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O corpo discente e a evasão observada nos cursos

No documento Universidade do Estado do Rio de Janeiro (páginas 146-156)

universitário. De forma ilustrativa, na UERJ, o ‘combo’ bolsas estudantis-restaurante universitário tem sido pautado em diversas mobilizações, como expressão mais imediata da necessidade de assistência aos estudantes para a sua permanência na Universidade.

A antítese desta análise, ainda que de forma isolada nos levantamentos aqui realizados, fica evidenciada no perfil do corpo discente do curso de Administração Pública da FGV. Segundo relatado por Teixeira (2017, informação verbal), trata-se de um curso pago, com mensalidade girando em torno de quatro mil e duzentos reais, o que, por si só, elitiza o acesso ao curso. O entrevistado complementa a informação, afirmando, entretanto, que a IES concede bolsas de estudos para até 20% dos estudantes que tenham a trajetória educacional nas escolas públicas ou que tenham sido bolsistas nas escolas privadas. Acredita que esta é uma forma pela qual promove a diversificação socioeconômica, o que, na sua opinião, não gera problemas para o curso. “Nós tínhamos, na primeira turma, um herdeiro do Itaú. E filhos de empregada doméstica. São universos completamente distintos e que conviveram muito bem, a ponto de um frequentar a casa do outro” (TEIXEIRA, 2017, informação verbal).

Destaca, ainda, que na FGV os discentes são pessoas mais jovens, que também poderiam cogitar a formação em ciências sociais, mas que acabaram optando por administração pública por quererem um curso mais aplicado, menos teórico. Adverte que buscam identificar, no processo seletivo, se esses jovens realmente desejam fazer o curso de administração pública, ou se apenas desejam ingressar naquela IES. “Aqui em São Paulo a gente tem um fenômeno: tem muita gente que quer fazer ‘GV’, mas não sabe o que quer fazer na ‘GV’. Então, esse, para a gente, não interessa” (TEIXEIRA, 2017, informação verbal). Ressalta a concentração do perfil feminino no respectivo curso: “70% dos nossos alunos são mulheres. E são mulheres que vem com valores muito caros para elas do ponto de vista da mulher, do ponto de vista da horizontalização das relações. Então, a gente tem que pensar nisso” (TEIXEIRA, 2017, informação verbal).

De uma forma geral, o ingresso de jovens aos novos cursos foi potencializado nas IES à medida que incorporaram o SISU em seus processos seletivos.

Em muitas entrevistas realizadas, também foi destacado que, em princípio, os cursos da área pública não possuíam uma identidade própria, se comparados à proposta dos cursos de administração mais tradicionais. Este fato pode ter

comprometido a adesão “consciente” dos candidatos, uma vez que os mesmos não possuíam, de forma geral, um entendimento claro acerca dos PPC.

O aluno, na média, não tem muito claro o que é o curso na realidade.

Durante o início, eles não tinham muito claro o que era, até porque é uma área nova. Agora, já têm um pouco mais claro, porque já se formou uma certa cultura. Já tem gente formada, já tem gente atuando em alguns lugares. Então, muita gente que a gente recebe já vem com alguma referência (VALENTIM e ARAUJO, 2017, informação verbal).

De uma forma geral, os coordenadores dos cursos investigados também indicam a adesão aos ‘novos’ cursos por um segmento específico de estudantes em busca de uma segunda graduação, ou ainda por servidores públicos já concursados, em busca de qualificação profissional e de progressão na carreira pública.

Valentim e Araújo (2017, informação verbal) compartilham desta visão, ressaltando que um dos perfis interessantes e bem significativos no curso de Gestão de Políticas Públicas da USP Leste é aquele em segunda graduação. “Tinha por volta de um quarto dos nossos alunos que já eram graduados. (...) Era muita gente que já era servidor público” (VALENTIM e ARAUJO, 2017, informação verbal).

Destacam, ainda, que não nutrem a expectativa de que este venha a ser um dos cursos mais procurados da USP, em função de o considerarem como um curso complexo para o egresso do ensino médio, o qual não possui o “background” ou a maturidade intelectual para a compreensão de conteúdos mais abrangentes das ciências sociais e humanas. A relação candidato/vaga para o curso hoje está em torno de cinco a seis candidatos por vaga.

