crítico

Funciona como um filtro entre a mente consciente e a mente subconsciente, controlando quais sugestões são permitidas a serem registradas na mente subconsciente, e quais sugestões são rejeitadas.

Fixação

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www.miltonalencaronline.com.br www.mudevidas.com.br Página 9 Fracionamento

O melhor método de aprofundar um estado hipnótico. Consiste em colocar uma pessoa em hipnose, então fazê-la abrir e fechar os olhos, enquanto dá as sugestões para cada vez que fechar os olhos, ir mais profundo e mais relaxado.

Ganho Secundário

Quando a solução é pior do que o problema em si. Isso pode impedir a recuperação (ex. perder o auxílio financeiro, ter que voltar ao trabalho, enfrentar um problema etc.)

Hetero-Hipnose

Ser hipnotizado por outra pessoa. Hipermnésia

Durante a hipnose, é a capacidade de aumentar o resgate da memória, sendo possível lembrar de fatos a muito tempo esquecidos, que não poderiam ser lembrados conscientemente.

Hiper-Sugestionabilidade

Sugestionabilidade intensificada provocada pela hipnose profunda. Hipnoanálise

Um procedimento da hipnose para localizar a causa de um problema do indivíduo, normalmente através de uma regressão de idade.

Hipnoidal

Um estado hipnótico bem leve. Hipnologia

O estudo da hipnose.

Hipnose de Palco / Show de Hipnose

Hipnose para fins de entretenimento. A hipnose em si, num show de palco, na verdade é a mesma que acontece numa terapia. Não há diferença. Tais espetáculos muitas fezes são vistos com hostilidades por hipnoterapeutas que não buscaram entender realmente os fenômenos e suas possibilidades. Há ótimos hipnotistas de palco, com shows de alto nível, como também há hipnoterapeutas amadores que mal sabem conduzir uma sessão.

Hipnose emergencial/ Hipnose de emergência

O uso de técnicas especiais de hipnose em situações de emergência, usadas por bombeiros, profissionais de resgate, médicos e enfermeiros que trabalham em situações de emergência, policiais, militares e outros. É usado para casos que o sujeito precisa de auxílio imediato, como cessar sangramento, reduzir ou evitar um choque, aliviar a dor etc.

Hipnose Instantânea

A indução da hipnose em segundos ou frações de segundos, através de técnicas específicas, em pessoas que estão dispostas a serem hipnotizadas.

Ideomotor

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www.miltonalencaronline.com.br www.mudevidas.com.br Página 10 Indução

O processo, técnica ou ritual usado para colocar um indivíduo no estado hipnótico.

Letargia

Um estado de hipnose caracterizado por um geral relaxamento e calma, onde a mente do indivíduo está focada na voz do operador.

Mente Consciente

A área da nossa mente que é responsável pelos processos mentais, racionais, analíticos, ou força de vontade.

Mente Inconsciente

A área da nossa mente que é responsável pelo sistema imunológico e funções do nosso sistema nervoso autônomo (respiração, digestão, frequência cardíaca, produção de hormônios etc.)

Mente Subconsciente

A área da nossa mente, onde o processo mental e comportamentos resultantes ocorrem independentemente da percepção da consciência. É responsável pelas nossas emoções, sentimentos, hábitos, memórias de longo prazo etc. Essa é a verdadeira casa do ego.

Novação

Mudar a indução ou a utilização de múltiplas induções durante a mesma sessão de hipnose. Obsessão

Um anseio, às vezes uma ideia irresistível, quando combinada com uma emoção, é provável que resulte em uma ação, às vezes se repetindo indefinidamente.

Ondas Beta/Alpha/Theta/Delta

São ondas de frequências cerebrais, que comumente são associadas com hipnose (em particular as ondas alfas), porém, não tem nada a ver com o assunto. Estados alcançados na hipnose dificilmente podem ser comparados com qualquer frequência específica.

Pharsing

A tendência da mente subconsciente eliminar a negativa de uma sugestão, tornando-a uma sugestão oposta, com resultados negativos. Exemplo: “Você não comerá comidas que sejam...” se torna “Você comerá comidas que sejam...”

Pre-Talk

A explicação do hipnotista ao sujeito sobre o que a hipnose é e não é. Tem o objetivo de eliminar possíveis medos, dúvidas, informações errôneas, bloqueios ou preconceitos, além de demonstrar a expertise do hipnotista. Contribui em uns 80% no sucesso da sessão de hipnose. Quanto mais esclarecido o cliente

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www.miltonalencaronline.com.br www.mudevidas.com.br Página 11 estiver, melhor. Dessa forma, terá decisões mais inteligentes e confiantes durante a sessão, para alcançar seus objetivos desejados ali.

Progressão

Processo onde o sujeito é avançado no tempo, e imagina a situação no futuro, incluindo como ele sente, o

que percebe, como age ou reage a situações específicas, após terem resolvido questões passadas indesejadas.

Psicossomático

Doença física causada por causas emocionais ou mentais. Rapport

A qualidade do relacionamento entre o hipnotista e o sujeito. Relação de conforto e confiança. Regressão de Idade

O fenômeno de retornar a mente de alguém para um período anterior do tempo, ou supostamente a outra vida.

Resistência

A não disposição do sujeito a aceitar o processo hipnótico. (Isso é sempre causado por algum medo.) Ressaca Hipnótica

Uma dor de cabeça, tontura ou ocasionalmente náusea que pode ocorrer quando o sujeito não é emergido adequadamente do estado hipnótico.

Selo Hipnótico

Um bloqueio hipnótico, produzido por dizer ao sujeito (durante o estado de hipnose) que ninguém mais conseguirá hipnotizá-lo.

Sonambulismo

Um profundo estado de hipnose, considerado hoje o melhor estado para terapia, onde pode ser alcançado os melhores e mais rápidos resultados para o cliente. Esse estado facilita vários fenômenos hipnóticos, como anestesia, regressão e muito mais.

