• Nenhum resultado encontrado

1 FACTOS RELEVANTES DO ANO

6. GESTÃO AMBIENTAL

6.3. Programas de Gestão Ambiental

O Programa de Gestão Ambiental, implementado em 2006 na área da Distribuição (lojas e centros de distribuição) e Indústria, traduziu-se nas diversas acções a seguir apresentadas.

Controlo da Qualidade e do Consumo de Água

O Plano de Monitorização da Qualidade da Água de 2006 abrangeu todas as unidades da Distribuição em Portugal, de forma a optimizar o controlo da qualidade da água consumida, a qual é fornecida, na maior parte das unidades, pela rede pública de abastecimento. Neste sentido, das 346 análises efectuadas, registou-se que o cumprimento dos limites legais atingiu os 95,4%, tendo sido desenvolvidas as acções correctivas adequadas a cada situação.

Em Portugal, com a implementação de um novo sistema informático (ao qual acedem todas as unidades), procedeu-se a uma monitorização trimestral dos consumos de

água, com base nas leituras dos contadores. Assim, os indicadores de consumo de água apresentados abrangem 86% das unidades em Portugal e 73% na Polónia. Este ano, é apresentada também a evolução do indicador face a 2005.

Indicadores Ambientais:

Consumo de água por área de venda (m3 / m2)

2006 2005 ∆ 06/05

Portugal 2,08 2,03 +2,5%

Polónia 0,75 0,74 +1,4%

Consumo de água por milhares de caixas movimentadas (m3 / UMC'000*)

2006 2005 ∆ 06/05

Portugal 0,58 0,47 +23,4%

Polónia 0,10 0,10 0%

(*) UMC – Unidade de Medida de Compra em milhares.

O aumento significativo no consumo de água nos centros de distribuição em Portugal deve-se, sobretudo, à transferência da higienização de veículos para as instalações da Gestiretalho.

Para um eficaz controlo do consumo de água, as Companhias da área da Indústria têm vindo a desenvolver diversas acções no sentido de racionalizar o seu consumo e de minimizar os seus desperdícios. Para concretizar estes objectivos, foram desenvolvidas, durante 2006, entre outras, as seguintes acções:

ƒ Nas unidades industriais, foi realizado um acompanhamento/monitorização dos consumos, tendo sido realizadas acções de sensibilização para todos os colaboradores, onde o tema da racionalização da água foi abordado;

ƒ A IgloOlá substituiu dois depósitos de óleos vegetais por outros que incorporam um sistema de lavagem CIP (“Cleaning In Place”), que reduz substancialmente o consumo de água;

ƒ A LeverElida prosseguiu com os seus trabalhos de análise e simplificação de processos nas áreas de Detergentes Pós, Detergentes Líquidos e Produtos Pessoais, com o objectivo de reduzir o consumo de água e a geração de efluentes líquidos.

Indicadores Ambientais:

2006 2005 06/05 2004 05/04

Consumo Global de água (mil m3) 387,0 434,0 -10,8% 445,6 -2,6%

Consumo de água por unidade de

produto produzida (m3/t) 2,51 2,75* -8,4% 2,84 -3,3%

Racionalização do Consumo de Energia

Nas Companhias da Distribuição é de destacar, em 2006, o lançamento do projecto “Poupança de Energia”, o qual visa também operacionalizar o compromisso de Jerónimo Martins no combate ao fenómeno das Alterações Climáticas. O projecto abrange quatro vertentes:

ƒ Formação/sensibilização dos colaboradores para as boas práticas neste campo; ƒ Reforço do investimento em tecnologias e equipamentos mais eficientes; ƒ Eco-benchmarking interno;

ƒ Investimento em tecnologias que recorram a fontes de energia mais limpas e que visem reduzir progressivamente os consumos específicos de energia (sobretudo electricidade).

