4.2 PERFIL DO PSICÓLOGO 54
4.2.1 Personalidade do psicólogo 54
Primeiramente, foi perguntado aos professores, no roteiro de entrevista, como imaginavam o psicólogo. Também foram utilizadas as figuras para identificar o que eles imaginavam como sendo a personalidade de um psicólogo.
Figuras de bonecos Quantidade de escolhas Participantes Quantidade de escolhas não- representativas Participantes 12 Magnus, Samuel,
Arnold, Bruce, Kevin, Ford, Clark, Bruce, Jason, Bob, James, Blake
7 Gregory, Alexander,
Nolan, Lucas, Peter, Jake, Anthony
3
Qualquer um dos dois 3 Gary, Tommy, Cecília Nenhuma das figuras 3 Mark, John, Kent
Quadro 1: Ocorrências de figuras referentes a bonecos que melhor caracterizam o psicólogo Fonte - Elaboração do autor, 2011.
Percebe-se que em relação ao gênero ser determinante na imagem que os entrevistados tem sobre o psicólogo, tem-se que quatro entrevistados não vêem relação alguma entre gênero e a profissão de psicólogo. Afirmam: “qualquer um dos dois. Não sei por quê. Até de cara imaginaria a moça, né, mais pra psicólogo, né, mas acho que poderia ser qualquer um dos dois” (professor Tommy); “Ah, meu Deus! Juro para ti que, inicialmente, eu não consigo diferenciar. Podia ser tanto um quanto o outro. Tanto o homem quanto a mulher. Para mim, tanto faz os dois” (professor Henry). O professor Gary também afirma que o gênero do psicólogo não faz diferença:
Hm...não existe essa...eu não vejo essa relação. De nenhuma das duas imagens ou de uma imagem com o psicólogo. Sem estigma, sem preconceito. Quer dizer, todos os dois, dependendo da circunstância, da situação, poderiam desenvolver um trabalho, podiam se preparar, e exercer a atividade com sabedoria e dignidade, sem estigmatizar. Nay-nay. Nenhum dos dois a resposta. [...] Qualquer um pode ser psicólogo. Desde que se prepare, estude.
Houve oito ocorrências onde os participantes, mediante suas falas, afirmaram, que o gênero influencia na visão que os professores entrevistados têm do psicólogo. Cinco
ocorrências foram para o gênero feminino e três para o gênero masculino. Falas afirmando que o psicólogo é mais visto como associado ao gênero feminino são encontradas em: “às vezes, me parece que as mulheres são mais afáveis a esse tipo de trato pessoal” (professor Nolan); “mulher, né. Sempre a mulher é o psicólogo, né. Homem não tem essa capacidade de comunicar com os dois lados cerebrais, então, sempre a mulher é mais esperta do que o homem (risos)” (professor Lucas); e o professor Jake afirmando que “se tem que escolher um dos dois, escolheria a mulher. Por N motivos, um porque dentro da posição que a gente vive, mulher tem mais essa posição de apaziguadora, de envolver, de cuidar, né? Dos filhos, das pessoas”. Falas referenciando o psicólogo como associado ao gênero masculino são encontradas em: “aquele estigma de velho, de cachimbo né, do Freud”, também do professor Jake;
Eu vou ser machista, mas acho que é o boneco ali, que eu acho que é o Bob, o Ken, não sei. A gente imagina, assim, a mulher como o sexo mais frágil e pedindo opinião de homem, geralmente o homem é o cabeça da relação...então...não tem como não fazer uma analogia...desse tipo.(professor Arnold).
