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Rev. Bras. Enferm. vol.68 número1

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Academic year: 2018

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Rev Bras Enferm. 2015 jan-fev;68(1):7-8.

http://dx.doi.org/10.1590/0034-7167.2015680101p

Há várias décadas, numerosos apelos e reflexões sobre como construir a ciência de enfermagem e alcançar visibilidade no mundo científico levaram seus pesquisadores a empreender esforços para produzir conheci-mentos que contribuíssem para o bem estar das pessoas, melhoria da qualidade de vida, alívio do sofrimento e transformação da realidade em que vivemos. Além de produzir conhecimentos, foi preciso investir em di-vulgação, para que pudesse ser socializado, promovesse o diálogo entre os pares e a transformação da prática. Com a utilização de métricas para a avaliação de qualidade da produção, a comunidade científica percebeu que não bastava publicar, era preciso que os pesquisadores consumissem o conhecimento gerado por outros pesquisadores, citando-os e dialogando com os resultados de outras pesquisas através dos seus artigos.

O surgimento das bases de dados digitais significou um grande facilitador de busca da produção intelectual e interação entre pesquisadores, com abrangência nacional e internacional. Porém, as bases de dados se mul-tiplicam e, cada vez mais, se impõem padrões de qualidade mais rigorosos, que devem ser cumpridos para a permanência dos periódicos nas bases.

Este fato tem exigido critérios mais rígidos para a aceitação de artigos para publicação, intensificação dos princípios e fundamentos para a redação científica(1), e preocupação em assegurar a integridade científica das

publicações.

Apesar dos esforços científicos dos pesquisadores em garantir publicações cada vez mais qualificadas, ética e cientificamente, e da velocidade da divulgação da pesquisa, não é possível assegurar que outros pesquisado-res e os profissionais da prática consultem e utilizem os conhecimentos disseminados pelas revistas científicas. O desafio da aplicabilidade se mantém, a despeito da grande quantidade de informação circulante.

Para o rompimento dessa barreira propõe-se uma linguagem menos hermética, que possa ser compreendida por cientistas de áreas diferentes daquela onde a pesquisa foi produzida, por um público maior do que o da área de especialidade de origem dos autores(2).

Nesta direção, as revistas buscam formas mais atuais de comunicar-se com os leitores, que combinem redes sociais, talk shows, releases e outras mídias, com a publicação tradicional de periódicos.

Os [novos] desafios consistem na utilização de todas as potencialidades dos meios de comunicação eletrôni-cos, para aprimorar aspectos positivos do fluxo de comunicação científica tradicional, e na definição de políti-cas que sustentem a nova estrutura do fluxo de comunicação científica, garantindo a qualidade, preservação e disseminação da informação como bem público(3).

Em 2015, sob nova direção científica, a REBEn reitera e renova seus valores em relação à divulgação siste-mática, atualizada e consciente do conhecimento na busca da ascensão bibliométrica da revista, de acordo com os padrões éticos exigidos pela comunidade nacional e internacional de veículos de divulgação. O maior desafio é fazer com que a publicação venha propiciar aos leitores, autores e pareceristas, ferramentas que pos-sam efetivamente contribuir para o exercício da enfermagem, visando à melhoria da prática profissional para transformações dos perfis de saúde-doença e da qualidade de vida da população.

Desafi os para além da produção do conhecimento científi co

EDITORIAL

Maria Márcia Bachion

I

, Rosa Maria Godoy Serpa da Fonseca

II

, Dulce Aparecida Barbosa

III

IUniversidade Federal de Goiás, Faculdade de Enfermagem. Goiânia-GO, Brasil.

Associação Brasileira de Enfermagem, Diretoria de Publicação e divulgação, gestão 2013-2016. Brasília-DF, Brasil.

IIUniversidade de São Paulo, Escola de Enfermagem. São Paulo-SP, Brasil.

Associação Brasileira de Enfermagem, Editoria Científi ca da REBEn, gestão 2013-2016. Brasília-DF, Brasil.

IIIUniversidade Federal de São Paulo, Escola de Enfermagem. São Paulo-SP, Brasil.

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Rev Bras Enferm. 2015 jan-fev;68(1):7-8.

Bachion MM, Fonseca RMGS, Barbosa DA.

REFERÊNCIAS

1. Kotz D, Cals JWL, Tugwell P, Knottneru JA. Introducing a new series on effective writing and publishing of

scientific papers. J Clin Epidemiol [Internet]. 2013 Apr [cited 2015 Feb 02];66(4):359-60. Available from: http:// www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/23452725

2. Bredan A. Inheritance of poor writing habits. To improve scientific writing we must break the chain of

transmis-sion of complex writing style from senior to junior scientists. EMBO Rep [Internet]. 2013 Jul [cited 2015 Feb 02];14(7):593-6. Available from: http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/23732539

3. Castro RCF. Impacto da Internet no fluxo da comunicação científica em saúde [Impact of the Internet on

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