Sugestão em Estado de Vigília

Uma sugestão dada de certa maneira a alguém num estado normal de vigília, que é aceita e surte efeito. Sugestão Pós-Hipnótica

Uma sugestão dada a um sujeito hipnotizado, no intuito de se realizar após ele emergir do estado hipnótico.

Sugestão Pré-Hipnótica

Uma sugestão dada antes da indução formal, no intuito de que ela se realize quando o cliente estiver hipnotizado.

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www.miltonalencaronline.com.br www.mudevidas.com.br Página 12 Sugestionabilidade

Uma medição da capacidade de resposta do sujeito à sugestão. Sujeito

A pessoa que está ou será hipnotizada.

Há muitos outros termos na hipnose, mas, para nosso propósito, certamente seria inútil lista-los todos aqui. Os termos acima e suas definições são o suficiente para a compreensão completa do curso e deste material.

PALAVRAS INAPROPRIADAS

Palavras para evitar no seu vocabulário de hipnose Acordar

 O cliente diz a si mesmo: “Acordar? Eu não estava dormindo, não funcionou!”. Inibição

 Se o cliente está inibido, então há algum medo. Você deve descobrir o medo e eliminá-lo. Possivelmente, eles não querem mudar.

Mais profundo

 Pode ser usado, mas esteja ciente que:

Ninguém vai mais profundo. Aprofundamento simplesmente aumenta a capacidade de resposta à sugestão.

Palavras pesadas

 São palavras que criam uma emoção negativa só por ouvi-las. Por exemplo: agulha, lâmina, afiado, cortar... todas essas palavras produzem um sentimento desconfortável.

Dor

 Ao invés, use palavras como “mal” e “sofrimento” ou “incômodo”. Tentar

Você pode tentar algo, mas isso sempre implica a possibilidade de falha. Esperar (ter esperança)

É o irmão gêmeo de “tentar”... apenas evite. Resistência

 Não fale: “Você está resistindo a mim.” Sob

 “Estará sob a hipnose... estará sob o controle de alguém...”

 Palavras assustadoras para a mente subconsciente.

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www.miltonalencaronline.com.br www.mudevidas.com.br Página 13 2MITOS DA HIPNOSE

1. O hipnotista pode controlar o sujeito

Ninguém faz em hipnose aquilo que não faria em vigília, não age contra suas crenças ou vontades. 2. O sujeito pode contar seus segredos durante a hipnose

Na hipnose, o sujeito tem controle de tudo, só fala o que deseja, podendo inclusive mentir ou omitir fatos.

3. O sujeito perde a consciência quando é hipnotizado

Durante a hipnose o sujeito fica num estado alterado de consciência, na verdade a consciência fica até mais aflorada, ouvindo ainda mais tudo ao seu redor. Todos os sentidos ficam mais sensíveis. 4. A hipnose é perigosa

Depende. Se for aplicada por pessoas sem formação adequada, ou sem cautela, pode ser perigosa para o sujeito.

5. É possível nunca mais voltar do transe

Se o sujeito estiver num transe profundo, o que pode acontecer é o transe mudar para um sono fisiológico, e acordar após um tempo.

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www.miltonalencaronline.com.br www.mudevidas.com.br Página 14 O MODELO DA MENTE DE GERALD KEIN

Mente Consciente Mente Subconsciente Mente Inconsciente

Memória de curto prazo Analítica e racional Força de vontade Senso crítico

Memória de longo prazo Artística, criativa, simbólica Hábitos e emoções

Auto preservação

Sistema nervoso autônomo Sistema imunológico (Digestão, respiração, etc.)

Consciente

Subconsciente

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www.miltonalencaronline.com.br www.mudevidas.com.br Página 15 LEI DO ESTADO HIPNÓTICO

A magia da hipnose produz-se pela seguinte lei, constituída por quatro itens:

Desvio de Atenção: Desvie a atenção do sujeito para um objeto, um som, para a respiração, e o faça seguir instruções de relaxamento. Não permita que a atenção do paciente se centre na hipnose. Evite mencionar a palavra hipnose.

Fé: O sujeito deve ter fé no hipnotista que o vai hipnotizar. Quanto mais prestígio, respeito e autoridade tenha o hipnotista, mais possibilidades de entrar em hipnose terão.

Expectativa: Pelo desvio de atenção, pelos movimentos, gestos e palavras, o hipnotista consegue a fé do sujeito. Prosseguem-se as gerais expectativas. Deve sempre dar um tempo necessário para que a sugestão tenha efeito, por isso usam-se transições reforçadas, como por exemplo: ”E agora... quando eu tocar na sua testa... sentirá uma sensação de relaxamento... e o meu dedo em contato com sua testa... fará com que você durma profundamente”. Antes de tocar a testa da pessoa, dê um tempo para gerar a expectativa, assim, sugestão atrás de sugestão, provocará a hipnose.

Imaginação: Consolida os três primeiros artigos da lei. A imaginação do sujeito criará a predisposição para que algo aconteça. Imaginar, é criar imagens ou transformar uma ideia em imagens mentais, permite ver algo que não aconteceu, como se estivesse acontecendo. Por Exemplo: ”feche os olhos e imagine que corta um limão... leve até seus lábios... e na ponta da língua...”. Notará que suas glândulas salivares segregaram saliva. Isto comprova que a imaginação opera a ação. Uma imagem vale mais que mil palavras.