Bah...e agora, rapaz? ...Eu escolhi o psicólogo como homem porque...todos os psicólogos que eu já interagi, até hoje, a maioria deles eram homens, né. Então...por isso que eu vejo a figura do psicólogo uma figura...mas não necessariamente que a figura do psicólogo deva ser masculina, né, mas é, foram os, com os quais eu tive contato, e por isso, né, ahn...eu vejo a figura do homem em primeiro lugar. (Ford)
Estas falas vieram em decorrência da escolha dos bonecos. Pressupõe-se, pela análise das falas associadas à escolha do boneco feminino, que há uma ligeira tendência ao psicólogo ser mais associado ao gênero feminino. Entretanto, na escolha dos bonecos, outras falas apareceram que não referente ao gênero dos bonecos. O boneco masculino contou com doze escolhas, ao passo em que o boneco feminino contou com sete escolhas e cinco não- escolhas. As escolhas pelo boneco masculino (e não-escolhas pelo boneco feminino), entretanto, relacionam-se mais a características de personalidade que os professores atribuíam aos bonecos do que ao gênero deles.
De acordo com os professores, o boneco masculino transmite mais confiança, seriedade e sobriedade – características tidas por estes como fundamentais na imagem que têm de um psicólogo. Já o boneco feminino transmite – principalmente para os professores que fizeram uma não-escolha para ele – características como vaidade, futilidade e superficialidade. Percebe-se que, em detrimento do gênero, o que mais importou para a maioria dos professores pela escolha de um boneco e não de outro foram características de
personalidade atribuídas a eles. Estas características, para os professores, talvez sejam mais relevantes do que o gênero propriamente dito dos bonecos.
Algumas falas exemplificando esta preferência são encontradas em: “Vamos deixar esse como o psicólogo. A Barbie é muito ‘Barbie’” (Bruce); “Pela carinha dele. A carinha dele é mais confiável. [...] A dela não é confiável...não é confiável para mim. Não acredito no que ela fala...tá?” (Clark); “Putz...ai, ela é tão frívola...ela é tão...tão estereotipada [...] acho essa figura muito estereotipada, muito ruim para nossa sociedade...não acho que combina com a sua profissão (risos).” (Brianna); “Acho que ele [...] Ta de um pouquinho mais de confiança, um pouco mais, ahn...ela transmite mais a...a impressão de que o objetivo dela é de ir todo dia de shopping, sabe, de...de outros valores...só isso” (Kevin).
Portanto, pode-se pressupor que o gênero não foi um fator determinante na imagem que os professores têm acerca do psicólogo. Castro e Yamamoto (1998) afirmam que a Psicologia é uma profissão feminina, bem como a pesquisa de Bastos, Gondim e Rodrigues (2010). Com isto, estes pesquisadores afirmam que a Psicologia é composta por uma maioria de profissionais do sexo feminino. Entretanto, na perspectiva dos professores entrevistados, o gênero não foi um fator que influenciou significativamente a imagem que eles têm do psicólogo.
Os professores, ao serem questionados acerca do perfil do psicólogo (que pessoa que eles imaginavam que era, com quais características), elencaram uma série de características. Elas foram agrupadas nas seguintes categorias: pessoa acolhedora e receptiva (dez ocorrências); seriedade/sobriedade/discrição (nove ocorrências); elegante (nove ocorrências); não é uma pessoa vaidosa e fútil (nove ocorrências); centrado/equilibrado/organizado (oito ocorrências); compreensiva e que dá suporte (sete ocorrências); bom ouvinte (seis ocorrências); calmo e sereno (seis ocorrências) e confiável/inspira confiança (seis ocorrências). Com menor frequência, apareceram características tais como: bom orientador e conselheiro (cinco ocorrências); observador/analista (quatro ocorrências); despojado (quatro ocorrências); ser uma pessoa de bem com a vida (três ocorrências); uma pessoa que preza por valores familiares (duas ocorrências); emocionalmente forte e não se abala (duas ocorrências); paciente (duas ocorrências); madura e experiente (uma ocorrência); e louco/problemático (uma ocorrência). Houve oito ocorrências de afirmações a respeito de não imaginar nenhum perfil de psicólogo.
