• Nenhum resultado encontrado

4. ANÁLISE DOS DADOS

4.29 TEMA 648 (RE 835558/SP)

Nesse caso foi decidido que compete à Justiça Federal processar e julgar o crime ambiental de caráter transnacional que envolva animais silvestres, ameaçados de extinção e espécimes exóticas ou protegidas por compromissos internacionais assumidos pelo Brasil.

Está caracterizada a repercussão geral da matéria por se tratar de questão relevante do ponto de vista jurídico, a qual ultrapassa os interesses subjetivos das partes do processo, pois confere interpretação constitucional acerca da competência para o processo e julgamento dos crimes ambientais de caráter transnacional cujo bem jurídico é protegido por compromissos internacionais assumidos pelo Brasil.

A ratio decidendi cinge-se ao fundamento de que se exige a incidência simultânea da transnacionalidade e da assunção de compromisso internacional de reprimir criminalmente a conduta delitiva, constante de tratados ou convenções internacionais, para que a conduta atraia a competência da Justiça Federal.

Observa-se que, segundo a classificação apresentada por Nonet/Selznick, esse precedente se enquadra no modelo de justiça autônomo, cuja ratio decidendi contempla o interesse da União no cumprimento do compromisso assumido perante a comunidade internacional na hipótese de tráfico internacional de animais silvestres, o que afeta, no cenário atual, interesse direto e específico previsto no artigo 109, inciso IV, da Constituição da República, em um viés eminentemente normativo. O precedente não possui características que o identifiquem com um modelo de justiça responsivo.

Ademais, o precedente não apresenta inovação, nos termos do artigo 2º, inciso IV, da Lei 10973/2004.

O processo foi autuado no ano de 2014 e julgado no ano de 2017. Não se tratava de matéria complexa, a ratio decidendi do acórdão apresentou motivação eminentemente normativa, e o precedente não revelou inovação, de modo que o período de aproximadamente três anos para o julgamento da causa não está em harmonia com o princípio da razoável duração do processo.

Não houve cooperação no processo pela admissão de amicus curiae e convocação de audiências públicas.

Este processo ainda não apresenta indexação com ODS da Agenda 2030.

4.30 TEMA 650 (RE 768494/GO)

Nesse caso foi decidido que é incabível a aplicação retroativa do artigo 30 da Lei 10826/2003, inserido pela Medida Provisória 417/2008, para extinguir a punibilidade do delito de posse de arma de fogo de uso permitido cometido antes da sua entrada em vigor.

Está caracterizada a repercussão geral da matéria por se tratar de questão relevante do ponto de vista jurídico, a qual ultrapassa os interesses subjetivos das partes do processo, pois confere interpretação constitucional no sentido da irretroatividade da norma inserida no artigo 30 da Lei 10826/2003 pela Medida Provisória 417/2008, posteriormente convertida na Lei 11706/2008, considerando penalmente típicas as condutas de posse de arma de fogo de uso permitido ocorridas após 23 de junho de 2005 e anteriores a 31 de janeiro de 2008.

A ratio decidendi cinge-se ao fundamento de que de 24 de junho de 2005 a 30 de janeiro de 2008 e de 1º de janeiro de 2009 a 13 de abril do mesmo ano não era lícito ao possuidor de arma de fogo providenciar a regularização do registro da sua arma, de modo que é incabível cogitar da retroatividade da Medida Provisória 417 (convertida na Lei 11706/2008) para extinguir a punibilidade do delito de posse de arma de fogo cometido antes da sua entrada em vigor, em razão da impossibilidade de regularização do registro quando da prática do crime.

Observa-se que, segundo a classificação apresentada por Nonet/Selznick, esse precedente se enquadra no modelo de justiça autônomo, cuja ratio decidendi contempla a mera reafirmação da jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, ou seja, pela irretroatividade do prazo previsto na Lei 11706/08, em um viés eminentemente normativo.

O precedente não possui características que o identifiquem com um modelo de justiça responsivo.

Ademais, o precedente não apresenta inovação, nos termos do artigo 2º, inciso IV, da Lei 10973/2004.

O processo foi autuado no ano de 2013 e julgado no mesmo ano. Logo, está em harmonia com o princípio da razoável duração do processo.

Não houve cooperação no processo pela admissão de amicus curiae e convocação de audiências públicas.

Este processo ainda não apresenta indexação com ODS da Agenda 2030.

