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PARA OS EXERCÍCIOS FINDOS

ATIVIDADES DE FINANCIAMENTO Recebimentos provenientes de:

1. POLÍTICAS CONTABILÍSTICAS

1.2. Bases de consolidação

a) Empresas controladas

Estas demonstrações financeiras consolidadas incorporam as demonstrações financeiras da Empresa e das entidades controladas por si e pelas suas subsidiárias. Entende-se que existe controlo quando a Empresa (i) tem poder sobre a participada; (ii) está exposto a e/ou tem direito a retornos variáveis em resultado do seu envolvimento com a participada; (iii) tem a capacidade de utilizar o poder atrás referido para influenciar os retornos da participada. Sempre que se verificam alterações em algum destes três elementos relativamente a uma participada, a Empresa reavalia a existência de controlo sobre a mesma.

A Empresa controla uma participada mesmo que não detenha a maioria dos seus direitos de voto quando, em virtude dos direitos de voto detidos e/ou de eventuais acordos celebrados, tenha a capacidade prática de dirigir as atividades relevantes da participada de forma unilateral. As participações financeiras em entidades controladas (incluindo entidades estruturadas ou SPV) são incluídas nas demonstrações financeiras consolidadas pelo método da consolidação integral a partir do momento em que é adquirido controlo por parte da Empresa. Consequentemente, os resultados das entidades cujo controlo foi adquirido ou perdido durante o exercício estão incluídos nas demonstrações dos resultados, respetivamente, desde a data de obtenção de controlo ou até à data em que o mesmo foi cedido.

O resultado líquido e os demais elementos do outro rendimento integral e do capital próprio das entidades controladas correspondente à participação de terceiros nas mesmas (interesses que não controlam) são apresentados na demonstração da posição financeira consolidada e na demonstração consolidada dos resultados e do outro rendimento integral em rubricas específicas de interesses que não controlam.

O rendimento integral das entidades controladas é atribuído aos proprietários do Grupo e aos interesses que não controlam, mesmo que a situação resulte num saldo deficitário destes últimos. Quando necessário, são feitos ajustamentos às demonstrações financeiras das entidades controladas, de modo a que as suas políticas contabilísticas sejam coincidentes com as do Grupo. As transações (incluindo dividendos) e os saldos entre empresas do Grupo são eliminados no processo de consolidação.

As entidades controladas (incluídas nestas demonstrações financeiras pelo método de consolidação integral) encontram-se detalhadas no Apêndice A ao presente anexo.

b) Empresas associadas

Os investimentos em empresas associadas (empresas onde o Grupo exerce uma influência significativa mas não detém o controlo das mesmas através da participação nas decisões financeira e operacional da associada – geralmente investimentos representando entre 20% e 50% do capital de uma empresa) são registados pelo método da equivalência patrimonial, estando incluídos na rubrica “Investimentos financeiros em empresas associadas e conjuntamente controladas”. De acordo com o método da equivalência patrimonial, as participações financeiras são inicialmente registadas pelo seu custo de aquisição, sendo este ajustado posteriormente:

Pelo valor correspondente à participação do Grupo no rendimento integral (incluindo o resultado líquido do exercício) das associadas – por contrapartida de outro rendimento integral do Grupo ou de ganhos ou perdas do exercício, conforme aplicável;

É efetuada uma avaliação dos investimentos em associadas quando existem indícios de que o ativo possa estar em imparidade, sendo registada uma perda na demonstração dos resultados sempre que tal se confirme. A quantia recuperável dos investimentos em associadas é, para este fim, determinada de acordo com o disposto na IAS 36. Quando as perdas por imparidade reconhecidas em períodos anteriores deixarem de existir, estas são objeto de reversão (com registo do correspondente ganho na demonstração dos resultados). As perdas por imparidade são registadas como uma dedução à quantia escriturada dos investimentos.

Quando a proporção do Grupo nos prejuízos acumulados da associada excede o valor pelo qual o investimento se encontra registado, o investimento é relatado por valor nulo enquanto o capital próprio da associada não for positivo, exceto quando o Grupo tenha assumido compromissos para com a associada, registando, nesses casos uma responsabilidade, para fazer face a essas obrigações.