SUGESTÃO

Para compreender melhor a sugestão, devemos saber antes de tudo, que é: uma forma de comunicação em resposta a um estímulo. O corpo e a mente interagem neurofisiologicamente. Por meio dos sentidos, percebemos o mundo que nos rodeia e através deles comunicamos ao cérebro a informação recebida, que por sua vez, relaciona a resposta com a informação de forma consciente ao inconsciente. Por exemplo: Recordamos um lugar, pelo perfume de uma flor ou pelo sabor de um queijo, por uma melodia, etc. Durante as vinte e quatro horas do dia, recebemos sugestões das mais diversas maneiras. Os meios de comunicação, por exemplo, invadem o nosso subconsciente, com mensagens de publicidade, opiniões, informações parciais ou imparciais. Em todos estes casos existe uma mensagem sugestiva. A educação utiliza a sugestão, por repetição. A sugestão está implícita na intenção de quem escreve os livros. Também temos provas apresentadas de como durante algum período da vida de um país, os textos escritos têm a cor do governo que os escreveu. Os pais são um fator importante na sugestão dos filhos enquanto são pequenos. A frase mais comum que ouvimos em crianças é: “Não faças isso”, “Não faças aquilo, porque te faz mal”. Uma sugestão como esta pode ser negativa para o futuro da criança e na adolescência ou na idade maior, podendo acarretar medos e doenças imaginárias, consequência dos pais super protetores. Outras sugestões positivas, seguramente favoreceram o desenvolvimento da criança. Mas também existe outra forma de sugestão, que é aquela que praticamos em nós mesmos.

Para o estudo, classificaremos dois tipos de autossugestão: voluntária e involuntária. Neste programa de aprendizagem desenvolveremos a teoria e a prática para dominar a autossugestão voluntária. A autossugestão é uma sugestão que nasce dentro da nossa mente, motivada por estímulos internos ou externos, sensações orgânicas, imaginárias ou reais. Como dissemos antes, a sugestão é uma forma de comunicação. A sugestão está estritamente ligada à forma como transmitimos a informação ao nosso cérebro, em função daquilo que percebemos da realidade exterior ou interior. Por exemplo: Se sinto uma

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www.miltonalencaronline.com.br www.mudevidas.com.br Página 16 sensação de formigamento no braço ou uma dor no peito e sou fumante, talvez a minha comunicação interna, diga que é o momento de deixar de fumar ou ir ao médico. Associo o fumar, com os sintomas de infarto, obviamente a autossugestão começa ao mesmo tempo em que me faço a pergunta: O que esta acontecendo? As respostas poderão ser inúmeras, dependerá dos estímulos anteriores recebidos. Se um amigo tiver morrido, a um ano, de infarto, está certo que a minha autossugestão vá por esse caminho, por associação inconsciente. Pode ser real ou não o sintoma, o certo é que se ampliará consideravelmente. E se calhar só se devia a uma má posição do dormir. Isto demonstra que a autossugestão está intimamente relacionada com a informação anterior e presente, que é o mesmo que dizer, estímulos anteriores e presentes. As informações recebidas durante a nossa infância, pela família, do meio sociocultural, da publicidade, afetam o nosso subconsciente provocando um fenômeno de condicionamento por autossugestão involuntária, leva-nos a crer em certas coisas, modelando a nossa realidade. A autossugestão involuntária pode ser negativa ou positiva. Se for negativa, fará danos e poderá criar comportamentos não reflexivos antes de diversas situações. Se for positiva, será benéfica. Defino como autossugestão involuntária negativa, quando o estímulo do subconsciente se produz por intervenções de medo. Vejamos estes exemplos: “Se não estudas, perderás a tua oportunidade na vida”. A intenção dos pais é boa, só que o filho produz na sua mente uma mensagem diferente. De acordo com o tom de voz que utilizarem os pais, os gestos, o momento, as circunstâncias etc. Esta pode ser uma dessas previsões, que se cumprem, por gerar tensões, medos no subconsciente do filho e este, ao invés de melhorar, piora nos estudos. E se por fim, deixar de estudar, a sua vida será totalmente um fracasso, porque o seu pai previu que não seria nada na vida.

Oferta valida até 30 de agosto! Esta mensagem é inofensiva para a saúde psicológica das pessoas, mas, talvez muito negativa para a sua economia. O potencial cliente reage pela possibilidade de perda da oportunidade, pelo medo de perder, indicado pelo prazo limite da oferta. No entanto, não leva em conta que nessas alturas do mês não dispõe de capital financeiro, e sem pensar na situação, compra a oferta com o cartão de crédito. Era imprescindível este artigo em muitas casas? Em 80% dos casos, não era. O detergente Limpito lava mais branco do que outro detergente X e cuida da sua roupa protegendo as cores. Todos conhecemos esta publicidade, com uma senhora de meia idade, que mostra camisas e calças, a falar de forma fluida. Qual é a intenção dessa publicidade? Provocar a autossugestão, por efeito do medo. Compro o detergente Limpito porque o detergente X, não deixará a minha roupa branca e ainda por cima, não protege as cores. O potencial cliente não conhece o detergente X, mas já se encheu de dúvidas. Desta forma, surge a suposta desconfiança por autossugestão.

Somo hipnotizados a todo o momento.

LEIS DAS SUGESTÕES 1) Concentração da Atenção

Sempre que se concentra várias vezes a atenção em uma ideia esta se realiza espontaneamente, já que a mesma entra perifericamente.

A publicidade no radio ou tv, que leva ao publico a comprar os produtos sugeridos é um bom exemplo bem claro desta lei. Em muitas publicidades capta-se a atenção do sujeito sem que ele saiba usando efeitos subliminares.

Esta técnica é ainda mais efetiva que a persuasão, pois provoca a redução da faculdade crítica. 2) Do Efeito Invertido

Quanto mais se tenta fazer uma tarefa, mais difícil fica de atingir o sucesso.

Por exemplo: Tentar lembrar, de repente, o nome de uma pessoa pode ser uma tarefa difícil. Quando estão em jogo a Vontade e a Imaginação, ganha a Imaginação.

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www.miltonalencaronline.com.br www.mudevidas.com.br Página 17 Pensar continuamente em ideias negativas, leva a realizá-las, pela expectativa e a crença que se realizarão. Por isso a ordem negativa é uma poderosa sugestão.

O fato de ter uma ideia com respeito à ação, o resultado é essa ação.

Não recorra jamais à VONTADE para obter mudanças fisiológicas, use a IMAGINAÇÃO.

O organismo responde melhor às manipulações persuasivas das experiências anteriores (memória) do sujeito por meio da própria imaginação.

