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Centro Brasileiro Britânico

No documento Edificações com vazio central (páginas 135-145)

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Centro Brasileiro Britânico

Ficha Técnica

Local - Rua Ferreira de Araújo, 741, Pinheiros, São Paulo SP

Projeto -1999

Conclusão da obra – 2000 Área do terreno – 4.950 m² Área construída – 11.545 m² Andares - 4

Arquitetura - Botti Rubin Arquitetos Associados

Autores: Alberto Botti e Marc Rubin Luminotécnica - Esther Stiller Acústica - Schaia Akkermann Conforto ambiental - Luiz Carlos Chichierchio

Figura 3.04 – Imagem desde o interior do átrio para a entrada do edifício.

O Centro Brasileiro Britânico concentra as principais organizações culturais, comerciais e políticas da Grã-Bretanha em São Paulo: Consulado Geral Britânico, Câmara Britânica de Comércio, BBC (British Broadcasting Corporation), British Council, Visit Britain e o escritório central da Cultura Inglesa em São Paulo. Resultado de um concurso fechado, que tinha como premissa a criação de uma forte presença arquitetônica que representasse uma imagem inovadora e cosmopolita. O projeto de Botti Rubin caracteriza-se em confrontar peso e leveza - dois volumes densos e simétricos contrapõem-se a caixa transparente que delimita o átrio central.

Figura 3.05 - Cortes longitudinal e transversal do edifício. Fonte: Arcoweb. Disponível em:

<www.arcoweb.com.br/arquitetura/botti-rubin-arquitetos-associados-centro-brasileiro-29-11-2002.html.> Acesso em 18 out 2011.

Isso fica patente no partido adotado: aos dois volumes densos e simétricos de arenito francês de tom rosado, no revestimento das fachadas e das áreas comuns internas, contrapõem-se a caixa transparente que envolve o átrio central

de pé-direito quádruplo e a cobertura em vidro. As fachadas laterais são marcadas pelo uso de brises metálicos, enquanto a face posterior ostenta o volume em balanço que abriga o auditório. A unidade arquitetônica é definida pelo uso de pedras.

Segundo o arquiteto, o recuo de 23 metros em relação à principal via de acesso abriu espaço para o grande espelho d'água, que em alguns pontos chega a invadir o interior da construção e contribui para dar o aspecto institucional do conjunto. No topo, o destaque é uma cobertura móvel, utilizada durante eventos. A fachada de 21 m altura é composta por painéis de vidro temperado fixados com ferragens do tipo cruzeta a estrutura metálica. A transparência da fachada suspensa ganha continuidade na cobertura de vidro que acompanha o átrio. Para reduzir a incidência solar direta no período da tarde, uma vez que a fachada está voltada para oeste, adotou-se sistema de painéis com telas metálicas de enrolar (Figura3.06).

O Centro Brasileiro Britânico, em São Paulo, foi o primeiro edifício construído no país a adotar o sistema de fachada suspensa. Trata-se de um pano de vidro de 285 metros quadrados, que faz o fechamento frontal do átrio, com pé-direito equivalente a quatro pavimentos. Foi executado com o sistema Planar, desenvolvido pela Pilkington, que utiliza o painel de vidro como componente estrutural, dispondo de furos para a passagem dos elementos de fixação.

Para atender às exigências do cliente, uma equipe composta por profissionais do escritório de arquitetura e pelos consultores Paulo Duarte (fachadas), Heloísa Martins Maringoni (estrutura metálica) e Luiz Carlos Chichierchio (conforto ambiental) desenvolveram pesquisas técnicas que identificaram novos materiais e sistemas construtivos. A proposta era empregá-los para agilizar o prazo de construção e criar elementos estéticos definidos pelo desenho arquitetônico. Tudo isso sem deixar de lado o fator segurança, uma vez que no local funciona uma delegação estrangeira.

A fachada suspensa de 21 metros de altura é composta por painéis de vidro temperado de 12 milímetros fixados com ferragens do tipo cruzeta a uma levíssima estrutura metálica, constituída por perfis tubulares de aço com diâmetro de 168,3 milímetros. As cargas são transferidas para a estrutura através de elementos estruturais - braços que sustentam a cruzeta em cada extremidade. Essa solução permitiu reduzir a três os elementos verticais básicos da estrutura, privilegiando a transparência exigida no projeto arquitetônico.

Na interface dos painéis de vidro foram utilizadas juntas de silicone de médio módulo, com 12 milímetros de largura. Essa especificação resultou de cálculos para que as juntas pudessem absorver as deformações das placas, resultantes da ação do vento. Para reduzir a incidência solar direta no período da tarde - uma vez que a fachada está voltada para o poente -, adotou-se sistema de painéis com telas metálicas de enrolar.

A transparência da fachada suspensa ganha continuidade na cobertura de vidro que acompanha o átrio longitudinalmente. Nela foram utilizados painéis de vidro insulado de 172,5 x 213 centímetros e 70 milímetros de espessura. Vigas-calha de aço (17,5 m comprimento x 0,7 m altura) sustentam prismas de vidro. Nas fachadas laterais foram instaladas grelhas metálicas que, equidistantes um metro das paredes do edifício, funcionam como quebra sóis.

As imagens mostram a fachada do edifício em duas situações: com os painéis de proteção solar abertos (esq.) e recolhidos (dir.).

Imagem tomada do 4º pavimento em direção à entrada do edifício com os painéis de proteção solar recolhidos. Observou-se, que na pratica, os painéis de proteção solar são mantidos abertos, mesmo em dias nublados, como era o caso.

Imagem tomada do 4º pavimento da situação dos painéis de proteção solar. A sequencia de fotos mostra o recolhimento dos painéis da cobertura, operados por controle acionado manualmente.

Imagem tomada do piso do átrio para a cobertura onde se vê o mobile composto de peças de vidro que preenche o espaço vertical do átrio.

Imagens dos espaços adjacentes ao átrio. Percebe-se que a contribuição da luz do dia é suficiente para a atividade de circulação.

O espelho d’água transpassa os limites do edifício. Neta imagem vê-se o reflexo da escada na lateral do átrio.

As imagens maiores mostram os paineis de proteção solar da falhada do edificio em posição aberta e recolhida. A sequencia de imagens menores registra omovimento do recolhimento dos paineis.

Com os paineis de proteção solar recolhidos, ao átrio fica exposto a entrada da luminosidade.

Imagens da Biblioteca onde a luz dia, que penetra pela lateral, é complementada por iluminação artificial. Faixas de malha metálica contribuem para a difusão da luminosidade.

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capítulo 4

No documento Edificações com vazio central (páginas 135-145)