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COLOCAÇÃO PRONOMINAL / CONCORDÂNCIA VERBAL E NOMINAL

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1. (CPS 2016) A concordância verbal está de acordo com a norma-padrão da língua portuguesa em

a) O peão e o agricultor, por motivo de força maior, plantará o milho aqui. b) Falta setenta dias para começar a colheita do café nas encostas. c) O engenheiro ou arquiteto visitará o loteamento amanhã. d) São uma hora e quarenta e nove minutos precisamente. e) Vende-se terras extensas naquelas regiões longínquas. 2. (FGV 2016) Leia a charge.

Na fala da personagem, a concordância verbal está em desacordo com a norma-padrão da língua portuguesa.

a) Explique por que a concordância na frase está em desacordo com a norma-padrão, esclarecendo o que pode levar os falantes a adotá-la.

b) Escreva duas versões da frase da charge: na primeira, substitua a expressão “a gente” por “Nosso clube é um dos que”; na segunda, substitua o verbo “ter” pela locução “deve haver” e passe para o plural a expressão “uma proposta irrecusável”.

3. (Espcex 2016) Assinale a alternativa que apresenta uma oração correta quanto à concordância.

a) Sobre os palestrantes tem chovido elogios. b) Só um ou outro menino usavam sapatos. c) Mais de um ator criticaram o espetáculo. d) Vossa Excelência agistes com moderação. e) Mais de um deles se entreolharam com espanto.

4. (IFSP 2016) Concordância é o mecanismo pelo qual as palavras alteram suas terminações para se adequarem harmonicamente na frase. Considerando o conceito de concordância e a norma padrão da Língua Portuguesa, associe as colunas indicando a alternativa que ordena corretamente as frases e a avaliação dos eventos de concordância:

I. Nós nos conhecíamos haviam anos. II. Nós nos conhecíamos havia anos. III. É proibido a entrada.

IV. É proibida a entrada.

( ) a concordância verbal está correta. ( ) há um erro de concordância verbal. ( ) há um erro de concordância nominal. ( ) a concordância nominal está correta. a) II, I, III, IV.

b) I, II, III, IV. c) II, III, I, IV.

(2)

Página 2 de 11 d) IV, III, II, I.

e) III, IV, I, II.

5. (IFSP 2016) Concordância é o mecanismo pelo qual as palavras alteram suas terminações para se adequarem harmonicamente na frase. Considerando o conceito de concordância e a norma padrão da Língua Portuguesa, associe as colunas indicando a alternativa que ordena corretamente as frases e a avaliação dos eventos de concordância:

I. Haviam muitos problemas. II. Existiam muitos problemas. III. A garota e o menino simpáticas. IV. A garota e o menino bonitos.

( ) a concordância verbal está correta. ( ) há um erro de concordância verbal. ( ) há um erro de concordância nominal. ( ) a concordância nominal está correta. a) I, II, III, IV.

b) II, III, I, IV. c) IV, III, II, I. d) II, I, III, IV. e) III, IV, I, II.

6. (Espcex 2016) Assinale a alternativa correta quanto ao emprego do verbo haver. a) Eu não sei, doutor, mas devem haver leis.

b) Também a mim me hão ferido. c) Haviam tantas folhas pelas calçadas. d) Faziam oito dias que não via Guma. e) Não haverão umas sem as outras.

7. (IFSP 2016) De acordo com a norma padrão da Língua Portuguesa e a gramática normativa, com relação às concordâncias verbal e nominal, observe as placas apresentadas e, em seguida, assinale a alternativa correta.

a)

b)

c)

(3)

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e)

8. (IFSP 2016) Considere o seguinte texto e as lacunas:

__________ muito a respeito da profissão correta a escolher. Para __________, é preciso paciência e informações. O jovem deve pautar sua escolha nas disciplinas que __________. Levando em consideração o uso e a colocação pronominal, de acordo norma padrão da Língua Portuguesa, os termos que melhor preenchem, respectivamente, as lacunas acima são: a) Se pensa – encontra-la – agradem-lhe

b) Pensa-se – encontrar-na – o agradem c) Pensa-se – encontrá-la – lhe agradem d) Se pensa – encontrar-lha – agradem-no e) Pensa-se – encontra-lá – no agradem

9. (Santa Marcelina – Medicina 2016) Com relação à colocação pronominal e ao emprego dos pronomes, observe a tirinha abaixo.

