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DEPOIMENTO DE MARK TWAIN

No documento PATRIOTAS E TRAIDORES (páginas 111-120)

A viagem de Mark Twain às Ilhas Sandwich, hoje o Havaí, deu-se em 1866 por motivos profissionais: ele contava 31 anos de idade e começava sua carreira tanto na literatura como no jornalismo, atuan-do como correspondente estrangeiro atuan-do jornal Sacramento Union. Era sua primeira experiência de contato com uma cultura estrangeira, e ficou bastante impressionado com o efeito devastador da civilização sobre a população nativa.

Desejando lançar-se paralelamente na carreira de conferencista, Twain encontrou, em seus escritos de viagem ao Havaí, material para a primeira conferência profissional, que apresentou em outubro do mesmo ano em San Francisco, seis meses após a publicação de seu primeiro livro. A mesma conferência repetiu-se por um período con-sideravelmente longo, que se estende até 1873, com a realização de várias revisões no texto original.

Em 1872, com a morte do monarca havaiano Kamehameha V, reacende-se o debate sobre a anexação. O jornal New York Tribune pede a Twain um ensaio a respeito, publicando-o em duas partes nos dias 6 e 9 de janeiro de 1873.

O tratamento dispensado por Twain à natureza e à cultura havaianas evidencia seu deslumbramento ante a exuberância da natu-reza local, assim como uma certa ingenuidade conceitual (como quan-do afirma que a ínquan-dole quan-dos nativos havaianos apresenta um cristianis-mo natural), mas não consegue escacristianis-motear um tom de condescen-dência superior diante de hábitos que incluíam originalmente a poli-gamia, a ausência de preocupação com o futuro e um sistema de cren-ças que não consegue ver senão como superstição. É interessante ob-servar que é precisamente o alto grau de apreço de Twain com relação

aos havaianos que o leva a fazer a afirmação inusitada de que, embora não se considere um defensor das iniciativas missionárias, elas podem vir, no caso das Ilhas Sandwich1, a lançar sementes com probabilidade de germinar, naquela “terra selvagem”, “em uma ou duas gerações”.

Como expressão do pensamento libertário de Mark Twain, o arti-go apresenta a ênfase na avassaladora diminuição da população local após o contato com a civilização, numa redução da ordem de 400 mil para 50 mil em menos de cem anos, e denuncia as escorchantes taxas alfandegárias impostas pelos Estados Unidos aos plantadores locais.

Mas é no segmento final do texto que Twain toca no fulcro do interes-se norte-americano ao mencionar a alta lucratividade das terras e a elevadíssima margem de lucro da produção local de cana-de-açúcar.

Senhor,

Quando me dá a honra de sugerir que eu escreva um artigo sobre as Ilhas Sandwich, justamente agora que a morte do rei atraiu naquela direção uma parte da atenção pública, o senhor chama para a luz um homem cuja modéstia teria preferido mantê-lo na obscuridade. Eu poderia lhe oferecer um monte de estatísticas, mas a maioria dos seres humanos preferem histórias, portanto o senhor não há de me conde-nar se eu atender à maioria dos leitores e deixar para outros a preocu-pação da minoria com a aritmética.

Há seis anos, passei vários meses nas Ilhas Sandwich e, se me fosse possível, gostaria de voltar e lá passar o resto de meus dias. É um pa-raíso do homem indolente. Se for rico, poderá viver com largueza, e sua riqueza será respeitada como em outras partes da terra; se for po-bre, poderá se unir aos nativos e viver com quase nada: tal como uma borboleta, ele vai tomar sol o dia inteiro sob as palmeiras sem temer a acusação da consciência.

1. As Ilhas Sandwich formam atualmente o território do Havaí e fazem parte dos Estados Unidos.

Honolulu, a capital, fica na Ilha de Oahu.

