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Análises Clínicas

No documento Revista (páginas 43-47)

COMPARAÇÃO ENTRE DIFERENTES MÉTODOS FENOTÍPICOS PARA A IDENTIFICAÇÃO DE ISOLADOS AMBIENTAIS PATOGÊNICOS EM UM LABORATÓRIO DE MICOLOGIA

Roberta Stefanello de Jesus, Thais Angelo Machado, Amanda Gomes Faria, Robson Henrich Amaral, Alexandre Meneghello Fuentefria

O principal agente oportunista mais comum de doenças fúngicas é a Candida albicans, entretanto nas últimas décadas tem ocorrido um aumento do número de infecções causadas por espécies de leveduras ditas “não- albicans”, como é o caso de C. krusei, C. tropicalis, C. glabrata, além de Trichosporon spp., Rhodotorula spp., dentre outros. Logo, o aperfeiçoamento dos métodos laboratoriais tem possibilitado a identificação rápida de leveduras ao nível de espécie auxiliando no prognóstico e na terapêutica destas doenças. O objetivo deste estudo foi comparar a identificação de isolados ambientais patogênicos através da utilização do meio de cultura cromogênico CHROMagar® Candida, do sistema automatizado Vitek2 Compact(V2C) e do microcultivo em lâmina.

Um total de 9 leveduras isoladas de diferentes fontes aquáticas da região metropolitana de Porto Alegre foram semeadas em CHROMagar® Candida e as placas foram incubadas a 32ºC por 24 a 48 horas antes da leitura.

Paralelamente, os isolados foram semeados em Ágar Batata e posteriormente analisados ao microscópio óptico para a observação da filamentação. Além disso, estes foram submetidos à análise através do sistema V2C. As

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espécies identificadas foram C. parapsilosis (4), C. catenulata (2), C. guilliermondii (1), Rhodotorula glutinis (1) e Kodamaea ohmeri (1). O CHROMagar® Candida mostrou boa concordância com o microcultivo, mas baixa concordância com o V2C. Meios de cultivo diferenciais como o CHROMagar podem auxiliar na análise da pureza de uma amostra, porém muitas vezes os micro-organismos necessitam da onfirmação da identificação através de outros métodos de maior especificidade, já que uma identificação correta das leveduras é uma das etapas mais importantes tanto na epidemiologia da doença quanto na escolha do tratamento.

PRIMEIRO RELATO DE UMA KLUYVERA GEORGIANA PRODUTORA DE KPC

Carolina Silva Nodari, Vanessa Bley Ribeiro, Alexandre Prehn Zavascki, Afonso Luis Barth

Introdução: A produção de KPC se constitui num dos principais mecanismos de resistência aos carbapenêmicos em enterobactérias, porém, até o momento sua presença não foi relatada no gênero Kluyvera. Objetivo:

Caracterizar fenotípica e genotipicamente um isolado de Kluyvera sp. resistente aos antibióticos carbapenêmicos.

Materiais e métodos: O isolado foi obtido de aspirado traqueal e submetido à análise por seqüenciamento do gene 16S para confirmação da espécie bacteriana. O teste de suscetibilidade aos antimicrobianos foi realizado por microdiluição em caldo de acordo com o Clinical Laboratory Standards Institute. Para detecção de β–lactamases de espectro estendido (ESBL) foram realizados testes fenotípicos e a confirmação genotípica foi realizada por PCR para os genes blaCTX-M, blaTEM e blaSHV. Na triagem de carbapenemases foram realizados o teste de Hodge modificado (MHT) e o teste dos discos combinados com ácido borônico (BA), sendo a PCR realizada para os genes blaIMP, blaSPM e blaKPC, O seqüenciamento do gene blaKPC foi realizado para determinar a variante genética presente. Resultados e Conclusões: O seqüenciamento do fragmento amplificado do gene 16S apresentou 99,85%

de similaridade com o descrito para a K. georgiana ATCC 51603. O isolado apresentou resistência a todos os β- lactâmicos testados, porém, demonstrou sensibilidade a outras classes de antibióticos. A pesquisa de ESBL não revelou resultados positivos. Os testes fenotípicos para pesquisa de carbapenemases (MHT e BA) foram positivos, bem como a PCR para o gene blaKPC. O seqüenciamento deste gene apresentou 100% de similaridade com o gene blaKPC-2. Este é o primeiro relato da presença da enzima KPC em um isolado do gênero Kluyvera, o que justifica sua elevada resistência aos antibióticos β-lactâmicos.

