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FORMAÇÃO LINGUÍSTICA DOS PROFISSIONAIS DO “DISTRITO DE BRAGA”

6. CAPÍTULO VI – ANÁLISE E DISCUSSÃO DE RESULTADOS

6.3 CARACTERIZAÇÃO DA AMOSTRA DO “DISTRITO DE BRAGA”

6.3.4 FORMAÇÃO LINGUÍSTICA DOS PROFISSIONAIS DO “DISTRITO DE BRAGA”

À questão “Frequentou formação ou algum curso de línguas estrangeiras?”, verificamos que sensivelmente 65% dos inquiridos responderam afirmativamente, ou seja, mais de metade dos inquiridos do distrito de Braga já obtiveram formação em línguas estrangeiras e assim sendo, estas não lhes são completamente desconhecidas. No entanto é de notar a percentagem dos inquiridos que responderam negativamente, com 34%, ou seja, 42 inquiridos.

Figura 41 - Formação dos profissionais em línguas estrangeiras do “Distrito de Braga”

Fonte: Elaboração própria feita em SPSS.

Na sequência desta questão, e uma vez que a percentagem correspondente às respostas afirmativas obtidas foi bastante elevada, foi questionado aos inquiridos através de que tipo de formação adquiriram esse conhecimento linguístico.

A figura 42 revela que na maior parte dos casos os profissionais adquiriram conhecimentos em línguas estrangeiras através de formação superior, correspondendo a uma percentagem de 30.3%.

Figura 42 - Tipo de formação adquirido dos inquiridos do “Distrito de Braga”

Fonte: Elaboração própria feita em SPSS. 65% 34%

1%

Frequentou formação ou algum curso de línguas estrangeiras?

Sim Não Sem resposta 0 5 10 15 20 25 30 35

Se respondeu Sim, através de que tipo de formação adquiriu esse conhecimento?

Formação Superior

Particular

Formação profissional

Proporcionada pela unidade hoteleira/empresa

0 10 20 30 40 50 60

Não Sem Resposta Sim Talvez

Consideraria frequentar um curso de Inglês para Fins Específicos (ESP) ou Inglês para Fins Turísticos (ETP), que foque a aprendizagem na terminologia específica da área profissional em

questão?

No que diz respeito à pergunta “Consideraria frequentar um curso de Inglês para Fins Específicos (ESP) ou Inglês para Fins Turísticos (ETP), que foque a aprendizagem na terminologia específica da área profissional em questão?”, a maioria dos inquiridos respondeu afirmativamente, ou seja, uma percentagem de 56.6%, o que poderá ser uma mais-valia para a atividade profissional dos inquiridos.

Figura 43 - Possibilidade de frequentar o curso de Inglês para Fins Específicos (ESP) ou Inglês para Fins Turísticos (ETP) dos inquiridos do “Distrito de Braga”

Fonte: Elaboração própria feita em SPSS.

Na sequência desta questão, e uma vez que a percentagem correspondente às respostas afirmativas obtidas foi bastante elevada, foi questionado aos inquiridos que se respondesse Sim, que benefícios acredita que esta formação/cursos poderia trazer para a sua atividade profissional. Sendo uma pergunta aberta, verifica-se que as respostas foram variadas, neste sentido, as respostas serão categorizadas de forma a identificar os benefícios que existem nessa formação específica.

Alguns dos inquiridos vêm no curso de Inglês para Fins Específicos (ESP) ou Inglês para Fins Turísticos (ETP), uma mais-valia comunicacional para a sua atividade profissional. Assim, entre as respostas, destaca-se benefícios como “maior confiança na comunicação”, “mais eficácia no atendimento”, “mais facilidade na transmissão da mensagem”. Logo, o objetivo principal é obter uma melhor comunicação.

Identifica-se respostas dos inquiridos ligados à aproximação com o cliente-turista. Entre as respostas, destaca-se benefícios como “melhor relacionamento com os turistas”, “melhor qualidade do serviço”, “melhor serviço no atendimento ao cliente”. Portanto, os profissionais se sentirão mais à vontade no serviço de atendimento, estabelecendo assim, uma melhor relação com o cliente-turista.