Acerca das imagens referentes a pessoas que caracterizam a imagem de um psicólogo para os entrevistados, obteve-se o seguinte resultado geral:
Figuras de pessoas Quantidade de escolhas representativas da imagem do psicólogo Participantes que indicaram escolhas representativas Quantidade de escolhas não representativas da imagem do psicólogo Participantes que indicaram escolhas não representativas 15 Magnus, Gregory, Bruce, Stabbin, Henry, Lucas, Clark, Mark, John, Jason, Jake, James, Blake, Anthony 12 Samuel, Arnold, Bruce, Alexander Henry, Ford, Paul, Lucas, Clark, John, Bruce, Jason 4 Magnus, Brianna, Mark, James 7 Brianna, Stabbin, Nolan, Bruce, Jake, Bob, Anthony 4 Bruce, Henry, Mark, James 6 Kevin, Alexander, Ford, Peter, James, Blake 3 Bruce, Henry, Mark 4 Magnus, Kevin, Brianna, Peter 4 Henry, Mark, James 3 Gregory, Paul, Mark 4 Bruce, Henry, Jason, James
Quadro 2: Ocorrência de figuras relativas a pessoas que seriam o psicólogo Fonte - Elaboração do autor, 2011.
O perfil imaginado pela maioria dos entrevistados corresponde a imagem de uma uma moça de terno, exibindo um sorriso. Houve quinze escolhas para esta figura e nenhuma não escolha. Para os entrevistados, ela transmite confiança, elegância e simpatia. Demonstra uma postura ao mesmo tempo profissional e acolhedora. Para o professor Mark, essa figura constituiu-se uma escolha, e sua fala a justifica “Essa menina aqui que está sentada aqui, sorridente e simpática, transmitindo simpatia”. O professor John afirma, entretanto, que ela se assemelha a uma psicóloga recém-formada: “Parece psicóloga...é, me parece também ser uma pessoa da área ou está alcançando a área, está num processo de formação, pela convivência, por estar ao lado de outras pessoas”. O professor Clark afirma que a moça simplesmente transmite empatia: “Não sei, empatia, talvez. De cara já gostei. Dos outros não.”. O professor Jason afirma que:
Acho que o psicólogo ele tem que transmitir um pouquinho de seriedade [...] E essa aqui, a impressão que ta sorrindo, tem um rosto assim que ta...que ta digamos assim, um pouco limpo, com o cabelo mais preso, ela tem um ar um pouco mais assim de seriedade, não é tanto despojado.
O professor Henry afirma que “essa aqui, das outras opções [...] parece simpática, parece tá alegre, busca equilíbrio, parece ta bem”. O professor Bruce, ao escolher pela moça de terno e pela moça de óculos – a qual teve o segundo maior escore de ocorrências (doze) – afirma:
É...agora por quê...? Não sei, de repente em função da postura das duas. Esse aqui eu achei muito despojado, por exemplo. Essa aqui uma postura meio, sei lá, não sei se é até tímida, embora a cara seja até mais soltinha, né, mas...esse aqui não. Não sei, mas não acho...a princípio, essas duas. Dentro do que eu consigo ver. Em função da postura, da maneira de se colocar, da roupa inclusive...(Bruce)
A figura da mulher usando óculos, sentada atrás de uma mesa, contou com doze ocorrências. Para os participantes, esta mulher demonstrava seriedade e sobriedade, características necessárias ao exercício da profissão de psicólogo. O professor Paul, por exemplo, afirma que
Porque, é como eu sempre digo, ahn...ela aparenta uma organização, e além da organização, ela aparenta, ela aparenta um distanciamento, que é fundamental pro psicólogo, se o psicólogo não fizer um distanciamento do problema do paciente dele, ele realmente ele entra em parafuso, né, porque, por isso que todo psicólogo tem que ter acompanhamento.
O professor John afirma que escolheu a moça de óculos pois “Aqui, pela maneira dela, pela expressão dela, parece um profissional do ramo...tá sendo, ta observando, parece algo ou alguém o comportamento. Parece psicóloga”. O professor Bruce afirma que ela transmite sobriedade, e portanto, combinaria com o que ele imagina de uma psicóloga.
