Esses capítulos, acima de tudo, ensinam claramente a santidade de Deus. Eles enfatizam seu compromisso com a pureza e a justiça e mostram o julgamento do pecado. Vemos essas coisas de muitas formas: Abraão apela para a santidade de Deus (1 8.25); Jacó confessa seu desmerecimento (3 2 .1 0 ); e este também perdoa a idolatria (35.2-4 ); e Deus derruba os filhos perversos de Judá (38.7,10). O povo particular de Deus deve ser santo como Ele é.
Na segunda parte de Gênesis, a passagem de Sodoma e Gomorra é a que evidencia mais vividamente a santidade de Deus e sua condenação do pecado. Com
certeza, as armas de destruição em massa inventadas pela era moderna não tornam os números dessa passagem mais modestos. A destruição de Deus é total:
Então, o Senhor fez chover enxofre e fogo, do Senhor desde os céus, sobre Sodoma e Gomorra [...]
E Abraão levantou-se aquela mesma manhã de madrugada [...]. E olhou para Sodoma e Gomorra e para toda a terra da campina; e viu, e eis que a fumaça da terra subia, como a fumaça duma fornalha (Gn 19 .24,27 ,28).
De acordo com a Bíblia, parece que não temos direitos supremos. Nossos direitos são inalienáveis diante dos outros seres humanos. No entanto, diante de quem nos criou não temos direitos supremos.
Todavia, Deus não demonstra sua santidade apenas por meio de seus julga mentos exteriores, seu povo particular é chamado a internalizar a sua santidade. Assim, Abraão e sua descendência são chamados a permanecer distintos das nações circunvizinhas. Deus proíbe, em especial, o casamento com os cananeus.5 E é quase certo que a família de Abraão não gostasse das cananéias. Abraão e Isaque andaram longas distâncias a fim de conseguir esposas não-cananéias para seus filhos. Algumas dessas passagens que relatam a busca por esposa são surpreendentes.
Por que Deus se opunha tanto ao casamento inter-racial? Não creio que tenhamos qualquer base para deduzir isso. Como se torna mais e mais evidente à medida que a história bíblica se desdobra, Deus sabia que o casamento entre israelitas e estrangeiros traria um problema principal: os estrangeiros levariam seu povo a adorar deuses estrangeiros. Por isso, Ele se opunha a esses casamentos, e aconteceu exatamente o que Ele previu. Israel não podia ser o povo particular de Deus se adorasse outros deuses. Portanto, Ele proibiu com energia o casamento inter-racial.
Além disso, Deus queria restaurar sua santidade e seu caráter em seu povo. Originariamente, Ele criara o homem para não ser pecador (assassino, idólatra e adúltero), mas para ser santo (amoroso e fiel a Deus e comprometido com uma esposa). Assim, Deus enfatizou certas verdades da criação quando começou a obra de restauração: o casamento é para um homem e uma mulher, e o casal deve unir-se na adoração do único Deus verdadeiro. Uma forma de ajudar seu povo a recuperar essas verdades era a proibição de casamento inter-racial.
Você percebe que ser humano não quer dizer ser pecador, não é mesmo? As vezes, as pessoas entendem errado o sentido de depravação e a equiparam à humanidade e aos efeitos da Queda inerentes ao ser humano, como na frase: “Bem, ele é apenas humano”. Mas essa equiparação está errada. Ser um homem
caído quer dizer ser pecador. Houve uma época em que Adão e Eva não eram pecadores, apesar de serem seres humanos. E, no céu, seremos pessoas isentas do pecado. Jesus também era totalmente humano, mas não pecador. Ele era santo. Viveu o tipo de vida que Deus pretende que vivamos, e que podemos viver, de modo crescente, pela obra de seu Espírito Santo. Assim, o Senhor chama-nos para levar uma vida distinta, de pureza sexual. Não devemos dormir com quem não seja nosso cônjuge. Nem devemos casar com uma pessoa que não seja, de forma manifesta, um crente sincero em Cristo. Isso faz parte do chamado à santidade que o Senhor faz para nós cristãos.