Existem ainda respostas relacionadas com o aumento de conhecimento de vocabulário técnico relacionado com a área de turismo e hotelaria. Entre as respostas, destaca-se benefícios como “aprender novos termos e como me expressar com o cliente mais corretamente”, “aumento de vocabulário técnico de turismo/hotelaria”, “mais conhecimentos linguísticos”, “maior conhecimento de termos técnicos bem como

melhor forma de contacto com o cliente”. Neste sentido, esta formação específica irá fornecer uma melhor aprendizagem de termos técnicos/ vocabulário direcionados para a área de turismo e hotelaria.

Há quem considere, também, no curso de Inglês para Fins Específicos (ESP) ou Inglês para Fins Turísticos (ETP), uma mais-valia a nível de fornecer uma maior conexão em geral e a nível de fornecer valorização profissional.

No Capítulo II, é possível comprovar que vários autores, como Zahedpisheh e Saffari (2017), Cravotta III (1990), Al-Khatib (2005) mencionam o papel significativo do curso de ESP ou de ETP, pois podem atingir a proficiência em línguas no setor da hospitalidade e turismo.

A aproximação com o turista torna-se importante, como se verifica no Capítulo III, segundo Lanznaster & da Silva (2018), Popp, et al. (2007), ZeithamI, Berry & Parasuraman (1988), pois com as devidas formações, ao saber-se comunicar e estando em sintonia com o turista, será possível provocar um impacto positivo na excelência do serviço prestado e por conseguinte, fidelizar o cliente-turista.

Tabela 16 - Respostas dos inquiridos do “Distrito de Braga” quanto aos benefícios que o curso de Inglês para Fins Específicos (ESP) ou Inglês para Fins Turísticos (ETP) poderia trazer para a sua atividade profissional

Benefícios Respostas dos inquiridos

Mais-valia comunicacional

“Facilidade de comunicação”; “Maior confiança na comunicação”; “Benefícios com a comunicação oral

e escrita”; “Mais facilidade na transmissão da mensagem”; “Melhoramento das competências de

comunicação”; “Melhor comunicação oral com o turista”; “Mais eficácia no atendimento”.

Vocabulário técnico

“Aprender novos termos e como me expressar com o cliente mais corretamente”; “Aperfeiçoar o inglês

técnico”; “Aumento de vocabulário técnico de turismo/hotelaria”; “Maior conhecimento e prática”; “Maior conhecimento de termos técnicos bem como melhor forma de contacto com o cliente”; “Melhor

conhecimento sobre determinadas terminologias”; “Melhoria na expressão escrita e compreensão da

língua”; “Mais conhecimentos linguísticos”

Melhor relação com o cliente-turista

“Melhor serviço ao cliente”; “Melhor serviço no atendimento ao cliente”; “Melhor qualidade do

serviço”; “Melhoria do relacionamento com o turista”; “Melhor relação com o cliente”. Fonte: Elaboração própria.

Por fim, a última questão tem como objetivo entender quais os aspetos mais relevantes que os profissionais de turismo consideraram que deveria ser incluído numa eventual formação linguística dedicada à área do turismo e hotelaria, sendo que os profissionais consideraram o vocabulário de frases úteis para o atendimento (receção, acolhimento, bar, restaurante, etc.) como o aspeto mais relevante, com uma percentagem de 21.5%, seguido do vocabulário da terminologia específica da área do turismo e hotelaria com uma percentagem de 15.8%. O aspeto considerado menos relevante pelos profissionais foi a gramática da língua, com uma percentagem de 4.2%.

Figura 44 - Aspetos relevantes para incluir numa eventual formação linguística dedicada à área do turismo e hotelaria escolhidos pelos inquiridos do “Distrito de Braga”

Fonte: Elaboração própria feita em SPSS.