I. No primeiro quadrinho, o pronome “mim” foi utilizado de forma incorreta, no que tange à norma padrão da Língua Portuguesa e de acordo com a gramática normativa.

II. No terceiro quadrinho, a frase: “Eu sei, estes momentos nos deixam sem palavras...”, para seguir a regra da colocação pronominal, deveria ter sido escrita da seguinte maneira: “Eu sei, estes momentos deixam-nos sem palavras...”.

III. A frase: “Beije-me como nunca beijou alguém antes!” pode ser reescrita da seguinte maneira, sem que haja prejuízo semântico: “Beije-me como nunca beijou ninguém antes!”. É correto o que se afirma em

a) II, apenas. b) II e III, apenas. c) I e III, apenas. d) I, II e III. e) III, apenas.

(4)

Página 4 de 11 10. (FGV 2016) No primeiro aniversário da morte de Luís Garcia, Iaiá foi com o marido ao cemitério, afim de depositar na sepultura do pai uma coroa de saudades. Outra coroa havia ali sido posta, com uma fita aonde lia-se estas palavras: – A meu marido. Iaiá beijou com ardor a singela dedicatória, como beijaria a madrasta se ela lhe aparecesse naquele instante. Era sincera a piedade da viúva. Alguma coisa escapa ao naufrágio das ilusões.

(Machado de Assis. Iaiá Garcia, 1983. Adaptado)

a) No texto, há duas passagens que foram transcritas em discordância com a norma-padrão da língua portuguesa. Transcreva-as e faça as devidas correções.

b) Explique que sentido assume a preposição “com” na formação das expressões nas passagens “Iaiá foi com o marido ao cemitério” e “Iaiá beijou com ardor a singela dedicatória”.

TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO: Quarto de Despejo

“O grito da favela que tocou a consciência do mundo inteiro”

2 de MAIO de 1958. Eu não sou indolente. Há tempos que eu pretendia fazer o meu diario. Mas eu pensava que não tinha valor e achei que era perder tempo.

...Eu fiz uma reforma para mim. Quero tratar as pessoas que eu conheço com mais atenção. Quero enviar sorriso amavel as crianças e aos operarios.

...Recebi intimação para comparecer as 8 horas da noite na Delegacia do 12. Passei o dia catando papel. A noite os meus pés doiam tanto que eu não podia andar.

Começou chover. Eu ia na Delegacia, ia levar o José Carlos. A intimação era para ele. O José Carlos tem 9 anos.

3 de MAIO. ...Fui na feira da Rua Carlos de Campos, catar qualquer coisa. Ganhei bastante verdura. Mas ficou sem efeito, porque eu não tenho gordura. Os meninos estão nervosos por não ter o que comer.

6 de MAIO. De manhã não fui buscar agua. Mandei o João carregar. Eu estava contente. Recebi outra intimação. Eu estava inspirada e os versos eram bonitos e eu esqueci de ir na Delegacia. Era 11 horas quando eu recordei do convite do ilustre tenente da 12ª Delegacia. ...o que eu aviso aos pretendentes a política, é que o povo não tolera a fome. É preciso conhecer a fome para saber descrevê-la.

Estão construindo um circo aqui na Rua Araguaia, Circo Theatro Nilo.

9 de MAIO. Eu cato papel, mas não gosto. Então eu penso: Faz de conta que estou sonhando. 10 de MAIO. Fui na Delegacia e falei com o Tenente. Que homem amavel! Se eu soubesse que ele era tão amavel, eu teria ido na Delegacia na primeira intimação.

(...) O Tenente interessou-se pela educação dos meus filhos. Disse-me que a favela é um ambiente propenso, que as pessoas tem mais possibilidades de delinquir do que tornar-se util a patria e ao país. Pensei: se ele sabe disso, porque não faz um relatorio e envia para os politicos? O Senhor Janio Quadros, o Kubstchek, e o Dr Adhemar de Barros? Agora falar para mim, que sou uma pobre lixeira. Não posso resolver nem as minhas dificuldades.(...) O Brasil precisa ser dirigido por uma pessoa que já passou fome. A fome tambem é professora. Quem passa fome aprende a pensar no proximo e nas crianças.