Nós, como igreja, queremos encorajar o crescimento em santidade. Assim como Paulo disse, o encorajamos a examinar a si mesmo antes de ir à mesa do Senhor. Você já deve ter observado, se freqüenta nossa igreja, que sempre anunciamos a ceia do Senhor com uma semana de antecedência. Fazemos esse anúncio por medo de que as pessoas esqueçam? Não, há anos fazemos a ceia todo primeiro domingo de cada mês. Antes, a anunciamos como um chamado ao arrependimento e à fé. Percebemos que como povo particular do Senhor, nós, os chamados pelo seu nome, não podemos permitir que persista em nossa vida qualquer pecado sem arrependimento, quer de imoralidade sexual, quer de qualquer outro tipo. Permitir um pecado sem arrependimento em nossa vida lança mentira sobre o Deus que nos chamou e faz com que o mundo se engane sobre quem Ele é. O Senhor está comprometido com sua santidade e com a de seu povo particular.
A M isericórdia de D eus
Como vimos na segunda metade de Gênesis, o comprometimento de Deus com a santidade não elimina sua misericórdia. N a verdade, se na segunda metade do livro parece intensificar-se a manifestação da sua santidade, o mesmo ocorre com sua misericórdia. Por exemplo, encontramos mais exemplos da “lembrança” misericordiosa do Senhor. Em meio ao terrível julgamento de Sodoma e Go- morra, Deus é misericordioso com Ló e sua família (19.16 ), fato que o autor do livro resume com o uso dessa linguagem de rememoração: “E aconteceu que, destruindo Deus as cidades da campina, Deus se lembrou de Abraão e tirou Ló do meio da destruição, derribando aquelas cidades em que Ló habitara” (19.29). Logo depois da morte de Abraão, a amada esposa de seu neto Jacó, Raquel, não podia ter filho. Contudo, lemos: “E lembrou-se Deus de Raquel, e Deus a ouviu, e abriu a sua madre. E ela concebeu, e teve um filho [...] José” (30.22-24).
Ao longo das histórias desse livro, Deus deixa claro como cristal que Abraão e seus filhos serão especiais apenas por crerem nEle. Eles não podem fazer nada por conta própria. No capítulo 15, Ele deixa isso claro ao fazer uma aliança com Abraão. O Senhor, e apenas Ele, declara a aliança (1 5.17,18), enfatizando com
isso que Ele, e apenas Ele, a cumprirá. A aliança não depende de Abraão. No ca pítulo 22, essa assimetria fica até mais clara quando, anos mais tarde, Deus chama Abraão a fim de que sacrifique Isaque, seu filho esperado havia anos. Enquanto preparavam o lugar para o sacrifício, Isaque perguntou ao seu pai onde estava o cordeiro para o holocausto. Talvez Abraão tenha dado uma resposta melhor do que tinha consciência: “Deus proverá para si o cordeiro para o holocausto, meu filho” (22.8). O Senhor providenciou o cordeiro, como também providenciaria depois o Cordeiro de Deus, seu Filho unigénito. O chamado de Deus para Abraão e sua obra entre os filhos deste deveram-se totalmente à graça e à misericórdia dEle. Em Gênesis, seu povo não merece nada.
Na verdade, ao longo da Bíblia, essa é a história do povo de Deus e da sua igreja hoje. Somos redimidos pela graça! Na igreja, não nos reunimos como uma socieda de de aperfeiçoamento moral com a finalidade de considerar nossas virtudes e de demonstrar aos de fora da igreja condescendência. Reunimo-nos como aqueles que reconhecem que são redimidos apenas pela graça do Senhor. Assim, no capítulo 18, quando Judá dormiu pecaminosamente com sua nora — uma história de mau gosto — , o Senhor, em sua graça, redime a conseqüência disso. Em Mateus 1.3 ensina que a união deles foi um dos muitos concubinatos pecaminosos por meio do qual Jesus, a semente prometida de Abraão, veio ao mundo. Isso não quer dizer que estava tudo bem com a ação de Judá. Não estava. Todavia, Deus usou-a para demonstrar sua incrível misericórdia e maravilhosa graça. Ele pega as piores situações da vida dos chamados pelo seu nome e as trabalha para o nosso bem.
Espero que você perceba que fazer parte do povo de Deus — ser salvo — não é algo que podemos fazer por nós mesmos. Você percebe, se conhece bem a si mesmo, que apenas o Senhor pode salvá-lo. E que você, se fosse deixado por conta própria, seria tão imoral quanto Judá, tão falaz quantò Abraão, tão deses perado quanto Raquel. Não podemos nos salvar mais do que Ló seria capaz de deixar Sodoma, ou Abraão sairia por conta própria de sua terra natal. Somos o povo de Deus apenas porque Ele nos chamou a sair de nossos pecados horríveis e de nossas situações confusas.