Os ganhos não realizados em transações com associadas são eliminados proporcionalmente ao interesse do Grupo na associada por contrapartida do investimento nessa mesma associada. As perdas não realizadas são similarmente eliminadas, mas somente até ao ponto em que a perda não evidencie que o ativo transferido esteja em situação de imparidade.

Sempre que necessário, são efetuados ajustamentos às demonstrações financeiras das associadas para adequar as suas políticas contabilísticas às utilizadas pelo Grupo.

Os investimentos financeiros em empresas associadas encontram-se detalhados no Apêndice A ao presente anexo.

c) Empreendimentos conjuntos

Empreendimentos conjuntos são acordos conjuntos em que as partes que têm o controlo conjunto do acordo têm direitos sobre os ativos líquidos do mesmo. Controlo conjunto é a partilha contratualmente acordada de controlo, que existe apenas quando as decisões sobre as atividades relevantes exigem o consentimento unânime das partes que compartilham o controlo. Os interesses financeiros em empreendimentos conjuntos são incorporados nas demonstrações financeiras consolidadas através do método da equivalência patrimonial descrito na alínea b) atrás. Os investimentos financeiros em entidades conjuntamente controladas encontram-se detalhados no Apêndice A.

d) Operações conjuntas

Operações conjuntas são acordos conjuntos em que as partes que têm o controlo conjunto têm direitos sobre os ativos e obrigações perante os passivos, relativos ao acordo. Controlo conjunto é a partilha contratualmente acordada de controlo, que existe apenas quando as decisões sobre as atividades relevantes exigem o consentimento unânime das partes que compartilham o controlo.

Quando uma entidade do Grupo desenvolve as suas atividades no âmbito de operações conjuntas, o Grupo como um operador conjunto reconhece em relação ao seu interesse numa operação conjunta:

Os seus ativos, incluindo a sua parte de quaisquer ativos detidos conjuntamente;

Os seus passivos, incluindo a sua parte de quaisquer passivos incorridos conjuntamente;

A sua quota de receitas provenientes da venda da produção pela ação conjunta;

e) Concentrações de atividades empresariais

As concentrações de atividades empresariais são registadas de acordo com o método da compra. O custo da concentração é apurado ao justo valor, consistindo na soma, na data da aquisição do controlo, de: (i) justo valor dos ativos transferidos pelo Grupo; (ii) justo valor das responsabilidades assumidas pelo Grupo em resultado da aquisição do controlo; e (iii) justo valor dos instrumentos de capital próprio emitidos pelo Grupo em troca da aquisição de controlo. Os gastos relacionados com concentrações de atividades empresariais são registados em resultados quando são incorridos.

Na data da aquisição do controlo, os ativos e passivos identificáveis adquiridos são mensurados ao seu justo valor, podendo tal mensuração ser concluída no prazo de doze meses após a referida data. O excesso do custo da concentração acrescido do justo valor de eventuais interesses previamente detidos na entidade adquirida e do valor atribuído aos interesses sem controlo relativamente ao justo valor dos ativos e passivos identificáveis adquiridos é reconhecido como goodwill. Caso o referido diferencial seja negativo, o mesmo é reconhecido como rendimento do exercício na rubrica “Outros rendimentos” após reconfirmação do justo valor atribuído aos ativos e passivos identificáveis adquiridos. O Grupo opta, numa base casuística, pelo cálculo do valor dos interesses sem controlo (i) de acordo com a sua proporção no justo valor dos ativos, passivos e passivos contingentes adquiridos, ou (ii) de pelo seu justo valor. Até 1 de janeiro de 2012, os interesses sem controlo eram valorizados exclusivamente de acordo com a correspondente proporção no justo valor dos ativos e passivos adquiridos.

O valor dos pagamentos contingentes futuros, caso existam, é reconhecido como passivo no momento da aquisição do controlo pelo seu justo valor, sendo que qualquer alteração ao valor reconhecido inicialmente é registada por contrapartida da quantia escriturada do goodwill, desde que ocorra dentro do período de remensuração (12 meses após a data da aquisição) e se estiver relacionada com eventos anteriores à data de aquisição. Caso contrário será registada por contrapartida de resultados.