As não-escolhas para esta figura, entretanto, afirmaram que ela transmitia frieza e antipatia. O professor Mark afirma que não escolheu esta figura pois “essa aqui extremamente sisuda, parece que ta preocupada também com os problemas dela, não com os problemas externos”. A professora Brianna diz: “Ela tem cara de...meu, antipática. Eu não conseguiria me abrir para uma pessoa assim. E olha que eu falo, hein (risos).”O professor Magnus diz que a mulher de óculos parece um “porteiro de cemitério”, e afirma:
Tem que haver uma harmonia, porque o primeiro contato do psicólogo com o paciente vai ser visual, e o visual é muito importante porque se você enxerga um visual, tanto no extremo como no outro um visual muito sisudo, isso vai te espantar. Você vai dizer “pera aí” (sic) eu to com problema e já pego de cara uma pessoa carrancuda, isso não vai me ajudar em nada.
O terceiro maior índice de ocorrências foi a um homem usando gravata. De acordo com os participantes que o escolheram, ele transmite serenidade, calma e confiança. A professora Brianna afirma: “meu, ele é muito...plácido, sereno, sereno. Ele é muito sereno, assim, centrado. E eu acho que isso também, por mais que...você espere um desprendimento, né, de um psicólogo, ele também precisa ser ao mesmo tempo centrado e sereno. Né?”. O professor Bob diz
Acho que...eu vou para esse aqui, ó. Porque ele me demonstra atenção e ta afim de me ouvir, mas ele não ergueu um sorriso, dizendo se to certo ou errado, que isso poderia de fato. É um olhar neutro. Eu acho que a atuação é neutra. Assim como na Física, eu tenho que ser neutro, sem vir interferência do meu histórico. Eu acho que o psicólogo ele ouve, ele presta atenção, ele pensa, e não dá para saber o que ele ta pensando. Tipo “Eu não sei se o que eu disse ele acha que ta certo ou errado”. Não vou ser envolvido por um sorriso, ou por um olhar. Posso continuar minha linha de raciocínio. Vou ouvindo, vou expondo, vou conhecendo.
O professor Stabbin afirma que o homem de gravata é “mais tranqüilo...não tão agressivo, não tão despojado, mais tranqüilo”. Alguns outros professores, entretanto, afirmam
que o homem de gravata transmite “um sorriso que me parece falso, forçado”, como o professor Mark. Já o professor Henry afirma:“Esse aqui ta com cara de galã”.
O quarto maior índice de ocorrências foi a um homem, em uma rua, utilizando camiseta pólo, óculos escuros e calça jeans. As ocorrências para ele foram todas em função da informalidade que ele transmite, necessárias ao exercício da profissão de psicólogo.Ford diz, ao escolher por essa figura, que o homem de óculos é“na rua, mais informal, que isso mostra que o trabalho do psicólogo não se dá apenas em consultório, né. O trabalho do psicólogo pode se dar em todos os lugares onde há relação humana”, correlacionando aí a figura com o que ele imagina, também, do trabalho do psicólogo. O professor Kevin afirma que o escolheu porque “os outros são muito mauricinhos, muito...puxando mais pro executivo, não parece muito, não parece pessoas que...o estilo do psicólogo”. O professor Blake afirma que ele não é “mauricinho”, portanto, combina com o seu perfil imaginado de um psicólogo. Já o professor Mark o pôs como não escolha porque “esse muito despojado me parece um cara que não ta comprometido com muita coisa”.
Uma moça usando saia foi a figura com o quinto maior índice de indicações, das seis existentes. Percebe-se que o mesmo número de escolhas foi parecido com o número de não-escolhas para esta figura (três ocorrências). Brianna afirma, a respeito dela:
Mas assim...ela porque ela é muito descolada (risos). Ela é muito descolada, muito legal. Sabe, esse...a posição do corpo, por mais que ela esteja, né, com a perna cruzada, e isso é sinal, né, de que você ta na defensiva, e tal. Mas ela é muito descolada, ela tem uma postura legal, a roupa, o cabelo.