É ainda de destacar a implementação de planos de racionalização dos consumos de energia nos 3 centros de distribuição da Gestiretalho (dois dos quais são considerados consumidores intensivos de energia), sendo de destacar, neste âmbito, as seguintes acções:

ƒ Substituição gradual de carregadores de alta frequência (empilhadores) por outros com maior rendimento;

ƒ Utilização de sistemas de deslastragem de iluminação artificial em função da iluminação natural;

ƒ Inclusão de antecâmaras no armazém de Frutas e Vegetais Norte, remodelado em 2006;

ƒ Instalação de variador de velocidade no condensador evaporativo do sistema de frio do centro de distribuição da Azambuja.

À semelhança do que se verificou no controlo do consumo de água, o sistema informático implementado permitiu uma leitura mais eficaz e a apresentação da evolução dos indicadores de consumo de electricidade (2006/2005) em 98% das unidades em Portugal. No segundo semestre de 2006, arrancou também a monitorização do consumo de combustíveis, pelo que em 2007, Jerónimo Martins estará em condições de construir um indicador mais completo. Na Polónia, o indicador diz respeito a 82% das unidades.

Indicadores Ambientais:

Consumo de electricidade por área de venda (kWh / m2)

2006 2005 ∆ 06/05

Portugal 727,1 653,9 +11,2%

Polónia 348,2 361,4 -3,7%

Consumo de electricidade por milhares de caixas movimentadas (kWh / UMC'000*)

2006 2005 ∆ 06/05

Portugal 118,5 125,5 -5,6%

Polónia 55,8 54,1 +3,1%

O aumento do consumo de energia, nas lojas em Portugal ficou a dever-se, sobretudo, ao aumento da potência instalada nas unidades remodeladas. A significativa redução nos centros de distribuição em Portugal ficou a dever-se ao reforço do investimento em tecnologias mais eficientes.

Com vista a racionalizar o consumo de energia e contribuir para a preservação dos recursos energéticos, a área da Indústria tem vindo a implementar medidas decorrentes do plano de racionalização, designadamente:

ƒ Na IgloOlá, instalaram-se variadores de velocidade num compressor de amoníaco da rede de refrigeração e num compressor de ar, permitindo baixar os consumos de electricidade. No domínio do consumo de vapor, foi efectuada uma alteração no processo de introdução de alguns ingredientes na fase da mistura, o que permitiu baixar a temperatura (de 85 para 60ºC) da água utilizada no processo;

ƒ Na Victor Guedes é feita, semestralmente, uma sensibilização ambiental aos colaboradores para a correcta utilização de energia;

ƒ Na FimaVG, foram implementados diversos projectos na área de racionalização de energia, nomeadamente a optimização de linhas de vapor, melhoria de funcionamento de torres de arrefecimento e optimização do condicionamento térmico no Armazém de Produto Acabado. Implementaram-se igualmente cortinas de ar, por forma a minimizar as perdas energéticas provocadas por diferenciais de temperatura;

ƒ Na LeverElida, teve início o processo de optimização da rede de ar comprimido; ƒ Na Sede da FimaVG-LeverElida-IgloOlá, prosseguiu-se com o programa de

substituição progressiva das luminárias com tubos fluorescentes T8 por lâmpadas T5, mais eficientes em termos energéticos.

Apesar destes esforços, houve um ligeiro aumento do consumo global de electricidade, devido à adopção, por uma das unidades industriais, de maior flexibilidade de produção o que levou ao aumento dos arranques de linha e consequentes paragens. Indicadores Ambientais:

2006 2005 06/05 2004 05/04

Consumo Global de electricidade (MWh) 27.697 27.102 +2,2% 27.598 -1,8% Consumo Global de gás natural (mil Nm3) 1.940 2.038 -4,8% 1.908 +6,8%

Consumo de energia por unidade de

produto produzida (GJ/t) 1,18 1,16* +1,9% 1,14 +1,7%

* O indicador de 2005 foi corrigido por recalculo do volume de produção. Gestão de Resíduos

Nas Companhias da área da Distribuição destacam-se, em 2006, os seguintes projectos que visam a optimização da gestão de resíduos:

ƒ Reforço do investimento de equipamento nas lojas Pingo Doce, Feira Nova e Recheio, para a optimização da separação, acondicionamento e armazenagem dos resíduos de cartão e plástico. Nos centros de distribuição da Gestiretalho, foram desenvolvidas várias acções de reforço da recolha selectiva de resíduos (p.ex. adopção de nova sinalética), tendo-se verificado, em 2006, um aumento de 72 toneladas de resíduos enviados para valorização e, em simultâneo, uma redução de 45 toneladas de resíduos enviados para deposição;

ƒ Reforço do projecto de recolha selectiva da fracção orgânica, o qual contempla unidades abrangidas pelos Sistemas Municipais da Valorsul, Lipor e Tratolixo, tendo sido enviadas mais de 1.000 toneladas para compostagem.

ƒ Na Polónia, 228 lojas Biedronka iniciaram a recolha selectiva de resíduos orgânicos, num total de 145 toneladas entregues para compostagem.

Indicadores Ambientais:

Total de resíduos de embalagem (cartão e plástico) encaminhados para valorização (toneladas)

2006 2005 ∆ 06/05 2004

05/04

Portugal 14.889 14.200 +4,9% 13.677 +3,8%

Polónia 33.730 21.720 +55,3% 15.025 +44,6%

Total 48.619 35.920 +35,4% 28.702 +25,1%

O aumento da quantidade de resíduos encaminhados para valorização deve-se à forte sensibilização e empenho de todos os colaboradores do Grupo, bem como à abertura de novas lojas.

As Companhias da área da Indústria apostaram em campanhas de sensibilização dos colaboradores, no sentido de: utilizarem apenas o estritamente necessário; reconhecerem e utilizarem os locais adequados à segregação de resíduos; respeitarem, sempre que possível, a segregação; e garantirem o destino adequado para cada resíduo. São também privilegiados, na medida do possível, a reutilização e o encaminhamento dos resíduos para valorização.

Na fábrica da IgloOlá, foi implementado um projecto de automação da introdução de alguns ingredientes na mistura, anteriormente recepcionados em sacos de papel e plástico. Actualmente, estas matérias primas são recepcionadas em “big bags”, os quais são reutilizados externamente noutra aplicação.

Na fábrica da FimaVG, no decorrer do 1º trimestre de 2006, foram encaminhados para valorização dois novos tipos de resíduos provenientes de operações de manutenção. Na fábrica da LeverElida, desenvolveram-se acções de melhoria no âmbito da segregação de resíduos, das quais se destaca a adequação de alguns equipamentos colectores de resíduos, a revisão de documentação e sinalética e a formação de colaboradores.

Na sede da FimaVG-LeverElida-IgloOlá, deu-se início à segregação dos resíduos orgânicos, adequadamente encaminhados através do programa de recolha da Câmara Municipal de Lisboa.

Indicadores Ambientais:

2006 2005 06/05 2004 05/04

Quantidade de resíduos por unidade de

produto produzida (t/t) 0,0296 0,0285* +3,7% 0,0274 +4,2%

Total de resíduos encaminhados para

valorização (t) 3.810 3.393** +12,3% 3.184 +6,6%

Taxa de valorização de resíduos 83,7% 75,3%** +8,4p.p 74,2% +1,1p.p

* O indicador de 2005 foi corrigido por recalculo do volume de produção.

Gestão dos Efluentes Líquidos

Os efluentes líquidos provenientes do sector da distribuição não apresentam uma carga poluente elevada, sendo descarregados nos colectores municipais na sua grande maioria. No entanto, de forma a diminuir a carga orgânica dos efluentes, nomeadamente a nível do teor de óleos e gorduras alimentares, têm sido desenvolvidas as seguintes acções nas unidades:

ƒ Instalação de sistemas de pré-tratamento;

ƒ Utilização de produtos de limpeza com elevada biodegradabilidade (98%); ƒ Recolha selectiva dos óleos alimentares usados, resultantes de frituras, por

operadores licenciados para a valorização.