SOROPREVALÊNCIA DAS HEPATITES VIRAIS EM PACIENTES ATENDIDOS EM UM PRONTO- ATENDIMENTO MÉDICO DE SANTA MARIA-RS

Mariana Preussler Mott, Thaíse Martins Stangerlin, Graziela Maria Schuh

As doenças transmissíveis endêmico-epidêmicas continuam sendo um grande desafio no Brasil, dentre estas doenças estão as hepatites, as quais causam inflamação no fígado e possuem causas diversas. Quando esta inflamação tem caráter infeccioso, os agentes etiológicos são os vírus da hepatite A, B e C. Segundo estimativas da Organização Mundial da Saúde, bilhões de pessoas já entraram em contato com algum vírus da hepatite e milhões são portadores crônicos. Devido a grande incidência de casos de hepatites virais, objetivou-se avaliar o número de pacientes infectados pelos principais vírus da hepatite, atendidos no Sistema Único de Saúde em um Pronto Atendimento Médico de Santa Maria – RS. Foi realizado um levantamento de dados entre 08/2011 a 08/

2012, totalizando 1014 solicitações de exames imunológicos para o vírus da hepatite A (VHA), hepatite B (VHB) e hepatite C (VHC). De todas as amostras analisadas, 3,6% (36/1014) apresentaram-se positivas para um dos vírus, sendo que 11,1% (4/36) eram reagentes para o VHA, 44,4% (16/36) para o VHC e 44,4% (16/36) para VHB. Os resultados indicam que há uma maior prevalência das hepatites B e C, as quais são consideradas mais graves, podendo levar ao desenvolvimento de cirrose ou hepatocarcinoma. Estudos realizados no Brasil mostram que o VHB é o mais frequente, seguido do VHA e VHC, porém nosso estudo demonstra que o VHA não foi o segundo mais incidente. Isto deve-se ao fato de que a maioria dos exames solicitados para o diagnóstico das hepatites virais eram para adultos. E a prevalência de VHA é mais frequente em crianças devido a sua forma de transmissão. Nossos resultados reforçam que as hepatites virais ainda são um problema sanitário de muita relevância, principalmente em países em desenvolvimento como o Brasil, e em indivíduos com condições socioeconômicas menos favorecidas.

EFEITOS DA ADMINISTRAÇÃO DE VITAMINAS E e C SOBRE O CONTEÚDO LIPÍDICO DE CÉREBRO DE RATOS EM MODELO DE HIPERPROLINEMIA

Bruna Estefanelo da Rosa, Fernando Kreutz, Fernanda Rossatto Machado, Camila Braz Menezes, Ana Carolina Breier, Andréa Gisiane Kurek Ferreira, Maira Jaqueline da Cunha, Angela Terezinha de Souza Wyse, Vera Maria Treis Trindade

A hiperprolinemia tipo II é um erro inato do metabolismo causado pela deficiência da enzima Δ1-pirrolino-5- carboxilato desidrogenase, resulta no acúmulo tecidual de prolina, e manifesta-se por retardo mental e convulsões. Trabalho anterior demonstrou que a hiperprolinemia aumenta os níveis de gangliosídios, o que pode causar alterações nas membranas neurais (Int. J. Dev. Neurosci. 6: 567-573, 2008). Tendo em vista que esses glicoesfingolipídios apresentam um importante papel na regulação das funções sinápticas, um aumento de seu conteúdo pode estar relacionado ao desenvolvimento do quadro neurológico da hiperprolinemia e/ou ser reflexo de processo de gliose reativa. Considerando a atividade neuroprotetora proposta às vitaminas E e C em modelos de hiperprolinemia, o objetivo deste trabalho foi investigar se o tratamento com essas vitaminas seria capaz de