Lotta (2017, informação verbal) ressalta que a graduação em Políticas Públicas da UFABC, diferentemente da USP LESTE, não atrai tanto servidor público, o que atribui ao formato mais interdisciplinar dos bacharelados concebidos pela própria Universidade e ao fato de não oferecer propriamente um curso de gestão.

Reis e Batista (2017, informação verbal) avaliam de forma bastante similar a questão do perfil discente do curso de Administração Pública da UFRRJ. Informam que as turmas iniciais contavam com um perfil de aluno mais velho, que já estavam inseridos no mercado de trabalho, sendo muitos servidores públicos já concursados, mas com atuação em cargos de nível médio. Para estes, o curso abriria a possibilidade de progressão funcional, a partir da finalização da formação de nível

superior. Alertam, todavia, que este perfil enfrenta uma dificuldade de compatibilização do trabalho com as obrigações exigidas no curso.

Os entrevistados relatam que os últimos processos seletivos, em especial as turmas de 2015 e 2016, atraíram um público mais jovem, o que acreditam ter relação com a consolidação do ‘campo de públicas’.

Ademais, consideram relevante para esta demanda o maior investimento no âmbito governamental, em termos de profissionalização da gestão pública e da necessidade de formação de quadros especificamente nesta área. Afirmam que a expectativa de aprovação em concurso público é ainda um fator que pode responder por boa parte da demanda observada nos últimos anos.

Então, também, esse é um aspecto que poderia ser pensado nessa

‘popularização’ do curso de administração pública, fazendo com que alguns alunos mais jovens migrem para esse curso, pensando até mesmo em concurso, pensando em trabalhar no âmbito da gestão governamental. A variável concurso, ela ainda é determinante (REIS e BATISTA, 2017, informação verbal).

Midlej e Silva (2017, informação verbal) também sinaliza uma mudança no perfil das turmas atuais do curso de Gestão de Políticas Públicas da UnB quando comparado ao perfil da primeira turma, de 2009. Esta concentrava um perfil de pessoas de segunda graduação. Já a partir de 2010, o perfil é de alunos entre 17 e 18 anos, advindos do ensino médio. Atualmente, um ou outro candidato opta pelo curso para ter uma segunda graduação nessa área. Geralmente, estes são funcionários públicos que estão buscando uma base de conhecimentos que, porventura, não tiveram antes.

Costa (2017, informação verbal) ratifica, no perfil do discente do curso de Administração Pública e Social da UFRGS, os segmentos dos que já são servidores públicos, de faixa etária mais elevada, e os que já possuem um curso superior terminado, mas que acabam se interessando pela carreira pública, na expectativa de virem a prestar algum tipo de concurso.

A gente não sabe até que ponto essa ambição é dada pela questão de procurar simplesmente uma carreira mais estável ou porque, efetivamente, tinha um espírito republicano, no sentido de atuação, entendeu? Uma motivação mais cívica, digamos assim, do que instrumental. Isso a gente não tem condições de avaliar (COSTA, 2017, informação verbal).

O entrevistado reconhece no ‘alunato’ um perfil com um pouco mais de experiência de formação e de vivência no serviço público, interessado na discussão a respeito da crítica ao gerencialismo e nas possibilidades que se abrem em termos de pensar a administração pública com um diálogo mais efetivo com a sociedade civil e com os movimentos sociais.

Entretanto, menciona que o pensamento crítico sobre a gestão pública e sua interface com a sociedade civil e com os movimentos sociais, bem como a análise de temáticas que permeiam essa discussão, ainda é incipiente para muitos.

Alguns alunos que vêm desses traços mais de militância e tal, já trazem um grau de politização um pouco maior e essa discussão faz muito sentido.

Mas, para muitos deles, essa é a primeira vez que se produz um debate, uma formação. A gente escuta eles falarem “nunca na minha cabeça eu discuti isso; no meu ambiente de trabalho não se discute isso” (COSTA, 2017, informação verbal).