Quem está naquele recanto abençoado está protegido da agitação da vida; passa os dias cochilando num longo sonho de paz; o passado é coisa esquecida, o presente é o céu, o futuro se resolve sozinho. Está no centro do Pacífico; está a 3 mil quilômetros de distância do conti-nente mais próximo; está a milhões de quilômetros do mundo; até onde se vê, em qualquer direção, a crista das ondas esconde o horizon-te, e além dessa barreira o universo é apenas uma terra estranha, sem o menor interesse.

O clima é simplesmente delicioso, nunca é frio no nível do mar, e nunca é muito quente, pois elas estão a meio caminho, 20 graus ao norte do Equador. Mas é possível escolher o próprio clima: as oito ilhas habitadas não passam de montanhas que se erguem do mar, um grupo de sinos, com uma aba (não muito grande) na base. Todos sa-bem como é. Muito sa-bem, toma-se um termômetro e nele se marca a posição onde se quer permanentemente a coluna de mercúrio (com uma variação de no máximo 7 graus) seja no inverno ou no verão. Se a temperatura desejada é 27 graus à sombra (com o privilégio de subir ou descer 3 graus a longos intervalos), deve-se construir a casa na aba – o terreno plano ou levemente inclinado à beira da praia – e se terá garantia absoluta daquela temperatura. E é esse o clima em Honolulu, a capital do reino. Caso se prefira uma temperatura de 21 graus, a casa deverá ser construída na encosta de qualquer montanha, 120 ou 150 metros acima do nível do mar. Quem preferir 15 graus deve construir 500 metros acima. Quem preferir um clima hibernal deve continuar subindo e acompanhando o mercúrio. Se preferir neve e gelo eternos, deve construir no cume de Mauna Kea, quase 5.000 metros acima do mar. Se o que se quer é calor, pode-se construir em Lahaina, onde jamais se prende o termômetro no prego, pois o prego pode derreter e quebrar o termômetro, ou na cratera do Kilauea, que parece a anteci-pação da ida para o destino final. Não existem tantos climas diferentes assim reunidos em nenhum outro lugar do globo que não as Ilhas Sandwich. Quem subir ao cume do Mauna Kea e ficar entre os bancos de neve que já lá estavam antes do nascimento do capitão Cook e, enquanto treme, apesar dos agasalhos de pele, lançar um olhar à

en-costa da montanha, poderá ver exatamente onde termina a zona gela-da e começa a vigela-da vegetal: uma massa de árvores baixas e retorcigela-das se transforma nas espécies mais altas e soltas que se vêem mais abaixo, que, por sua vez, se transformam na folhagem cheia e nas cores va-riadas da zona temperada; mais abaixo, o simples verde comum de uma floresta se derrama sobre a faixa de laranjeiras que cingem a montanha como um cinturão, e é um verde tão escuro e profundo que a distância transforma em preto; ainda mais abaixo, os olhos descobrem as planícies ao nível do mar, onde os canaviais se quei-mam sob o sol, e as palmeiras emplumadas se refletem nas ondas tropicais, e onde os nativos pecadores passeiam completamente nus, sem ver, nem se importar, que alguém, ou a neve, ou os dentes que batem estejam tão perto. Pode-se portanto ver todos os climas da terra, e observar vegetações de todas as cores com uma passada de olhos, um olhar que percorre apenas uns cinco quilômetros, a mes-ma distância que voa o passarinho.

Os nativos da ilha são apenas cerca de 50 mil, os brancos 3 mil, principalmente americanos. De acordo com o capitão Cook, os nati-vos eram 400 mil há menos de cem anos. Mas os comerciantes trouxe-ram trabalho e belas roupas; em outras palavras, a destruição longa, deliberada e infalível; e os missionários trouxeram consigo a graça e os deixou prontos. Assim, as duas forças trabalham harmoniosamente, e qualquer um que entenda o que dizem os números será capaz de adi-vinhar quando o último kanaka passará ao seio de Abraão e suas ilhas às mãos dos brancos. É exatamente igual a prever um eclipse: se o começo estiver correto, não há como errar. Durante quase um século os nativos vêm mantendo uma relação de três nascimentos para cada cinco mortes, e o resultado final é evidente. Dentro de 50 anos um kanaka será uma curiosidade na sua própria terra e, como investi-mento, será mais rendoso que um circo.