11 de MAIO. Dia das mães. O céu está azul e branco. Parece que até a natureza quer homenagear as mães que atualmente se sentem infeliz por não realizar os desejos de seus filhos. (...) O sol vai galgando. Hoje não vai chover. Hoje é o nosso dia. (...) A D. Teresinha veio visitar-me. Ela deu-me 15 cruzeiros. Disse-me que era para a Vera ir no circo. Mas eu vou deixar o dinheiro para comprar pão amanhã, porque eu só tenho 4 cruzeiros.(...) Ontem eu ganhei metade da cabeça de um porco no frigorifico. Comemos a carne e guardei os ossos para ferver. E com o caldo fiz as batatas. Os meus filhos estão sempre com fome. Quando eles passam muita fome eles não são exigentes no paladar. (...) Surgiu a noite.

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Página 5 de 11 As estrelas estão ocultas. O barraco está cheio de pernilongos. Eu vou acender uma folha de jornal e passar pelas paredes. É assim que os favelados matam mosquitos.

13 de MAIO. Hoje amanheceu chovendo. É um dia simpatico para mim. É o dia da Abolição. Dia que comemoramos a libertação dos escravos. Nas prisões os negros eram os bodes expiatorios. Mas os brancos agora são mais cultos. E não nos trata com desprezo.

Que Deus ilumine os brancos para que os pretos sejam feliz. (...) Continua chovendo. E eu tenho só feijão e sal. A chuva está forte. Mesmo assim, mandei os meninos para a escola. Estou escrevendo até passar a chuva para mim ir lá no Senhor Manuel vender os ferros. Com o dinheiro dos ferros vou comprar arroz e linguiça. A chuva passou um pouco. Vou sair. (...) Eu tenho dó dos meus filhos. Quando eles vê as coisas de comer eles brada: Viva a mamãe!. A manifestação agrada-me. Mas eu já perdi o habito de sorrir. Dez minutos depois eles querem mais comida. Eu mandei o João pedir um pouquinho de gordura a Dona Ida. Mandei-lhe um bilhete assim:

“Dona Ida peço-te se pode me arranjar um pouquinho de gordura, para eu fazer sopa para os meninos. Hoje choveu e não pude catar papel. Agradeço. Carolina”

(...) Choveu, esfriou. É o inverno que chega. E no inverno a gente come mais. A Vera começou a pedir comida. E eu não tinha. Era a reprise do espetaculo. Eu estava com dois cruzeiros. Pretendia comprar um pouco de farinha para fazer um virado. Fui pedir um pouco de banha a Dona Alice. Ela deu-me a banha e arroz. Era 9 horas da noite quando comemos.

E assim no dia 13 de maio de 1958 eu lutava contra a escravatura atual – a fome! (DE JESUS, Carolina Maria. Quarto de Despejo.)

11. (AFA 2016) Assinale a opção cuja reescrita ficou totalmente de acordo com as regras gramaticais da Língua Portuguesa.

a) “Parece que até a natureza quer homenagear as mães que atualmente se sentem infeliz...” – Parece que até a natureza quer homenagear as mães que, atualmente, sentem-se infelizes...

b) “Quando eles vê as coisas de comer eles brada.” – Quando eles vêm as coisas de comer, eles bradam.

c) “Eu estava inspirada e os versos eram bonitos e eu esqueci de ir na Delegacia” – Eu estava inspirada; os versos eram bonitos e eu esqueci de ir à delegacia.

d) “Dona Ida peço-te se pode me arranjar um pouquinho de gordura, para eu fazer sopa para os meninos.” – Dona Ida peço-lhe se pode me arranjar um pouquinho de gordura, para eu fazer sopa para os meninos.

TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO:

Instruções: Leia atentamente o texto abaixo para responder à(s) quest(ões). O tempo e suas medidas

1

O homem vive dentro do tempo, o tempo que ele preenche, mede, avalia, ama e teme. Para marcar a passagem e as medidas do tempo, inventou o relógio. A palavra vem do latim horologium, e 2se refere a um quadrante do céu que os antigos aprenderam a observar para se orientarem no tempo e no espaço. 3Os artefatos construídos para medir a passagem do tempo sofreram ao longo dos séculos uma grande evolução. No início 4o Sol era a referência natural para a separação entre o dia e a noite, mas depois os relógios solares foram seguidos de outros que vieram a utilizar o escoamento de líquidos, de areia, ou a queima de fluidos, até chegar aos dispositivos mecânicos que originaram as pêndulas. 5Com a eletrônica, surgiram os relógios de quartzo e de césio, aposentando os chamados “relógios de corda”. O mostrador digital que está no seu pulso ou no seu celular tem muita história: tudo teria começado com a haste vertical ao sol, que projetava sua sombra num plano horizontal demarcado. 6A ampulheta e a clepsidra são as simpáticas bisavós das atuais engenhocas eletrônicas, e até hoje intrigam e divertem crianças de todas as idades.

7

Mas a evolução dos maquinismos humanos 8que dividem e medem as horas não suprimiu nem diminuiu a preocupação dos homens com o Tempo, 9essa entidade implacável, sempre a lembrar a condição da nossa mortalidade.

(6)

Página 6 de 11 Na mitologia grega, o deus Chronos era o senhor do tempo que se podia medir, por isso chamado “cronológico”, 10

a fluir incessantemente. No entanto, 11a memória e a imaginação humanas criam tempos outros: uma autobiografia recupera o passado, a ficção científica pretende vislumbrar o futuro. No Brasil, muito da força de um 12José Lins do Rego, de um Manuel Bandeira ou de um Pedro Nava vem do memorialismo artisticamente trabalhado. A própria história nacional 13sofre os efeitos de uma intervenção no passado: escritores românticos, logo depois da Independência, sentiram necessidade de emprestar ao país um passado glorioso, e recorreram às idealizações do Indianismo.

No cinema, uma das homenagens mais bonitas ao tempo passado é a do filme Amarcord (“eu me recordo”, em dialeto italiano), do cineasta Federico Fellini. São lembranças pessoais de uma época dura, quando o fascismo crescia e dominava a Itália. Já um tempo futuro terrivelmente sombrio é projetado no filme “Blade Runner, o caçador de androides”, do diretor Ridley Scott, no cenário futurista de uma metrópole caótica.

Se o relógio da História marca tempos sinistros, o tempo construído pela arte abre-se para a poesia: o tempo do sonho e da fantasia arrebatou multidões no filme O mágico de Oz estrelado por Judy Garland e eternizado pelo tema da canção Além do arco-íris. Aliás, a arte da música é, sempre, uma habitação especial do tempo: as notas combinam-se, ritmam e produzem melodias, adensando as horas com seu envolvimento.

São diferentes as qualidades do tempo e as circunstâncias de seus respectivos relógios: há o “relógio biológico”, que regula o ritmo do nosso corpo; há o “relógio de ponto”, que controla a presença do trabalhador numa empresa; e há a necessidade de “acertar os relógios”, para combinar uma ação em grupo; há o desafio de “correr contra o relógio”, obrigando-nos à pressa; e há quem “seja como um relógio”, quando extremamente pontual.

14

Por vezes barateamos o sentido do tempo, 15tornando-o uma espécie de vazio a preencher: é quando fazemos algo para “passar o tempo”, e apelamos para um jogo, uma brincadeira, um “passatempo” como as palavras cruzadas. Em compensação, nas horas de grande expectativa, queixamo-nos de que “o tempo não passa”. “Tempo é dinheiro” é o lema dos capitalistas e investidores e dos operadores da Bolsa; e é uma obsessão para os atletas olímpicos em busca de recordes.

Nos relógios primitivos, nos cronômetros sofisticados, nos sinos das velhas igrejas, no pulsar do coração e da pressão das artérias, a expressão do tempo se confunde com a evidência mesma do que é vivo. No tic-tac da pêndula de um relógio de sala, na casa da avó, os netinhos ouvem inconscientemente o tempo passar. O Big Ben londrino marcou horas terríveis sob o bombardeio nazista. Na passagem de um ano para outro, contamos os últimos dez segundos cantando e festejando, na esperança de um novo tempo, de um ano melhor. (Péricles Alcântara, inédito)

