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A prática acadêmica

No documento Universidade do Estado do Rio de Janeiro (páginas 137-146)

no PPC, uma vez que o objetivo final do curso é que os egressos participem diretamente da gestão pública.

O entrevistado admite que enquanto o instrumento de seleção for realmente o concurso e que este instrumento seja o “modelo” vigente para o acesso à careira pública, por mais arcaico e insuficiente que seja, no sentido de selecionar gestores capazes, o GPDES terá que oferecer as ferramentas, para que os estudantes possam se preparar, de fato, para estes processos seletivos.

Todavia, destaca com veemência que esta não é a preocupação central da proposta do GPDES. Ao contrário, o curso se propõe a formar “pensadores críticos”, não propriamente instrumentalizados para aderirem automaticamente ao formato dos concursos públicos.

Porque o pensador crítico, ele passa a poder se virar, realmente. Uma vez que você descobre esse método de investigar o mundo, a prova para o concurso público passa a ser secundária; você já se tornou capaz. Então, esse é o desafio. É fazer com que eles percebam, durante todo o curso, o valor de exercitar o pensamento crítico, de exercitar a maturidade intelectual deles, de constituir a maturidade intelectual deles ao longo desse tempo. Eu acho que, no final das contas, além de gestores públicos, a gente quer formar cidadãos capazes de deixar (uma contribuição), mesmo que eles não participem da gestão pública, no mínimo, eles têm que ser cidadãos que conseguem (fazer isso) (CONCEIÇÃO, 2017, informação verbal).

A visão do coordenador do GPDES é a de que o processo de ensino aprendizagem, quando oferece a oportunidade de praticar o pensamento crítico, possibilita o exercício da maturidade intelectual dos estudantes. Como decorrência, este processo promove o desenvolvimento das habilidades para uma atuação profissional qualificada, a ser observada, especialmente, no exercício da função pública.

campo profissional foi fortemente estimulada nas discussões centrais promovidas pelo ‘campo de públicas’.

O espaço acadêmico para as ações pedagógicas de integração da teoria com a prática é bastante diversificado. Em algumas IES, esta integração foi proposta pela via dos estágios supervisionados. Em outras, por programas de imersão acadêmica, de natureza extensionista. E, ainda, pelo viés da pesquisa aplicada, por meio da observação participante dos estudantes nas esferas organizacionais públicas e/ou associadas à função pública.

Em artigo sobre a experiência da UnB com o programa de Residência em Políticas Públicas (RPP), concebido concomitantemente com o próprio curso de graduação desta Universidade, Midlej e Silva et al (2015) apontam as diferenças entre propostas alternativas de imersão acadêmica promovidas pelas IES, sobretudo a partir da instituição das DCN, mas ressaltam, não obstante essas diferenças, o princípio comum dessas experiências:

Para todas as experiências aqui citadas há o princípio comum de que o estudante complementa sua formação teórica ao conviver com a prática profissional, ao realizar uma pesquisa in loco, seja para a observância da gestão de uma política pública, seja para determinado estudo organizacional (MIDLEJ e SILVA et al, 2015, p. 594).

Na visão das autoras, para além de um requisito determinado pelas DCN, a aproximação entre teoria e prática se revela como uma possibilidade de alcance de um patamar qualitativamente superior na formação pretendida. Representa, portanto, um ganho qualitativo para os egressos dos cursos de formação na área pública, a ser refletido em uma atuação profissional mais consistente e mais abrangente.

Além do incremento na formação de gestores, os resultados destas experiências têm contribuído significativamente para a consolidação da base de dados de pesquisa dos grupos que investigam o campo das políticas públicas, bem como programas específicos de governo. Por meio desta interface, isto é, da presença constante dos estudantes de graduação nos órgãos públicos, nas organizações do terceiro setor ou mesmo nos organismos internacionais, o acesso às informações se amplia, traduzindo-se em um potencial promissor para as ciências sociais aplicadas, sobretudo para a pesquisa e produção científica nesta área.