Use verbalização sensório-imaginário-descritiva.

Estimule a IMAGINAÇÃO atingindo assim melhores resultados. 3) Efeito Dominante

Uma emoção intensa substitui uma de menor intensidade.

Ao somar um conteúdo emocional intenso a uma sugestão, esta se faz mais efetiva.

As sugestões de relaxamento são aumentadas se levam toques, passes, mensagens suaves e repetitivas.

ESTRUTURAS DAS SUGESTÕES

1) Curtas - Nosso cérebro pode processar de sete (+ ou – 2) dados em forma simultânea. Evitar construções cumpridas, sem pausas. Faça pontuações.

2) Concretas - O homem vai do concreto ao abstrato. O abstrato tem pouca possibilidade de excitar lembranças ou memórias.

Não - “A dupla polaridade do sistema neurovegetativo, em nível miastênico, provoca uma sensação sensório-psico-motriz, que faz aumentar a porcentagem do acido lático na corrente sanguínea levando a uma sensação de peso nas extremidades superiores”;

Sim - “Seu braço pesa como chumbo”.

3) Afirmativas - Evitar a negatividade, porque leva a ativar os reflexos de defesa, lembre-se da lei do efeito invertido.

Não - “Eu gostaria que você não ficasse nervoso...”; Sim - “Cada vez vai ficando calmo e mais calmo...”.

4) Positivas - As sugestões são bem mais aceitas quanto maior seja a melhora que proporciona ao sujeito.

Não - “Evitará qualquer doença deixando o cigarro”;

Sim - “Seus pulmões estão limpos, sua respiração é energética, sua vontade de fumar diminui, mais e mais...”.

5) Repetitivas - Em estado hipnótico cada repetição reforça ainda mais a sugestão.

Sim - “ Pesado, mais pesado, seu corpo vai ficando mais pesado, cada uma das palavras que falo, faz com que todo seu corpo, as pernas, os braços, pesem mais e mais, tão pesado como...”.

6) Simples/Superpostas

Sim - “Seus braços estão pesados, quanto mais pesa seu braço, mais você relaxa”. Não existe nenhuma relação. É a Capacidade de convicção do hipnotista que a cria. 7) Imediatas / Diferidas – “Após contar até três, você vai levantar seu braço”

A Diferida tem duas vantagens:

A) Permite prevenir ao sujeito a respeito de um contato táctil e assim evita toda emoção; B) Impulsa prever outra realidade através do simples poder da imaginação.

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www.miltonalencaronline.com.br www.mudevidas.com.br Página 18 8) Intra-hipnóticas / Pós-hipnóticas

Intra: Acontece durante o ato hipnótico.

Pós: Se instala um signo sinal, para acontecer momentos posteriores ao ato hipnótico. 9) Progressivas

Não: “Seu corpo pesa, seu corpo pesa...”

Sim: “ Seus pés pesam, suas pernas pesam, suas coxas pesam...” Obtém-se mais resultados em menor tempo.

10) Ponderadas

Evite tudo aquilo que reavive uma situação de stress.

Não- “Vai atingir uma rigidez cadavérica “- Ou –” Vai se aprofundando num sono que cobre pouco a pouco...”.

11) Qualificadas

Fale a língua do sujeito, o vocabulário das sugestões se escolhe dependendo de dois fatores. Idade: Para reativar emoções velhas, usar o vocabulário da infância.

Nível cultural: Palavras que pertençam a especialidade do sujeito, empregadas corretamente. 12) Convergentes

Se você diz em 30 segundos que: “Seu corpo pesa, as pálpebras se fecham, o coração bate mais lentamente, e que a respiração é mais profunda”.

Pode dar a sensação de dispersão, por falta de repetição e progressão, mas aqui não, porque representam quatro seguimentos fisiológicos do sono. Convergem ate o sono.

Saiba distinguir Dispersão, de convergência. 13) Realizáveis

Se as sugestões são irrealizáveis e não voluntarias, levam a um conflito psicológico, poderá acontecer:

Não acontece nada Acorda com stress Afunda no “COMA” 14) Antecipadas

Antecipe-se as reações fisiológicas da pessoa, sem que ele saiba. Lembre-se das Atividades Ideomotoras e Ideosensoriais.

15) Normal / Subliminar Normal: É escutada.

Subliminar: Não é escutada a nível consciente, mas entra sem censura e fica como se fizesse parte do receptor.

Para construir sugestões subliminares se tira das estruturas qualquer palavra que NÃO seja o VERBO principal ou SUBSTANTIVO:

Frase normal: “Pouco a pouco, seus olhos se vão fechando mais e mais...”. Frase subliminar: “Olhos fechados... olhos fechados... olhos fechados...”. 16) Evitar o raciocínio

Não: “O braço esquerdo vai levantar” Sim: “quando dê a ordem: TOQUE o braço”.

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www.miltonalencaronline.com.br www.mudevidas.com.br Página 19 A NOSSA MENTE NÃO PROCESSA O NÃO

A mente não processa a negação, ou seja, a palavra “não”. A nossa mente para responder a uma frase que implique uma sugestão ou ordem negativa, primeiramente tem de representar mentalmente o - Sim- ou no seu caso, a existência daquilo que negamos. Isto parece uma contradição, mas não é. Continue a ler as seguintes frases: Não tem que pensar na saliva que tem na boca... Recorde que, não deve pensar na saliva, que tem na boca. Enquanto continua a concentrando-se, neste tema tão interessante e saboroso que o fará compreender os mecanismos da sua mente e talvez descubra que, - Não pensar na saliva que tem na boca, significa pensar nela. - Agora, detenha-se em uns instantes e reflita sobre o que leu. Talvez tenha tido a necessidade de travar a saliva. Porque travou a saliva se lhe pedi para não pensar na saliva que tinha na boca? Simplesmente, porque a sua mente não processa o Não. Terá primeiro que representar primeiro o Sim. Experimente agora outro exemplo: Agora não pense num cavalo verde, com riscas azuis. Concentre-se em não pensar num cavalo verde. Terá um instante de confusão porque a sua mente para não pensar num cavalo verde com riscas azuis, primeiro tem de imaginar um cavalo normal e só depois, como seria um cavalo verde com riscas azuis. Este exemplo é um pouco exagerado, mas o seguinte nem tanto. Peço-lhe agora para não pensar no sono, embora o bocejar seja uma reação associada ao sono não pense, no verbo bocejar. Talvez já tenha bocejado Como vimos, para a mente o “não” não existe. Por isso quanto mais tentarmos controlar os nossos atos dizendo “Não devo fazer” ou “Não devo comer mais” ou “Não tenho que fumar”, etc. A nossa mente raciocinará fortalecendo o ato desejado. Ao darmos ordens mentais negativas, o que acontece é ativar a reação contrária.