Tenho muita pena de ver desaparecer essas pessoas, pois são os selvagens mais interessantes que existem. Sua língua é suave e musical, não tem um único som sibilante, e todas as palavras terminam em vogal. Jim Fisk aqui é chamado de Jimmy Fikki, pois preferem

violen-tar um nome próprio muito áspero em seu estado natural. Compara-do à língua havaiana, o italiano é áspero e desagradável.

Andavam todos nus, mas os missionários proibiram; nas cidades os homens hoje usam roupas, e no campo usam chapéu-coco e uma espécie de fralda de tecido; quando em público, usam a gola da camisa e um colete. Nada além da religião e da educação teria provocado mudanças tão admiráveis. As mulheres usam uma ampla túnica de algodão que lhes cai dos ombros até os pés.

Falando com toda simplicidade, nos velhos tempos não havia obs-táculos às relações entre os sexos. Recusar as atenções de um estranho era considerado uma atitude desprezível para uma mulher ou moça, mas os missionários combateram tanto esse costume que ele final-mente desapareceu, e hoje só existe na realidade, mas não tem nome.

Os nativos são as criaturas mais generosas e desprendidas feitas à imagem do Criador. Onde não foram mudados pela influência do bran-co, recebem muito bem todo estrangeiro e dividem com ele tudo o que têm, um traço que talvez nunca tenha existido em qualquer outro povo.

Vivem apenas o presente; amanhã é algo que não entra nos seus cálcu-los. Tive um empregado nativo em Honolulu, formado numa escola de missionários, e ele dividia o tempo entre traduzir o Testamento Grego e tomar conta de minha propriedade, ou seja, de meu cavalo.

Toda vez que recebia seus salários, ele saía e gastava tudo, uma quantia variável entre 50 centavos e um dólar, em poi (uma pasta feita da raiz de taioba e que é considerada a iguaria nacional), e chamava todos os nativos que aparecessem para comer com ele. E lá na grama macia sob os tamarindeiros sentavam-se os selvagens felizes e comiam tudo, até não sobrar nada. O rapaz passava um ou dois dias feliz e com fome, então outro kanaka que ele talvez nunca tivesse visto o convida-va para uma festa semelhante, e ele se recompunha.

A antiga religião era uma mistura confusa de superstições curio-sas. O tubarão parece ter sido seu deus principal, ou pelo menos o deus que eles tentavam propiciar. Depois vinha Pele, uma deusa que presidia os terríveis fogos do Kilauea; não faltavam deuses menores.

Hoje os nativos são cristãos, todos eles; vão todos à igreja e gostam

mais de teologia que de tortas; gostam de fazer sermões longos como a Declaração de Independência; quanto mais chatos, mais eles gostam, ficam lá sentados a cozinhar em transe até sair flutuando na própria gordura, enquanto os ministros observam, observam, e os ajudam a chegar ao fim. A escola dominical é um dos passatempos preferidos, e eles nunca se cansam. Se houvesse uma intoxicação mental ou física dessa parte do serviço, eles deixariam de respirar. Para o nativo a reli-gião é comida e bebida. Sabe ler a Bíblia (impressa na língua nativa, que todos, sem exceção, homem, mulher ou criança, conhecem), e a lê sem parar. E lê um mundo de histórias morais, escritas segundo o padrão exagerado das histórias de escola dominical, e adora seus he-róis – hehe-róis que açoitam o mundo com a boca cheia de manteiga e que são absolutamente estúpidos e pios. E conhece todos os hinos que já foram ouvidos, e ele os canta com a voz suave e agradável, que faz palavras nativas que significam “parado às margens agitadas do Jordão”

soarem doce e grotescamente estranhas para nós, como um dicioná-rio que se tritura às avessas através do moinho. Então se vê que os nativos, grandes ou pequenos, velhos e jovens, são saturados de reli-gião, pelo menos da música e da poesia da religião. Mas, no que se refere à prática, varia. Alguns dos mais nobres preceitos do cristianis-mo eles já praticavam naturalmente, e sempre hão de praticar. Alguns dos preceitos menores eles deixam naturalmente de praticar, e com a mesma naturalidade nunca praticarão. Aprenderam com o homem branco a mentir, e mentem com prazer e sem pecado, pois não pode haver pecado em algo que eles não conseguem entender como pecado.

