III PROCESSOS DE ORDEM C
C-1086/2018 NICOLAU GENTIL
Em atendimento a esta Coordenação de Câmara da Engenharia Civil, para análise e manifestação sobre o processo acima descrito, este Conselheiro, no cumprimento de suas funções, vem manifestar seu
PARECER
1. IDENT|FICAÇÃO E HISTORICO:
Consulta do Enga Ambiental E Segurança do Trabalho NICOLAU GENTIL LUCIF, sobre a habilitação do Engenheiro Ambiental para se responsabilizar por empresas especializadas na prestação de servisos de controle de pragas urbanas. De acordo com a RDC/2009 , o responsável t~ecnico deve ser habilitado pelo respectivo Conselho Prodissional, não definido quais as especialidades são aptas.
2. LEGISLAÇÃO
2.1 Lei Federal 5.194/66:
Art. 7o- As atividades e atribuições profissionais do engenheiro, do arquiteto e do engenheiro-agrônomo consistem em:
b) planejamento ou projeto, em geral, de regiões, zonas, cidades, obras, estruturas, transportes, explorações de recursos naturais e desenvolvimento da produção industrial e agropecuária;
Parágrafo único - Os engenheiros, arquitetos e engenheiros-agrônomos poderão exercer qualquer outra atividade que, por sua natureza, se inclua no âmbito de suas profissões.
...
Art. 10 - Cabe às Congregações das escolas e faculdades de Engenharia, Arquitetura e Agronomia indicar ao Conselho Federal, em função dos títulos apreciados através da formação profissional, em termos genéricos, as características dos profissionais por elas diplomados.
2.2 RESOLUÇÃO No 310, DE 23 JUL 1986. Discrimina as atividades do Engenheiro Sanitarista.
Art. 1o - Compete ao Engenheiro Sanitarista o desempenho das atividades 01 a 18 do artigo 10 da Resolução no 218173 do CONFEA, referente a:
. sistemas de abastecimento de água, incluindo captação, adução, reservação, distribuição e tratamento de água;
. sistemas de distribuição de excretas e de águas residuárias (esgoto) em soluções individuais ou sistemas de esgotos, incluindo tratamento; coleta, transporte e tratamento de resíduos sólidos (lixo);
. controle sanitário do ambiente, incluindo o controle de poluição ambiental;
. controle de vetores biológicos transmissores de doenças (artropodes e roedores de importância para a saúde pública);
. instalações prediais hidro sanitárias;
. saneamento de edificações e locais públicos, tais como piscinas, parques e áreas de lazer, recreação e esporte em geral;
. saneamento dos alimentos.
Art. 2o - Aplicam-se à presente Resolução as disposições contidas no artigo 25 da Resolução no 218173 do CONFEA.
Art. 3o - Os Engenheiros Sanitaristas integrarão o grupo ou categoria da engenharia - modalidade civil - prevista noArt.60, letra "a", da Resolução no 232/75 ou Art.. 1o, letra "a", da Resolução no 284/83. 2.3 Resolução No 447, de 22 DE SETEMBRO DE 20OO
Dispõe sobre o registro profissional do engenheiro ambiental e discrimina suas atividades profissionais. Art. 1o Os Conselhos Regionais de Engenharia, Arquitetura e Agronomia - CREAs devem proceder o competente registro dos profissionais oriundos dos cursos de Engenharia Ambiental, anotando em suas carteiras profissionais o respectivo título profissional, de acordo com o constante nos diplomas expedidos, desde que devidamente registrados.
ANTONIO CARLOS SILVEIRA COELHO
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Proposta Relator Processo/Interessado Nº de Ordem78
CÂMARA ESPECIALIZADA DE ENGENHARIA CIVIL
REUNIÃO N.º 602 ORDINÁRIA DE 16/12/2020
Julgamento de Processos
Art.20 Compete ao engenheiro ambiental o desempenho das atividades 1 a 14 e - 18 do art. 10 da
Resolução no 218, de 2g de junho de 1g73, referentes à administração, gestão e ordenamento ambientais e ao monitoramento e mitigação de impactos ambientais, seus serviços afins e correlatos.
Parágrafo único. As competências e as garantias atribuídas por esta Resolução aos engenheiros ambientais, são concedidas sem prejuízo dos direitos e prerrogativas conferidas aos engenheiros, aos arquitetos, aos engenheiros agrônomos, aos geólogos ou engenheiros geólogos, aos geógrafos e aos meteorologistas, relativamente às suas atribuições na área ambiental.
Art. 30 Nenhum profissional poderá desempenhar atividades além daquelas que lhe competem, pelas características de seu currículo escolar, consideradas em cada caso, apenas, as disciplinas que contribuem para a graduação profissional, salvo outras que lhe sejam acrescidas em curso de pós- graduação, na mesma modalidade.
2.4. Resolução nº 1073/16, do Confea (...)
Art. 3º Para efeito da atribuição de atividades, de competências e de campos de atuação profissionais para os diplomados no âmbito das profissões fiscalizadas pelo Sistema Confea/Crea, consideram-se os níveis de formação profissional, a saber:
(...)
IV – Superior de graduação plena ou bacharelado; (...)
§ 1º Os cursos regulares de formação profissional nos níveis discriminados nos incisos deste artigo deverão ser registrados e cadastrados nos Creas para efeito de atribuições, títulos, atividades, competências e campos de atuação profissionais.
