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A CRIAÇÃO

intenção inicial para o jogo DP era somente a contação de histórias, visto que essa temática nos acompanha desde antes da graduação e a preocupação em externar a relevância desse momento na for- mação do professor, no curso de Pedagogia. Mas, no primeiro momento do qual a pesquisa foi colocada em prática, percebemos que a criação de his- tórias ficou em evidência, pois as obras protagonizaram a provocação para a criação trazendo o imaginário e a ludicidade como pontos relevantes no momento da construção da história.

Proporcionar o criar partindo de obras de arte que impulsionam o pen- sar, permitiu a junção de dois momentos importantes, quais sejam, a criação de histórias para a contação de histórias. Assim, a soma do criar com o con- tar se funde e converge na criação e contação de histórias, trazendo um jogo que possibilita uma ação poética que contribui para o trabalho docente.

O jogo foi pensado e criado partindo de quatro cubos e cada um deles com uma temática. O mesmo traz em cada face uma obra de arte que permi- te a reflexão das mesmas para a criação de histórias que proporcionarão o refletir sobre o que cada imagem traz.

Na primeira versão, o jogo foi construído com papel paraná, as ima- gens impressas em papel foto, o autor da obra abaixo da imagem e o tema do dado está na vertical.

Essa primeira versão foi colocada em prática na sala do terceiro se- mestre do curso de Pedagogia de uma universidade do interior de São Paulo; havia quarenta e sete alunas. Foi nessa primeira ação com o jogo DP que percebi o quanto era necessário rever a estrutura dos cubos para melhor visu- alização. Foi então que, externando minha preocupação em conversa com mi- nha orientadora, que ela me explanou a relevância de se pensar na qualidade das imagens, pois estão em evidência, no jogo, o trabalho com as imagens, a compreensão, a leitura da mesma.

A primeira versão do jogo foi construída em casa e, diante das ob- servações, fui à busca da melhoria do jogo, em uma gráfica especializada para que, nas próximas ações, tanto as imagens, quanto a estrutura do cubo estivessem valorizando as obras dispostas nele e para que o manuseio cola- borasse para um excelente resultado.

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Após colocarmos em prática a primeira versão, percebemos que para a melhoria da visualização das imagens, da eficácia do andamento das etapas a estrutura e imagens deveriam ser repensadas. Diante disso, foram revistas as imagens; retiramos umas e inserimos outras para que nossos participantes pudessem visualizar as vastas linguagens que envolvem a arte.

Fig. 12 (esq.): Primeira versão do jogo. Fonte: Arquivo pessoal.

Fig. 13 (dir.): Segunda versão do jogo. Fonte: Arquivo pessoal.

Na segunda versão as obras foram impressas em lona e o que preen- che o dado é uma espuma para proporcionar leveza e melhor habilidade no momento do sorteio das obras, o tamanho é de 20x20 cm e a identificação das obras fica abaixo da imagem.

A cada ação com as turmas das universidades que nos permitiram re- alizar a ação do jogo, novas reflexões sobre a melhoria do mesmo surgem.

Na primeira versão do jogo, trouxemos obras mais antigas, de artistas renomados no mundo da arte. Mas, na primeira prática, percebi que deveria substituir algumas obras por linguagens mais contemporâneas sem deixar de lado as obras já consagradas.

Entendi que é necessário desmistificar a ideia de arte, pois ainda te- mos o conceito de que a arte se resume ao quadro pintado e pendurado na parede, não que esse movimento seja arcaico, pelo contrário, é através dele que podemos refletir sobre o novo e realizar novas leituras, mas propor- cionar o entendimento do que pode ser arte é relevante e o jogo DP pode proporcionar essa compreensão.

Assim, para a segunda versão do jogo trouxe obras mais contemporâneas mesclando com as anteriores.

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A terceira versão do jogo teve um tratamento em suas imagens reali- zado, cuidadosamente, pela artista Ana Carmen Nogueira, já citada nesse trabalho. Com esse tratamento nas imagens, os dados trouxeram as imagens mais vivas, destacando a qualidade das obras nele existentes. Foi impresso em lona, como na segunda versão, mas a espuma que o preenche foi recor- tada exatamente do tamanho original do dado; o que não foi realizado na segunda versão.

Fig. 14: Terceira versão do jogo. Fonte: Arquivo pessoal.

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AS CARTAS

terceira versão do jogo partiu da observação do ato da produção textual; os participantes quando jogam o dado, anotam a obra e partem para a conversa e, após, a escrita. Mas senti a necessidade de produzir cartas com as imagens, pois quando vão para a produção escrita, tem apenas o nome da obra e, para lembrar dos detalhes da imagem tem que voltar ao dado.

Com as cartas o grupo tem as imagens da obra e, no verso, algumas informações, podendo pensar e criar a história de uma forma mais completa facilitando o trabalho de criação.

O jogo de Dados Poéticos passou por uma nova roupagem onde as obras foram tratadas pela artista Ana Carmem Nogueira e a visibilidade artística ficou ainda melhor. Com isso, evidencio às alunas que arte não é simplesmente pegar uma obra da internet e imprimi-la, mas deve-se trazer a qualidade que nela se tem para que o trabalho do artista fique em evidência.

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Fig. 15: Terceira versão do jogo - cartas. Fonte: Arquivo pessoal.

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AS ETAPAS