Consideram o adultério poeticamente errado, mas correto em termos práticos.

São pessoas sentimentalmente religiosas, talvez seja esta a sua melhor descrição. No tempo bom oram, cantam e pregam a moral, mas quando surgem problemas então a coisa fica séria e eles geral-mente abandonam a poesia e buscam socorro no deus tubarão de seus pais. As antigas superstições estão entranhadas nos seus ossos e no seu sangue, e vez por outra eles se valem delas da maneira mais natural e perdoável.

Sou dos que consideram lento e desencorajador o trabalho mis-sionário, e pouco satisfatório em seus resultados. Mas estou longe de considerar esse trabalho inútil ou prejudicial. Acredito que essa se-mente, lançada em terra selvagem, há de produzir bons frutos na ter-ceira geração, e que vale a pena lutar por esse resultado. Mas não acre-dito que se possa esperar muito da primeira e da segunda gerações. É contra a natureza. É preciso longo tempo e trabalho de cultivo para transformar a amêndoa amarga em pêssego. Mas isso não é razão para abandonarmos o esforço, pois no fim ele se paga.

Os nativos são excelentes marinheiros, e os baleeiros os preferem a qualquer outra raça. São muito afáveis, dóceis e dispostos, e tão fiéis que são considerados os melhores trabalhadores pelos plantadores de cana. Tudo isso depõe a favor dos pobres alunos escuros da escola dominical daquelas ilhas distantes!

Há um pequeno imposto sobre a propriedade, e todo nativo que tenha uma renda de 50 dólares anuais tem direito a voto.

Os 3 mil brancos manipulam o dinheiro e são responsáveis pela totalidade do comércio e da agricultura e administram a região. Os americanos são a grande maioria. Os brancos são plantadores de cana, comerciantes, oficiais de navios baleeiros e missionários. Os missio-nários lamentam a presença da maioria dos outros brancos, e estes lamentam que aqueles não migrem. A maior parte do cinturão que margeia o mar e sobe em direção às encostas das montanhas é rica e fértil. São apenas 80 mil hectares desse terreno fértil, mas sua capaci-dade é inimaginável! Em Louisiana, 80 mil hectares produzem no máximo 50 mil toneladas anuais de açúcar, talvez nem isso; mas nas ilhas é possível produzir 400 mil toneladas anuais. É uma declaração ousada, mas mesmo assim é verdade. Nas ilhas é comum uma produ-ção de 6,5 toneladas por hectare; 7,5 não é anormal, dez toneladas é freqüente; e conheço um homem que colheu 50 toneladas de três hec-tares numa colheita. Essa cana estava plantada na encosta, 750 metros acima do nível do mar e levou três anos para amadurecer. Podem en-viar pedidos de informações ao capitão McKee, Ilha de Mani, I.S. Há poucas plantações nessa altura, portanto 12 meses são mais que

sufi-cientes para a maturação da cana. E gostaria de chamar sua atenção para dois ou três fatos dignos de nota. Por exemplo, lá não é necessá-rio se apressar a cortar a cana, ela pode ficar plantada sem que haja prejuízo. E não é necessário manter um exército de empregados para plantar na época do plantio, moer na época da moagem e colher fre-neticamente quando chega o frio. Nada disso. Não há pressa. Pode-se manter uma grande plantação com poucos empregados, porque se planta quando se quer, e se colhe e mói a cana quando for convenien-te. Não há o perigo do inverno gelado, quanto mais tempo a cana ficar plantada, mais ela cresce. Às vezes – na verdade, geralmente – parte dos empregados está no plantio, outra parte está na colheita no campo ao lado e o resto está na usina moendo cana. É possível plantar uma vez a cada três anos e colher duas rebrotas sem replantio. Pode-se con-tinuar colhendo as rebrotas o tempo que se quiser; a cada ano diminui o volume de cana, mas o suco fica mais denso e rico, e nada se perde.