E louvemos a Deus por ter feito isso! Louvemos a Ele por não ter deixado que, no fim, seu povo fosse governado pelo pecado! Louvemos a Ele por ter providenciado um sacrifício para os pecados de seu povo que nunca podería mos prover por nós mesmos. A justiça do Senhor não será totalmente satisfeita mesmo que você morra para os seus pecados. Seus pecados ofenderam um Deus infinitamente santo e justo, e você merece mais que uma morte que dure apenas um momento. Louve a Deus por Ele ter sacrificado seu Filho imaculado, Jesus Cristo. Jesus morreu na cruz para levar sobre si todos os pecados daqueles que, mais tarde, o aceitariam e creriam nEle.
Oro para que você tenha conhecido o perdão e a incrível bênção do Senhor. Por isso, estimulo que os membros de nossa igreja voltem nas noites de domingo para se reunir uma segunda vez no Dia do Senhor. Entre outras coisas, esse é o momento da semana em que ouvimos os testemunhos da sua graça na vida de outra pessoa, a fim de trazer glória para o nome de Deus e para nos encorajar. O Senhor é gracioso e misericordioso.
A Soberania de D eus
Nessa segunda parte de Gênesis, que enfatiza a obra do Senhor no meio de seu povo particular, também vemos com mais clareza a sua soberania. Talvez você se pergunte: “Como podemos ver com mais clareza a soberania de Deus do que na criação, na Queda, no dilúvio e na destruição de Babel?” Bem, pode não aparecer de forma tão dramática, mas torna-se mais específica. Como Deus poderia realizar seu plano de salvação para ter um povo seu se não fosse soberano? Ao longo desses capítulos, vemos o trabalho soberano de Deus. Ele escolheu Abraão, não o irmão deste, Naor. Ele escolheu Isaque, não Ismael. Jacó, não seu irmão Esaú. Ele proibiu que o rei Abimeleque demonstrasse sua afeição por Sara, esposa de Abraão (20.6). E esse Deus soberano quem diz para Abraão: “Saibas, decerto, que peregrina será a tua semente em terra que não é sua; e servi-los-á e afligi-la-ão quatrocentos anos. M as também eu julgarei a gente à qual servirão, e depois sairão com grande fazenda” (1 5.13,14). Nos capítulos iniciais de Êxodo aprendemos que Ele sempre estava certo, em todos os aspectos. Nos grandes e nos pequenos assuntos. Esse Deus reina.
A soberania do Senhor ressalta-se de forma mais proeminente na história de José, que ocupa os capítulos finais de Gênesis. Deus diz tanto a faraó como a José algo a respeito do fúturo, porque Ele o controla. E esses capítulos finais do livro apresentam exatamente o que Ele prometeu. O seu plano para que José irritasse os irmãos, levando-os a vendê-lo para os egípcios. Seu plano de que José fosse vendido para casa de Potifar tanto para demonstrar sua capacidade como para que a esposa deste levantasse uma falsa acusação contra José, pois o Senhor sabia como ela era. O fato de José ser preso e, assim, ter a oportunidade de ficar conhecido como interpretador de sonhos, o que o distinguiria diante do faraó e, por causa disso, recebesse autoridade para que o Egito tivesse alimento; e, para que, depois, seus irmãos viessem ao Egito em busca de alimento. Você vê com que cuidado Deus planeja tudo? È incrível! O Senhor cuida de tudo, desde o menor detalhe até as maiores realizações, a fim de mostrar sua glória. Como Ele arranja tudo com cuidado para cumprir as promessas que fez a Abraão.
Você acha que José enxergou tudo isso? Creio que ele viu uma boa parte disso pela fé, algo que aprendemos em algumas das mais incríveis palavras da Bíblia.