12. (PUCCAMP 2016) O texto motivou a construção das frases abaixo, que devem ser consideradas independentes dele. A formulação que atende à clareza e à norma-padrão escrita é:

a) Ainda que indispensável, como a vida contemporânea comprova à exaustão, os relógios acabam sendo símbolo de opressão e correria no mundo atual.

b) A peça (um relógio de quartzo), à qual se fez menção na aula, foi desmontada pelo tutor dos técnicos mais experientes, que queria demonstrar com minúcias a montagem do artefato. c) Pelo que diz-se nos textos especializados, devem haver, mesmo, diferentes qualidades do

tempo e das circunstâncias de seus respectivos relógios, em que todos devem dar atenção. d) Se o fotógrafo vir até aqui e não encontrar o responsável pela vitrine de relógios raros, será excessão se não abandonar o projeto e dar o contrato por encerrado, sem mesmo se despedir.

e) Continui ou não a polêmica sobre a relevância da adoção do horário de verão no país, é certo: que não é implantado sem prejuízo do nosso “relógio biológico”.

(7)

Página 7 de 11 TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO:

As questões a seguir focalizam um trecho do Código de Defesa do Consumidor (Lei nº 8.078 de 11 de setembro de 1990).

Art. 6º São direitos básicos do consumidor:

I. a proteção da vida, saúde e segurança contra os riscos provocados por práticas no fornecimento de produtos e serviços considerados perigosos ou nocivos;

II. a educação e divulgação sobre o consumo adequado dos produtos e serviços, asseguradas a liberdade de escolha e a igualdade nas contratações;

III. a informação adequada e clara sobre os diferentes produtos e serviços, com especificação correta de quantidade, características, composição, qualidade, tributos incidentes e preço, bem como sobre os riscos que apresentem;

IV. a proteção contra a publicidade enganosa e abusiva, métodos comerciais coercitivos ou desleais, bem como contra práticas e cláusulas abusivas ou impostas no fornecimento de produtos e serviços;

V. a modificação das cláusulas contratuais que estabeleçam prestações desproporcionais ou sua revisão em razão de fatos supervenientes que as tornem excessivamente onerosas; VI. a efetiva prevenção e reparação de danos patrimoniais e morais, individuais, coletivos e

difusos;

VII. o acesso aos órgãos judiciários e administrativos com vistas à prevenção ou reparação de danos patrimoniais e morais, individuais, coletivos ou difusos, assegurada a proteção Jurídica, administrativa e técnica aos necessitados;

VIII. a facilitação da defesa de seus direitos, inclusive com a inversão do ônus da prova, a seu favor, no processo civil, quando, a critério do juiz, for verossímil a alegação ou quando for ele hipossuficiente, segundo as regras ordinárias de experiências;

IX. a adequada e eficaz prestação dos serviços públicos em geral.

Art. 7º Os direitos previstos neste código não excluem outros decorrentes de tratados ou convenções internacionais de que o Brasil seja signatário, da legislação interna ordinária, de regulamentos expedidos pelas autoridades administrativas competentes, bem como dos que derivem dos princípios gerais do direito, analogia, costumes e equidade.

Parágrafo único. Tendo mais de um autor a ofensa, todos responderão solidariamente pela reparação dos danos previstos nas normas de consumo.

(www.planalto.gov.br)

13. (Unesp 2016) Nos trechos “asseguradas a liberdade de escolha e a igualdade das contratações” (inciso II) e “assegurada a proteção jurídica, administrativa e técnica aos necessitados” (inciso VII), a análise das concordâncias dos adjetivos em destaque permite afirmar que

a) apenas a primeira ocorrência está correta. b) apenas a segunda ocorrência está correta.

c) as duas ocorrências são aceitáveis, mas não corretas. d) as duas ocorrências estão incorretas.

e) as duas ocorrências estão corretas.

(8)

Página 8 de 11 TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO:

Leia o texto para responder à(s) questão(ões).

Havia já quatro anos que Eugênio se achava no seminário sem visitar sua família. Seu pai já por vezes tinha escrito aos padres pedindo-lhes que permitissem que o menino viesse passar as férias em casa. Estes porém, já de posse dos segredos da consciência de Eugênio, receando que as seduções do mundo o arredassem do santo propósito em que ia tão bem encaminhado, opuseram-se formalmente, e responderam-lhe, fazendo ver que aquela interrupção na idade em que se achava o menino era extremamente perigosa, e podia ter péssimas consequências, desviando-o para sempre de sua natural vocação.