De igual forma, a aquisição de participações em empresas associadas é registada pelo método da compra. Qualquer excesso/défice do custo de aquisição face ao justo valor dos ativos e passivos identificáveis das associadas na data de aquisição é reconhecido, respetivamente, como goodwill (sendo adicionada ao valor do investimento), ou como um rendimento na demonstração dos resultados do exercício na rubrica “Ganhos/(perdas) em empresas associadas e conjuntamente controladas” (neste último caso, após a devida reconfirmação do justo valor dos ativos e passivos identificáveis).

f) Outras alterações em interesses em entidades controladas

A aquisição de interesses em entidades já controladas é considerada uma transação entre detentores do capital que, consequentemente, não dá origem ao reconhecimento de qualquer goodwill nem de resultados. Qualquer diferença entre o respetivo custo e a quantia escriturada dos correspondentes interesses sem controlo adquiridos é registada em reservas no capital próprio. De igual forma, na alienação de interesses em entidades controladas que não resulta na perda de controlo, as eventuais diferenças entre a quantia transferida para interesses que não controlam e o preço da transação são registadas em reservas no capital próprio.

Quando uma alienação de interesses numa entidade resulta na perda de controlo por parte do Grupo, é reconhecido um ganho ou uma perda em resultados correspondente à diferença entre: (i) o justo valor dos ativos recebidos pelo grupo e o justo valor de eventuais interesses mantidos na entidade e (ii) a quantia escriturada dos ativos e passivos da entidade nas demonstrações financeiras consolidadas do grupo e eventuais interesses sem controlo relacionados.

g) Goodwill

O goodwill encontra-se registado pelo custo (apurado conforme descrito na alínea e) da presente nota) deduzido de perdas por imparidade acumuladas. Até 1 de janeiro de 2004, o goodwill era amortizado durante o período estimado de recuperação do investimento, sendo as amortizações correspondentes registadas na demonstração de resultados na rubrica de “Amortizações” do exercício. A partir de 1 de janeiro de 2004, o goodwill deixou de ser amortizado, sendo sujeito a testes de imparidade anuais ou sempre que existem indícios de imparidade.

No caso do goodwill gerado antes da data de transição para as IFRS, o respetivo custo considerado corresponde ao valor líquido contabilístico apurado de acordo com o Plano Oficial de Contabilidade, tendo o mesmo sido objeto de testes de imparidade na data da transição. Adicionalmente, e de acordo com a alternativa prevista no IFRS1 – Adoção pela Primeira Vez das Normas Internacionais de Relato Financeiro, a Mota-Engil SGPS não aplicou retrospetivamente as disposições da IAS 21 – Efeitos de Alteração de taxas de câmbio ao goodwill gerado antes da data de transição para as IFRS.

O goodwill relacionado com investimentos em subsidiárias sediadas no estrangeiro cuja moeda funcional não é o Euro encontra-se registado na moeda funcional dessas subsidiárias, sendo convertido para a moeda funcional e de relato do Grupo (Euro) à taxa de câmbio em vigor na data da demonstração da posição financeira. As diferenças cambiais geradas nessa conversão são registadas na rubrica do capital próprio “Reserva de conversão cambial”.

Conforme referido, anualmente e com referência à data da demonstração da posição financeira consolidada, o Grupo procede à realização de testes de imparidade ao goodwill. Sempre que o montante pelo qual o goodwill se encontra registado seja superior à sua quantia recuperável, é reconhecida uma perda por imparidade, registada na demonstração dos resultados na rubrica “Provisões e perdas por imparidade”. A quantia recuperável é a mais alta de entre o seu justo valor deduzido de custos para vender e o seu valor de uso. O justo valor é o montante que seria obtido com a alienação do ativo numa transação ao alcance das partes envolvidas. O valor de uso é o valor presente dos fluxos de caixa futuros estimados que é esperado que resultem do uso continuado do ativo e da sua alienação no final da sua vida útil. Para o goodwill a quantia recuperável é sempre estimada para a unidade geradora de caixa (UGC) à qual o mesmo foi imputado.

De uma forma geral, as UGC correspondem às próprias subsidiárias individuais, exceto nos casos do negócio das concessões (logística) e do negócio de ambiente e serviços (resíduos), cujas UGC correspondem aos respetivos grupos de empresas.