RAPPORT

Por vezes é difícil entender, o significado de Rapport. A palavra francesa rapport, define a relação que é gerada entre o hipnólogo e o sujeito. Quando a relação, hipnólogo paciente, é ótima, o transe hipnótico é o resultado. Quanto melhor for o rapport, a comunicação, a influência sugestiva produzida pelo hipnólogo, maior a possibilidade de êxito. O rapport que certas pessoas fazem é natural, noutros casos é necessário desenvolvê-lo. Todos conhecemos alguma pessoa, que nos atrai mais, pela sua conversação, pelas suas reflexões, sua inteligência, sem se importar com o seu aspecto físico. Nós sentimo-nos identificados e algumas vezes fazemos o que nos sugere ou aceitamos um conselho seu. Sem saber realmente por que. O que é isso? Isso se denomina, empatia. A empatia é uma forma de entrar na sensibilidade da outra pessoa, fazer com que essa pessoa sinta prazer em estar com o interlocutor, é uma maneira inata ou aprendida de sedução. Resumindo: Empatia é Rapport. Noutro âmbito, podemos entender como possuir atração carismática, etc. Se denomina Rapport, à força interior do hipnólogo, que comunica com a pessoa, criando um vínculo que gera credibilidade.

Os Cinco segredos para um transe profundo

Escolhi cinco pontos importantes para levar um cliente a um transe profundo, mas antes quero dividir uma experiência com você.

Para minha graça, certa vez atendi um jovem de 34 anos que foi levado ao consultório por sua noiva que é psicóloga, e que assistiu a minha palestra motivacional. O casal entrou junto e ela começou expressar a felicidade a de estar lá, após assistir a minha palestra e o quanto acreditava no "poder" da hipnose. Disse ainda que tinha acabado de se formar em psicologia e tinha "certeza" que eu poderia ajudar seu noivo! Percebem que o nosso rapport era perfeito, mas não era ela a cliente e sim ele. Pedi que saísse da sala e dei início ao atendimento. “Eu mal consegui falar e ele nervoso já me dizia que NÃO” entraria em transe, pois pensava muito rápido e dificilmente eu conseguiria "enganá-lo". Começamos a noite com duas negativas na mesma frase, sendo uma delas um equívoco! Eu "NÃO" conseguiria e "enganá-lo". Resumindo: ela queria muito que ele se tratasse (insegurança, ciúmes, falta de controle, problemas com a mãe...) e ele também acreditava precisar de ajuda, mas, seu inconsciente comprou a ideia que eu (o profissional), iria enganá-lo e quando em transe ele diria tudo.

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www.miltonalencaronline.com.br www.mudevidas.com.br Página 20 Percebi que seu maior problema (leitura fria e chaveamento de palavras) era ser enganado, e CONTAR TUDO. Diversas vezes em nossa conversa, ele citou palavras como: Não tenho o que esconder, mas NÃO vou falar. Mesmo que você consiga, sabe que NÃO adianta forçar, pois eu NÃO tenho o que falar.

Sinceramente eu adoro este tipo de cliente que "pensa" que pode resistir e a todo o momento fica dando dicas do que eu devo fazer! Inconsciente ele me diz exatamente o caminho que devo seguir para conduzi-lo à um transe profundo.

1. Quebrei suas expectativas

Expliquei o que realmente era hipnose e contei dois casos parecidos com o dele que já tinha atendido. 2. Estabeleci Rapport

Contando como eu desconfiava da hipnose, quando via as apresentações na televisão, falamos sobre seu noivado e sobre a minha percepção entre ele e a noiva.

Sugeri que fizéssemos apenas três testes de "Visualização Dirigida".

No segundo teste ele já estava em transe profundo e ao despertar me disse: "Se isso é apenas o teste, não sei se passei, mas quero fazer hipnose agora!".

O segredo de um transe profundo está na percepção do profissional em conduzir a situação, pois muitos profissionais na ansiedade em provar que é possível, colocam tudo a perder!

O Segredo maior destas cinco dicas é SENSIBILIDADE.

Compreenda que existem milhares de maneiras de levar um indivíduo ao transe profundo, mas citarei apenas 5 que julgo importantes e essenciais, mas, à medida que você for ganhando experiência, perceberá que outros caminhos também levam ao mesmo resultado.

1) Segurança

Acredito que ninguém entra em transe se não tiver o mínimo de segurança no profissional. Por este motivo sempre digo que quanto mais claro você for com seu cliente maior a confiança dele em você.

2) Ambiente

Quando o cliente entra, ele sente o ambiente, o cheiro do ar, a organização. 3) Voz

Acredito que o tom da voz é a dica mais importante que deixo aqui, pois hipnose é sedução... 4) Condução

Saber conduzir o cliente com segurança é extremamente importante. Imagine o profissional errando na condução, ou falando palavras erradas? Impossível alguém entrar em transe profundo. Vale lembrar que citar o nome do cliente durante a condução pode trazer a ele um "alerta".

5) Tempo

E muito importante saber o "time" certo para levar a pessoa... Não pode ser muito rápido, nem muito lento. Você precisa prestar atenção na reação física da pessoa, na respiração.