4.31 TEMA 712 (ARE 666334/AM)

Nesse caso foi decidido que as circunstâncias da natureza e da quantidade da droga apreendida devem ser levadas em consideração apenas em uma das fases do cálculo da pena.

Está caracterizada a repercussão geral da matéria por se tratar de questão relevante do ponto de vista jurídico, a qual ultrapassa os interesses subjetivos das partes do processo, pois confere interpretação constitucional no sentido de que, em caso de condenação por tráfico ilícito de entorpecentes, a natureza e a quantidade da droga apreendida apenas podem ser levadas em consideração em uma das fases da dosimetria da pena, sendo vedada sua apreciação cumulativa.

A ratio decidendi cinge-se ao fundamento de que o Plenário da Corte Suprema já havia decidido que as circunstâncias da natureza e da quantidade da droga apreendida devem ser levadas em consideração apenas em uma das fases do cálculo da pena.

Observa-se que, segundo a classificação apresentada por Nonet/Selznick, esse precedente se enquadra no modelo de justiça autônomo, cuja ratio decidendi contempla a mera reafirmação da jurisprudência do Supremo Tribunal Federal (cita-se os julgados HC 112776 e HC 109193), em um viés eminentemente normativo. O precedente não possui características que o identifiquem com um modelo de justiça responsivo.

Ademais, o precedente não apresenta inovação, nos termos do artigo 2º, inciso IV, da Lei 10973/2004.

O processo foi autuado no ano de 2011 e julgado no ano de 2014. Não se tratava de matéria complexa, a ratio decidendi do acórdão apresentou motivação eminentemente normativa, e o precedente não revelou inovação, de modo que o período de aproximadamente três anos para o julgamento da causa não está em harmonia com o princípio da razoável duração do processo.

Não houve cooperação no processo pela admissão de amicus curiae e convocação de audiências públicas.

Este processo ainda não apresenta indexação com ODS da Agenda 2030.

4.32 TEMA 713 (ARE 773765/PR)

Nesse caso foi decidido que os crimes de lesão corporal praticados contra a mulher no âmbito doméstico e familiar são de ação penal pública incondicionada.

Está caracterizada a repercussão geral da matéria por se tratar de questão relevante do ponto de vista jurídico, a qual ultrapassa os interesses subjetivos das partes do processo, pois confere interpretação constitucional no sentido de que a natureza da ação penal no crime de lesão corporal leve praticado contra mulher no âmbito doméstico e familiar pública incondicionada.

A ratio decidendi cinge-se ao fundamento de que o Plenário da Corte Suprema já havia decidido que em se tratando de lesões corporais, mesmo que de natureza leve ou culposa, praticadas contra a mulher em âmbito doméstico, a ação penal cabível seria pública incondicionada.

Observa-se que, segundo a classificação apresentada por Nonet/Selznick, esse precedente se enquadra no modelo de justiça autônomo, cuja ratio decidendi contempla a mera reafirmação da jurisprudência do Supremo Tribunal Federal (cita-se os julgados HC 106212 e ADI 4424), em um viés eminentemente normativo. O precedente não possui características que o identifiquem com um modelo de justiça responsivo.

Ademais, o precedente não apresenta inovação, nos termos do artigo 2º, inciso IV, da Lei 10973/2004.

O processo foi autuado no ano de 2013 e julgado no ano de 2014. Logo, está em harmonia com o princípio da razoável duração do processo.

Não houve cooperação no processo pela admissão de amicus curiae e convocação de audiências públicas.

Este processo ainda não apresenta indexação com ODS da Agenda 2030.

4.33 TEMA 811 (ARE 859251/DF)

Nesse caso foi decidido que o ajuizamento da ação penal privada pode ocorrer após o decurso do prazo legal do Ministério Público, sem que seja oferecida denúncia, ou promovido o arquivamento, ou requisitadas diligências externas.

Está caracterizada a repercussão geral da matéria por se tratar de questão relevante do ponto de vista jurídico, a qual ultrapassa os interesses subjetivos das partes do processo, pois confere interpretação constitucional no sentido de que a ausência de movimentação externa ao Ministério Público por prazo superior a quinze dias autoriza a propositura da ação penal privada e, ainda, que as diligências do Ministério Público posteriores à queixa têm o condão de torná-la prejudicada.

