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ADISLEXIA

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Academic year: 2021

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(1)

A DISLEXIA

A DISLEXIA

Cristina GUERREIRO PAULO Lisete DIAS GONÇALVES

(2)

Histórico da

Histórico da

termo Dislexia

termo Dislexia

1877 : surgimento da noção de

cegueira verbal (wordblindness)

1895 : Na Escócia, o Dr.

Hinshelwood publica na revista

médica The lancet um caso de

cegueira das palavras

No seguimento desse artigo, o Dr.

Morgan diagnostica pela primeira

vez um caso de cegueira verbal

(3)

1925 : Samuel T. Orton, neurologista é

o primeiro a estudar concretamente a

dislexia

que

ele

nomeia

strephosymbolia (com o significado de

'símbolos trocados') para descrever a

sua teoria a respeito de indivíduos

com dislexia.

Dislexia é um termo criado por um

médico oftalmologista alemão, o Dr.

Rudolph Berlin, há mais de 100 anos,

para nomear uma dificuldade em

leitura apresentada por um de seus

pacientes.

(4)

Etimologia

Etimologia

(do grego e do latim)

- Dis = distúrbio

(5)

Definição

Definição

A dislexia é uma incapacidade, uma dificuldade especifica da aprendizagem de origem neurobiológica que tem na sua origem um défice fonológico, isto é, uma dificuldade em entender a correspondência entre os sons da linguagem oral e as letras do alfabeto. Pode ser adquirida ou de desenvolvimento.

(6)

Dislexia adquirida :

Dislexia adquirida :

– provocada por um traumatismo

ou lesão.

Dislexia de desenvolvimento :

– devido a um problema

específico de maturação, que

pode ser corrigido ou atenuado

após uma intervenção adequada

e atempadamente.

(7)

Dislexia auditiva

Dislexia auditiva

dificuldades de integração letra -

som, onde a soletração não se

assemelha

à

palavra

lida,

substituição semântica frequente,

com alteração de uma palavra por

outra de sentido semelhante.

(8)

Dislexia

Dislexia

visual

visual

Caracteriza-se por dificuldades de descodificação

de sons associados a letras. Os principais sintomas são:

 trocas de fonemas e grafemas;

 alterações na ordem das letras e sílabas;  omissões e acréscimos;

 substituições de palavras por sinónimos, ou

trocas de palavras por outras visualmente semelhantes.

 permutas semânticas, com mutação de uma

(9)

Dislexia visuoauditiva

Dislexia visuoauditiva

Caracteriza-se principalmente por

deficiência na leitura, não atingindo a

capacidade de escrita.

Os principais sintomas são:

inabilidade de leitura muito acentuada;

dificuldades a nível da análise fonética

das palavras, bem como na apreensão

de letras e palavras completas.

(10)

Dislexia Audiolinguística

Dislexia Audiolinguística

Caracteriza-se por perturbações articulatórias, problemas em denominar e qualificar objectos e erros nos processos de leitura e escrita.

Os principais sintomas são:

leitura silabada;

inexistência de pontuação e acentuação

adequadas;

inversões cinéticas, provocando dificuldades

de compreensão (ex. par em vez de pra);

não descriminação auditiva de palavras com

sons semelhantes levando a representações gráficas incorrectas (ex. traço em vez de braço);

dificuldade na correspondência entre

(11)

Dislexia Visuoespacial

Dislexia Visuoespacial

Caracteriza-se por dificuldades na

orientação direita – esquerda, problemas no reconhecimento de objectos familiares pelo tacto (agnosia digital) e lacunas na codificação da informação visual. QI

verbal é superior ao da realização. Os principais sintomas são:

leitura silábica e precipitada, originando

invenções de palavras que não constam no texto;

escrita de fraca qualidade no que diz

respeito a forma, tamanhos e margens;

inversões de letras e palavras; escrita invertida ou em espelho.

(12)

Prognóstico

Prognóstico

 Antecedentes familiares: É necessário

verifica se existe algum familiar directo com dislexia.

 Atraso na aquisição da linguagem oral.

Dificuldade em falar com clareza.

 Confusão no vocabulário que diz respeito à

orientação espacial.

 Confusão na pronunciação de palavras que

se assemelham atendendo à sua fonética.

 Dificuldade em nomear coisas, pois não é

capaz de recordar o nome que se lhe atribui.

(13)

Diagnóstico

Diagnóstico

Para que o diagnóstico seja satisfatório

precisa ser realizado por uma equipe multidisciplinar de profissionais, tais como: psicopedagogos, neuropediatras, psicólogos entre outros;

É um diagnóstico clínico que tem como

base uma síntese cuidadosa de informações do histórico escolar da criança (ou do adulto), das observações de sua fala e leitura e dos testes aplicados;

Deve ser considerado também o histórico

familiar e o histórico das fases do seu desenvolvimento, verificando se houve algum atraso na aquisição da linguagem.