AS QUATRO ATITUDES MENTAIS

Quando um indivíduo está hipnotizado e escuta uma sugestão, ele toma uma das quatro atitudes mentais sobre essa sugestão. A atitude mental que a pessoa escolhe determinará se a sugestão é aceita ou

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www.miltonalencaronline.com.br www.mudevidas.com.br Página 21 rejeitada. O sujeito não tem alternativa, sempre terá de escolher uma das seguintes atitudes mentais, assim que ouvir a sugestão.

Atitude Mental 1

“Gosto dessa sugestão. Sei que funcionará para mim!” Atitude Mental 2

“Não sei, soa meio desconfortável para mim. Não se encaixa comigo.” Atitude Mental 3

“Estou neutro sobre isso. Não me importo se funcionará ou não.” Atitude Mental 4

“Gosto dessa sugestão. Tomara que funcione!”

A única atitude mental que fará uma sugestão ser aceita é a número 1. Qualquer outra fará com que a sugestão seja rejeitada e não haverá mudança.

Você deve educar seus clientes sobre essas escolhas, durante o pre-talk!

O sujeito tem uma grande responsabilidade, pois a atitude mental que ele tomar durante as sugestões serão responsáveis pelo sucesso ou fracasso da terapia. Portanto, os eduque bem sobre isso.

PRE-TALK

É uma conversa inicial, que prepara o sujeito para entrar em hipnose e cria todo o contexto necessário para que o transe hipnótico seja estabelecido com sucesso. Nesta fase é primordial estabelecer um rapport com o sujeito.

Nesta fase são necessários os seguintes pontos:

 Explicar o que é e o que não é hipnose;

 Falar sobre os mitos da hipnose;

 Explicar qual a atitude mental correta;

 Mostrar o seu conhecimento sobre hipnose, criando autoridade no assunto. TIPOS DE SUGESTÃO

Existem seis tipos de sugestão:

 Sugestões de Relaxamento  Sugestões de Aprofundamento  Sugestões Diretas  Sugestões de Imagens  Sugestões Indiretas  Sugestões Pós Hipnóticas

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Workshop de Intervenções Terapêutcas - Hipnose, PNL e Técnicas Psicossensoriais

www.miltonalencaronline.com.br www.mudevidas.com.br Página 22 SUGESTÕES DE RELAXAMENTO: Utilizam-se sempre no começo de uma indução. Sensibilizam a mente consciente e subconsciente, para libertar as tensões.

SUGESTÕES DE APROFUNDAMENTO: Utilizam-se para aprofundar o transe. Utiliza-se de forma descendente para um transe mais profundo, com sonolência, desligando a mente do corpo.

SUGESTÕES DIRETAS: São instruções diretas, que o levam a concentrar-se, para que responda de uma forma determinada. “Quando tocar na sua testa... você poderá falar...”

SUGESTÕES DE IMAGEM: São sem duvida as mais poderosas, as imagens preparam o terreno para a introdução de outras sugestões. Podem utilizar-se também como sugestões indiretas. “Imagine uma águia voando bem alto... e sinta-se livre como ela... quanto mais alto a vê mais livre... se sente...”

SUGESTÕES INDIRETAS: São aquelas que utilizam os próprios estados emocionais, passados da pessoa, junto com as analogias, metáforas. “Recorde a ultima vez que foi hipnotizado... e sinta todas aquelas sensações agradáveis... As pessoas cansadas desejam dormir... dormir liberta-nos do stress e da tensão... por favor, não durma... preste atenção ás minhas palavras...”.

SUGESTÕES PÓS-HIPNÓTICAS: Também chamadas códigos, ancoras ou ordens pós-hipnóticas. São como chaves em hipnose, são as injetoras, as mobilizadoras do processo de mudança, geram ação depois da hipnose. Se ativa espontaneamente antes do estímulo, relacionando a sugestão exemplo: “Amanhã às dez horas, depois do pequeno almoço. Você começará a estudar a matéria, não para até às doze horas. A sua mente está fresca e retém tudo o que estuda. Nada o desconcentrará”; “Você é um ex-fumante, o tabaco faz-lhe mal”. É importante que as sugestões sejam diretas, precisas, concisas e simples. Uma gota de água perfura a rocha. Como a gota de água sobre a rocha, as sugestões devem perfurar pela resistência. Para isso, é necessária a repetição, assim aprendemos na escola, a tabuada, as primeiras letras e o ensino continuam a utilizar as mesmas técnicas. A mente de uma criança é mais ávida de conhecimento, a mente de um adulto cria resistências, por isso a sugestão e a repetição constante, devem ser sutis, uma sugestão faz efeito se a repetirmos três vezes, quanto mais vezes for repetida maior a probabilidade de êxito. As sugestões têm que ser credíveis, de contrário encontrará resistências, não pretenda passar num exame só com hipnose, se não estuda, de nada lhe servirá. Nem pretenda perder peso, sem reduzir a comida. A hipnose por si só, não queima calorias. Projete as sugestões com um marco temporal: “Nesta semana, alcançarei o meu objetivo de deixar de fumar”. As sugestões de objetivos têm de ser alcançáveis e reais, não planeje objetivos absurdos, você comeria uma barra de chocolate de 5 kg, de uma só vez? Não conseguirá, no entanto, um pouco cada dia, mal não lhe fará. Vá devagar saboreie o êxito, coma a barra aos poucos. Uma pequena conquista hoje será uma experiência para amanhã. As sugestões têm de ir dirigidas a superar ou melhorar um objetivo por vez, não é possível planejar deixar de fumar e emagrecer de uma só vez. Utilize sugestões positivas, mais do que negativas. Recorde que a negação, não é reconhecida pela mente inconsciente.