Adicionalmente, o centro de distribuição da Azambuja possui uma Estação de Tratamento de Águas Residuais (ETAR), bem como caixas de retenção de gorduras e hidrocarbonetos, uma vez que a descarga dos efluentes é efectuada no meio natural. Tem sido assegurado o cumprimento dos limites de descarga impostos pela legislação em vigor.

Foi implementado, em 2006, um plano para monitorização dos efluentes líquidos, por forma a ser evidenciado o cumprimento dos limites definidos na legislação nacional ou nos Regulamentos Municipais. O plano abrangeu 52 unidades em Portugal, tendo sido iniciadas as acções correctivas de forma a responder a não conformidades identificadas.

Os efluentes líquidos provenientes do sector industrial representam uma das áreas com impacte ambiental relevante. De forma a reduzi-lo e a assegurar o cumprimento dos limites legais, a FimaVG e a IgloOlá possuem um Sistema de Pré-Tratamento dos efluentes gerados, que são posteriormente encaminhados para o colector municipal. O principal objectivo é a optimização das actuais condições de funcionamento da Estação de Pré-Tratamento de Águas Residuais Industriais (EPTARI), com recurso a empresas especializadas, no sentido de baixar a carga poluente dos referidos efluentes líquidos. A fábrica da LeverElida, a par das acções referentes à diminuição do consumo de água e geração de efluentes líquidos, desenvolveu um trabalho de revisão, simplificação e manutenção da rede de efluentes. Os efluentes líquidos industriais continuam a ser reutilizados no processo produtivo.

Na Victor Guedes, os efluentes líquidos gerados são equiparados ao efluente doméstico, dado terem uma baixa carga poluente, sendo os mesmos encaminhados para a ETAR Municipal. Anualmente, procede-se à recolha de duas amostras do efluente para verificar a sua conformidade com os requisitos legais.

Indicadores Ambientais:

2006 2005 06/05 2004 05/04

Quantidade total de efluentes líquidos

industriais (mil m3) 155,6 138,5 +12,3% 147,6 -6,1%

Quantidade total de efluentes líquidos industriais por unidade de produto produzida (m3 / t)

Gestão de Emissões para a Atmosfera

Foi realizado um Diagnóstico e desenvolvido um Plano de Acção com o objectivo de demonstrar o cumprimento das obrigações, assumidas pela UE e pelo Estado Português, sobre a emissão de substâncias que destroem a camada de ozono. Dado o tipo de equipamentos das lojas e centros de distribuição do Grupo, a única substância regulamentada ainda em utilização é o R22, gás HCFC que foi tradicionalmente utilizado como refrigerante nos sistemas de frio e que deverá ser substituído até 2015. Foi iniciado um Plano de Monitorização da qualidade das emissões para a atmosfera, nas unidades em que existe essa obrigação, tendo este sido implementado a nível- piloto numa loja Feira Nova. Este plano será alargado a outras unidades em 2007. Nas Companhias da Indústria, que possuem fontes fixas de emissões para a atmosfera, procede-se a uma monitorização dos parâmetros relevantes, com o objectivo de garantir o cumprimento da legislação.

Foram realizados estudos de conformidade das alturas das chaminés, com vista a ser garantida a eficaz dispersão dos poluentes atmosféricos em relação às unidades fabris, população e envolvente paisagística da vizinhança.

Controlo do Ruído

As Companhias da área da Indústria asseguram o cumprimento dos limites de emissão de ruído para o Ambiente.

Em 2006, a fábrica da LeverElida desenvolveu acções de melhoria na área do ruído ocupacional, as quais tiveram um reflexo positivo na emissão de ruído para o exterior.