Na visão de Gonçalves Junior (2017, informação verbal), os alunos de Administração Pública da UNICAMP são “os alunos mais críticos, mais participativos, que mais falam nas aulas, que mais se envolvem em trabalho social e que mais se envolvem nas atividades extraclasse”(GONÇALVES JUNIOR, 2017, informação verbal).

O coordenador avalia que estes alunos têm um perfil de engajamento e de politização muito diferenciado dos demais estudantes dos outros cursos, sobretudo daqueles do curso de administração da própria UNICAMP.

Atribui este maior engajamento político a duas dimensões analíticas que se retroalimentam. A primeira diz respeito ao perfil mais crítico daqueles que escolhem administração pública, por se interessarem, de antemão, por questões de Estado e de políticas públicas. A segunda se refere ao empoderamento que assumem, ao longo do curso, pelo conhecimento mais consistente adquirido, sobretudo a partir das disciplinas específicas que tratam dos desafios da gestão de políticas públicas.

Assim, a “transformação” crítica alcançada, segundo Gonçalves Junior (2017, informação verbal) não se dá exclusivamente pela proposta do curso e pela atuação docente, mas estes componentes se revelam como catalizadores de uma consciência crítica e de um engajamento político latentes nesses alunos.

Sobre a perspectiva de formação ou de emersão do pensamento crítico, Conceição (2017, informação verbal) adverte que as propostas dos cursos surgiram

como aglutinação de ‘um monte de boas ideias’. Na medida de sua implementação, mostraram-se, todavia, carentes de adequação ao retrato real do corpo discente, no tocante às suas fragilidades estruturais de formação.

A gente, agora, percebeu que o nosso aluno tem uma dificuldade muito grande em métodos quantitativos. Então, a gente foi adaptando o curso para resolver isso. A própria redação, o exercício da escrita. Então, isso tudo, e como ensinar melhor, para ele enfrentar desafios que, às vezes, a gente nem imaginava que houvesse, não é? O professor universitário não acha que vai enfrentar isso, que é ensinar o aluno a escrever e até desenvolver o gosto pela escrita, desenvolver o gosto e a disciplina pelo estudo, não é? (...) É assim e ainda bem que a gente está tendo a oportunidade de pegar esses desafios, porque o desafio existe para a sociedade. Então, é nosso, não é? Se o ensino médio não fez o seu papel, se o ensino fundamental não cumpriu o seu papel, a gente vai ter que dar um jeito de minimizar os danos. Enquanto o ensino médio não estiver funcionando de maneira plena, a gente vai ter que complementar isso (CONCEIÇÃO, 2017, informação verbal).

Este desafio está posto não apenas para a formação de gestores públicos, mas para a formação humana. Na perspectiva aqui defendida, de que a formação determinará uma ‘nova’ governança pública, não podemos nos esquivar de nossa responsabilidade no processo amplo dessa formação, o que se apresenta como desafio anterior à própria inserção social no meio acadêmico universitário.

O perfil discente aqui descrito não é restrito aos cursos de graduação de gestores públicos. Este é o perfil discente da maior parte dos cursos universitários públicos no Brasil. E a partir do momento em que, de fato, assumimos a educação superior como uma das nossas bandeiras ‘públicas’, não cabem inflexões e nem tampouco lamúrias acerca daquilo que se pode ou não fazer. Esse discente é a nossa ‘matéria prima’. É com ela, e para ela, que vamos exercer a atividade acadêmica em sua plenitude.

Considerando o perfil discente retratado pela maioria dos entrevistados, buscamos identificar o grau de evasão de alunos nos cursos de graduação analisados, como forma de apontar um indicador, entre tantos outros, para a avaliação da eficácia dos mesmos, bem como a efetividade de suas propostas.

Há uma convergência nos discursos dos coordenadores dos cursos que aponta para uma mudança de trajetória nos índices de evasão observados, culminante com o próprio processo de adequação dos PPC.