Uma ausência, porém de quatro anos já era excessiva para um coração de mãe, e a de Eugênio, principalmente depois que seu filho andava mofino e adoentado, não pôde mais por modo nenhum conformar-se com a vontade dos padres. Estes portanto, muito de seu mau grado, não tiveram remédio senão deixá-lo partir.

(Bernardo Guimarães. O Seminarista, 1995)

14. (Fgv 2016) Analise a frase inicial do texto: “Havia já quatro anos que Eugênio se achava no seminário sem visitar sua família.”

a) Por que os padres não permitiam que Eugênio visitasse a família? De que argumentos se valeu a mãe dele para conseguir que o liberassem?

b) Reescreva a frase, conforme as orientações: inicie-a com “Eugênio”; introduza entre o sujeito e o verbo a oração indicativa de tempo, substituindo o verbo “haver” por “fazer”. Realize os ajustes necessários.

(9)

Página 9 de 11 Gabarito:

Resposta da questão 1: [C]

[A] Incorreta: o sujeito do verbo “plantar” na verdade é plural: “o peão e o agricultor”. Dessa forma, a oração deveria ser: O peão e o agricultor, por motivo de força maior, plantaram o milho aqui.

[B] Incorreta: o sujeito do verbo “faltar” é “setenta dias”, que está no plural (dias). Dessa forma, a oração deveria ser: Faltam setenta dias para começar a colheita do café nas encostas. [D] Incorreta: o sujeito do verbo “ser” é “uma hora e quarenta e nove minutos”, que está no

singular (uma). Dessa forma, a oração deveria ser: É uma hora e quarenta e nove minutos precisamente.

[E] Incorreta: o verbo “vender” está na sua forma passiva. Passando-se para ativa tem-se: Terras extensas são vendidas. Dessa forma, “terras extensas” é sujeito do verbo “vender” e este deve então ser conjugado no plural: Vendem-se terras extensas naquelas regiões longínquas.

Resposta da questão 2:

a) A expressão “a gente” implica concordância no singular. O motivo de adotar “a gente temos” se dá por silepse de número: há concordância ideológica ao relacionar “a gente” com um grupo de pessoas.

b) Nosso clube é um dos que têm uma proposta irrecusável. Deve haver aqui umas propostas irrecusáveis.

Resposta da questão 3: [E]

As alternativas [A], [B], [C] e [D] apresentam desvios às regras gramaticais de concordância e deveriam ser substituídas por:

[A] Sobre os palestrantes têm chovido elogios. [B] Só um ou outro menino usava sapatos. [C] Mais de um ator criticou o espetáculo. [D] Vossa Excelência agiu com moderação. Assim, é correta apenas [E].

Resposta da questão 4: [A]

[I] O verbo “haver” não flexiona no plural. Dessa forma, o correto seria: “Nós nos conhecíamos havia anos”, como está em [II].

[II] Correta.

[III] O termo “proibido” deveria estar em concordância com “a entrada”, uma vez que ambos estão ligados por um verbo de ligação “é”. Dessa forma, o correto seria: “É proibida a entrada”, como está em [IV].

[IV] Correta.

Resposta da questão 5: [D]

I. Há um erro na concordância, pois o verbo “haver” no sentido de “existir” é impessoal e, portanto, não flexiona. Dessa forma, o correto seria “Havia muitos problemas”.

III. Há um erro na concordância, pois quando se tem um termo no masculino e outro no

feminino, a forma plural fica no masculino, e não no feminino. Assim, o correto seria “A garota e o menino simpáticos”. Nota-se que essa concordância não envolve verbos, e sim nomes, sendo, portanto, nominal.

(10)

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Resposta da questão 6: [B]

As frases [A], [C], [D] e [E] apresentam expressões verbais que não obedecem às regras da gramática normativa, devendo ser substituídas por deve haver leis, havia tantas folhas, fazia oito dias e não haverá, respectivamente.