As perdas por imparidade registadas no goodwill não podem ser revertidas.

h) Conversão de demonstrações financeiras de entidades estrangeiras

Os ativos e passivos das demonstrações financeiras de entidades estrangeiras são convertidos para Euro utilizando as taxas de câmbio à data da demonstração da posição financeira. Os rendimentos e os gastos, bem como os fluxos de caixa, são convertidos para Euro utilizando a taxa de câmbio média verificada no exercício. A diferença cambial resultante, gerada após 1 de janeiro de 2004, é registada no capital próprio na sub-rubrica “Reserva de conversão” (incluída na rubrica “Reservas”). As diferenças cambiais geradas até 1 de janeiro 2004 (data de transição para IFRS) foram anuladas por contrapartida de “Resultados transitados”.

O goodwill e os ajustamentos de justo valor resultantes da aquisição de entidades estrangeiras são tratados como ativos e passivos dessa entidade e transpostos para Euro de acordo com a taxa de câmbio em vigor no final do exercício.

Sempre que uma entidade estrangeira é alienada (total ou parcialmente), a quota-parte correspondente da diferença cambial acumulada é reconhecida na demonstração dos resultados como um ganho ou perda na alienação, no caso de existir perda de controlo, ou transferida para interesses sem controlo no caso de não haver perda de controlo.

As moedas funcionais (moeda localmente utilizada) das principais subsidiárias do Grupo foram as seguintes:

As cotações utilizadas na conversão para euros das contas das filiais, empresas conjuntamente controladas e empresas associadas estrangeiras foram as seguintes:

Câmbios Fecho Médio

2014 2013 2014 2013

Coroas Checas EUR / CZK 27,74 27,43 27,55 26,03 Dinares Argelinos EUR / DZD 106,74 108,10 105,93 105,93 Dobras de S. Tomé e Príncipe EUR / STD 24,500,00 24,500,00 24,500,00 24,500,00 Dólares dos Estados Unidos EUR / USD 1,21 1,38 1,32 1,33 Escudos Cabo-Verdianos EUR / CVE 110,27 110,27 110,27 110,27 Forints Húngaros EUR / HUF 315,54 297,04 309,98 297,93 Kwanzas de Angola EUR / AOK 125,11 134,59 129,99 128,16 Kwachas do Malawi EUR / MWK 570,66 593,01 552,96 491,70 Meticais Moçambicanos EUR / MZN 38,44 41,24 40,67 39,67 Novos Leus da Roménia EUR / RON 4,47 4,47 4,44 4,41 Nuevos Soles Peruanos EUR /PEN 3,61 3,86 3,76 3,62 Pesos Colombianos EUR / COP 2,899,88 2,661,66 2,658,98 2,502,15 Pesos Mexicanos EUR / MXN 17,87 18,07 17,65 17,13 Rands da África do Sul EUR / ZAR 14,04 14,57 14,34 13,01 Reais do Brasil EUR / BRL 3,22 3,26 3,11 2,89 Zlotys Polacos EUR / PLN 4,27 4,15 4,19 4,21

Subsidiária de NegócioSegmento País/Moeda Moeda Funcional

Mota-Engil SGPS Holding Euro (EUR) Euro (EUR) Mota-Engil Ambiente e Serviços Europa Euro (EUR) Euro (EUR) Mota-Engil Engenharia Europa Euro (EUR) Euro (EUR) Mota-Engil Central Europe SGPS Europa Euro (EUR) Euro (EUR) Mota-Engil Central Europe Polónia Europa Zloty (PLN) Zloty (PLN) Suma Europa Euro (EUR) Euro (EUR) Tertir Europa Euro (EUR) Euro (EUR) ME África NV África Euro (EUR) Euro (EUR) MEEC África África Euro (EUR) Euro (EUR) Mota-Engil Angola África Kwanza (AOA) Dólar (USD) Vista Waste África Kwanza (AOA) Kwanza (AOA) ME Latin America América Latina Euro (EUR) Euro (EUR) Mota-Engil Peru América Latina Nuevo Sol Peruano (PEN) Dólar (USD) Mota-Engil México América Latina Peso Mexicano (MXN) Peso Mexicano (MXN) Mota-Engil Colômbia América Latina Peso Colombiano (COP) Peso Colombiano (COP) Empresa Contrutora Brasil América Latina Real (BRL) Real (BRL)