A união de teoria e prática tem levado a uma formação ampla, explorando variados aspectos que permeiam o campo da gestão pública, possibilitando uma formação tecnopolítica a partir da análise de uma política pública em determinado contexto organizacional. A base metodológica adquirida tem permitido o levantamento de dados dentro de uma abordagem qualitativa, sem perder de vista também os dados quantitativos, considerando as variáveis contextuais. Ou seja, tem-se conseguido realizar uma pesquisa avaliativa de caráter científico com produção de conhecimento, visando a atuação profissional para os futuros formandos (MIDLEJ e SILVA et al, 2015, p.608).

A “imersão” – termo genericamente designado para tais experiências – é vista, para o conjunto de coordenadores entrevistados, como um instrumento fundamental a ser implantado nos respectivos cursos. Todos esboçaram a preocupação com o tema, muito embora as IES analisadas ainda se encontrem em diferentes estágios com relação à implementação destes instrumentos, sob formatos distintos.

Teixeira (2017, informação verbal) descreve algumas experiências inovadoras do curso de Administração Pública da FGV realizadas a partir do estudo de casos.

Acredita que esta metodologia permite a compreensão das mudanças observadas recentemente na administração pública brasileira, mudanças que, na sua opinião,

“de certa forma desafiam velhas estruturas e velhas regras” (TEIXEIRA, 2017, informação verbal).

A imersão proposta no novo PPC, em vigência, ocorre a partir do terceiro semestre do curso. Explica que os estudantes, em pequenos grupos, passam uma semana em Brasília, alocados em um Ministério, ou em um departamento, ou mesmo em um organismo internacional, com o objetivo de mapearem, preliminarmente, uma política pública específica da esfera em que estão “imersos”.

Ao final do período de imersão, estes estudantes são avaliados pelos gestores que os recebem.

A proposta de imersão contida no curso da FGV se desenvolve ao longo dos semestres letivos subsequentes, consistindo uma proposta de “oficina” integrada:

primeiramente, tratam de uma agenda de problemas; em seguida, de um problema específico; a partir daí, de indicadores e finalmente, a proposição de uma “resposta”

à questão estudada.

A segunda imersão é de caráter subnacional e ocorre em pequenos e médios municípios, a partir de um tema gerador. O último tema tratado foi “Finanças Municipais”. Conforme relatado por Teixeira (2017, informação verbal),

os estudantes, previamente, fizeram todo tipo de levantamento. Foram a campo, conhecer fisicamente o lugar, conversar com pessoas, entender melhor a dinâmica de funcionamento das relações econômicas do município, que é tão dependente. E o desafio foi apresentar um plano de melhorias. Todos os prefeitos vieram à apresentação final dos trabalhos e os levaram embaixo do braço. Alguns implementaram algumas coisas, mas a proposta foi diminuir o grau de dependência (TEIXEIRA, 2017, informação verbal).

A última imersão é internacional, e está sendo realizada na América Latina, com foco na “conexão sul-sul”. A ideia é que os estudantes permaneçam por vinte a trinta dias em países da América Latina e que tragam as experiências que observaram, documentadas em um relatório de avaliação das políticas. Esse projeto tem, na visão do entrevistado, duas finalidades macro: resgatar aquilo que nós podemos aprender com estas experiências e abrir caminho para aquilo que nós temos em nosso país e que podemos aportar.

Trata-se, portanto, de um projeto em que se realiza uma prospecção de negócios. Pela via acadêmica, abre-se uma dupla perspectiva para a atividade de consultoria para o setor público: a interna, para as esferas de governo nacionais e locais e a externa, no horizonte da prestação de serviços internacionais.

Para a USP, o estágio é um momento muito interessante na formação dos estudantes do curso de Gestão de Políticas Públicas. Via de regra, é através do estágio que eles se inserem na administração pública, sobretudo na administração direta - nas Prefeituras ou no próprio governo do Estado de São Paulo. Muitos estudantes permanecem na máquina pública, através de cargos comissionados, a partir da experiência que adquiriram nos programas de estágio realizados.

