REGIONALIZAÇÃO DA AGROPECUÁRIA PARANAENSE
Rafael Fuentes L l a n i l l o * Mauro Eduardo Del Grossi * Moacyr Doretto * Elisabeth Vasconcelos * Inês F. Ukubata * R E S U M O O o b j e t i v o f o i i d e n t i f i c a r z o n a s h o m o g é n e a s d e e s t r u t u r a a g r á r i a n o E s t a d o d o P a r a n á , a o n í v e l m u n i c i p a l , a t r a v é s d o e s t u d o d e d i v e r s a s c a r a c t e r í s t i c a s q u e d e f i n e m a e s t r u t u r a agrária r egi onal, com o a d i s t r i b u i ç ã o da posse da terra , uso da t e r r a , u s o d e t e c n o l o g i a e c a p i t a l , e m p r e g o e r e l a ç õ e s d e t r a b a l h o , a l é m d a q u a l i d a d e d o s s o l o s s e g u n d o s u a f e r t i l i d a d e q u í m i c a e suas p o s s i b i l i d a d e de mecanização. P a r a p r o c e d e r à t a l r e g i o n a l i z a ç ã o u t i l i z o u - s e d u a s t é c n i c a s de A n a l i s e Multivariada. I n i c i a l m e n t e , u t i l i z o u - s e a Análise F a t o r i a l ( m é t o d o d o s C o m p o n e n t e s P r i n c i p a i s ) d e 3 5 v a r i á v e i s r e f e r e n t e s a o s d i f e r e n t e s a s p e c t o s d a e s t r u t u r a a g r á r i a d o s 3 1 0 m u n i c í p i o s e x i s t e n t e e m 1 9 8 5 , d e o n d e f o r a m i n t e r p r e t a d o s 5 f a t o r e s p r i n c i p a i s . E m s e g u i d a , u t i l i z o u - s e a A n á l i s e d e C o n g l o m e r a d o s ( C l u s t e r A n a l y s i s ) a p a r t i r d o s v a l o r e s d o s f a t o r e s por m u n i c í p i o , chegando-se a o i t o mesorregiões homogéneas.
S U M M A R Y
The a i m of t h i s study was to i d e n t i f y agrarian homogeneous z o n e s i n P a r a n á S t a t e , a t c o u n t y l e v e l , a n a l y s i n g c h a r a c t e r i s t i c s such as land tenure, land use, use of techonologi e s and c a p i t a l , e m p l o y m e n t a n d l a b o u r r e l a t i o n s h i p s , s o i 1 f e r t i l i t y a n d mechanization s u i t a b i l i t y . T h i s r e g i o n a l i z a t i o n u s e d t w o t y p e s o f M u l t i v a r i a t e A n a l y s i s . A t f i r s t , i t h a s b e e n u s e d F a c t o r A n a l y s i s ( M a i n C o m p o n e n t s ) i n 3 5 v a r i a b l e s r e l a t e d t o d i f f e r e n t t o p i c s o n a g r a r i a n s t r u c t u r e o f t h e 3 Í 0 e x i s t i n g c o u n t i e s i n 1 9 8 5 , w h e r e t h e 5 m a i n f a c t o r s w e r e d i s c u s s e d . S e c o n d l y , u s i n g f a c t o r s c o r e s , C l u s t e r A n a l y s i s w a s c a r r i e d o u t , r e s u l t i n g i n e i g h t h o m o g e n e o u s z o n e s . * P e s q u i s a d o r e s , M s C , d o I n s t i t u t o A g r o n ó m i c o d o P a r á n á - I A P A R , Londr i n a , Pr .
1. INTRODUÇÃO
O d e s e n v o l v i m e n t o e c o n ô m i c o n a a g r o p e c u á r i a p r o v o c a alterações cont ínuas nas es truturas produ tivas de cada região, diferenciando algumas novas ou incorporando outras regiões às já existentes. No Estado do Paraná o desenvolvimento das a t i v i d a d e s agrícolas também não ocorreu de forma homogênea, até mesmo pela e x i s t ê n c i a da d i v e r s i d a d e edafoclimática interna aos seus l i m i t e s territoriais.
Para f i n s de planejamento das ações governamentais, para as a ç õ e s d e p e s q u i s a e e x t e n s ã o r u r a i s , é f u n d a m e n t a l c o n s i d e r a r esta diferenciação que ocorre entre as diversas regiões e as suas característi c a s .