§ 2º Os níveis de formação profissional discriminados nos incisos I, III e IV habilitam o diplomado, em cursos reconhecidos pelo sistema oficial de ensino brasileiro, ao registro profissional no Crea na forma estabelecida nos normativos do Confea que regulam o assunto.
Art. 4º O título profissional será atribuído pelo Crea, mediante análise do currículo escolar e do projeto pedagógico do curso de formação do profissional, nos níveis discriminados nos incisos I, III e IV do art. 3º, obtida por diplomação em curso reconhecido pelo sistema oficial de ensino brasileiro, no âmbito das profissões fiscalizadas pelo Sistema Confea/Crea.
Parágrafo único. O título profissional a ser atribuído em conformidade com o caput deste artigo deverá constar da Tabela de Títulos do Confea.
Art. 5º Aos profissionais registrados nos Creas são atribuídas as atividades profissionais estipuladas nas leis e nos decretos regulamentadores das respectivas profissões, acrescidas das atividades profissionais previstas nas resoluções do Confea, em vigor, que dispõem sobre o assunto.
Art. 6º A atribuição inicial de campo de atuação profissional se dá a partir do contido nas leis e nos decretos regulamentadores das respectivas profissões, acrescida do previsto nos normativos do Confea, em vigor, que tratam do assunto.
2.5. Resolução nº 218/73, do Confea
Art. 1º - Para efeito de fiscalização do exercício profissional correspondente às diferentes modalidades da Engenharia, Arquitetura e Agronomia em nível superior e em nível médio, ficam designadas as seguintes atividades:
Atividade 01 - Supervisão, coordenação e orientação técnica; Atividade 02 - Estudo, planejamento, projeto e especificação; Atividade 03 - Estudo de viabilidade técnico-econômica; Atividade 04 - Assistência, assessoria e consultoria; Atividade 05 - Direção de obra e serviço técnico;
Atividade 06 - Vistoria, perícia, avaliação, arbitramento, laudo e parecer técnico; Atividade 07 - Desempenho de cargo e função técnica;
Atividade 08 - Ensino, pesquisa, análise, experimentação, ensaio e divulgação técnica; extensão; Atividade 09 - Elaboração de orçamento;
Atividade 10 - Padronização, mensuração e controle de qualidade; Atividade 11 - Execução de obra e serviço técnico;
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CÂMARA ESPECIALIZADA DE ENGENHARIA CIVIL
REUNIÃO N.º 602 ORDINÁRIA DE 16/12/2020
Julgamento de Processos
Atividade 13 - Produção técnica e especializada; Atividade 14 - Condução de trabalho técnico;
Atividade 15 - Condução de equipe de instalação, montagem, operação, reparo ou manutenção; Atividade 16 - Execução de instalação, montagem e reparo;
Atividade 17 - Operação e manutenção de equipamento e instalação; Atividade 18 - Execução de desenho técnico.
(...)
•Considerando a Decisão CEEC/SP n° 1405/2014, de parecer favorável a um consulente Engenheiro Ambiental, que é atribuição os “Projetos de reflorestamento e projeto e execução de revegetação (plantio, condução da regeneração natural, dentre outros” desde que sejam projetos que contemplem a “condução natural sem intervenção” uma vez que projeto e execução de revegetação assistida envolvem atividades de manejo agroflorestal, aplicação de produtos agroquímicos fitossanitários como fertilizantes e pesticidas, não cobertas pela maioria dos currículos do Engenheiro Ambiental.
•Considerando Decisão Plenária PL-0979/2002, do Confea, que “a) para as atividades de monitoramento da fauna aquática e terrestre nas áreas impactadas os engenheiros de pesca e os engenheiros ambientais podem desenvolver tais atividades, além de outros profissionais que tenham comprovadamente cursado disciplina na área pertinente às atividades em tela; b) assim como no monitoramento da flora da área impactada, os engenheiros florestais, os engenheiros agrônomos, os engenheiros ambientais, os
engenheiros agrícolas e os técnicos agrícolas que possuam em seu currículo disciplinas relacionadas com a execução destas atividades, além de outros profissionais que tenham comprovadamente cursado
disciplina na área pertinente às atividades em tela; c) no monitoramento do meio físico (aquático e terrestre) os geólogos, engenheiros geólogos, engenheiros de minas, meteorologistas, geógrafos, engenheiros químicos, engenheiros florestais, engenheiros civis, engenheiros agrônomos, engenheiros ambientais, engenheiros agrícolas e técnicos agrícolas, além de outros profissionais que tenham comprovadamente cursado disciplina na área pertinente às atividades em tela.”.
•Considerando a legislação pertinente a este profissional, fica evidente suas atribuições, como a de “Projetos de reflorestamento e projeto e execução de revegetação (plantio, condução da regeneração natural, dentre outros” desde que sejam projetos que contemplem a “condução natural sem intervenção” uma vez que projeto e execução de revegetação assistida envolvem atividades de manejo agroflorestal, aplicação de produtos agroquímicos fitossanitários como fertilizantes e pesticidas, não cobertas pela maioria dos currículos do Engenheiro Ambiental.
3. SOLICITAÇÃO
•Com base na legislação apresentada acima e para atendimento ao artigo 10o da Lei 5194 solicito agrade curricular assim com a s ementas do curso para anãkise sobre esta atribuição.