Por volta do capítulo 41, José praticamente tem autoridade absoluta no Egito. No capítulo 45, os irmãos, que bateram nele e o venderam como escravo, estão diante dele, totalmente sob o seu poder. Ninguém pode dizer a José para que não faça o que quiser com eles. Ele é a lei da terra. Bem, talvez você ache que conseguiu fazer avanços piedosos em seu coração em relação à vingança. M as e se você tivesse totalmente sob seu controle as pessoas que bateram em você e o venderam como escravo? Observe o que José disse aos irmãos: “Pelo que Deus me enviou diante da vossa face, para conservar vossa sucessão na terra e para guardar-vos em vida por um grande livramento. Assim, não fostes vós que me enviastes para cá, senão Deus, que me tem posto por pai de Faraó, e por senhor de toda a sua casa, e como regente em toda a terra do Egito” (45.7,8). Vários capítulos adiante Jacó morre e, mais uma vez, os irmãos temem que ele se vin gue deles. E, novamente, quando ficam de pé diante dele, José diz: “Vós bem intentastes mal contra mim, porém Deus o tornou em bem, para fazer como se vê neste dia, para conservar em vida a um povo grande” (50.20).
Se alguém que não conhece a Deus está acompanhando este estudo, devo lhe informar que é preciso que você tenha o cuidado de não cometer o erro de subestimá-lo. O Senhor é soberano sobre a natureza e sobre as nações, sobre a minha e a sua vida. Ele é o Criador deste mundo. E mostrou sua soberania até mesmo sobre a morte, ao ressuscitar Jesus Cristo. Podemos ignorá-lo por algum tempo, mas não evitá-lo para sempre. Lembre-se disso! Se você não conhece ao Senhor pela fé em Cristo, saiba que pode conhecê-lo e que, quando fizer isso, terá confiança nesse Deus e coragem no serviço a Ele. Você pode crer nas palavras do Senhor e obedecer às suas instruções.
Amigo cristão, de todas as pessoas, nós, como o seu povo particular, devemos saber isto: nossa igreja deve distinguir-se por tratar a Deus com a reverência que Ele merece como Criador, e Senhor, e Juiz. Não podemos tratá-lo com casuali dade. Não precisamos tratá-lo com preocupação, mas com confiança; não com tristeza, mas com alegria. Nós sabemos quem e como Ele é. Já vimos algo de sua graça em nossa vida e na dos que congregam conosco. Nosso Deus é o Senhor soberano do mundo, o Criador Todo-poderoso e nosso Redentor. O Espírito doador de vida que, em Gênesis I, por meio de sua Palavra, chamou a vida do caos, é o mesmo que, por sua Palavra, chamou a vida espiritual do caos existente em minha alma e na sua, se você for cristão. Esse é o Deus a quem servimos.
Nossa Resposta: O bediência e Fé
Como podemos ter uma vida assim? Respondendo como Abraão: em obe diência e em fé. Como vimos, o escritor de Hebreus afirma que Noé agiu pela fé. Todavia, em nenhuma outra passagem do Antigo Testamento, a justificação
apenas pela fé aparece de forma tão evidente como na vida de Abraão — pelo menos, é o que escritor do Novo Testamento declara. Romanos 4 e Gálatas 3 são os capítulos do Novo Testamento que se devotam, de forma mais clara e mais cuidadosa, à justificação apenas pela fé. Paulo aponta para Abraão e a fé deste, não para Moisés, Davi ou Malaquias. Paulo menciona especificamente a afirmação de Gênesis 15.6: “E creu ele no Senhor, e foi-lhe imputado isto por justiça”. Se você faz anotações em sua Bíblia, esse é um versículo que deveria ser destacado. De acordo com a prática do Novo Testamento, esse é um dos versí culos mais importantes do Antigo Testamento. Ele é citado diversas vezes.6 Por quê? Porque esse é o início da nossa fé.