Dado às m ú l t i p l a s faces que o desenvolvimento econômico adquire, ou m a i s propriamente da modernização desta agricultura, são necessárias a consideração de uma série de variáveis para se ter uma visão m a i s completa da mesma. Assim é importante frisar q u e a l e i t u r a f e i t a n e s t e t r a b a l h o s o b r e a m o d e r n i z a ç ã o agropecuária, vem de uma compreensão anterior de todo o processo d e m o d e r n i z a ç ã o d a a g r o p e c u á r i a p a r a n a e n s e n a s ú l t i m a s d u a s décadas, notadamente no sentido de maior intensidade de uso de i n s u m o s m o d e r n o s , q u e r s e j a m p o u p a d o r e s d e m ã o - d e - o b r a (mecanização das lavouras), quer sejam poupadores de terras (insumos químicos e b i o l ó g i c o s ) (HOFFMANN, 1992).
0 r i t m o do processo de modernização, na forma de mudança da base t é c n i c a , esteve sob os ditames da valorização mercantil dos p r o d u t o s a g r í c o l a s , c o m d e s t a q u e p a r a o s d e s t i n a d o s à e x p o r t a ç õ e s . E s t e s p o r s u a v e z , f o r a m a o l o n g o d a s ú l t i m a s décadas, ocupando aquelas áreas que detinham ps melhores recursos naturais, f e r t i l i d a d e e possibilidades de mecanização, deslocando os produtos menos rentáveis para áreas com maiores restrições ao desenvolvimento de a,tividades produtivas.
2. METODOLOGIA
A regionalização foi efetuada com os Censos Agropecuários de 1 9 8 5 , u t i l i z a n d o - s e o m o d e l o d a a n á l i s e f a t o r i a l ( m é t o d o componentes p r i n c i p a i s ) , seguido por uma análise Cluster para a u x i l i a r a identificação de grupamentos m u n i c i p a i s pelos valores dos fato res , a part ir de 35 v ar iáveis d os 310 mun icí pios do estado.
2 . 1 AS VARIÁVEIS
Elegeu-se as variáveis que refletem os vários aspectos da modernização agropecuária, t a i s como aspectos como fertilidade dos solos, produção vegetal e animal, receitas e financiamentos, m ã o - d e - o b r a , u s o d e m e c a n i z a ç ã o , u s o d e i n s u m o s ( a d u b o s e agrotóxicos), os diversos usos da área, etc.
p o s s i b i l i d a d e de mecanização dos solos, foram extraídos dos mapas d e s o l o s d e a p t i d ã o a g r í c o l a , m e n s u r a n d o a p e r c e n t a g e m d a á r e a d o m u n i c í p i o com áreas de nível b a i x o a m é d i o de e x i g ê n c i a de f e r t i l i z a n t e s e as com nível a l t o e médio de p o s s i b i l i d a d e de uso de mecanização.
As v a r i á v e i s u t i l i z a d a s são apresentadas na Tabela 1. Pode s e r o b s e r v a d o q u e a s v a r i á v e i s 1 a 4 e s t ã o r e l a c i o n a d a s c o m a desigualdade da d i s t r i b u i ç ã o do acesso a terra. Para captar os diversos usos das terras, temos as v a r i á v e i s 5 a 12. As v a r i á v e i s 13 a 17 quantificam o grau de mecanização dos m u n i c í p i o s , enquanto que as v a r i á v e i s 22 e 23 q u a n t i f i c a m o grau de uso de insumos m o d e rn o s .