Critérios Ambientais na Construção e Remodelação de Unidades

Durante o ano de 2006, foram considerados critérios ambientais em todos os projectos de construção ou remodelação de unidades da Distribuição em Portugal, tendo sido implementadas diversas medidas de melhoria, nomeadamente a aquisição de equipamento mais eficiente (e.g., torneiras e sistema de iluminação), a instalação de equipamento de monitorização (e.g., sub-contadores de água), a optimização da gestão de resíduos (e.g., prensas e compactadores para cartão e plástico), a melhoria dos sistemas de controlo de emissões (e.g., caixas de retenção de sólidos e gorduras nas redes de drenagem de águas residuais) e a prevenção da poluição (e.g., substituição de gases refrigerantes por monopropilenoglicol).

Na Indústria, os projectos e/ou alterações ao processo produtivo incluem uma avaliação de aspectos ambientais, de modo a que questões como a segregação de resíduos ou a gestão de efluentes líquidos estejam salvaguardadas, quer durante a execução da obra, quer no arranque e funcionamento da “nova instalação”. Em todas as instalações com gases refrigerantes, são conhecidos os tipos de gases e as quantidades instaladas, incluindo-se estes aspectos na realização dos projectos de construção e remodelação de unidades.

Adopção de Boas Práticas pelos Colaboradores

Das acções de sensibilização para boas práticas ambientais, desenvolvidas junto dos colaboradores das Companhias da Distribuição, destacam-se as seguintes, referentes ao ano de 2006:

ƒ Acções de formação nos centros de distribuição da Gestiretalho, sobre os princípios do Sistema de Gestão ambiental, política ambiental e boas práticas (colaboradores internos e subcontratados);

ƒ Acções de formação a novos colaboradores do Grupo com funções de gestão, visando a divulgação de procedimentos internos e a sensibilização sobre boas práticas ambientais;

ƒ Acções de formação a colaboradores de lojas sobre procedimentos internos de separação de resíduos (incluindo resíduos de embalagens e orgânicos);

ƒ Desenvolvimento de artigos sobre “Ambiente”, na secção permanente dedicada à Responsabilidade Social na revista interna “A Nossa Gente”. Em 2006, estes foram subordinados aos temas: sistemas de gestão ambiental, energias renováveis, controlo e avaliação ambiental de fornecedores de Marca Própria, e ecotaxas;

ƒ Criação da secção permanente “Ambiente” na informação semanal destinada aos colaboradores das lojas Pingo Doce, na qual é feita uma abordagem às boas práticas ambientais e aos procedimentos relacionados com a gestão ambiental nas lojas.

Na formação inicial dada aos novos colaboradores do sector da Indústria, inclui-se a temática ambiental, com o objectivo da adopção generalizada de boas práticas nesta matéria. São também realizadas periodicamente acções de formação/sensibilização ambiental para todos os colaboradores, das quais se destacam, em 2006:

ƒ Realização, na LeverElida, de acções de carácter geral aos prestadores de serviços, designadamente em contenção de derrames, segregação de resíduos, efluentes líquidos e boas práticas ambientais;

ƒ Realização, na FimaVG-LeverElida-IgloOlá, de acções de sensibilização dos colaboradores, no sentido de melhoria da prática de segregação de resíduos.

A Metodologia TPM (Total Productive Maintenance)

Actualmente, as Companhias do sector da Indústria estão a implementar a metodologia TPM, na qual o Ambiente e a Segurança se assumem como eixos centrais. Visando a optimização de processos, a metodologia tem, como objectivo final, a obtenção de:

ƒ Zero perdas (contribuindo para uma utilização racional dos recursos naturais e a redução/reutilização dos resíduos gerados);

ƒ Zero defeitos; ƒ Zero acidentes.

Na IgloOlá, a consolidação do pilar de TPM específico para a Energia reflecte a importância dada à redução dos consumos nessa vertente.

Em Dezembro de 2006, a IgloOlá alcançou o “Special Award”, prémio especial atribuído pelo Japan Institute of Plant Maintenance (JIPM), no qual a área de Ambiente e Segurança é uma parte contemplada.