Teixeira (2017, informação verbal) nos informa que enquanto o curso de Administração Pública da FGV era uma linha de formação do curso de

Administração, a taxa de evasão era grande. O coordenador afirma que hoje, após a sua estruturação como curso próprio, e não mais linha de formação e, sobretudo, a partir do processo seletivo mais direcionado para o curso, a taxa de evasão é próxima de zero. A FGV realiza duas seleções anuais, “de inverno” e “de verão”, aprovando 50 alunos em cada. A evasão tem ficado em torno de três a quatro por cento deste total.

Valentim e Araújo (2017, informação verbal) alertam para o número limitado de egressos do curso de Gestão de Políticas Públicas da USP LESTE ao longo dos seus anos iniciais. Relatam que o curso era o que menos formava, dentre os dez cursos de graduação oferecidos pela EACH. Com relação às duas primeiras turmas, dos 120 ingressantes, aproximadamente uns 20 alunos concluíram o curso. Avaliam que hoje este número deva estar na média de 60 alunos.

Sobre as possíveis causas desta evasão, e também da retenção de alunos por tempo superior ao previsto para a integralização do curso, acreditam que o curso seja “árido” para muitos, pois passa necessariamente por temáticas muito diversas, próprias da característica multidisciplinar das políticas públicas. Assim, os alunos têm que cumprir muitas disciplinas e se assegurar de muitos conteúdos, oriundos de distintas referências no campo teórico, conteúdos estes que julgam fundamentais, face à intenção de formar gestores não direcionados para uma área específica de políticas públicas.

Reis e Batista (2017, informação verbal) também apontam para uma evasão considerável observada na graduação em Administração Pública da UFRRJ. Com relação às turmas iniciais, de 2010, 2011 e 2012, apenas 38 alunos concluíram o curso, de uma entrada de 135 alunos ao longo desses três anos. Acreditam que a dificuldade de conciliar trabalho e estudo, agravada pela condição financeira dos estudantes, possa comprometer a sua permanência no curso. Também creditam esta evasão ao distanciamento do campus da UFRRJ dos principais centros urbanos e à restrita malha de transportes locais, o que compromete a mobilidade urbana na região e afeta a permanência nos cursos, sobretudo nos cursos noturnos, como é o caso em tela.

Reiterando o alto índice de evasão como uma característica dos cursos de formação de gestores públicos, Lanzara (2017, informação verbal) expõe que na graduação em Administração Pública da UFF/Volta Redonda se formam, em média, de 30 a 40 alunos por ano, de um total de 80 ingressantes/ano. Considera que, de

uma maneira geral, esse é um problema de todos os cursos do chamado ‘campo de públicas’.

O entrevistado reconhece o esforço governamental bastante significativo de inclusão, mas adverte que não houve a contrapartida, no sentido da fixação desse aluno no interior. Também alerta para o fato de não haver, em princípio, uma identidade clara com relação ao propósito do curso, o que poderia afetar a permanência dos alunos nos respectivos cursos do ‘campo’.

Então, o motivo da evasão é esse, e também no caso específico da administração pública, é a falta dessa identidade. O aluno muitas vezes entra no curso de administração pública como uma segunda opção, por não ter entrado num curso de administração, ou em outros cursos, como direito, que digamos, entre aspas - não é? - têm um certo prestígio. Então, isso é muito comum, principalmente entre os alunos do primeiro ano (LANZARA, 2017, informação verbal).

De um modo geral, avalia que a Instituição tem buscado superar este problema com esforço próprio e tentado buscar uma forma de reter o aluno através de atividades de extensão, as quais, na medida do possível, o ajudam nesse processo de fixação.

Na mesma linha de argumento, Costa (2017, informação verbal) avalia que o primeiro processo seletivo para a graduação em Administração Pública e Social da UFRGS foi visto como porta de entrada para o curso de Administração. “Muita gente achava que depois podia fazer uma transferência interna, que tinha o atalho aí, não é?” (COSTA, 2017, informação verbal). Segundo seu relato, o primeiro grupo que realmente se formou em cinco anos contava com apenas 11 alunos. Acredita que somente a partir do segundo e terceiro ‘vestibulares’ é que houve uma melhor compreensão da proposta do curso, o que começou a se refletir em uma entrada mais assertiva, com menor grau de evasão. No último semestre, concluíram o curso 16 alunos, de um total de 40 ingressantes por semestre. Ainda hoje, um problema observado é a retenção do aluno por tempo muito superior aos cinco anos programados para o curso.

