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Mercado de trabalho e campo de atuação 88

4.3 TRABALHO DO PSICÓLOGO 88

4.3.1 Mercado de trabalho e campo de atuação 88

A respeito dos locais onde o psicólogo trabalha, houve dois tipos de respostas diferentes. Uma foi a resposta na entrevista e a outra foi referente à escolha de figuras que melhor representavam o trabalho do psicólogo, na perspectiva dos participantes.

Na entrevista, o maior índice de respostas foi para a Psicologia Escolar. Esta categoria teve dezenove ocorrências. Não surpreende que os professores, em sua maioria, tenham afirmado que o trabalho do psicólogo tem relação com o ambiente escolar, uma vez que é o ambiente de trabalho dos próprios professores. Estes professores, especificamente, além de já terem tido contato com outros psicólogos em outros colégios, atualmente trabalham em uma instituição de ensino na qual existem psicólogos atuando. Este serviço é mencionado por muitos dos professores, inclusive com uma boa imagem do trabalho que eles têm do psicólogo escolar. Jason, por exemplo, ao discorrer sobre em que locais o psicólogo atua, afirma que “também trabalha no meio que a gente vive, o psicólogo educacional, como a gente tem [...] aqui, que fazem um trabalho assim bastante importante, significativo”. Outras falas também expõem o conhecimento dos professores sobre os psicólogos escolares de sua instituição de ensino e a imagem positiva que têm dele, bem como de outros psicólogos com os quais já tiveram contato no âmbito escolar, provavelmente em outras instituições de ensino.

Então, é nosso costume encaminhar diretamente para...para psicóloga. Que [...] fazem um trabalho incrível. Então, elas fazem o trabalho educacional nosso? Sim, elas...fazem orientação vocacional, um trabalho maravilhoso. Ta? [...]Só que...não é só isso. Não é só orientação vocacional. Elas...elas trabalham com a pressão, né...da escolha, com a pressão do estudo. Com a pressão do passar ou não passar. O medo do aluno. Mas elas trabalham o lado pessoal. Elas resolvem...meu...elas resolvem cada pepino (risos) que nossa senhora, então a gente encaminha. Sabe? Porque não adianta, o aluno não é...ele não é fechado, sabe...ele não é...não são só compartimentos. Ele não, ele, ele...ele é um todo...né, então...é o que ele ta passando com a família, é...a parte do vestibular, é de relacionamento dele com outros, né...da própria idade...é um conjunto e o trabalho da psicóloga é justamente humanizar esse nosso trabalho. Ela nos coloca no chão, sabe, no lado mais humano. Ela...ela deixa nosso aluno algo...alguém...humano mesmo, palpável, com história, com família. Porque senão seria muito fácil para gente...só entrar e dar aula. (Brianna)

Eu tenho profissionais da Psicologia com os quais eu trabalho. Trabalham comigo há muitos anos, onde eu os indico a alunos para que sejam feitos processos com ele, desde que seja feito um auxílio na opção pro vestibular, e muito mais, digamos assim, na preparação psicológica do indivíduo para fazer a prova de vestibular. (Gary)

Ah, como eu trabalho com educação, o vínculo do meu trabalho com o psicólogo é...permanente. Até no sentido de orientação dos alunos...tanto no ponto de vista educacional como das relações humanas de uma forma mais ampla, né. Então, é um contato...é permanente, e em várias instituições de ensino, sempre trabalhei com psicólogo, então, a gente ta muito mais próximo dele. Antes de eu estar envolvido com educação, o trabalho...eu não tinha quase contato assim com o psicólogo, né. (Ford)

O segundo maior índice de respostas, na entrevista, foi para a área Clínica, com dezessete ocorrências. A grande maioria destas ocorrências não preconizou a clínica como única opção para o psicólogo. Muitos afirmaram que o campo do psicólogo é bastante vasto e vai para além da Clínica, como por exemplo a professora Cecília, que afirma: “Não vejo só a linha tradicionalista não, ou pelo menos o divã”. Houve um menor número de falas que evidenciaram a Clínica (como local de atuação) como o espaço característico da atuação do psicólogo, como se pode observar na fala do professor Jake:

Eu acho que o psicólogo é um terapeuta pessoal. Por exemplo, quando ele trabalha numa escola, ele normalmente invade um espaço que é do pedagogo. Quando ele trabalha numa empresa, existem outros profissionais que são mais específicos da área. Eu vejo a Psicologia mais como uma terapia pessoal. Psicanalista, terapeuta, terapeuta de grupo, né.