A ratio decidendi cinge-se ao fundamento de que o Plenário da Corte Suprema já havia decidido que o oferecimento de denúncia, a promoção do arquivamento ou a requisição de diligências externas ao Ministério Público, posterior ao decurso do prazo legal para a propositura da ação penal, não afastam o direito de queixa.

Observa-se que, segundo a classificação apresentada por Nonet/Selznick, esse precedente se enquadra no modelo de justiça autônomo, cuja ratio decidendi contempla a mera reafirmação da jurisprudência do Supremo Tribunal Federal (cita-se os julgados HC 74276, HC 84659 e Inq 1939), em um viés eminentemente normativo. O precedente não possui características que o identifiquem com um modelo de justiça responsivo.

Ademais, o precedente não apresenta inovação, nos termos do artigo 2º, inciso IV, da Lei 10973/2004.

O processo foi autuado no ano de 2014 e julgado no ano de 2015. Logo, está em harmonia com o princípio da razoável duração do processo.

Não houve cooperação no processo pela admissão de amicus curiae e convocação de audiências públicas.

Este processo ainda não apresenta indexação com ODS da Agenda 2030.

4.34 TEMA 907 (RE 971959/RS)

Nesse caso foi decidido que a regra do artigo 305 do Código de Trânsito Brasileiro é constitucional, porque não infirma o princípio da não incriminação, garantido o direito ao silêncio e ressalvadas as hipóteses de exclusão da tipicidade e da antijuridicidade.

Está caracterizada a repercussão geral da matéria por se tratar de questão relevante do ponto de vista jurídico, a qual ultrapassa os interesses subjetivos das partes do processo, pois confere interpretação constitucional no sentido de que a opção legislativa de criminalizar a conduta daquele que, com o fim deliberado de se furtar à eventual responsabilização cível ou penal, afasta-se do local de acidente no qual se envolveu não ofende a garantia constitucional contra a autoincriminação.

A ratio decidendi cinge-se ao fundamento de que a conduta de fugir do local do acidente é criminalizada porque é do interesse da Administração da Justiça que, conforme o caso, ou o particular ou Ministério Público disponham dos instrumentos necessários para promover a responsabilização cível ou penal de quem, eventualmente, provocar dolosa ou culposamente um acidente de trânsito e, nesse contexto, considerando que a identificação do responsável é condição necessária para que ele seja acionado judicialmente, optou legitimamente o legislador penal por exigir que aquele que provocar dolosa ou culposamente o sinistro permaneça no local aguardando a autoridade competente a fim de viabilizar sua identificação.

Observa-se que, segundo a classificação apresentada por Nonet/Selznick, esse precedente se enquadra no modelo de justiça autônomo, cuja ratio decidendi contempla, em um viés eminentemente normativo, a tese de que o direito de permanecer calado apenas tem lugar depois de devidamente qualificado o réu. O precedente não possui características que o identifiquem com um modelo de justiça responsivo.

Ademais, o precedente não apresenta inovação, nos termos do artigo 2º, inciso IV, da Lei 10973/2004.

O processo foi autuado no ano de 2016 e julgado no ano de 2018. Logo, está em harmonia com o princípio da razoável duração do processo.

Não houve cooperação no processo pela admissão de amicus curiae e convocação de audiências públicas.

Este processo apresenta indexação com ODS 16 (paz, justiça e instituições eficazes) da Agenda 2030.

4.35 TEMA 925 (ARE 964246/SP)

Nesse caso foi decidido que é possível a execução provisória da pena.

Está caracterizada a repercussão geral da matéria por se tratar de questão relevante do ponto de vista jurídico, a qual ultrapassa os interesses subjetivos das partes do processo, pois reitera interpretação constitucional pela legitimidade da execução provisória de acórdão penal condenatório proferido em grau recursal, ainda que sujeito a recurso especial ou extraordinário.

A ratio decidendi cinge-se ao fundamento de que a decisão proferida no HC 126292 não representou aplicação retroativa de norma penal mais gravosa, mas apenas entendimento relativo à dinâmica processual de execução das penas privativas de liberdade, proveniente de interpretação sistemática da ordem constitucional vigente, de acordo com o princípio da presunção de inocência.

Observa-se que, segundo a classificação apresentada por Nonet/Selznick, esse precedente se enquadra no modelo de justiça autônomo, cuja ratio decidendi contempla a mera reafirmação da jurisprudência do Supremo Tribunal Federal (cita-se os julgados HC 126292, ADC 43 e ADC 44), em um viés eminentemente normativo. O precedente não possui características que o identifiquem com um modelo de justiça responsivo.