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prevenir os efeitos da prolina sobre a composição lipídica das membranas neurais. Para tanto, ratos Wistar foram divididos em quatro grupos: controle (salina); vitaminas E+C; prolina; e prolina + vitaminas E+C. As administrações foram realizadas diariamente do 6º ao 28° dia de vida pós-natal (salina, prolina por via sc;

vitaminas E+C por via ip.). Doze horas após a última injeção, os animais foram decapitados, o córtex cerebral foi dissecado e os lipídios extraídos com clorofórmio:metanol. A partir dos extratos lipídicos, procedeu-se a dosagem de fosfolipídios (Bartlett), colesterol (Kit Labest) e gangliosídios (TBA). Os diferentes gangliosídios foram analisados por cromatografia em camada delgada (silicagel G-60), seguida de densitometria. A análise estatística foi realizada por ANOVA de duas vias. Nossos resultados confirmaram o efeito da prolina sobre a composição lipídica das membranas neurais, com aumento exclusivo de gangliosídios e demonstraram que o tratamento com as vitaminas E+C foi capaz prevenir tal alteração bioquímica. Sugerimos assim, que a composição lipídica das membranas neurais (gangliosídios) possa ter uma participação importante na neurotoxicidade observada na hiperprolinemia tipo II. (Pibic-UFRGS/CNPq, FAPERGS, CNPq).

PERFIL DE SUSCETIBILIDADE AOS ANTIFÚNGICOS COMERCIAIS DE ESCOLHA EM ISOLADOS DE CANDIDA spp. OBTIDOS DE AMOSTRAS DE URINA

Paula Luttjohann Rodrigues, Débora L. Becker, Tiana Tasca, Alexandre Meneghello Fuentefria

Considerado um patógeno oportunista, o gênero Candida é uma levedura dimórfica presente na flora normal da pele, cavidade oral, trato gastrointestinal e reprodutivo. Estas leveduras têm grande importância devido à alta frequência com que infectam o hospedeiro humano em quadros de imunocomprometimento do paciente. Sabendo- se que a candidúria é um evento muito frequente entre indivíduos hospitalizados e imunodeprimidos, e devido aos crescentes relatos de resistência terapêutica descritos na literatura, objetivou-se avaliar o perfil de suscetibilidade de isolados clínicos de candidúria frente a fármacos de escolha para o tratamento desta infecção, através do método de microdiluição em caldo proposto pelo CLSI. Foram utilizados para os testes 25 isolados obtidos de amostras de urina coletadas no Laboratório de Análises Clínicas e Toxicológicas da UFRGS. Foram testados antifúngicos azólicos (fluconazol, miconazol e cetoconazol), poliênicos (nistatina) e anidulafungina, pertencente à classe das equinocandinas. Os pontos de corte dos fármacos não estabelecidos pelo CLSI foram obtidos de estudos publicados. A leitura do ensaio foi realizada após 24h e 48h de incubação a 37°C. Dos 25 isolados testados, 3 foram resistentes ao fluconazol, 2 resistentes ao cetoconazol, 2 resistentes ao miconazol, 1 isolado apresentou MIC superior a maior concentração testada para anidulafungina e todos os isolados foram sensíveis a nistatina na faixa de concentração testada (0,5-256 µg/ml). Estes resultados até o momento reforçam a importância da realização da identificação a nível de espécie e da realização do teste de suscetibilidade aos convencionais antifúngicos para os isolados de candidúria, auxiliando assim na escolha da melhor conduta terapêutica.

A EXPERIÊNCIA DA UNIDADE DE HEMATOLOGIA/HCPA NA QUANTIFICAÇÃO DE CÉLULAS PROGENITORAS CD34+ EM SANGUE DE CORDÃO UMBILICAL NO PERÍODO DE JUNHO DE 2011 A ABRIL DE 2012

Luciana Scotti, Suzane Dal Bo, Mariela Granero Farias, Tatiana Biembengut, Christina Matzenbacher Bittar, Ana Paula Alegretti, Fabiane Spagnol Pedrazzani, Camille Possebon Krzyzaniak

