V PROCESSOS DE ORDEM F
F-5166/2019 D G DA SILVA SISTEMAS FOTOVOLTAICOS
A interessada se trata de empresa individual do profissional registrado neste Conselho como
ENGENHEIRO CIVIL DANILO GARCIA DA SILVA, sediada em Ribeirão Preto, SP, que, em 25.10.2019 (protocolo 134.580) requereu o seu registro neste Conselho, indicando como seu responsável técnico o titular da firma individual (fl. 02 e verso).
O objetivo social da empresa, conforme Requerimento de Empresário apresentado, datado de 20.10.2018 e anexado às fl. 06, é: “comércio, instalação, assistência técnica em sistemas de energia fotovoltaicas, serviços de engenharia, perícias, laudos e avaliação de imóveis e de equipamentos, intermediação, mediação de negócios e serviços em geral”.
Do cartão do CNPJ anexado às fl. 07, a atividade econômica principal da interessada é: “43.22-3-01 - instalações hidráulicas, sanitárias e de gás” e as secundárias: “71.12-0-00 serviços de engenharia”; 74.90-1- 04 - atividades de intermediação e agenciamento de serviços e negócios em geral, exceto imobiliários” e “47.42-3-00 - comércio varejista de material elétrico” (fl. 07).
Apresenta-se às fl. 14 Declaração de Atividades Exercidas, datada de 30.10.2019, onde o Eng. Civil e titular da empresa individual, Danilo Garcia da Silva, informa que a empresa atua nos ramos de atividades de engenharia, conforme código e descrição das atividades econômicas 71.12.00 inscrito no CNPJ e venda de sistemas fotovoltaicos para geração de energia solar, em parceria com a empresa Blue Sol Energia Solar CNPJ 11.167.539/0001-56, onde é comissionado pela venda de sistemas fotovoltaicos e emite notas fiscais a título de comissionamento. Na ocasião, informa, ainda, que está registrando a empresa junto ao CREA para a realização das atividades de Engenharia Civil sendo ele o responsável técnico pela mesma e encaminha cópia da Nota Fiscal Eletrônica de Serviço nº 12, emitida em 16.06.2019 – Prestador de Serviços: D G da Silva Sistemas Fotovoltaicos; Tomador de Serviços: Blue Sol Energia Solar;
Discriminação dos serviços: a título de comissão; Código do serviço/atividade: promoção de vendas e negócios (fl. 15).
Conforme tela “Resumo de Profissional” de fl. 12, o ENGENHEIRO CIVIL DANILO GARCIA DA SILVA está registrado neste Conselho desde 23.09.2016, com atribuições do artigo 7º da Res. 218/73, do CONFEA; reside em Ribeirão Preto, SP, e não possui responsabilidades técnicas ativas.
No requerimento de fl. 02, o Engenheiro Civil Danilo Garcia da Silva declara trabalhar de segundas às sextas feiras, das 08:00 às 12 e das 13:00 às 17:00 horas.
O profissional registrou a ART de cargo ou função de nº 28027230191402384- Identificação do cargo/função: Empresário (fl. 08).
Em 13.11.2019, a UGI/Ribeirão Preto procedeu ao registro da interessada no Conselho, sob nº 2236818, com validade até 08.02.2020, com a anotação como responsável técnico do Engenheiro Civil Danilo Garcia da Silva, com restrição de atividades: Exclusivamente para as atividades de Engenharia Civil, “ad
referendum” da CEEC – vide fl. 16 e verso e 17.
Em 13.11.2019, a UGI/Ribeirão Preto encaminha o presente processo à CEEC, para análise e deliberações, tendo em vista o objetivo social da empresa x atribuições do profissional (fl. 16 verso).
FATIMA APARECIDA BLOCKWITZ ( GTT ACERVO TÉCNICO E EMPRESAS)
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Proposta Relator Processo/Interessado Nº de Ordem128
CÂMARA ESPECIALIZADA DE ENGENHARIA CIVIL
REUNIÃO N.º 602 ORDINÁRIA DE 16/12/2020
Julgamento de Processos
II - Com relação à legislação pertinente ao assunto: II.1 – da Lei Federal 5.194/1966:
“...Art. 46 - São atribuições das Câmaras Especializadas: (...)
d) apreciar e julgar os pedidos de registro de profissionais, das firmas, das entidades de direito público, das entidades de classe e das escolas ou faculdades na Região;..”