Com quinze ocorrências aparece a categoria da Psicologia Organizacional, constituindo das afirmações que, hoje, o psicólogo é visto atuando em empresas e indústrias. Tem-se que, hoje, a Psicologia Organizacional tornou-se um campo de trabalho mais ocupado pelos psicólogos brasileiros do que o era na década de 1980, quando foram realizadas as primeiras pesquisas sobre o psicólogo brasileiro. (BASTOS; GONDIM; ANDRADE, 2010). De acordo com Bastos, Gondim e Andrade (2010, p.262), a área organizacional passou a ser a “terceira área a absorver mais psicólogos”. Pode-se pressupor que a maior inserção dos psicólogos na área organizacional (em indústrias, empresas e organizações de trabalho) repercute, hoje, no imaginário que se tem desta profissão.

Houve onze ocorrências para a área da Psicologia Hospitalar. Embora mencionada por professores como uma possibilidade de local onde o psicólogo atua, também houve falas nas quais os professores criticavam a falta da atuação do psicólogo neste local. Dois professores mencionaram que tiveram pessoas de seu círculo social que passaram por

problemas de saúde e tiveram que ficar internadas em hospitais; os dois mencionaram que em nenhum momento perceberam a presença de um psicólogo neste contexto, dentro do hospital, e mencionaram que esta presença teria sido importante.

O hospital. Mesmo que ali seja um problema, às vezes, muitas vezes fisiológico, mas abala muito a pessoa, né. To te colocando isso até porque eu tenho...[...] tem um problema de saúde, né, e assim ó...e...esse problema de saúde deixou [...] até mais forte. Mas até conseguir conquistar essa força, esse autoconhecimento, foi um trabalho árduo, assim, [...] sofreu bastante...e se tivesse o amparo de um psicólogo desde o início, eu acho que o ambiente hospitalar é um ambiente que carece do trabalho de um psicólogo.(Ford).

Pode-se pressupor que, talvez, a atuação em hospitais tenha emergido como uma possibilidade de local onde o psicólogo pode trabalhar, mas não que, de fato, ele atue nela. Os professores, neste contexto, sabem que o psicólogo pode atuar em hospitais, pois já tiveram contato com esta possibilidade de alguma maneira (ou presenciaram psicólogos em hospitais, ou tiveram o conhecimento de que psicólogos podem atuar em hospitais). Entretanto, Bastos, Gondim e Andrade (2010) afirmam que, hoje, a inserção do psicólogo aumentou muito na área denominada pelos autores de área da saúde; que inclui, na perspectiva dos autores, instituições de saúde públicas e privadas. Do mesmo modo como, hoje, há maior inserção do psicólogo neste ambiente, pode-se pressupor que é de conhecimento, também, dos professores entrevistados, que o psicólogo tem atuação neste local.

O que ocorre, neste caso, com a atuação do psicólogo no hospital? Botomé e Rebelatto (1999) afirmam que o campo de atuação se caracteriza pela identificação de necessidades sociais, e não necessariamente pela oferta de emprego existente. Pode-se pressupor que, embora haja um campo de atuação já reconhecido para o psicólogo (atuação em hospitais), há uma má inserção deste profissional neste contexto. Os professores evidenciaram que tiveram a necessidade do serviço deste profissional neste contexto e não encontraram psicólogos atuando nele. Isto pode se dever a algo que Botomé e Rebelatto (1999) afirmaram como sendo a dificuldade de o profissional conseguir intervir frente a uma demanda social e conseguir obter um ganho econômico com isto. Muitas vezes, a falta de um emprego formal na área – bem como a dificuldade de o profissional saber realizar um projeto que vise a atender uma demanda e com o qual este profissional consiga, também, obter um sustento econômico (até para a sobrevivência do próprio projeto) – dificulta a atuação do profissional em áreas nas quais ele seria de extrema importância.

Com cinco ocorrências, houve a fala de professores mencionando o psicólogo em presídios. Neste contexto de trabalho, o psicólogo teria uma função importante na reabilitação do indivíduo retido à sociedade.

