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4.7. INVESTIGAÇÃO NOS RELATÓRIOS E PLANOS.

4.7.2. Compreensão do papel do professor e da escola.

Para a PHC, tanto o professor como a escola apresentam função específica, que não devem ser esquecidas ou neutralizadas pela sociedade do capital, a busca é sempre resgatar a sua função precípua de transformar os sujeitos do processo educacional, cabendo ao professor à função de elevar os processos de apropriação e reapropriação do conhecimento em suas máximas possibilidades e a escola consubstanciando a possibilidade da realização deste trabalho de forma efetiva, enquanto parte especifica de um complexo, que corresponde ao espaço próprio para a compreensão sócio histórica do desenvolvimento da humanidade.

Ainda que ambos apresentem igual importância na sociedade, o trabalho do professor consiste em uma atividade que deve ser orientada enquanto finalidade de produzir valor de uso (MARX, 2013) considerando, portanto, como trabalho imaterial, que tem por finalidade a produção do conhecimento para a formação dos sujeitos em busca de novas sociabilidades.

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Destarte cabe ao professor ter consciência da importância do seu papel na sociedade, que mesmo estando imerso em processo de trabalho sobre julgo do capital, não esteja subjugado a ao mesmo, no sentido de reprodução das relações sociais e possa possibilitar nos educandos aprendizagens que estão relacionados à questão epistemológica do conhecimento, voltadas para o processo de transformações destes sujeitos.

De acordo com Pinheiro (2016) a apropriação dos conhecimentos socializados proporciona mudanças cognitivas, desenvolvidas nos processos pedagógicos, promovem maior percepção dos sujeitos na sociedade que podem buscar transformar os rumos da história. Conforme acreditam os licenciandos/pibidianos

P1. [...] professor vinculado à pedagogia histórico crítica não pode perder de vista é conhecimento da realidade da sociedade em que vivemos para além da aparência trazer as contradições dessa sociedade para sala de aula. [...] relacionando o assunto visto em sala de aula com o cotidiano;

P3. [...] possui uma perspectiva que a educação interfere na sociedade, contribuindo na sua transformação. E possui caráter critico por ter consciência dessa transformação através da educação.

P4. [...] professores universitários que algumas vezes teorizam tanto que esquecem que a realidade escolar é muito diferente daquela vista em livros e artigos que retratam a teoria.

P5. [...] além da apropriação dos conceitos acerca da química os alunos possam refletir, discutir, acerca das responsabilidades.

P6. [...] fazendo com que eu leve aulas mais críticas e construtivas nas escolas, pois não é só através da inserção de grandes quantidades de conteúdos científicos que formam uma pessoa.

Compreender as necessidades de um ensino que busque romper com as teorias educacionais, que não promovam o desenvolvimento humano em sua integralidade e da importância do ato educativo, requer por parte do professor não apenas o domínio dos conhecimentos científicos, como das questões epistemológicas e didático-pedagógicos envolvidas no processo de ensino-aprendizagem (SAVIANI, 2011).

Para a PHC a educação na sociedade burguesa busca alienar o homem ao defini-lo de forma abstrata, desconectada de suas verdadeiras necessidades sociais e concretas próprias do contexto macroeconômico-social que predomina. Promovendo o continuísmo dos mecanismos de dominação e discriminação em todos os níveis, começando pela escola. A educação na escola deve garantir uma formação básica comum que possibilite a reconciliação entre o indivíduo e o cidadão do modo que, “realizará a promoção do homem formando o cidadão ético, isto é, o indivíduo consciente e responsável que tomará como seu próprio ideal de toda a humanidade” (SAVIANI, 2001).

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Podemos perceber que a compreensão dos alunos sobre este importante relação, está associada à compreensão de que, enquanto teoria crítica a PHC consiste em instituir na escola posturas revolucionária dos sujeitos, que possam gerar senso crítico capaz de ultrapasse os muros da escola, promovendo na esfera da vida cotidiana, transformações das ações dos sujeitos levadas por este novo estado de consciência (MARSIGLIA, 2011).

Assim concordamos com Pinheiro (2016) ao afirmar que

O professor de Química não é um sujeito isolado do mundo, que precisa apenas de estratégias didáticas visando promover melhorias no seu ensino; ele é para, além disso. Trata-se de um ser social que executa uma atividade educativa e que possui uma prática que ultrapassa os muros da escola. A formação do professor de Química deve superar as suas necessidades técnicas docentes. É fundamental que ele encontre melhores possibilidades para o ensino desta ciência, mas ainda mais relevante é que ele perceba que esta última faz parte de um dado contexto sócio-histórico, nutrido pela exploração do homem pelo homem, no qual ela possui um papel fundamental, podendo ser utilizada como instrumento de controle ou de libertação. (PINHEIRO, 2016, p.75).

A falta das inter-relações e conexões necessárias para o desenvolvimento do processo educacional voltado para emancipação humana pode ser um dos motivos que fazem o ensino de química e dos conceitos científicos específicos da área, enquanto conhecimentos clássicos necessários para compreensão da evolução humana tratados da síncrese à síntese, muitas vezes são motivos a serem considerados como parte responsável pelo desinteresse no estudo desta matéria, conforme já argumentava Maria da Graça Mizukami (2005) sobre o ensino de Ciências/Química, pois esta autora considera que os estudantes chegam a níveis mais avançados de escolaridade com grandes deficiências em conteúdos considerados básicos de ciências naturais e matemática. Ponderando que essa deficiência pode ser decorrente de um ensino tradicional, que considera o estudante um sujeito passivo, receptor de um conteúdo pronto e acabado.

Portanto, relevamos como importante que novas pesquisas sejam realizadas no ambiente escolar, sobre o processo de ensino-aprendizagem com viés crítico, de forma a proporcionar maior compreensão quanto às transformações necessárias no complexo educacional, em busca de novos sujeitos para uma nova sociedade.