Introdução: O sangue de cordão umbilical (SCU) contém células progenitoras hematopoiéticas que possuem uma utilidade clínica na reconstituição do sistema, substituindo transplantes de medula óssea e de aférese. O uso do SCU como fonte de células progenitoras adultas hematopoiéticas possue diversas vantagens que entre elas são a facilidade, segurança, rápida disponibilidade, sem atrito ao doador. Os parâmetros utilizados para a qualidade do sangue de cordão umbilical e como preditor para o sucesso dos tranplantes são: contagem de células mononucleares e quantificação de células CD34 positivas. Objetivos: O objetivo de trabalho foi medir a quantidade de células CD34 positivas em amostras de sangue de cordão umbilical de recém-nascidos no Hospital de Clínicas de Porto Alegre. Materiais e métodos: A quantificação das células CD34+ foi realizada no citômetro de fluxo FACScalibur (Becton Dickinson Biosciences), utilizando os anticorpos monoclonais CD45 FITC e CD34 PE, segundo o guideline ISHAGE. Foram adquiridos 80.000 eventos CD45+, garantindo no mínimo 100 células CD34+.

Resultados: Foram avaliados resultados da quantificação do CD34 de amostras de SCU de 234 pacientes, no período de junho de 2011 a abril de 2012. Para análise estatística foram usados mediana e intervalos interquartis (P25 e P75) para variáveis assimétricas. O valor de CD34 obtido foi mediana 0,23% (0,07-0,34); 105,6/ml (71,3- 167,4) e a contagem de células totais foi 45.165/ml (0,16-62.380). Conclusão: Neste estudo foi identificada uma mediana de 0,23% de células CD34+ e 105,6 células CD34+/mL nas amostras de SCU. Contudo, estes dados representam uma estimativa do valor de CD34, pois este depende de outros fatores como idade materna, idade gestacional, peso do recém-nascido, tamanho do cordão umbilical e peso da placenta. Referências bibliográficas:

Chandra, T et.al. J. Pediatr Hematol Oncol (34), 2012: 184 Solves, P et.al. Transfusion (41), 2001: 302 Surbek, D.V. et.al. Transfusion (40), 2000: 817 Bacal, N.S. et.al. Rev Brás hematol hemoter, (23), 2001: 69.

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IMPORTÂNCIA DAS TÉCNICAS MOLECULARES NO DIAGNÓSTICO DE HEMOGLOBINOPATIAS

Gabriela Klein Couto, Diogo Andre Pilger, Cristiane Seganfredo Weber, Simone Martins de Castro, Laura Alencastro de Azevedo, Juliana Longo Macedo, Vera Regina Diedrich

Introdução: As variantes de hemoglobinas (hb) são originadas por diferenças moleculares que resultam em mudanças nas propriedades físicas, químicas ou funcionais da molécula. Atualmente, o laboratório dispõe de inúmeras alternativas metodológicas para a correta identificação de casos de hemoglobinas variantes. Estas técnicas apresentam vantagens e limitações para a correta identificação das hemoglobinas, pois diferentes hb variantes podem apresentar o mesmo padrão de migração, resultando na não identificação de algumas variantes raras. Objetivos: Este trabalho teve como objetivos identificar e diferenciar, por metodologias laboratoriais clássicas e diagnóstico molecular, uma amostra com fenótipo provável de heterozigose composta entre HbS/E- saskatoon. Materiais e Métodos: Foram avaliadas duas amostras de sangue, colhidas por punção venosa, em tubos com EDTA, com migração eletroforética (IEF) semelhante à Hb S e Hb E e que apresentaram tempo de eluição das frações variantes em HPLC de 4.24 e 4.37 minutos. As análises para identificação das Hb incluíram procedimentos de isofocalização, HPLC e moleculares. A técnica de sequenciamento do gene beta da globina demonstrou duas mutações (β6 e β22), compatíveis com HbS/Esaskatoon. Resultados e Conclusões: Esses resultados justificam a importância da associação de testes laboratoriais, inclusive moleculares, nas rotinas laboratoriais para a correta identificação do perfil de hemoglobinas em alguns indivíduos, e para estabelecer a real frequência destas hb na população. Diante da diversidade de hemoglobinas variantes encontradas na população brasileira, um diagnóstico laboratorial exato, capaz de elucidar possíveis interações entre estas variantes genéticas e sua correlação com a clínica, torna-se necessário.