Já numa prisão eu acho que o psicólogo é aquele que vai tentar mostrar para a pessoa que está lá, retida, que aquela retenção aconteceu por vários motivos. Não só pelo fato de ele ter cometido um crime, mas muitas vezes, er, ele cometeu esse crime levado por um passado de abusos, um passado de dificuldades, um passado de fome, de tristeza, de decepções, que o levou, evidentemente, a cometer aquele crime. E tentar recuperar esse ser humano para futuramente, isso pode parecer até utópico, mas futuramente integrá-lo à sociedade. (Paul)

Lugares onde o psicólogo pode trabalhar que apareceram com menores ocorrências foram em órgãos públicos (duas ocorrências); na área da publicidade e propaganda, trabalhando com Psicologia do Consumidor (uma ocorrência); em creches, orfanatos e casas-lar (uma ocorrência) e na área do Esporte (uma ocorrência). Tem-se que a área da Psicologia Social, de acordo com o estudo de Gondim, Bastos e Peixoto (2010), é bastante reduzida em número de inserções de psicólogos, em relação às outras áreas mais conhecidas e tradicionais da Psicologia (Clínica, Organizacional, Saúde, Docência e Escolar). Os autores ainda problematizam que isso pode se dever à má remuneração encontrada nestas áreas de atuação – que implica, também, para os autores, na razão pela qual muitos psicólogos combinam a área Social com outras áreas de atuação em Psicologia. Tem-se, também, que áreas como a Psicologia do Esporte e Jurídica ainda são incipientes no Brasil em termos de empregabilidade, consideradas áreas “emergentes” da Psicologia (CARVALHO; SAMPAIO, 1997; BASTOS; GONDIM; ANDRADE, 2010).

Embora haja um campo de atuação reconhecido para estas áreas emergentes, provavelmente ainda há ausência de ofertas de emprego nesta área – e uma incapacidade de os profissionais conseguirem intervir nesta demanda. Esta incapacidade não se refere, necessariamente, a uma deficiência dos profissionais; pode ser, de acordo com Botomé e Rebelatto (1999), uma falta de formação específica para elaborar um projeto sustentável que vise a atender esta demanda. Aqui, de acordo com os autores, entraria a deficiência na formação universitária. De acordo com eles, há conhecimento hoje disponível para ensinar como se elabora e implementa um projeto que vise a intervir em uma necessidade social e que dê um retorno financeiro ao profissional – conhecimentos, estes, referentes a administração, empreendedorismo e ciências contábeis, por exemplo. Entretanto, os autores criticam que, muitas vezes, a universidade não ensina isto aos estudantes – e como conseqüência obtém-se

profissionais que, em vistas de não conseguirem implementar um projeto economicamente sustentável que atenda a esta demanda, optam por abandoná-la e procurar uma oferta de emprego já existente.

Está aí, provavelmente, uma das deficiências da atuação em Psicologia. Há o reconhecimento das necessidades sociais, muitas vezes; entretanto, falta o conhecimento para saber como atendê-las. Castro e Yamamoto (1998) problematizam que, muitas vezes, as atuações em áreas emergentes da Psicologia podem se dar pela forma do trabalho voluntário; e que a má remuneração é um dos fatores que faz os psicólogos, muitas vezes, abandonarem a profissão em virtude de tentarem obter melhor remuneração em outras áreas de atuação não relacionadas à Psicologia. Portanto, pode-se pressupor a existência de um conflito na categoria da profissão de psicólogo: o querer atuar em vistas de atender a demandas sociais e o conseguir obter desta atuação um retorno financeiro.

Acerca das possibilidades do campo de atuação da Psicologia – em que lugares o psicólogo poderia trabalhar – os participantes, em sua maioria, afirmam que é bastante amplo. Há dezoito ocorrências que relacionam o campo de atuação da Psicologia como envolvendo não apenas diferentes faixas etárias ou segmentos da sociedade, mas sim todas as pessoas. Algumas falas dos professores demonstram isso. Bruce diz: “Na verdade em tudo que é lugar (risos). [...] Em qualquer trabalho...né...seria bom ter um psicólogo em cada casa, para fazer uma (risos) uma análise da família. Acho que em qualquer área de atuação eu acho que é importante”. O professor Gary diz: “Sem dúvida, né. A gama de atividades do psicólogo é bastante grande”. O professor John afirma que “o psicólogo tem, acredito eu, um campo vasto para exercer sua profissão”.