Resposta da questão 7: [C]

[A] Incorreta: o certo seria “Nesse brinquedo todos pagam”. [B] Incorreta: o certo seria “Casa das Camas e das Mesas”. [D] Incorreta: o certo seria “Proibida a entrada de animais”. [E] Incorreta: o certo seria “Alugam-se apartamentos”. Resposta da questão 8:

[C]

Lacuna 1: No início de frase deve-se optar pela ênclise, isto é, colocação do pronome após o verbo.

Lacuna 2: Percebe-se que o pronome que segue o verbo “encontrar” refere-se à “profissão”, que é objeto direto do verbo (quem encontra, encontra algo). O pronome correspondente ao objeto direto feminino é “la”. Mantêm-se as regras de acentuação, desconsiderando o pronome na contagem de sílabas. Assim, a oxítona “encontrá-la” deve ser acentuada.

Lacuna 3: Quem agrada, agrada a alguém (transitividade indireta). Dessa forma, na frase entende-se que as disciplinas agradam aos jovens. O pronome que substitui “aos jovens” deve ser, portanto, substituto para objeto indireto (“lhe”). Como há um pronome relativo “que” antecedendo o verbo “agradar”, tem-se uma próclise, com a forma “lhe agradem”. Resposta da questão 9:

[B]

[I] Incorreta: o pronome “mim” foi utilizado de acordo com a norma culta. Isso porque ele substitui o objeto do verbo “amar”, assim, deve-se utilizar um pronome oblíquo (“mim”). Resposta da questão 10:

a) As duas passagens são: “afim de depositar na sepultura do pai uma coroa de saudades” e “...com uma fita aonde lia-se estas palavras: — A meu marido”.

Suas correções são, respectivamente: “a fim de depositar na sepultura do pai uma coroa de saudades” (a locução conjuntiva final não pode ser confundida com o adjetivo “afim”) e “...com uma fita onde liam-se estas palavras: — A meu marido” (em primeiro lugar, não há verbo que solicite a presença da preposição “a” combinada com a preposição “onde”; em seguida, a voz passiva sintética a partir de verbo transitivo direto, caso de “ler”, implica concordância com o sujeito – no caso, “estas palavras”).

b) Em “Iaiá foi com o marido ao cemitério”, a preposição “com” indica companhia; já em “Iaiá beijou com ardor a singela dedicatória”, a mesma preposição tem valor de modo.

Resposta da questão 11: [A]

A alternativa correta é a [A], pois, apesar de as vírgulas para isolar o advérbio serem opcionais no caso de advérbio de curta extensão e a vírgula, denotando uma pausa, predispor o uso da ênclise (“sentem-se”), o adjetivo “infeliz” deve, obrigatoriamente, concordar em gênero e número com o substantivo “mães”.

Resposta da questão 12: [B]

(11)

Página 11 de 11 ser substituídas por

[A] Ainda que indispensáveis, como a vida contemporânea comprova à exaustão, os relógios acabam sendo símbolo de opressão e correria no mundo atual.

[C] Pelo que se diz nos textos especializados, deve haver, mesmo, diferentes qualidades do tempo e das circunstâncias de seus respectivos relógios, a (ao) que todos devem dar atenção.

[D] Se o fotógrafo vier até aqui e não encontrar o responsável pela vitrine de relógios raros, será exceção se não abandonar o projeto e der o contrato por encerrado, sem mesmo se despedir.

[E] Continue ou não a polêmica sobre a relevância da adoção do horário de verão no país, é certo que não será implantado sem prejuízo do nosso “relógio biológico”.

Resposta da questão 13: [E]

As duas concordâncias estão corretas, pois o primeiro termo está no plural por concordar com o sujeito composto (a liberdade de escolha e a igualdade das contratações) e o segundo fica no singular para concordar com o elemento mais próximo. Assim, é correta a alternativa [E]. Resposta da questão 14:

a) Os padres acreditavam que Eugênio, devido à sua idade, poderia desistir da vida eclesiástica caso visitasse a família, uma vez que seria exposto às tentações mundanas. Sua mãe, no entanto, valeu-se do estado de saúde e de ânimo do garoto para que os padres concordassem com uma visita aos familiares após quatro anos de reclusão.

b) Eugênio, fazia já quatro anos, achava-se no seminário sem visitar sua família.

A oração indicativa de tempo, intercalada entre sujeito e predicado, mantém o verbo “fazer” no singular por se tratar de verbo impessoal.

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