Ao longo da história, dos capítulos 12— 25, Abraão ouve a palavra de Deus, crê e a obedece. Ele obedece quando o Senhor lhe diz para deixar a casa do pai em Harã (12.1,4). Ele creu na promessa do Senhor de que lhe daria descendência, de que a abençoaria e de que a multiplicaria muito, mesmo sendo Abraão já de idade avançada (12.2; 15.1-6; 17.2,6; 18.10; 21.2-5). Ele creu na promessa do Senhor de que lhe daria uma terra (13.15; 15.18-21; 17.8). E obedeceu à ordem de circuncidar a si mesmo e a sua descendência como uma confirmação da aliança (17.10,23). Contudo, no capítulo 22, observamos a fé de Abraão de forma mais clara quando diz a Isaque que Deus providenciaria o sacrifício (22.8), não temos motivo para crer que Abraão soubesse que, no fim, o Senhor providenciaria o carneiro (22.13). O seu filho fez apenas uma pergunta não-teológica: “Eis aqui o fogo e a lenha, mas onde está o cordeiro para o holocausto?” Ao que tudo indica, Abraão pensava que Deus providenciara o sacrifício, e este era Isaque. Abraão planejava dar a vida de seu único filho a Deus como lhe fora ordenado. Como ele poderia fazer isso? M ais uma vez, o escritor de Hebreus ajuda-nos:
Pela fé, ofereceu Abraão a Isaque, quando foi provado, sim, aquele que recebera as promessas ofereceu o seu unigénito. Sendo-lhe dito: Em Isaque será chamada a tua descendência, considerou que Deus era poderoso para até dos mortos o ressuscitar (Hb II. 17-19).
Esse era o tipo de fé que Abraão tinha. Ele conhecia seu Deus e tinha fé que seu filho seria ressuscitado depois que cumprisse a ordem de matá-lo. Ele sabia que aquEle que criara o mundo e a vida tinha poder para trazer seu filho de volta à vida. Isso é conhecer a Deus e tomá-lo pela sua palavra! Apenas essa fé salva! Louvemos o Deus que deu a Abraão esse conhecimento e relacionamento íntimo sobre Ele.
Nosso Criador é Santo e Perfeito e nos fez a sua imagem. Todavia, nós pe camos e nos separamos dele por isso. Trouxemos o seu julgamento justo sobre
nós. Por mais difícil que seja sua vida asseguro-lhe que ainda não vivenciou o completo julgamento de seus pecados pelo Senhor, como o enfrentará se perma necer afastado da fé em Cristo. Você estará completamente perdido a menos que, como Abraão e Noé, deixe o seu pecado e volte-se para a justiça. Abandone seu próprio juízo e volte-se para Deus e comece a crer nEle e em sua Palavra.
Deus veio em Cristo e suportou a sua própria ira contra o pecado por meio de sua morte na cruz, a morte substitutiva por todos que crêem nEle. Você fará isso? Você aceitará a Cristo? Creia nas promessas de Deus, em Cristo, confie nEle e encontre a vida! O Senhor enviou nossa cura em Cristo porque não podemos curar a nós mesmos. Contudo, temos de crer e de obedecer. Tenha confiança na verdade da Palavra do Senhor! Seja cuidadoso em obedecer às ordens dEle!
Co n c lu s ã o
No início do capítulo mencionamos: “Fracos germes e começos”. E em Gênesis vemos princípios e “fracos [...] começos”, certo? Vimos o Deus auto- existente criando o mundo e a humanidade. Vimos o início de nossos problemas e da nossa fé. Esse livro apresenta a raça humana pecadora e a fé cristã.
Em tudo isso, parece que Deus trabalha por meio de “fracos germes e co meços”. Nesse livro, você notou que as cidades ricas e poderosas são julgadas? Pense em Sodoma e Gomorra com seus ricos negociantes, ou em Babel com seus habilidosos construtores. O Senhor julgou-as e escolheu abençoar o mundo por meio da família nômade do Oriente Médio, em vez de por intermédio deles. Asseguro-lhe que você nunca ouviu a respeito de um período de música ou de arquitetura abraâmicas. Ele e sua família eram nômades! Deus não iniciou seu incrível plano de salvação por meio de civilizações como a da China, ou da índia, ou do Egito. Ele o iniciou com uma família migrante. Foi assim que o Senhor escolheu abençoar o mundo.
Se você já leu todo o Livro de Gênesis também notou que em todas as gene alogias e registro de filhos e filhas mencionam-se apenas três mulheres estéreis. Sara, esposa de Abraão (Gn 11.30), era estéril, porém Deus abriu seu ventre, e ela teve Isaque quando já era velha. Rebeca, esposa de Isaque, também era estéril (25.21). Todavia, o Senhor fez com que tivesse Jacó e Esaú. E Raquel, esposa de Jacó, era estéril (2 9.31), mas o Senhor fez com tivesse José e Benjamim. O Senhor prometeu que Abraão seria pai de uma grande nação. No entanto, as