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A GENTE ETIOLÓGICO

No documento guia de Vigilância Epidemiológica (páginas 141-146)

P AROTIDITE I NFECCIOSA

1.3. A GENTE ETIOLÓGICO

Vírus da família Paramyxoviridae, gênero Paramyxovirus.

1.4. R

ESERVATÓRIO

O homem.

1.5. M

ODODETRANSMISSÃO

Via aérea, através disseminação de gotículas, ou por contato direto com saliva de pessoas infectadas.

1.6. P

ERÍODODEINCUBAÇÃO

De 12 a 25 dias, sendo, em média, 16 a 18 dias.

1.7. P

ERÍODODETRANSMISSIBILIDADE

Varia entre 6 e 7 dias antes das manifestações clínicas, até 9 dias após o surgimento dos sintomas. O vírus pode ser encontrado na urina até 14 dias após o início da doença.

1.8. S

USCETIBILIDADEEIMUNIDADE

A imunidade é de caráter permanente, sendo adquirida após infecções inaparentes, aparentes, ou após imunização ativa.

636 FUNASA

P PP

PPA R O T I D I T EA R O T I D I T EA R O T I D I T EA R O T I D I T EA R O T I D I T E IIIIIN F E C C I O S AN F E C C I O S AN F E C C I O S AN F E C C I O S AN F E C C I O S A

2. A

SPECTOS

C

LÍNICOS E

L

ABORATORIAIS

2.1. M

ANIFESTAÇÕES CLÍNICAS

A principal e mais comum manifestação desta doença é o aumento das glândulas salivares, principalmente a parótida, acometendo também as glândulas sublinguais e submaxilares, acompanhada de febre. Aproximadamente 30% das infecções podem não apresentar hipertrofia aparente dessas glândulas. Cerca de 20 a 30% dos casos homens adultos acometidos apresentam orquite, e mulheres acima de 15 anos, podem apresentar mastite (aproximadamente 15% dos casos).

Em menores de 5 anos de idade são comuns sintomas das vias respiratórias e perda neurosensorial da audição. O vírus também tem tropismo pelo SNC, observando-se com certa freqüência meningite asséptica, de curso benigno que, na grande maioria das vezes, não deixa seqüelas. Outras complicações são encefalite e pancreatite.

Não há relato de óbitos relacionados à parotidite. Sua ocorrência, durante o primeiro trimestre da gestação, pode ocasionar aborto espontâneo.

2.2. D

IAGNÓSTICODIFERENCIAL

Cálculo de dutos parotidianos, reação à iodetos, ingestão de amidos, sarcoidose, cirrose, diabetes, bulemia, parotidite de etiologia piogênica, inflamação de linfonodos.

2.3. D

IAGNÓSTICOLABORATORIAL

O diagnóstico da doença é eminentemennte clínico-epidemiológico. Existem testes sorológicos (ELISA, Inibição da Hemaglutinação e Fixação do Complemento) ou de cultura para vírus, porém não são utilizadas de rotina.

2.4. T

RATAMENTO

Não existe tratamento específico, indicando-se apenas repouso, analgesia e observação cuidadosa, quanto à possibilidade de aparecimento de complicações.

Nos casos que cursam com meningite asséptica, o tratamento também é sintomático.

Nas encefalites, tratar o edema cerebral e manter as funções vitais.

Tratamento de apoio para a Orquite

ð Suspensão da bolsa escrotal, através de suspensório, aplicação de bolsas de gelo e analgesia, quando necessário.

ð Redução da resposta inflamatória: prednisona, 1ml/kg/dia, via oral, com redução gradual, semanal.

3. A

SPECTOS

E

PIDEMIOLÓGICOS

A parotidite infecciosa costuma apresentar-se sob a forma de surtos, que acometem mais as crianças. Estima-se que, na ausência de imunização, 85% dos adultos poderão ter a doença, sendo que 1/3 dos infectados não apresentarão sintomas. A doença é mais severa em adultos. As estações com maior ocorrência de casos são o inverno e a primavera.

4. V

IGILÂNCIA

E

PIDEMIOLÓGICA

4.1. O

BJETIVOS

Investigar surtos para a adoção de medidas de controle.

4.2. D

EFINIÇÃODECASO

Suspeito

Paciente com febre e aumento de glândulas salivares, principalmente parótidas.

Confirmado

Caso suspeito, com história de contato, nos 15 dias anteriores ao surgimento dos primeiros sintomas, com indivíduos doentes por caxumba.