II. 2 – da Resolução Confea nº 336/1989, que “Dispõe sobre o registro de pessoas jurídicas nos Conselhos Regionais de Engenharia, Arquitetura e Agronomia”:
“...Art. 9º - Só será concedido registro à pessoa jurídica cuja denominação for condizente com suas finalidades e quando seu ou seus responsáveis técnicos tiverem atribuições coerentes com os objetivos sociais da mesma.”
(...)
Art. 11 - Somente ao profissional habilitado é facultado constituir-se em firma individual para a prestação de serviços profissionais, ou execução de obras, desde que proceda o registro no CREA, nos moldes desta Resolução.
(...)
Art. 13 - Só será concedido registro à pessoa jurídica na plenitude de seus objetivos sociais de sua ou dos objetivos de suas seções técnicas, se os profissionais do seu quadro técnico cobrirem todas as atividades a serem exercitadas.
Parágrafo único - O registro será concedido com restrições das atividades não cobertas pelas atribuições dos profissionais, até que a pessoa jurídica altere seus objetivos ou contrate outros profissionais com atribuições capazes de suprir aqueles objetivos.”
II.3 – da legislação relacionada às atribuições do engenheiro civil indicado como responsável técnico: II.3.1 – Resolução nº 218/73 do CONFEA, que “Discrimina atividades das diferentes modalidades profissionais da Engenharia, Arquitetura e Agronomia”:
Art. 7º - Compete ao ENGENHEIRO CIVIL ou ao ENGENHEIRO DE FORTIFICAÇÃO e CONSTRUÇÃO: I - o desempenho das atividades 01 a 18 do artigo 1º desta Resolução, referentes a edificações, estradas, pistas de rolamentos e aeroportos; sistema de transportes, de abastecimento de água e de saneamento; portos, rios, canais, barragens e diques; drenagem e irrigação; pontes e grandes estruturas; seus serviços afins e correlatos...” (todos grifos nossos)
Do exposto e, conforme despacho da UGI, às fl. 16 verso, sugerimos o encaminhamento do processo à Câmara Especializada de Engenharia Civil/CEEC, para análise e deliberações, tendo em vista o objetivo social da empresa X atribuições do profissional.
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CÂMARA ESPECIALIZADA DE ENGENHARIA CIVIL
REUNIÃO N.º 602 ORDINÁRIA DE 16/12/2020
Julgamento de Processos
Parecer e Voto:
01 - Pela aprovação da indicação do profissional Eng. Civil Danilo Garcia da Silva como responsável técnico pela empresa D G DA SILVA SISTEMAS FOTOVOLTAICOS unicamente para as atividades de “ (...) serviços de engenharia serviços de engenharia, perícias, laudos e avaliação de imóveis e de equipamentos, intermediação, mediação de negócios e serviços em geral”.
02 – Que a fiscalização proceda a devida orientação junto a interessada, bem como, se necessária proceda-se os devidos tramites administrativos – no caso seja constatado que a empresa desenvolve as atividades sem profissional devidamente habilitado.
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CÂMARA ESPECIALIZADA DE ENGENHARIA CIVIL
REUNIÃO N.º 602 ORDINÁRIA DE 16/12/2020
Julgamento de Processos
F-561/1980 P1 TAMAGNINI&TAMAGNINI LTDA
Histórico: Trata o processo de que a empresa pede cancelamento de registro no CREA/SP`, pois que a mesma migrou para o CFT (Conselho Federal dos Técnicos), visto que um dos sócios é técnico em Edificações; ocorre que a fiscalização de rotina em Santos/SP, localizou uma obra da empresa com 742,00m2.
Outrora a empresa tinha seu Registro no CREASP, com as restrições inerentes ao cargo, conforme normativas da CREASP.