Valentim e Araujo (2017, informação verbal) ressaltam que a USP Leste tem feito um movimento de aproximação maior junto à Prefeitura de São Paulo, no sentido de ampliar a interação já pactuada para os programas de estágio supervisionado. A ideia é a formalização de convênios que assegurem programas de imersão, pelos quais os estudantes ficariam vinculados por um determinado tempo à administração local, para fins de realização de um estudo de caso. A proposta, entretanto, ainda está em estágio embrionário.

Costa (2017, informação verbal) afirma que, na nova grade curricular proposta para o curso de Administração Pública e Social da UFRGS, inseriu duas disciplinas específicas, de vivência em projeto de pesquisa e em projeto de extensão.

Argumenta que a Universidade possui um corpo docente que trabalha fortemente

em extensão universitária. Com isso, fortalece a perspectiva de desenvolvimento social, por meio de experiências que trazem a comunidade externa para dentro da universidade.

A concepção da prática acadêmica se faz muito pela atividade extensionista.

O grupo docente envolvido com o curso desenvolve projetos em áreas diversas, com foco na formação de gestores dentro de prefeituras. Ao mesmo tempo, trabalha com o desenvolvimento de economia solidária e bancos comunitários e tem projetos na área de gestão educacional pública de ensino fundamental e médio.

Na opinião do entrevistado, os projetos de pesquisa e de extensão não só têm proporcionado um espaço de vivência para os discentes e os professores em sala de aula, como têm trazido um público externo para dentro da universidade, seja em seminários e cursos ligados aos próprios projetos ou, às vezes, também, nas próprias atividades de ensino.

Costa (2017, informação verbal) acredita que seja através das falas, das vivências e das visitas técnicas que se abra a oportunidade para os estudantes construírem as “boas práticas” para um futuro gestor público, no sentido de firmarem as bases do diálogo com sociedade civil. Afirma que a Universidade está fazendo junto com a sociedade civil; “está aberta a um diálogo para a construção de tecnologias sociais, juntos” (COSTA, 2017, informação verbal).

Lotta (2017, informação verbal) também destaca em seu depoimento aquilo que considera como uma discussão forte no ‘campo de públicas’ e também muito presente na concepção do curso de Políticas Públicas que é a lógica do ensino- aprendizagem aplicado. Ressalta que o curso tem investido muito na perspectiva da imersão, sobretudo nas disciplinas específicas, no sentido de serem realizadas com conteúdos definidos em parceria com as Prefeituras, como disciplinas específicas de imersão. Segundo a entrevistada, a tônica principal seria não apenas a devolução, pela Universidade, do investimento público realizado, sob a forma de um programa específico, mas, também, a possibilidade de desenvolver nos estudantes um “olhar”

mais aplicado ao longo se sua formação.

Gonçalves Junior (2017, informação verbal) relata a dificuldade que os estudantes de graduação em Administração Pública da UNICAMP enfrentam para cumprirem o estágio curricular obrigatório, sobretudo em órgãos públicos ou mesmo na administração direta de Limeira/SP ou nos municípios vizinhos. Em parte, credita esta dificuldade a uma postura pouco proativa da própria Universidade, no sentido

de não realizar um investimento mais efetivo na divulgação dos cursos e na sensibilização da administração pública local para fins de parcerias e convênios.

Um projeto que a gente tem, que não saiu do papel ainda, mas vai sair em breve, é justamente a gente fazer uma espécie de sensibilização nas prefeituras das cidades próximas à Limeira, para que elas abram vagas de estágio, para que elas valorizem mesmo essas pessoas que estão se formando ali na região e que querem atuar na área pública, não é? Mas é que, muitas vezes, por essa questão cultural e histórica no Brasil, os prefeitos e secretários sequer sabem que existem pessoas formadas para isso, não é? (GONÇALVES JUNIOR, 2017, informação verbal).

Ainda com a preocupação de implementar um viés de prática aplicada no curso, Gonçalves Junior (2017,informação verbal) relata uma experiência nova, no campo das ações pedagógicas, que buscou aproximar a teoria à discussão de temas contemporâneos no campo das políticas públicas. O exercício realizado foi a condução de uma disciplina de natureza aplicada – “Laboratório de Políticas Públicas” – a oito mãos, isto é, com a participação de quatro docentes.