INVESTIGAÇÃO IN VITRO DA FORMAÇÃO DE BIOFILME POR ISOLADOS CLÍNICOS DE CANDIDA SOBRE CATÉTER VENOSO CENTRAL

Amanda Gomes Faria, Debora L. Becker, Graziela da Silva Camargo, Vanessa Zafaneli Bergamo, Alexandre Meneghello Fuentefria

Leveduras do gênero Candida são frequentemente associados como patógenos capazes de aderirem à superfície de biometeriais, de uso hospitalar ou ambulatorial, possibilitando desencadear um processo de infecção no hospedeiro. Objetivo deste trabalho foi avalizar e propor uma nova metodologia de avaliação in vitro da capacidade de aderências do gênero Candida (C. albicans, C. glabrata, C. krusei, C. tropicalis, C. dubliniensis e C.

parapsilosis), previamente selecionados devido sua forte adesão em microplacas de poliestireno, ao corpo de prova cateter venoso. Os isolados foram previamente incubadas em Ágar Sabouraud acrescido de cloranfenicol, por 24h a 32°C. A partir da colônia pura fez-se uma suspensão fúngica em solução salina 106 UFC/mL na escala de McFeraland. Incubou-se 1 mL da suspensão fúngica em 99 mL água peptonada, incubando-as em estufa por 48hr a 32°C. Após este período, transferiu-se o catéter para 50 mL de água peptonada, sendo sonicado durante 10 min para remoção do biofilme. Uma alíquota desta última suspensão foi submetida a uma diluição seriada até 10-3. Retirou-se uma alíquota de 20 µL da última diluição, e pela técnica da gota, inoculou-se em Ágar Saboraud por 48h. O crescimento de colônia leveduriforme é indicativo de capacidade aderente destas leveduras no biometerial. Até o momento, dos 15 isolados avaliados 53% dos isolados foram capazes de formar biofilme no corpo de prova. A técnica mostrou-se até o momento eficaz e reproduzível para fungos leveduriformes.

SOROPREVALÊNCIA PARA HEPATITE B EM DOADORES DE UM HEMOCENTRO

Marcelle Moreira Peres, Ângela Regasson Lena, Anelise Levay Murari, Sara Sehnem, Zanoni Segala

INTRODUÇÃO: Segundo a Organização Panamericana da Saúde a prevalência do antígeno de superfície do vírus da hepatite B (HBsAg) em doadores de sangues varia de 0,3% a 10% no continente americano. A transmissão do vírus da hepatite B (VHB) ocorre pelo sangue e fluídos corporais, como sêmen e saliva. A hepatite B apresenta formas aguda e crônica. Quando o antígeno de superfície HBsAg é detectado indica infecção aguda. Se este persiste por mais de 24 semanas, há indicativo de cronificação da doença. O rigoroso controle do sangue e hemocompontentes se faz necessário ao passo que previne e evita a transmissão do vírus VHB. OBJETIVOS:

Analisar os resultados para os testes anti-HBc e HBsAg em segundas amostras (amostras de repetição) de doadores que apresentaram o HBsAg reagente no momento da doação. MATERIAIS E MÉTODOS: Foram analisados os registros dos resultados dos marcadores sorológicos HBsAg e anti-HBc, durante o período de julho de 2010 a abril de 2011 no Hemocentro Regional de Santa Maria, totalizando 6055 doadores. A metodologia utilizada para a realização dos testes sorológicos foi ELISA. RESULTADOS E CONCLUSÃO: Do total de doadores obteve-se 3,05% (185) de solicitação de segunda amostra para a realização de diferentes exames sorológicos, sendo que 5,95% (11/185) eram para a realização do marcador HBsAg. Destas 63,63% (7/11) tiveram resultado não reagente, 27,27% (3/11) resultado reagente e 9,09% (1/11) resultado inconclusivo. As amostras não reagentes para HBsAg foram testadas para anti-HBc sendo uma delas reagente. Esses dados demonstram a necessidade da utilização de kits de alta sensibilidade e especificidade para a seleção dos doadores a fim de se diminuir o descarte de hemocomponentes por resultados falsos-negativos.