(14)

Características

Características

Pré-escola

Dispersão;

Fraco desenvolvimento da atenção;

Atraso no desenvolvimento da fala

e da linguagem;

Dificuldade em aprender rimas e canções;

(15)

Idade Escolar

Idade Escolar

Dificuldades

na

aquisição

e

automação da leitura e escrita, ao

copiar de livros e quadros, em

manusear mapas, dicionários, listas

telefónicas, na coordenação motora

fina e/ou grossa, em decorar

sequências, em nomear objectos e

pessoas, em dar instruções, recados,

na

matemática

e

desenho

geométrico.

(16)

Outras características

Outras características

Inversão total ou parcial de palavras

e números (ex: sol – los);

Substituição de palavras por outras

de estrutura mais ou menos similar

ou criação de palavras com

significado diferente (ex: travessa –

atravessava);

Adições ou omissões de sons, sílabas

ou palavras;

(17)

Dificuldade em soletrar e escrever

correctamente;

Limitações na leitura e escrita ,com

muitos erros ortográficos e uma

qualidade da caligrafia bastante

deficiente;

Dificuldade na compreensão de

textos;

Velocidade de leitura mais lenta, com

omissões de linhas do texto e/ou sons;

(18)

Confusão de letras com grafia

similar,

mas

com

diferente

orientação no espaço (ex: b e d;

ajuda – aduja)

Dificuldade em diferenciar letras que

possuem um ponto de articulação

comum

e

cujos

sons

são

acusticamente próximos (ex: d – t);

Problemas na distinção entre a

direita e a esquerda e dificuldades

de coordenação motora;

(19)

Dificuldade de concentração e

períodos de atenção mais curtos;

Dificuldade de memória imediata ou

dificuldades na memorização visual

de objectos, palavras ou letras;

Dificuldade em aprender séries

(como por exemplo os dias da

semana) e em relacionar

cronologicamente os

acontecimentos.

(20)

Incapacidade de

aprender e recordar

palavras visionadas;

Falta de organização a

nível de materiais;

Não exibem prazer na

leitura;

Falta de destreza

manual;

Dificuldade em aplicar

o que foi lido a

situações sociais ou

de aprendizagem.

(21)

Processo de reeducação :

Processo de reeducação :

A importância da escola e da

A importância da escola e da

família

família

Cabe a escola e ao professor

fomentar:

- A auto-estima da criança.

- Trabalhar o seu lado afectivo/emocional,

dando um reforço positivo.

- Não deixar que outras crianças gozem com

o seu problema e levá-las a compreender o problema de criança disléxica de forma a que eles próprios a possam ajudar.

(22)

Cabe a família ser:

-

O suporte afectivo da criança

disléxica.

-

Paciente perante os esquecimentos

da criança.

-

Não compará-la nunca com outras

crianças da mesma idade, pois

reforça o seu conceito de

inferioridade / incapacidade.

-

Não devem superproteger a criança

porque tira-lhe a iniciativa própria e

capacidade de ser autónoma.

(23)

Como interceder com o

Como interceder com o

aluno disléxico na sala de

aluno disléxico na sala de

aula?

aula?

Colocar o aluno numa das carteiras mais

próximas do professor para que este possa

“vigiar” a atenção e dificuldade do aluno.

Eliminar possíveis focos de distracção

(materiais desnecessários, janelas, colegas

desconcentrados, barulhos…)

Organizar os materiais de trabalho do

aluno(organização da pasta, esquemas de

cores, pastas de arquivos de trabalhos

(24)

Aulas de apoio individualizado (tendo

em conta as dificuldades mais

relevantes apresentadas pelo aluno.)

Tomar uma atitude de “reforço

positivo” junto do aluno, valorizando

mais os progressos que as falhas.

(25)

Testes aplicados

Testes aplicados

Teste do desenho da figura

humana

A idade mental corresponde a

(26)

Diagnóstico informal de

linguagem escrita (foi

aplicado a leitura)

1º Texto: Uma boleia inesperada

2º Texto: Uma tarde perto do mar

(27)

Teste de avaliação

Teste de avaliação

qualitativa da escrita

qualitativa da escrita

Troca, omite e acrescenta letras,

na escrita de frases;

Não sabe fazer a sequência

correcta do abecedário, omitindo

algumas letras e trocando a

(28)

Teste de reversibilidade

Teste de reversibilidade

Realizou o teste mas apenas

falhou numa figura, no entanto,

tem dificuldade em diferenciar a

direita da esquerda.

(29)

Conclusão

Conclusão

Pais , professores e terapeutas

devem trabalhar em conjunto

para o sucesso da criança.

Deve ser trabalhado o seu lado

afectivo e emocional.

Caso apresentado:

Concluímos que a criança

apresenta sinais de dislexia

através dos aplicados.

Referências

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