Ademais, o precedente não apresenta inovação, nos termos do artigo 2º, inciso IV, da Lei 10973/2004.

O processo foi autuado no ano de 2016 e julgado no mesmo ano. Logo, está em harmonia com o princípio da razoável duração do processo.

Não houve cooperação no processo pela admissão de amicus curiae e convocação de audiências públicas.

Este processo ainda não apresenta indexação com ODS da Agenda 2030.

4.36 TEMA 937 (ARE 999425/SC)

Nesse caso foi decidido que os crimes previstos na Lei 8137/1990 não violam o disposto no artigo 5º, inciso LXVII, da Constituição da República.

Está caracterizada a repercussão geral da matéria por se tratar de questão relevante do ponto de vista jurídico, a qual ultrapassa os interesses subjetivos das partes do processo, pois confere interpretação constitucional pela legitimidade dos delitos previstos na Lei 8137/1990.

A ratio decidendi cinge-se ao fundamento de que as condutas tipificadas na Lei 8137/1990 não se referem simplesmente ao não pagamento de tributos, mas aos atos praticados pelo contribuinte com o fim de sonegar o tributo devido, consubstanciados em fraude, omissão, prestação de informações falsas às autoridades fazendárias e outros ardis.

Observa-se que, segundo a classificação apresentada por Nonet/Selznick, esse precedente se enquadra no modelo de justiça autônomo, cuja ratio decidendi contempla a mera reafirmação da jurisprudência do Supremo Tribunal Federal (cita-se os julgados ARE 820993-AgR, RE 630495-AgR, AI 566225, RE 408363, ARE 839787, 978675, ARE 993201, RE 753315), em um viés eminentemente normativo. O precedente não possui características que o identifiquem com um modelo de justiça responsivo.

Ademais, o precedente não apresenta inovação, nos termos do artigo 2º, inciso IV, da Lei 10973/2004.

O processo foi autuado no ano de 2016 e julgado no ano de 2017. Logo, está em harmonia com o princípio da razoável duração do processo.

Não houve cooperação no processo pela admissão de amicus curiae e convocação de audiências públicas.

Este processo ainda não apresenta indexação com ODS da Agenda 2030.

4.37 TEMA 941 (RE 972598/RS)

Nesse caso foi decidido que a oitiva do condenado pelo juízo da execução penal, em audiência de justificação realizada na presença do defensor e do Ministério Público, afasta a necessidade de prévio procedimento administrativo disciplinar, assim como supre eventual ausência ou insuficiência de defesa técnica no procedimento instaurado para apurar a prática de falta grave durante o cumprimento da pena.

Está caracterizada a repercussão geral da matéria por se tratar de questão relevante do ponto de vista jurídico, a qual ultrapassa os interesses subjetivos das partes do processo, pois confere interpretação constitucional pela desnecessidade de instauração de procedimento administrativo disciplinar para apurar falta disciplinar imputada a condenado no âmbito da execução penal.

A ratio decidendi cinge-se ao fundamento de que a apuração de falta grave em procedimento judicial, com as garantias a ele inerentes, perante o juízo da execução penal, não só é compatível com os princípios do contraditório e da ampla defesa como torna desnecessário o prévio procedimento administrativo, o que atende, por igual, ao princípio da eficiência.

Observa-se que, segundo a classificação apresentada por Nonet/Selznick, esse precedente se enquadra no modelo de justiça autônomo, cuja ratio decidendi contempla a mera reafirmação da jurisprudência do Supremo Tribunal Federal (cita-se os julgados ARE 808912, HC 112380, RE 981901, HC 110278, HC 109536, RHC 109847, HC 109542), em um viés eminentemente normativo. O precedente não possui características que o identifiquem com um modelo de justiça responsivo.

Ademais, o precedente não apresenta inovação, nos termos do artigo 2º, inciso IV, da Lei 10973/2004.

O processo foi autuado no ano de 2016 e julgado no ano de 2020. Não se tratava de matéria complexa, a ratio decidendi do acórdão apresentou motivação eminentemente normativa, e o precedente não revelou inovação, de modo que o período de quatro anos para o julgamento da causa não está em harmonia com o princípio da razoável duração do processo.

Neste caso foram admitidos amici curiae: (i) Defensoria Pública da União; e, (ii) Defensoria Pública do Estado do Rio de Janeiro.