É conhecida a forte i n f l u ê n c i a que teve a modernização sobre o u s o e p r o c e d ê n c i a d a m ã o - d e - o b r a r u r a l , n o s e n t i d o d a e l e v a ç ã o d a p a r t i c i p a ç ã o d a m ã o - d e - o b r a a s s a l a r i a d a e m d e t r i m e n t o d a f a m i l i a r n a s r e g i õ e s m a i s m o d e r n i z a d a s . A s v a r i á v e i s 1 8 a 2 1 e 2 4 m e d e m e s t e a s p e c t o . T a m b é m o u s o d e f i n a n c i a m e n t o s e o g r a u d e c a p i t a l i z a ç ã o do produtor, tiveram fortes i n f l u ê n c i a s no seu grau d e m o d e r n i z a çã o , q u e s ã o c a p t a d a s pe l a s v a r i á v e i s 2 6 a 2 8 . S o m a d o aos aspectos anteriores, a a p t i d ã o dos solos quanto a sua f e r t i l i d a d e (Var 32) e p o s s i b i l i d a d e de mecanização (Var 3 3 ) , também tiveram i n f l u ê n c i a na intensidade da modernização.. Por f i m , as v a r i á v e i s 25, 29 a 3 1 , 34 e 35, ou estão l i g a d a s a p r o d u ç ã o d a s c u l t u r a s p r e d o m i n a n t e s n o e s t a d o , o u à p r o d u ç ã o an i mal . 2 . 2 A ANALISE MULTIVARIADA N ã o i r em o s a q u i d e t al h a r o m o de l o d a a n á l i s e f a t ori a l e d a a n á l i s e c l u s t e r , h a j a v i s t o q u e j á s ã o b e m c o n h e c i d a s ( J O H N S O N e W I C H E R N , 1 9 8 2 o u M O R R I S O N , 1 9 7 6 ) . B u s c a r e m o s t e c e r a l g u m a s c o n s i d e r a ç õ e s g e r a i s e a p r e s e n t a r o s r e s u l t a d o s .
Tendo em v i s t a o número elevado de variáveis ( 3 5 ) , a a n á l i s e fatorial tem a v i r t u d e de resumir em poucos fatores as p r i n c i p a i s i n f o r m a ç õ e s d e u m g r u p o d e v a r i á v e i s .
O ponto de p a r t i d a se dá de uma m a t r i z H, com 35 variáveis e 3 1 0 o b s e r v a ç õ e s :
D a m a t r i z M , o b t é m - s e u m a m a t r i z d e c o r r e l a ç õ e s s i m p l e s e n t r e a s 3 5 v a r i á v e i s , d e o n d e s ã o e n c o n t r a d a s n e s t e c a s o 7 r a i s e s c a r a c t e r í s t i c a s m a i o r e s q u e u m , o b t i d a s p e l o m é t o d o d o s componentes p r i n c i p a i s , sem introduzir uma e s t i m a t i v a p r e l i m i n a r d a c o m u n a l i d a d e . A p a r t i r d a í f o r a m e s c o l h i d o s c i n c o f a t o r e s , p e l a c a p a c i d a d e d e e x p l i c a ç ã o d e l e s d a v a r i a ç ã o t o t a l ( 7 0 , 2 0 % ) :
É a r b i t r á r i a a escolh a de 5 fatores, porém a credita- se q ue c o m e s s e n ú m e r o d e f a t o r e s t e m - s e u m a b o a e x p l i c a ç ã o d o m o d e l o , já que os c i n c o fatores explicam 70,2% da v a r i â n c i a t o t a l .
A r o t a ç ã o o r t o g o n a l d o s f a t o r e s p e l o m é t o d o V A R I M A X f o i r e a l i z a d a para f a c i l i t a r a interpretação dos c i n c o fatores, sem contudo alterar a c o n t r i b u i ç ã o r e l a t i v a a cada fator.
2 . 3 OS RESULTADOS
Na Tabela 2 são apresentados os valores (pesos) dos fatores após a rotação, que também apresenta os valores das Comunal i d a -des, ou seja, a proporção da v a r i â n c i a que é r e l a t i v a aos c i n c o fatores. Nesta tabela foram sublinhados os valores dos fatores que possuem valor absoluto maior que 0.5, p o s s i b i l i t a n d o assim a "descrição" de cada fator:
Fator 1: (Agricultura Intensiva) maior p a r t i c i p a ç ã o de lavouras temporárias, m a i s estabelecimentos com uso de força mecânica e animal/mecânica, com tratores, com colhedoras, com uso de f e r t i l i z a n t e s , com uso de agrotóxicos, m a i s financiamentos por Ha de área explorada, maior participação da lavoura de soja na área, menos uso da força animal, menor participação da mão-de-obra f a m i l i a r . Com menor nível de correlação aparecem a alta porcentagem de e s t a b e l e c i m e n t o s c o m u s o d e e m p r e i t a d a c o m fornecimento de equipamentos e grande ocorrência de solos com alta f e r t i l i d a d e natural.