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SOROPREVALÊNCIA PARA HEPATITE B NAS COLETAS EXTERNAS DO HEMOCENTRO REGIONAL DE SANTA MARIA

Marcelle Moreira Peres, Anelise Levay Murari, Ângela Regasson Lena, Zanoni Segala, Sara Sehnem

INTRODUÇÃO: Nos últimos anos, a medicina transfusional tem evoluído bastante graças ao aprimoramento dos testes de triagem realizados nos hemocentros, a fim de evitar a transmissão de doenças infecciosas através da doação de sangue. O controle rigoroso do sangue e derivados é um dos responsáveis pela prevenção e controle da transmissão do vírus da hepatite B (VHB), um grave problema de saúde pública no Brasil. Para isto, são realizados os testes sorológicos para detecção do antígeno de superfície (HBsAg) e do anticorpo contra proteínas do núcleo (anti-HBc). OBJETIVO: avaliar a soroprevalência para os marcadores de Hepatite B (anti-HBc e HBSAg) em doadores voluntários de coletas externas em cidades de abrangência do Hemocentro Regional de Santa Maria.

MATERIAIS E MÉTODOS: O levantamento dos dados foi feito através dos registros do Hemocentro Regional de Santa Maria entre o período de dezembro de 2010 a dezembro de 2011. Para a detecção dos marcadores sorológicos para a hepatite B (HBsAg e anti-HBc ) nos testes de triagem, os ensaios foram realizados pela metodologia ELISA. RESULTADOS e CONCLUSÃO: No período foram coletados hemocomponentes de 1.350 doadores externos, sendo que 45 (3,33%) apresentaram resultado reagente para anti-HBc, 3 (0,22%) apresentaram resultado reagente para HBsAg e 1 (0,07%) apresentou resultado reagente para ambos os testes.

Esses resultados de inaptidão sorológica para hepatite B são semelhantes aos encontrados na coletas realizadas na sede do hemocentro.

CAPACIDADE DE ADESÃO DE ISOLADOS CLÍNICOS DE Candida albcans E não-albicans DE PORTADORES DE APARELHO ORTODÔNTICO FIXO

Amanda Gomes Faria, Graziela da Silva Camargo, Igor Oliveira Palagi de Souza, Adelina Mezzari, Alexandre Meneghello Fuentefria

A cavidade oral possui como flora normal diversas espécies de microrganismos, sendo as leveduras do gênero Candida um dos mais prevalentemente isolados. O objetivo do estudo foi avaliar a freqüência destas leveduras na cavidade oral de usuários e não usuários de aparelho ortodôntico fixo. A saliva de voluntários foi coletada com swabs e incubados por 24h em caldo Sabouraud com cloranfenicol. Após esgotamento em ágar Sabouraud com cloranfenicol, o crescimento do fungo leveduriforme foi confirmado pelo exame direto e a identificação da espécie foi realizado com CHROMagar® Candida, pelo microcultivo em lâmina, formação de tubo germinativo e teste de crescimento à 42ºC. A produção de biofilme foi avaliada a partir de inoculação das leveduras em microplacas de poliestireno, sendo classificada como forte, médio, fraco ou não formador de biofilme, de acordo com a técnica.

Para o teste de atividade hemolítica, a partir de uma cultura de 24h, semearam-se os isolados em ágar sangue e incubou-se a 37°C e após 48h observou-se a presença de halos de hemólise. Das 325 amostras 127 (39,1%) foram positivas para Candida sendo 59% C. albicans, C. Krusei 20%, C. tropicalis 10%, C. glabrata com 8%, C.

dubliniensis 2%, C. parapsilosis 0,5% e 0,5% Candida sp. No teste de biofilme, dos 127 isolados testados 36%

foram formadores de biofilme, sendo 22% fraco, 12% médio e 2,6% forte produtores. Dos 75 isolados de C.

albicans 87% apresentaram formação de tubo germinativo e, 67% dos isolados de C. dubliniensis também apresentarem este fator de virulência. A formação de tubo germinativo foi realizada com 76 isolados de C.

albicans e apenas 13 (16,5%) foram negativos para este teste, o que evidencia a alta virulência dos isolados.

Nenhum dos isolados foram capazes de produzir halos de hemólise.

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