Este processo ainda não apresenta indexação com ODS da Agenda 2030.

4.38 TEMA 946 (RE 985392/RS)

Nesse caso foi decidido que os Ministérios Públicos dos Estados e do Distrito Federal têm legitimidade para propor e atuar em recursos e meios de impugnação de

decisões judiciais em trâmite no STF e no STJ, oriundos de processos de sua atribuição, sem prejuízo da atuação do Ministério Público Federal.

Está caracterizada a repercussão geral da matéria por se tratar de questão relevante do ponto de vista jurídico, a qual ultrapassa os interesses subjetivos das partes do processo, pois confere interpretação constitucional pela legitimidade dos Ministérios Públicos dos Estados para pleitear perante o Supremo Tribunal Federal e o Superior Tribunal de Justiça.

A ratio decidendi cinge-se ao fundamento de que para o exercício de suas funções institucionais, mostra-se imprescindível o reconhecimento da autonomia do Ministério Público local perante as cortes superiores, porquanto, na maioria das vezes, as pretensões se consubstanciam de maneira independente e estão intimamente ligadas às situações e razões trazidas das instâncias precedentes.

Observa-se que, segundo a classificação apresentada por Nonet/Selznick, esse precedente se enquadra no modelo de justiça autônomo, cuja ratio decidendi contempla a mera reafirmação da jurisprudência do Supremo Tribunal Federal (cita-se os julgados Rcl 7358, MS 28827, RE 593727), em um viés eminentemente normativo. O precedente não possui características que o identifiquem com um modelo de justiça responsivo.

Ademais, o precedente não apresenta inovação, nos termos do artigo 2º, inciso IV, da Lei 10973/2004.

O processo foi autuado no ano de 2016 e julgado no ano de 2017. Logo, está em harmonia com o princípio da razoável duração do processo.

Não houve cooperação no processo pela admissão de amicus curiae e convocação de audiências públicas.

Este processo ainda não apresenta indexação com ODS da Agenda 2030.

4.39 TEMA 959 (RE 1038925/SP)

Nesse caso foi decidido que é possível a concessão de liberdade provisória nos crimes de tráfico de drogas.

Está caracterizada a repercussão geral da matéria por se tratar de questão relevante do ponto de vista jurídico, a qual ultrapassa os interesses subjetivos das partes

do processo, pois reitera a interpretação pela inconstitucionalidade da expressão "e liberdade provisória", constante do caput do artigo 44 da Lei 11343/2006.

A ratio decidendi cinge-se ao fundamento de que até a data do julgamento não foi editada pelo Senado Federal uma resolução com fins a suspender a execução, no todo ou em parte, de lei declarada inconstitucional por decisão definitiva do Supremo Tribunal Federal, assim, deve ser reafirmada a jurisprudência da Corte Suprema, de modo a fixar o entendimento no sentido da inconstitucionalidade da vedação legal à liberdade provisória contida no art. 44 da Lei 11343/2006 em sede de repercussão geral.

Observa-se que, segundo a classificação apresentada por Nonet/Selznick, esse precedente se enquadra no modelo de justiça autônomo, cuja ratio decidendi contempla a mera reafirmação da jurisprudência do Supremo Tribunal Federal (cita-se o julgado HC 104339), que já havia declarado inconstitucional a referida vedação, em um viés eminentemente normativo. O precedente não possui características que o identifiquem com um modelo de justiça responsivo.

Ademais, o precedente não apresenta inovação, nos termos do artigo 2º, inciso IV, da Lei 10973/2004.

O processo foi autuado no ano de 2017 e julgado no mesmo ano. Logo, está em harmonia com o princípio da razoável duração do processo.

Não houve cooperação no processo pela admissão de amicus curiae e convocação de audiências públicas.

Este processo ainda não apresenta indexação com ODS da Agenda 2030.

4.40 TEMA 972 (ARE 1052700/MG)

Nesse caso foi decidido que no caso de tráfico de drogas privilegiado é possível fixar o regime inicial de cumprimento da pena com base no artigo 33 do Código Penal.

Está caracterizada a repercussão geral da matéria por se tratar de questão relevante do ponto de vista jurídico, a qual ultrapassa os interesses subjetivos das partes

Está caracterizada a repercussão geral da matéria por se tratar de questão relevante do ponto de vista jurídico, a qual ultrapassa os interesses subjetivos das partes