O depoimento de Gonçalves Junior (2017, informação verbal) reitera os argumentos até aqui levantados, quanto à identidade dos cursos da área pública e o seu impacto na permanência dos estudantes.

Afirma que na UNICAMP a evasão era maior quando o curso ainda era voltado para a gestão de políticas públicas, o que se justificaria pela falta de

aderência dos alunos à proposta, sobretudo nos anos iniciais, de formação mais

“genérica”. Relata que muitos acabavam se direcionando para empregos na área privada e solicitavam a transferência de curso, quando não o abandonavam. Em 2014, com a reformulação do PPC e a mudança para “Administração Pública”, as disciplinas da área pública começaram a ser ofertadas desde o primeiro semestre, o que favoreceu o reconhecimento da identidade do curso e se refletiu em menor taxa de evasão. Como efeito do que considera como “uma mudança radical” no PPC, observa-se, hoje, um maior engajamento ao curso de graduação, com uma média de 55 concluintes dentre os 60 que ingressam anualmente.

Menicucci (2017, informação verbal) e Conceição (2017, informação verbal) também confirmam a sua preocupação com o alto grau de evasão e de retenção de alunos, observados nos cursos de graduação oferecidos, respectivamente, pela UFMG e pela UFRJ.

Com relação à evasão na graduação em Gestão de Políticas Públicas da UnB, Midlej e Silva (2017, informação verbal) nos informa que não está acima da média observada nos demais cursos da Universidade. Ainda, expõe uma crescente demanda de alunos de outras graduações, que desejam migrar para o curso.

Acredita que estas transferências internas compensem as saídas, o que preserva a média de alunos matriculados, considerando o ingresso de 50 alunos por semestre.

Esta admissão se faz pelo ENEM, pelo vestibular (apenas no segundo semestre) e por um programa específico da UnB, o Programa de Aceleração Seriada (PAS).

O PAS é uma modalidade de acesso ao ensino superior específica da UnB, a qual permite ao estudante do Ensino Médio o acesso aos cursos de graduação da Universidade, de forma gradual e progressiva, mediante a realização de três avaliações, realizadas ao término de cada série do Ensino Médio. No primeiro semestre de cada ano letivo, 50% das vagas oferecidas para cada curso de graduação da UnB destinam-se aos candidatos aprovados pelo PAS realizado no semestre anterior.

Já em relação ao CSAP, ofertado pela Fundação João Pinheiro/ MG, o percentual médio de concluintes observado nos últimos dez anos fica em torno de 80%. Credita-se este alcance à peculiaridade da proposta definida no PPC, a qual estabelece, já no processo seletivo, o direcionamento dos estudantes para a atuação futura na carreira de Gestor de Políticas Públicas e Gestão Governamental

do Estado de Minas Gerais, bem como determina a integralização do curso como um dos seus requisitos.

6 AS REPRESENTAÇÕES DA GESTÃO PÚBLICA

Neste capítulo, buscamos identificar a opinião dos coordenadores dos cursos de graduação de gestores públicos com relação à forma como a gestão pública está representada nos cursos que coordenam.

Buscamos reconhecer o viés ideológico predominante nos respectivos cursos e o quanto este viés se manifesta em defesa de uma concepção para a gestão pública, a ser norteadora de suas práticas.

Em seguida, procuramos reconhecer em que medida a concepção de gestão pública se reflete no perfil desejado para o gestor público. Buscamos identificar as características que melhor ilustram este perfil, de modo a estabelecermos uma correlação deste com a abordagem referendada pelas DCN.

Finalmente, buscamos detectar a visão dos entrevistados quanto ao campo de atuação profissional para os egressos dos cursos de graduação de gestores públicos, de modo a melhor compreendermos as dimensões, públicas e/ou privadas, que reconhecem como potenciais de inserção para os profissionais com esta formação.

No documento Universidade do Estado do Rio de Janeiro (páginas 146-156)