Falas bastante freqüentes são as referentes a “onde há ser humano, há possibilidade da atuação da Psicologia”. Afirmações desse tipo podem ser encontradas em: “eu acredito que não haja área de relação humana em que não caiba a figura de um psicólogo”, do professor Paul; “onde haja pessoas, onde haja relacionamento, o psicólogo tem sua função ali”, do professor Kent; e “onde tiver pessoas, onde houver relacionamentos, onde houver uma teia de estudos de relacionamento, de sociedade, cabe ao psicólogo atender. Acho que não existe uma limitação da atuação do psicólogo”, do professor Bob.

Percebe-se que os professores, em sua maioria, imaginam um amplo campo de atuação para o psicólogo. Mesmo os que afirmaram não imaginar nada em específico (as seis ocorrências na categoria ‘não imagina’) afirmaram que concebem a área de atuação do psicólogo como bastante ampla. É o caso do professor Stabbin, que diz, acerca do trabalho do psicólogo: “não consigo imaginar algo diferente do que eu já conheço. Realmente eu não

consigo”; e também “qualquer tipo de trabalho que haja um relacionamento pessoal. Qualquer um”.

Onze ocorrências são encontradas afirmando que possibilidades de atuação profissional para o psicólogo, diferente das já existentes, seriam ampliações da atuação do psicólogo em locais onde ele já trabalha. Essas falas aparecem, por exemplo, no contexto de empresas.

Esse do RH. Eu nunca vi. Talvez eu esteja enganado e tenha...mas eu nunca vi. Acho que seria muito interessante que tivesse. Principalmente empresas que as pessoas lidam com o cotidiano de fábrica, sabe, os caras lidam só com aquilo, só montam uma peça, passam o ano, a vida montando uma peça, e às vezes o cara pode ficar meio pirado. E acho que talvez ajudasse até a...diminuiria talvez o número de licenças, creio eu, né. Mas eu nunca vi, então eu acho que esse é um lugar que deveria ter. (Peter)

Nas escolas a gente sabe que sim, pelo menos na escola onde a gente trabalha, né. Mas será que em todas as escolas, aí eu vou partir do pressuposto, será que em todas as escolas do país, do Estado, tem esse profissional para dar o atendimento ao aluno e ao próprio professor e aos próprios funcionários? Não acredito que isso aconteça. Então, são exemplos que estou te dizendo de que na área da Educação que a gente trabalha, é fundamental, tem que ter esse profissional. Senão, o corpo não vai funcionar. Vai faltar sempre alguma coisa. E a orientação adequada viria de um profissional formado para isso, específico a isso. Né. (John)

Eu vou dar um exemplo bem próximo do que aconteceu comigo. Eu tive [...]. Em seis meses descobriu um câncer e veio a falecer. Então, eu tive uma experiência que eu vou levar muito para minha vida, foi uma experiência muito rica em hospitais. E

eu sentia falta do trabalho de Psicologia. (Henry)

Nove ocorrências afirmam que existe possibilidade de atuação do psicólogo em contextos de trabalho não tradicionais. O professor Alexander afirma que seria interessante um psicólogo estudando a questão das redes sociais de internet, a qual cada vez mais tem grande número de adeptos.

Não sei [...] de repente a Psicologia já analisou isso aí. Essa ânsia assim por publicar fotos, essa ânsia assim de...não sei se isso, até que ponto isso aí é bom, positivo ou negativo, certo? Assim, claro que veio para ficar, né, essa internet, tudo isso, né. [...] Mas, é...não sei, talvez seria interessante, talvez, a ver um pouco isso aí, os perigos que isso...né...que estão atrelados a isso aí, né, que seria uma exposição aí de imagem, de coisas, né. Assim, talvez eu acho que poderia a Psicologia hoje...é...se focar um pouco mais nisso aí. Certo? Não sei se existe, assim, alguma pesquisa, alguma coisa sobre essa época, essas redes sociais que nós temos hoje em dia. [...] Se poderia se encontrar uma explicação por quê hoje nós temos que mostrar tudo o que fazemos entre quatro paredes, né. Sim, e aí, claro, que alguém me explicasse, se isso é bom, se é ruim, né, qual é...onde que está a fronteira, assim, né, a tênue fronteira entre...entre...o que pode ser de repente alguma coisa assim, é, não sei,

alguma mania, né, ou se isso é, é...é algo assim...normal, se tem que se enxergar como normal, ou se é algo assim, uma anomalia, isso aí, né. (Alexander)