Foi um momento de encontro nosso, para que a gente conseguisse não só ofertar uma disciplina de forma mais completa para os estudantes, mas que esse encontro favorecesse para nós, professores, um diálogo maior entre nossa forma de ver o mundo, entre nossas perspectivas teóricas (GONÇALVES JUNIOR, 2017, informação verbal).

A experiência realizada, em sua avaliação, bem sucedida, será adotada na disciplina subsequente – “Laboratório de Políticas Públicas II”, no sentido de que se faça esse exercício permanentemente. “No fundo, assim, o curso nunca está pronto, não é, Adriana? Você sabe!” (GONÇALVES JUNIOR, 2017, informação verbal).

Menicucci (2017, informação verbal), ao expor a preocupação dos docentes envolvidos no curso de Gestão Pública da UFMG sobre a formação demasiadamente teórica, revela que esta não se configura como realidade e que os estudantes têm se envolvido em estágios na área pública desde os primeiros períodos do curso.

Acredita que haja um esforço de transição neste sentido, favorecido pela necessidade de atendimento às exigências contidas nas DCN, as quais destacam, dentre os três eixos centrais da formação pretendida, a perspectiva instrumental, de caráter mais aplicado.

Destaca a “última novidade” do PPC, com início programado para este semestre letivo: o programa de ‘inserção na gestão pública’. Trata-se da inclusão de uma disciplina no formato de laboratório, realizada em parceria com os municípios da região metropolitana de Minas Gerais, através da elaboração de projetos que complementem o atendimento às demandas concretas destes municípios.

Inicialmente, será uma disciplina optativa, exatamente pela dificuldade de torná-la obrigatória, se considerados os estudantes que já possuem vínculos empregatícios em jornada integral.

Ainda, em consonância com o argumento de Conceição (2017, informação verbal), a entrevistada considera que a formação teórica consistente, pautada pelo pensamento crítico, é estruturante para a formação de gestores públicos. Está, portanto, acima dos requisitos instrumentais apontados como parte do perfil desejado do gestor público.

Aliás, uma coisa em que a gente acredita, eu, particularmente, é que o instrumental, se você sabe pensar, o instrumental você aprende no trabalho.

O importante é saber pensar, é saber fazer a crítica, compreender as coisas. O instrumental é no trabalho, é o aprendizado no trabalho e os nossos alunos têm mostrado um bom desempenho nos seus estágios (MENICUCCI, 2017, informação verbal).

O curso de Gestão de Políticas Públicas da UnB, criado em 2009, concebeu em seu projeto original a perspectiva de Residência em Políticas Públicas (RPP) como pertencente à carga destinada ao estágio supervisionado.

À medida que o curso foi “amadurecendo”, o colegiado do curso propôs a conversão da RPP em uma pesquisa, com caráter de finalização de curso, a ser conduzida sob as referências de pesquisa aplicada, ao invés da abordagem de qualificação técnico-profissional remetida ao estágio. Neste sentido, a RPP passa, então, a ser definida como imersão acadêmica em pesquisa.

A residência, então, permanece dentro de uma modalidade de estágio supervisionado, mas que passa a se chamar “Imersão em Pesquisa Acadêmica”.

O que vem a ser isso? Eles escolhem uma determinada política pública e a organização que faz a gestão dessa política pública para realizar uma pesquisa de campo, por dois meses, que a gente chama de imersão. (...) O que a gente explora em termos epistemológicos nessa ‘disciplina’ é a análise de política pública (MIDLEJ e SILVA, 2017, informação verbal).

Em consonância com o método de observação participante, os estudantes vivenciam in loco o cotidiano da administração pública direta, do aparato administrativo vinculado aos Três Poderes, dos órgãos públicos, das organizações sem fins lucrativos e até mesmo dos organismos internacionais, tendo em vista a compreensão de seus processos e o levantamento de dados acerca da condução de políticas públicas e/ou de programas de governo específicos.

Conforme referência de Lejano (2012, apud Midlej et al, 2015), a análise da política pública, enquanto campo de pesquisa, requer a separação entre “texto” e

“contexto”. O primeiro diz respeito à construção teórica ou à concepção da política em si; o segundo trata da realidade em que esta concepção se afirma. Passa, portanto, pelas pessoas, pelos processos e pelas situações que determinam a sua dinâmica, no curso de sua implementação.