Fator 2: (Desigualdade do Acesso à Terra) m a i s desigualdade no acesso à terra e maiores áreas médias dos estabelecimentos, m a i s empregados permanentes e menos mão-de-obra f a m i l i a r , menos participação das culturas de m i l h o e feijão na área total ocupada. F a t o r 3 : ( P e c u a r i z a ç ã o ) m a i s p a s t a g e n s p l a n t a d a s , m a i s
unidades a n i m a i s bovinos por Ha de área ocupada, m a i s solos mecanizáveis, menos pousio, matas natur a i s e plantadas, e tenaturnaturas pnaturodutivas não u t i l i z a -das.
F a t o r 4 : ( C a f e i c u l t u r a ) m a i s l a v o u r a s p e r m a n e n t e s e c a f é , maior participação de parceiros na força de trabalho total e maior margem bruta por área explorada.
Fator 5: (Bovinocultura de L e i t e ) maiores médias leiteiras em litros/vaca/ano, maior p a r t i c i p a ç ã o de pastagens n a t u r a i s na área total ocupada.
C o m e s s e s f a t o r e s , o b t e v e - s e u m a m a t r i z 5 x 3 1 0 , c o m o s v a l o r e s dos fatores para cada m u n i c í p i o . Para a u x i l i a r a regionalização,, d a d o o g r a n d e n ú m e r o d e o b s e r v a ç õ e s , p r o c e s s o u - s e u m a a n á l i s e C l u s t e r s o b r e o s v a l o r e s d o s f a t o r e s p a r a a s 3 1 0 o b s e r v a ç õ e s p e l o método da média, de tal sorte a agruparmos os m u n i c í p i o s com c a r a c t e r í s t i c a s d e f a t o r e s s e m e l h a n t e s .
U m a d a s c a r a c t e r í s t i c a s d o m é t o d o C l u s t e r é q u e n ã o h á u m d a d o a g r u p a m e n t o q u e d e t e r m i n e o n ú m e r o d e g r u p o s . P a r a f i n s cle;ste trabalho e tendo em v i s t a os objetivos que: se buscavam, u t i l i z o u - s e o número de o i t o regiões, que passam a ser denomina-d a s denomina-d e r e g i õ e s s ó c i o - e c o n ô m i c a s h o m o g ê n e a s .
Por f i m , ocorreu de alguns m u n i c í p i o s que por suas caracte-r í s t i c a s e caracte-r a m d e : um a d e t e caracte-rm in a d a caracte-r e gi ão , p o caracte-r é m en c o n t caracte-r a v am -s e i n s e r i d o s n o i n t e r i o r d e o u t r a r e g i ã o . C o m o o o b j e t i v o d o t r a b a -l h o é o d e t r a ç a r r e g i õ e s q u e s i r v a m d e ; s u b s t r a t o p a r a a s a ç õ e s de pesquisa e extensão r u r a i s , a v a r i a b i l i d a d e desses m u n i c í p i o s f o i i g n o r a d a e e l e s f o r a m c o n s i d e r a d o s c o m o i n t e g r a n t e s d a r e g i ã o e m q u e e s t a v a m i n s e r i d o s . A F i g u r a 1 a p r e s e n t a o m a p a d a r e g i o n a l i z a ç ã o d o E s t a d o .
De uma maneira s i n t é t i c a , as características g e r a i s dessas r e g i õ e s s ã o s
Região 1 ( L i t o r a l e A l t o R i b e i r a ) s elevada desigualdade no acesso
à t e r r a , e l e v a d a s á r e a s m é d i a s d o s e s t a b e l e c i m e n t o s , b a i x í s s i m a modernização t e c n o l ó g i c a , baixas lotação de unidades a n i m a i s por área e de produção de l e i t e , b a i x a p a r t i c i p a ç ã o de lavouras temporárias e pastagens, mas a l t a p a r t i c i p a ç ã o d e m a t a s e á r e a s em d e s c a n so/ n ã o u t i l i z a d a s , e e l e v a d o u s o d e m ã o - d e - o b r a p e r m a n e n t e .