Ao solicitar seu cancelamento de registro no CREASP e migrar para o CFT a empresa efetua alterações em seu contrato social no qual consta “exploração do ramo de atividade com fins lucrativos conforme art. 966 parágrafo único do art 982 do N.C.C de: edificações e reformas residências, industriais e comerciais, pinturas, calçamento, pavimentações asfáltica, limpeza e conservação, obras de infraestrutura e de acabamento de engenharia civil com ou sem fornecimento de mão de obra efetiva e com ou sem fornecimento de materiais”
Portanto, cabe este processo definir se é necessário ou não manter o registro dessa empresa neste conselho.
Fundamentação:
Lei federal 5194/66 Regula o exercício das profissões de Engenheiro, Arquiteto e Engenheiro Agrônomo, e dá outras providências. Seção III Do exercício ilegal da Profissão Art. 6º- Exerce ilegalmente a profissão de engenheiro, arquiteto ou engenheiro agrônomo: a) a pessoa física ou jurídica que realizar atos ou prestar serviços, públicos ou privados, reservados aos profissionais de que trata esta Lei e que não possua registro nos Conselhos Regionais: b) o profissional que se incumbir de atividades estranhas às atribuições
discriminadas em seu registro;
LEI Nº 6.839, DE 30 OUT 1980 Dispõe sobre o registro de empresas nas entidades fiscalizadoras do exercício de profissões; Art. 1º- O registro de empresas e a anotação dos profissionais legalmente habilitados, delas encarregados, serão obrigatórios nas entidades competentes para a fiscalização do exercício das diversas profissões, em razão da atividade básica ou em relação àquela pela qual prestem serviços a terceiros.
LEI nº 13.639 de 26 de março de 2018; cria o conselho federal dos técnicos industriais, o conselho federal dos técnicos agrícolas, os conselhos regionais dos técnicos industriais e os conselhos regionais dos técnicos agrícolas. Art. 31. O Conselho Federal dos Técnicos Industriais e o Conselho Federal dos Técnicos Agrícolas detalharão, observados os limites legais e regulamentares, as áreas de atuação privativas dos técnicos industriais ou dos técnicos agrícolas, conforme o caso, e as áreas de atuação compartilhadas com outras profissões regulamentadas.
§ 1º Somente serão consideradas privativas de profissional especializado as áreas de atuação nas quais a ausência de formação específica exponha a risco ou a dano material o meio ambiente ou a segurança e a saúde do usuário do serviço.§ 2º Na hipótese de as normas do Conselho Federal dos Técnicos Industriais ou do Conselho Federal dos Técnicos Agrícolas sobre área de atuação estarem em conflito com normas de outro conselho profissional, a controvérsia será resolvida por meio de resolução conjunta de ambos os conselhos.
Parecer:
Quanto a referida obra de 742,00m 2 que estava sendo edificada a fiscalização esteve no local e constatou que havia no local uma placa em nome da empresa CROSS e do Eng Civil Edno Tamagnini, no entanto não foi apresentado a devida ART e foi lavrado auto de infração que faz parte de outro processo (SF-001860/2019) em nome da empresa.
LUIZ WALDEMAR MATTOS GEHRING
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Proposta Relator Processo/Interessado Nº de Ordem UGI SANTOS131
CÂMARA ESPECIALIZADA DE ENGENHARIA CIVIL
REUNIÃO N.º 602 ORDINÁRIA DE 16/12/2020
Julgamento de Processos
Cabe observar que é obrigatório a inscrição da empresa no conselho da atividade fim por ela desempenhada, por isso ressoa descabido exigir da empresa sua inscrição simultânea em entidades do mesmo gênero fiscalizadora do exercício profissional, portanto as empresas não estão obrigadas ao dúplice registro profissional.
Os técnicos em sua legislação podem edificar obras até 80m2 e no caso especifico da obra de 742,00m2 havia uma placa com o nome do Engenheiro Edno, não consta no processo a devida ART, no entanto esse é o caso de outro processo em trâmite neste conselho.
Considerando o descritivo no objeto social da requerente, remete-se a atividades reservadas aos profissionais da área de engenharia civil, sendo consideradas atividades técnicas exclusivas da área tecnológica afetas a fiscalização deste conselho.
No entanto a empresa está registrada no CFT e sujeita a fiscalização deste.
Voto: Pelo exposto voto a não necessidade de registro no CREA, já que a empresa está devidamente registrada no CFT e não cabe a CREA fiscalizar a situação da empresa, não sendo necessário a indicação de um engenheiro civil.