Descartado

Caso suspeito, em que se confirma outra doença.

4.3. N

OTIFICAÇÃO

Não é doença de notificação compulsória. A ocorrência de surtos deverá ser notificada.

4.4. P

RIMEIRAS MEDIDASASEREMADOTADAS

4.4.1. Assistência médica ao paciente: o atendimento é ambulatorial e o tratamento é feito no domicílio. A hospitalização dos pacientes só é indicada para os casos que apresentem complicações graves, como meningites e encefalites .

4.4.2. Confirmação diagnóstica: em geral, não se indica a realização de exames laboratoriais. A grande maioria dos casos tem diagnóstico clínico-epidemiológico.

4.4.3. Proteção da população: a administração da vacina está indicada antes da exposição. Assim, diante da ocorrência de surtos, deve-se verificar a cobertura vacinal da área, para avaliar indicação de vacinação dos indivíduos suscetíveis.

4.4.4. Investigação: não é doença de investigação obrigatória. Em situação de surto, verificar necessidade de bloqueio vacinal.

5. I

NSTRUMENTOS

D

ISPONÍVEIS PARA

C

ONTROLE

5.1. I

MUNIZAÇÃO

Esquema vacinal básico: vacina tríplice viral (sarampo, rubéola, caxumba), aos 15 meses de idade.

ð Contra-indicações: uso recente de imunoglobulinas, ou de transfusão sangüínea, nos últimos 3 meses, pacientes com imunodeficiência (leucemia e linfoma), uso de corticosteróide e gravidez. Pacientes com infecção

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P PP

PPA R O T I D I T EA R O T I D I T EA R O T I D I T EA R O T I D I T EA R O T I D I T E IIIIIN F E C C I O S AN F E C C I O S AN F E C C I O S AN F E C C I O S AN F E C C I O S A

sintomática HIV mas que não estejam severamente imunocomprometidos, devem ser vacinados.

5.3. A

ÇÕESDEEDUCAÇÃOEM SAÚDE

A população deve ser informada quanto às características da parotidite infecciosa e a possibilidade de complicações, devendo ser orientada quanto a busca de assistência médica adequada, quando necessário (orquites, mastites, meningite, encefalite), e para a importância de vacinar as crianças.

G GG G

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FUNASA 641

1. C

ARACTERÍSTICAS

C

LÍNICAS E

E

PIDEMIOLÓGICAS

1.1. D

ESCRIÇÃO

Doença infecciosa aguda, transmitida principalmente por picada de pulga infectada, que se manifesta sob três formas clínicas principais: bubônica, septicêmica e pneumônica. Constitui-se em um perigo potencial para as populações, devido à persistência da infecção em roedores silvestres.

1.2. A

GENTE ETIOLÓGICO

Yersinia pestis, bactéria que se apresenta sob a forma de bacilo gram negativo, com coloração mais acentuada nos pólos (bipolar).

1.3. R

ESERVATÓRIO

A peste é primordialmente uma zoonose de roedores que pode, em determinadas condições, infectar outros mamíferos (coelhos, camelos, cães, gatos), inclusive o homem. Os roedores mais freqüentemente encontrados infectados, nos focos do Brasil, são: Bolomys, Calomys, Oligoryzomys, Oryzomys, R. rattus, Galea, Trychomys. Alguns marsupiais (carnívoros) são também freqüentemente envolvidos, durante epizootias em roedores, principalmente Monodelphis domestica.

1.4. V

ETORES

A Xenopsylla cheopis, X. brasiliensis, X. astia têm grande capacidade vetora;

Nosopsyllus fasciatus e Leptosylla segnis são menos eficientes; Ctenocephalides canis e C. felis podem transmitir peste de animais domésticos para o homem; Pulex irritans também é um provável vetor; Polygenis bolhsi jordani e P. tripus são parasitas de roedores silvestres, e têm grande importância na epizootização da peste, entre os roedores nos campos e nas casas, assim como na gênese da peste humana no Brasil.

1.5. M

ODODE TRANSMISSÃO

O principal modo de transmissão da peste bubônica ao homem é pela picada de pulgas infectadas. No caso da peste pneumônica, as gotículas transportadas pelo ar e os fômites de pacientes são a forma de transmissão mais freqüente de pessoa a pessoa. Tecidos de animais infectados, fezes de pulgas, culturas de laboratório também são fontes de contaminação, para quem os manipula sem obedecer às regras de biossegurança.

No documento guia de Vigilância Epidemiológica (páginas 141-146)