RegiSo 2 ( C u r i t i b a e Ponta Grossa): reduzida modernização
tecno-l ó g i c a ( t r a t o r e s , a d u b o s e a g r o t ó x i c o s ) , e tecno-l e v a d a p a r t i c i p a ç ã o de pastagens naturais, de matas (naturais e plantadas), de solos com baixa f e r t i l i d a d e natural e com p o s s i b i l i d a d e de mecanização. Elevada a média quantidade de l i t r o s de l e i t e por vaca, a l t a a média p a r t i c i p a ç ã o da cultura do m i l h o e feijão. Mão-de-obra f a m i l i a r com e l e v a d a p a r t i c i p a ç ã o , c o n j u g a d a c o m m é d i a p a r t i c i p a ç ã o d a m ã o - d e - o b r a a s s a l a r i a d a p e r m a n e n t e .
RegiSo 3 ( P i t a n g a ) : b a i x a produção de l e i t e por vaca/ano, b a i x a
p a r t i c i p a ç ã o d e l a v o u r a s p e r m a n e n t e s e t e m p o r á r i a s , e d e p a s t a g e n s n a t u r a i s , b a i x o n í v e l d e m o d e r n i z a ç ã o t e c n o l ó g i c a e e l e v a d a p r e s e n ç a d e s o l o s c o m b a i x a f e r t i l i d a d e n a t u r a l .
R e g i S o 4 ( W e n c e s l a u B r a z ) : r e d u z i d a m o d e r n i z a ç ã o t e c n o l ó g i c a
(mecânica, q u í m i c a ou b i o l ó g i c a ) , moderada desigualdade no acesso à terra, reduzida p a r t i c i p a ç ã o de lavouras p e r m a n e n t e s o u d o c a f é , r e d u z i d o s n í v e i s d e u n i d a d e s a n i m a i s e quantidade de l e i t e por vaca/ano.
Região 5 (Apucarana): pequena modernização tecnológica, a l t o uso
de mão-de-obra f a m i l i a r e de tração a n i m a l , l i m i t a d a dotação de solos férteis, moderada desigualdade no acesso à terra, média a a l t a participação de lavouras de m i l h o e feijão, e pastagens plantadas»
Região 6 (Londrina, Maringá e Cascavel)! elevada modernização
tecnológica (mecânica, química e b i o l ó g i c a ) , elevada renda bruta e do valor dos bens/área, elevada desigualdade no acesso à terra, forte presença de lavouras temporárias, notadamente a soja, e em menor escala o m i l h o e feijão. Solos com alta f e r t i l i d a d e natural e p o s s i b i l i d a d e de mecanização. Média participação da mão-de--obra f a m i l i a r .
Região 7 (Sudoeste): reduzidas área média e desigualdade no
acesso à terra, elevada p a r t i c i p a ç ã o da cultura do m i l h o e feijão, e reduzida área com culturas permanentes. Reduzido grau de modernização .tecnológico, b a i x a margem bruta da produção, e elevada participação da mão-de-~obra f a m i l i a r . .
Região 8 (Paranavaí e Umuarama)! elevada presença de pastagens
plantadas e de unidades a n i m a i s (bovinos) por área, associada à b a i x a p r o d u ç ã o d e l e i t e p o r v a c a / a n o . P r e s e n ç a s i g n i f i c a t i v a de culturas permanentes, notadamente do café, e baixa presença de culturas temporárias. Reduzido nível de modernização tecnológica. Solos com alta possibilidade de mecanização. Desigualdade da d i s t r i b u i ç ã o da terra.de média a elevada, e elevada presença de mão-de--obra assalariada permanente e de parceiros»
3. CONSIDERAÇÕES FINAIS
Há grandes diferenças no processo de modernização agropecuária entre os vários m u n i c í p i o s . 0 conhecimento da diferenciação que ocorrem entre as regiões agropecuárias, são fundamentais para correto direcionamento das ações de p o l í t i c a s agrícolas. *
A análise fatorial das diversas características dos m u n i c í p i o s , mostrou-se e f i c i e n t e para fins de regionalização do Estado.
4. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
CHANG, M.Y. Tipificação dos,Produtores do Estado do Paraná. Anais do PIPSAr Campinas 1987.
HOFFMANN, R. A Dinâmica da Modernização da Agricultura e a
D i s t r i b u i ç ã o da Renda em 157 Microrregiões Homogêneas do B r a s i l . Relatório de Pesquisa, FINEP. 1992
JOHNSON e WICHERN, Applied Multivariete Statistical Analysis. Englewood Cliffs, N.J., Prentice Hall, 1982.
MORRISON, D