ZONA DE ABERTURA

A procura do grande “segredo”, ou seja, o ponto chave que lhes permitirá compreender o momento certo para fazer entrar em um estado profundo de transe seu paciente. Pois bem, a esse momento, chamo-lhe: “Zona de Abertura”. Denomino zona de abertura, ao momento exato em que se produz um corte ou uma abertura entre a comunicação do consciente e subconsciente. É um momento chave. Onde a mente consciente constrangida pela comprovação dos efeitos ou sintomas sugestionados, “... suas mãos estão pesadas... as suas pálpebras pesam... a sua vista fica nublada... etc.”. O sujeito desconecta e entra em transe.

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Workshop de Intervenções Terapêutcas - Hipnose, PNL e Técnicas Psicossensoriais

www.miltonalencaronline.com.br www.mudevidas.com.br Página 23 São pequenos testes invisíveis para quem desconhece o assunto, mas que te dão certeza de que o sujeito está complemente aberto para iniciar uma indução ou não.

Exemplo em vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=zsIdulYR9ek

O QUE O FAZ ENTRAR EM TRANSE?

A zona de abertura. Fazendo a analogia com os animais, se o sujeito sentir medo foge, cria resistências ao entrar num estado letárgico, que não serve para terapia. Se for surpreendido, superado por aquilo que pode supor conhecimento superior ou uma mente superior, entra num estado hipnótico. Esse instinto animal faz com que fique com a mente em branco. O sentido crítico do seu consciente fica anulado, passando a ser dirigido pelo hipnólogo, que continua a dar sugestões para penetrar ao nível subconsciente. A perícia e observação irão lhe ajudar a determinar o momento justo da abertura. Uma técnica simples, sem complicações para o principiante, é saturar o inconsciente com estímulos exteriores. Procure superar os sete estímulos de cada vez, como comprovará a regra de Miller. Um profissional com experiência deve conhecer perfeitamente como detectar o momento da abertura. Zona de abertura e Momento de abertura. Para determinar o momento da abertura é preciso comprovar o seguinte:

A RESPIRAÇÃO DO SUJEITO - Altera o ritmo e é mais profunda; A SUDORESE DAS MÃOS - diminui ou ficam secas;

SE TIVER OS OLHOS FECHADOS - Tremores das pálpebras ou movimentos oculares para cima; COR DA PELE - Mais rosada;

ROSTO SERENO ou com meio sorriso;

OLHOS ABERTOS - Muito fixos e pupilas muito dilatadas. Desta sintomatologia, as mais importantes ou dominantes são o comportamento da respiração e dos olhos;

RESPIRAÇÃO: Se o paciente tem os olhos fechados, e produz uma alteração da respiração, observe os outros sintomas. Se se produzirem, dois ou três ao mesmo tempo, já está no momento da abertura; OS OLHOS: Se o paciente tem os olhos abertos, e antes das sugestões, ficam fixos. Continue a dar sugestões de olhos abertos e observe as pupilas, durante cinco a dez segundos. Comprovará que as pupilas dilatam e crescem cada vez mais, as mãos estão secas, a respiração, muda. Este é o momento da abertura. Nesse ponto, deve dar sugestões de dormir, repetidamente. Se a sua comprovação estiver correta, o sujeito estará rapidamente em transe, utilizando, por exemplo, a técnica das mãos coladas ou qualquer outra. Utiliza-se a técnica das mãos coladas, enquanto o sujeito comprova que não pode descolar as mãos. Antes da expressão de surpresa, diga-lhe: “Olhe... fixamente para os meus olhos... fixamente... para os meus olhos... fixamente...”. Fixe o seu olhar, com convicção e observe as pupilas do sujeito. Quando os olhos estiverem fixos e as pupilas muito dilatadas, nesse momento e alterando o tom da sua voz, diga “DURMA” repetidas vezes e aprofundando. Muitos terapeutas não estão familiarizados com estes sinais e se o terapeuta sorrir no momento da indução porá tudo a perder. Ai começará o fracasso do terapeuta, porque perderá a confiança de si mesmo.

Porque tem de ter um ar sereno ou sorrir levemente ao paciente? Simplesmente porque está a comprovar que as sugestões, se estão a produzir. É frequente esta situação, em pessoas que desconfiam e não acreditam na hipnose. Há uns tempos, estava em consulta com uma pessoa. O paciente em causa, era a primeira vez que o atendia. Quando entrou na consulta, manifestou que não queria que eu o hipnotizasse. Eu disse-lhe que isso não dependia de mim, apenas dele e que se ele gerasse resistência, eu não o poderia hipnotizar. Propus-lhe fazer um teste para verificar o seu nível de resistência e disse-lhe:

Quero que você discorde de tudo o que lhe falar, ok? - Sim.

Então lhe disse: “Agora, não preste atenção a nada do que eu lhe diga, somente pense que você não quer ser hipnotizado”. De acordo?

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www.miltonalencaronline.com.br www.mudevidas.com.br Página 24 - De acordo...

Agora, relaxe todo o seu corpo e feche os olhos... Como eu previa, não fechou os olhos e gerou tensão em todos os músculos e continuei: Feche os olhos... ponha tenso todo o seu corpo... Como eu previa, manteve os olhos abertos e relaxou o corpo e continuei: Agora, relaxe mais o seu corpo e feche os olhos... Assim continuei durante dez minutos, a fazer com que se pusesse tenso e relaxasse, até que observei as suas pupilas e estavam enormes. Então colocando a minha mão nos seus olhos, ordenei-lhe “não durma!”... e tencione os seus músculos!..., Não durma!... e tencione os seus músculos... Como já pode ter compreendido, o paciente estava num estado de transe. Levei-o a um estado profundo e dei-lhe um código pós-hipnótico, para a seguinte consulta que consistia em: Quando se sentar na cadeira de terapia, instantaneamente estaria hipnotizado. Assim aconteceu. Agora pode perguntar-se porque atuei desta forma. Simplesmente porque ele era desconfiado e desafiante. Eu sabia que faria tudo ao contrário que ordenasse. Devido a sua personalidade, sabia que se lhe disse-se para relaxar, ficaria tenso, se lhe disse-se para fechar os olhos, ele os abriria por isso lhe disse: “Oponha-se a tudo o que lhe digo”, desta forma já lhe estava a criar a confusão e ele ia ficando mais predisposto a esforçar-se para fazer tudo ao contrário. Para, além disso, utilizei sugestões negativas, (recorde que a mente não interpreta a negação), - “Você não quer ser hipnotizado”, “Não durma e tencione o seu corpo”.