Outras possibilidades, em outros locais e contextos de trabalho, também são mencionadas pelos professores:

Eu acho que nas igrejas, independente da...do tipo da igreja, da fé, eu acho que a Psicologia seria muito importante, porque muita gente procura a Igreja, já procura com o lado psicológico afetado, acho que talvez o psicólogo ajudasse muito, né. Até talvez ajudasse a...colaborasse com as pessoas, nas Igrejas, que não tem esse conhecimento da Psicologia e dão conselhos às vezes até sem saber do que tão falando, né, sem ter esse estudo. (Peter)

Ele pode ser um agente colaborador, até inclusive na questão de planejamento urbano...na questão de planejamento de...estruturas residenciais, [...] você tem um número cada vez maior de pessoas num espaço muito pequeno. [...]Eu acho...não conheço, não sei se ele trabalha nisso, mas acredito que o psicólogo podia ta mais inserido nessa área de planejamento urbano. Podia ta participando desse tipo de coisa. (Nolan)

De todo modo, há oito ocorrências de professores afirmando que a Psicologia é uma profissão desvalorizada no país.

Agora há um hábito de achar que o problema ou as coisas psicológicas são menos importantes que as outras, né. É um hábito, né. Eu acho que ainda tem. Ah, eu não preciso de psicólogo. E de fato, muita gente que não precisa de psicólogo. Eu também quase não vou ao médico. Agora o dentista eu já vou mais, né. Então...depende de cada caso, mas eu acho que assim como pouca gente vai ao dentista e ao médico, também tem muita gente que não vai ao psicólogo. E tem muita empresa que não sabe o que significa. Tem muito governo, muito programa social, que não sabe o que significa. Eu acho que atualmente não, né, os programas sociais, né, eu acho que a educação, tudo, ta valorizando muito, né, tanto que há um reconhecimento mais forte. (Kent)

Os psicólogos precisam mostrar para sociedade o quanto que eles podem ajudar a sociedade. A sociedade tem preconceito. Hoje, sabe quem é o maior psicólogo do povo? O maior psicólogo é o padre, é o médico, que não são pessoas que estudaram para ta orientando as pessoas desse jeito. (Henry)

Tem, né? Pois é. Eu vejo assim, ó. Eu vejo que muita...é muita discriminalizada, eu vejo, essa profissão de vocês. Muita gente não dá o devido valor. Mas eu por exemplo to com uma filha agora no terceirão, e eu vejo o quanto seria importante para ela um trabalho nesse sentido. É...nesse momento, e inclusive em outros também. Tem vários momentos da vida dela que eu acompanhei de adolescência, pré-adolescência, e tal, em que às vezes os pais não tão realmente capacitados a falar as coisas corretas [...] e iriam ajudar ela, no caso. E você vê que cada pai adota um método, quando na verdade existe uma pessoa que estudou para fazer aquilo ali. E assim como a gente valoriza tanto a nossa profissão devia acreditar em quem estudou para prestar uma assessoria certa para aquele momento. (Arnold)

Portanto, na perspectiva destes professores, a sociedade ainda não reconheceu o verdadeiro valor do psicólogo. Tem-se, na perspectiva dos professores, que as pessoas, de um modo geral, ainda precisam reconhecer a importância deste profissional e as possíveis contribuições que este poderia exercer frente à sociedade. Com sete ocorrências, há uma categoria representativa do psicólogo como sendo um profissional extremamente necessário para a sociedade. Eles reconhecem que há demandas sociais emergentes e importantíssimas com as quais o psicólogo pode estar trabalhando.

Meu Deus. São tantos problemas urbanos. As pessoas, os indivíduos, acabam desenvolvendo problemas emocionais, psico-emocionais, então mais do que nunca, a sociedade urbana precisa de um profissional da área da saúde, que pudesse ajudar,