Peter fala que “bom, a moça de saia tem assim um jeito de uma...de uma psicóloga que ta vestida para atender. Ela ta com uma roupa adequada para isso e a carinha”. O professor Magnus diz que ela transmite paz e confiança. As não-escolhas para esta figura da moça de saia, contudo, foram em função do aspecto informal que ela transmite – semelhante ao homem de camiseta preta e óculos escuros. O professor Henry afirma: “essa aqui ta muito despojada né, para ser uma psicóloga...não pelo fato de ta com saia, mas eu digo assim, a própria postura, sabe? Ta mais uma postura de... ‘quero que me olhem’ do que preocupada com o outro”. O professor Mark afirma que “Né, essa pessoa mais preocupada com a pose do que qualquer outra coisa”. Portanto, estes professores consideraram esta figura como uma pessoa apenas preocupada em “fazer pose” e se exibir, e não necessariamente preocupada com o outro – característica, para eles, fundamental para o psicólogo.
Um homem de camisa branca teve três escolhas e quatro não-escolhas. As escolhas para ele foram devido ao aspecto confiante e elegante que transmitia. A fala do professor Mark exemplifica isso: “não sei como é que eu vou citar, o rapaz aqui de camisa branca, sem gravata, ta bem vestido, é um estilo despojado, porém elegante e confiante. Essa pessoa me passaria confiança”. Entretanto, as não escolhas foram devido a ele não se assemelhar a um psicólogo. De acordo com o professor James, este homem parece um político e, de acordo com Jason, um empresário – e não um psicólogo.
Então, a imagem que se tem de um profissional da Psicologia, para a maioria dos professores entrevistados, é o avesso de uma personalidade semelhante à Barbie – que transmite futilidade, superficialidade, vaidade e descaso. A imagem que eles formam do psicólogo é o de uma pessoa séria, discreta, sóbria e comprometida com sua profissão. Não é uma pessoa despojada – embora alguns professores o tenham afirmado – e nem desrespeitosa. Trata-se de uma pessoa que transmite confiança para quem atende e demonstra excelente postura profissional. As falas dos professores Mark e Bruce exemplificam isso:
Quando eu penso num psicólogo, eu acho que o psicólogo tem que ser uma pessoa, né, extremamente de confiança, que eu confie na pessoa. Porque, afinal, se eu vou consultar um psicólogo, eu vou consultar uma pessoa que, né, eu preciso desabafar os meus problemas mais íntimos. E que se essa pessoa não tiver a minha confiança, certamente eu não contarei os meus problemas mais íntimos, e essa pessoa não poderá me ajudar a resolver esses problemas. Basicamente, eu vejo no psicólogo...eu vejo na pessoa do psicólogo uma pessoa de confiança. Ta? Eu tenho que ter confiança para poder contar para ela os meus problemas mais íntimos para que ela possa me ajudar a resolver tais problemas. ( Mark)
Há alguns professores que afirmam que o psicólogo, pelo contrário, é mais despojado. A fala do professor Blake exemplifica isso, ao afirmar: “muito mauricinho, não, o psicólogo tem que ser uma pessoa mais à vontade, mais desprendida de coisas. De repente um cara de terno até inibe a pessoa”. Entretanto, o maior número de escolhas foi para o psicólogo demonstrando postura profissional e elegante, e não uma postura despojada e solta.
Contudo, ainda que este psicólogo transmita seriedade e sobriedade – bem como elegância e postura profissional – percebe-se que, para os professores, uma característica importante que o psicólogo transmitiria é o estar em paz consigo mesmo. Trata-se de uma pessoa que teria a expressão serena, calma e transmitiria acolhimento, receptividade e confiança. Não seria apenas uma pessoa “séria”, pois senão, como exemplifica a fala do professor Magnus, seria simplesmente alguém “com cara de porteiro de cemitério”.