NÍVEIS DE TRANSE

Existem várias escalas definidas por alguns autores. Vamos aqui fazer um resumo prático: Transe leve ou hipnoidal

Transe médio

Transe profundo ou Sonambúlico (Possibilidade de anestesia local) Esdaile – Coma hipnótico (Anestesia geral do corpo)

EMERGINDO DO TRANSE Técnica 1

Num momento, contarei de um a três. Quando chegar ao três, e não antes, você abrirá os olhos e se tornará totalmente revigorado, completamente alerta, sentindo-se maravilhoso em todas as formas. Um! Vagarosamente, com calma, sinta-se voltando a sua total consciência.

Na contagem de dois, ainda está relaxado e calmo, mas com um sentimento maravilhoso de um fluxo energético através de sua mente e corpo; e seus olhos, sob suas pálpebras, se sentem como se estivessem clareando, como se estivessem sendo refrescados por uma brisa suave.

No próximo número, olhos abertos, totalmente alerta, se sentindo maravilhoso de todas as formas. Prepare-se. Certo, número três, olhos abertos, totalmente alerta. Perceba como se sente bem!

Como se sente? Técnica 2

Num momento, contarei de um a cinco. No cinco, e não antes, você abrirá os olhos e irá emergir desse prazeroso estado de hipnose. Perceberá que uso o termo emergir, ao invés de acordar, simplesmente porque você não está dormindo. Você está em um estado muito prazeroso de relaxamento.

Quando você emergir, se sentirá maravilhosamente relaxado e revigorado. Você lembrará tudo o que foi dito enquanto estava hipnotizado. Se havia qualquer tensão das suas atividades diárias, elas diminuirão e desaparecerão. Você se sentirá ótimo.

1...2...3...4...5, olho abertos, totalmente alerta e se sentindo maravilhoso. Como se sente?

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www.miltonalencaronline.com.br www.mudevidas.com.br Página 25 Técnica 3

Num momento, contarei de um a cinco. No cinco, e não antes, você abrirá os olhos se sentindo ótimo. 1...2...3...4...5, olho abertos, se sente bem e revigorado.

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www.miltonalencaronline.com.br www.mudevidas.com.br Página 26 HIPNOSE CLÁSSICA

INDUÇÃO HIPNÓTICA

São técnicas para induzir o estado de transe, atravessando o senso crítico e mantendo um estado de atenção completa em um assunto específico e desejado pelo sujeito.

Antes de qualquer indução, obtenha o contrato hipnótico e faça pelo menos um teste de complacência, pedindo ao sujeito a permissão para hipnotiza-lo, permissão para toca-lo e ordenando um movimento qualquer, a fim de testar se o sujeito está respondendo sem medo às suas instruções.

Dentre elas temos:  Sugestões verbais

 Indução de relaxamento ou visualizações

 Concentração de foco de atenção, geralmente interiorizado  Aplicação de estímulo repetitivo, rítmico, débil e monótono  Confusão mental

 Excesso de estímulos sensoriais  Emocionais

EXEMPLO DE UMA INDUÇÃO CLÁSSICA

A indução clássica está dividida em quatro partes: Relaxamento, Aprofundamento do transe, Programação e Saída. Cada ponto depois da palavra, exemplo: “relaxe...”, corresponde a um segundo de pausa.

“Com os olhos fechados... por favor, siga as minhas instruções... vamos coordenar uns exercícios de respiração e relaxamento... Seguindo as minhas instruções da seguinte forma... inspirando profundamente... enchendo bem os pulmões... mantendo o ar dentro... e fazendo uma pausa... solte o ar dos seus pulmões, soltando o ar pela boca até a ultima gota... atenção começamos agora... Inspire profundamente... enchendo bem os pulmões... retenha o ar dentro... faça uma pausa, e solte o ar dos seus pulmões pela boca... expulsando-o ate a ultima gota... outra vez, inspire profundamente... enchendo bem os pulmões... retenha o ar dentro... faça uma pausa... e solte o ar dos seus pulmões pela boca, expulsando-o até a ultima gexpulsando-ota... expulsando-outra vez, inspire prexpulsando-ofundamente... enchendexpulsando-o bem expulsando-os pulmões... retenha expulsando-o ar dentrexpulsando-o, faça uma pausa... e solte o ar dos seus pulmões pela boca, expulsando-o até a última gota... E perceba agora os efeitos visuais... figuras geométricas coloridas... que possam aparecer nos seus olhos... desejo que perceba os sons do ambiente... a sua mente deixará lentamente os sons da sua mente... só será importantes para você ... o som da minha voz... que o guiará para realizar um relaxamento mais profundo... mais prazeroso... até encontrar uma harmonia... entre a sua mente, o seu corpo e o seu espirito... a sua mente tem poder... por isso tudo o que desejarmos com fé, com emoção se cumpre... por isso agora... peço-lhe que me permita auxiliar-lhe a relaxar profundamente... concentre-se no seu couro cabeludo... e relaxe todos os músculos do seu couro cabeludo... e continue relaxando a sua cabeça... rosto... alisando a sua face... elimine contrações... dos músculos da sua face... entreabrindo a sua boca... separando os dentes... descarregando assim toda a tensão... acumulada nessa zona... muito bem... excelente. Desta forma... você vai notando que as sensações mudam... e o relaxamento... vai sendo mais, alongado... Continue relaxando o seu pescoço... ordene que se relaxem... todos os músculos do seu pescoço... relaxe-os mais... movimentando a sua cabeça... suavemente para a direita e para a esquerda. (Se a pessoa seguir os movimentos significa que a indução está indo bem), descontrai-a o seu pescoço... e enquanto relaxa o

Referências

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