Pelas palavras do autor,

Esse texto político, que pode literalmente ser um texto, como um novo estatuto, é moldado em alguns lócus de decisão e então importado para diferentes situações e implementado. Nesse processo lógico, o texto é criado distanciado do contexto de sua aplicação (LEJANO, 2012, apud MIDLEJ et al, 2015, p. 597).

A RPP, conforme estabelecido na revisão do PPC da graduação em Gestão de Políticas Públicas da UnB, surge como componente articulador da teoria e da prática, em linha ao disposto nas DCN. Visa aproximar o “texto” do “contexto”, promovendo a interação do campo teórico da concepção das políticas públicas com o espaço em que estas se disseminam como ação.

Segundo depoimento de Midlej e Silva (2017, informação verbal), a RPP pode ser considerada, se não como um eixo, ao menos como um diferencial do curso oferecido pela UnB. Avalia ter, hoje, o registro de 104 experiências de residência, realizadas desde o início do Programa. A RPP, na sua opinião, habilita os estudantes a se tornarem “analistas de políticas públicas”. A entrevistada sinaliza a existência, em Brasília, de um campo vasto para a atuação de consultores e acredita que esta atuação poderá ser protagonizada pelos egressos do curso, e enriquecida pela vivência e pelo acúmulo de experiências que tiveram ao longo da RPP.

A proposta do CSAP, da Fundação João Pinheiro/MG, também prevê a complementação da formação teórica por atividades que combinam teoria e prática,

tais como as atividades de extensão e imersão, os estágios extracurriculares e o estágio supervisionado, além das atividades complementares de graduação.

O PPC atual destaca que a principal ação de preparo para o mercado de trabalho é o Estágio Supervisionado, realizado pelos alunos nos dois últimos períodos do curso, em órgãos ou entidades da administração pública, direta, autárquica e fundacional do Estado de Minas Gerais.

Esses estágios visam integrar e preparar o aluno para a inserção na carreira pública de EPPGG, tendo em vista que é realizado no local ao qual o aluno será direcionado, após a conclusão do curso. Ainda, são diretamente associados ao trabalho de conclusão de curso, cujo tema deve estar relacionado ao órgão no qual o aluno está inserido, sendo este último um “produto” com contribuições ao órgão.

Conforme disposto no PPC do CSAP,

As atividades de extensão e imersão, bem como as atividades complementares de graduação, produzem um conhecimento para além do conhecimento acadêmico, uma vez que o conhecimento gerado é fruto de uma troca de saberes, do confronto entre o mundo das ideias e a realidade da comunidade. Algumas destas atividades de extensão, desenvolvidas e patrocinadas pela Escola de Governo e em alguns projetos em conjunto com outras Instituições de Ensino Superior e entes da Federação, objetivam levar o aluno do CSAP a conhecer in loco a diversidade da realidade brasileira e a desenvolver uma visão integrada dos processos de gestão, tão necessária à sua atuação como EPPGG (FUNDAÇÃO JOÃO PINHEIRO, 2017, Projeto Pedagógico do Curso de Administração Pública, p. 14).

As atividades de imersão, conforme dispostas no novo PPC do CSAP, são organizadas e/ou intermediadas pela Gerência de Extensão e Relações Institucionais (GERI) da Escola de Governo.

Compõem 60 horas e objetivam levar o estudante a conhecer in loco a diversidade da realidade brasileira, em nível subnacional ou federal, por meio de visitas a regiões e contextos variados.

Os projetos de imersão são desenvolvidos de acordo com a metodologia de pesquisa-ação, de forma que os estudantes aprendam a partir da troca de experiências com a comunidade local das regiões visitadas.

Além disso, possibilitam que estes estudantes desenvolvam atitudes colaborativas, em conjunto com a população local, ampliando, assim, os seus conhecimentos acadêmicos, sobretudo a partir da confrontação destes com realidades bastante distintas.

No documento Universidade do Estado do Rio de Janeiro (páginas 137-146)