Critérios Ambientais na Selecção dos Fornecedores

Em 2006, foi revista a Norma Técnica de Ambiente do Manual de Selecção e Avaliação de Fornecedores, tendo sido definidos critérios que permitem classificar os fornecedores e prestadores de serviços do sector da Distribuição segundo o seu desempenho em termos de legislação ambiental aplicável à sua actividade, adopção de boas práticas ambientais e requisitos de um sistema de gestão ambiental. A

componente ambiental continuou a ser incluída em todas as auditorias a fornecedores de mercadorias.

Foram realizados workshops sobre a Norma Técnica de Ambiente que envolveram a totalidade de prestadores de serviços de manutenção da Gestiretalho. Esta actividade será alargada, em 2007, aos prestadores de serviços de manutenção das restantes Companhias da Distribuição.

Nas Companhias da Indústria, os critérios de selecção dos fornecedores têm uma componente ambiental, concretizada através da comunicação das preocupações e políticas nesse âmbito, bem como da oferta de apoio na implementação de acções e da ferramenta de auditoria. Os fornecedores em fase de selecção são avaliados com os mesmos critérios das fábricas do Grupo e convidados a adoptarem programas de gestão ambiental.

Logística e Ambiente

Nas áreas de Frutas & Vegetais, Carnes, Lacticínios e Peixe, manteve-se a utilização de caixas plásticas reutilizáveis, contribuindo-se para a minimização dos resíduos de embalagens, para a optimização da utilização dos veículos de transporte, para a redução do consumo de combustível e para a minimização da emissão de gases poluentes. Este ano foi iniciado, em Setembro, um projecto idêntico com um fornecedor de padaria.

O indicador apresentado para o número de caixas reutilizáveis demonstra a evolução que este tema tem tido na actividade logística do Grupo.

Indicadores Ambientais:

Percentagem de caixas reutilizáveis vs número total de caixas movimentadas

2006 2005 ∆ 06/05

Portugal 9,2% 6,7% +2,5p.p

Nota: Não está incluída a parcela respeitante à pool de caixas reutilizáveis para transporte de carne de aves.

De salientar que as Companhias da área da Indústria cooperam com os seus Fornecedores, sempre que possível, na retoma/reutilização das embalagens de transporte.

Campanhas Ambientais

Conscientes de que as empresas devem desempenhar um papel activo na sensibilização das comunidades, em prol de um desenvolvimento sustentável, as Companhias do Grupo da área da Distribuição em Portugal desenvolveram, em 2006, diversas iniciativas contribuindo para a sensibilização ambiental dos consumidores e colaboradores, das quais se destacam:

ƒ A divulgação de boas práticas ambientais nos folhetos promocionais do Feira Nova e do Recheio;

ƒ O lançamento da Campanha do Calendário de Ambiente 2007 (3ª edição) nas lojas Pingo Doce e Feira Nova.

Como forma de fomentar a discussão pública em matéria de Ambiente, Jerónimo Martins participou no 2º Fórum Português sobre Responsabilidade Social das Organizações, com a comunicação “Gestão Ambiental no Grupo Jerónimo Martins”. As Companhias da Indústria continuaram o apoio, iniciado em 2002, ao Programa Eco- Escolas, uma iniciativa de âmbito europeu, sob a responsabilidade da Associação Bandeira Azul da Europa (ABAE)/Fundação para a Educação Ambiental (FEE), que visa a consciencialização ambiental dos jovens. No ano lectivo 2005/2006, participaram neste Programa 548 escolas, que apresentaram 442 planos de acção, tendo sido galardoadas 357 escolas.

As Companhias mantiveram também a sua iniciativa do Concurso Nacional Brigada Verde, realizado em colaboração com a ABAE. Cada "Brigada Verde" analisou as carências existentes nas respectivas escolas ou no meio envolvente e, posteriormente, criou e apresentou um projecto específico, com soluções para melhorar/minimizar a situação existente. Este concurso, de dimensão nacional, contou em 2006 com a participação de 71 projectos, abrangendo escolas do escalão jardins de infância e 1º ciclo e escolas do 2º e 3º ciclos e secundárias.