Conheço um preguiçoso que colheu 16 rebrotas sem replantio!

As fortunas que ganharam os plantadores daqui durante a guerra civil, quando o açúcar chegou à faixa dos 40 centavos o quilo! O açú-car lhes tinha custado pouco mais de 20 centavos o quilo, entregue em San Francisco, tudo pago. Mas hoje, se alguém perguntar por que es-ses plantadores gostariam de viver sob a nossa bandeira, a resposta é simples: nós lhes cobramos taxas alfandegárias de nove centavos por quilo de açúcar refinado; intermediação, frete e estocagem (duas ou três vezes) custam mais sete centavos por quilo, cultivar a cana e fazer o açúcar, mais dez centavos – totalizando 30 centavos por quilo, um pouco mais ou um pouco menos. E hoje o preço do açúcar refinado no atacado chega a 31 centavos. Lucro: nenhum. Mas, se anexássemos as ilhas e tirássemos a escorchante taxa alfandegária de nove centavos, alguns dos grandes plantadores que hoje mal conseguem respirar ga-nhariam 75 mil dólares ou mais por ano. Em dois anos se pagariam as plantações, todo o estoque e o maquinário. Já faz muito tempo desde que estive nas ilhas, e não me lembro com segurança se a taxa alfande-gária americana era de nove centavos por quilo, mas tenho certeza de que não era inferior a sete.

Gostaria de dizer uma palavra a respeito do falecido rei Kamehameha V e sobre o sistema de governo, mas prefiro esperar mais um dia. Gostaria também de saber por que os correspondentes de seus jornais puderam ignorar com tamanha calma o verdadeiro herdeiro do trono das Ilhas Sandwich, como se ele não existisse ou fosse carta fora do baralho, e gostaria de depor em sua defesa. Estou falando de um fiel simpatizante dos Estados Unidos, príncipe William Lanalilo, descendente de 11 gerações de selvagens coroados – um esplêndido sujeito, com talento, gênio, educação, elegância, instintos generosos e um intelecto que brilha através de ondas de uísque, como se esse flui-do alimentasse o brilho de uma lâmpada de cálcio na sua cabeça. Toflui-do mundo na ilha sabe que William – ou “príncipe Bill”, como é afetuosa-mente chamado – é o próximo na linha de sucessão ao trono; então, por que ignorá-lo?

A idéia de uma missão “civilizadora” no Havaí é veementemente descartada por Twain nesta seqüência a seu artigo para o New York Tribune. Usando de sua ironia habitual, Twain parodia o que há de mais retrógrado e preconceituoso no pensamento imperialista, sequioso de anexações. Ao parodiar o discurso xenófobo dos defensores das insti-tuições norte-americanas, Twain estabelece um paralelo entre figuras como as do financista Jay Gould 2 e o político Boss Tweed 3como exem-plos concretos da civilização política e econômica norte-americana.

Senhor,

Depois de explicar quem são os 3 mil brancos e que tipo de gente são os 50 mil nativos, vou oferecer algumas informações sobre como é governado esse reino de brinquedo, com sua população de brinquedo.

Por um delegado e seis soldados? Por um juiz e um júri? Por um pre-feito e um conselho de notáveis? Nada disso. Por um rei – e um Parla-mento – e um Ministério – e um Conselho Privado – e um exército em armas (200 soldados) – e uma marinha (uma balsa e uma jangada) – e uma Corte de Juízes Supremos – e um administrador em cada ilha. É

AS ILHAS SANDWICH: CONCLUSÃO DO

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